Once Upon a Time - Frozen -
17 Parte III - Corações Selvagens -
Notas iniciais
Capítulo 17 — Descobertas -
Elsa saiu do restaurante da vovó com as palavras de Ruby em sua mente. Ela retornara para casa de Emma que ainda não havia regressado da delegacia. O sono custou para aparecer, mas conseguira descansar um pouco. Quando a madrugada chegou levantou-se cautelosamente e saiu sem acordar os residentes da casa. Como Ruby havia combinado, ela estava ali em frente ao restaurante da vovó, a Rainha de Arendelle deu o anel que era de Elliot para Ruby e a mesma o cheirou, não pode conter seus espirros. O cheiro de Elliot logo fora localizado para dentro da floresta. Ambas repararam que as estradas de Storybrook estavam desertas, todos deveriam está repousando, o vento estava gélido demais e as bolsas de nuvens cinzas cobriam o céu. Ruby começou a indicar a trilha que elas deveriam percorrer. Seguiu aquele cheiro até se engolfar na floresta, quanto mais se aproximavam do lado leste da floresta mais a Chapeuzinho Vermelho começava a sentir o cheiro inebriante da vampira. Seus ouvidos se detiveram, estava alerta a qualquer perigo, uma sonância começara a ser ouvida pelas garotas, estava sendo tocada com tanta precisão, Elsa só conhecia uma pessoa que tocasse tão sublime assim, Elliot. Quando jovens Elliot sempre fora uma fã de música clássica, tocava com exatidão as sonâncias, poderia dizer que ela era um Beethoven, Mozart ou Chopin daquela época. Tocara naquela madrugada nebulosa algo que semelhava a "Nocture" do Chopin. Elas correram cautelosas na direção daquela sonância e se depararam com aquele covil de gelo. Entraram minuciosamente reparando aquele entorno e para a sorte das garotas, a Rainha da Neve não estava lá. Não foram as únicas a acordarem cedo, Ruby falou. A melodia estava mais precisa do lado esquerdo daquele lugar, uma parede de gelo era a única barragem que a impedia de ouvir aquela magnífica música. Ruby apontou que era ali que a pessoa que ela buscava estava, depois daquela parede. Ela tocou na parede de gelo que se abriu instantaneamente. Estava tudo um breu, não era possível enxergar nada, só a melodia podia ser ouvida. Ela não parou nenhum momento de ser tocada, mas aquela voz sedutora e aveludada entonou naquele cômodo de gelo.
– Vocês devem ser muito corajosas de vim aqui sozinhas... Ou... devem ser completamente loucas. — Disse Elliot ainda tocando o instrumento que sua tia Ingrid fez, Ingrid nunca havia pensado em fazer um instrumento, mas resolvera fazer esse para a sobrinha. Deu algum trabalho, mas conseguiu fazer essa projeção de gelo tão precisa como a que que fez Anna. A vampira continuava a dedilhar.
Chapeuzinho reconheceu aquela voz... Só podia ser da vampira que um dia esbarrou com Branca de Neve. A garota chamada "Elli". Então essa era a irmã de Elsa? Achou que fez bem em ajudar. Elsa a pediu carinhosamente que deixassem ela e a irmã a sós. Elas precisavam conversar. Elliot continuava a dedilhar e retrucou algo que Ruby entendeu que "Os cachorros deveriam ficar fora disso" a Chapeuzinho vermelho revirou os olhos. Sabia que a amiga estava sobre alguma feitiço e não recordava dela ou de como se conheceram. Era perdoável aquela atitude "grosseira". Chapeuzinho confirmou e disse que esperaria lá fora e que deveria chamar se precisasse. Elsa agradeceu e depois colocou-se a falar com a vampira.
– Elliot você precisa saber, essa mulher ela enfeitiçou você. Você não está com suas lembranças certas. — Elsa tentava encontrar algum feixe de luz que pudesse ver a irmã. Seu coração estava descompassado, sua mente a levara para um oceano de anos atrás. Naquele tempo em que soube que amava Elliot, um amor tão intenso e verdadeiro como um tornado capaz de varrer planícies e deixar em frangalhos, triturando relvas e montanhas, tudo pela frente. Em resumo, um amor de proporções realmente monumentais. — Eu sou sua irmã... E somos casadas.
