Once Upon a Zombie
8 Zombie in the well
Notas iniciais
Gotas de água pingavam sob o assoalho de garapeira à medida que atravessava o corredor com seus cabelos castanhos encharcados. Enxugava seus fios com uma toalha enquanto retornava ao dormitório. No giro pelas paredes decoradas com tecidos escutou certos falatórios, tais como; ‘’Estou lendo aqui’’, ‘’Tudo que restou foi um buraco no armazém freguesa’’, ‘’Nossa associação’’...
_O quê? – Disse franzindo o cenho, afastando-se da porta.
O livro do bruxo era o único o qual se recordava de ter visto por lá. Todavia deu de ombros, se tratando das pessoas que discutiam isso, dava-se pra entender as entre linhas. Recuou seus passos e foi até ao quarto ao lado.
_Você não vai acreditar o que fizeram com Harry... – Pronunciou ao ir entrando e desviando sua atenção dos móveis rústicos. Arregalou seus olhos, engolindo as coisas em seco. _Potter... — Concluiu soltando o ar que lhe faltou segundos atrás após ver uma mulher seminua a sua frente.
_Ruby! – Mencionou sendo pega de surpresa. _Isso é jeito de entrar? – Indagou desconsertada, cruzando seus braços procurando esconder seu sutiã de renda azul a amostra.
_Você não fecha a porta não é? – Rebateu com outra pergunta nervosa.
_Não! Minha colega de quarto bate antes de invadir. – As duas ficaram se encarando por um tempo até Elsa se recompor e respirar fundo. _Vai ficar ai parada? – Franziu a testa encarando com uma expressão tanto quanto incrédula.
_Ta sugerindo o quê? — Ergueu uma das sobrancelhas boquiaberta.
_Que... Se vire! Enquanto... Você sabe! – Gesticulou, logo após seu pedido foi atendido. _Então... Quem é Harry... Cooper?
_Potter. – Enfatizou ainda de costas. _Deixa pra lá. – Soltou um suspiro ofegante. _Acho que elas fizeram as pazes. Estavam ‘’conversando’’ quando ia entrar no quarto.
_Que ótima noticia. – Proferiu enquanto vestia as peças que lhe faltavam. _Pronto.
_Acho que já vou indo. – Comentou fixando a parede branca e tediosa.
_Espere... — Elsa tocou delicadamente em seu ombro, fazendo Ruby virar para encarar-la. _Não pode ir agora, vai atrapalhar.
_Acho que já terminaram... Até porque Emma não pode ainda... – Curvou seus lábios em um pequeno sorriso, realizando gestos com as mãos. _Você sabe.
_Sei o quê? – Assistiu os olhos verdes a sua frente se viraram e não conseguiu evitar rir, enfim entendendo o que quisera dizer. _Ah... Nesse caso... Eu te acompanho até lá.
Caminharam lentamente de volta ao outro cômodo, passando uns minutos observando a cena, sem saber como atrapalhar. Emma em meios aos lençóis bagunçados deitava suas costas no espelho da cama, porém isso não impedia Regina entrelaçar seus braços, sentar na beirada do colchão e curvar seu corpo para lhe roubar beijos. Após as carícias começarem, a platéia decidiu se manifestar, fingindo uma tosse dando o sinal que estavam deslocando-se. Rapidamente se afastaram e sorriram pelo constrangimento. Mills levantou-se e plantou um beijo delicado na testa de sua loira. Elsa cumprimentou de longe enquanto Ruby já se largava em sua cama.
_Elsa, o que é isto em suas mãos? – Segurou a ponta de seus dedos para a análise.
_Terra? – Confessou já sabendo do sermão que estava prestes a escutar. _Estava na horta hoje... Eu gosto de ficar em contato com a natureza.
_Já temos um vírus aqui, não precisamos de outra doença. – Regina balançava a cabeça em sinal de negação. _Vá lavar essas mãos direito. – Ordenou durante a saída, puxando a outra para fora. _Boa noite. – Disse educadamente antes de sair. Ruby e Emma se se entreolharam confusas diante aquela cena, apesar disso não deram muito importância, cada um se virou para o lado oposto.
_Tá né, Boa noite.
**
O dia despertou com o cantar do galo, o sol foi saindo pelas frestas do galinheiro. O relógio biológico do animal fez com que os demais ficassem de pé e logo tratarem de se espalhar pela lavoura, dentre outras extensões de terra. Kristoff e Will ficaram de retirar a água. Cruzando o terreno com a carroça em mãos cheia de galões vazios, deu uma parada para curvar seu corpo, apoiando nos joelhos para resgatar o ar puro;
_Não sou fraco e não sou covarde. – Disse na defensiva.
