Once Upon a Time - Frozen -

26 Capítulo 26 - O coração sombrio -


David e Margaret bradaram furiosos com o que aquela mulher estava dizendo. Anna entrou na frente do berço em que Neil dormia. Implorou para a "Majestade" para não fazer isso e que estava sob efeito da maldição da Rainha do gelo e não odiava os dois. Ela parece ter seus motivos disse Kristoff que foi logo repreendido por Anna.

– Não sei quem você é, mas deve voltar de onde veio! — disse Regina envolvendo Kristoff e Anna em uma escura nuvem de fumaça negra e roxa, fazendo com que desapareçam dali. — Onde eu estava? — fez um movimento de mão liberando Mary de sua cela.

– Vai usar magia Regina? — questionou Branca. — Tem medo de sujar as mãos?

– Não preciso de magia pra matar você! — a Rainha Má fez surgir uma espada nas mãos de Mary que olhou aquele metal.

"Ela está me desafiando, maravilha!" pensou Mary ao observar outra espada negra surgir nas mãos de sua adversária.

– Magia seria bom demais para você. Eu quero te ver sangrar. — Sorriu a Rainha maleficamente.

O castelo de Ingrid estava silencioso demais. "Espero que Elliot esteja bem" pensou Elsa ao caminhar com Emma sobre aquele lugar monocromático de gelo. A Rainha de Arendelle avistou o espelho que Bella havia falado tempo atrás. Tocou o braço de Emma para mostra-lo.

– Vocês não imaginam o quanto eu esperei por esse momento. — a voz de Ingrid entonou naquele lugar. Ela surgiu atrás das garotas com um sorriso enorme de satisfação. — Suas fitas! O que fizeram com elas? — franziu o cenho ao notar que elas estavam sem.

– Não curto acessórios. — replicou Emma. Ingrid contou que aquelas fitas as mantinham juntas. — Põe isso na sua cabeça, não somos irmãs, nunca vamos te amar!

– Ai Emma. Eu sei que acredita nisso e me deixa... Muito triste. Mas sei que a tristeza vai passar em breve. Você vai ver que está errada. — Ingrid se inclinou para pegar uma caixa de madeira quando fora ameaçada por Emma para não fazer nada. Retirou três pedras arroxeadas, mostrando para as duas. "O que é isso?" fora o que Emma disse ao ver os objetos. — São lembranças que eu retirei de vocês duas e de Elliot.

"Eu sabia!" pensou Elsa.

– Chegou a hora de devolver para as duas.

– Para lembrarmos do quanto nos tratou mau? — retrucou Emma.

– E quanto a Elliot? — indagou Elsa.

– As memórias dela... Seriam perigosas se libertarem agora. — prosseguiu Ingrid.- O interessante do tempo é que lembramos das coisas boas e esquecemos as ruins. E nesses dois cristais é exatamente isso o que há. Essas são as boas memórias e nada mais. Momentos encantadores que passamos juntas e que guardo sempre com carinho, e agora vocês lembrarão!

– Desculpe te desapontar, mas magia não vai fazer ninguém te amar! — disse Emma.

– Isso é verdade Emma. Magia não pode criar o amor, mas se alguém te amou no passado você pode fazer que ame novamente. Sei que você esqueceu Emma, mas você já me amou. As duas amaram. É por isso que agora vocês não vão fazer nada. Todas sabemos que o único jeito de me impedir é me matar e vocês duas hesitaram. Vocês não tem isso em vocês

Mary Margaret e Regina gladiavam, o tilintar das laminas ecoavam naquele cômodo, os olhos de David estavam fixos nas duas mulheres, acompanhando cada movimento. Atacar e defender, atacar e defender, era exatamente isso que ambas faziam. Estava tendo um empate enorme, mas David reclamava por elas estarem destruindo a delegacia e que elas deveriam ter cuidado no carrinho do bebê. Estava fora de garantia. Mary ficou furiosa, achava que o marido tinha comprado um novo. Regina desviava de cada ataque depositado por Mary, enquanto ela e o marido tinham um bate e boca sobre o carrinho do Neil.

