Once Upon a Time - Frozen -

27 Capítulo 27 - Final Feliz -


Notas iniciais
Olá galerinha, essa história chegou ao fim. Muitos preferem comentar quando o capítulo final já está postado, espero que tenham gostado e gostaria de ver seus comentários. Enfim, boa leitura.

Diante daquela muralha de gelo estavam: Elsa, Elliot, Anna, Emma, Mary Margaret, Gancho, David, Henry e Kristoff; Anna estava surpresa pela quantidade de gelo pela qual estava diante. A Rainha de Arendelle fez um gesto de mão e todo aquele gelo começara a se dissipar. Elliot e Anna sorriram com o total controle que a irmã desenvolveu longe delas.

– Ótimo! Podemos voltar para casa agora? — Anna deu alguns passos a frente sendo surpreendida por Emma que pediu para ela não dar mais nenhum passo. É a fronteira da cidade disse Emma. — Tudo bem. Mas eu quero sair da cidade. Eu não tinha dito.

– Pode não ter uma muralha, mas eu sinto que restou uma parede da magia da Ingrid. — Emma tocou nos limites de Storybrook e um campo invisível ondulou ao redor de seus dedos provando que realmente existia algo lá. — É deixar a cidade nunca foi simples e a Ingrid não mudou nada. Ela queria estar aqui com a gente e transformar Storybrook em seu castelo de gelo. E obviamente queria protege-lo.

– Então como vamos voltar para casa? — Anna inquiriu.

– Andar não nos levaria lá mesmo. Estamos em um reino diferente. — explicou Elsa.

– O que você sugere então Emma? — inquiriu a vampira.

– Precisamos achar um portal, feijões mágicos ou algo assim. — explicava Emma quando Kristoff informou que não estava entendendo nada.

– Vamos achar uma dessas coisas, precisamos correr. — disse Anna.

– Não, não precisamos de pressa. Precisamos ser cuidadosos. — Disse Elsa. — Arendelle não vai fugir enquanto achamos uma saída.

– Talvez vá. — Anna olhou para Kristoff. — Esquecemos de contar para elas.

– O que esqueceram? — inquiriu Elliot curiosa.

– Haviam muita coisa acontecendo. — Começou Kristoff.

Anna se virou para as duas irmãs. — Arendelle foi conquistada por Hans e seus doze irmãos.

– O QUÊ?! — exclamou Elliot. — Precisamos voltar.

– Emma precisamos achar uma maneira para voltar agora. — disse Elsa ao encarar a xerife.

– Faremos o possível.

Na loja do Gold, Killian tinha seu coração pressionado pelo senhor das trevas para contar o que sabia sobre os novos forasteiros. Gancho contou que eles não haviam ido embora e que a Rainha do gelo havia bloqueado a fronteira e uma vez cruzada não há como voltar. O senhor das trevas reclamou ao dizer que se a Rainha da neve tivesse conseguido tudo, seria bem mais simples. Killian retrucou ao dizer que seria fácil encobrir a saída dele, sorriu de lado ao dizer que lamentava pelo inconveniente. Gold questionou sobre os "amigos de Arendelle". Ainda estão procurando um portal para voltar disse Killian. Gold franziu o cenho ao dizer que nem Anna e muito menos Elliot não poderiam ficar zanzando pela cidade.

– Então elas sabem, não sabem? — questionou Killian com um sorriso no rosto. — Elas sabem o que está fazendo se livrando da adaga para ir embora com o seu poder. Emma me contou que Bella confessou conhecer Anna e que ela e a irmã haviam roubado algo de um mago poderoso.

– Ainda sim é uma suposição.

– Por quê mais se importaria? Anna e Elliot são um perigo para você. Você não pode deixar a sua esposa alegremente ignorante.

– Fique de olho em Anna e Elliot. Não deixe elas se aproximarem da loja.

– Mas se eu tivesse escolha. — Gold o cortou logo ao dizer que ele não tinha.

– Sua utilidade fora inevitavelmente estendida. Mas hoje a noite quando as estrelas se alinharem com as do chapéu do feiticeiro. Eu vou finalmente ter feito, o que deveria a muitos anos atrás. Vou esmagar seu coração.

