Once Upon a Zombie
13 Find me here
Notas iniciais
Há um ritmo de pressa nos dias de hoje, onde as luzes não se movem e as cores não desaparecem. Te deixa vazio, com nada além de sonhos. Em um mundo que se tornou superficial...
_O amanhecer está chegando... – Sussurrou Emma aproximando-se mais e afastando fios que teimavam em cair no rosto da mulher a sua frente; Estava a observando dormir a algum tempo. _ Abra seus olhos... – Seus lábios foram se esticando em um sorriso na medida em que seus mirantes negros abriram para encarar os azuis.
Em um mundo que se tornou pobre...
_Ele vai mentir... Enganar-te e depois te implorar de joelhos. Ele vai te fazer pensar que desta vez é de verdade. Vai rasgar um buraco em você, daqueles que não tem como remendar... E ainda sim; você irá acordar todos os dias pensando nele... O quanto estúpida você ainda é Belle? – Pensou a mesma, esperando o sol nascer na torre de vigia, enquanto fitava Will dormir tranqüilamente ao lado.
Ás vezes há coisas que não se pode saber; Engrenagens não ligam e as folhas não crescem...
_E você estava distante... E eu não lhe perguntei por quê... O que eu poderia dizer? – Murmurava Ruby incrédula, enquanto passava seus dedos pelas bases do beliche vazio em cima. _Você apenas foi embora e eu assisti. – Sorriu frustrada ao relembrar o sermão que sua vó sempre dizia; ’’Porque você não pensa antes de pular Ruby’’?
Não há lugar para correr e não há gasolina, O motor não liga;
E o trem não parte...
_Ta, eu sou um fora da lei, mas... Sou um homem bom. E fui castigado. – Disse Robin pra si, olhando para o teto escuro da prisão._Eu... Não consigo colocar minha cabeça no lugar, continuo-me sentindo menor. Eu preciso do meu garoto. – Suspirou.
E o que podemos fazer, é assistir um novo dia nascer, só para ter a certeza que permanecemos vivos.
**
_Eu estou entediada! – Bufou Zelena. O que não passou despercebido por Regina que cruzava um caminho, próximo a sua cela.
_Isto vai mudar. – Robin sorria pra ela. _Temos um longo dia para frente, vamos. – Puxou a loira pelo braço, que suspirou, concordando com o que dissera. Logo mais se juntaram aos demais na reunião no refeitório próximo.
_Então acho que é isso. – Falava Emma na medida em que levava uma xícara de café aos lábios. _Manteremos a formação. Nos – Apontou para Belle, Anna, Robin e Kristoff. _Cuidaremos lá de fora.
_Ok. – Concordou Mills. _Iremos em duplas. Will vai na frente com a Elsa, e eu fico no final com você. – Indicou Zelena. – Aproximou-se de Swan e lhe deu um beijo na bochecha, colocando uns fios loiros atrás da orelha e sussurrando em seu ouvido. _Tome cuidado! — Emma sorriu, assentindo.
_Espere, e quanto a mim? – Indagou Ruby, cruzando seus braços de maneira nervosa;
_Achei que quisesse ficar descansando na cela. – Propôs Emma. _Mas se você quiser pode se juntar ao nosso time. – Ergueu a palma da mão, em um gesto de torcida. _Quem ta comigo?
_O esquadrão da cerca é o poder. – Respondeu Belle batendo em sua mão.
_Mas eu quero ir com a Regina limpar o bloco C e a enfermaria. – Regina logo arqueou as sobrancelhas em um sorriso vitorioso. Ruby manteve seus braços cruzados, batendo o pé impaciente, fazendo birra.
_Mas Ruby... – Repreendeu a loira, tentando convencer a amiga; fazendo menção a pessoa que estaria com o outro grupo. Elsa percebeu o foco dos olhares e sussurrou para Mills ‘’Eu estou aqui, posso ouvir-las. ’’ Regina apenas sorriu com toda aquela cena.
