Once Upon a Zombie
12 Heal
Notas iniciais
Aliás, não sei como ainda aguentava algo roçando no seu nariz por certo tempo, seria mesmo o que estava parecendo? Um graveto? Tinha que ver para crer. Suas pálpebras foram se abrindo devagar, na medida em que as mesmas piscavam tentando se livrar do tal desfoque. Quando tudo resultou em uma vista nítida, noventa por cento era laranja que sumiu em um piscar de olhos. Franziu a testa, levando uma das mãos ao pescoço, levantando-se da pedra que ‘’repousava’’ segundo atrás. Deu um murmúrio de dor, e inclinou a cabeça para um lado enquanto o queixo ficava virado para o outro. Ao passar a mão pela face, sentiu seu rosto crespo. Levou a outra para ter certeza que estava realmente barbado. O silêncio o fez ouvir o barulho das pegadas que pisoteavam folhas secas próximo a si. Rapidamente, olhou para o lado, pois era de onde vinham os sonidos. Deparou-se com uma mulher de costas, pronta para partir em silêncio se não fosse por seu descuido de cair sentada pela terra.
_Hey! – Não anunciou muito alto, o suficiente para ser ouvido. _Era você que estava me fazendo cócegas?
_Achei que estivesse morto. – Retrucou dando de ombros e virando-se para encarar-lo. Isto fez com que o homem engolisse em seco após ver seu rosto de perto, podia jurar que estava hipnotizado com sua beleza, seus longos cabelos ruivos acompanhado de todo um visual de arqueira, voltou a piscar nervoso e depois a questionar-la novamente;
_É assim que lida com mortos? Roçando um galho no seu rosto? – Sua expressão tentava transparecer um tom sério, porém o sorriso que formava em sua face dizia o contrário.
_Lidar com mortos parece diferente neste mundo. – Diferente dele, ela mantinha a seriedade.
_O que quer dizer?
_Você não se lembra de nada? – Ela franziu o cenho, o encarando com uma expressão tanto quanto incrédula.
_Não. – Hesitou por breves segundos, forçando sua mente; cabisbaixo. _Quem é você? Onde estou afinal?
_Onde você acha que está? – Rebateu.
_Eu não sei... Na floresta de Storybrooke?
_Storybrooke é o seu lar? – Aproximou-se ainda mais, o homem apenas afirmou com a cabeça. _Ele é bom? – Voltou a assentir. _Então aqui definitivamente não é Storybrooke. Olha, eu não posso te responder muitas coisas, pois também acordei por aqui. Mas posso te garantir que aqui... – Enfatizou a última palavra. _Não é bom. Você não é um homem de sorte. – Falou estendendo uma das mãos para que ele pudesse se levantar.
_Eu também não sou homem, tenho 14 anos. – Protestou aceitando sua ajuda, logo após deu uns tapas para retirar toda a terra de sua camisa dobrada nas mangas, e depois limpou sua calça jeans, o que não adiantava muito, pois ambos estavam com uma tonalidade desgastada.
_Se vai mentir a idade, sugiro uns 22 ao menos. – Ela curvou seus lábios num discreto sorriso.
_Mas é verdade. A propósito sou Henry e você?
_Ok, então a biologia não te favoreceu Henry. – Rebateu ignorando sua pergunta. Henry parou por breves segundos e voltou a tocar em sua face e com toda a confusão que se estampava em seu rosto, deduziu o mais provável, o que não era muito incomum vindo com perdas de memória, só poderia estar diante de uma nova maldição. _Para onde está indo? – Questionou a moça ainda o fitando ao apressar os passos.
_Preciso encontrar minhas mães. – Cerrou os punhos, falando mais com si do que com a mulher a sua frente.
_E quem são?
_A salvadora e a rainha má.
_Ta bom. – Soltou uma risada fraca que não passou despercebida.
_Qual foi? Nunca leu conto de fadas não? – Suspirou, mantendo seus olhos fixos no caminho que fazia.