– Me avise quando estiver cansada de errar Mary Margaret. — debochou Regina com um sorriso enorme estampado em seu belo rosto.

– Eu vou te acertar na primeira! — atacou Mary sendo empurrada para o chão pela Rainha Má.

Mais atacar e defender era feito, esquerda, direita, esquiva e ataque frontal. Mary pegara Regina por trás, enquanto a Rainha a empurrava para trás colidindo nas grades da cela de David que segurou a mão com a espada de Regina, fazendo que caísse. Regina se afastou indo em direção ao carrinho do bebê, onde Neil dormia calmamente perante aquela luta quase espartana.

– Ora, ora. — disse a Rainha. — Que dorminhoco.

– Achou que esse feitiço me deixou brava? NÃO ACORDE O MEU BEBÊ! — Mary correu com a espada para cima de Regina sendo ambas jogadas sobre as mesas de mogno da delegacia. Mary estava furiosa e jogava Regina por todos os cômodos da delegacia, quebrando mesas, computadores, vidraças. A ex-prefeita mandou Mary pelos ares com apenas um movimento de mão. Ela fora parar próxima a cela do marido.

– Você disse que não usaria magia! — Regina aproximava-se com o cabelo um pouco desgrenhado.

– E você disse que podia guardar um segredo! — bradou a Rainha.

Mary pegou a espada novamente e levantou correndo para Regina ao gritar: — EU TINHA DEZ ANOS! — e mais papeis, cômodos e objetos eram quebrados e arremessados deixando David com os olhos arregalados.

Na floresta, o rosto de Elliot se enrijeceu e rosnou entre os dentes para aquela fera enorme a sua frente. Os olhos dela se focaram nos negros do enorme lobo. Ele veio com esplendor, saltando com uma rígida formação em perfeita sincronia, uma escura e continua forma que parecia flutuar alguns centímetros acima do solo batido. Os saltos do grande lobo eram surpreendentes indo em direção a Elliot. Ele parou a menos de três metros de distância da vampira, o enorme cachorrão rosnava assim como a vampira, seu focinho estava tenso e seus dentes para fora, filetes viscosos de saliva escorriam de sua boca, presas enormes de um lobo selvagem. Os olhos perspicazes de Elliot se estreitaram com aquela parada súbita do animal de longas patas. A vampira permaneceu em sua posição de ataque observando o menor gesto dele. Quando Elliot sorriu maldosamente uma dúzia de ataques concentrados surgiram, mas suas evasivas eram deslumbrantes como se dançasse no ar uma valsa sem melodia. Elliot dera um tapa potente que fez a jovem Ruby (transformada em lobo) sair tombando para o lado. Elliot abriu guarda observando se a jovem transformada estava bem quando o lobo a agarrara empurrando contra uma árvore grossa que despencou. Ela abriu mais os lábios mostrando seus dentes pontiagudos e rosnou fortemente. Ambas deram um salto se contra atacando, rosnados, latidos, estrondos de madeiras caindo sobre aquele cenário caótico que as feras estavam fazendo. A vampira não poderia mata-lá, isso seria uma briga longa até Elsa e Emma acabarem com a maldição.

Próximo a ponte dos Trolls, na praia. Kristoff indagava a Anna para onde Regina havia os enviado. Ele parecia furioso, mais a frente estava o baú de onde ambos saíram. Ela explicou que Regina havia mandado para o lugar de onde vieram, o último lugar de onde saíram fora a praia. Aonde você vai disse Anna e seu noivo respondeu rispidamente que voltaria para Arendelle mesmo que tivesse que ir nadando. Disse para o noivo que não achava que portais funcionassem assim, apesar de só haver passado por um, cogitava o fato de serem somente de "mão única". Ela apressava o passo para acompanhar Kristoff quando o mesmo virou para fita-la.

