Once Upon a Zombie

19 Getting Free Of This Prison


Notas iniciais
Heeey 0/ Como estão neste domingo, moças (o) ? Mais um capítulo ouaz, voltei mais cedo. O plano era ontem, mas algum espirito zombeteiro zoou o meu pc, e o caps se foi, mas já reescrevi e cá estar ele. Não desejo essa dor pra ninguém rsrs Então, este capítulo está um pouco grande, o maior até agora, mas com novidades. Sem mais, boa leitura e espero que gostem ^-^

(Flashback starting)

Um gosto desagradável foi sentindo em sua boca, na medida em que juntava as forças, e tentava ergue-se. Sabor de capim; era isso que seu paladar degustava no momento. Levantou-se daquele grama, a qual acordou desde então. Sua cabeça rodava e seus olhos alvos percorriam todo o bosque. Tentava fazer uma busca a fundo, pela região cerebral a qual viesse a esclarecer tudo. Lembranças que poderia lhe fazer entender toda a situação. Porém tudo que rememorava era de estar a caminho de Storybrooke e presenciar a fumaça verde, sendo mais uma contemplada a participar da maldição. Ótimo dia para fazer uma visita, pensou.

Suspirou, procurando pensar em coisas positivas.

_Você consegue. – disse para si mesmo. _Não consegue não. – sussurrou assustada pelo som que escutou. Os ruídos viam do lado mais escuro, e sumiam meio à imensidão de arvores. Pensou em correr, contudo não era de dar pra trás, a coragem sempre foi um de seus pontos fortes. Abaixou-se para limpar o seu jeans, franzindo o cenho ao dar de cara com suas vestes, se livrou das pequenas folhas que ainda caiam pela sua camisa rosa e pelos seus fios loiros e escorridos.

_Onde você foi se meter... – Comentou desapontada. _Quem está ai? Apareça ou... – Lançou as mãos para o alto, porém nenhuma magia saiu. _Onde DIABOS você foi se meter? – Tornou a se perguntar.

Estava de mãos atadas, o que poderia fazer? Decidiu dar as costas e segui em direção a outro caminho. Até ouvir o tom de sussurro que surgia atrás de si. Olhou pra trás imediatamente e se deparou com o ser mais assustado que encontrou na vida. Fitou a garota, que aparentava ter por volta de dez anos, cabelos ruivos e olhos imensamente azuis, os quais estavam desnorteados e estampando medo.

_Ei garotinha. – Enunciou ao se aproximar, a garota recuou alguns passos. _Não tenha medo, eu não vou te fazer mal. Você está sozinha? – Perguntou sorrindo, a menina apenas balançou a cabeça em sinal de concordância._Eu te encontrei, ninguém precisa mais ficar sozinho, ok? – estendeu a mão esperançosa, a garota a analisou por breves segundos, antes de segurar firmemente em seus dedos. A mulher franziu a testa ao reconhecer aquele gesto e aproximou-se ainda mais para observá-la. _Você me lembra muito uma pessoa que eu conheço. – Confessou. _Ela é exatamente assim como você, cabelos ondulados e nariz pontudo. – brincou ao levar o indicador ao rosto da pequena ruiva, conseguindo arrancar um fraco sorriso.

_Agora me conta... Do que estava correndo? E... Como se chama? Você tem um nome? – Cogitou a série de perguntas enquanto a menina negou e mantinha o silêncio e apontava para trás. Indicando os corpos que tombavam ao se aproximar, a mulher engoliu em seco, porém não deixou transparecer o nervosismo, queria ganhar sua confiança. Ela era apenas uma criança, seria mais fácil de esquecer. _Não se preocupe, eu cuidarei de você. Ok? Hm. – murmurou pensativa. _Que tal Lizzie? – a garotinha sorriu largo, arqueando as sobrancelhas e concordando com a ideia. _Olha... Eu sou boa, mas eu prometo que eu não deixarei ninguém e nada te machucar, independente do que for. Mas é claro, que você tem que vir comigo. E ai o que me diz?

_Temos um acordo. – Murmurou. A ruiva voltou a apertar sua mão, fazendo um gesto familiar. Agora tinha a certeza, aquela garota de fato lhe lembrava de alguém.

_Seremos eu e você contra o mundo Liz. – Disse por fim, antes de seguirem rumo às linhas dos trens.


(flashback finishing)

_Preciso sair daqui... Devia fazer o mesmo. – Propôs Zelena, não gostou nada de saber daquilo.

_Preciso ficar... Descobrir quem são. – Disse Robin. O homem coçou a barba, esfregando as conchas das mãos pelo colete verde, andando em círculos e impaciente. _Talvez sejam mais deles e estarmos confundindo.

_De qualquer forma termos que avisar aos outros. – Rebateu.

_Não podermos assustá-los assim. E se for um alarme falso. Não dá pra distinguir nada dessa distância. – Ponderou, suspirando por alguns segundos. _Já sei. Você desce e procura por algum binóculo, deve ter algum pelas bagagens. Volte aqui e descobrirmos. – Sugeriu. _É... Isso que faremos, eu fico aqui para dar cobertura.

_Robin...

_É isso que você fará. – Enfatizou. Procurando os olhos distantes da mulher. _Por favor. – Pediu.

Zelena bufou e desceu as escadas correndo, e amparando-se nos corrimãos com a mão esquerda, a livre foi usada para checar o quanto ainda tinha de munição. Apressou ainda mais os passos, pois não sabia exatamente onde procurar, provavelmente buscaria Emma ou Regina para perguntar onde teria aquele objeto. Disparou até as celas, atravessando as grades abertas.