A ruiva levantou as mãos em sinal de redenção e começou a andar ao seu lado. Mais adiante se abaixaram após ouvirem rosnados, miraram em outro rapaz, este rastejando em cima de uma enorme rocha mais alta, os zumbis em baixo tentavam pegar-lo. Ele estava com o pé preso em meios às pedras, e o nervosismo junto com o desespero não ajudava em nada.
_Eu não queria estar pele deste garoto, ele está ferrado. – Comentou. Quando a ruiva ia se virar para partir em direção inversa, Henry segurou em seus braços, impedindo-a de ir.
_Temos que ajudar-lo. — Disse convicto.
_Você ta maluco? Olha a quantidade dessas coisas. – Apontou e fez menção ao número de cadáveres presentes.
_Olha aqui, se você não for eu irei.
_E como pretende fazer isto, posso saber? – Rebateu incrédula, cruzando seus braços e arqueando uma de suas sobrancelhas alaranjadas. _Há 20 minutos você não sabia nem onde se situava.
_Não podemos deixar-lo morrer. Você tem mais experiência... Ajude-me a ajudar-lo. – Henry segurou em seus braços, fazendo a atenção da ruiva fixar em si.
_Ta bom. – Bufou dando-se por vencida. _Vai lá, eu te dou cobertura.
_Você consegue?
_Anda logo garoto!
Henry deu a volta, e apoiou-se em uma arvore para chegar onde o rapaz estava cercado, não falou nada apenas assentiu para ele ao se aproximar. Agarrou em sua perna, e tentou ajudar-lo a sair. Enquanto isso, a ruiva desviava de uns zumbis, atirando sua flecha com o seu arco e depois retirando para recuperar-la e fazer isso com os demais. Henry observou de cima, admirando como a garota lutava bem, começou a ficar preocupado após ver a mesma ficar encurralada. Rapidamente, em um impulso conseguiu retirar o pé preso do garoto e pulou para socorrê-la. Puxou um pela gola da camisa e conseguiu pegar uma flecha nas costas da ruiva, enterrou ela nos zumbis e empurrou alguns dando um caminho livre para ela passar.
_O que esta fazendo? Poderia ter morrido. – Indagou após conseguiram se livrar deles.
_Valeria a pena. – Rebateu com seu melhor sorriso de galanteador.
_E você quem é? – Perguntou a garota tentando desviar seus olhares de Henry.
_Roland Hood. – Respondeu retirando o seu gorro marrom em um gesto de reverenda, se apresentado.
_Você não seria o filho do Robin Hood não né? – Retrucou sátira.
_Sim. Você o encontrou por ai? – Replicou esperançoso e inocente ao mesmo tempo.
_Yeah! Ele estava acompanhado da branca de neve e do príncipe encantado. – Ironizou.
_Viu meus avos por ai? – Questionou Henry, o obteve como resposta uma revirada de olhos. _Você não topou com ninguém, nem o Will...Nem a Belle?
_Espere... – Interrompeu, gesticulando para segurar o riso, ainda sem acreditar. _Vocês se conhecem?
_Sim. Quase formos meio irmãos, se não fosse por minha outra mãe, a salvadora, trazer do futuro a ex esposa dele. – Sorriu junto com Roland lembrando-se da confusão que foi.
_Achei que suas mães fossem um casal. – Afirmou confusa com a naturalidade que encaravam tudo aquilo.
_O quê? Elas se odiavam no começo, mas depois... – Henry não sabia ao certo o que lhe contar, pois aquilo o deixava o confuso também, então apenas deu de ombros. _Minha outra mãe namorava o capitão Hook que tinha ódio do meu avô; que é o Rumpelstiltskin. A propósito você não me disse seu nome.
_Nossa... O jantar de ação de graças deve ser uma droga ein? – Indagou ao ignorar mais uma vez sua pergunta o que fez Henry cerrar os olhos, a analisando;
_Cabelos ruivos... Vestes de segunda mão... Deve ser...
_Merida. – Deu por vencida. _Me chamo Merida.
