Once Upon a Zombie

24 Famous Last Words


Notas iniciais
Hey 0/ Boa leitura, e espero que gostem ^_^

_Já se passou algum tempo desde que esta maldição foi lançada. – o homem deu um passo à frente, seu tom frio de voz a fazia estremecer. _Mas confesso que ainda me lembro bem de você... Emma Swan. – cuspiu as palavras, se aproximando do lóbulo da sua orelha ao sussurrar:_A sorrateira... a corajosa, a salvadora... Você não se assusta fácil não é? – Emma negou com a cabeça, encarando os olhos insanos a sua frente. _Eu gosto disso... Ao menos sabe por que está aqui? – O homem mantinha o tom de suspense ao andar em círculos pela cadeira pela qual estava com os pulsos amarrados. _Eu abaixei minha arma, mas você levantou a sua. Você foi uma tola, assim como naquele penhasco em Storybrooke. Por isso...

_Não pode trazer sua mulher de volta dos mortos, seu INFELIZ. – Berrou, sua voz soou firme, não deixando se intimidar.

_Cuidado, não sou eu quem está amarrada aqui. – debochou, o sorriso cínico pairava em seus lábios._Porque está tão brava? – Fingiu um tom incrédulo, abafando uma risada. _Você está em apuros pela sua estupidez... Eu só queria dar o troco, mas você implorou por um acordo. A protegeu, mas e enquanto a você? Meio enervante, não acha?

_Cale sua maldita boca! – resmungou entre os dentes.

_Sem necessidades para xingar. Até que somos parecidos, não acha? – ergueu o rosto aflito na mesma altura do seu. Sua respiração quente era sentida de perto.

_Nunca serei você, só ajudo as pessoas, eu não as mato. – respondeu Emma, seu tom de palavras pareceu despertar aos poucos a fúria de Issac.

_Acha que impediu algo com isto? – perguntou descrente. _É de mim que você devia ter medo.

_Se vai me matar... Me mate logo, ameaçar é muito cafona. – disse convicta.

_Calma! Queria te dá a chance de se explicar, heróis não matam...

_Deve ter um jeito menos nojento de dizer, mas claro. – devolveu o tom de deboche.

_Quer saber? Não se explique, porque quanto mais você se explica, mais patética fica parecendo. – gargalhou psicótico._Apenas responda a pergunta, lento ou rápido? – um arrepio percorreu sua espinha, engolindo em seco ao notar que o homem se aproximava cada vez mais.

_Vá se ferrar. – cuspiu as palavras, literalmente. Antes que pudesse chegar mais perto, ela o golpeou com a cabeça, fazendo Issac cuspir sangue no chão e tomar certa distância. Mas não para recuar de vez e sim para se virar bruscamente e dar um soco cheio de ódio em sua face, deduzindo assim o que seria.

_Lento.

{**}

Um dia vou morrer...

Eu irei é verdade... Você será a última mulher da terra. Você meio que já é...

Sentirá muito minha falta quando eu morrer, Regina Mills.

Precisa continuar quem você é, e não quem você era. Em lugares assim, você precisa fazer isso.

_E se eu não conseguir?

Você precisa. Ou irá te matar. Aqui. – Apontou para o lado esquerdo do peito.

As vozes ecoavam preenchendo uma série de imagens em sua mente, os pesadelos era sua única fonte de memória. Não sabia definir o real do sonho, só sabia que não conseguia achá-la.

_EMMA! – Abriu seus olhos de súbitos, acordando sobressaltada, seu coração palpitava, seu mente buscava por respostas. _Emma! – tornava a chamar. Levantou-se devagar do sofá que até então despertou, as pessoas em volta a encaram assustadas, Regina suava frio e tremia. _Onde ela está?

_Esperávamos que você nos dissesse. – Queria acordar e ver que lá fora estava um dia comum, com zumbis cambaleando, mundo apocalíptico e também com Emma presente. Mas quando percebeu que a voz de Ruby soara baixa, constatou que por mais que desejasse que tudo fosse um pesadelo, não era. _Nos encontrarmos você atrás da casa, desacordada. Você estava sozinha, Regina.

_Aqui, trouxe mais um cobertor. – Informou Elsa, sentando-se na beirada no sofá. _Snow trará água e Charming uma toalha.

_Snow? Charming? – Regina franziu o cenho, numa expressão confusa.