_Hey! – Protestou Anna, ao sentir seu ombro ser esbarrado pela pressa da mulher. _Mais cuidado moçinha.

_Ahhr! – Zelena revirou os olhos e assentiu. _Não tenho tempo para desculpas, é o máximo que arrancará de mim. – Gritou antes de sumir ao contornar o corredor mais a frente.

_Então ta; — Murmurou, dando de ombros. _RUBY! – Enunciou após finalmente dar de cara, Ruby saltou ao ser pega de surpresa. _Te encontrei.

_Aconteceu alguma coisa? – Perguntou assustada. _Anna me desculpe, mas a limpeza dos blocos finais acabou comigo.

_Sim, aconteceu. – Respondeu. _Aconteceu que você agora faz parte da família. É oficial. – Comemorou. _Vai cuidar dela, não vai? – Indagou séria, Ruby a fitou observando as mudanças de expressões repentina da cunhada.

_Tem minha palavra. – Disse sorrindo, e vendo a sorrir também.

_Ei. – Anna tornou com a seriedade. Quero me desculpar por ter dito aquelas coisas a Elsa, subestimei você, argumentando que são de reinos e vidas distintas. Fui estúpida. – Ela abaixou o rosto, parecendo envergonhada. _Enfim, que bom que me dei conta do que realmente importa.

_Espere... O quê? – Ela interrompeu, mudando o semblante para uma expressão confusa.

_É... O lance da separação... Não achei que daria certo. Mas... vi como a minha irmã gostava de você. De qualquer forma, estou feliz que tudo ocorreu bem, você se entenderam. E agora, poderemos ser uma família. Yey! – Comemorou, saindo aos pulos. Ruby, não demorou muito para entender toda a situação.

Inerte, ainda tentava processar aquilo, Elsa não contou. Um misto de irritação e cansaço tomou conta de si, bufou indo até sua cela para apanhar sua mochila. Quem ela pensa que é? Loira estúpida, como estava sentindo raiva dela. Revirou as coisas, buscando saber o que tinha dentro. Um walk talk, umas garrafas de água e poucos mantimentos, contudo iria servir. Ha longos passos chegou até a cerca, sem olhar pra trás e nem pra ambos os lados. O que deveria ter feito, se não quisesse ser descoberta. Elsa estava pelos blocos próximos e viu sua namorada escalar a cerca, rapidamente foi até lá.

_Ruby. – Chamou, mas tudo que obteve como resposta foi o som incontrolável da usa respiração. _RUBY! O que está fazendo?

_Não está na cara? – Rebateu de maneira um tanto quanto abrupta. _Estou indo dar uma volta.

_Porque está falando assim? – Ruby sorriu fraco enquanto encarava uma loira visivelmente preocupada. _Está brava comigo?

_Não, imagina! Porque eu estaria? – Sua voz soava extremamente sarcástica. _ Tem alguma coisa que deveria ter-me contato?

_De onde você tirou essa ideia? Fica e podemos conversar. – Sugeriu. Elsa não viu outra maneira de impedi-la se não da forma mais inusitada, segurando em sua perna.

_ME LARGA. – Rebateu. Remexeu-se e conseguiu se voltar, era mais ágil, conseguiu atravessar a cerca em um salto. _Não pode me impedir de ir.

_Mas posso ir com você. – Disse, antes de pular para ir junto. _Eu vou... Pra onde você for. – Falava já ofegante, pela velocidade que mantinha para acompanhá-la.

_MAS QUE DROGA Elsa! – Protestou, desistindo de isolar-se naquela armadura. _Porque não contou que terminou tudo por conta da reprovação de sua irmã? – Indagou incrédula, machuca-se ao trazer a tona o acontecimento, havia se culpado por um tempo. Mas machuca-se ainda mais por ver que ela continuava ali. _E se ela nunca aprovasse? Porque você não me contou? Eu não sou o suficiente pra você? – Tais perguntas, deixaram Elsa sem reação._Arhg! Eu estou tão brava com você. Você é idiota e estúpida, e estar me seguindo. Pare de me seguir!

_Sinto muito, não quis te machucar. – Sua voz soava mais fraca ainda.

_Vai me segui até quando?

_Até me perdoar.

_Então vai demorar. – A acidez em seu tom era mais que visível.

**

_AI ESTÁ VOCÊ! – Enunciou, sua voz saiu mais alto do que o pretendido. Regina se assustou, e revirou os olhos, continuando a segui pelos corredores._PARADA! – ditou, a morena franziu o cenho e levantou as mãos para o alto.

_O que você quer Zelena?

_Que me leve até os binóculos, sabe aonde tem um por aqui? – Tornou a falar, ignorando a cara de poucos amigos.

_Só isso? – Zelena assentiu. _Foi tão longo quanto foi alto. – Comentou, guiando a mesma até sua cela. _Pra quê você quer? – Perguntou-lhe ao entregar o objeto.

_Pra vigiar melhor. – Limitou-se a responder.

_Só isso?

_Yeah! – afirmou meio incerta. O que não passou despercebido por Regina, não sabia se era a convivência com Emma, mas estava ficando muito boa em notar quando alguém estava mentindo. _Preciso ir.

_Ha alguma coisa que eu preciso saber? – Indagou, cruzando os braços. – Zelena. – Sua voz continha vestígios de repreensão.