_Eu não me importo, eu estou precisando disto! – Ficou de frente a loira, e depositou um beijo em sua testa. – Eu vou ficar bem.
_Está bem. – Swan deu se por vencida e partiu com o restante.
**
_Cara, está muito escuro aqui. – Anunciou Will enquanto davam curtos passos pelos corredores.
_Precisa segurar-la mais pra cima. – Retrucou Elsa, erguendo a lanterna. _Mais pra cima.
_Fiquem juntos, mantenha a formação. – Disse Regina ao notar Ruby distante. – Não importa quanto são... Sem a formação podemos morrer. – Olhou para Zelena e observou a mesma retirar a pistola da sua cintura. _Não se dispara armas, a menos que esteja encurralada. – Proferiu, colocando a arma de volta no bolso de sua calça jeans. _Isso os atrai, os deixa irritados. – Mirou nos corpos que cambaleavam e cruzavam os corredores, vindo em sua direção.
_Não precisa me dizer como matar um homem. – Sua voz soou extremamente irônica. Em seguida, os atingindo com sua barra de ferro.
_Não são homens. – Bufou Regina. _Eles só caem se acertarem na cabeça. – Em seguida fez jus as suas palavras e enterrou sua faca em seu crânios. Puxou um pela gola e segurou em frente à Zelena. _Tem que ser no cérebro, não no estomago ou coração.
_Eu ouvi Regina, no cérebro – Revirou os olhos, fazendo o que a morena sugeria. Ao ver que o zumbi caiu no chão, Regina pôde ver Zelena possuir uma expressão tanto quanto surpresa. Entreolharam-se com um olhar sugestivo e Mills logo entendeu o recado. Passou a segurar os cadáveres pela gola da camisa, enquanto Zelena enterrava sua barra de ferro com força ou visse e versa, podiam jurar que trabalhavam bem juntas.
_Acho que estão enganados. – Comentou enquanto empresava uns mortos na parede;
_O que? – Indagou Mills, arremessando o ferro em suas cabeças.
_O esquadrão do bloco c é o melhor. – Ergueu a mão, já abaixando seu braço, pois não esperava que a morena fosse retribuir. Mills a fitou por breves segundos e correspondeu o gesto.
_É isso ai. – Disse por fim, vendo-a sorrir.
_Mais duas portas e pronto. – Comentou Will em ponto de ataque. Ao abrir um das portas, acabou sendo surpreendido com a quantidade que atravessou por ela, os mortos logo trataram de invadir a outra, e um deles acabou caindo em cima de Regina que esperava atrás.
_Ruby, cuide da abertura. – Enunciou Zelena, indo ao encontro de sua irmã para socorrê-la. Puxou o zumbi, e estendeu a mão para ajudar-la. Regina rapidamente levantou-se e se recompôs.
_Hey! – Chamou Ruby ao adentrar no cômodo. _Ola? Será que da pra vocês dar uma ajudinha aqui? – Indagou preocupada, sendo encurralada pelas macas na enfermaria. Ao ouvir seu pedido, rapidamente Elsa disparou até ela, golpeando-os com seu taco de beisebol.
_Precisa de ajuda? – Perguntou com certa timidez em sua voz. Ruby a ignorou e seguiu para outra sala a procura de Will. A loira desconsiderou este fato, e a seguiu se livrando de alguns no caminho.
_Will? – Chamou pelo colega, andando de costas diante da pouca luz. Tropeçou em vidros espalhados pelo chão e caiu de costas no suporte de ferro que armazenava remédios. Só deu tempo proteger o seu rosto, e depois não vê mais nada, os kits a cobriu.
_Ruby? – Chamou Elsa ao ouvir o estrondo. Will se juntou a ela, questionando a mesma coisa. Dirigiram-se ao outro corredor, e adentraram. Viram somente suas botas a amostra. Elsa pegou uma maca hospitalar e parou próximo, Will deitou Ruby no estofado e disparou.