– E enquanto eu estou fazendo seu trabalho sujo, o que você vai fazer?

Gold sorriu cruelmente. — Eu vou apenas acordar minha esposa e preparar para o meu melhor presente. Ela vai ter a vida que sempre quis.

Quando Killian havia finalmente ido embora, Gold despertou sua esposa que ficou surpresa com o café da manhã na cama. Ele contara que havia uma surpresa bem maior para a jovem Bella. Ele propôs que achava que era a hora de terem uma lua de mel em uma cidade chamada, Nova Iorque. "Depois do café da manhã arrume as malas, está na hora de você conhecer o mundo" disse ele. Bella sorriu alegremente.

Regina estava tomando um café na lanchonete da vovó após alguns minutos atrás ter devolvido o coração de Marian em sua cripta com Robin Hood. A esposa de Robin aproximou da ex-prefeita querendo conversar. Agradeceu a senhorita Mills por salvar a sua vida duas vezes o que deixou Regina estupefata, respirou fundo e com um sorriso não muito simpático pediu para a jovem esquecer. Marian olhou para frente e com o olhar distante disse que não conseguia, porque Robin não conseguia esquecer. Virou sua cabeça para encarar Regina e contou que via como eles se olhavam e para ela, estivera fora por pouco tempo, mas para ele os anos se passaram e o coração dele havia seguido em frente. Ele está apaixonado por você Regina e eu acho que você está apaixonada por ele disse Marian de uma vez. Os ombros de Regina se encolheram e ela depois suspirou. Informou que aquilo não tinha importância e que Robin era um homem de honra e fez um juramento para ela e iria mantê-lo.

– Não quero que ele fique comigo só por obrigação. Eu quero ser escolhida. Se o coração dele o levar a mim, tudo bem. Mas se como eu suspeito leva a você. Eu não tenho o direito de atrapalhar. — Marian saiu da lanchonete e um sorriso meigo estava brotando nos lábios de Regina.

Na mansão abandonada próxima ao litoral de Storybrook onde Gold pedira para Emma se encontrar com ele dias atrás. A vassoura guiara Gold e Gancho pelos degraus de pedra. Killian subia dialogando com Gold que em uma próxima vida não seria tão agradável com ele. O senhor das trevas o retrucou ao dizer que dado a imortalidade, Gancho deveria esperar entre o fogo e o enxofre. Eles entraram na mansão ainda seguindo a vassoura andante que mostrava o caminho para um portal escondido. Killian questionou de quem era aquela casa e o senhor das trevas respondeu que era de um feiticeiro muito poderoso e que trouxera a Rainha de Arendelle para este mundo e que a magia dele era forte o bastante para desloca-los daquele mundo para o mundo deles e ali naquela casa havia um portal em algum lugar, ele só precisava encontrar. Em um passe de mágicas a vassoura conseguir fazer surgir o portal.

Gold caminhou até as portas que surgiram a sua frente. — É ele.

Emma, Kristoff, Elsa, Anna e Elliot estavam na lanchonete da vovó. Gancho chegou chamando Emma para comemorar. A xerife pediu para eles esperarem, enquanto falava com Killian. Elliot tomava um cálice de sangue que havia conseguido. Gancho contou que havia encontrado o portal para Arendelle. Você achou um portal indagou Emma.

– Encontrei o Gold e ele me disse como achar uma porta no salão daquela mansão no lago. É me parece que Rumplestiltskin virou uma nova página. — Emma ainda estava estupefata.

– Parece que várias páginas. — disse ela. — Podemos confiar nele?

Gold estava falando através de Killian que disse para Emma "Com certeza, o crocodilo mudou de verdade. Ele me deu uma longa explicação sobre o portal, sobre como ele trouxe a Rainha da Neve para este mundo que eu não me lembro. Mas o que importa é que funciona. Eles só precisam passar por ele."

– Então vamos!

– Ótimo, você faz isso. Eu infelizmente me machuquei durante a maldição. Eu preciso ver isso. — Emma barrou Killian antes de sair perguntando para ele o que foi e contou que ele estava estranho. — Não é nada, estou bem. — disse ao depositar um beijo nos lábios da xerife. — Até logo amor. — e saiu da lanchonete.