_Não. – Rebateu. _O Robin acha melhor não dizer nada.

_O Robin. – Enfatizou. _Achava melhor se vocês tivessem esperado naquele celeiro, talvez se não tivesse sido assim alguns de nos ainda estariam vivos.

_Ok. – Suspirou hesitante em lhe contar._Ele acha que tem alguém nos vigiando, talvez não seja nada. Mas e se tiver?

_É o que vamos descobrir. – Disse por fim antes de chegaram ao pátio. _Em qual torre ele está?

_Na... – Não deu tempo terminar a frase, uma granada explodiu a torre, seguido de outros tiros, explodindo todos os lugares de vigia. _Segunda. – Concluiu boquiaberta. _Robin! – Gritou.

_Espere! – Disse Regina, segurando o braço de sua irmã e impedindo de embarcar naquela missão suicida. _Estão nos atacando!

_Ele está lá...

_Ok. – Inspirou a ar, procurando pensar em algo. _Vai! Eu te dou cobertura. – Zelena se esquivou, usando a fumaça que se alastrou ao seu favor e utilizando as tábuas como escudo.

_Robin! – Chamou ao chegar às escalas. _ROBIN! – Tornou a chamá-lo.

_Zelena? – Escutou a voz fraca vindo na mesma direção.

_Oh... Meu... – Enunciou após ver o homem, apesar de estar ensanguentado, segurava-se firme nas paredes, descendo os degraus. _Sua perna Robin... – Comentou ao se deparar com a fratura exposta.

_Está tudo bem. – Disse tentando soar indiferente. _Preciso tirá-los daqui. – Zelena revirou os olhos pela insistência do homem, e agachou-se, pôs o ombro em volta do seu pescoço, para ajudá-lo a saírem dali.

**

_Eu vou avisá-los. – Disse Regina, porém não foi preciso, o estrondo já havia atraídos quase todos para o lado de fora. Emma permanecia no escritório que se situava no subsolo da prisão. _Droga!

_Que barulho foi esse? – Perguntou Roland apavorado.

_Veio da torre. – Respondeu.

_Meu pai estar lá.

_Espere Roland... – Regina tentou impedi-lo, contudo o garoto já havia partido.

_O que diabos está acontecendo? – Indagou incrédula. Um veículo militar invadiu a prisão, destruindo as cercas e trazendo alguns homens em cima e milhares de zumbis para dentro da prisão. Granny ficou estática ao presenciar a cena com o Rumple. Um tiro foi disparado, e por pouco não pegou em Regina que se abaixou e conseguiu esconder-se por trás das caixas. O mesmo não aconteceu com Granny, que murmurou a dor imediatamente ao ser atingido na perna.

_Mas que... INFERNO! – Enunciou Gold, correndo para socorrê-la. _Você está bem? – Tudo que obteve como resposta foi os mirantes apavorados. _Venha, eu vou te ajudar. – Disse, desviando sua atenção para outro ponto. _Belle, cuidado! – Gritou para a mulher em meio ao tiroteio.

_Rumple! Cuide dela. – Disse percebendo que o homem se aproximara para ajudá-la, a situação da mulher estava pior que a sua. _Você tem que tirá-la daqui, leva ela pra algum carro e fuja. – Sugeriu.

_A Ruby, cadê a Ruby? – Perguntou Granny preocupada. _Eu não posso ir sem ela.

_E a Elsa? – Indagou Anna, abaixada. _Eu também não consigo achá-la.

_Devem estar juntas. – Rebateu Regina. _Vocês. – Apontou para Kristoff e Anna. _Fiquem com eles. Belle você também. – Sugeriu a respeito de Granny e Rumple, assentiram. Belle disparou e atingiu um dos homens que estava os alvejando, conseguindo um acesso livre.

_Henry. – Chamou pelo filho. _Traga Merida e me siga. Precisamos achar a Emma e o restante. – Henry estava mais preocupado com os zumbis, que se amontoavam cada vez mais, enquanto Regina disparava contra os homens.

_Regina, você vai matá-los. – Disse August, surgindo por trás da sacada. Abaixou sua arma. _Lutamos contra os errantes e não contra pessoas.

_Estas pessoas estão tentando nos matar e nem sequer os conhecermos. – Rebateu incrédula. _Essa luta não é nossa. Preciso voltar.

_Regina, as coisas só pioram. – Comentou Merida. _Não sabemos com quem estamos lidando.

_Precisarmos ir por ali, escondermos na floresta até encontrarmos outra maneira, eles cercaram os automóveis. – Disse August preocupado.

_Não me peça isso. – Rebateu Regina, negando com a cabeça, tentando livrar-se daqueles pensamentos. _Não!

_Não vai dar certo. – Retrucou, já sabendo do que se tratava. _Emma é esperta, ela dará um jeito de fugir.

_Não me peça para abandoná-la, já fiz isso uma vez. – Sussurrou, desviando seu olhar para o chão. Um silêncio preencheu o que mais parecia ser um campo de batalha, apenas os tiros foram ouvidos.

_Dê-me uma lanterna. – Pronunciou-se August._Se formos rápidos, nem vão perceber. – Concluiu se posicionando para ir e abrindo um sorriso de canto para Regina que entendeu o recado.

_HENRY! – Disse Regina, segurou em seu rosto, fitando-o enquanto o mesmo escutava com atenção o que dizia. _ Pode ficar e lutar ou pode partir.