– Eu estou cansado disso! — berrou. — Minha vida era simples. Só eu e o Sven. Sem cunhada que instaurava um inverno eterno, sem vampiras me ameaçando de morte a cada momento, sem tias loucas que querem matar todo mundo que eu conheço, sem noiva que atrasa meu casamento por trinta anos!

– Não foi minha culpa. Tudo bem as primeiras semanas sim, mas o resto do tempo estávamos congelados. — Kristoff estava retirando as botas, enquanto Anna falava e acabara escorregando em algo na areia.

– Quer saber? estou cansado de te ouvir! Estou cansado de ouvir a razão. — enquanto Kristoff reclamava Anna avistou no que havia escorregado era uma garrafa.

– Desculpe Kristoff, vai me agradecer depois. Vou te recompensar, agora feche os olhos. — ela a pegou e bateu na cabeça do homem que caíra inconsciente. Notou que ao quebrar a garrafa havia um pergaminho dentro. Ela começara a ler e um sorriso esperançoso brotou em seu rosto. — Kristoff, Kristoff. — chamou o noivo enquanto lia. — Tem ideia do que é isso? Ai, tudo bem eu te fiz desmaiar. Acorda! precisamos levar isso para as outras! — beijou a bochecha de seu amado que estava duro como uma pedra. — Eu te amo você é incrível! Ah está inconsciente. Eu volto logo fique aqui. Eu sei que ficara aqui, mas voltarei logo mesmo assim. — e saiu correndo pela praia. Anna corria o mais rápido que podia adentrando a floresta quando deparou com Elliot com vários ferimentos e um enorme lobo caído.

– Elliot! Você está bem? — correu até a irmã que possuía sangue em algumas partes do corpo. Foi uma verdadeira luta deixar aquele lobo enorme inconsciente, mas havia conseguido. Demoraria um pouco para seus ferimentos regenerarem devido a excessiva perda de sangue.

– Está tudo bem. — disse arfante a vampira.

– Eu estou indo encontrar Elsa e a Emma.

– Eu levo você até o castelo.

– Você está muito ferida não vai conseguir correr tão rápido. — Anna tentava limpar seus ferimentos.

– Precisamos impedir isso! Eu ainda tenho algumas forças. — Elliot abrira as asas com dificuldade, Anna não pode deixar de esconder a surpresa que tivera ao ver aquelas asas negras surgirem das costas da irmã. Ela pegou Anna com dificuldade e voo o mais rápido que pode. Sua força estava debilitada e precisava se alimentar, pousou a centímetros do castelo ficando de joelhos. Anna tentou ajuda-la, mas ela a impediu. — Não! me deixe aqui! vá! precisa ajuda-las, eu ficarei bem!

– Tem certeza? eu voltarei aqui. Eu prometo!

No castelo de gelo de Ingrid, ela encarava as duas loiras informando que estava tudo bem e que logo elas seriam irmãs. Elsa admitiu que não poderia machuca-la, Emma a olhou e disse firmemente que ela podia. Apontou suas mãos para jogar sua magia em Ingrid quando a voz de Anna pediu para esperarem.

– Anna pare! Ela é muito perigosa! — disse Elsa.

– Você deveria ouvir minha irmã e ir embora — informou Ingrid.

Anna franziu o rosto ao ser segurada por Emma e Elsa. — Sua irmã? Ela é minha irmã e da Elliot. E o que quer que vá fazer, bem... não faça! — Desembrulhou o pergaminho que Ingrid encarou bem. — Elsa eu encontrei isso na praia e é da nossa mãe. Ela deve ter jogado no mar antes do navio afundar, ele veio no portal conosco.

– Tenha cuidado. — disse Emma. Elliot entrou com dificuldade os ferimentos estavam menos visíveis, teve sorte de uma lebre selvagem passar por perto para sugar seu sangue, aquele pouco servira de grande ajuda. Ela se aproximou das três encarando Ingrid.

