Once Upon a Time - Frozen -
22 Capítulo 22 - Os poderes de Emma -
Emma acordou após a batida que havia levado, seu carro estava fora da estrada, havia entrado no gramado. Resolveu sair do automóvel, tinha certeza que havia visto a Rainha da Neve na estrada. Fora esse o motivo que a fez derrapar na estrada. Olhou ao redor atônita, não parecia ter vestígio de ninguém. Escutou seu nome ser chamado, lá estava ela, Ingrid. A Rainha da Neve informou que para onde ela estava indo deveria voltar para casa e que ela corria perigo. Emma estranhou, a Rainha da Neve estava lhe dando conselhos? Isso era novo para ela. Ingrid informou que ela deveria temer a Rumplestiltskin, o que ele havia prometido era mentira, ela não deveria confiar nele, tudo o que ele faz era para beneficio próprio. Emma não queria dar ouvidos aquela mulher, se ela estava a impedindo, quer dizer que havia algo lá e ela iria descobrir. Emma percebeu que Ingrid não estava lá, aquilo era só um reflexo, projeção da Rainha, logo ela não poderia impedi-la. Emma seguiu para seu carro e resolveu seguir viagem.
Na casa de Mary Margaret, Regina conversava com seu filho Henry, tentou saber como estava o ferimento e ele alegou que estava tudo bem. Ela fez uma magia e fez o ferimento desaparecer. Regina tentou consolar o filho sobre Emma. Mas o garoto estava preocupado com sua outra mãe. Mary fazia o jantar para todos e a ex-prefeita descia as escadas, a avó questionava como o garoto estava, a morena apenas disse que ele estava se recusando a dormir e lendo quadrinhos, estava bem melhor ou a versão dele de corajoso. Regina agradeceu por ela ter alertado sobre a blusa, Henry já tinha problemas demais e não era necessário uma dose turbulenta dos problemas de Regina. Mary questionou se essa dose turbulenta de problemas tinha o nome de Robin Hood, ela questionou se haviam dormido juntos. Regina teve as maçãs do rosto enrubescidas ficara sem jeito com tais assuntos, não sabia porque, afinal eram duas adultas conversando, mas... ficava tímida. David apareceu questionando se estava tudo bem. Regina o questionou o que ele fazia ali, ela achava que deveria ter alguém procurando a Emma. Ele franziu o cenho achando que Regina já sabia que a xerife havia ligado e havia encontrado uma formula de se livrar da magia dela. A prefeita estava incrédula, e eles aceitaram aquela resposta facilmente? David e Mary falaram que apoiavam a filha dele.
– Não estamos falando de um par de sapatos Jimmy Choo, estão brincando não é? — questionou a Rainha Má.
– Pode parecer drástico, mas é a única forma da Emma ter certeza que não vai machucar ninguém.
– Essa foi a pior ideia que vocês já tiveram. — Regina não estava convencida, como eles poderiam aceitar que Emma se livrasse da magia? — E você contratou a bruxa má como babá.
– Achamos que será bom para ela, ela pode ser normal. — David falou ao olhar para Regina.
Regina explicou que se arrependia de algo, ela resolvera se abrir que se arrependia de não ter apoiado o Henry quando ele achava que era especial. Ela olhou para Mary e disse que ela deveria se lembrar, porque fora Mary que deu o livro "Once Upon a Time" para o filho. Porém, ela tinha tanto medo de perde-lo que tentou convence-lo de que ele estava louco e que ser normal, melhoria as coisas e ainda bem que o filho não a ouviu.
– Regina tem razão, David nós racionalizamos isso. — disse Mary ao encarar o marido. — Ela não pode tirar o que tem de especial.
– Eu sei.
– Então, vamos busca-la.
Mas ao repararem, a poção localizadora de Regina havia sumido e com ela uma loira de vestido azul e olhos topázios.
Emma havia chegado na mansão que Gold havia ensinado, as luzes estavam acessas e um grande portão de ferro sustentado por muros estavam antes do hall da casa. A loira saiu do carro e passou pelo portão seguindo aquele caminho de pedras sinuosas, subiu as escadas antes do vestíbulo e um brilho intenso vindo do interior da casa chamou-lhe atenção. Decidiu entrar.
