Once Upon a Zombie
14 Hearts Without Chains
Notas iniciais
_Será que eu posso me sentar aqui com vocês? – Perguntou Elsa que tinha em mãos uma tigela contendo alguma coisa proveniente dos enlatados. Estava parada fitando as duas mulheres a sua frente, arqueando uma das sobrancelhas. _Então...
_Por favor. – Pronunciou-se Zelena, fazendo um gesto para a mesma assentar ao seu lado. _Junte-se ao time das esmagadoras de coração. _Elsa franziu o cenho não entendendo muito bem o significado de suas palavras. _Garota... – Falou animada, virando o rosto em sua direção... _Sabe que quando eu bati os olhos em você, eu pensei; essa garota é das minhas... Mas você se superou... – Ditava as palavras com certa aprovação. _Você é maligna... Você é... – Hesitou por breves segundos antes de erguer a palma da mão. _Bate aqui!
O dia havia amanhecido mais tranqüilo apesar de a noite ter sido de tumultos. Zelena estava se sentindo escanteada por Robin, pois desde que Roland havia aparecido, ele não saia de perto do seu filho. Por isso lembrava-se nitidamente de quando cruzar a cela de Ruby, ouvir a mesma sussurrar nos braços da avó ‘’Está doendo’’, sabia muito bem que não estava se referindo aos referimentos que tinha aderido mais cedo.
_O quê? – Elsa olhou de relance para ela que carregava uma expressão um tanto quando indecifrável. _Isso foi... Tão... Ofensivo. – Soltou com o ar.
_Anda logo, garota! – Rebateu impaciente, ainda suspendendo uma das mãos;
_Vai por mim. – Proferiu Regina levando uma colher cheia a boca. _Vindo dela, isto é um elogio. – Murmurou enquanto mastigava.
_Bom... – Deu-se por vencida, correspondendo ao gesto. _Um coração de gelo sofre menos que é um partido, não é mesmo? – Sussurrou sem muita animação. _Acha que a Ruby falou algo pra ela? – Indagou, sua voz emitia um tom de preocupação. Apontou discretamente para Granny que também estava presente na refeição matinal, fuzilando-a com o olhar ao passar em direção a outra mesa do refeitório. _Ela parecia ser mais gentil ontem à noite.
_Não. – Respondeu Regina convicta. _Mas ela deve ter percebido o jeito que vocês se olham, o clima que se aloja e... Coisa e tal. _Gesticulou ainda com o talher. _Você sabe... Que a Granny é tipo a mãe da Ruby né? – Elsa sentiu a atenção voltada para ela, esperando a resposta que não foi dada. _Isso faz dela meio que sua sogra... – Semicerrou seus olhos negros para a loira que não entendeu muito bem o que quisera insinuar.
_O que quer dizer? – Retrucou ainda com seu semblante perdido.
_Significa que você está ferrada, caso seu gelo derreta e você tente consertar a burrada que você fez. – Deduziu Zelena com a indelicadeza que não lhe faltava.
_Talvez tenha sido melhor dessa forma. – Murmurou cabisbaixa. _Então onde vai ser? – Indagou tentando mudar de assunto. _Não contou pra ela? — Regina fitou a irmã procurando por algum retorno. _Peguei Zelena espiando Belle ontem á noite. – Elsa demandou as palavras como se enfim estivesse partilhando um segredo. _Ai! – Sentiu um leve empurrão no seu braço em seguida.
_Não diria espiando... – Soltou um verdadeiro suspiro teatral. Diante de sua confissão, pôde ver a loira abrir um sorriso sugestivo, não acreditando muito no que dissera. _Qual é?! Nossas celas ficam próximas... – Deu de ombros.
_Meu... Deus... Zelena... – Enunciou incrédula. _Você ficou ouvindo atrás das grades? – Fingiu um tom de absurdo. _Que feio! – A repreendeu, balançando sua cabeça sem sinal de negação. _Então, aonde vai ser? – Perguntou Mills animada.
_Ok... – Tentou defender-se. _Eu estava passando por acaso na cela de Belle... Quando sentir o clima desconfortável que se alojou, então a ouvir dizer ‘’Imagino que a viagem tenha sido exaustiva Rumple’’. – Risadas ecoaram diante a sua imitação do que seria a voz aguda da mulher, chamando a atenção de Emma e Ruby que comiam na mesa à frente. _‘’Conversaremos amanhã, nos três’’. – Enfatizou. _Depois ela foi dormir e fim.