– Não eu não vou tomar cuidado ela precisa ouvir isso! vocês precisam.

– Escute o que ela tem a dizer tia Ingrid. — implorou a vampira com a voz um pouco embargada.

Prosseguiu Anna. -" Elliot, Elsa, Anna. Eu não sei se eu e o seu pai voltaremos para vocês, mas preciso que saibam que erramos ao dizer para Elsa esconder seus poderes..."

Como é apropriado para você que parece tanto com a sua mãe ler suas últimas palavras. — disse Ingrid.

– "Me sinto culpada, porque isso aconteceu uma vez e não posso deixar que isso se repita. Minha irmã Ingrid como você tinha poderes de gelo. Nunca contei a vocês sobre ela ou a minha irmã Relga. Mas deveria ter contado, ela eram lindas, gentis e maravilhosas e eu era medrosa. E deixei o medo me guiar, deixei que a Ingrid se escondesse como deveria tê-la celebrado pela pessoa que ela era, eu a amava muito. "

MENTIRA! — interrompeu Ingrid. — Minha irmã me odiava ela me chamou de monstro, ela me colocou naquela urna como você fez com a Elsa.

– "Nesse cristal estão as lembranças das minhas irmãs que eu roubei do povo de Arendelle. Por favor devolvam-nas minhas irmãs merecem ser conhecidas. Em uma caverna no vale do norte, encontraram uma urna que contém a Ingrid. Façam o que eu deveria ter feito e soltem-na, quando a virem, por favor, digam a ela que a amo e que sinto muito. Eu daria tudo para desfazer o que fiz para segurar as mãos dela mais uma vez. E quanto a você minha pequena Elliot, me partiu o coração a sua ida. Você se foi para nos proteger, mas eu e seu pai não deveríamos ter permitido, deveríamos ter buscado você como uma família faz quando um membro se separa. Eu gostaria de poder ver esses olhos rubis mais uma vez, nunca deixará de ser nossa filha! Amamos vocês."

Um silêncio pairou pelo castelo, Ingrid possuía seus olhos um pouco marejados, Elliot estava ao lado de Elsa e seu coração fora tocado por aquelas palavras de que parecia ser de sua mãe adotiva. Anna encarou Ingrid com um tênue sorriso e a Rainha do gelo fez um rápido movimento com a mão a enforcando.

– Solte-a Ingrid! — bradou a vampira e as outras quando foram lançadas aos ares por outro gesto de mão de Ingrid.

– Eu entendo tia Ingrid. — disse Anna com dificuldade. — Eu entendo agora porque lançou essa maldição, mas pode voltar atrás.

– Você entende? Como? Você não é como eu. — ela comprimia mais sua mão e Anna sentia sua laringe fechar, estava ficando difícil respirar. — Você não consegue entender NADA!

Anna estava ajoelhada lutando o máximo que podia para falar. — Tem razão, eu não sou como você, minha mãe não era como você. Mas se ela era capaz de amar você por quem é, eu também sou! Você é da nossa família não importa o que aconteça e a família nunca desiste de seus membros.

– SUA MENTIROSA! — bradou Ingrid ao esbofetear Anna que caíra no chão tossindo por voltar a respirar. Emma, Elsa e Elliot acordaram e correram até a caçula para ajudarem-na. Ingrid lia aquele manuscrito com seus próprios olhos e tocara naquele cristal. Imagens de sua vida com as irmãs surgiram em sua mente, risadas, brincadeiras, a fraternidade que tinham estava sendo mostrada. Ela ajoelhou-se no chão de gelo com algumas lágrimas escorrendo dos olhos. — Gerda... — disse ao abraçar a carta. — O que eu fiz? Preciso reverter essa situação. — Levantou rapidamente em direção ao espelho.

Elliot se postou de pé com dificuldade. — Isso significaria que teria que... morrer tia Ingrid! — as três garotas atrás ficaram do lado da vampira.

– Você não pode... — disse Anna.

– Eu sei tenho que destruir a mim mesma.