_Sim. – respondeu Mary. _Pelo visto, não tivemos tempo para reencontro, apesar de eu estar muito feliz em revê-los. Emma estava com você?

_Sei que são algumas informações para processar... Mas, por favor, Regina tente se lembrar do que ocorreu, do ultimo acontecimento... – pediu David. _Emma... Ela...

_Ela foi levada. – Interrompeu.

_Levada por quem? – perguntou Mary, sua aflição era fácil de ver.

_Pelo mesmo filho da mãe que me acertou. – Respondeu entre os dentes. _O autor.

_O autor? – David arregalou os olhos surpreso com a confissão.

_Neste mundo ele se intitula governador, ele governa uma comunidade com cerca de 75 habitantes. Belle disse que há muros com caras vigiando, os zumbis não conseguem entrar... Ela está lá com alguns de nós, o que estão aqui... Viemos para essa cidade encontrá-los... E alguns de nos... – suspirou cabisbaixa.

_Não sobreviveram... – completou Elsa.

_Sinto muito... – lamentou-se fitando todos ali. _Então ele lançou essa maldição?

_Sim... – rebateu. _Mas não sozinho, ele só queria destruir Emma, a outra parte foi encarregada por Lilith, a filha de Maleficent, ela queria destruir vocês. – explicou Regina.

_Por isso nos acordarmos aqui... – suspirou um tanto quanto desapontada. _Separarmos do restante...

_Isso é horrível. Mas por que... – quando David tornou a falar, foi interrompido por um barulho de passos pela escada.

_Está trovoando... – disse Nico assustado. Mary voltou sua atenção para ele, ela o reconheceu.

_Eu também não consigo dormir Zelena... – Disse Liz, para a sua mãe que atravessava o corredor.

_Este garoto é...

_O Nico. – acrescentou Henry. _E aquela garotinha ali é...

_Neal. – completou Mary.

_Lizzie. – corrigiu, franzindo a testa.

_Não! É o Neal. – Retrucou convicta. _Eu o reconheceria de qualquer forma... – Mary correu e o abraçou, junto com David. _Vai ficar tudo bem, os trovões não duram pra sempre. Assim como esta maldição, vamos encontrar a Emma e seremos uma família de novo. — o garoto ficou meio confuso, contudo correspondeu ao ato.

_E eu sou a Merida. – Enunciou, todos voltaram sua atenção para ela. _Achei que estávamos nos apresentando... – deu de ombros. _E também sou a namorada do Henry. – Mary sorriu também abraçando a garota.

_É um prazer conhecê-la. – disse simpática. _Ha mais alguma coisa que precisarmos saber? – olhou pra Regina que olhou para Zelena encharcada.

_A garota é minha filha... – Respondeu. Regina semicerrou os olhos, não era isso que estava insinuando.

_Algo a mais? – perguntou, arqueando uma sobrancelha.

_Sim. – respondeu Regina. _O autor que se vingar de Emma porque ela matou a Cruella. Por isso precisarmos agir. – disse tudo muito rápido, se levantou em seguida de maneira abrupta.

_Não pode ir sozinha. – todos concordaram.

_Isso se trata da Emma porque estamos discutindo? – indagou incrédula. _Vamos preparar o porta malas, peguem as armas, granadas de luz, e o gás lacrimejante. Nunca se sabe.

_O que pretende fazer? – perguntou David.

_O que tiver que fazer, ele cruzou meu caminho, sentirá minha ira. – cerrou seus punhos destemidos. _Ou melhor, conhecerá um exercito de mim.

**

Após a tempestade e mais algumas horas de estrada, já era possível enxergar alguns raios solares que insistiam em sair pelas brechas das nuvens. Decidiram parar os carros antes, pois lá eles tinham patrulhas e a melhor solução seria seguirem a pé uns 2 ou 3 kms.

_Pensei que houvesse um toque de recolher... – concluiu Ruby, tendo que se abaixar para não ser vista.

_A ruas ficam cheias durante o dia, são retardatários... – Deduziu Merida. Esconderam-se atrás dos carros, onde era possível ver os homens de vigia, atrás dos grandes pneus e muros.

_Estamos vulneráveis, precisamos nos mover... – Disse Regina.

_Você está bem? – perguntou Mary, analisando as expressões de cansaço da morena. _Você mal dormiu...