David, Mary, Regina e Henry estavam na estrada onde o carro de Emma havia derrapado, estavam seguindo as pistas da garota. Branca de Neve tinha certeza que a filha havia derrapado e depois seguiu o caminho, mas tudo aparentava que ela estava sozinha. Elas resolveram seguir a pé.
– Bom antes de sermos interrompidas estávamos falando do Robin. — disse Mary ao caminhar na frente com Regina, deixando David com Henry logo atrás.
– Não há o que dizer, só que não dará certo. O que quer que esteja agindo contra a minha felicidade é mais poderoso do que eu.
– Por quê tem que agir contra você? Olha para mim e o David enfrentamos obstáculos em toda nossa vida, muitos causados por você, mas sempre demos um jeito. Mas sabe por que? Porque temos esperança.
Regina sorriu ao ouvir aquilo. — Ganha vinte e cinco centavos a comissão da esperança toda vez que diz isso.
– Eu estou falando sério.
– É fácil para você falar, é uma heroína. Se precisar de ajuda magicamente ela aparece como no livro do Henry.
– Acho que não é bem assim. Quando se faz o bem o universo cuida de você por isso ela aparece.
– Não importa o porque, seus desejos são atendidos e os meus são esmagados.
– Eu me recuso acreditar que a felicidade seja impossível para você alcançar. Você chegou até aqui e sim pode ter dormido com um homem casado, mas adivinha só? Eu também dormi. — Regina retrucou que fez bem pior do que isso. — Não quer dizer que você é culpada. Tem uma chance para se redimir. — Disse Mary.
– Fazer a coisa certa para se redimir é realmente bom? Talvez o mau seja de nascença e isso é o que eu sou.
– Regina, você me viu crescer. Sabe o quanto eu fui egoísta na infância. Sabe o que eu fiz, você literalmente viu o meu coração e sabe que não é maculado. Você não é toda má e nem eu sou toda boa. Não é tão simples assim.
– Mas a força que comanda isso acha que é. Você é a heroína e eu sou a vilã. Livre arbítrio uma ova, está tudo no livro. E nós sabemos como isso funciona.
– Mas talvez não, suas histórias foram tristes, porque fez más escolhas. Mas agora está fazendo boas. Pode não acontecer tão rápido como você quer, porém, se continuar nesse caminho sua felicidade virá.
– Acredita mesmo nisso?
– Não importa no que eu acredito. Importa que você acredite. — Mary retomou a caminhada.
Elliot tinha aberto suas asas e Elsa ficara admirada, a esposa não possuía aquelas asas naquele tempo. A vampira a colocou nos braços com toda a sutileza, sentia suas bochechas queimarem. Elsa envolveu os braços sobre o pescoço de vampira e acrescentou que fazia tempo que ela não a levava para voar assim.
– Desculpe, você não se lembra, não sei se devo falar.
– Não se preocupe. É bom saber um pouco da minha outra vida, vamos chamar assim. — Voavam calmamente com a brisa tocando suavemente o rosto da Rainha.
– Como conseguiu essas asas? — Elsa estava curiosa.
– É uma longa história. — Elsa sentiu um pouco de rigidez em Elliot, a esposa sempre contara tudo para ela e agora parecia se esquivar, tinha medo de perde-la para sempre.
– Você disse que eu demoraria a chegar a casa, temos tempo. — Elsa tentou arrancar o passado da esposa.
Elliot suspirou e resolveu falar — Antes de vim para esse reino estranho atrás da minha tia, eu fiquei em um lugar chamado Ministério das Sombras, onde haviam outros da minha espécie. A presidente daquele castelo diz ser a minha tia por parte da minha mãe biológica. Ela me ensinou a aprimorar minhas habilidades vampíricas. Foi assim que consegui as asas.
– Você parece ter mudado pelo tempo que ficou nesse local, o Ministério das Sombras.
– Não era o melhor lugar para se estar.
– Conte-me o que aconteceu lá.
– Não há necessidade. Só é bom saber que você é real.
– Por quê você diz isso?