– Não Ingrid espera! — pediu Emma.

– Não a outro jeito eu sou um monstro! Não por causa dos meus poderes mais pelo que eu deixei eles me transformarem. — ela disse ao levantar uma das mãos e fragmentos de vidros redemoinhavam sobre ela.

– Você não é um monstro tia Ingrid! — Elliot fora para perto da tia depositando um abraço forte na mesma. — Eu sugo sangue dos outros esqueceu? — tentou consola-la.

– Minha querida Elliot, eu sinto muito. Me perdoe ter mentido para você no início.

– Está tudo bem, eu compreendo agora. — Ingrid teve que afasta-la a nuvem de vidro começava a se formar ao redor dela.

– Fique com as outras. Eu preciso desfazer isso!

– Não Ingrid você vai morrer. — disse Elsa.

– Eu sei, está tudo bem. Elsa, Anna, Elliot vocês encontraram e Emma você encontrou sua família, mesmo não estando junto comigo. Vocês merecem as suas memórias. — um brilho ametista surgiu dos cristais e como ondas seguiram em direção a Emma, Elsa e Elliot adentrando suas frontes. As três garotas fecharam os olhos ao receberem aquela enchente de lembranças. — Vocês quatro são tão especiais, nunca esqueçam disso. — Ela grunhiu de dor com aqueles espelhos a envolvendo.

– Tia Ingrid! — disse Elliot com o olhar preocupado abraçando fortemente Anna e Elsa. Conseguia se lembrar agora.

– Tem que haver outro jeito. Você merece um final feliz também Ingrid. — Disse Emma.

– A muito tempo uma profecia me disse que você me levaria a ele, Emma. E aqui está. Tudo o que eu queria era ter o amor de minhas irmãs e agora eu tenho. Agora eu me juntarei a elas. — Ingrid teve seu corpo cintilado, um brilho enorme inundou o castelo de gelo fazendo as quatro fecharem seus olhos e tudo havia sumido quando abriram. Uma chuva de flocos de neve caia sobre elas e se alastrava para fora, em direção a Storybrook, Elsa e Elliot possuíam suas memórias. Emma lembrava-se de como Ingrid a conhecia, havia sido adotada por ela e fora o lar que mais ficou tempo, seis meses elas passaram juntas como uma família.

– Ela se sacrificou por nós. Por todas nós. — Disse Emma.

– Elliot, Anna. — Disse Elsa ao abraçar as duas irmãs. Elliot abaixou e pegou o pergaminho.

– Temos que devolver as lembranças do povo de Arendelle e realizar o último desejo de nossa mãe. — disse Elliot.

– Faremos isso. — confirmou Anna e Elsa.

Todos em Storybrook que brigavam e discutiam receberam aquela brisa agradável pela manhã que trazia consigo inúmeros flocos de neve. Aqueles flocos de neve acalmaram seus corações, a maldição estava sendo quebrada. Ruby havia acordado e voltado a sua forma humana, caminhava de volta ao centro da cidade. Todos se abraçavam e sorriam. Na delegacia Mary Margaret tentava esganar Regina quando aquela brisa adentrou pela janela, ambas se afastaram. Ela rodou os calcanhares e olhou em volta e depois para Mary e para si mesma.

– Que roupa é essa? — inquiriu sobre o que vestia. Mary começou a rir que logo foi seguido por Regina e David em sua cela. Eles estavam de volta! A maldição fora quebrada.

Emma, Elsa, Elliot e Anna caminhavam pela rua principal de Storybrook e todos estavam se desculpando pelos seus atentados de mortes. As ruas começavam a formar um tapete de neve felpudo, a salvadora escutou seu nome ser chamado e correu em direção a seus pais, Neil, Ruby e Regina vestida com seu costumeiro terninho de executiva. Elliot observou de imediato aquelas pessoas, Henry chegou correndo para abraçar Regina.

– Oi David! Gostei do seu corte de cabelo. — Disse a vampira para o antigo pastoreiro.