_Vou ficar. – rebateu. _Assim que a cabeça dele estiver numa espátula... – Snow a fitou assustada e Regina logo desfez sua posse, respirando fundo. _Olhe quantos homens...

_Sabe o que isto significa? Que ele não sabe o que faremos agora. Isso deve assustar ló, por isso... – David tentava animá-la.

_Mas ele é o autor, ele é poderoso, quase invencível... Ele brincou conosco, e nos deixamos. – lamentou-se a longos suspiros.

_Mas ele quer algo que não tem... Por isso, esse escudo de proteção em volta... O que ele quer? – Perguntou. Mills ponderou por alguns segundos, pensativa.

_Sou eu, ele quer a mim. – Concluiu. _Podemos fazer um acordo.

_Você não está pensando direito... – Rebateu David. _Você é uma de nós, não deixaremos...

_Espere... – Sem entender bem sua reação, Mary se virou na direção dela. _Você se sacrificaria por ela? – tudo que queria responder era que ‘’o amor é um sacrifício’’, mas como falar que estavam juntas, contava ao menos com a presença de Emma, não sabia se era hora. _O que exatamente aconteceu com vocês duas? Por qual motivo...

_Pelo motivo de ela ter me salvo... – soltou com ar. _Diversas vezes, ou que tenha me mostrado as coisas que precisava fazer coisas que precisavam ser feitas, se ela não estivesse mais aqui, eu também não estaria não iria conseguir.

_E também porque sua filha e a rainha má estão mandando a ver... – interferiu Zelena, depois de tudo que passaram, era mais que justo que soubessem a verdade. _Ah qual é? Ninguém me pediu segredo. – defendeu-se. _Não contou pra eles ainda? – Regina lhe lançou um olhar mortal. _Sério, e quando digo que estão juntas nessa, é pra valer, com direito a declarações em meio a chamas e tudo... Precisava ter visto foi tão imprevisível e tão... Cafona...

_É mesmo? – Foi a vez de Regina questioná-la. _Sabe o que é cafona? Beijar na chuva.

_Você viu? – indagou parecendo ligeiramente envergonhada.

_Todo mundo viu. – Rebateu Elsa. _Parece que alguém me deve 20 latas de ervilha.

_Os últimos acontecimentos... Surpreenderam-me.

_É, deve ser isso mesmo. – Ironizou a loira.

_Ok, já chega. – Pediu David. _Isso se trata de Emma porque ainda estamos discutindo mesmo? – Suspirou e todos voltaram à atenção pra ele. _Regina, você nunca foi minha pessoa preferida no mundo... Mas aqui neste, você mudou... E se a Emma fez tudo isso por você é porque a ama, e você valorizou isto, então você tem minha benção. – Todos olharam pra Mary, mas ele não se pronunciou em relação a isto.

_Eu sei que a gente consegue, mas a gente só consegue juntos. – Limitou-se a responder.

_Não sabemos o que há lá dentro, mas sabemos o que há aqui fora... – se referiu aos zumbis cada vez mais próximos. _E se ficarmos discutindo em vez de entrarmos logo, minha mãe pode estar machucada... – pronunciou-se Henry. E se formos encurralados por errantes e esse governador nos alcançar, como vamos sobreviver?

_Ele tem razão. – concordou sua mãe. _O plano é o seguinte... Henry, Merida vocês... Peguem isto... – entregou o walktalk. _Tentem encontrar Rumple e a Belle, e os ajude com o livro que pode nos tirar daqui. _Glinda e Zelena cuidem das crianças. Elsa, Ruby tentem reunir o restante em um lugar especifico para nos encontrarmos depois.

_E enquanto a nos? – perguntou Mary, se referido a ela e ao seu marido.

_Vocês viram comigo, sei exatamente de alguém que pode nos levar ao esconderijo do autor, e talvez vocês gostem do que vão ver caso ela não colabore.

_Regina... – repreendeu Snow.

_Não iremos machucá-la, a não ser que ela tente algo estúpido primeiro, certo?

**

Após o plano começar a ser executado, já conseguiam render todos os vigias. Zelena foi a primeira a se separar acompanhada das crianças e de Glinda. Entraram numa casa aberta e começaram a vasculhar, até ouvirem vozes.

_Sei que estão aqui dentro. Vi movimentos lá fora... Não deveriam estar aqui e sabe disso. – informou a voz masculina.

