Notas iniciais
Hey heey 0/ Boa leitura, e espero que gostem ^_^

_Ah MEU DEUS! Onde ela está? – Indagou Emma vinda as presas até a cela onde Elsa tinha deixado Ruby. _Ela está bem? Foi mordida?

_Hey! Calma. – Pediu Regina. _Segundo a Elsa sim, só está cansada. – Tentou segurar os braços da loira, mas isto não foi o suficiente para detê-la de se aproximar.

_Ruby? Ruby? – Chamou apressada; _Por que ela não responde?

_Porque ela está dormindo Emma. – Rebateu Elsa, sentando-se na beirada da cama; Desde que havia carregado à mesma dos corredores pra cá, ela não havia acordado.

_OH MEU DEUS! – Elsa revirou os olhos por mais uma entrada teatral. _Onde ela está? – Perguntou Belle adentrando no lugar com Granny.

_Sim, ela está aqui. – Interrompeu Elsa. _Ela está dormindo. Dormindo. – Enfatizou.

_Não mais! – Rebateu Ruby com um tom de sussurro. _Está meio difícil, sabe. – Brincou com um fraco sorriso.

_Ruby, você está viva! – Disse Granny, afastou as mulheres do meio e abraçou sua neta. _Não estou chorando. – defendeu-se enquanto enxugava algumas lágrimas que teimavam em cair, embaçando as lentes. Emma e Belle acompanharam a mulher nos prantos, Ruby estava viva e estava ali, nem tudo estava perdido, só precisavam descansar agora.

**

~ UMA SEMANA DEPOIS ~

_Zelena, venha ver isso. – Chamou Robin, pegou nas mãos da mulher e a arrastou até a horta que o mesmo tinha improvisado. Saiu da frente, dando passagem a uma fileira de terras com pequenos grãos que brotavam.

_O que foi Robin? – Perguntou já preocupado pelo modo que o homem abordou.

_Viu? – Perguntou esperançoso, seu tom era alegre quase irritante. _Viu isso? – Tornou a perguntar. Indicou o solo, como se aquilo fosse óbvio, seu brilhos nos olhos era visível. Zelena apenas mantinha-se estática à frente, o semblante que estampava seu rosto era de quem não estava entendendo nada. _A terra Zelena! Está brotando algo nela. Há vida!

_Ah... – Abriu a boca tentando parecer interessada. _Hm, isso é... Ótimo. – gesticulou com as mãos, procurando pensar em algo pra lhe dizer. _Meus... Parabéns. – Apertou a mão do homem, bateu no seu ombro e saiu andando apressada, deixando um Robin pensativo, sem entender o que acabara de acontecer._A gente se vê por ai... – se despediu;

_Meus parabéns? A gente se vê por ai? – Repetiu tais perguntas, zombando da irmã. Ainda dando risadas pela cena, entregou a barra de ferro, que Zelena logo pegou e começou a enterrar nos cadáveres da cerca, tentava descontar sua frustração nos mortos.

_Foi tão desastroso quanto achei que seria. – Concordou Elsa, acompanhando Mills nas risadas que ecoaram por todo o gramado.

_Não se declarou pra ele ainda? – Perguntou Emma ao lado da cerca, se não se manifestasse, não notariam que ela estaria ali pelos olhares surpresas a qual foi recebida.

_Contou pra ela? – Zelena indagou incrédula, seu rosto ficou vermelho de momentâneo. Desejou que aquele ferro se transformasse em uma pá para cavar o buraco onde enterraria sua cara. _Céus!

_Compartilharmos tudo. – Rebateu Emma. _É de família. – Deu de ombros.

_É mesmo? – Perguntou Zelena descrente. _Henry já compartilhou que está namorando aquela garota?

_Ainda não. – Emma limitou-se a dizer, parecendo ligeralmente irritada. _Contou pra ela? – Protestou. Regina apenas assentiu com um fraco sorriso. _Tem mais alguma que precisamos saber?

_ Elsa também não se declarou pra Ruby. – Não precisou se virar, para sentir tamanho complô voltado pra si._Ah qual é? Ninguém me pediu segredo. – Defendeu-se.

_Eu estou pensando no quer dizer ainda. – Rebateu Elsa na defensiva.

_É, deve ser isso mesmo. – Ironizou Zelena.