Os três pareciam um trio que deu certo, um defendia o outro enquanto procuraram desesperadamente encontrar seus entes queridos, ao menos na parte de Henry e Roland, pois Merida não dava indícios de ter uma família. As dicas da ruiva ajudaram, porém apreenderam a se virar na prática e no perigo mesmo. Quando se passou um tempo, o inverno chegou e com eles, diversas tempestades.
Henry era corajoso, além de defender seus amigos, o acolhia também, não se contava às vezes que cedia seu casaco para aquecer Merida ou ceder o lugar mais quente de onde estavam abrigados, eram muitos e tornava-se difícil encontrar um lugar que não tivessem zumbis. Estavam já sem esperanças, até encontrar uma caverna subterrânea em uma de suas tentativas de escape, se entreolharam vitoriosos até manterem o foco em um deles que curvava seus lábios em um sorriso abatido, notaram que algo estava errado, se aproximaram e sentiram sua pele queimar, Henry estava doente.
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_Prontos? – Disse Emma, pronta para abrir o portão corrido que dava acesso ao pátio entrada da prisão. Abriu com tudo, e fizeram uma barreira de proteção com uns na retaguarda. Robin enterrou a barra de ferro na cabeça de um zumbi, logo que deu primeiro passo. _Will. – Em seguida ele fez o mesmo acompanhado de mais Ruby e Kristoff. Andavam devagar e alertas a tudo, cada um olhava pra uma direção para tornar a missão possível.
_Aproximam-se. – Ditou Regina para os que aguardavam do outro lado com ela, fazendo barulho do outro lado da cerca, facilitando para Emma e os demais.
_Volte! Precisamos disto. – Gritou Ruby enquanto arrancava suas cabeças com um facão;
_Quase lá; — Pararam atrás de uma parede que separava mais deles, Emma ergueu a mão dando sinal para que esperassem e observou mais deles vindo com armaduras de policiais. Kristoff caminhou lentamente com seu arco e flecha em ponto de ataque, disparou, contudo a flecha acertou no capacete e caiu.
_Vamos! – Will recuou, tomando distância para chutar um cadáver, que surgia fardado.
_Está conseguindo vê-los? – Perguntou Regina apreensiva.
_Ali atrás. – Respondeu Elsa a longos suspiros.
Livravam-se de mais uma dezena de zumbis, conseguindo trancar outro portão para que pudessem ter acesso ao lado de dentro, sem ter muitos problemas.
_Vamos, estão presos. – Ruby puxou Emma que ainda ansiava por matar-los. Agora só restavam os ‘’policiais’’, o que dificultada um pouco, devido à armadura que vestiam. Ruby puxou um e levantou o vidro do capacete, encravando sua faca na jugular. Em seguida o cadáver cai no chão, mirou nos seus companheiros que lhe fitavam surpresos. _Viram aquilo? – Questionou com os olhos arregalados e sorrindo.
Logo imitaram seu gesto, encontrando a maneira que lhe faltava de eliminar-los. No pátio da prisão estava livre, apenas a pilha de corpos caídos.
_Bem, parece seguro. – Comentou Will.
_E se algo foi destruído? Não podemos reconstruir tudo. – Argumentou Kristoff.
_Precisamos entrar. – Falou Robin.
Abriram o portão de ferro, subindo pelas escadas, mais a frente, um que ecoou um rangido por todo interior. Chegaram ao refeitório, revistando todo o lugar que dava inicio ao primeiro bloco de celas. A pouca luz fazia com que ficassem ainda mais tensos e atentos. Emma subiu até a torre, adentrou a curtos passos e encontrou um policial baleado com o sangue jorrando pelo vidro, encostou a faca em seu peito e não obteve nenhum movimento. Na sua cintura, estavam as chaves. Suspendeu as chaves, amostrando para Ruby que entendeu o recado. Abriu a primeira cela e mais um barulho chato foi se eclodindo. Continuaram com a busca, encontrando uns zumbis presos as jaulas.
Quando o ultimo zumbi caiu, Will o arrastou para fora, como tinha feito com os demais. O restante que aguardava lá fora, logo se juntou dentro da prisão.