_Quem está ai? – ouviu a outra voz de dentro da casa.

_Cale a boca. – ordenou Zelena. _Fique de joelhos. – o homem atendeu ao pedido e Glinda colocou suas mãos pra trás e amarrou.

_O que você vai fazer com ele? – perguntou outro homem, aproveitou que as duas mulheres estavam distraídas e pegou Liz. _Largue a arma ou... – a agarrou. Zelena ficou estática, ao ver sua filha em apuros, contudo era mais esperta. Levantou os braços, baixando a arma devagar, apenas fingindo, pois bastou um vascilo do homem e ela o acertou, fazendo o cair no chão e ficar vulnerável. Rapidamente, puxou a arma e apontou para sua cara.

_Ou o quê? – perguntou com fúria. Quando ia puxar o gatilho e atirar foi interrompida pelas súplicas.

_Zelena... – chamou Glinda. _Você não precisa fazer isto... Podemos apenas amarrá-lo como o outro. Não precisa... – contudo, ela estava ocupada demais focando sua atenção na fúria que a consumia.

_Se parece errado, não o faça... – Disse Liz, tocando delicadamente em seu braço, seu toque desconcentrou a maior.

_O quê? Ele tentou te fazer mal...

_Eu sei... – respondeu a garota. _É tão fácil fazer a coisa errada neste mundo... Se parece errado, não o faça, ok? – Zelena fitou Liz por breves segundos e abaixou a arma, lembrando-se do seu próprio discurso.

_Abra sua boca. – tornou a falar, o homem abriu a boca assustado e ela enfiou um pano lá dentro. _Amarre-o e garanta que ele não se solte. Eu vou verificar que ninguém entre. – disparou.

_Ótimo, ainda bem que não demorou, não temos tempo. – disse Regina ao encontrá-la em um dos becos. Zelena franziu o cenho, tentando compreender onde ela queria chegar. _Você não vem? Acho que a Glinda pode cuidar deles.

_Regina... Eu tenho uma filha agora, não posso morrer...

_Oh... Ok... – assentiu. Suspirou, ponderando por alguns instantes. _Só queria que não estivesse tão quente... – se abanou, limpando o suor que pingava em sua testa. _Está tão quente... Quase tão quente quanto as chamas que a consumiria naquele dia do celeiro, se eu não tivesse a salvado. – Zelena revirou os olhos, não pôde evitar de rir, entendendo muito bem o que insinuara.

_Boa sorte...

**

_Lilith Page...

_O que foi agora? – Lily permaneceu de costas sem se virar, bufou e rezou mentalmente para que não fosse mais um membro da comunidade com mais uma tarefa exaustiva. _Eu já disse que... – ponderou até se deparar com a mulher. _Mary... David... Achei que estivessem...

_Mortos? – completou Regina. _Não, você quem estará se... – apontou sua arma, e foi detida por Mary e David. _Ok...

_Você é louca ou o quê? Se virem vocês aqui, eles vão...

_Eu sei... – tornou a completar. _Emma está em algum lugar dessa comunidade...

_Espere, o quê?

_O autor a sequestrou...

_Desistam... – Rebateu Lily de mediato.

_Aonde mais ela poderia estar? Precisa nos ajudar a encontrá-la... – insistiu Mills.

_Não, desista... Ele não gosta de dedos duros... Viu o que ele fez com o Jefferson...

_E o que vai acontecer quando ele não precisar mais de você? – Indagou David. _Você se encarregou de nos exterminar e olhe só estamos vivos. É só uma questão de tempo até seu nível de inutilidade, o obrigar a fazer algo... – Lily ficou boquiaberta, pela forma como ele a abordou.

_O que aconteceu com o discurso de esperança e fé na humanidade? – perguntou debochada.

_Parece que é isto que está nos ferrando agora... – Mary cuspiu as palavras. Lily e Regina trocaram olhares cúmplices.

_Estou tão surpresa quanto você. – deu de ombros. Lily relutou,mas acabou cedendo, iria mostrar o caminho._Você foi presa aqui? – perguntou Regina pelos corredores escuros que davam inicio ao cativeiro.

_Fui interrogada...

_Onde eles podem estar?

_Poderiam estar no apartamento dele...

_E se não estiverem?

_Então vamos procurar em outro lugar Regina!

_Disse que podia nos ajudar.

_Estou fazendo o possível!