_Eu nunca disse que era. – Rebateu Scarlet.
_Dr. Whale nunca iria aceitar trocarmos de dormitório. Não sei o que foi aquilo. – Continuava se justificando no mesmo momento em que girava a manivela em único sentindo para puxar a água do fundo do poço.
_Arrego? – Sugeriu soltando o riso. Ajudando Kristoff a puxar a corda com alguns pistões presos em nós de marinheiro, trazendo os baldes até a superfície.
_Ah, qual é Will? Ele parece comandar bem este lugar. – Colocou o pequeno mecanismo para o retorno da corda. _De onde veio não era eu. – Fingiu seu tom mais constrangido. _Se puder eu espero que não conte... A ninguém sobre as coisas que disse.
_Que coisas? Perguntou descrente enquanto enchia os galões. _Não ouvir você dizer nenhuma palavra o dia todo. – Sorriu amigável.
_O que me diz? Acha que há alguma chance de acharmos o garoto? – Questionou Kristoff.
_Pela primeira vez na vida aposto em ‘’alguma chance’’.
_Eu também. Faremos o que for preciso. – Assentiu limpando seu suor e mantendo-se firme em sua atividade. _Todos participam e fazem sua parte. Estou certo?
Ao contrário do seu parceiro, Will aproximou-se dos tijolos que cercavam o poço após ouvir ruídos estranhos. Retirou umas tábuas que tampavam metade da borda e mirou em baixo. Voltou sua atenção para Kristoff que trazia uma concha de alumínio cheia de água para beber. Disparou até ele e derrubou o objeto, impedindo ato de momentâneo.
_Não beberia isso se fosse você. – Comentou apreensivo.
Não faziam a menor idéia do que fazer com o zumbi do poço, pois o cadáver preso metros abaixo era inofensivo em partes. Então um permaneceu no local enquanto outro foi buscar ‘’reforços’’.
_Parece que temos um nadador aqui. – Comentou Regina com a lanterna enquanto iluminava a profundidade que o morto rosnava. _Há quanto tempo acha que está ai?
_O suficiente pra criar guelras. – Respondeu Dr. Whale.
_Não podemos deixar ele ai, pode fazer algo com a água. – Argumentou Ruby.
_Bem... Temos que tirar ele daí. – Concordou Mills. _É fácil, atiro na cabeça dele. – Sugeriu curta e grossa. Levando uma das mãos á cintura para pegar sua arma, contudo foi impedida pelo médico que empurrou de volta onde estava, balançando a cabeça em sinal de discórdia.
_Vou pegar uma corda. – Disse Ruby se posicionando para ir.
_Não! – Enunciou Elsa incrédula.
_Porque não? — Rebateu com calma. _É um bom plano.
_É um plano estúpido. – Mills proferiu as palavras totalmente rudes.
_É estúpido. – Proferiu Dr. Whale. _Porém se ele ainda não contaminou a água explodir o cérebro dele vai terminar o serviço.
_Ele tem razão. – Disse Will.
_Então porque não vai você? Indagou Elsa com fúria.
_Porque a Ruby é melhor nisto. – Argumentou o médico. _Não podemos arriscar, ele tem que sair vivo.
_Por assim dizer. – Rebateu a prefeita sarcástica.
_Vamos tentar de outra forma. – Sugeriu Kristoff. _Como faremos isso? Observem-me. – Como isca, amarrou uma pedra grande a uma corda, e jogou metro abaixo.
_Ele não está pegando. – Comentou Whale observando de cima junto com os demais.
_É porque enlatados não gritam quando você tenta comê-los. – Replicou Regina mantendo seu tom de sarcasmo.
_Ela está certa. – Falou Elsa. _Há um motivo para não terem atacado nossa dispensa.
_Precisamos de uma isca viva. – Disse o médico. Todos olharam para Ruby que ao perceber o desconforto engoliu as pedras que se alojavam na garganta e suspirou frustrada. Elsa que até então estava distraída percebeu o foco dos olhares.
_Já falei que gostei do seu novo cabelo? – Disse Ruby fingindo um tom de despedida e fitando o rabo de cavalo de Regina enquanto sentava a beira do poço e observava amarrarem a corda em sua cintura, passando a mesma pelo hidrante. _Combina com sua nova pose de durona.
_Não se preocupe parceira. – Proferiu o médico. _Vamos tirar-la inteira.
_E viva! Está viva é importante. – Enfatizou.
_Vocês são loucos... Comentou a loira apreensiva cruzando os braços reprovando aquilo.