– Pode parecer um pouco sem lógica, mas você aparecia sempre em meus sonhos. Você foi uma das causas de eu ter suportado muitas coisas.. — Elliot pausou ao lembrar de todas as torturas que sua tia havia feito.
– Como o que Elliot?
– O cheiro de sua amiga está se intensificando, a partir daqui devemos caminhar. — Elsa notou a atitude evasiva da esposa. Elas voltaram a caminhar.
Distante dali Robin havia roubado o livro de Regina e estava na biblioteca com Will, eles queriam encontrar o tal autor que Regina havia falado. Queria ter uma pista do que a morena falava. Will observava todas as prateleiras de livros, ele achava que o amigo tinha uma forte queda por Rainhas Más. Will disse que eles iriam terminar juntos então, Robin agradeceu a opinião do amigo e ele se explicou melhor, ele pediu na época para Robin seguir seu coração e fora o que o amigo fez, o coração o levou até Regina. Will retirou um livro e ficou surpreso com as gravuras em alto relevo, sorriu como uma criança ao ver um doce gostoso. Eles estavam procurando qualquer pista que os ajudassem quando Robin olhou novamente sua bolsa e encontrou um pedaço de papel, aquele pedaço de papel continha uma foto dele e de Regina, ambos estavam desenhados e se assemelhava com uma página de um livro. Aquele papel não estava ali antes disse o Rei dos ladrões, Will perguntou o que não estava antes ali. Robin rapidamente ligou para Regina, precisava falar com ela agora. Regina atendeu mais estava em uma missão para salvar Emma, Mary notou que era Robin e disse para Regina ir. A morena explicou para Branca de Neve que Robin havia encontrado algo, Mary disse que a esperança havia funcionado, a Rainha Má sorriu com o comentário da outra e estava a caminho da biblioteca.
Gold havia separado o chapéu em uma sala vazia e fechou a porta. Os poderes de Emma ainda estavam descontrolados, ela fazia as luzes piscarem, causando um cenário psicodélico na casa. Emma estava no interior daquela mansão chamando pelo senhor das trevas que colocou o chapéu no chão. Aquele chapéu emanava uma luz forte pelas frechas das portas. Emma fitava uma porta que brilhava profundamente. Gold surgiu a alguns metros atrás da loira em um passe de mágica. Disse que ele estava ali e não precisava gritar, pediu desculpas pelo distanciamento alegando que os poderes da loira estavam cada vez mais fora de controle. Ela entendeu e resolveu ficar naquela distancia dele. O senhor das trevas contou que já havia lançado o feitiço atrás daquela porta e ela só precisava atravessa-la. Emma contou que havia encontrado a Rainha da Neve e que ela disse que não deveria fazer isso e o senhor das trevas a estava tentando fazer mau. Rumple tentou contornar a história ao dizer que agora ela sabia quem não queria que ela tomasse essa iniciativa, a vilã. Emma o indagou se era seguro e se ela iria ficar bem, ele contou que toda a magia tinha seus riscos, até magia usada para tirar magia. Ele informou que a escolha e a ideia haviam sido ambas partidas dela. Emma queria saber se aquilo iria a impedir de fazer mau as pessoas e ele disse que isso ele garantia. A xerife suspirou fundo e o questionou o que ele faria. Gold olhou em seus olhos e disse que não passaria por aquela porta, porque ele não era como ela, ele era um homem que tomava decisões erradas, decisões egoístas. Ela o lembrou dos grandes feitos do senhor das trevas, de como ele foi atrás do Neil e ele havia se casado com a Bella. Ele disse que conseguia esconder os bons feitos, mas a cidade ainda estava sob perigo com a Rainha da Neve e Bella a conhecia o bem e o mau nele. Ele falou que era aquele que sempre escolhia o poder. Emma o retrucou dizendo que Bella acreditava que ele podia mudar. Rumple a amava por isso, mas temia que ela estivesse errada. Ele contou para ela que ela não precisava mudar, fazia o que era certo e iria fazer o certo agora. Ela o agradeceu e ele sorriu saindo da mansão, a loira encarava aquela porta brilhante.