_Mãe! Desistir nunca esteve nos nossos planos. Eu e a Merida daremos cobertura. Não é? – Perguntou, fitando a namorada de canto.

_Um bom soldado nunca deixa seu posto. – Rebateu.

_Tome cuidado, prestem atenção! Quando eu o August entrarmos por aquele portão, peguem um automóvel e encontre os outros. Se a floresta não der certo, tente a rodovia, ok? — Henry sentiu os mirantes de sua mãe pesarem sobre si, esperando ansiosamente pela resposta, assentiu. Ela estendeu os braços, o apertando forte em um abraço.

_Será que dará certo? – Perguntou August, não estava dando pra trás, mas seu nervosismo não ajudava na farça.

_Precisa dar. – Disse por fim, antes de partir pra guerra.

**

_Papai. – disse Roland, ao encontrá-lo saindo da torre. _Você está sangrando... Zelena... Ele está sangrando.

_Você acha que eu não percebi garoto? – Indagou nervosa. _Roland. – Suspirou, ponderando alguns segundos. _Preciso fazer algo antes que seja tarde, vou voltar às celas. Venha aqui. – Puxou pelas mãos de Roland, fazendo-o mesmo se abaixar, pôs os braços dele por cima dos ombros do pai. _Cruze os braços dele, e puxe até ele se inclinar, você vai levá-los onde os outros estão. Eu vou voltar pelos corredores e pegar uma mochila, e algo que possa ajudar. Eu encontro vocês lá, ok? –Roland assentiu. _Tome, fique com isto. – Disse entregando uma de suas armas antes de sair. Atirou e conseguiu balear três homens, tendo que lidar agora apenas com os zumbis que lhe aguardava.

_Porque não funciona? – Protestou Belle tentando ligar o carro. _Merda, merda, merda...! – A ultima palavra saiu mais forte, assim como o chute que deu na porta ao ver que nada dava certo. Já tinha amarrado um pedaço de seu casaco para extorquir o sangue na perna de Granny, porém ela ia de mal a pior.

_Continue tentando. – Falou Anna tentando acalmar a mulher.

_Não vai funcionar, esta não é a chave. – Rebateu Kristoff. _Precisamos voltar e pegar a correta.

_Não dá, estamos encurralados. – Retrucou Belle._Merda!

**

Assim como eles, Zelena também estava encurralada ao conseguir voltar ao interior da prisão. Respirou fundo e contou até três, procurando pensar em um plano. Pegou duas barras de ferro e começou a usá-la para ganhar tempo. Entrou rapidamente na sua cela, e ao sair com os mantimentos encontrou Jefferson dormindo na cela ao lado, ou o trabalho havia sido cansativo ou ele tinha o sono muito pesado.

_Jefferson, Jefferson! – Aumentou o tom voz ao chocalhar o ombro do homem. O mesmo nem se movia, então não teve alternativa se não dar um empurrão e derrubá-lo da cama.

_Ei, ei ei. Pra quê isso? – Perguntou com a voz embargada, estirado no chão. _Eu já acordei.

_O que ainda está fazendo aqui? — Indagou incrédula, o homem franziu a testa ainda sem entender._A prisão foi invadida, temos que ir. – explicou tudo muito rápido. No instante em que ouviu tais palavras, seu semblante confuso foi substituído por uma expressão incômoda.

_Ele nos achou. – murmurou pra si. _Como estão as coisas? – Perguntou, tentando disfarçar.

_Bem, Vejamos... Uma parte do grupo está se matando para encontrar uma maneira de fugir, e a outra está com a Regina, um de nos foi baleado, metade da prisão está em chamas... E como se não bastante os errantes, tem pessoas nos alvejando. – Deu uma pausa, abrindo um sorriso sarcástico. _Fora isso está tudo tranquilo.

_E a Emma?

_Ah, ela deve estar bem confortável enfurnada no subsolo, sem ser dar conta do caos aqui em cima. – Ironizou. _Mas não se preocupe, super-Regina está indo resgatá-la.

_Essa não! Eles vão vê-las. – Manteve o tom de cochicho. _Pense Jefferson, quais são suas opções? – Falou um pouco mais alto do que o planejado.

_Você pode sair comigo, ou pode ficar ai... – Respondeu Zelena. _Se você sair comigo, podemos ter chance, mas se ficar... Há 99% de certeza que você vai 100% morrer e se transformar, cambalear pela prisão até achar outro que arrancará os ossos da sua carne. – o homem arregalou os olhos de imediato. _Você decide. – tornou a falar.

_Ou eu posso... – Ponderou, iluminando seu rosto após ter uma ideia que para ele, parecia genial. _Já sei!

_Ei, aonde você vai? – Perguntou Zelena, assistindo o homem desaparecer da sua frente.

_Não se preocupe, eu vou ficar bem. – Disse antes de sumir pelos portões.

_Pobre Alma! – Lamentou-se balançando a cabeça em discordância. _Elsa cadê você para apostarmos a sobrevivência desse homem?

**

_Você nunca pegou um resfriado, não? – Perguntou-lhe um pouco descrente. Elsa franziu a testa, desconfiada._Por conta do gelo dentro da sua alma. – Completou Ruby, quebrando a ausência de falas que se fazia presente pelos trilhos da floresta que caminhavam há um tempo.

_Ok Ruby. – Ela mordeu o lábio para conter um sorriso. _No começo estava sendo engraçado, mas agora está ficando cruel. E já estarmos bastante distante da prisão. – Comentou apreensiva.