_Saiam da frente, é a Ruby. – Ditou Will aos gritos fazendo o caminho de volta ao refeitório. Ao chegar à sua cela, os demais já os aguardava dispersos pelo local. Deitou a mesma na cama, e Belle correu preocupada.
_O que aconteceu? – Indagou a analisando. _Ela está desacordada.
_Digamos que... Ela... Tropeçou na enfermaria. – Respondeu Elsa. O nervosismo a consumia. _Os medicamentos caíram por cima.
_Foi burrice nossa... – Proferiu Regina apreensiva. _Deixarmos ela ir. Limpamos o bloco todo, somente nos 5. – Falou a longos suspiros enquanto fitava a cela onde Belle cuidava;
_Poderia acontecer com qualquer um. – Retrucou Zelena.
_E o que faremos sem ela? – Demandou Emma, sua voz pesava de preocupação.
_Ei, pare! Ela ainda está viva. – Mills segurou o rosto da loira, erguendo-a até a mesma altura que o seu. Emma ponderou por alguns segundos, antes de desviar seus olhares para o chão.
_Só eu estou vivendo a realidade? – Perguntou um pouco descrente.
_Já passarmos por tantas coisas Swan.
_Você também espera isso. – Sussurrou, criando coragem para encará-la.
_Não espero nada, ok? – Rebateu, sua voz soou falha. _Só estou preparada.
_Porque não vai ver a Ruby? – Sugeriu Zelena. _Eu cuido dela.
_Ela pode muito bem não acordar. – Regina tornou a falar, após a ida de Swan.
_Porque quer tanto desistir? – Indagou incrédula.
_Não estou desistindo. – Defendeu-se, ficando de costas para sua irmã.
_Parece muito que está; — Retrucou, arqueando em uma de suas sobrancelhas, lançando seu olhar desafiador.
_Não quero ficar muito esperançosa – Suspirou, sem saber ao certo o que lhe contar.
_Isto é por causa do Henry?
_Formos três dias e ele não está lá. – Ela murmurou tentando soar indiferente.
_Uma hora ele vai ter que estar ok? – Abaixou a cabeça, parecendo ligeiramente envergonhada. _Se é uma coisa que aprendi com essa gente, é que eles têm esperança e muitas vezes... Parece funcionar. – Regina franziu o cenho, arregalando seus olhos surpresas, porém sem deixar que um sorriso tímido escapasse.
_Vindo de você isto é assustador.
**
_A comida chegou! – Anunciou Kristoff carregando grandes sacos que trazia do depósito.
_O que trouxe? – Perguntou Anna animada.
_Carne enlatada... Milhos enlatados... – Respondeu Robin que ajudara com os alimentos.
_Latas enlatadas. – Completou Zelena que descia da sacada, voltando com seu tom;
_Há muito mais de onde vieram. – Respondeu fitando a mulher descer a sacada.
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No fim do dia Belle já tinha cuidado dos ferimentos na testa de Ruby e encontrava-se na cela esperando a mesma acordar, estava com uma bolsa de gelo em seu tornozelo quando Elsa entrou e pediu;
_Posso ficar um minuto a sós com ela? – Belle hesitou por breves segundos, mas acabou cedendo. Elsa suspirou, sentando-se na beirada do colchão, e a observou dormir, contornando o ferimento com as pontas de seus dedos. _Eu só... Queria agradecê-la... Sei que já disse isso antes, mas obrigado por tudo. – Beijou sua testa ternamente, e quando ia se erguer para ir embora, algo segurou seus braços.
_Pensei que tivesse vindo para falar sobre nos. – Murmurou, enquanto suas pálpebras abriam devagar. Seus mirantes verdes buscavam por uma resposta a mulher cabisbaixa a sua frente. _Mas... Talvez não aja mais nada sobre o que falar.
_Tudo que você precisa saber... É que...
_Sente muito? É eu sei. Eu acho que... Você deveria ir agora.