– Também gostei do seu! — brincou com a vampira que depois sorriu ao abraçar o velho amigo. — É bom ter você de volta com suas lembranças. — Henry abraçou depois Emma bem apertado.

Elliot encarou Mary e Ruby com um enorme sorriso, afirmando como era bom rever e conhecer as amigas. Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho afirmaram o mesmo. A vampira se desculpou com Ruby pelo momento na floresta, a lobinha disse que não deveria se preocupar. Quando terminaram de conversar mais uma pessoa despertou a atenção da vampira.

Regina estava um pouco afastada, mas aquele cheiro adocicado demais era quase impossível de não ser notado. Elliot se despediu das duas amigas de anos atrás e caminhou até a Rainha Má. A ex-prefeita notou a aproximação da vampira e não abriu mão de um comentário abusivo.

– Vejo que recuperou suas memórias e já não sofre de crise de identidade.

– Não, para sua felicidade ou infelicidade me recordo muito bem da pessoa que me deu um belo trabalho por dois dias seguidos. — Sorriu a vampira. — É bom vê-la novamente. Eu realmente sinto muito pelos incidentes que te causei. — fez gestos como se explicasse o ferimento do lábio superior da Rainha e por tê-la enforcado duas vezes.

– Eu já disse. Está tudo bem.

– Eu estava certa — disse a vampira causando uma confusão na mente da ex-prefeita.

– Sobre o que?

– Você não era má.

– Não sabe da metade da história, usei seu sangue para soltar uma maldição por todo o reino — explicou — e condenei essas pessoas ao esquecimento de suas verdadeiras identidades, como a Rainha da Neve fez com você. Não acho que isso seja bondade.

– E agora você está aqui do lado deles ajudando, o que é isso então? Acredito em você. — a vampira ficou em silêncio quando Regina retomou a fala.

– Você também parece muito bem, conseguiu controlar seus poderes e agora não parece sofrer como antigamente.

– Acho que ambas conseguimos nossa parcela de bondade. E devo agradecer a seu filho é ótimo com pistas. — e um choro soo do berço, Neil finalmente havia acordado, todos sorriram para o pequeno.

– E ele finalmente acordou. — disse David ao ajeitar o filho.

– Olha eu sei que estávamos amaldiçoados. — Mary começou a falar quando David a cortou.

– Estávamos Mary Margaret. Já passou. — Mary o puxou para um beijo e David logo retribuiu. Elliot voltou para perto da esposa e logo seus olhares se cruzaram.

– Eu sei que fui difícil em aceitar o que você dizia quando estava sem as minhas lembranças... Eu.. — Elsa colocou os dedos em seus lábios, calando-a.

– Shh. Isso já passou.

– Só queria agradecer por não desistir de mim.

– Eu nunca desistirei! — Elsa depositou um tênue beijo discreto nos lábios da vampira que retribuiu e logo a abraçou, as três irmãs ficaram abraçadas sorrindo e logo Emma se juntou para abraça-las.

Na loja do senhor Gold, Bella estava dormindo calmamente sendo vigiada por Rumple, quando Killian adentrou na loja informou que o garoto havia fugido. Rumple retrucou que ele havia falhado em sequestrar uma criança. Gancho rebateu a ofensa ao dizer que seu coração não estava nisso. Gold dera alguns passos ao redor do rapaz, contando que o plano da Rainha da Neve havia falhado, mas o dele não.

– Aproveite a neve caindo meu caro. Será sua última vez.

– Então me conceda um último desejo.

– Eu não vou fazer mais nenhum acordo com você.

– Deixe Emma! — suplicou Gancho. — E Storybrook existir. Não há pra que prejudica-los.

– Quando eu sair da cidade com a minha magia intacta. Emma e Storybrook não terão o que temer de mim, — prosseguiu Gold.- contando que não me atrapalhem. Mas não posso prometer o mesmo para o resto do mundo. — disse Gold ao sair de seu antiquário.