_Ah, perdoe-me! – Soltou um suspiro teatral. _Não era pra ser engraçado. Então... O que me sugere? Que pararmos, façamos uma fogueira e dormirmos por aqui? – Debochou.

_Depende... – Elsa abriu um pequeno sorriso sugestivo, sabendo que ela iria ceder a qualquer momento. _Se for você me aquecer, eu topo. Eu adoraria assistir o nascer do sol em seus braços. – Ruby sentiu seu rosto esquentar, deu logo as costas para ela não perceber. Porque ela tinha que ser assim? Loira estúpida, não caia nessa Ruby. – Repetia mentalmente. _Ou podermos pegar aquela moto?- Apontou para o transporte caído nas linhas do trem.

_Você... Sabe pilotar? – Sua voz custou a sair.

_Mais ou menos. – Disse se apossando da moto. _Você vem? – Perguntou, Ruby bufou, estava cansada, já havia andado bastante, então apenas deu-se por vencida. _Pode segurar na minha cintura se quiser. – Sugeriu, um sorriso travesso pairava em seu rosto. Ruby relutou em ir, mas acabou abraçando as costas da loira, estava cada vez mais difícil manter a armadura.

**

_As damas primeiro. – disse August dando passagem.

_Se estar com tanto medo, porque veio? – Indagou Regina sem cerimônias; August engoliu em seco e nada falou. _Ah é mesmo, o Jefferson... Céus August! Qual o seu problema? Fala logo de uma vez.

_Um pouco de decência, talvez. – Murmurou.

_É mesmo? – Mills parou e virou o encarando de braços cruzados.

_Você sabe muito bem qual é. – Rebateu um pouco na defensiva.

_Olha se é pra acontecer vai acontecer, olhe pra mim e a Emma. Se vocês forem como nós, daqui a três dias estarão vivendo um amor apocalíptico. – Sorriu involuntariamente ao ouvir suas próprias palavras. _Sabe, as chamas e todo esse risco podem ser um plano de fundo excelente para uma declaração. – Sugeriu com uma feição gentil.

_É uma ótima ideia.

**

Jefferson continuava em busca de Emma, finalmente tombou com ela, ao sair de uma da sala a fundo. Agradeceu mentalmente por ter sido o primeiro a achá-la. Puxou pelos braços e a saiu rebocando até o porão, onde havia uma cabine.

_Onde está? Onde está? – Murmurou para si, revirou cada canto do local, derrubando pastas empoeiradas, canetas e tudo que tinha direito. Até finalmente achar.

_Jefferson, pare! – Protestou Emma impaciente. _ Precisa me contar o que está acontecendo ou acha que não ouvi as explosões?

_Ok. – Inspirou e soltou o ar devagar. _A prisão foi atacada. Emma revirou os olhos insinuando que aquilo era óbvio. _Alguns de nós estão separados, tentando achar uma maneira de escapar. Regina está te procurando, e ela está vai achar, ela vai tentar de salvar mais uma vez. – Emma franziu a testa, tentando entender onde ele queria chegar.

_Ok-ay. E isto é...?

_Ruim. – Completou. _Vocês vão fugir daqui, porque por mais que outros de nós morram vocês sempre encontram uma maneira de fugir, vocês vão consegui e vão continuar juntas até que alguém diga o contrário.

_Nossa, que coisa horrível. – Ironizou. _Como alguém não impediu isso ainda?

_Emma, terá outros ataques, e depois outros. – Argumentou.

_Sim, e nos vamos escapar, porque vamos vencer essa maldição. — Retrucou.

_Continue pensando isso, Emma... Não muda o fato de estarmos afundados na merda! – Demandou as palavras de modo rude.

_Jefferson, Porque não conta logo o que está acontecendo. – Swan deixou que um longo suspiro escapasse por sua boca, fechou os olhos, apenas na tentativa de buscar mais paciência para aturá-lo.

_Ok, Emma. A minha maldição é lembrar... – Confessou cabisbaixo.

_Você o quê? – Perguntou-lhe, cerrou os punhos com total desdém. _Então... Quer dizer que você sabe quem lançou a maldição?

_Sim. Quer dizer, uma parte. – Ele disse se aproximando, Emma deu alguns passos para trás com fúria.

_Sabia esse tempo todo e não nos contou? – Indagou incrédula. _Qual o seu problema?

_Porque eles pegaram a Grace. – Justificou. _Eu sei onde ela está, mas... Eu devia tê-lo matado quando tive chance, mas decidi fazer de outro modo. – Encarou o chão, e depois os olhos ferventes à frente. _Enquanto eu não fizesse nada, minha filha estaria segura.

_INACREDITÁVEL. – Gritou. _Você é... Você se passando por maluco... Poderíamos ir lá e resgatá-la. Porque não ficou quando soube onde sua filha estava?

_Porque eu queria salvar a todos. Emma, a pessoa que lançou essa maldição ela quer acabar com você e com sua felicidade. Ela não vai se importar, se para isso ter que matar todos. Esta pessoa quer vê-la sofrer... Porque acham que estas coisas ficam acontecendo com você? – Questionou, agarrou e chacoalhou seus ombros, queria fazê-la acreditar a todo custo.

_E... Porque ele simplesmente não me matou quanto teve chance? Não se conta às vezes que fiquei vulnerável. – Estava confusa, relutava ainda em engoli as pedras que se alojavam. _Sinceramente, eu me ferrei pra caramba nessa maldição. Olha, quando vê-lo de novo, parabenize por mim. – Uma pequena risada sarcástica escapou de sua garganta.