Regina estava em seu Mercedes após presenciar o desmaio de Marian no lago com Holand e Robin. Parecia que a maldição do coração congelado não havia curado e a única maneira de salvar a esposa do Rei dos ladrões seria que ela saísse de Storybrook, porém... Ela não poderia voltar. Marian e Holand não poderia ficar em um reino sem magia que mal conheciam e iriam precisar de alguém com eles, Robrin deveria ir. Ela informou para o Rei dos ladrões que ficou triste com o que Regina dissera, deveria haver outra solução, mas parecia que só essa era a forma. Enquanto ela divagava sobre esse último episódio Gold surgiu magicamente ao lado do banco passageiro em seu carro, enquanto ela encarava Marian, Robin, Holand e outros conversando na fronteira da cidade.

– Odeio despedidas, você não? — inquiriu para Regina.

– Se veio aqui se gabar, saiba que hoje eu não estou no clima. — retrucou a ex-prefeita. — O que você quer?

– Bella e eu vamos viajar. Vim me despedir.

– Esteve de baixo de uma rocha o dia todo? Há uma maldição no limite da cidade. Se sair nunca poderá voltar.

– Por isso a despedida. — disse ele. — Mas antes que eu vá, pode dar um recado pro meu neto. Diga que sentirei falta dele e de suas tentativas encantadoras de bisbilhotar à loja.

– Você sabia?

– Sabia sim. Talvez você me diga o motivo.

– Sabe, ele estava procurando o impossível. O meu final feliz. Em Storybrook sou uma vilã e os vilões sempre perdem, então ele pensou que você pudesse ter uma pista do autor e fazer ele mudar isso. — revelou Regina.

– Ideia intrigante. No entanto eu não tenho nenhuma pista sobre sua identidade.

– Eu sei. Vilões não podem ter finais felizes.

– Parece que no seu caso é verdade.

Regina o encarou e disse: — Você e a Bella parecem... Satisfeitos. Como você conseguiu um final feliz?

– Porque eu agarrei. E francamente você deveria parar de se lastimar e fazer a mesma coisa. Se essa... Marian morresse tudo ficaria bem, não?

– Eu não sou mais isso. — disse ela com os olhos marejados.

– Ser bom não significa que coisas boas acontecerão.

– Esse parece o velho Rumplestilstskin falando. Pensei que tivesse mudado.

– Digamos que eu evoluí. Voltar dos mortos e ser escravo da Bruxa Má do Oeste tende a fazer isso com você. Mas se acha que vilões não tem finais felizes, me veja tendo um. Não há autor no meu destino, nenhum livro com o meu destino. Fui vilão milhares de vezes e ainda sim, estou prestes a conseguir tudo que desejo. — ele segurou a mão de Regina e prosseguiu. — E por mais inacreditável que pareça, desejo o mesmo para você. — ele disse ao sair do carro e voltando de onde viera.

Ela saiu do carro e caminhou até Robin informando que a lanchonete que havia falado ficara a poucos quilômetros dali, questionou se estava com o mapa e dinheiro que ela havia dado. Robin desejava falar algo com ela e ela disse que eles precisavam ir. Ele agradeceu por tudo que ela estava fazendo. Marian começava a congelar novamente.

– Ela precisa cruzar a fronteira agora! — disse Regina e ele concordou. Marian agradeceu a Regina e ultrapassou a fronteira com Holand. Rapidamente a mecha branca em seu cabelo desaparecera e sua pele não mais estava congelando. Ela esperava Robin do outro lado, porém, era impossível ver os habitantes que ainda estavam em Storybrook. Robin os olhou e depois virou para Regina. — Sua família está esperando.

Robin depositou um último e intenso beijo em Regina que retribuiu amavelmente. Ele precisava ir, suas mãos ficaram dadas até o momento em que ele ultrapassara a fronteira. Estando do outro lado com Marian e Holand. Ele olhou mais uma vez para trás sem poder ver os olhos negros de Regina. A prefeita retirou de seus bolsos a pagina encontrada por Will e Robin e a rasgou em pedacinhos. Seus olhos estavam marejados quando retornou para o carro.