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_Achei que o turno de vigia hoje fosse do Robin. – Pronunciou ao finalmente encontrar a loira, assentada sob as caixas de madeira._ Não consigo saber o que está nos seus olhos... – Regina tocou delicadamente em seu ombro, procurando o apoio que precisava para se sentar.
_Sabe o que eu não consigo parar de pensar? – Demandou mais para si. _Que eu perdi mais 10 anos da vida dele... – Sussurrou, deixando um longo suspiro escapar de sua boca. Regina não falou nada apenas manteve seus olhares intensos voltados a ela. _Então... Agora é a hora que eu preciso de você pra me dizer que vai ficar tudo bem... – Gesticulou com as mãos, na esperança que Mills se pronunciasse.
_Eu não posso te garantir isto... – Afirmou, ponderando por alguns segundos, parecendo pensar em algo que pudesse lhe dizer. _Mas... Eu posso sentar aqui com você... E dizer que apesar de ter sido dias tristes, eu estarei aqui... Com você. – Ela sorriu, e puxou a loira para mais perto de si.
_Eu vou esperar por ele hoje á noite... – Confessou enquanto se aconchegava ainda mais em seu peito.
_E eu vou ficar com você esta noite. – Seus olhos azuis voltaram a fitar sua face.
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_O amanhecer está chegando... Abra seus olhos – Pediu para Henry, dando leves assopros em seu rosto.
_Você acha que ele consegue? – Perguntou Roland para Merida.
_Temos que partir... – Limitou-se a responder. _Ele está obtendo melhoras desde que soube de suas mães.
_Eu o ajudo a se levantar. – Retrucou, apoiando-se nas paredes da caverna, e aproximando-se mais.
_Preciso de sua ajuda. – Disse Gold.
_Agora? – Protestou fazendo menção que estava um pouco ocupada.
_Sim... Você também garoto. Acho que a Granny pode ajudar com Henry. – Disse por fim.
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_O que é tio? – Indagou confuso.
_Primeiramente, não sou seu tio. – Ele respondeu um pouco na defensiva. _E depois... O que sabem sobre essas coisas?
_Mortos que voltam? — Questionou, afirmando rindo como se aquilo fosse meio óbvio.
_Ah, é mesmo? – Sua voz soou extremamente irônica. _Não me diga! – Bufou. _ Estou falando de como eles agem. – Ele tornou a falar.
_São atraídos pelos sons... E que não enxergam... Mas estão sempre nos seguindo. Porque somos vivos, é isso que os cadáveres fazem, seguem os vivos. – Respondeu a ruiva.
_Porque temos cheiro de vivo... E porque andamos com vivos.
_É... – Ditou, não entendendo muito bem a sua confissão; _ O que está insinuando?
_Que devemos andar com os mortos. – Ele rebateu e automaticamente pôde ver os olhos a sua frente arregalarem de forma surpresa. _Vi que você tem cordas na sua mochila. – Merida assentiu. _Vá pegar Roland. Eu e a ruiva podemos lidar com o resto.
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_Tudo que está dizendo, faz muito sentindo... Mas... Você quer mesmo que eu arranque os braços desses errantes? – Franziu o cenho, confusa.
_E as mandíbulas. – Enfatizou. _Não esqueça querida...
_Ok... – Suspirou pesadamente e alongou seus braços, com sua espada em ponto de ataque. _Pra quê mesmo? — Recuou alguns passos, fitando um homem que mantinha seu posto de sério.
_Para podermos acorrentá-los... Andar ao seu lado sem correr perigo. Vão achar que somos um deles.
_Aqui estão às cordas... – Falou Roland ao chegar e ver a moça a sua frente jorrar sangue pela arvores que estavam encostados. _Isto faz parte do plano? – O homem assentiu e Roland apenas deu de ombros, jogando as cordas para Merida;
_Isto é mesmo necessário? – Indagou Granny que havia juntava suas coisas para partir.
_Quer uma horda atrás de nos? – Falou o homem dando sinal para a ruiva ir em frente.