_E o que descobriu hoje? – Retrucou. Sorriu ao ver a expressão em sua face. _Qual é Zelena?! Você não desiste até consegui a informação completa.
_Que vai ser por trás da torre esquerda de vigia. – Disse por fim.
**
Nem todos estavam acomodados no interior da prisão, alguns estavam dispersos pelo gramado, assim como Merida que fitava uns zumbis cambaleando em frente à pequena ponte que seguia em linha reta a prisão.
_Então... Como está se adaptando a idéia de dormir em uma cama? – Proferiu Henry enquanto sentava-se ao seu lado, em cima do teto de um dos carros.
_Mas olha só quem resolveu aparecer... – Uma leve careta se apossou do seu rosto, na medida em que cruzava seus braços. _ Não te vejo desde ontem. – Proferiu, arqueando uma de suas sobrancelhas, dando um falso tom de desapontamento. _Suas mães decidiram soltar você um pouquinho?
_Dez anos não são dez dias, companheira. – Depositou um beijo em sua bochecha, ignorando totalmente sua birra.
_Eu sei. – Puxou sua mão, fazendo-o sentar em seu colo. _Eu fico feliz por você... – Confessou afagando os fios marrons que caiam por todo seu rosto. _Você esta melhor?
_Sim, diferente daquela caverna aqui tem uma enfermaria. Minhas mães não me deixaram sair até que eu estivesse medicado.
_Imagino... O reencontro de vocês foi... – Hesitou por breves segundos procurando algo que pudesse lhe dizer. _Enfim. – Suspirou. _Fez-me querer ter alguém esperando por mim quando tudo isso acabar... Não sei, só estive sendo esperançosa.
_Hey... Você tem o Roland... E a mim... — Seus lábios curvaram-se em um sorriso a encarando por um tempo até voltar sua atenção para o divisor de águas;
_Não como eu gostaria... – Murmurou para si.
**
_Estão atrasadas. – Proferiu Zelena; Havia sido a primeira a chegar aos empilhamentos engradados que ficava por trás da torre de vigia. Seria praticamente o palco embutido para a D.R a três que iria acontecer mais a frente. _Porque não atendeu ao meu chamado? – Indagou, suspendendo o rádio de comunicação que tinha em mãos;
_Estava ocupada. – Regina deu de ombros e entregou um dos pacotes de salginhos que havia trazido. _E porque isto é ridículo. – Soltou com o ar, entregando o walk talk.
_Vai por mim, ela realmente estava ocupada. – Falou Elsa se juntando as duas nos caixotes de madeira.
_Achei que você seria a única a não apostar Ruby. – Anunciou Regina estendendo uma das mãos para ajudar Ruby a se sentar as caixas mais em baixo, ainda andava mancando, contudo já estava melhor.
_Olha, eu amo a Belle... Mas... – Pegou um dos sacos, levando uns salgadinhos à boca, fazendo barulho ao mastigar. _Negócios a parte. – Disse por fim, dando de ombros. Não precisou virar-se para perceber Elsa contrair o lábio, com ciúmes após ouvir tal comentário. Pelo menos já havia conseguido certa estabilidade emocional.
_Eu estou com o tio Gold, ele é ousado. – Confessou Roland, juntando-se aos demais, de preferência entre as duas irmãs;
_Você não deveria estar com seu pai? – Perguntou Regina, o abraçando de lado e brincando com seus cachos em seguida.
_Ele ta meio chiclete desde a noite passada... Quer me proteger, e que façamos tudo juntos; Passamos a manhã em uma espécie de horta, ele quer me ensinar a plantar. Dá pra acreditar nisso? – Perguntou como se aquilo fosse a coisa mais absurda do mundo.
_Ele sentiu sua falta, por isso. – Disse entre risos.
_E você? – Perguntou Roland virando o rosto para o outro lado.
_Eu, o quê? – Zelena franziu a testa ao questionar.
_Então... Como posso te chamar?
_De Zelena. – Rebateu curta e grossa;
_Você ainda é má? Porque se não for mais eu posso te chamar de boadrasta em vez de madrasta. – Brincou Roland, contudo pôde ver o semblante de dúvida estampado na mulher a sua frente. _Meu pai contou que vocês estão juntos.
_O quê? – Zelena engoliu em seco após ouvir a confissão, porém manteve-se firme ao responder. _Fala pro Robin... Que ele tem que falar isso pra mim primeiro. – Cruzou as pernas, batendo o pé de maneira nervosa.