_Então, onde diabos ela está? – tornou a questionar com fúria.

_Regina... – repreendeu David.

_Se isso der errado, nos vamos abandoná-la. – Rebateu, o tempo estava passando, começava a perder as esperanças cada passo que dava, parecia se perder mais.

_Regina... – disse Mary, ela se aproximou e tocou em sua mão, deixando a morena bastante desconfortável._Estávamos em lados apostos na pior maldição da minha vida, a que nos tirou a Emma... E veja agora... Você é uma das pessoas mais importantes pra mim... O que estou tentando dizer é que as coisas podem melhorar, e se tiver uma pessoa que vai pode salvar a Emma, essa pessoa é você. – Regina assentiu, abaixando seu rosto, mas pelo menos um sorriso tímido Mary havia conseguido.

_Vamos nos separar... – interrompeu Lily. Era uma cega guiando os cegos.

_Cadê a Lily? – tornou a falar.

_Estava bem atrás de nos.

_Devo procurá-la? – indagou David, preocupado com a ausência repentina da mulher.

_Ela está por conta própria. – Retrucou, logo notando o silêncio que se alojara. _Mary? David?

**

_Alguém ajude... – os gritos foram ouvidos. Zelena saiu pra fora e se escondeu atrás de uma das lixeiras os observando.

_O que aconteceu?

_Algumas pessoas armadas... Renderam os guardas...

_Quantos? – perguntou outro, só que este aparentava ser a autoridade dentre eles.

_Não sei... – a mulher estava em pânico...

_Pense...

_6 ou 7 nunca os vi...

_Estamos sendo atacados... O que devemos fazer?

_Se virem essas pessoas, atirem pra matar, está bem? – Após escutar aquilo, Zelena ficou apreensiva, precisava fazer algo, quando ia se mover, seguraram em seu braço.

_Para dentro, depressa...

_August! – Escorou-se na parede, recuperando seu fôlego. _Que susto...

_Não ouviu o que eles disseram? – indagou de maneira nervosa. _Vão mandar bala... Não há saída aqui...

_Sim, e é por isso que preciso ir... Nossas pessoas que estão lá fora... Elsa, Ruby... Regina está lá fora procurando por Emma... Junto com os pais... Foi buscar por ajuda de Lilith... – após o último nome ser pronunciado, August ficou ainda mais apreensivo.

_Essa não...

_O que foi?

_É uma armadilha... – retrucou. _Ela está os levando para uma armadilha... Pra onde está indo? – chamou pela loira, ao notar que ela distanciava-se.

_Pra aonde você acha? Vou atrás da Regina...

_Zelena espere... Ela vale sua vida?

_ Eu não vou sem ela.

**

_10 pelo esforço... – ele falou rindo e logo em seguida fingindo uma careta de dor, o rosto de Emma já se encontrava coberto por sangue e hematomas. _Aprecio sua força em se manter acordada... Quero que escute comigo sua história patética... – limpou a garganta. _Era uma vez... Uma salvadora, certo dia ela acordou em um hospital repleto de coisas ruins, assim como o mundo a qual estava. Sem magia, sem forças, sem nada... – ele fingiu uma verdadeira ação teatral.

_Contudo, ela conseguiu sobreviver... Devo admitir você é mais durona do que me lembro... Não me surpreende que tenha durado tanto... Achei que já teriam o abandonado. Assim como o seu pirata, que já está tendo filhos com outra neste exato momento. Sim, eu me certifiquei disto... – disse estufando o peito de orgulho. _Que ele tivesse o que você não teve... Um final feliz, uma razão pra acreditar nesse mundo... Assim você nunca iria quebrar esta maldição...

_É só uma questão de tempo até virem me procurar... – murmurou, seu corpo todo doía, o autor era mais doentio e cruel do que imaginara.

_E eu farei um bolo com cobertura rosa. Será que eles vão gostar? – indagou sarcástico. _Uma coisa é certa, eles viram... Sabe por quê? Está tudo planejado... – ele encarou os olhos claros que transbordavam de pavor. _Eu sempre penso em tudo... Eu planejei tudo, o helicóptero na fazenda, o ataque dos zumbis na prisão... – sorriu ao se recordar. _Eu só queria garantir que tudo saísse perfeito... Eu brinquei com você e você deixou. Você se escondeu você é fraca...

_Eu não sou fraca... – Rebateu.