Merida puxou as correntes e os dois zumbis começaram a caminhar ao seu lado. Roland passou seu braço pela cintura de Henry, este que aceitou sua ajuda e colocou seus braços no ombro do amigo para caminhar.
_Tem certeza que eram as mães de Henry? Henry não é o um nome muito incomum não. – Indagou Grany, atrás dos meninos. Atrasou uns passos para acompanhar, mantendo seu tom de voz para que só as duas pudessem ouvir.
_Me desculpe... Mas até onde eu sei, eu sei ler vovó...
_Qual eram os nome mesmo? — Perguntou descrente.
_Emma e Regina. – A ruiva revirou seus olhos pela teimosia da senhora. _Olha, Henry nunca me disse o nome de suas mães, como eu iria saber? E pra falar a verdade, eu nem acreditei muito quando ele cogitou a idéia de ser uma rainha má e uma salvadora. Porque eu mentiria? – Indagou incrédula.
_Porque você queria que ele não desistisse. Porque você queria que ele lutasse, e tivesse esperanças. E porque você gosta dele. – Merida manteve o silêncio, o que fez Grany sorrir com a confirmação de suas suspeitas.
_E não tinha nenhum carro pegando fogo próximo não? – Foi a vez de Gold duvidar. Obteve como resposta uma revirada dos olhos azuis. _Ah, Regina minha querida. Eu sempre soube. – Murmurou para si.
Caminharam por um bom tempo e então decidiram parar dar uma pausa antes de ir em direção as estradas. Estavam famintos, porém o que fez mesmo o bando parar foi a horda que crescia em quantidade. Entraram em um galpão, trancando a entrada. Passaram ouvir os barulhos das cargas de água que batiam pela enorme cobertura.
_Não, não, não... Está chovendo... – Sussurrava Merida preocupada.
_Não é muito forte. É só uma garoa. Tenho certeza que jaja estia para seguirmos em frente, não se preocupe. – Retrucou Granny.
_Não é isso... É que a chuva pode apagar o aviso feito com tintas. E se não tiver aviso; O Henry ele...
_Tenho certeza que ele acreditará em você querida, não se preocupe. – Sorriu amigável.
_Pudim? Enlatado? Eu não vou comer isto não garoto. – Indagou ao pegar o que Roland lhe jogou;
_Desculpe tio, foi tudo que encontramos. – Protestou.
_Se quiser podemos trocar? Eu fiquei com milho em conserva. – Comentou Henry, suspendendo o alimento.
_Acordo fechado! Como está indo?
_Eu disse que estou bem... Por mim eu encarava essa chuva. – Proferiu, tentando soar indiferente.
_Ei. – Chamou sua atenção. _Está melhor, mas não está curado. Fica quieto e aguarda a chuva passar. – Repreendeu o neto.
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_Eles ainda estão rodando por aqui... – Conclui Roland, percorrendo o lugar.
_Podemos ir lá e acabar com alguns deles.
_Eu acho melhor a gente parar. – Sugeriu Granny. _ Está anoitecendo, e todos sabem que continuar a noite não é bom.
_Até eu acho que é uma má idéia e olha que eu nem simpatizo muito com ela. – Implicou Gold.
_Não, eu consigo... Ou melhor, A gente consegue. – Disse Henry convicto.
_Ok. – Bufou, já sabendo que aquilo iria acontecer. _Agora fique sabendo garoto, que eu enxergo menos a noite, caso algo aconteça comigo você irá tomar conta da minha neta.
_Tenho certeza que a Ruby está se virando muito bem. – Retrucou, sorrindo.
_Sigam as luzes da lanterna. – Disse Roland por fim.
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_E agora? – Indagou Swan ao chegar às rodovias, estacionou o carro do outro lado e adentrou com Regina no automóvel em que havia deixado o aviso.
_Agora esperamos... – Deu de ombros, acomodando-se no banco.
_O que fazemos pra passar o tempo? – Perguntou Emma com um sorriso sugestivo no rosto.
