Once Upon a Time - Frozen -
1 Parte I - Encobertos -
Notas iniciais
A trama está repleta de mistério, suspense e muito, mais, muito gelo. Sugiro que aqueçam-se com seus casacos e um belo de um chocolate quente parceiros! A história passa-se na fictícia cidade de Storybrook, cujos moradores são personagens de contos de fadas. Narrado em terceira pessoa os cenários irão alternar no presente - Storybrook - e passado - Floresta Encantada, Floresta proibida, Arendelle e muitos outros cenários -
A essência da magia está de volta e parece cobrir toda Storybrook, prontos para embarcarem em mais uma aventura com a vampira Elliot e seus amigos? Preparem-se para as reviravoltas emocionantes e os segredos revelados!
Capítulo 1- Como tudo começou -
O Sr. e a Sra. Gearailt , eram camponeses pacíficos, viviam em suas próprias terras e comiam o que plantavam. Se orgulhavam do trabalho duro e árduo que desempenhavam, tinham prazer em ajudar o próximo. Seus vizinhos o consideravam "bondosos demais", mas eram as últimas pessoas que cogitariam se meter em algum problema.
O Senhor Gearailt era um exímio caçador, havia dias que chegava em sua casa com dois suculentos cervos gordos, eram carnes para uma família de oito pessoas. Daí dividira sempre o segundo com os amigos mais chegados. Era um homem alto e corpulento, com enormes bigodes cor de brasa, era um genuíno bravo irlandês. A senhora Gearailt era alta, quase da altura do marido, perdendo poucos centímetros, esbelta e alva, tão alva como a neve, muitos vizinhos a olhava como uma figura monocromática, pois não sabiam como distinguir pele e cabelo. Eles possuíam um bebezinho chamado de Michaelis, Elis, era o tesouro e felicidade de Gearailt
Para os olhos de fora, os Gearailt tinham de tudo, eram pobres? Sim eles eram, afinal eram camponeses, mas tinham sempre comida na mesa e o calor um do outro. Porém, eles possuíam algo mais. Sim, eles possuíam um segredo obscuro e assustador. E o maior medo é que seus vizinhos descobrissem. Como iriam lidar com algo tão absurdo como isso? Por isso de tempos em tempos eram obrigados a mudarem-se. A Sra. Gearailt vinha de uma linhagem distante e obscura, apaixonou-se perdidamente por seu marido. Apesar do grandalhão parecer mais velho que ela e os estranhos olharem-no desconfortavelmente ele não ligava. Sabia que sua tendência era envelhecer e a mulher... Bem, era diferente.
Os vizinhos achavam estranhos o fato da Sra. Gearailt nunca sair de dia, o marido alegava que a sua saúde era muito delicada. Sofria de fortes problemas, ao menos, era isso que o Sr. Gearailt espalhava pela vizinhança que pouco viam a mulher de dia, por causa da bendita enfermidade misteriosa.
Quando os Gearailt acordaram numa manha cinzenta sem um único raio de sol foram surpreendidos por três homens de capas negras. O primeiro era austero um rosto forte e jovial, possuía uma beleza distinta dos demais, o cabelo negro descia reto abaixo dos ombros largos e fortes. Aqueles olhos caramelos, malditos olhos caramelos, congelavam qualquer um que fitassem por um tempo prolongado. Os dentes brancos e com dois caninos pontiagudos, lábios finos e vermelhos destacavam naquela pele enevoada. Os dois rapazes atrás eram semelhantes em estatura, a pele albina, os dentes pontiagudos, divergindo na cor de cabelo. O segundo era loiro de olhos amarelados, o terceiro possuía cabelo castanho curto e bem alinhado penteado para trás.
Gearailt estava afiando incessante o seu velho machado ao ar livre como sempre fazia todas as manhas antes de uma bela caçada. Assobiava alegremente quando a sombra daqueles homens o impediram de continuar a sua tarefa matinal. Ergueu o olhar tentando identifica-los e o pavor em seus olhos fora logo detectado pelos três.
- Não vai nos convidar para entrar? Asgar? — Aquela voz melodiosa e sombria lhe congelava a espinha. Aqueles três juntos não traziam boas notícias.
- Claro, vamos entrar Sebastian. Afinal, o sol é um perigo. — alertou o Sr. Gearailt.