_Mãe, tem um minuto? – Perguntou Henry que se aproximara. _Se vocês não estiverem ocupadas mais tarde... – Coçou a cabeça em sinal de nervosismo.

_Não vamos... – Interrompeu Emma.

_Ok... – Hesitou por breves instantes e inspirou. _Eu gostaria de falar com vocês mais tarde, pode ser?

_Claro querido. – Respondeu Regina. Saindo em seguida acompanhada de sua família. Virando-se apenas para sussurrar algo para as que ficavam já sabendo que escutaria mais reclamações mais tarde;_Pronto, agora só faltam vocês.

_Ok. Eu fui idiota e egoísta. – Confessou Elsa. _E tenho medo de perceber só agora que a parte romântica do nosso relacionamento acabou. — Sussurrou, deixando que um longo suspiro escapasse por sua boca. _E a sua desculpa qual é?

_Bem... Não gosto de oficializar nada, é sinal que as coisas ficam sérias. O que sinceramente, não faz sentido, mas isso me assusta. – Retrucou Zelena. _Tenho medo do que possa acontecer futuramente. E se...

_Hey... – Elsa a interrompeu, tocando delicadamente em seu ombro._Se ele trocar você, ele é doido... Você é incrível. – Zelena assentiu com um pequeno sorriso sugestivo em seu rosto.

_20 latas de ervilha que você não conta.

_Feito. – Apertaram as mãos, selando o acordo. _Pode preparar o estoque.

**

_Ruby... Posso entrar? – Pediu ao invadir a cela.

_Já entrou. – Respondeu. Elsa deu de ombros e deitou-se ao seu lado, embora a cama da prisão não fosse larga, estavam confortáveis daquela forma.

_Será que posso falar com você um minuto? – Perguntou, optando por encarar o teto do beliche a cima do que as íris verdes ao lado.

_Sim... Do que se trata? Precisam de ajudas na cerca? – Ditou as perguntas rapidamente. _Já estou indo. – Ergueu-se de maneira abrupta para ir, no entanto Elsa foi mais rápida, a trazendo de volta ao colchão.

_Não é isso... – Ruby apenas assentiu, permanecendo em silêncio. _É sobre nos. – Enfatizou. _Então... É que... Eu sei... Que... – A loira atrapalhou-se toda na explicação, ainda era estranho o clima embaraçoso que ainda se alojava entre elas.

_Me deixa tornar isso mais fácil pra você. – Interrompeu Ruby, assumindo a seriedade. _Você quer voltar?

_Sim. – Murmurou cabisbaixa, seu rosto corou por perceber a quão direta aquela mulher poderia ser. _Então você aceita?

_Aceita o quê? – Ruby a encarava com uma expressão divertida.

_Você sabe... – Elsa inspirou o ar, procurando a coragem que lhe faltava. _Reatar o namoro...

_Mas não namorávamos; — Retrucou convicta.

_Não?

_Não, ninguém nunca fez o pedido. – Ela mais que propôs ainda fitando os mirantes azuis que resolveram render-se aos seus.

_Hm... Você quer fazer? – Perguntou com receio, Ruby fingiu uma tosse e revirou os olhos para a loira que abriu a boca, entendendo por fim o que estava insinuando;_Ah... Você quer que eu faça? Se eu fizer, você aceita? – Pediu nervosa.

_Depende. – Ruby riu diante do seu comentário e aproveitou para passar seu braço em volta da cintura de Elsa e trazê-la para mais perto.

_De que? Franziu o cenho, confusa.

_Da minha vó; Você tem que pedir permissão a ela para me namorar. Que nem nos tempos antigos. – Respondeu, Elsa ponderou por alguns segundos, esperando a risada que não apareceu.

_ Isso é mesmo necessário? – Perguntou-lhe um pouco descrente, ainda estava no aguardo pela risada. Maldita risada que não aparecia, pensou.

_Depende, se isso importa pra você. – Ruby estava se divertindo com aquilo, mas o semblante que transmitiu foi de desapontamento.

_É claro que importa. – Retrucou. _Mas... Tem que ser hoje, agora... ? Acho que ela não está por aqui. – Elsa praticamente rezou para que não estivesse.

_Ah, ela está aqui do lado. – Ela sorriu, parecendo diverti-se com a reação. _Vovó? – Chamou.