_Quer ele fora ou não? – Relatou o doutor. _Olhe por nos Elsa, por favor. A mesma relutou em ir, mas acabou indo. Ficando estática ao ver Ruby com a lanterna segurando-se nos canos para descer tal profundeza.
_Está tudo bem? Perguntou segurando-se nas bordas.
_Sim! Tudo ótimo. – Respondeu fingindo um sorriso._Vivendo um sonho. – Sussurrou enquanto desempenhava a descida.
Vigiou o declive arriscado de Ruby, a qual firmava suas pernas, escalando nos pedregulhos do poço. Os outros faziam fila segurando firme a corda em volta. Mais baixo, um pouco mais. Acabou indo de vez após o corrente se romper ao redor do hidrante, arrebentando a madeira que o fixava ao chão. Ruby desceu com tudo. Will se jogou no chão para puxar a corda antes que ela caísse de vez. Regina também se arremessou para ajudar, segurando na cintura do homem puxando para trás, em função de trazer de volta a amarra, logo mais, todos fizeram isto, um cabo de guerra para trazer Ruby de volta a superfície, esta mesma que entrou em pânico, seus gritos ecoaram por todo o interior.
_Oh... Meu... Deus! – Berrou desesperada. _Me tirem daqui, me tirem daqui. – Rebatia-se no fundo do poço ao perceber o zumbi que tentava pegar-la. Todos enfileirados puxavam com força para alevantar a mesma. _Tirem-me daqui. Vamos pessoal! – Os gritos não pararam. Somente no momento em que seu corpo foi suspenso até encostar seus cotovelos na borda, ergueu-se e saiu dali o mais depressa possível. Chegou a terra firme ofegante.
_Você está bem? — Todo mundo perguntava de uma vez. Porém a mesma silenciava tentando recuperar o fôlego, de joelhos.
_De volta ao planejamento.
_É o que diz você doutor. – Sorriu sarcástica expondo a corda em mãos e entregando para que pudessem puxar o morto-vivo agora. Ela havia conseguido, só não imaginava que o plano para subir o zumbi fosse tão falho quanto o anterior. O cadáver inchado estava sendo erguido até prender na borda e partir ao meio, não só poluiu o poço com sua carne podre, mas também espalhou suas tripas pela terra.
_Devíamos selar esse poço. – Deduziu o óbvio.
_Sim, pode ser uma boa idéia. Rebateu irônica para o médico.
_E o que fazemos sobre... – Começou Will, no entanto não deu tempo de terminar sua frase. Regina puxou uma ferramenta e com voracidade acabou com a metade do morto vivo que se mexia, estraçalhando sua face em mil pedaços. Fechou seu punho e direcionou seu olhar cerrado para Dr. Whale, enfatizando antes de sair;
_Ainda bem que não fizemos nada idiota... Como atirar nele.
**
Tirando o incidente de mais cedo e o clima desconfortável que se alojou, as coisas caminhavam tranquilamente na fazenda. O vilarejo a poucos quilômetros do rancho não era muito habitado, tornando assim, uma viajem mais calma. As escolhidas da vez para executarem o trajeto a cavalo eram Elsa e Ruby. As ruas estavam desertas, na estrada reta havia apena algumas cabanas e vitrines.
_Sabe... Isto é o tipo de coisa que costumo fazer sozinha. Solo. – Começava a tagarelar só, tentando ignorar o fato de estar sendo ignorada. _É meu negócio sabe? Sou solitária. – Disse a longos suspiros _Você está bem? Vi sua expressão lá no poço. Nunca havia visto um morrer de perto? Acho que é meio chocante.
_Estou. – Poderia simplesmente ter continuado em silêncio, assim como fizera durante toda cavalgada, no entanto resolveu se pronunciar. _Bem, acho que sim. – Concluiu enquanto desciam dos cavalos e caminhavam em direção a uma vitrine. Prendeu os animais ao poste de luz e adentraram na loja. _Vou ver quais antibióticos sobraram. O que mais está na lista?
_Porque não vai começando? – Ruby retirou um papel do bolso e a entregou.
_E você?
_Vou dar uma olhada, ver o que vale a pena. Coisas em geral. – Deu de ombros e seguiu rumo à prateleira inversa. Pos a mochila sob os ombros e pegou uma cesta azul. Desenrolando um papel para si e o abrindo, varreu o corredor com os olhos, Elsa estava mais distante. Abaixou-se e começou a vasculhar as prateleiras em baixo. Revirando rótulos de produtos.
_O que pegou? – Questionou Elsa com a bolsa cheia e entre aberta.
_Nada... Só... – Disse desconcertada. _Bem, coisas em geral.