- Não hoje. São os primeiros sinais do inverno. O céu cinzento irá nos acompanhar nos próximos meses. — O primeiro rapaz cujo nome era Sebastian articulava seguindo Asgar com os outros para dentro de sua humilde morada.
Não era tão luxuosa, era uma casa de troncos, com alguns animais preso no cercado, fogo a lenha e uma alta chaminé que cobria o céu com sua fumaça negra, dando cor ao céu cinza. Móveis simples, uma mesa e quatro cadeiras rústicas, alguns utensílios de cozinha, a cama do casal e ao lado um berço com o pequeno Michaelis dormindo no mais sono solto sendo balançado por sua mãe.
- Sebastian, — a mulher levantou-se rapidamente ao continuar — o que faz aqui? — indagou a jovem indo em direção ao homem de vestes negras.
- Lilith, ficamos sabendo do nascimento do seu filho — parou como quem buscava as palavras certas. — O Ministério das Sombras disse que chegou a hora dele.
- Não! — Exclamou Lilith entre lágrimas — Não podem leva-lo, ele ainda é um bebê.
- Eu não permitirei isso! — bradou Asgar.
- Sabem que refutar é inútil. Lilith tentamos ganhar tempo, mas o Ministério quer a criança o mais cedo possível. — Disse honestamente Sebastian. — Eu lamento.
- Como eles ousam tirar a minha criança. — Ela chorava desesperadamente, um choro que era como uma estaca para aqueles corações sem vida.
- E temos outra notícia a informar. — O loiro tomou a palavra.
- O que eles querem Edgar? Será que não já tiraram tudo de mim?
- Vocês já passaram tempo demais aqui... Estamos observando vocês. E as pessoas ao seu redor começaram a desconfiar. Que enfermidade é essa que não a mata? E suas feições? eles já começaram a questionar sua idade. A quanto tempo você tem vinte e cinco anos?
- Está sugerindo que nos mudemos? — Asgar segurou os ombros da esposa que chorava sentada na cadeira. — E para onde sugere irmos?
- A Floresta Encantada. — O terceiro finalmente falou. — Lá vocês poderão passar um bom tempo as escondidas e depois procurem outro local mais seguro. Um reino talvez, aquelas pessoas pouco notaram, querem mais saber do dinheiro.
- Sugere que paguemos impostos? Minha mulher e eu sempre vivemos livres Leonidas!
- Em um reino vocês não serão tão questionados, afinal eles já tem os próprios problemas.
- E quanto ao meu filho? — Lilith tentou controlar a tristeza.
- Sabe que só poderá vê-lo daqui a dezoito anos. E vocês são jovens, podem ter mais filhos.
- E pra que? Para tomarem novamente? — A jovem bradou para Sebastian.
- Sabe que o primogênito é o herdeiro das maiores habilidades vampirescas. E essas habilidades são úteis para o Ministério das Sombras. Você nos dá o que queremos e ele nos dá o que queremos e o Ministério protege os nossos segredos. Afinal, para os humanos os vampiros não passam de lendas.
É assim que tem que ser.
Eles se reuniram ao redor do berço e analisaram o pequeno Michaelis.
- É um varão esplendido. Temos que ir, os "primitivos" logo acordarão. — Sebastian pegou o pequeno e colocou em seus braços. — Cuidaremos bem dele, eu prometo.
- Cuidem ou eu arrancarei as cabeças e estourarei os corações de cada um de vocês.
- Você não mudou nada Lilith. Você sabe porque seus filhos são preciosos.
- Porque eu sou a única vampira demônio que pode dar filhos a vocês.
- Isso e porque seu sangue é poderoso demais. — Sebastian dizia com a criança no colo.
- Sebastian temos que ir.
- Posso ao menos me despedir dele? — Ela segurou seu filho nos braços e o jovenzinho com a cabecinha alva e sem cabelos chorava como se implorasse para não se afastar de sua genitora. Ela o encheu de beijos, assim como Asgar. Todos se despediram do garoto que partiam com aqueles três homens. Além do pequeno Elis partir, Lilith e Asgar tinham que partir daquela terra.
Se os vizinhos estranharam a ida subida de seus amigos? Claro, mas Asgar sabia mentir muito bem, dissera que Lilith precisava do velho curador da sua família e talvez não voltassem para lá. Seguiram para a Floresta Encantada e ali construíram uma nova casa de troncos embaixo da floresta de salgueiros, poucos raios solares invadiriam ali e a sua esposa estaria a salva por algum tempo.