Henry, Mary Margaret, David, Emma, Elliot, Elsa, Anna e Kristoff estavam na mansão do lago. Henry estava encantando com a suntuosidade do local, ele fora o primeiro a avistar o portal e correu até lá. Sendo repreendido por Emma para esperar. Todos entraram no salão e Anna ficou animada ao ver aquele portal.

– Açafrões de Arendelle. Estamos quase em casa. — disse a jovem quase abrindo a porta quando Emma pediu para esperar que ela abriria, porque magia poderia ser imprevisível.

– Então é isso. — disse Elsa ao pegar na mão de Emma.

– Obrigado por cuidar tão bem da minha irmã. — disse Anna.

– Eu agradeço também Emma. Principalmente por tê-la protegido de mim naquele momento que estava sem memórias. — a vampira falou ao encarar a loira.

– É isso o que fazemos. — disse Emma e Mary Margaret também agradeceu.

– Agora vocês não tem um reino para salvar? — Disse Mary.

– Com certeza temos. Espero que o Hans não esteja acomodado no trono, porque vou chutar ele de lá assim que chegarmos.

Elliot sorriu — Essa é minha maninha!

– E depois disso Anna quem sabe nós podemos nos casar. É só uma ideia. — sugeriu Kristoff um pouco acanhado.

– Emma obrigado por tudo, você me fez tanta coisa. Eu nunca vou poder retribuir. — Emma e Elsa se abraçaram, enquanto os outros se despediam. — Está na hora, por favor, agradeçam ao Gancho e ao senhor Gold por nós.

– Adeus Emma. — Elliot abraçou a xerife. — Obrigado por tudo mesmo. — Ela se dirigiu a Henry — E obrigado Henry sem suas pesquisas eu teria demorado a acreditar naquelas histórias. Dê um adeus a sua mãe por mim e diga a ela que tudo sempre há uma solução. Uma resposta, basta não desistir e procurar nos lugares inimagináveis. — Comentou a respeito da procura da Rainha Má pelo autor. Numa noite anterior Elliot havia visitado a cripta da morena para conversarem e lá a ex-prefeita se abriu contando sobre suas buscas.

– Não precisa agradecer Elliot. Eu darei seu recado — disse o garoto.

Emma fora até o portal e abriu a enorme porta. Elsa fora a primeira a atravessar seguida por Kristoff e Anna que parou na porta próxima de Elliot.

– Eu gostaria de ter conhecido esse senhor Gold, ele parece tão prestativo. — disse Anna

– É verdade, eu iria dizer a mesma coisa. — Comentou Elliot e logo Anna inquiriu Emma:

– Quem ele era no outro mundo? Espera ele era um padrinho mágico, não era?

– Não exatamente. — disse David. — Ele era um feiticeiro malvado que vocês não tiveram a sorte de conhecer. Rumplestiltskin.

– O que? Está falando do senhor das trevas? — questionou Elliot ao olhar para Anna alarmada.

– Vocês conhecem ele? Ele disse nunca ter conhecido vocês. — disse Emma.

– Olha isso é mentira. — disse Anna. — Não que estejamos surpresas, tudo o que ele faz é mentir.

– Então Gold nos manipulou o tempo todo. — Emma franziu o cenho. — Mas por quê?

Na torre do relógio Gold estava com Killian abrindo a cúpula da torre para o alinhamento das estrelas do chapéu com as do céu. Diante de seus olhos o chapéu do feiticeiro começara a flutuar, os dois homens levantaram suas cabeças para observar o brilho do chapéu que se dissipou e uma fumaça surgiu lembrando o espaço. Emma e Mary Margaret surgiram na torre do relógio ordenando que Rumple parasse. Ele sorriu largamente lembrando que eles haviam chegado tarde demais e com um movimento de mão ele paralisou as duas damas. Gold apertou o coração do pirata que agonizou de dor, mas não morreu fazendo o senhor das trevas contorcer seu rosto em confusão.