– Tia Ingrid me alertou que tentaria usar essas palavras para me convencer.
– Tia Ingrid? — indagou a Rainha confusa. — Não temos uma tia, mamãe nunca teve uma irmã. Elliot por favor.. — Elsa tentou se aprofundar naquela escuridão quando fora barrada pela voz cortante da irmã ao dizer para não se aproximar.
– Fique onde está! — O piano fora fechado abruptamente. — Você deveria está com medo. Deveria ir embora com a sua amiga.
– E por quê eu teria medo de você? Você nunca me faria nenhum mau!
– Não sei se você sabe, mas eu sou uma vampira, uma criatura das trevas... Eu fiquei durante algum tempo em um local na Floresta Proibida. Não deve conhecer, nenhum ser vivo ousa ir lá. Mas depois daquela vegetação morta há um castelo, um castelo muito suntuoso e milenar. Lá vive criaturas noturnas assim como eu, sabe o que elas me falaram? — Elsa negou e Elliot prosseguiu — Que minha mãe era uma vampira e meu pai um demônio. Demônios são temidos por todos os seres vivos, não importa se é mágico, feiticeiro, humano ou um animal, você sempre irá teme-lo. — Elsa só conseguia ouvir aquela voz ecoando naquele ambiente sem saber precisamente sua localização. — Você deveria ter mais cuidado com quem encontra na floresta. Seu sangue é o meu alimento. Então ainda diz que não está com medo?
– Se fosse me ferir já teria feito a muito tempo. Uma vez você me disse que sempre me acharia, meu cheiro era único e jamais seria esquecido.
– Flores do campo com suave aroma de gelos cristalizados. Sim, de fato eu senti seu cheiro desde que ousou sair da casa de onde você estava "segura", pode ter sido uma atitude tola. Porém, queria ver até onde iria vir sua coragem. — Elliot aproximou de Elsa, sussurrando em seu ouvido. — Mas senti além de seu cheiro o doce aroma que seu sangue exala de seus poros... Esse é inebriante. Já provei vários tipos de sangue e nenhum deles me hipnotizou como o seu. Porém há algo errado. — a voz que Elsa sentia rente ao ouvido se afastou.
– E o que há de errado?
– Seu sangue é o mais desejado por mim... Porém, ao mesmo tempo que desejo sinto que é proibido. Isso nunca aconteceu antes! — a vampira parecia falar mais para si do que para Elsa.
– Elliot precisa me ouvir, você nunca me faria mau algum. Já falei que somos casadas, em sua mão esquerda deve constar um anel como este. — Ela ergueu a mão que havia sua aliança de casamento. — Eu sei que você pode ver no escuro e sabe que ambas são iguais.- A vampira fitava aquela aliança no dedo da loira a poucos passos de distancia, sem duvida era idêntica a sua. Elliot continuou calada e Elsa prosseguiu. — Eu não sei quais lembranças você deve possuir ainda, mas a prova é essa que você não consegue me fazer mau, algo dentro de você sente um sentimento muito forte por mim e sua cabeça diz que eu sou familiar, porém você não consegue lembrar de onde. Eu sei disso, porque também sinto isso a respeito da Ingrid, ela alterou nossas memórias. Você sabe que algo deveria estar na sua mente, mas não está.
– Eu não posso acreditar no que está dizendo. — Elsa percebeu que a voz de sua amada estava a sua frente ela deu alguns passos na direção daquela voz aveludada e sentiu o corpo da vampira a poucos centímetros que não se moveu.
– Não pode? Mas você acredita! no fundo você sabe que é verdade. — sussurrou a loira. — Você sabe que no fundo você me ama. — Elsa passou de forma um pouco desajeitada a mão nos braços de Elliot que subiram até encontrar seu pescoço, a loira aproximou os lábios da vampira e depositou um tênue e apaixonado beijo. A vampira estava estática, seu corpo pedia a loira ali, era algo que não possuía controle, seus braços automaticamente envolveram a cintura da Rainha de Arendelle e retribuiu o beijo com intensidade. Porém, um cheiro diferente despertou sua atenção quebrando aquele momento mágico.
