Once Upon a Time - Frozen -

2 Capítulo 2 - Rei e Rainha -


Notas iniciais
PILOT da série OUT, Quero lembrar que são vários e vários anos a frente. Para quem acompanhou minha outra fic "Let it Go" saberão que nessa época Elliot está refugiada em algum lugar nas montanhas. As jovens Anna e Elsa estavam no Castelo Real aguardando a volta de seus pais. Só para informar e relembrar. O naufrágio se passa em algum lugar no Oceano Atlântico

Aquele imenso mar estava inquieto naquela noite enevoada, dentre todas as noites o Rei Tritão tinha que comemorar o décimo sexto aniversário da sua filha com um vendaval? Era isso que os tripulantes pensavam ao içar velas e arremessarem água para fora do convés. Não era um navio pequeno, não senhor. Em outro momento — um mais apropriado — talvez pudessem admirar a beleza daquele formidável navio a velas. Cabine acoplada na popa com alguns vitrais coloridos projetavam um charme peculiar, uma escultura de mármore da deusa Afrodite para os marujos aquecerem seus corações partidos. Próximo ao beque canhões cujas bocas estavam escancaradas nas laterais de cada portinhola no caso de um ataque imprevisto. Os marujos gritavam sem parar, ao longe não se entenderia nada além de ruídos irritados.

– VAMOS HOMENS! Isso não é um treinamento, minha avó tiraria mais água do que você marujo! — reclamava o capitão do navio em situações alarmantes. — Organizem os botes! O Rei e a Rainha de Arendell precisão sair a salvos daqui!

– Sim senhor capitão! — um dos marujos fez continência para o capitão daquele suntuoso navio ao receber sua ordem.

O tempo estava um caos a chuva açoitava aqueles pobres homens, alguns casados e com filhos novos para criar, outros solteiros como um Don Juan entre as mulheres e outros, simplesmente eram amantes dos sete mares e acreditavam perdidamente no amor de uma bela sereia. Eles poderiam ter suas diferenças étnicas, religiosas ou civis, mas naquele momento, naquela tempestade excruciante, o coração de todos eram um só! pulsavam como um! Eles ansiavam pelo amanhã — que talvez nunca chegasse -, por um mar mais calmo e para que aquela jornada tivesse um final feliz.

O capitão gritava sob aquela forte tempestade para irem mais rápido e que rezassem para os deuses, porque talvez naquela noite, eles dormissem no fogo de Ades!

Dentro daquela cabine molhada, a água adentrava sem pedir permissão, qualquer brecha era uma passagem molhada. A Rainha de Arendell encontrava-se encharcada da cabeça aos pés, seu coque estava desgrenhado e úmido. Mas, ainda sim sua atmosfera nobre não fora deixada de lado. Escrevia uma carta com sua pena de pavão. As escadas de madeira que davam acesso até o centro da cabine escorria mais e mais água, o Rei descia os degraus as pressas a procura de sua esposa.

– O que está fazendo? — A inquiriu preocupado e agitado se postando rapidamente ao seu lado.

Seu estado estava assim como de sua mulher, encharcado.

– As meninas precisão saber. — Enrolava aquele papiro apressadamente, havia pouco tempo pensava. Não sabiam se seriam salvos ou não estavam a mercê do destino.

– Você tem certeza?

– Sim! Ana, Elsa e Elliot precisão saber. — Guardou aquele papel importante dentro de uma garrafa de vidro fechada

– Não sabemos se ela voltará para Arendelle.

– Eu tenho fé! E sei que Elliot voltará para o reino e para suas irmãs. Vamos! — Correram para o convés jogando naquele mar aberto a garrafa de vidro.

– Como sabe se a garrafa chegará até elas? — O Rei estava incrédulo com a atitude da esposa.

– O mar sempre revela alguns segredos, mas somente nas horas certas. Confie em mim, a garrafa irá chegar até elas.

– Majestade não é seguro ficar aqui. Estamos providenciando o seu bote com a Rainha. Um de meus rapazes de confiança irá acompanha-los. — Dissera o capitão que deveria caminhar alegremente para meia idade. As grisalhas irlandesas tornaram-se opacas com o tempo, a barba farta como de um viking cobria aquele anguloso rosto austero repleto de marcas. A vida para aquele velho capitão não fora nada fácil. Batalhou duro desde novo para sustentar a mãe e seus nove irmãos, ele era o mais velho e tinha suas responsabilidades. O Rei o recolheu da pirataria dando a ele uma vida honesta, mais ainda sim, repleta de aventuras aos sete mares. Capitão Jack Stevenson.

– Eu agradeço muito o que tenha feito meu amigo. Mas uma chuva enfrentamos, mas sairemos dessa. — Disse o Rei.

– Com toda certeza Majestade, Tritão deve está comemorando ou está brabo feito um touro para soltar ventos tão fortes assim. Agora vamos para o bote. — Antes mesmo do capitão terminar de falar uma onda com mais de dez metros engolia o navio como um Kraken faminto.

O barco redemoinhava naquelas ondas, tendo o mastro quebrado ao meio e as velas rasgadas, muitos homens saltavam do navio gritando coisas como: "Abandonar o navio", "Salvem-se quem puder" mais era tarde demais. O navio afundou e o mar tomou seus corpos para si. Distante daquele cenário caótico a garrafa jogada pela Rainha de Arendelle flutuava e flutuava seguindo o seu rumo desconhecido

Notas finais
Como estamos indo tripulantes? Querem deixar alguns comentários? Fiquem a vontade, a casa é de vocês.