_Ta sugerindo que a gente ‘’ namore’’... – Enfatizou. _Dentro deste carro? Não podemos... Irá fazer ruído... E isto os atrai. Sem falar que este carro nem porta têm.
_Que diferença faz Regina? – Ela encarava com uma expressão divertida em sua face. _Ta com vergonha dos zumbis... Ou você é do tipo barulhenta? – Interrogou Swan singela, não percebendo Mills corar instantaneamente. _ Qual é... Nunca falamos sobre isto, e temos tempos, então...
_Não... – Rebateu de momentâneo. _Eu só não quero que nosso filho chegue e presenciei essa cena. Você sabe, nunca é tarde para um trauma. – Seu nervosismo não ajudava na farça.
_Então, tem outro modo de ficarmos quietas.
_Qual é... – Não pôde terminar a frase, pois Emma a calou com um beijo que foi aprofundado aos poucos. Encerraram o tocar dos lábios com alguns selinhos após ouvir barulhos;
_Espere... Vamos esperar eles passar... – Cochichou em seu ouvido.
_Você enlouqueceu Swan? Preciso voltar a enfatizar o fato que este carro nem porta têm?
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_Admita Roland, você está perdido. – Suspirou frustrada, sentindo um misto de irritação e cansaço tomarem posse do seu corpo.
_Você também não fica atrás... São muitos carros. – Disse enquanto coçava seus cachos;
_Pois é, mas aquele se destacava dos demais... Eu posso... Ah! – Bufou. _Está escuro...
_Era só o que nos faltava. – Resmungou Gold.
_Segura aqui... – Deu as correntes para o senhor segurar e pulou para cima de um carro. Semicerrando seus olhos e iluminando o local com sua lanterna. _Achei! –Comemorou. _Se formos por cima dos carros chegaremos mais rápidos. – Sorriu Merida, estendendo uma das mãos.
_Você ta maluca? Henry mal consegue andar. É melhor dar... – Henry não esperou a mulher terminar de repreender-lo rapidamente agarrou a mão de Merida, a mesma o puxou, e no impulso subiu em cima do capô de um dos veículos enfileirados.
Henry andava cambaleando, mas mantinha-se firme com a ajuda da ruiva. Ela não o deixava cair, quando o quinto carro foi atravessado. Henry parou recuperando seu fôlego e pôde ler a mensagem que haviam deixado para ele. Merida pulou primeiro e o ajudou na descida.
_Mãe? – Indagou ao se aproximar do vidro dianteiro, suas mãos soavam frio a cada passo próximo. _Mãe! – Voltou a anunciar com tom apreensivo na voz. _Eu voltei, eu encontrei vocês. Eu... – Seus olhos marejados buscavam algum sinal de vida pelo veiculo.
_Henry? É você? – Disseram as donas das vozes que saiam atrás no carro, se aproximando devagar, ficando estáticas ao verem um homem barbado a sua frente. Estava diferente, mas nitidamente reconhecível.
Merida iluminou os rostos que estavam iluminados só de ver que finalmente se encontraram. Henry correu para os braços de suas mães que acolhiam ao menos tempo, com suas faces machadas de lágrimas. Abraçavam-se como se fossem tornar a desaparecer a qualquer momento.
_Meu Deus, garoto! – Disse Emma segurando o rosto dos filhos com a concha das mãos, seus olhos não podiam faiscar mais. _Como você cresceu... – Voltou ao abraço esmagador.
_Por favor, dê espaço para sua outra mãe. – Interrompeu Regina roubando Henry para si, seus olhos tornaram a se encher se água. _Eu senti tanto sua falta... Tanto... Meu príncipe.
_Quero que sabiam... – Disse Henry, assim que se soltou por breves segundos. _Que mesmo com todo esse tempo que passarmos separados, não passou um dia em que não pensei em vocês.
_Nos também querido. Nos também. – Respiravam de forma lenta, passaram as mãos pelos rostos, enxugando as lágrimas que persistiam em cair.