_Sim, você fez um péssimo trabalho... – quando ia continuar com seu discurso, ouviu um barulho. _Espere aqui, certo? – ironizou. _A propósito. Eu ofereceria um drink enquanto aguarda a morte, mas vejo que está indisposta... – gargalhou por todo corredor.

**

_Regina... – sussurrou, a procurando por todos os lados, August havia lhe ensinado o caminho, contudo tudo que dizia soara meio confuso, então apenas seguiu seus instintos._Regina!

_Hey! – enunciou surpresa. _Você veio... Espere... O que faz aqui? – perguntou desconfiada.

_Achei que precisaria de ajuda na sua missão suicida. – Regina sorriu de canto, e as duas se entreolharam gentilmente, até o contato visual ser quebrado pelo ruído de passos.

_Xiu. – silenciou Regina e juntas renderam mais um guarda. _Onde ela está? – indagou com um tom ameaçador. Ele apenas apontou para o final do corredor, conseguindo assim sua resposta._O que fazemos com ele?

_Livre-se dele... – insinuou Zelena, como se aquilo fosse obvio.

_Não, vamos usá-lo como troca...

_Regina... Antes de irmos, eu queiro que saiba que no final das contas, você foi uma boa irmã.

_Cale a boca! – Rebateu, odiava despedidas. _Não diga adeus, não ainda... – Ficaram abaixadas até tonar a escutar os passos do autor e segui-los por uma parede de madeira, chegando ao cativeiro, puderam ver Emma amarrada. Regina sentiu uma dor enorme, ao vê-la tão machucada, iria ali mesmo se não fosse por Zelena segurar em seus braços e aguardar o momento certo.

_Aonde eu estava? – murmurou pensativo. _Ah sim...

_Você realmente acha que sou fraca? Nós estivermos na estrada, não escondidos numa caverna... Ou numa comunidade... Não sou eu a covarde aqui. – seu tom era desafiador, Issac inclinou o corpo em sua direção observando atentamente o que falava e mesmo que estivesse com medo do que lhe pudesse fazer, ela seguiu em frente. _Você realmente acha que se ela não tivesse morrido ela ficaria com você? Eu não a matei, eu a livrei... Você é covarde em tantos modos que chega ate ser ridículo... Ou melhor, patético não? – Issac sentiu seu sangue ferver e concentrou toda sua força a golpeando mais uma vez. Apesar de querer questionar a ousadia da garota, resolveu entrar em seu jogo.

_E você dizendo que não tínhamos nada em comum. – arqueou uma sobrancelha, sorrindo torto. _Pessoas como nos Emma, somos capazes de muitas coisas, mas ser amados? – gargalhou psicótico. _Ninguém pode amar você...

_Você está errado... – ouviu a voz invadir o cômodo. _Eu posso... – Issac recuou uns passos e olhou pra trás. Na noite passada estava tão escuro e chuvoso que quase não a reconheceu.

_Olá Regina... – franziu o cenho, diante do enfrentamento da mulher. _Quando a Emma te encontrou naquela floresta, eu me certifiquei que eu pudesse me divertir um pouco... Por isso enviei o Daniel, sabia que você – apontou para Emma. _Ia bancar a salvadora... Ia acabar com ele, e ela ia te odiar, matar quem sabe... Mas ela não fez isso, não foi? – perguntou descrente. _Em vez disso, ela amou você... Diga-me Regina Mills, valeu a pena?

_Sim, pois não quero mais esconder como me sinto a seu respeito... Emma... – Emma levantou-se sua cabeça, sorrindo ao vê-la. Parece que estava errado, cerrou seus punhos com total desdém ao assistir a cena, porém estava feliz acabar com aquilo.

_Quer saber? Não importa! Você sempre será apenas a criança desobediente e você a perdida... E isto não será o suficiente para se livrar do doce alivio da morte.

_Mas elas não estão sozinhas. – Enunciou Zelena. _Deixa-as ir, ou eu explodo os miolos do seu capanga aqui. – apontou a arma para cabeça do homem que suplicava pela vida.

_Ah, não se dê o trabalho minha querida... Eu mesmo faço isso. – Puxou sua arma e disparou, deixando Zelena estática e coberta por um sangue que não era seu.

**

Issac reuniu o restante dos seus homens e as trancafiou naquela área. Antes de fechar o portão e deixa-las enjauladas naquele lugar sujo, certificou-se que soubessem o que as aguardava.