_ O que acham? – Perguntou Emma.
_Lar doce lar. – Respondeu Regina, com suas bagagens em mãos, aproximou-se da loira e deu um selinho rápido antes de partir para uma das celas.
_Por enquanto. – Protestou Belle, analisando o local. _É seguro?
_Esse bloco é. – Retrucou à loira.
_E o resto da prisão?
_Pela manhã, encontraremos o refeitório e a enfermaria. – Respondeu Will, levando sua ‘’namorada’’ antes que ela começasse com seu pessimismo, ela estava ganhando para a irmã de Mills, pensou ele.
_Dormiremos na cela? – Questionou Zelena.
_Achei as chaves nos guarda. Ruby também as tem. – Voltou a explicar Swan.
_Não dormirei em uma jaula, ficarei na torre. – Argumentou Robin.
_Se eu tiver que dormir em uma jaula, você também vai. Vamos. – Replicou Zelena com seu tom rude. _Que nojento! – Falou com desprezo, ao entrar em uma das grades.
_Lembra dos depósitos? – Sorriu para a mulher que não retribuiu, apenas rolou seus olhos. _Na verdade é confortável, experimente. – Disse Robin, sentindo o fino colchão que se acomodaria.
**
_Estou tão exausta que nem me importo. – Anunciou Ruby ao entrar na cela, movimentando seus ombros para se alongar.
_Aqui, me deixe ver. – Elsa sentou ao lado, passando as mãos delicadamente por seus braços.
_O que está fazendo? – Questionou Ruby enquanto descansava sua cabeça nas curvas do pescoço da loira.
_Procurando por arranhões. – Respondeu sorrindo, colocando os cabelos castanhos atrás das orelhas, para verificar o pescoço agora.
_Já encontrou sua cela Ruby? – Indagou Anna, interrompendo. Parou na entrada, estava ali observando a cena alguns segundo de braços cruzados.
_Yeah... – Respondeu sem jeito. _Só queria ver se a Elsa estava segura. Até amanhã. – Saiu dali o mais rápido possível, evitando contatos visuais.
_Até. – Suspirou frustrada. _Não precisava falar assim com ela. – Elsa repreendeu a irmã.
_Então... Você e a Ruby... Hm – Comentou sem nenhuma animação em sua voz. Anna encarou a irmã, e a loira engoliu em seco por ser tão direta. _Você acha que eu não percebi? Elsa! Eu sou sua irmã, eu te conheço. O que está acontecendo entre vocês?
_Somos amigas.
_Amigas?
_Boas amigas. – Rebateu; a vermelhidão com certeza preenchia seu rosto.
_Você gosta dela? – Elsa desviou seus olhares para o chão, o silêncio que se alojou só confirmou a pergunta. _O que estava pensando? – Usou um tom sério que Elsa não estava acostumada.
_Eu estava pensando... Que posso estar morta amanhã. – Ela respondeu um pouco na defensiva.
_Onde estava com a cabeça? O que pretende fazer quando esta maldição acabar? Você volta pra Arendelle e ela pra Storybrooke. Você vai comandar um reino e ela vai voltar a servir mesas. Se ainda resta um pingo de juízo nessa sua cabeçinha congelada, acabe com isto antes que vá longe demais.
**
Já era a quinta ronda pelo local que Emma fazia, já estava vendo hora de Regina surgir atrás dela e perguntar o que estava acontecendo afinal. Deu-se por vencida, na ultima revista pelo local, desistiu de procurar por hoje. Os outros já se acomodavam nas celas, e ela o que ela faria, se não tivesse se lembrado de algo. Subiu de novo a sacada de ferro, para encontrar Regina. Franziu a testa com o que tinha visto, ao passar de relance em uma das grades, parou e abaixou-se, pegando as duas latas de spray que havia encontrado.
Adentrou sorrindo ao ver que a morena já estava debruçada na cama da cela. Ao ouvir os passos da loira, Regina virou imediatamente para encontrar-la. Swan permanecia de costas chacoalhando uma das latas, manchando a parede.