De longe a cena estava sendo observada por Roland, Gold e Granny que enxugava um pranto que teimavam em escapar. Achou que Gold ia tornar a rir de sua reação, mas o mesmo a surpreendeu a abraçando de lado.
_Oh meu Deus, Ruby vai ficar tão feliz em vê-lá. – Disse Emma quando finalmente soltou do abraço de Henry que parecia demorar horas, mirou em Granny e depois em Roland. _Você também garoto. Estou me sentindo tão... Velha... – Brincou com o fundo de verdade. _E você quem é? – Fitou a ruiva que parecia distante.
_Ah está é Merida... Não estaria aqui se não fosse por ela. – A ruiva corou ao ver Henry apresentando a mesma... _Ela é uma grande... Amiga. – Conclui. Merida forçou um sorriso com a definição que logo foi notado por Emma e Regina.
_É... É um prazer conhecer-las. – Cumprimentou de longe. – Vocês formam uma família linda.
_Obrigada! – Responderam juntas, o que não passou despercebido por Henry.
_Ah, Regina minha querida. Eu sempre soube. – Comentou Gold próximo a morena, quando ia abraçar-la. _Por favor me diga que Belle está com vocês.
_Ah Gold, isso será engraçado! – Disse enquanto retribuía seu abraço. _Vamos voltar para a prisão.
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Resolveram deixar o veiculo do lado de fora mesmo, abriram o buraco da cerca onde todos atravessaram. Regina e Henry esperavam Emma voltar da torre de vigia, esta que chegou chamando Robin em desespero;
_Robin! Robin! Acho que um errante atravessou a cerca.
O homem saiu desesperado para lidar com a situação, desceu das escadas de ferro correndo e ao chegar no remendo da cerca. Não viu nada, franziu o cenho e se perguntou por que Emma havia feito aquilo.
_Pai? – Anunciou o menino saindo do escuro e se aproximando devagar.
_Roland? – Indagou, cerrando seus olhos. _Meu garoto. – Disse com a voz embargada. Quando ia pegar-los nos braços, percebeu o seu tamanho. _Você... Cresceu.
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_E agora? – Perguntou Gold para Granny. Estavam parados no primeiro bloco de celas.
_E agora cada um encontra seu rumo. – Retrucou dando as costas. _Ah... Gold? – Virou para encarar-lo. _Boa sorte. – O homem sorriu de canto e assentiu. _Ei moçinha! – Parou uma loira que seguia para sua cela.
_Moradora nova? – Questionou simpática.
_Sim. Será que você poderia me ajudar a encontrar minha neta?
_Claro. Como ela se chama?
_Ruby Lucas! – Elsa engoliu em seco após ouvir a confissão. Estava tão dispersas em seus pensamentos que não a reconheceu. Como não respondeu nada, a senhora deduziu que era um sim. _Ótimo, vamos andando.
_Toc toc! – Bateu nas grades. – Ruby logo reconheceu o cheiro que exalou por sua cela, e tratou logo de dizer; _Vá embora, eu não quero ver ninguém.
_Isto é jeito de falar com sua avó? – Indagou fingindo seu melhor tom de indignação.
_Vovó? – A encarou com seus olhos verdes que estavam inchados, Granny logo percebeu seu estado e evitou que fizesse esforço, indo até ela para matar as saudades.
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_Hey você, eu te conheço... – Ditou enquanto observava o homem sair de sua cela.
_Senhor Gold? – Indagou Will, o fitando surpreso.
_Vamos deixar as apresentações pra depois. Me leve até a cela da Belle. – O homem não falou nada apenas deu um sinal na retaguarda onde acabara de sair. Franziu o cenho, entendendo por fim o que quisera dizer.
_Rumple? – Belle levantou-se imediatamente, reservando os olhares entre Gold; que lhe fitava esperançoso e Will, este último que se pronunciou quase sem voz;
_Eu... Eu deveria ir...
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