_Será que ele sabe que você não sabe? – Ele levantou as mãos, rindo de sua reação. _Acho que vocês deviam conversar.
_Aqui estamos nós... – Puderam ouvir Belle se pronunciar quando enfim Rumple chegou; _Isso não é familiar? – Revezou o olhar entre os dois homens.
_Shiu! – Repreendeu Zelena ao ver que ainda conversaram entre si. _Desse jeito não vamos ouvir nada. – Dito isso, silenciaram. Mas logo a mesma voltou a resmungar entre os dentes após escutar os chamados ‘’Regina’’, ‘’Gina’’._Céus! O que se pode fazer para ouvir uma especulação aqui? Fala mais alto Emma! Acho que eles não se deram conta que estarmos aqui. – Um sorriso sarcástico pairava em sua face.
_Desculpe. – Sussurrou envergonhada. _Regina, acho que devemos uma conversa ao nosso filho. – Cochichou em seu ouvido.
_Agora? – Perguntou mantendo o tom. _Já está acontecendo...
_Não brinca?! – Indagou Swan, acomodando-se entre as pernas de Regina. _Acho que Henry pode esperar um pouquinho... Até porque ele está meio ocupado com aquela ruiva.
_Ta vigiando nosso filho, Swan? – Perguntou descrente, porém a pergunta ficou no ar ao voltarem atenção à conversa a sua frente.
_Não soa familiar pra mim. Não precisa ser familiar. – Enfatizou Will. _Pra quê isso? Pra ele te implorar de joelhos e depois mentir?
_Eu não culpo você rapaz por achar isso, aliás, eu dei todos os indícios, eu sei. — Confessou cabisbaixo. _E também não culpo você, querida, por querer fugir de mim. – Aproximou-se Belle para encarar-la. _Mas, eu peço que se lembre dos nossos votos. Por favor...
_Me diga. – Will resmungou, erguendo-se de forma abrupta. _Sei que estamos no mesmo mundo. Mas... Você perdeu as mesmas coisas que nos perdemos?
_Acho que perdi mais... Pois além de quase perder as esperanças eu tinha perdido a Belle. – Rebateu Rumple, não deixando se intimidar.
_Você já tinha a perdido quando escolheu o poder.
_Olha aqui, eu só não arranco seu coração e esfarelo aqui mesmo por que... –Exprimiu cerrando seus punhos de maneira sagaz.
_Já chega, vocês dois! — Protestou Belle já impaciente. _Eu não vim aqui pra perguntar suas intenções comigo. Pois temos problemas maiores. Até porque já sabermos aonde nossos corações estúpidos vai nos levar. – Fechou seus olhos, massageando as têmporas. E quando tornou a abrir-los notou a expressão ligeiramente desapontada que estampava o rosto de Will, entendendo o que quisera dizer.
_Belle. – Protestou o mesmo. _Antes de continuar... Eu quero que saiba de algo antes. – Ele sussurrou, segurando a ponta de seu queixo. _Eu... Não tive alguém por um longo tempo. E me surpreende o tanto que temos em comum. Eu adoro a sua companhia, eu precisava dela. Eu... Preciso... E mesmo sentindo isso, eu vejo sinais de dúvidas. Sei ser persistente, mas também sei a hora de sair. Só preciso que me responda uma coisa... Eu deveria ir?
_Sim... – Respondeu Rumple, sorrindo de forma debochada.
_Rumple... – Chamou Belle.
_Sim querida. – Respondeu triunfante.
_Nós tivemos um amor diferente, e isso foi bom em partes. Você me fez pensar que o amor de contos de fadas existia. – Um leve sorriso formou-se em seus lábios e pôde perceber a expressão vitoriosa formando-se na face de Gold até hesitar._Mas também que o amor era pra machucar. E eu não quero mais isso, o inverno se foi e agora eu tenho a certeza. – Retomou com seu sorriso e fitou o outro rapaz cabisbaixo. _A verdade é que eu conheci alguém novo, e apesar de tudo acho que você deveria fazer isto também, ser feliz...
_Belle, você ainda é meu amor verdadeiro, mesmo eu que eu não seja mais o seu...
_ É tarde demais, amor expirado. – Desviou seus olhares do homem que possuía agora um semblante digno de pena. Afastando-se daquelas paredes e caminhando em direção ao interior da prisão.
_Então... Ponto para o soldado Will, não? – Indagou Ruby para Zelena, pois no final acabou sobrando somente elas e Elsa na platéia, esta última preferia que tivesse ido ou com Emma e Regina ao avistarem Henry ou com Roland ao ser chamado pelo pai.