_Emma, eu não estou interessada em você, já tive um afeto... Confesso, mas eu sei a hora de sair. Você está com Regina, e me parece ser sério, você não esconde. Você não só se põe em risco com isso, como coloca as pessoas que ama. Você tem deixá-la ir. — Sua convicção era tanta, que pela persistência, talvez pudesse a considerar a hipótese. _Olha... Ela chegará aqui em poucos minutos, só precisa me beijar e pronto, ela vai se afastar e isto vai machucá-la e também vai protegê-la.

_Não... Não... – Protestou, mantendo firmeza em seu tom. _E o August? Ele gosta de você, seu idiota.

_Ele ficará bem. No final entenderá;

_Espere... Deixa-me ver se entendi direito, eu tenho que beijar você pra acabar o que tenho com Regina, porque quem lançou essa maldição prefere brincar conosco, a simplesmente vir até mim e resolver as coisas? – Tudo que Jefferson falara soara um tanto quanto confuso, aquilo só piorava a situação.

_Sim. – Respondeu sem sombras de dúvidas.

_E como espera que acredite nisso? Eu não vou cair na sua, não brinco com os sentimentos das outras pessoas, como você. – Enfatizou.

_Eu sabia que duvidaria, por isso trouxe você aqui. Reconhece esse lugar? – Emma estava tão atordoada que não reparou, percorreu todo o ambiente com seus olhos. Como um flash de luz, as lembranças povoaram sua mente.

_Como isto é possível? – murmurou. _É o meu sonho, eu já estive aqui. – Emma teve um deja vu, a cabine e o telefone, aquele mesmo que atendeu no seu sonho, queria relutar em acreditar, mas como ele saberia daquilo, não havia compartilhado com ninguém. _Não, isso não é possível... Deve haver outra maneira...

_O amor é um sacrifício... Precisaremos distorcer a verdade, mas só um pouco. – Emma estava imóvel, seus olhos tornaram a marejar, não conseguiu esconder o nervosismo diante aquilo. Aquilo machucaria só de pensar. _Precisa se apressar. – A voz de Regina cada vez mais invasiva.

_Emma? Emma? – Ouviu os chamados, fechou os olhos firme, suas pálpebras tremiam, e várias lágrimas já desciam salgando o beijo sem movimento.

_Emma? – Sua voz não passara de um sussurro. Emma ficou estática, não precisou se virar para ver o semblante arrasado estampado, não sabia o que estava sentindo naquele momento ainda de costas, segurou as lágrimas, enxugando seu rosto molhando. _Olha pra mim. – Suspirou e virou-se criando coragem para encará-la. Seus mirantes escuros estavam marejados e sua cara era de tristeza, porém tudo que disse foi; _Precisamos sair daqui. – Emma estranhou sua reação, achou que a morena apenas estava tentando se manter forte e focar no realmente importava, talvez fosse. Tinham que sair dali.

**

A moto seguia pelas ferros da rodovia, conduzia em estrada reta, até Elsa parar e avistar uma cabana. Estava anoitecendo e viajar a noite não era uma boa ideia. Estacionou em frente ao quintal da casa, e desceu, abriram a porta devagar e revistaram o local atentas ao que podiam encontrar. Nada, a casa até estava bem limpa, o que logo estranharam.

_Tudo limpo, tenho que dizer que até demais. – Enunciou Elsa, fitando os móveis arrumados, sem nenhuma poeira visível. Estavam em um quarto, que aparentava ser de casal.

_Então, pretende ficar? – Perguntou Ruby.

_Você não? – Rebateu. _Ruby todos sabermos que seguir a noite não é uma boa ideia.

_Não posso dividir o mesmo cômodo que você. – Retrucou, mantendo a rixa.

_Porque está deixando isso te atingir dessa forma? – Elsa revirou os olhos, já perdendo a paciência. _Não importa mais o que aconteceu. Eu... Amo você Ruby. Isso é um grande passo, certo? – Sua cabeça começou a latejar e sua visão embaçar, pelos mirantes que se tornavam úmidos.

_Você é uma idiota ignorante. – Retrucou de forma abrupta. Respirava de forma incontrolável._Sabe como isto vai terminar. Eu estou assim porque a sua irmã tem razão, e isto é uma droga. Elsa, não podermos fazer isto, não podemos adiar isto, porque sabermos como vai terminar, fica cada vez mais difícil. – As lágrimas desciam por sua face e já não fazia esforços mais para contê-las.

_Ruby. – Sua mão se dirigiu ao rosto da morena, enxugando algumas lágrimas que insistiam em cair. _Sei que nascermos em mundos diferentes, mas o único mundo em que quero viver é o qual possamos estar juntas. – Os olhos verdes cravam-se nos azuis, tentando de alguma forma lidar com o significado de suas palavras. Aos poucos foram sentando-se na cama devagar. Ruby colou suas bocas, a beijando de maneira ávida, como se não houvesse nada mais em volta, apenas as duas. As batidas descompassadas de seus corações era o único som presente, Ruby afastou os lábios, enquanto tentava falar algo.

_Eu não consigo deixar você.

**

Landon Pigg — Can't Let Go

_Não funciona, está emperrando. – Belle se pronunciou. Já estavam na floresta, não havia conseguindo o carro, porém haviam conseguido fugir.

_Cuidado. – Enunciou Anna. _A coloquem em baixo desta árvore. – Referiu-se a Granny.