– Por quê eu não consigo matar você? — questionou Gold apertando e apertando o coração de Gancho sem mata-lo.

– Porque eu ordenei que não fizesse. — a voz de Bella surgiu atrás de Gold segurando a adaga. — Largue o coração. — Gold assim fez e Killian segurou o seu coração pulsante vermelho escarlate. — Solte todo mundo. — e mais uma vez obedeceu a ordem de Bella e magicamente o chapéu se fechou guardando-se na caixa. — Agora nos leve a fronteira da cidade, porque devemos estar sozinhos para o que virá a seguir.

Uma nuvem de fumaça escura vermelha envolveu os corpos de Bella e do Senhor Gold desaparecendo dali e surgindo na fronteira de Storybrook. O senhor das trevas perguntou o que ela estava fazendo.

Ainda com a adaga erguida para frente, Bella disse: Finalmente encarando a verdade.

– Não, por favor, abaixe a adaga e me deixe explicar. — implorou Gold.

– NÃO! — exclamou ao prosseguir. — Agora é a minha vez de falar. Você se lembra da primeira vez que salvou minha vida? Você trocou aquela manopla por mim. Eu pensei ter visto algo em você, algo de bom. E bom, encontrei aquela manopla hoje, foi quando eu entendi que todos os sinais que eu tenho visto... — pausou ao falar. — Estão corretos. Você nunca desistiu do poder por mim, nunca desistiu e nunca vai desistir.

– Você não entende.

– Não. Você me disse que aquela manopla pode guiar a fraqueza de alguém pra aquilo que mais se ama. Sabe para onde ela me guiou Rumple? — Ele balançou a cabeça. — Pra adaga verdadeira. Seu verdadeiro amor é o seu poder.

– Eu gosto do poder, mas não há nada de errado com o poder. Não quando significa que eu. — pausou. — Que nós podemos ter tudo.

Bella chorou ao dizer que só queria ele. — Eu queria ser escolhida. Eu tentei ser tudo para você Rumple, mas eu não era. E eu perdi o meu caminho tentando te ajudar a se encontrar. Mas não mais.

– Eu mudei, posso mudar de novo.

– Você nunca mudou. — ele implorou e Bella negou. — É tarde demais. Uma vez eu vi o homem por trás da fera. Agora só existe a fera. Rumplestiltskin eu lhe ordeno a sair de Storybrook.

– Bella por favor! Eu não vou poder voltar.

– Eu sei.

– Eu não quero te perder.

– Você já me perdeu. — Rumple deu vários passos para trás e saiu da fronteira. Bella fechou seus olhos para não vê-lo se afastar. Ele a chamou do outro lado da fronteira, mas Bella nada respondeu. Ainda na torre do relógio Emma devolveu o coração de Killian para o seu peito e o pirata sorriu, Emma se desculpou se caso tivesse colocado forte demais. Mas Gancho a pegou nos braços depositando um intenso beijo na xerife. Ele falou para ela que era um verdadeiro sobrevivente.

Regina estava na lanchonete da vovó quando depois chegou Emma sentando ao seu lado. A Prefeita não estava muito animada e informou para Emma que não estava com humor para discurso motivacional.

– Ta me confundido com a minha mãe. — sugeriu Emma. — Não precisa de discurso e sim uma amiga para beber, topa?

Regina se surpreendeu e concordou, por quê não? afinal. Emma pediu duas doses.

– Você fez a coisa certa hoje. — disse Emma.

– Ah! Ai está o discurso "motivacional" pensei que fossemos beber. — retrucou Regina.

– Não é um discurso. — explicou Emma. — É um elogio.

– Não preciso da sua aprovação sei que fiz a coisa certa. — pausou. — Eu sei, porque estou infeliz de novo. — As duas doses chegaram e Emma agradeceu.

– Se te faz sentir melhor, o Gold também. — as duas estavam com as doses nas mãos.

– É faz sim! — Regina e Emma brindaram a isso.

Em Arendelle Elliot e Elsa encaravam um lindo quadro das suas duas tias e de sua mãe. Elsa estava vestida como o dia de sua coração e Elliot com seu uniforme negro. Anna chegou por trás das duas questionando como era lindo, a caçula havia encontrado na ala leste. Anna estava segurando as luvas para o noivado. Estava vestida para o casamento.