_Já estou indo Ruby. – Gritou de onde se situava._Gold, ela não esta evitando você... – Disse ao homem, o qual se encontrava conversando nos corredores. _Ela passou por muita coisa, apenas dê um tempo a ela ok? – Gold assentiu apesar de tudo. _O que houve, precisa de algo? – Indagou ao se fazer presente na mesma cela.

_Sim, pode ficar aqui um minuto? A Elsa quer falar com você, pedir algo exatamente. – Elsa ficou estática por uns minutos, e engoliu em seco; Limpou a garganta, e fitou a mulher a sua frente com cara de poucos amigos, pensando como iria expressar aquilo ou o quanto estava ferrada.

_Estou aqui querida. — Granny pronunciou-se após o longo silêncio que se instalou.

_Tudo bem... Senhora? – Perguntou aos gaguejos. Granny nada lhe respondeu, apenas mantinha-se com a atenção voltada a ela. _Sim? Ok. É que... Eu gostaria de namorar sua neta. – Falou tudo muito rápido, Granny arregalou os olhos de imediato. Não pela confissão, mas pela forma do pedido. Cogitou que não teria necessidade daquilo, até tentou se manifestar fazendo menção de falar algo, temia que a sua ''nora'' desmaiasse a qualquer momento, contudo Elsa foi mais rápida. _Senhora, eu tenho as melhores intenções, sei que pisei na bola uma vez, e não me orgulho disto.

_Elsa...

_Não, Ruby... É verdade, mas saiba que... Que sua neta é muito importante pra mim...

_Minha querida. – Protestou Granny, dando sinal para impedi-la.

_Senhora me desculpe, mas independente da sua resposta eu irei apostar nisso. – Rebateu destemida. _Porque nunca mais quero estar longe dela... – Sua voz suava extremamente doce, o que fez os olhos verdes focarem nos seus. _Porque eu a amo.

Mais uma vez o silêncio se vez presente, tornando Elsa mais nervosa ainda, começou a cogitar mil questionamentos, se ainda era cedo para tal confissão, porém seus pensamentos foram interrompidos, pelo misto de sensação que percorreu seu corpo. Ruby se aproximou e colocou seus braços em volta de seu pescoço, Granny se assustou com o gesto da neta, mas permaneceu na cela, não sabia se era hora de sair ainda. Ruby não esperou mais um segundo, colou os lábios em um beijo feroz, com direito a sangue fervendo e coração acelerado. Deixando bem claro que precisavam uma da outra e mais importante que nunca deveriam ter se separado.

_E o que acha vovó? – Imitou a neta, ao constatar que a mesma estava muito ocupada enfiando a língua na boca da namorada, era a mesma loira nervosa de segundos atrás? A vergonha já havia evaporado, e parecia ter somente as duas ali naquela cela._Céus Ruby! Eu ainda estou aqui. – Bufou, revirando os olhos. _Ok, eu dou a minha benção. — Murmurou antes apressar os passos e partir.

**

_E ai? – Perguntou Anna, ao notar que não se mantinha mais acompanhada somente do esposo, ao admirar a corredor de águas, em cima da sacada;

_Ela disse que sim. – Respondeu Elsa. _Não dessa forma exatamente, mas de qualquer forma foi uma resposta positiva.

_Yey! – Comemorou Anna aos pulos. _Após a volta a Arendelle, podermos fazer uma grande esta. Não é Kristoff? – sugeriu.

_Sim... E podermos festejar nosso casamento também. Assim, só uma sugestão... – Retrucou, tentando soar indiferente.

_É uma ótima ideia. – Concordou capturando os lábios do homem. _Chamaremos a Regina.

_É. – Disse Elsa animada.

_E a Belle!

_É... – Murmurou sem animação. – Pode ser;

_Elsa. Você não toma jeito. – Falou após sentir o ciúmes que a irmã ainda tinha, a abraçou e trouxe Kristoff também.

_Atenção. – Enunciou Regina, estava passando próximo e não pôde deixar de presenciar a cena. _Escutem bem, é a única vez que vão testemunhar isso. – Ditou com certa ordem. _É assim que gosto de vê-los. Unidos. – Enfatizou, soltando um sorriso tímido. Anna logo abriu os braços, convidando para se juntar ao abraço. _Não vou cair nessa, já tenho minha família. – Hesitou em ir, porém Anna a puxou. _Está bem. – Deu-se por vencida. Sendo acolhida pelo abraço em grupo, o que parecia ser mais o último pela intensidade.