Killian estava ofegante chamando por Emma no portão de entrada onde Gold estava barrando a entrada. Gancho falou que não iria embora sem lutar e que não iria deixar ele usar o chapéu em Emma. O senhor das trevas fez um gesto de mão jogando o garoto contra o portão de ferro. Uma mangueira de jardim prendeu as mãos de Gancho nas barras de ferro. Gold sorriu se aproximando do rapaz, ele estava preso. Ele estava com o celular de Emma e ela não iria receber a mensagem de Gancho, ele não deixava nada mau feito. Killian partiu para o sentimentalismo, falou para ele que a loira era a mãe do neto dele. O senhor das trevas disse que não queria fazer isso, mas ele precisava da senhorita Swan.
Na parte dos fundos da mansão, vários feches de luz brilhavam como globos de luzes. Elliot tentava proteger Elsa. A loira congelou a fechadura e a vampira abriu a porta, havia grande quantidade de poder naquela casa. Era ali que a amiga da Rainha de Arendelle estava alertou a vampira. Emma caminhava lentamente até aquela porta, estava ansiosa, com medo, mas precisava fazer o que era o certo. Ao menos ela achava que era o certo. Elliot e Elsa entraram naquele cômodo e a Rainha pediu para a xerife parar. Emma estranhou a loira está do lado vampira, afinal a vampira quase a matou em uma daquelas noites.
– Elsa? O que vocês fazem aqui? É perigoso estarem perto de mim agora — as luzes piscavam demais.
– Não se preocupe, você não me matará tão fácil. — Disse Elliot tentando consolar a loira.
– Me desculpe, mas não vou deixar você fazer isso. — Disse Elsa encarando Emma. Elliot olhou para a loira ao seu lado.
– Meus poderes estão fora de controle, por favor saiam daqui agora!
– Não! Você não desistiu de mim, mesmo quando quase morreu congelada naquela caverna. Então eu não vou desistir de você agora. Eu sei como é assustador machucar alguém que você ama. — As palavras de Elsa entravam na mente de Elliot, era exatamente assim como a vampira se sentia às vezes do lado da Rainha de Arendelle. Tinha medo de sugar seu sangue, de não ter controle sobre a maldita sede que parecia se intensificar com a loira. — Eu vivi esse medo a minha vida inteira, mas desistir da sua magia não é a solução. Existe outra maneira.
– Você já contou que o amor das suas irmãs salvou você e isso é ótimo, mas olha só, minha versão com o Henry não funcionou. Isso é tudo que me restou. — Emma virou para a porta quando outra voz cortou a sala, era Elliot pedindo para ela esperar.
– Eu entendo o que está passando. Está do lado de alguém com medo de que ela se machuque por sua causa, ainda mais quando essa pessoa significa para você. Eu não conheço vocês, eu não lembro da minha antiga vida com a Elsa. — a vampira fez uma suave pausa ao encarar a irmã. — Mas eu entendo sua luta para controlar seus poderes. Deve ter ideia de como é difícil controlar, principalmente para uma vampira controlar a sua sede. Mas eu faço isso por ela e por mim. Emma, se me permite chama-la pelo primeiro nome. Você deve aceitar o que você é, só assim terá pleno controle de seus poderes.
– Ela está certa, quando eu cheguei nessa cidade estranha, eu achei que estaria perdida sem as minhas irmãs. Mas eu consegui controlar os meus poderes sem elas. E eu me dei conta que não é só o amor da Elliot, da Anna ou do Henry que pode nos salvar. — Elsa caminhou até Emma. — Eles nos aceitam como somos e isso é importante, mas isso não basta, nós também temos que nos aceitar. Você precisa se amar Emma. O lado bom e o ruim, o único jeito de controlar os seus poderes é aceitando eles. Porque isso é quem você é. — As luzes continuavam a piscar. Elsa esticou a mão para Emma e a mesma olhava.
– O que está fazendo? — questionou a xerife.
– Está na hora de parar de temer.
– Mas isso pode te matar.
– Vou arriscar junto com você — Elliot aproximou das loiras e estendeu a mão para Emma.