_Camisinhas? – Indagou surpresa. _Tem algum namorado e eu não sei?
_Eu? Não... Não. – Seu rosto pareceu corar diante do comentário.
_Então é bem confiante. — Comentou irônica.
_Não... – Desfez seu sorriso, dando lugar a um semblante sério. _Não, não. Eu não estava... – Suspirou sem saber ao certo o que lhe contar. _A gente deixa lá no armário da cozinha e de vez em quando somem algumas... Sabe? Você acha que ninguém... Faz... Tem relações... No apocalipse zumbi... Não é?
_Há algo errado comigo? – Perguntou aproximando-se e encarando com um olhar desafiador em meio aos gaguejos de Ruby.
_Não... Não! – Ponderou por alguns segundos procurando pensar em algo que pudesse dizer. _Não, eu... Eu não... Eu nunca ‘’dormiria’’... Eu... Estou perdida! – Soltou com o ar.
_Eu faria com você. –Ditou como certa normalidade, soando extremamente doce.
_Mesmo? – Indagou incerta. _Por quê? – Sua voz soou mais baixa que o pretendido.
_Está fazendo perguntas? – Elsa apenas riu, aproximando-se ainda mais e envolvendo sua cintura repentinamente.
_Não posso deixar de me perguntar. – Rebateu. Seus olhos verdes voltaram a fitar-la.
_Não temos muitas opções esses dias. – Brincou. Um sorriso involuntário formou-se em seu rosto, embora conhecesse Ruby há pouco tempo, os vestígios de vergonha haviam evaporado. Ficou perto o bastante para sentir uma euforia por dentro. Retirou seu boné e em seguida fez o mesmo com o chapéu de Ruby afagando delicadamente seus cabelos castanhos. Ruby não se afastou, pelo contrário podia sentir sua respiração quente corresponder o abraço. _E você não é a única solitária. — Sussurrou em seu ouvido.
Elsa a beijou primeiro solenemente, seus lábios se afastaram voltando a encontrar seus olhos. Logo depois aproximou, beijando mais uma vez, com mais força e intensidade. Não deu muito tempo e Ruby começou a lhe fazer carinhos, passando seu rosto no da loira, cheirando seu pescoço, mordendo, beijando, passando sua mão por toda a extensão do seu corpo. Uma verdadeira fúria de loba tomou conta de si. Apesar da loira está desconcertada e sem fala, dominada por arrepios, algo a vez voltar à realidade.
_Vamos devagar, ok? — Disse se afastando. Olhou diretamente em seus olhos verdes com uns risquinhos amarelos e então mirou em sua boca... Estava vermelha, pela intensidade que haviam se beijado.
_Ok. – Ruby sorriu para os olhos azuis brilhantes. Não sabia ao certo quanto tempo haviam passado daquela forma. Porém sentiu que era exatamente daquilo que estava precisando. Recompôs-se e recolheu as coisas para irem.
**
Em meios aos sonidos de corujas, a noite foi se eclodindo. Belle já estava terminando a de pôr a mesa enquanto Will recolhia suas últimas hortaliças. O cheiro do café incensava por toda a cozinha, provocando sensações e trazendo lembranças da infância para os presentes. Regina parou ao lado da cerca observando a imensa vegetação em volta. As galinhas que antes cacarejam já se recolhiam e o pasto estava vazio. Encostou-se à madeira, apoiando no cercado. Os ventos frios batiam rigidamente em seus cabelos, por isto abraçava seus braços se aquecendo até ouvir passos em sua direção.
_Não é uma boa idéia. – Disse incrédulo.
_Regina, diga pra ele que é uma boa idéia. – Replicou no mesmo tom.
_O que é ou não é uma boa idéia? – Ela interrompeu franzinho a testa numa expressão confusa.
_Somos os escolhidos da vez para ficar de vigia a noite toda na varanda de madeira suspensa á beira do lago. – Respondeu Anna.
_Acho que não temos experiência o bastante para tal atividade. – Rebateu Kristoff.
_Então... É ou não é? – Contestaram os dois na mesma hora e depois ficaram estáticos aguardando a resposta. _Você decide! – Disseram para Mills que batia o pé impaciente, cerrando os olhos pensativos.
_Hm. Kristoff nenhum de nós teve experiência o bastante para tudo isso. Temos que aprender na prática mesmo. E Anna atividade nova, cuidado em dobro. – Argumentou reservando os olhares entre o casal que ouvia atentamente. _Cuidem um do outro, ok? – Arqueou uma das sobrancelhas e voltou a encarar-los. _Fui clara?
_Sim. – Voltaram a responder juntos, assentindo e retirando-se em seguida.