_Vai nos visitar quando formos embora? – Perguntou Anna.

_Vou pensar... Ainda temos tempo. – Respondeu.

_Mas... Você vai não é? – Insistiu.

_Regina você tem que prometer. – Rebateu Kristoff convicto.

_Isso é sério? – Perguntou descrente.

_Regina! – Sua voz continha um leve vestígio de repreensão. _Promete? – Kristoff tornou a falar. _ Tem que prometer que não irá esquecer-se de nos, o que tivemos aqui foi... Você é importante pra nós. – Regina abaixou seu rosto, parecendo ligeiramente envergonhada.

_Promete? – Insistiu Anna com os olhos brilhando, e repuxando a manga de sua camisa. _Vai promete, diz que sim vai.

_Ela não vai desistir fácil. – Disse Elsa, cruzando os braços.

_Eu tenho que ir agora. – Disse se afastando, andando pra trás, e dando sinal da retaguarda; _ Henry está me esperando. – Regina não pode evitar rir daquele teatro; ela não conseguia acreditar que sentiria falta daquelas pessoas que nunca imaginou se aproximar. _Ok, eu prometo.

_Regina. – Mills virou-se para fitá-los. _O time Frozen Queen é o poder!

**

_Hey baby! – Enunciou Emma, se aproximou, levou suas mãos até o rosto da namorada e depositou um beijo ali.

_Hey baby? – Imitou Regina com o tom de deboche.

_Olá querida é melhor? – Indagou confusa; _Acho que preciso consultar meu jornal. – Disse procurando algo em baixo da cela. _Não consigo achá-lo.

_É porque ele não está ai.

_O que quer dizer? Eu o deixei bem aqui. – Rebateu convicta, vasculhou sua cela, buscou em todos os cantos, menos por alguma resposta a morena atenta que apresentava um sorriso divertido no rosto.

_Swan. – Regina enfim se manifestou. _Você deixa suas coisas toda pela cela. Eu te fiz um favor e arrumei.

_Não acredito que teve tempo de bancar a namorada neurótica em pleno caos da raça humana? – Indagou incrédula.

_Eu sei, sou demais não? – Ela disse sorrindo, logo um sorriso apareceu no rosto de Emma também. Não conseguia mais ficar com raiva dela por muito tempo, foi lentamente se aproximando e levantou seus lábios contra os da morena que se achegou. Os lábios voltaram a se tocar, e aproveitaram o gosto maravilhoso que sentiam quando se colidiam. Beijaram-se novamente como se fossem a última vez, estava sendo assim desde que se acostumaram com a realidade desse mundo.

_Você acredita que tem magia nesse mundo? – Indagou Emma, sempre fazia essas perguntas enquanto cessava o ato, isso era uma coisa que Regina já estava se acostumando também, então ela apenas riu enquanto a loira ficava séria. _É sério? Emma... Tudo que passarmos não foi o suficiente para provar o contrário?

_Eu sei, eu sei... É que... O Jefferson... Ele tem me dito umas coisas que fiquei confusa;

_O Jefferson é maluco. – Rebateu. _Não sei o que o August viu nele.

_O Jefferson não é maluco. – Retrucou na defensiva. _Ele só tem algumas soluções inusitadas para as coisas, as vezes ele fala umas coisas que é o que você precisa ouvir.

_Swan, Swan... – Revirou os olhos, fingindo estar ligeiramente indignada. _Porque eu tenho a impressão que você está defendendo ele?

_Não é defender... Eu tenho essa sensação de que ele ter aparecido... Foi muito bom, ele pode ser útil. – Ela sorriu de maneira inocente.

_Hm... Já estão unidos? – Sua voz soara extremamente sarcástica _Porque você não aproveita e se muda pra cela dele? Ah, pede pra ele arrumar suas coisas também. — Mills tornou a se pronunciar, adquirindo um semblante irritado, porém nunca tirava o sorriso psicótico do rosto.

_Você está com ciúmes. – Disse Emma, arqueando uma sobrancelha. _Do Jefferson...

_Só estou falando o que acho. – Rebateu.