_Hm. Ele venceu a batalha, mas não a guerra. O Gold não irá desistir assim tão fácil. – Retrucou deixando as dúvidas no ar ao sair.
_Afinal, é melhor sentir dor do que não sentir nada, não é? – Tentou Elsa, curvou seus lábios em um pequeno sorriso, porém não obteve muito sucesso no ato.
_Eu estou é sentindo frio. – Esfregou as mãos na tentativa de se aquecer, pois a noite já estará chegando._Parece até que estou dentro do seu coração. – Cuspiu as palavras rudes, até caminhar apressada na direção oposta, com seu corpo ereto, mantendo sua postura rígida.
_Qual é Ruby?! – Indagou a loira ao perceber tamanha chateação da mulher. _Eu gosto de você, pensei que podíamos ser amigas, no final.
_Eu gosto de você. – Imitou sua voz soando debochada. _Porque quer tanto que mantenhamos isto? Sabe muito bem que...
_Porque eu não consigo ficar longe de você... Ok? – Suspirou, desviando de seu olhar ao sentir a vergonha se apossar;
_Elsa. – Engoliu em seco, sem saber como responder-la. Estava confusa e não entendia o que realmente se passava na cabeça daquela loira estúpida. _Eu não posso ser seu amiga, mesmo se eu tentasse de novo.
**
_Só precisamos contar que estamos juntas. – Pronunciou Mills, andando impaciente de um lado para o outro, seu nervosismo não ajudava na farça. _Não é?
_E... O que vamos dizer pra ele? — Indagou Swan. _E se ele perguntar como aconteceu... Você sabe... Que história vamos contar?
_Que eu estava um pouco bêbada, você estava um pouco exaltada. Nos estávamos sozinhas naquela noite. Daí você sumiu... – A questão era que não fazia idéia de como fazer aquilo.
_Oh, não! — Você nunca fez isso?
_Sinceramente? – Encarou a loira a sua frente com uma expressão divertida, ponderando alguns segundos. Coçou seus cabelos em um misto de confusão; _É... Não.
_Mãe? Mãe? – Indagou Henry ao ir entrando na torre de vigia. _Olá, tem alguém ai?
_Pode entrar querido. – Respondeu Regina. _Estamos aqui.
_Queriam falar comigo? Eu encontrei este bilhete na minha cela. – Suspendeu o papel, franzinho o cenho.
_Sim... Senta ai garoto. – Emma apontou para a cadeira em frente a elas.
_Aconteceu alguma coisa? – Perguntou preocupado.
_Não... Quer dizer... Sim... Mas acho que você deve ter percebido... – Bateu no braço de Emma para lhe dar ‘’forçinha’’.
_Eu e... Sua mãe... – Gaguejou.
_Mãe. – Fitou Regina a repreendendo e depois fez o mesmo com Emma. _Mãe! — Interrompeu, deixando uma pequena risada escapar. _Acho que estou bem grandinho para isto, vão logo direto ao assunto. Por favor...
_Nós estamos juntas... – Começou Regina, sua voz soou mais falha que o pretendido._E queremos saber o que você acha a respeito.
_Eu acho ótimo. – Respondeu convicto.
_Então, temos sua benção? – Brincou Emma.
_Vocês tem mais do que isso, o meu amor que aprova qualquer coisa. – Sua voz soou extremamente doce. _Só me diga uma coisa... Como isso aconteceu? Antes dessa maldição... – Gesticulou com as mãos para irem em frente.
_Te disse que ele ia perguntar. – Sussurrou Swan.
_Eu conto ou você conta? – Retrucou mantendo seu tom de cochicho.
_Se não se importarem, eu gostaria de ouvir das duas... – Sugeriu Henry, as analisando por breves segundos. _Então...
_Você quer a versão estendida ou a curta? – Perguntou Swan. _Vai ser a Blu-ray mesmo? – Henry assentiu, sorrindo com a falta de jeito de sua mãe. _Ok. Vamos lá... – Suspirou sem saber ao certo o que lhe contar... _Então... Tudo sempre foi sobre mim... Depois do seu pai eu achava que relacionamentos não eram nada além de um desperdício de tempo, eu achava que... Estava feliz em Boston até você bater em minha porta. E me fez bater na porta da Regina também e... A primeira vez que eu vi seu rosto... – A encarou olhando intensamente. _Eu soube... Eu era pra você; — Fez menção que iria falar algo, mais nada saiu.