Elliot e Elsa viraram para fitar a irmã.

– O que foi? — questionou Anna. — É o meu cabelo? Eu devia ter feito tranças?

– Não! — disse Elsa e Elliot em coro.

– Você está deslumbrante. — disse a vampira ao se aproximar com a esposa que concordou.

– Absolutamente perfeita. — completou Elsa. Anna sorriu sem jeito para as duas irmãs.

– Eu não diria perfeita. — Anna se aproximou ao colocar uma das luvas na mão esquerda. — Viu esses hematomas? — mostrou a mão direita para as irmãs.

– Viu os olhos do Hans? — indagou Elsa.

– Ele mereceu todos aqueles socos. — a vampira sorriu ao lembrar da cena da irmã socando o príncipe, enquanto Elliot o segurava. — Ele vai pensar mil vezes antes de dar as caras em Arendelle novamente.

– Sim, Sim. Valeu a pena. — disse Anna rindo. — Muito bem! Vamos colocar esse casamento na estrada. Quer dizer no altar.

– Anna... Por quê adiou o casamento? Só para descobrir a verdade? Eu entendo que a Elliot tem os motivos de querer saber, mas você adiou tudo.

– Elsa, Elliot. Vocês são minhas irmãs. Eu não poderia subir ao altar se eu não soubesse que vocês estão tão felizes quanto eu.

– Anna... Estamos muito felizes, muito orgulhosas de você. — disse a vampira ao abraçar com cuidado a irmã para não amassar o vestido de casamento, as três logos se abraçaram.

– Que cheiro incrível é esse? — as duas inspiraram fundo, enquanto Elliot sorria. — Chocolate. — disse Anna e Elsa.

– Chamei Jean-Pierre para ficar responsável pelos chocolates. Há duas cascatas de puro chocolate esperando as duas. — sugeriu a vampira. — Está pronta para o casamento?

– Estou. — disse Anna estando entre Elsa e Elliot de mãos dadas seguindo para a recepção do casamento

Anna estava no altar de mãos dadas com Kristoff no Castelo Real. Todos os súditos do reino cercavam o casal. Elliot estava do lado de Kris junto de Sven totalmente alinhado, enquanto Elsa estava ao lado de Anna. Os noivos olhavam para o bispo que perguntava a Anna se ela queria ficar com Kristoff para sempre. Não houve hesitação. Ela disse nervosa e amorosamente que sim, e os dois sorriram um para o outro, enquanto o bispo os declarava marido e mulher. Elliot sorriu para sua esposa do outra lado que estava com os olhos marejados e abriu o sorriso preferido da vampira. Os músicos da corte começaram a tocar, e a princesa e Kristoff se inclinaram para se beijar uma vez mais. Quando aquele amoroso beijo fora dado a sinfonia de palmas ecoava pelo salão, os convidados estavam todos de pé felicitando a jovem princesa e seu novo marido.

Mais uma festa estava sendo presenciada por Arendelle, os noivos estavam dançando alegremente junto com os convidados. Anna esboçava o sorriso mais iluminado que as duas irmãs já vira.

Elsa e Elliot observavam a dança do casal apaixonado um súdito veio a presença de Elliot notificando-a de algo que a fez franzir o cenho e contrair o maxilar, gesto que fora percebido automaticamente pela Rainha que a questionou o que estava acontecendo. Elliot afagou o rosto da loira consolando-a de que estava tudo bem era só negócios para serem resolvidos. A vampira caminhou duro como um mármore para a sala de reuniões.

Ao abrir as portas deu de cara com duas pessoas inesperadas, sua tia Kirya e seu irmão Michaelis. Suas feições logo se contrariam severamente.

– O que vocês querem? — disse a vampira sentando-se atrás da mesa de mogno.

– Sabe porque viemos. O Ministério das Sombras. Elliot você é o sangue-raro que minha irmã teve, é herdeira e a próxima da linhagem para ser presidente do Ministério.