_Eu também. – Não conseguiu evitar rir ao confirmar suas suspeitas. Regina bufou e ergueu-se de maneira abrupta para sair daquela cela, porém Emma segurou em seu braço; _Hey, não vá... Se não for pela sua namorada sem graça que seja pelo nosso filho, ele quer falar conosco. – Regina suspirou ainda hesitando em ficar, Emma precisaria mais do que aquilo para convencê-la._Temos que fazer como éramos em Storybrooke, deixar as brigas de lado e ficarmos pelo Henry... E pela namorada. – Murmurou a última palavra com desdém. _Conhecer melhor esta garota.

_Ok, eu fico. – Tornou a dividir com o fino colchão com a loira. _Se bem que eu já a conheço, já até discuti as intenções dela com o Henry, ela se abre comigo. Sou mais descolada que você; — Ela sorriu de maneira debochada, parecendo se divertir com com a expressão aborrecida.

_Ah é mesmo? – Perguntou ao cruzar os braços de maneira nervosa. _Então você além do time Frozen e do time dos ultras jovens agora? – Regina apenas assentiu antes de virar a cara. _Usando a palavra descolada? — Ironizou. _Descolada, ficou em 2009, lamento lhe dizer. Você é a da idade da pedra. – Debochou já se arrependo da última frase, começava a suar frio apesar de não deixar transparecer, Regina estava tomando distância.

_Ah é mesmo? – Retrucou. Queria rir, mas não daria o braço a torcer. _Você só estar com inveja, por que não sabe usar gírias. E ser descolada. – Enfatizou a palavra para irritar a namorada tão infantil quanto à mesma. _O que você me diz ein, senhorita Swan?

_Eu te digo que... – Emma ponderou por alguns segundos, procurando pensar em algo para revidar, mas só conseguia pensar no quanto Regina ficava sexy ao falar ‘’ senhorita Swan’’. _Eu... Eu vou te foder hoje a noite falando ‘’manda a ver garota’’, ‘’é isso ai’’. NÃO! Eu vou te comer... Te comer é mais.... Que seja... Eu vou te comer como você merece ser comida, é isso que eu vou fazer. – Concluiu decidida, notando os olhos escuros fixos nos seus, um sorriso discreto pairava em sua face, ainda que tentasse manter uma posse séria, estava falhando.

_Ninguém aqui vai... – Interrompeu Henry sem jeito, engoliu em seco e continuou. _Vai comer... Ninguém, ok? Pelo menos não na minha frente. – Sorriu envergonhado. – E nem da frente da Merida. Façam esse favor pra seu filho.

_Merida querida. – cumprimentou Regina com um abraço surpresa e olhando Swan sob os ombros da ruiva. _Como estão as coisas? Matando muitos deles com seu arco e flecha?

_Vai... Bem... – Quando ia abraçar Emma, a mesma recuou e tornou a sentar-se. _Ok, sem abraços ainda. – Murmurou para si.

_Não força a barra. – Sussurrou para a garota.

_Mãe. – Henry a repreendeu. _Então... Então mãe 1 e mãe 2.

_Mãe 1 e mãe 2? O que aconteceu com mãe e mamãe? Perdeu a consideração pelas mães depois que começou a namorar? – Indagou Emma, fingindo um longo suspiro teatral.

_Não... Não é isso... – Retrucou Henry, calmamente. _Foi um apelido carinhoso que Merida deu a vocês.

_Carinhoso? – Tornou a falar. _Não gostei.

_Emma meu amor. – Sussurrou carinhosamente no ouvido da namorada, para disfarçar os beliscões que estava dando discretamente._Você está sendo bastante babaca, pare com isto.

_Então... – Henry tossiu novamente para não ser atrapalhado. _Acho que já sabem que eu e Merida estamos em um relacionamento. – Suspirou e tentou ignorar mais uma vez a rixa de sua mãe._E queremos saber se tudo bem por você?

_Então Merida, o que faz da vida? – Protestou Emma impaciente.

_Como? – Perguntou a ruiva, tentando processar aquilo.

_Desculpe, me empolguei. – Retrucou, deixando que uma risada irônica escapasse. _Digo... Suas intenções com meu filho. São as melhores?