_Pronto, agora é só esperarmos eles nós encontrar aqui, certo? – Perguntou Rumple.

_Droga, mil vezes droga! –Enunciou Belle ao escutar os gruídos.

_Não atire. – Impediu Anna. _Isso vai piorar a situação.

_Gold, fique aqui com a Granny. Eu e as meninas vamos por ali e tentar distrai-los pra lá. – Gold assentiu e Kristoff teve a idéia de atraílos para outro ponto distinto.

_Vão por ali. – Sugeriu o mesmo cravando sua facas nos zumbis. Tentou proteger, estava escuro e com a falta de luz, era dificil vê-los. Ao tropeçar nas raízes de uma arvore, acabou caindo e sendo pego por um. Anna assistiu a cena e começou a gritar em desespero, mas não havia mais nada que pudesse fazer. Belle a puxou, alegando que não teria mais volta. A partir dai as lágrimas já desciam desenfreadas por seu rosto, Kristoff tentou segurar o máximo que podiam, dando sinal para elas correrem pra longe.

_Não! Não! – relutava em ir.

_Anna, corra... Não se aproxime. – Rebatia. _Belle, você tem levá-la. – Belle atendeu o pedido, e puxou Anna, recuaram alguns passos, rodeados por eles. Um passo em falso e não viram o deslize em meio a floresta sombria. Anna deslizou pela ribanceira e caiu no rio. Belle se desperou e estendeu a mão pra ajudá-la, contudo a correnteza estava forte.

_Pegue minha mão. Você não pode deter o rio... Ele se foi... – Anna agarrou em sua mão, até que tentou, mas acabou indo junto, a corrente de água as levou. Só precisariam pensar como nadar contra agora.

**

_O que foi isso? – Perguntou Rumple assustado. Ouviu os gritos que provavelmente seriam de Anna e Kristoff. _Já volto. – deu uma ultima conferida, e adentrou nos arbustos. Rodou pelo campo, mas nada. _Devíamos ir atrás dele. E acabar com... – Antes que pudesse concluir, engoliu em seco ao ver um zumbi nos pés de Granny, não havia demorado muito, a mesma continuava sentada lá, só que agora acompanhada de Zelena, Robin e Roland.

_E o resto deles? – Perguntava para Roland.

_O resto de nós. – Enfatizou, fitando a mulher com os olhos marejados. _Henry e Merida estão bem atrás de nos.

_Eu fiz meu trabalho, assim como todos vocês. – Disse orgulhosa.

_Precisa lutar, você consegue tia. – Disse Roland, ajoelhou-se ao lado da mulher, não conseguia disfarçar sua voz embargada.

_Não vale a pena.

_O que está acontecendo? – Perguntou preocupado. Granny levantou o cachecol e mostrou à mordida, ela havia sido pega por um deles enquanto Rumple estava fora. Roland conseguiu acabar com ele, mas o estrago já havia sido feito. _Não... Não... É minha culpa.

_Tudo bem Gold, eu não podia escapar. – Murmurou. _Vocês precisam ir. – o homem desabou debaixo daquela árvore.

_E deixar você aqui? – Indagou Merida. _Não podemos.

_Não pode me deixar ser o mais velho do grupo. – Resmungou Rumple, tentando não transparecer o rasgo interior. _Não se preocupe, eu digo a Ruby que você vai esperá-la em casa, na sua cadeira de balanço, fazendo aquele barulho irritante e lendo um jornal do dia anterior. Porque é só isso que vocês velhos fazem, ficam sendo. – Inspirou, limpando o nariz, tentava ao máximo segurar o pranto, mas estava falhando. A mulher deu uma última revirada nos olhos por cima das lentes e assentiu.

_Que bom que os encontrou. – Sorriu fraco, rememorando o dia que eram apenas eles dois contra o mundo. Gold, segurou em uma de suas mãos, sabia que aquilo se tratava de uma despedida. _Belle, Regina e todos eles. Roland você encontrou seu pai, Merida você e o Henry... Ninguém mais pode ficar sozinho, eu nunca pude.

Foram suas ultimas palavras, antes de deixaram a mulher em baixo daquela árvore. Gold soltou de suas mãos, e Roland lhe beijou o rosto. Henry e Merida deram um ultimo abraço antes de partir. Zelena havia trazido um kit de primeiros socorros e conseguiu cuidar de alguns ferimentos do Robin, que apesar disto, mal conseguia andar.

_Eu acho que eu deveria ficar também. – Sugeriu.

_Não, não pode. – Rebateu Zelena convicta. _Você tem que ficar vivo Robin, precisa ao menos vê o rosto do...

_Nossa filha... – Interrompeu. _Sim, eu acho que é uma menina, e eu vejo o rosto dela todos os dias quando olho pra você. Ela deve ser tão linda, quanto a mãe. – Um pequeno sorriso prendia nele.

_Eu não vou consegui fazer isto sozinha. – Rebateu, diferente dele ela mantinha a seriedade, começava a ficar apavorada com que pudesse acontecer. _Fique vivo por ela. – Pediu. _Por favor. Robin sabia que talvez não funcionasse, contudo recompôs suas forças e aceitou a ajuda deles.

**

Com muito esforço conseguiram atravessar por outro ponto distinto da floresta, visto que foi a única solução. Encontrariam os demais quando os primeiros raios solares aparecessem. O silêncio se fez presente mais uma vez, Emma estava confusa, Regina mal tinha processado o que tinha presenciado mais cedo. Pararam em um ponto mais vago da floresta, August e Jefferson se aconchegaram entre as folhas secas, separados um do outro, enquanto Emma sentava-se em um tronco de uma arvore. Não demorou muito para que Regina lhe fizesse companhia.