_Será que Henry vai gostar dos seus novos irmãos? – Indagou uma voz tentando soar indiferente.
_Hey. – Disse carinhosamente. _O quê? – No instante em que ouviu tais palavras, seu semblante confuso foi substituído por uma expressão incômoda.
_Hey. – Emma envolveu seu ombro, trazendo a morena para mais perto do seu corpo quente. _O pessoal de Arendelle. Ele vai adorar ter uma irmã que lança gelo, um que anda com renas... – Sua voz soava alegre quase irritante.
_Oh Meu... Deus. – Não demorou muito tempo para entender toda situação. Seus olhos arregalaram-se de repente. _Eu sou a mãe deles. – Confessou mais pra si do que pra Emma que gargalhava ao ver a morena boquiaberta. _Eu sou? Oh... Eu sou... – Escondeu seu rosto envergonhado nas curvas do pescoço da loira. – Tomara que eu seja melhor em ser mãe do que em destruir a felicidade dos outros.
_Você é boa em tudo que faz. – Emma elevou seu queixo com o dorso da mão, erguendo seus olhos negros na linha dos seus. Após sua resposta, puxou seu rosto ao encontro de seus lábios e a beijou.
_E você Swan? Pode ficar andando por ai sozinha? – Murmurou entre o selar dos lábios.
_Não. – Afastou-se cuidadosamente, deslizando suave os dedos pelo seu rosto, pescoço, e braço. E por fim segurando firme em sua mão. – Mas, é que você não foi me ver hoje e eu senti... Tanto sua falta...
_Eu também. – Sorriu. – Tivemos um imprevisto, mas já foi resolvido.
_Já conquistei a Elsa, só me faltam os outros dois. E se não gostaram de mim? E de Henry? – Fingiu seu melhor tom de frustração. Regina não conseguiu evitar rir diante suas palavras.
_Eles vão amar você... — Puxou a loira de encontro ao seu peito e encaixou perfeitamente em seus braços. Emma encontrou repouse em seu ombro e pôde sentir o perfume exalando em sua pele.
_Eu também sinto falta dele. – Sussurrou. _Henry. Eu sinto falta dele todo dia. É como se... Se uma parte de mim estivesse faltando. Ele está por ai... Nesse mundo caótico e sem magia. Magia... Se ao menos pudéssemos usar para ter alguma pista dele. Mas nem isso tem mais, só... A saudade... – Lamentou-se engolindo o choro.
_Não chora... – Pediu Regina com seus olhos marejados, enxugou as lágrimas de Swan e levantou seu rosto para encarar-la. _Vamos encontrá-lo.
Se não fosse por Belle interromper, convidando as mesmas para se juntar a mesa, aquele momento teria se transformando em um rio de lágrimas. Após o termino da Refeição noturna, Mills cruzou seus braços de maneira nervosa convocando o trio. Ruby que até então estava absorta em seu pensamento voltou a fitar Emma apenas que sorriu dando de ombros.
_Anna, Elsa e Kristoff venham aqui já. – Ordenou. No entanto após ouvir como suas palavras soaram, limpou a garganta e formulou. _Por favor.
Os três a acompanharam até o fim do corredor, cochichando coisas entre eles, como se estivesse uma culpa evidente. Regina tornou a falar desviando toda a atenção pra si.
_Tenho uma pergunta para fazer e quero que sejam sinceros ok? – Indagou
_Sim. – Assentiram.
_Por acaso... – Tentou exprimir a confusão em palavras. _Eu sou... Tipo... a mãe vocês? – Soltou com ar.
_Sim? – Kristoff franziu o cenho não entendendo bem o significado de sua confissão.
_Não? – Rebateu Anna ágil como se fosse um jogo de acertos.
_Não. – Enfatizou Elsa. _Mas... – Encarou o chão com uma expressão tímida. _É como se fosse da família. – Ela sorriu e em seguida os outros também sorriram concordando com o que tinha dito.
Quando deu por si, as lágrimas já desciam pelo rosto da prefeita. Levou suas mãos abruptamente a face, tentando secar as bochechas. E chamou para o abraço mais que triplo. Assentiu em sinal que estavam liberados, e num ímpeto voltou em direção aposto e seguiu. Chegou até a janela do seu quarto e limitou-se a ficar por ali, observando a sua frente. Cerrou seus olhos, incrédula com o que estava vendo. Dr. Whale carregava madeira em uma das mãos e na outra uma maleta de ferramentas. Com um saco cheio de pregos, começou a martelar as tábuas. Interditando o celeiro. Uma expressão de dúvida tomou posse do seu rosto. – O que diabos ele está fazendo?
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