– Não pedi por isso. — ela disse seria. — Se não percebeu já possuo responsabilidades em Arendelle.

– Eu avisei que ela não nos ajudaria. — sussurrou o rapaz para a tia que fora ouvido por Elliot.

Elliot suspirou, mas seus músculos não relaxaram nenhuma vez. A porta se abriu novamente e Elsa surgiu indagando o que acontecia ali.

Kirya e Michaelis se curvaram falando sarcasticamente "Majestade, é uma honra conhecer a esposa da minha sobrinha." Elsa não entendeu e se dirigiu para o lado de Elliot.

– Lembra quando estávamos em Storybrook e eu contei que uma mulher alegara ser minha tia? — Elsa confirmou com a cabeça. — São essas pessoas. Kirya é irmã gêmea de minha mãe biológica, Lilith. E Michaelis foi seu primeiro filho, meu irmão.

– É um prazer conhece-los. Eu sou Elsa, Rainha de Arendelle esposa de Elliot. A que devo a honra dessa visita inesperada?

– Queira me desculpar Majestade mais... É um assunto de família. — disse Kirya.

– Somos a família dela.

Kirya sorriu de lado mostrando um pouco suas presas pontiagudas. — Eu me referia a família vampira dela.

– Elsa irá ficar e irá saber de todos os assuntos que desejarem tratar comigo.

– Está bem. — Michaelis tentou intervir. — Está tudo bem Elis. Deixaremos a primitiva saber. — disse Kirya. — Mas não saíra dessa sala.

"Primitiva? Do que essa mulher está falando?" pensou Elsa.

– Elliot você ficou anos no Ministério e sabe que precisamos de todas as forças necessárias contra os Lycans.

– Lycans? — inquiriu Elsa.

– Lobisomens, como vimos em Storybrook. São os inimigos dos vampiros. E o Ministério das Sombras guarda os segredos de nossa existência dos humanos como se defendem dos ataques dos lobisomens. — explicou Elliot para a sua esposa. — Eu não posso aceitar o cargo de presidente. Eu não possuo a experiência necessária que seria requerido. Meu coração e minhas responsabilidades são em Arendelle. Há alguém mais qualificado do que eu e que sempre protegeu o Ministério com garras e dentes e esse alguém é o Michaelis, deveria reconsidera-lo.

– Mas ele não é um sangue-raro.

– Sangue-raro, puro ou não faz parte da família. E a família não desiste de seus membros. Eu nunca abandonaria Arendelle, aqui é minha família, meu lar. Sugiro que... Tentemos resolver com diplomacia nossas diferenças com os lobisomens. — prosseguiu — Em um reino distante eu tive que lutar com uma lycan. Mas estava sobre a influencia de uma maldição. Quando a maldição foi quebrada reatamos nosso laço de amizade.

– Onde quer chegar Elliot? — inquiriu Kirya.

– Quero dizer que se eu e Ruby fizemos às pazes, os vampiros e lycans podem ter uma chance de se juntarem.

– Eu concordo. Não acho que lutar seja à resposta. — disse Elsa. — Às vezes podemos partir para um dialogo.

Conversaram até chegarem um acordo, Elliot não precisaria viver no Ministério das Sombras, Kirya pensaria sobre o sobrinho assumir a presidência. Porque como tradição o trono sempre era passado para o novo herdeiro se assim possuísse, um herdeiro de sangue-raro. Talvez as regras fosses quebradas. Naquela noite no castelo com todos em seus aposentos Elliot fitava o grande luar a sua frente, a brisa passava por seu cabelo movimentando-o. Estava tão perdida em suas divagações que não moveu um músculo quando Elsa se aproximou. A Rainha estava no saguão do castelo ao lado de sua irmã.

– Está tão pensativa.

– Eu queria pedir perdão pelas idiotices que eu disse quando estava sobre o feitiço da visão quebrada. — Elsa sorriu ao ouvir mais desculpas da irmã/esposa.

– Isso ainda lhe incomoda? Já passou, são apenas lembranças.