_O que está fazendo? – Indagou Mills. _Isto é mesmo...
_Sim, olha o que eu encontrei ali. – Sorriu travessa e mostrou o objeto como uma criança mostra um doce.
_O que vai escrever ai? – Franziu o cenho diante de seu comentário.
_Cela do amor. – Brincou Emma. _Hm... – Pensou o pouco e fez o símbolo do infinito. _Então o que você acha?
_Clichê e adolescente. Estamos dez anos mais velhas e não mais nova Swan. – Sua voz continha um leve vestígio de repreensão.
_Hm. – Levou seu indicador até o queixo, com uma expressão pensativa. _Aqui jaz um rainha e uma salvadora. Faço uma cruz, vai que a gente morra aqui. – Fingiu seu melhor tom sério.
_Credo Swan! Eu quero partilhar de muitos momentos com você ainda. – Sentiu seu rosto esquentar por tal confissão.
_Então... Vai envelhecer comigo? – Sussurrou, colando seus lábios na orelha de Mills. _Prometo que eu vou puxar os lençóis, quando estiver frio em seus pés. Para que você possa voltar a dormir... Toda vez. – Swan disse carinhosa ao sentar-se ao seu lado na cela.
_Estamos fazendo promessas agora? – Embora tentasse exprimir firmeza, sua voz não passara de um murmúrio.
_É uma boa idéia já que fazemos 60 dias juntas hoje.
_Como você sabe? Se não temos noção do tempo? – Sentiu seu rosto todo iluminar-se ao ouvir tal comentário.
_Eu recolhi aquele jornal que encontrei no capô do carro quando sairmos da fazenda, e desde então eu conto os dias. – Abriu a mochila e retirou o mesmo. _Aqui, olhe... Esta bolinha vermelha foi o dia que certa rainha me pediu em namoro, e estas azuis são os dias que passaram, são 60 hoje. – Regina não sabia ao certo o dizer, havia mencionado o fato de não serem mais tão jovens, mais as borboletas alvoroçavam seu estomago com uma adolescente no colegial.
_Ainda cantarei nossa canção, quando seu cabelo não estiver tão loiro... – Falou enquanto acariciava seu rosto com os polegares.
_Temos uma canção? – Ela franziu o cenho, curvando sua cabeça a medida que seus olhos azuis a analisavam.
_Ainda não, mas vamos descobrir pelo tempo que temos pela frente. _E nossas mãos... – Regina pegou as conchas das mãos da loira a juntou as duas. _Elas podem envelhecer... E nossos corpos mudar, mas ainda seremos os mesmos que nós somos.
_Sim... Porque será a única... Que me fez sofrer... Que me fez gozar... Que me fez sentir como se fosse real e viva. – Emma foi chegando mais perto até que as respirações se tornassem uma só, selou seus lábios, pedindo passagem com a língua em um beijo calmo e doce.
_E que fez levantar esse traseiro de xerife da cama e ir resolver o problema lá fora. – Interrompeu Zelena sem um pingo de gentileza.
_O que houve? – Regina virou encarando sua irmã com cara de poucos amigos por, por fim aquele momento.
_Temos que por os veículos pra dentro. Se não os mortos se apossarão deles e já sabem. Will conversou com o Robin, e eles podem ficar no portão da cerca, enquanto outros de nos vão lá fora buscar;
_Se já tem a solução porque veio até aqui? – Retrucou.
_Porque a Ruby sugeriu que vocês fossem às escolhidas para irem, são mais ágeis. E porque Robin não quis vir avisar... Lembre-me de ele dormir na torre hoje. – Após o anuncio ela saiu.
Emma levantou-se para ir e Regina saiu logo em seguida, porém teve uma idéia antes de sair, recolheu uma das mochilas, e colocou os sprays dentro. Antes de sair foi até a cela de Elsa, e a chamou pra ir junto, a morena notou que ela estava distante, perguntou se estava bem, mais a loira logo tratou de disfarçar e acompanhar-la até lá em baixo.