– Tia Ingrid está voltando, você precisa sair daqui com sua amiga ou ela pode te acorrentar de novo e fazer sabe-se lá o que com o cachorro lá fora.
Ruby chegou naquele exato momento alertando a loira que deveriam ir, a Rainha da Neve estava voltando.
– Só um minuto — disse Elsa para Ruby. — Você precisa vir comigo!
– Eu... Eu não posso! Ela precisa de mim. Você tem que ir, eu não sei o que estou fazendo, mas vá antes que eu mude de ideia! Na próxima vez que nos virmos, talvez eu não as deixem escapar! — A vampira tentou falar em tom de ameaça. Elsa a puxou para mais um beijo que fora retribuído e retirou o outro anel que era da vampira.
– Tome, você precisa disso, vai ajudar a sair durante o dia.
– Como sabe disso?
– Sou casada com você.
A vampira a encarou nos olhos com aquela afirmação. — Agora vão! Ela não tardará para se aproximar.
– Elliot eu te amo. — Aquelas palavras atingiram o coração da vampira que queria dizer "Eu também", mas como ela podia amar alguém que acabou de conhecer? Isso era possível? Elliot apenas as guiou para saída e a viu partir pela floresta com sua amiga. O cheiro de Ingrid estava se aproximando, voltou para sua caverna fingindo dormir. Sua tia a chamou três vezes e depois desistiu ao falar para si mesmo que havia esquecido que vampiros dormem durante o dia. A vampira refletia tudo que a loira havia falado, será que era verdade? Eram casadas? De algo ela não duvidava, tinha fortes sentimentos pela loira. Talvez ela falasse a verdade.
Emma convocou sua mãe, seu pai, Gancho, Regina, Henry, Bella e Gold para irem para a delegacia assistirem a filmagem de anos atrás, filmagem esta a qual ela não recorda. Ela queria reunir algumas respostas sobre a mulher que surgiu no seu vídeo de gravações. Todos assistiram e estavam abismados pelo fato de Emma já ter conhecido a famosa Rainha da Neve. Bella indagou para a xerife que não entendia como a Rainha da Neve viera parar naquele mundo, a loira explicou que esperava que Gold tivesse as respostas. Ele dissera que também não continha às respostas. Henry deu a dica de procurarem o caminhão de sorvete dela, talvez ela tenha escondido algo nele. David sugeriu a separação das equipes, na cidade, na floresta. Gancho, Regina e Emma ficaram com o oeste, Gold e o próprio David ficaram com o leste. Mas o senhor das trevas não estava muito a favor de trabalhar em equipe. Bella achou que seria mais útil na biblioteca e se dirigiu para lá com Henry em seu encalço. Enquanto todos se separavam Elsa havia chegado a poucos minutos na cidade com Ruby. A morena logo viu que a lanchonete de sua avó estava lotada de clientes e se despediu da loira que possuía algo que martelava sua mente, Elliot havia falado "Tia Ingrid"... Tia... Deveria haver algum registro na biblioteca a respeito de Arendelle que ela pudesse encontrar, talvez, tivesse sorte e encontrasse o tal livro que Henry havia falado. A loira foi para a torre do relógio e entrou na biblioteca encontrando-se com Bela e Henry que remexiam alguns livros.
– Elsa... Emma estava preocupada com você, aconteceu alguma coisa?
– Não, não ocorreu nada. Onde está a Emma?
– Foi com os outros fazer uma busca sobre a Rainha da Neve, ela descobriu um vídeo contendo ela na adolescência com esta mulher. Ficou preocupada, porque não havia nenhum estilhaço de lembrança sobre o momento. Havia sumido feito fumaça. Mas e você o que faz aqui na biblioteca?
– Eu queria encontrar algo a respeito de Arendelle.
– Eu também estou procurando algo. Aquele livro que falei a você ontem a noite. — disse o jovem Henry. Bella os inquiriu que livro era e ele contou sua ideia.
– Espero que tenhamos sorte aqui. — Eles ficaram procurando e procurando, mas Elsa não conseguia encontrar nada. "Não parece ter nada sobre Arendelle aqui. Sabe onde procurar?" — Mas Bela havia encontrado um mapa algo a despertou na mente dela, nesse momento escondeu abruptamente o papel e fitou a loira negando sobre saber onde procurar algo de seu reino ou sobre as irmãs. Henry continuava procurando incessante assim como a loira mais livros e registros.