Elliot estava com os olhos fixados no rosto de Elsa, aquele olhar penetrante causava um ardor nas bochechas da Rainha. Seus olhos vermelhos estavam tão profundos como se fosse possível ver sua alma, pensou a Rainha. Talvez fosse um mistério a existência de sua alma, muitas coisas ela não sabia sobre vampiros e lobisomens, porém, sabia que amava perdidamente aquela vampira com aquele glorioso corpo e um rosto incrivelmente perfeito e não só por isso, amava-a porque ela completava o seu eu. Elsa puxou o rosto da vampira para perto do seu, aquele aroma inebriante, aquele hálito gelado da vampira. Seus dedos se enroscaram nos cabelos cor de neve, enquanto sua mão esquerda apertava suas costas. Elsa sentiu os dedos frios da irmã tocarem em seu rosto, acariciando-o.

– Eu nunca mais vou me afastar de você, te perder seria como enfiar uma estaca no meu coração.

– Definitivamente não deixarei você se afastar de mim. — Elsa murmurou.

Lentamente os lábios das duas se encaixavam como peças de quebra cabeça e aquela dança de lábios estava sincronizada. O tempo parecia parar quando a Rainha beijava a sua amada vampira. Ela sentia que não poderia existir nada igual a sensação de ter os lábios macios de Elliot nos seus. Aos poucos aquele tênue beijo tornava-se fogoso, Elliot continuava a beijar sua Rainha conduzindo-a em direção a cama real. Elas sentaram na beirada da cama e a loira abriu os olhos encontrando os olhos abertos de Elliot, fixos nos dela. A vampira retirou o seu uniforme deixando cair a parte de cima no chão, sua pele tão alva, pálida, enevoada, muitos adjetivos caracterizavam-a. Elsa vasculhou o corpo perfeito da vampira com seus olhos, ela nunca esquecera a primeira vez que viu aquela perfeição, seus lábios encontraram novamente os da vampira passando cuidadosamente a língua e traçando os lábios da outra. Elsa passou sua mão pelos seios nus da vampira e descendo por sua barriga perfeitamente dura, a outra sorriu entre o beijo com o movimento da loira. O hálito frio e delicioso invadia o seu rosto e uma nova onda de calor irrompeu no íntimo da Rainha.

– Eu te amo. — sussurrou Elliot.

– Eu também te amo. — suas mãos contornavam para cima e para baixo nas costas da loira que se ouriçava com seu toque. Peças de roupas eram sendo tiradas e depositadas em qualquer parte do quarto. Os braços dela cercaram a loira segurando-a contra ela e se deitaram na cama consumando aquele delicioso ato. A luz brilhante da lua ovalada irrompia pela penumbra do quarto, as nuvens suavizavam o brilho de vez em quando. Elsa estava tão feliz, tão confortável deitada sobre o peito gelado de Elliot e com os braços da vampira ao seu redor. Os dedos da Rainha percorriam pelos lábios da vampira como se desenhando-os, os contornos perfeitos de cada traço e angulo do seu rosto, parecia uma figura angelical. Quando Elsa sentiu os dedos da vampira percorrerem o contorno de sua coluna ela sabia que ela havia acordado.

– Pensei que estivesse dormindo. — as duas estavam deitadas, nuas e enroladas naquele fofo cobertor de seda pura. — O que faz acordada agora? — indagou Elliot.

– Estava admirando você dormir. — disse a Rainha.

– Eu estive pensando... Mary Margaret, David, Regina e Emma... Todos eles possuem um lindo filho, o Neil e o Henry, não é?

– Sim. O irmão caçula da Emma. Ele é uma doçura mesmo e o Henry muito esperto. Mas no que andou pensando?

– Andei pensando sobre termos... — pausou a vampira ao encarar os olhos topázios de Elsa. — Os nossos próprios filhos, o que acha?

Elsa aproximou o rosto do da vampira e a beijou, fazendo um aceno positivo com a cabeça.

– Eu adoraria. — disse por fim.

Fim

Notas finais
Acabou. Não sei se posto um "especial" revelando a amargura da Valquíria. Bom isso é algo a ser pensado e vocês é que podem decidir. Vejo vocês depois. Obrigado por quem acompanhou até agora, por terem favoritado e comentado. Merci, merci.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!