_Sim, Senhora Swan. Ou devo chamar-la pelo primeiro nome como a Regina? – Perguntou Merida, forçando um fraco sorriso simpático.

_Não, assim está ótimo. – Rebateu curta e grossa.

_Por mim, você tem minha benção. – Disse Regina. _Como disse é alguém muito brava e vejo que está disposta a lutar ao lado dele, então por mim. Tem a minha benção. – Concluiu.

_E você Emma... – Propôs Merida. _Sei que não sou sua garota preferida, mas estou apenas tentando fazer o Henry feliz. – Confessou cabisbaixa.

_E mantê-lo vivo? – Perguntou. Mills cutucou Emma, ainda sem acreditar na sua relutância.

_Sim, mantê-lo vivo é importante. – Retrucou, curvando seus lábios em um sorriso meigo e apertando a mão de Henry.

_Ok. Disse por fim, cruzando os braços de maneira tediosa. Henry contentou-se com aquilo, era o máximo que arrancaria da sua mãe. Sabia que ela só estava tentando o proteger, depositou um beijo na loira e saiu acompanhado de sua outra mãe. Regina antes de partir em direção inversa, optou por roubar um beijo da namorada antes de ir o que fez Emma partir para outro bloco, com um sorriso bobo no rosto.

_Só mais um bloco e teremos a prisão toda, isso não é maravilhoso? – Enunciou ao encontrar Jefferson no caminho, junto com Belle e Ruby, o mesmo lhe ajudaria a limpar o ambiente que faltava.

_Então... É sério? – Perguntou um pouco relutante.

_Sim, esse lugar todo será nosso. – Concordou sem sombra de dúvidas.

_Não... Estou falando de você e a rainha má. — Comentou enquanto andava ao seu lado e procurava pelo restante do grupo.

_Também. – Retrucou. _Eu vou casar com aquela garota...

_Esta planejando casar-se com ela com toda a maldição rolando? – Ele rebateu, surpreso pela resposta;

_Sim, então o que me diz? – Indagou, continuaram seguindo até o portão maior das celas, tendo como fundo o som das vozes de Belle e Ruby.

_Não case. – Respondeu convicto.

_Como? – Não sabia se realmente deveria dar ouvidos a ele, mas queria saber o porquê.

_Você não pode casar-se com ela. – Disse ao manter estático perante a mesma. _Você tem que terminar tudo com ela, agora mesmo. Venha. – Pegou pelo ombro da loira e a puxou. _Vamos, eu te ajudo.

_O quê? – Soltou-se, evitando qualquer contato físico. _Ela tem razão, você é maluco. – Deu as costas e saiu a longos passos.

**

_Robin. – Enunciou Zelena, ao chegar às torres de vigia, a qual Robin mantinha seu turno. Suspirou pesadamente, só faltava ela para concluir o dia. _Preciso falar com você.

_Agora não! – Limitou-se a dizer, apenas manteve os cochichos com o seu filho. _Roland, viu aquilo?

_Não brinca pai! – Respondeu parecendo animar-se com alguma coisa em vista.

_ Roland, acho que o Henry está te chamando. – Resmungou já impaciente pela falta de atenção que estava ocorrendo.

_Não acho que estar. – Respondeu inocente. _Nesse momento está com as mães.

_Droga! – Sussurrou para si. _Roland, por favor, será que dá pra nos deixar um minuto a sós? – Pediu.

_Ah, sim. Claro. – Ele gaguejou, enfim entendendo o que queria dizer.

_Robin... – Chamou novamente, o homem apenas levou o indicador aos lábios, dando um sinal para que a mesma não dissesse nada; _Olha aqui. – Protestou já perdendo o pouco de paciência que lhe restava. _Se estar chateado por causa da maldita terra que não reparei me desculpe, não sabia que aquilo tão importante pra você... Eu só...

_Zelena, não é isso...

_E o que pode ser mais importante do que eu irei falar? – Interrompeu, Robin apenas mantinha os olhos vidrados ao horizonte.

_Tem alguém nos vigiando.

Notas finais
Quem assiste OITB, com certeza lembra dessa frase da Vause s2 Essa capítulo foi mais light, daqui pra frente vai ser só desgraça kkkkk brinks Mas os capítulos terão mais acontecimentos, espero que continuem acompanhando e me deixem saber por favor 0/ Beijos e até a próxima ^-^