Distante dali, no lado oeste da floresta Ingrid observou onde havia deixado o caminhão hoje de manhã, na viagem matinal que havia feito. Ela visualizou Emma, Gancho e Regina se aproximando do veículo, sorriu e saiu dali de perto. A xerife estava sendo escoltada por Robin Hood e seus homens. Aquele caminhão de sorvete apresentara alguma fuligem, líquens e galhos de árvores por cima. O Rei dos ladrões tentava falar com a ex-prefeita, mas tudo o que conseguia era ser evitado. Emma, Gancho e a morena estavam se aproximando do caminhão. Os três abriram o veículo e tudo o que aparentava haver eram utensílios de sorvete, máquinas de refrigeração e etc. Parecia o local mais limpo, sem pistas, porém a xerife observou que um dos refrigeradores estavam trancados com cadeados. Quem trancaria um congelador? As casquinhas de sorvetes eram tão preciosas assim? Killian quebrou o cadeado com seu gancho e ao abrir aquela máquina haviam documentos, pastas, registros. Emma reparou em uma notícia da sua infância, "Garoto de sete anos encontra bebê em acostamento." Falou para seus amigos que a Rainha da Neve estava de olho nela a bastante tempo.
Elsa continuava a ler vários e vários livros, mas sua busca incessante não estava tendo muito resultado, Henry a instigava a não desistir. Queria entender o que a irmã havia dito. Mas inquirir Elliot não seria uma opção, ela não saberia explicar como ela era tia delas. Sua mente estava um buraco negro e a loira sabia disso. Precisava encontrar as respostas para salvar as irmãs. Flocos de neve flutuavam sobre sua cabeça a cada registro lido, tentou limpa-los quando Bella a inquiriu se estava tudo bem. Estava chateada não havia nada delas, das irmãs, do reino. Nada. Estava sendo uma busca inútil, não sabia porque havia pensado que poderia encontrar algo nos livros. Bella tentou consola-la ao dizer que ela tinha a prova que as duas irmãs estavam vivas agora. Elsa a questionou se por acaso tiver sido Anna que havia a colocado na urna como Ingrid havia relatado naquela noite em que descobriu que Elliot também estava viva. Talvez a caçula não queira ser resgatada, ela só tinha uma certeza, Elliot estava enfeitiçada, mas e Anna? Bella negou o que a loira disse, não era verdade que a irmã não iria querer se encontrada. Elsa rebateu ao dizer que ela dizia aquilo para tentar acalma-la, ela não podia saber o que a irmã pensava já que não a conhecia. A morena ficou sem palavras e se retratou ao dizer que se baseava pelo que ela dizia a respeito das irmãs, sente que as três são muito próximas e algo deve ter causado a separação, algo fora do controle da loira. Elsa a fitou ao dizer que suas memorias haviam sumido, sua noiva não a reconhecia, não conseguia encontrar sua outra irmã e ninguém nunca esteve em Arendelle. A verdade estava difícil de ser encontrada. Bella olhou para ela e afirmou que ela iria encontrar a Anna e sua outra irmã conseguiria lembrar dela, pediu para que eles continuassem procurando, ela iria resolver algumas coisas. A morena saiu deixando a loira a mercê dos livros.
Henry subiu em uma das escadas tentando pegar um livro quando um outro caiu em seus braços. Elsa o segurou impedindo que o garoto tivesse uma queda desagradável. O livro que caíra nos braços de Henry magicamente abriu em uma página mostrando os desenhos de Elliot, Anna e Elsa. Henry sorriu e pegou aquele livro colocando-o em uma mesa.
– Viu? Eu falei que ele devia existir!
– Henry você o encontrou! — A loira abraçou o garoto feliz.