Chegando ao gramado, Kristoff, Robin e Will já o aguardavam na cerca. Emma assentiu para eles e saiu em seguida. Voltaram para os trilhos onde deixaram os carros, adentraram todas no veiculo e Mills deu um sinal para irem entrando e deu a partida.
_Espere, e os outros dois? — Questionou Emma não entendendo muito bem aquela decisão.
_Já voltamos para pegar-los, vamos voltar às rodovias, se estiverem alguns por aqui, eles nos seguiram e se perderam por lá.
_Você está bem? – Indagou Ruby para Elsa ao notar que ela silenciava ao longo de toda a jornada. Elsa apenas assentiu e lhe lançou um sorriso forçado.
_Ok, chegamos. Podem ficar por aqui se quiserem. Eu e Emma não vamos demorar, só precisamos fazer uma coisa antes de voltar.
_Ah... Ta bom. – Ruby abriu um sorriso sugestivo, e deu uns tapinhas no ombro de Swan que sorriu ao entender, Regina apenas revirou os olhos e puxou a loira pelo braço.
Após distanciarem um pouco, pararam em um carro que já não andava, estava sem as rodas e permaneceria ali por um bom tempo. Regina abriu a mochila e retirou um spray, chacoalhou a lata.
_E agora o que vai ser? Saiba que eu também sou exigente. – Observou à morena ‘’pixar’’ algo no vidro dianteiro do automóvel que se destacava dos demais. A loira observou toda aquela cena, logo após o ato, Regina abriu novamente a mochila e retirou umas garrafas de água e umas comidas enlatadas, colocando dispersos pelo capô do carro, deixando a frase em destaque. Emma ficou com seus mirantes azuis marejados após ler tal frase; ‘’Henry, fique aqui! Viremos todos os dias. Ass: Suas mães; Emma & Regina’’.
_Então... O que achou? – Obteve como resposta a continuação do beijo que obteve minutos atrás, só que este foi diferente, foi como se Swan não quisesse mais perder nem um momento mais ao seu lado._Agora precisamos ir, voltaremos amanhã. – Falou ao cessar o beijo.
Na volta a prefeita ainda surpreendeu Emma ao retirar um dente de leão no meio das flores e lhe entregar.
_Toma... Já que eu não tenho nada pra te dar. – Sorriu envergonhada ao desejar; _Feliz 60 dias de namoro.
_É lindo... – Swan disse por fim, não sabendo ao certo o que lhe contar sobre as batidas aceleradas; _O melhor presente que já ganhei.
Quando iam se aproximando notaram que Ruby esperava em cima do autómovel enquanto Elsa parecia incomodada com algo e adentrava na floresta, Ruby logo a tratou de segui-la. Entreolharam-se confusas e resolveram fazer o mesmo, pois não sabiam ao certo que havia se passado.
_Porque estamos abaixadas? – Indagou Emma ao pararam e se esconderem nos arbustos.
_Shiu. – Mills colocou seu dedo indicador nos lábios e apontou a sua frente.
_Viu?
_O que?
_Elsa e Ruby.
_O que que tem? Oh meu deus. – Comentou animada. _Não? – Mills assentiu sorrindo. _Sério?
_Eu percebi há uns dias, mas acho que já tem um tempo.
**
_Elsa... O que está acontecendo? Porque você está assim? Você está este tempo todo calada. Está me evitando? – Ruby demandava tais perguntas com receio das respostas.
_Eu acho... Que é melhor dar um fim nisso... – Sua voz foi mais falha que o pretendido.
_Eu não entendo... Porque terminar o que a gente nem começou? – Murmurou, sentindo seu rosto ficar molhado.
_Eu tenho que se afastar um pouco... É melhor se... A gente... Eu acho que seria melhor assim. – Sua voz continuou escapando num sussurro, enquanto fitava os olhos verdes que imploravam por atenção a sua frente.
_Não... Eu poderia...
_Não, não, não se humilhe. – Emma murmurava pra si como se sua amiga pudesse ouvir-la.