_Regina... – Enunciou surpresa. _Sei que é... Mas você está brava? – Perguntou receosa.

_Por ter descoberto que você tem um caso com o Jefferson? – Fingiu um tom de desapontamento. _Estou me segurando pra não socar a cara dele até agora. – Sorriu; Envolveu sua mão até a face da loira, acariciando-a em de leve. O toque de seus dedos junto com a brisa que soprava era combinação perfeita. Não só provocava um leve formigamento em Emma como também fazia as borboletas em seu estômago dar voltas. _Ah! Eu tenho uma coisa pra você. – Disse enfiando a mão no bolso e retirando um papel. _Toma.

_Regina... – Sua voz continha certa repreensão.

_Não fale nada, apenas pegue... – Pediu.

_É um pedaço de papel? – murmurou desdobrando, parecendo bastante desapontada. _É o jornal. – Curvou seus lábios em um pequeno sorriso, abaixou o olhar fixando-se no que tinha em mãos, suas mãos tremiam, era só um pedaço jornal, mas para ela significava muito.

_Foi tudo que consegui salvar meio a chamas. – Sussurrou. _Só tem até o décimo terceiro dia marcado, mas é tudo que precisarmos saber.

_Me desculpe... – Fechou os olhos fortemente enquanto deixava os cotovelos deslizar pelos joelhos. Enxugou umas lágrimas incessantes que escorriam por sua pele alva.

_Se desculpar soa tão... Estúpido e tranquilo. – Enunciou como se estivesse lendo algo da folha do jornal. Emma a encarou por alguns instantes, como uma linha do tempo, aquilo atravessou suas lembranças enquanto processava cada palavra. Foi como tudo havia começado, e pelo jeito como chegaria ao fim também.

_Espero que esteja lendo o que está escrito ai... – Pronunciou, contracenando também. Involuntariamente, os lábios da morena curvaram-se num sorriso.

_Sim, estou lendo aqui, se não se importa tire o dedo da frente. – Retrucou sarcástica, limpou a garganta e continuou. _Estou lendo essa manchete, diz que os negócios vão mal, é muito arriscado apostar. Os negócios não serão iguais, mas as empresas precisam seguir em frente.

_Como soube? – Swan perguntou, um dor enorme rasgava seu peito ao ouvir tais coisas, entendia muito bem apesar de Mills disfarçar as indiretas. _Quer dizer, como ela descobriu?

_Ela ouviu os boatos atrás da porta. Digo. – Limpou a garganta ao sair do enredo. _É uma metáfora. – Enfatizou. _As empresas nunca vão poder fazer negócios, pois tem um sósia que acabará com todo o império. – Logo pode sentir algumas lágrimas solitárias escorrerem por sua face, manchando o jornal.

_Uau! É uma metáfora poderosa. – Enfatizou também, Mills apenas rolou os olhos pelo exagero da loira. _Uma das empresas, não consegue terminar isso. – Confessou cabisbaixa. Era tão doloroso, Emma sentia como se tivessem feito uma cirurgia de peito aberto em si. _Eu não consigo deixar você. – Disse com a voz tremula. _Freguesa. – Enfatizou voltando com o ar.

_Me deixa tornar isso mais fácil pra você. – disse Regina, inspirou o ar e se recompôs. _Sinto muito, é tarde demais para reaver... Nossa empresa já desandou. – Rebateu curta e grossa. _Não é você, sou eu. – Soltou um suspiro teatral. _Você é extremamente irritante e nosso mapa astral não bate. – Emma não conseguiu evitar sorrir, ao notar Regina de fato incorporar uma adolescente. _Eu não te acho mais atraente... Eu não acho que exista química entre a gente... — Fechou suas pálpebras, procurando o ar que lhe faltava, apesar de estar sorrindo o tempo todo, seu olhar era triste e tornava a encher de água. Engoliu em seco, antes de retomar a seriedade._É por isso que estou acabando com você.

**

Após a reconciliação Ruby havia dormido, Elsa aproveitou para vê se encontrava alguma coisa para por no estomago, estava faminta. Foi até a cozinha e procurou nos móveis, contudo tudo que achou foi umas caixas vazias de biscoito. Perguntou-se se quem vivia ali, era de fato pessoas. Suspirou frustrada e foi até a geladeira. Porém uma máquina fotográfica de câmera instantânea roubou sua atenção, pegou o objeto que repousava em cima da mesa de madeira, e foi até a geladeira. Abriu rapidamente, mas nada além de uma garrafa, quando fechou, notou uma foto pregada com imãs velhos. Semicerrou os olhos para observar a fotografia, uma mulher loira, um homem, e uma criança, o que tudo indicava ser uma família. Olhou de relance mais uma vez o homem de trajes mais modernos, mas ainda escuros e nitidamente reconhecível.

_Hook.

Notas finais
Muitas desgraças em um capítulo só? Quando escrevi pensei nas ameças da morte, mas faz parte. Nem sei o que falar só sentir, bem se fosse um seriado, seria como uma season finale. rsrs Sim, e a pessoa que encontrou a filha de Zelena aparecerá no próximo capítulo. Muitas informações da minha parte, mas quero saber da de vocês. Espero que continuem acompanhando e me deixem saber por favor 0/ Beijos e até a próxima ^-^