Robin tentava de todas as maneiras falar com Regina, mas a mesma parecia repeli-lo. Ele estava angustiado, entendia que havia dito que a amava e ao mesmo tempo havia pedido para salvar a mulher. Ela tinha todo o direito de trata-lo assim, mas ele não conseguia aguentar. Regina resolvera abrir o jogo, ela havia lido todos os seus livros de feitiços, porém, não conseguia encontrar um para curar Marian. Ele tinha fé na morena, confiava que ela pudesse salvar a Marian sem precisar apelar para a outra forma. A ex-prefeita pediu perdão e alertou que se ele quisesse salvar a Marian, teria que esquecê-la e buscar uma forma de se apaixonar pela esposa novamente. A prefeita se afastou dele segurando as lágrimas, respirou fundo e continuou andando.
Gold estava sozinho ao lado leste da floresta e chamou por Ingrid, alertou que ele estava só e que poderia se mostrar para ele. A Rainha assim o fez. Questionou o por quê dele está ali, invadindo aquela parte da floresta. Ele se aproximou da mulher de branco, queria avisa-la que Emma Swan estava no encalço dela e que a mesma sabia que a história dela começava bem antes de Storybrook. Ingrid parecia despreocupada e sorriu para Gold afirmando que já sabia disso. Contou que tudo aquilo fazia parte do plano que ele pouco sabia, ela havia concedido para que Emma encontrasse as "pistas". Ingrid o encarou e disse que ele não estava ali para avisar, ele queria saber os segredos dela. Gold a retrucou dizendo que ele poderia estar ali para oferecer um acordo, o que ela quisesse, mas se recusar, era melhor ter cuidado. Ingrid franziu o cenho e caminhou ao redor do senhor das trevas ao falar que ali estava o aviso, o inquiriu se ele queria algo dela e porque não contava logo o que era. Ele a fitou, se ele quisesse algo dela ele simplesmente pegaria. Porém, Ingrid sabia que ele não podia, caso contrário já teria feito, a Rainha o alertou para ficar longe do caminho dela. Enquanto isso, Bella estava na sua casa e retirava um casaco de frio as pressas, estava determinada a ajudar a pobre Elsa a salvar as irmãs. Esperou paciente até que Gold retornasse para a loja, o que ele o fez. A inquiriu para onde ela iria, a mesma alertou que iria para o leste da floresta, onde a Rainha da Neve se escondia. O que ela iria fazer fora justamente o que Rumple indagou, ela não poderia contar, apenas alertou que ela precisava consertar uma coisa. Ele alertou que a Rainha da Neve era forte demais, ela queria que o mesmo fosse, o que foi rapidamente negado por Rumple. Mas Bella havia uma carta na manga, se ele não fosse por bem, infelizmente ela teria que usar a adaga nele. Pediu perdão para o marido por isso e com a adaga pediu que ele a levasse para a Rainha da Neve.
Emma continuava no veículo com Gancho, lendo aqueles registros e descobriu que a Rainha da Neve fora sua mãe por seis meses, o lar adotivo que a xerife havia passado mais tempo. Naquela pasta continha desenhos, lembranças da jovem Emma quando era criança. A xerife olhava com bastante atenção, Killian a perguntou o que era e a mesma contou que eram pertences dela, redações e etc. Ela informou para o pirata que ninguém guardaria algo assim a não ser que gostasse muito da pessoa. Ele sugeriu que talvez a Rainha não tenha só usado a jovem, mas se apegado com o tempo. Ela havia encontrado um cartão de quando era pequena agradecendo a Rainha da Neve por tudo que tinha feito e por ter sido uma família que ela nunca teve. Mas a xerife não estava convencida, ocorreu algo para a Rainha da Neve ter apagado as lembranças dela e deveria haver uma pista. Killian encontrou um papiro com letras de hieróglifos. A loira observou aquele papel, aquelas letras, informou que não eram daquele mundo, o que será que a Rainha da Neve fazia com Emma?