_Oh, ela está apaixonada. – Deduziu Mills com seu olhar piedoso.
_Eu poderia fazer você feliz... Eu poderia fazer... – Confessou, notando o incômodo em sua garganta. _Você... Me... Amar... – Sua ultima palavra saiu como um sussurro.
_Ruby... – Seu coração apertava-se cada vez com aquilo. _ Eu sinto muito... Foi tudo que conseguiu dizer antes de ir ligeiramente perdida.
**
_Mas que... Que... Que vaca! – Indignou-se Swan ao ver o coração de sua amiga ser partido.
_Elsa também está sofrendo, é que ela é fria com toda sua armadura. – Defendeu. _ Emma vai lá...
_Porque eu?
_Você é mais próxima de Ruby.
_Não... Não sou boa com palavras a Belle é melhor nisto.
_Belle, não está aqui.
_As duas são minhas amigas, não quero ter que escolher um lado. Além do mais eu nunca sei o que dizer nestas horas. – Não foi preciso, pois Ruby tratou logo de limpar suas lágrimas e saiu. Novamente voltaram a segui-la discretamente e voltaram para onde o carro estava estacionado.
_Se importa se eu dirigir? – Pediu Ruby tentando disfarçar sua voz embargada.
_Aqui está. – Emma estendeu as chaves e sorriu amigável. Deu um sinal para que Regina fosse no banco de trás com Elsa.
_Nos vamos pegar os outros dois.– Ao voltaram para a prisão, Regina logo tratou de rebocar Elsa para a fora. _ Nos vemos lá dentro.– Assentiu para Swan que permaneceu com Ruby no veiculo. Na tentativa de quebrar o clima desconfortável que se alojou, as duas tomaram a direção dos outros dois, enquanto os meninos já as esperava no portão.
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_Você sabe dirigir?
_Acho que não deu tempo de aprender. – Respondeu Roland.
_Olhe quantos carros e a gente não sabe dirigir. É um desperdício. – Falou em longos suspiros, já cansada de percorrer todo o caminho a pé, parou em meio à estrada e encostou-se a um dos carros.
_Espere... Estou delirando ou aquilo é... Comida? – Questionou Roland, coçando seus cachos, semicerrando seus olhos.
_Não é possível. – Merida deu a volta ficando de frente ao vidro. _Acho que... Não é pra gente, olhe...
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_Que falta uma TV faz... – Comentou Granny mirando as paredes tediosas da caverna.
_É só isso que vocês velhos, fazem... Ficam sendo. – Respondeu Gold, que estava ao seu lado impaciente.
_Me desculpe, não vi que o ultra jovem estava aqui. – Retrucou sarcástica.
_Sei que estou velho, mas comparado a você... – Gesticulou com as mãos tornando tudo ainda mais ofensivo.
_Ah é? E porque eles não te levaram junto? Porque sabe que você não duraria muito nesse mundo. _Quando vão parar de nos chamar assim? – Indagou logo após ouvir o ‘’Tios, chegamos’’.
_Ah, não Senhor Gold... Estão brigando de novo? – Questionou Roland fitando-o com cara de reprovação.
_Foi ela quem começou... – Deu de ombros. _Como está lá fora?
_O mesmo... – Merida hesitou por breves segundos, até concluir; _Está quieto.
_Você está mentindo. – Murmurou quase sem voz.
_Henry, o que esta fazendo neste lado da caverna? – Perguntou apreensiva, acariciando seu rosto.
_Eu precisava de luz. – Argumentou enrolando-se ainda mais no lençol.
_Tome isso. – Pegou umas aspirinas e levou até sua boca junto com uns goles de água.
_É só uma questão de tempo até acharem esse lugar, vocês deveriam ir.
_Não. – Repreendeu.
_Eu atrasei vocês. Hey, você não morrerá por mim Merida...
__Um bom soldado não deixa seu posto. – Sorriu na esperança que Henry fizesse o mesmo.
_Se ficarmos, eu morrerei aqui... Você vai precisar me dizer algumas coisas finais.
_Henry, suas mães estão vivas.
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