Os dias sem seu filho foi excruciante, Asgar tentava anima-la como um bom marido. Mas nada parecia funcionar. Lilith sabia que a idade do marido talvez não ajudasse a ter um segundo filho e isso a machucava, afinal ele era humano. O único filho com Asgar e ele tinha que ir para o Ministério das Sombras? questionava-se todos os dias. Ela sabia de suas responsabilidade como vampira. Sua mãe Helena era uma vampira e teve um relacionamento com um demônio até hoje desconhecido e tiveram as gêmeas Kirya e Lilith. Kirya fora entregue ao Ministério das Sombras onde hoje é a nova presidente do conselho dos vampiros.
Kirya odiava a irmã por ter se casado com um pobre mortal, não conseguia entender o carinho e compaixão de sua irmã — três segundos mais nova — pelos humanos. Sua mãe era vampira e o pai um demônio. De onde surgira a bondade dela? O que Kirya nunca soube é que a mãe da sua mãe era uma mortal. E aqueles genes bondosos alcançaram a jovem Lilith preenchendo aquele coração negro de amor.
Na noite chuvosa na nova morada de troncos, algo estava estranho com Asgar, o marido tomou a mulher em seus braços e fizera amor a noite chuvosa inteira. Isso não era estranho, demonstrar o amor que Asgar sentia era totalmente natural. O estranho era seus olhos não mostrarem íris e sim o globo ocular totalmente negro como um demônio tivesse o possuído. Lilith estava tão distraída, perdida nos prazeres do marido que ignorou seus olhos totalmente negros. E quando aquela noite romântica passou e a mesma conversou com o marido o mesmo não lembrava-se do ato conjugal que tiveram.
Algo estava estranho, algo, um espectro ou um bruxo metamorfo assumiu o corpo do Sr. Gearailt e para quê? O tempo passou e Lilith estava novamente grávida, pelo visto o Ministério das Sombras abandonou as investigações sobre sua família. O único problema era... Asgar havia morrido, um urso enorme o deixou fora de combate, destruindo-o e desfigurando-o totalmente. Ela sabia que sua vida tinha tomado um rumo totalmente desequilibrado, sem seu primeiro filho, sem seu marido... e agora a vida selvagem era uma ameaça para sua nova filha. Teria que caçar somente a noite e ser discreta, correria um risco de algum animal invadir seu leito e matar seu bebê. A cidade grande era sua única escolha, lá poderia colher frutas ou pagar alguém para comprar carnes com boa quantidade de sangue, teria que fingir uma vida humana.
Sabia que a vida sozinha e com uma criança seria difícil, mas ela era tudo o que tinha a partir de agora. Ouviu os seus novos "vizinhos" falarem de um reino bom com um rei e uma rainha magníficos e bondosos. Seguiu para o reino de Arendell onde teria seu novo filho. O único problema que não havia calculado é que após o nascimento da sua criança eles descobririam que ela não era humana. Onde estava o Ministério das Sombras quando se mais precisava? Ela não sabia. Um dos humanos fanáticos por assuntos sobrenaturais a delatou.
Fora caçada como um animal naquela noite maldita, sua bebê, sua Elliot dormia tranquilamente, diferente do seu irmão que nunca conhecera, ela era serena, calma. O pequeno Elis chorava muito e a mãe notou logo a diferença dos dois filhos. Ela estava ferida, estava quase morrendo, mas uma força a fazia lutar, tinha que manter sua única filha a salva daqueles aldeões selvagens, sabia que ninguém encontraria seu pequeno tesouro. Deixou Elliot com o rei e a rainha de Arendell e explicou o máximo que pode numa curta carta ensanguentada.
"Espero que um dia ela me perdoe." pensou Lilith ao se jogar daquela alta torre de arquitetura gótica, os raios solares enegreciam sua pele e alguns pontos como brasa quente, ela estava queimando. Virou pó na frente do rei e da rainha que olhavam estupefatos com a nova criança em seus braços.
Notas finais
Mais adiante ocorrerá trechos de falas da série. Não quis alterar algumas coisas. Enfim, vocês entenderam.
Por hoje é tudo, espero que tenham gostado do primeiro capítulo e entendido como tudo começou com a vampirinha de Arendelle.
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