Gold levou sua amada até a toca do coelho, ou deveria dizer até o bloco de gelo lar dos ursos polares? Ela o inquiriu se era ali e ele fez um aceno de cabeça, mas não sentia a magia da Rainha, ela não estava ali. Pediu para que o marido ficasse ali vigiando, Gold tentou impedi-la, ele não queria deixa-la entrar naquele covil sozinha. Ela retrucou que não iria demorar e só iria procurar algo. Ele a questionou o que ela queria. Bella o contou que ela estava atrás de um chapéu poderoso, capaz de sugar os poderes de alguém. Gold conhecia e sabia muito bem de que chapéu a amada falava, aquele chapéu que usou para sugar o velho aprendiz. Era isso o que a esposa estava atrás. Ele tentou fingir que não sabia a respeito do chapéu e tentou ludibria-la ao dizer que aquilo talvez não existisse, parecia bom demais para ser verdade. Mas Bella sabia que existia e que iria atrás para fazer a Rainha da Neve falar onde estava a Anna. Ele então entendeu tudo, tudo isso era por causa das irmãs da Elsa? Ela afirmou que sim e era isso que devia fazer, porque uma heroína ajuda estranhos. Bella o ordenou para que ficasse de olho e que chamaria se precisasse de ajuda. Ela entrou naquele covil gelado, o que não sabia era que dois olhos escarlate a fitavam.
– Aquele chapéu deve estar por aqui. — observou aquele lugar de gelo e não parecia haver nenhum chapéu. A jovem se assustou ao escutar seu próprio nome sendo chamado três vezes. Bella seguiu aquela voz e retirou a manta que cobria um objeto, era um espelho. Aquele espelho continha seu reflexo e ele conversava com ela, o que assustou muito a jovem French. O espelho falava que estava surpresa por ela ter tido coragem de ter vindo até o covil da Rainha da Neve. Bella afirmou que precisava vir, tinha que encontrar um meio de ajudar Elsa a encontrar sua irmã. Ao ouvir o nome de Elsa a vampira que observava aquela cena soube que ela estava ali ajudando aquela mulher. O espelho continuava a dizer que Bella não se importava com a irmã da Elsa, ela havia deixado a garota escorregar para pegar aquela pedra com sua memória. Bella negou, disse que não era verdade. O espelho retrucou ao dizer que era, que ela deu preferência a pedra e não a garota. Bella disse que aquilo foi um erro que cometeu, ela não pretendia fazer aquilo. O espelho alertou que ela havia destruído a vida de alguém, que ela era covarde, que o seu marido só estava casado com ela porque precisava de alguém fraca, fácil de manipular. Bella mostrou que ele havia dado a adaga. E o espelho contou que era falsa e sorriu dela. Elliot decidiu intervir cobrindo o espelho.
– Você não devia está aqui.
– Quem é você?
– Elliot. Eu ouvi o que você falou com o espelho, está aqui para ajudar a...
– Você quer dizer a Elsa?
– Sim... Você não deve olhar para esse espelho. E é melhor ir embora!
– Eu preciso encontrar um chapéu...
– Aqui não temos nada disso. O único objeto que há, é esse espelho, diga isso a ela. Ela está bem?
– Eu direi, mas se você é a irmã dela, porque não sai daqui e vai vê-la?
– Eu não posso, eu não sei se é verdade. Eu estou confusa! — Elliot se afastou de Bella. Seu semblante não era mais o mesmo que confiava na tia e estava disposta a fazer tudo pelos seus planos. Conhecer Elsa, falar com ela deixou sua mente confusa. — Você deve se retirar! Ingrid sempre aparece quando menos se espera. — Elliot voltou para sua caverna e Bella ia saindo do covil quando Rumple apareceu, chamando-a, informando que a Rainha da Neve estava vindo. Rumple sumiu com ela de volta para a loja.
– Você estava fora da caverna, eu ordenei que esperasse lá! — Ele explicou que ela ordenou que vigiasse e percebeu que ela estava voltando, então entrou para procura-la e a encontrou com a adaga na mão. Bella contou que aquele espelho estava enfeitiçado e que aquilo havia falado com ela, fazendo-a acreditar naquelas barbáries. Contou para Rumple que o espelho havia contado que a adaga era falsa. Ele garantiu que tudo aquilo era mentira, que o espelho estava enfeitiçado com magia negra poderosa e ele sabia que Bella não faria nada para engana-lo. Ela confessou que conheceu a Anna à muito tempo atrás e que havia enganado ele. Rumple a abraçou dizendo que era bom saber que ela havia dividido algo com ele, ela pediu perdão e disse que o amava.