– Posso participar? — Sorriu de lado, aquele sorriso esperançoso que Elsa tanto gostava. Emma sorriu ao ver as duas garotas estavam arriscando as suas vidas por ela. Suas mãos foram em direção as de Elliot e Elsa, elas brilhavam e um poder enorme se dissipou quando tocou as mãos das duas garotas. — Parece que deu tudo certo. — Sorriu a vampira junto com as outras.
Do lado de fora Killian e Gold observavam aquela luz se dissipar, o senhor das trevas estava furioso, deu tudo errado. Killian sorriu com a derrota do crocodilo. Porém, Gold alertou que aquela noite não seria uma total perda, ele precisava preencher o chapéu com poder, sim ele precisava, mas aquilo era apenas uma parte da equação. Ele precisava de um ingrediente secreto que desconhecia até que um sócio — Ingrid — havia o informado. Ele precisava de um coração e com aquele feitiço finalmente ele se separaria da adaga. Killian disse que nunca iria ajuda-lo, só o ajudaria a morrer e nada além disso. Gold sorriu, continuou a explicar que ele precisava de um coração especial, de alguém que o conhecia antes da adaga, antes dele ser o senhor das trevas. Só assim poderia lançar aquele feitiço e infelizmente todos que ele conhecia estavam mortos, mas para a felicidade do pirata, ou azar, ele cabia perfeitamente nesse papel, ele era o amigo mais antigo do Gold. Rumple arrancou o coração de Killian, lançando o feitiço que poderia controla-lo por aquele órgão. Gold alertou que ele faria tudo o que ele dissesse e iria encontrar uma maneira para ele preencher o chapéu com o poder que ele precisava e então, Gold o mataria.
Killian entrou na mansão vendo Emma e rapidamente Elliot e Elsa naquele lugar. Correu imediatamente para os braços da xerife, abraçando-a. Killian alertou que achariam outro jeito de derrotar a Rainha do gelo juntos. Quando notou percebeu que realmente Elliot estava ali, ela havia tentado matar Emma a um dias atrás. Apontou seu gancho para a vampira que aderiu uma postura superior perto do pirata.
– O que ela faz aqui? — questionou o pirata.
– Não se preocupe, ela também me ajudou a não fazer isso. Elsa e Elliot me ajudaram tudo bem?
Gancho fez um aceno de cabeça como agradecimento e Elliot retribuiu da mesma forma. Ele voltou a olhar a amada e deu um intenso beijo nos lábios da mesma. Elsa fitou Elliot que sorriu de lado segurando sua mão e a guiando para fora da mansão. Emma pediu para ele ter calma já que não estavam sozinhos e percebeu que as duas garotas estavam saindo. Killian disse que ela deveria ir lá fora haviam muitas pessoas que ficariam felizes em vê-la. Emma seguiu Elliot e Elsa para fora, enquanto Killian seguiu até a porta pegando a pequena caixa no chão. Ele a guardou em sua jaqueta e caminhou para fora.
Regina chegou a biblioteca e encontrou Robin lendo um livro, o livro que era de Henry. Ele confessou que pegou emprestado, na verdade havia roubado, mas que iria devolver. Ele confessou que havia vindo até ali para procurar uma pista do autor ou algo que se relacionasse ao final feliz da amada e encontrou magicamente um pedaço de papel sem sua bolsa. Ela pegou aquela página e havia a foto dos dois se beijando, o que era ainda mais surpreso. Ela o questionou se aquilo era do livro, a tal página era número 23, questionou se estava faltando no livro, ele contou que não, que estava tudo no livro, mas que essa página se encaixava no mesmo lugar que a da página 23 que se encontrava no livro e aquele era o encontro que nunca tiveram. Regina queria saber o que significava aquilo. Robin explicou que aquilo mostrava que o destino dela poderia ter seguido vários caminhos e que ela não estava fadada a sofrer. Ele falou que ela poderia interpretar como quisesse, mas para ele era um sinal de possibilidade, de esperança. Os olhos da morena se encheram de lágrimas e o Rei dos ladrões a questionou o que fora, e ela simplificou que deveria vinte e cinco centavos, ele não entendeu, mas recebeu um beijo intenso logo em seguida.
O círculo mágico que prendia Ingrid temporariamente havia acabado, ela estava livre. Caminhou até a sua caixinha com as três fitinhas amarelas e fez um gesto de mão, fazendo todas sumirem, mas uma havia surgido em sua mão esquerda.