_E mesmo... – Continuou Regina. _Te odiando naquele momento por me fazer sentir insegura, eu senti a necessidade de ficar ao seu lado e confessar que eu te sentia no meu coração, sem ao menos te conhecer... – Desviou, sentindo seu rosto esquentar. _Mas eu não disse... Eu apenas me tornei próxima a Emma durante sua estadia em Storybrooke, criando essa relação de amor e ódio. Tendo que assistir-la com aquele pirata... – Comentou sentindo o incomodo em sua garganta._Enfim... Que até permaneceu aqui nesse mundo... Encontramos-nos... Passarmos por algumas coisas e...
_E a primeira vez que você segurou minha mão dizendo que deveríamos ficar juntas... – A vermelhidão nas bochechas de Swan; só aumentou._A primeira vez que você beijou meus lábios mesmo que tenha sido para retirar aquela flecha idiota... É as coisas não estavam se movendo rápido o suficiente para mim. – Fingiu um tom de indignação e não precisou virar para ver os olhos negros rolarem. _Eu soube. Você era pra mim... – Virou seu rosto para encará-la por fim, quando percebeu que a mesma já fazia isso, as borboletas inertes no seu estomago se alvoroçaram ao ouvir a maneira doce como aquelas palavras foram completadas;
_E então te conhecendo, eu senti que deveria estar com você sempre.
_É... Fico feliz por vocês. – Manifestou-se Henry que até então permanecia estático, sentia que algo estava prestes a explodir ali mesmo, deu fim a sua cara de poker face e levantou-se para sair dali. _Acho que já vou indo. – Beijou o rosto de cada uma de suas mães e partiu.
Após a saída de Henry, Regina se levantou e se aproximou ainda mais de Emma que permanecia a fitando intensamente. Colou suas cinturas e retirou uns fios loiros e ondulados que caiam sob sua testa. Passou suas mãos pelo pescoço da loira até chegar em seus cabelos e puxar o que os prendia. Sem vergonha nenhuma, agarrou em sua nuca e a beijou, foi explorando sua boca delicadamente e encurralando na parede a medida que retirava sua blusa, e fazia o mesmo com a dela. Foi deitando devagar seu corpo sob o fino colchão em que se acomodariam; sem perder o contato visual em momento algum.
Percorreu todo aquele corpo com sua língua, até parar na cintura. E retirar o cinto coldre duplo, onde continha suas armas. A jogou em cima da escrivaninha ao lado, e voltou sua atenção para a loira que despia a sua frente. Estava só de sutiã e calça jeans quando Emma tomou as rédeas e a jogou do outro lado, tomando o comando. Livrou-se da calça da morena com voracidade, erguendo seu corpo apenas para desabotoar seu sutiã, e sugar cada seio rígido, demorando mais um pouco ali. Voltou a selar os lábios em um beijo ardente, cheio de insinuações, a língua deixava claramente implícito tudo que desejava fazer.
Quando cessaram mais um beijo, olharam-se ofegantes, seus olhos faiscavam. Nesta hora nem pensavam mais, só seguiam os impulsos. No momento em que se deu conta, Regina já estava nua e Emma já escapara entre seus braços. Pôde sentir os lábios delicados da loira, tocar seu sexo.
_Emma... – Sua voz não passara de um mero murmúrio. A cada toque, a cada lambida ela gemia mais alto, já estava toda molhada, Swan excitava-se com a soada sexy que escutara.
_Estou ouvindo. – Respondeu, começando a invadir com seus dedos.
_Eu estou tão... – Sua voz saia partida, devido a loira que entrava em si, fazendo gemer cada vez mais alto, levando seus dedos cada vez mais rápido. _Apaixonada por você. – Soltou com o ar. – Regina remexia-se cada vez mais se contorcendo, segurando-se nas beirada do colchão, até perder totalmente o controle. _E temo que isso esteja me devastando. – Uma corrente elétrica passava pelo seu corpo, a medida que escutara tal confissão, ao perceber que Mills chegaria ao ápice, voltou a escalar suas curvas e colar seus corpos em uma mistura perfeita.
_Não seria amor se fosse causasse tal feito. – Confessou arfante, a fitando fixamente. Sentia seu sangue ferver e seu coração acelerar, seu corpo tremia e pedia por mais. Com um beijo feroz, voltaram a mergulhar naquela explosão de sentimentos, como se precisassem uma da outra mais do que nunca.
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