_Serei bonzinho... Darei um tempo para se despedirem, 30 segundos... – mirou no seu relógio e concluiu rindo satisfeito. _E depois quero que vejam como me senti vendo o amor da sua vida morrer bem na sua frente. — pronunciou suas palavras, deixando nítido seu tom rancoroso, bateu a porta e saiu as deixando sozinha pelo tempo previsto.

I Hurt Too by Katie Herzig

_Regina... Ele...

_Não, não... Ele quase não me tocou... – respondeu. _Todo esse tempo fugindo de errantes, você esquece o que as pessoas fazem... – continuou a fitando de forma preocupante. _O que sempre fizeram... Veja o que fizeram com você. – Ela segurou em seu rosto, analisando cada traço ferido. Colocou alguns fios loiros atrás da orelha e depositou um beijo ali.

_Isso não é nada... Você veio... – seus olhos azuis buscavam por respostas, uma lágrima solitária escapou e correu pelo rosto ensanguentado. _Porque você veio? – sussurrou.

_Você tinha alguma dúvida? – Emma negou, sabia que ela sentiria sua falta, só queria acreditar que ela não a encontraria e não tivesse mesmo destino dela. _Eu sempre te salvarei lembra? – Sorriu fraco encarando uma Swan visivelmente preocupada também. _Ou tentarei. – a abraçou forte, escutando a sussurrar em seu ouvido.

_O que faremos Regina? — Mills afastou-se e tateou pelo chão até achar umas peças soltas, retirou duas cabeças de parafuso, e teve a ideia o que manteria as peças juntas, ia servir pra algo. Ela segurou a mão coberta de cortes, e retirou a peça, a fitando com uma expressão carinhosa.

_Com esta mão espantarei suas tristezas – os rosnados se aproximavam, então teria que se apressar, colocou no dedo de Swan que franziu o cenho de mediato.

_O que está fazendo? – perguntou, seu coração acelerou em questão de segundos.

_Estou me casando com você antes... – inspirou fundo, enxugando as lágrimas que persistiam em cair.

_Regina... Não precisa fazer isto só porque vamos morrer...

_Não de novo, não... – murmurou Zelena, ao perceber que presenciaria o cenário mais uma vez.

_Não... – Rebateu Mills. _Eu quero casar com você porque eu te amo, eu amo, sempre amei e sempre vou te amar... – sua voz soara trêmula. _Então sim, quero casar com você... – Swan assentiu, com um sorriso que agora iluminara seu rosto. _Zelena você será algum tipo de padre.

_O quê? – indagou incrédula, pensou em relutar, mas diante tudo aquilo resolveu ceder, elas iam morrer mesmo. _Ok... Emma você começa... Com os votos? – Emma limpou a garganta e respirou fundo.

_Regina... – os olhos escuros voltaram a fitar sua face. _Antes mesmo antes de eu acordar num hospital, eu fui por todo canto de Boston... Até ir pra Storybrooke, e depois pra cá onde acordei num hospital. – atrapalhou-se nas palavras, contudo seguiu em frente. _E então eu percebi que todo esse tempo, eu estava só perambulando por todo canto, apenas procurando por você.

_Ok. – Ela achou fofo, mas não iria admitir. _Sua vez, irmãzinha. – Regina revirou os olhos e soltou com o ar.

_ Emma... Eu só queria agradecê-la. Obrigada... – hesitou por alguns segundos e continuou. _Pelo amor que nunca imaginei que ia ter de volta um dia... Não sou boa com palavras, então só queria dizer que encontrá-la em meio a isso, significou tudo.

_Então suponho que vocês... – gesticulou com as mãos, procurando pensar em algo. _Eu nunca fiz um casamento... – Regina tornou a revirar os olhos e assumiu.

_Eu Regina Mills, recebo-te por minha esposa Emma Swan, e prometo ser fiel, amar e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa impossível vida. – suas juras já faziam Emma chorar, sentiu um dor rasgar seu peito, sabia que aquele dia chegaria, só não imaginou que fosse quando ela menos esperava. _Você aceita ser minha esposa?

_Sim... – se aproximou, segurando em seu rosto e o acariciando, tentando guardar cada imagem, cada reação ao seu tempo, queria se lembrar de tudo._eu aceito, e concordo todas essas coisas também.