Rumple retornou para o covil da Rainha da Neve e Elliot estava ao seu lado. Ele tentou não olha-la diretamente. Alertou para a feiticeira que havia um problema e que viu o espelho dela hoje. Elliot havia informado que Bella tivera lá, mas não informou com todos os detalhes. Seu coração estava dividido, havia sua tia, sua única parente e havia aquela loira que alegava ser sua irmã e sua esposa, a qual seu coração nutria fortes sentimentos que eram desconhecidos por ela. Não se pode servir a dois senhores, Elliot precisava decidir uma hora. Ingrid encarou o senhor das trevas ao dizer como era interessante como a noiva amada do velho Gold fora tão fácil de corromper. Ele alertou para ela ter cuidado e não sabia quando aquele espelho seria usado, mas ele não permitiria que ela fizesse algo com aqueles que ele amava. Elliot ficava perto da tia, querendo-a proteger de qualquer atitude do feiticeiro. Ela alertou que não permitirá que ele atrapalhe os planos dela só porque ele estava muito sentimental. Ele a avisou, ela alertou que ele havia recebido e que não fará nenhuma promessa de quem irá sobreviver ou não. Gold a encarou dizendo que havia uma vantagem, mostrou o chapéu, o que fez a Rainha questionar onde havia conseguido. Ele apenas revelou que era irrelevante, mas agora sabia o que estava tramando, o senhor das trevas tentou aproximar da Rainha da Neve, e Elliot interferiu alertando que ele podia continuar a conversa de onde ele estava. Gold sorriu e ficou ao mesmo local. A Rainha da Neve fez um gesto de que estava tudo bem para a sobrinha que voltou para seu lugar, ao seu lado.
– Como eu estava dizendo, acho que deveria considerar sua opinião, porque eu duvido que queira ser mais um bordado neste chapéu. Parece que você perdeu sua vantagem, minha cara.
De volta a delegacia Elsa havia contado o que tinha conversado com Elliot na caverna. A irmã havia chamado a Rainha de tia e precisava saber informações. Henry havia encontrado um livro na biblioteca que confirmava o que a esposa havia dito. A Rainha da Neve era realmente tia das garotas e realmente se chamava Ingrid. O livro mostrava outras irmãs o que fez Elsa dizer que estava muito surpresa quanto Emma. Elsa mostrou para Emma a sua mãe, Gerda, Relga sua outra tia e Ingrid. Naquele livro havia a história de Elsa e Elliot, mas algumas páginas haviam sido arrancadas e ela conseguia imaginar por quem. Ingrid não queria que elas descobrissem a verdade. Gancho fez uma observação que Swan era idêntica a uma das tias de Elsa e talvez esse tenha sido o motivo da obsessão pela jovem e porque guardou todas aquelas lembranças. A Rainha de Arendelle avistou perto do pirata um papiro e o pegou, lendo-o.
– Ela procurava a salvadora. — Emma a questionou se sabia ler aquilo o que fora confirmado pela Rainha. — Nesse pergaminho há uma profecia em runas que diz: O nome da salvadora é Emma.
– Então ela sabia?
– Ela sabia que você era poderosa. — disse Elsa. — E aqui diz que a salvadora será irmã de Ingrid.
– O que isso quer dizer?
– Bom a minha mãe morreu e a outra irmã não está mais aqui. Acho que a Ingrid acredita na profecia e ela quer substitui-las.
Bella entrou afobada perguntando por Elsa que olhou para ela rapidamente. A jovem a pedia perdão várias vezes, admitiu que guardava um segredo, ela havia conhecido uma das suas irmãs naquela época, a Anna. E que a jovem há havia ajudado e quando ela fora ajuda-la, Bella havia falhado e por isso ela havia sido capturada pela Rainha da Neve. Ela contou que foi a muito tempo em Arendelle e que não fazia ideia de onde ela podia estar agora, mas achava que havia algo mais urgente a tratar. Ela contou que Ingrid havia um espelho com uma grande quantidade de magia negra e que não seria simples quebra-lo. Ela fazia parte de uma magia horrível, o feitiço da visão quebrada. Se ela lançar o feitiço todos se rebelaram uns contra os outros. Os três ficaram estupefatos com a notícia de Bella e a mesma falou que não restaria ninguém. Emma disse que ninguém, além delas. Bella a questionou por quê e Emma explicou que ela queria que restassem apenas elas, a família perfeita.
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