_Então pelo poder exercido a mim, a bruxa má do oeste e também a pessoa que sobreviveu a diversas hordas lá fora, mas será morta por menos de uma dúzia aqui dentro. – lamentou-se, recebendo uma revirada dupla de olhos agora._Pois bem, diante desse cativeiro e destes cadáveres testemunhas que nos cercam. Prometem se amar, se honrarem, se consolarem, e se protegerem na enfermidade ou na saúde, e se manterem unidas enquanto as duas viverem pelo curto período de tempo até que venham os zumbis e nos devore vivos?

_Sim. – disseram em uníssonos. – os lábios foram selados com intensidade, diferente do que costumava fazer, este tinha um gostinho especial de sangue misturado com lágrimas salgadas. Os rosnados ecoaram por todo local, e o beijo foi interrompido pelo retorno da pessoa que causou tudo aquilo.

_Vocês são um lanchão para eles, mas sabem o que dizem? Eles sempre estarão com fome. – Issac entrou acompanhado de mais três pessoas, cada uma trazendo um zumbi acorrentado a uma coleira e um cabo onde era possível o controlar. Inclusive Issac, conduziu o morto até Emma, e ameaçou soltá-lo a qualquer momento. Regina se pos na frente, mas foi impedida pelos homens que a seguraram. _Acho que você vai querer ver isso. – soltou o zumbi em cima dela, Emma tentou empurra-lo, mas estava fraca demais, o que tornou ainda mais fácil a tarefa. _Achou que eu mesma iria matá-la? Porque não aproveitar o que essa maldição nos proporcionou. – observou-a se contorcer no chão e mirou em baixo cuspido as palavras._Adeus Emma Swan, te vejo no inferno. – gargalhou.

_Já chega. – um tiro foi disparado na cabeça do zumbi. _Isso foi um erro, não devíamos ter feito isso.

_É tarde demais pra repensar, não acha Mrs Page? – indagou Issac, sorrindo frustrado por acabarem com sua festa, logo fez sinal para que trouxesse outro.

_PARE! – Lily tornou a falar. _Deixou-os ir...

_Ou o quê? – Estava começando a se irritar.

_Ou eu vou te matar... – deu um passo a frente, cuspindo as palavras diante a sua face.

_Você não pode fazer isto... Sua imbecil! – rebateu convicto. _Se eu morrer você morre, sabe disto não é? – retrucou, um sorriso vitorioso pairava em seu rosto. _É o pacto de sangue que selou essa maldição.

_Ao menos não vou morrer sozinha... – Retrucou, pela primeira vez naquela maldição, Issac se viu aflito.

_Você está blefando... – duvidou, contudo Maleficent abraçou forte a filha e ela sussurrou algo em seu ouvido, se tratava de uma despedida.

_Sei exatamente o que eu farei, é o meu fim, mas também o seu recomeço mãe, obrigado por nunca desistir de mim. Adeus!

_Você não consegue... – O autor tornou a duvidar, arqueando uma sobrancelha, achou que seu tom desafiador a fosse intimidar.

_Observe-me... Ultimas palavras... – Lily semicerrou seus olhos vazios, mirando a arma bem no meio da sua testa, o que fez Issac engolir em seco as pedras alojadas m sua garganta. Ela hesitou por alguns segundos, percebendo ele estremecer._Pausa dramática, sempre funciona... – deu um fraco sorriso e enrijeceu seu tom de palavras. _Falhou em ver o diabo ao seu lado, Mr. Heller.

_Eu o vejo bem demais. – foi tudo que disse, antes de Lily apertar o gatilho e explodir seu cérebro em mil pedaços. Logo em seguida Lily caiu e o sangue se espalhou por todo o ambiente. Maleficent sentiu a perda da filha, contudo tentou desviar sua atenção nas pessoas que estavam ali, desamarrou e as libertou.

_Vamos pra casa, isso acaba hoje a noite. – disse Regina, correndo em direção a Emma.

_Sim, acaba... – Rebateu Maleficent convicta, Regina recuou alguns passos e franziu o cenho, percebeu que não foi clara bastante, então foi direta._É uma maldição de tempo, quando regressarem não se lembraram de nada.

Notas finais
Eu sou uma pessoa horrível, i know... Espero que continuem acompanhando e me deixem saber por favor 0/ Beijos e até a próxima ^-^