Elliot, Emma e Elsa saíram da mansão e a jovem xerife fora abraçada por seus pais e filho. A vampira apenas fitou aquela cena. Mary questionava se Emma havia feito e ela negou, graças as duas moças ali atrás não havia feito aquilo. David quando terminou de abraçar a filha observou a vampira e a chamou pelo nome. Logo Mary virou para a pessoa que David estava falando.
"Não pode ser" Pensou Branca de Neve. " Então Elli é Elliot."
Sua velha amiga estava ali a sua frente. Deu um sorriso um pouco triste por ela não ter suas lembranças. Senhorita Blanchard achou melhor não pressionar a vampira com lembranças antigas, já possuía muitos problemas.
– Elsa me contou que não possuía as memórias de antes. Mas queria dizer que é bom ter você de volta.
Elliot consentiu com um meio sorriso. Ele apertou a mão da vampira que retribuiu com um aperto firme. Henry estava feliz por a mãe está bem e todos disseram que a amavam daquele jeito. Mary perguntou se ela podia controlar a magia novamente, Emma sorriu e afirmou que sim. Com um gesto de mão o céu negro se encheu de luzes que estouravam como fogos de artificio. Todos olharam deslumbrados, Elliot segurou a mão de Elsa entrelaçando seus dedos nos dela, a loira sorriu. Estava reunida com uma de suas irmãs agora. Henry percebeu que a sua mãe possuía uma fita amarela no pulso, o que fora estranhado por Emma, não estava ali antes. Elsa alertou que também havia uma e que não saia. Elliot olhou mais uma vez para aquelas fitas e reconhecia muito bem de quem eram. Emma sentiu algo incomodando o seu interior, a Rainha de Arendelle informou que também estava sentindo aquele incomodo, era como se alguém canalizasse toda a sua magia, como se tivessem se aproveitando dela. Elliot disse que viu a tia com uma caixa com aquelas três fitinhas, a tia não havia contado para que seria, era mais um de seus planos misteriosos, Emma e Elsa ficaram um pouco apreensivas.
Gold fora visitar a Rainha da Neve, o seu semblante não era o dos melhores, questionou o velho que parecia decepcionado. Ele contou que Swan não havia agido como o esperado e se ela tinha alguma coisa haver com isso. Ela sorriu dizendo que não, ela estava presa ali, contudo o efeito do pó da urna não havia durado muito. Ingrid se aproximava quando o velho Gold a pediu para ficar longe. Ela alertou que ele não entendia, não fora ela que salvou a Emma, fora as suas duas sobrinhas, Elsa e Elliot. Ela contou que aquelas fitas poderiam unir três irmãs mágicas, mas só se todas elas tiverem uma união perfeita. Gold indagou o que tornava aquela união perfeita. Ela contou que as três deveriam aceitar os seus poderes, o que já aconteceu, graças a ele. A fita no braço de Ingrid brilhou intensamente e ela contou que agora possuía a magia das três irmãs e o espelho está completo e com aquele poder poderia enfim lançar o feitiço por Storybrook e que poderia supostamente derrotar o senhor das trevas e enfeitar a cidade com os ossos dele. Gold a ameaçou, pediu para não subestimar o poder dela e se retirou de lá. Ingrid apontou sua mão para seu espelho e conseguiu racha-lo com um só gesto. Iniciando assim o feitiço da visão quebrada sobre Storybrrok.
Longe dali, na casa de Mary Margaret. Elsa estava sentada com Elliot e Henry mostrando o misterioso livro que haviam encontrado. Elliot estava surpresa, aquele livro confirmava toda a história da loira. Elas eram casadas, tiveram uma vida e possuíam uma outra irmã. Mas algumas folhas faltavam ali. A vampira questionou porque o livro estava incompleto.
– Acreditamos que a Rainha da Neve retirou as outras folhas para que não soubéssemos o que realmente aconteceu depois — disse Henry.
– Entendo.
Emma, David e Mary estavam na cozinha tomando um delicioso chocolate quente com canela. Mary contou para os dois que também havia conhecido Elliot. Mas que não sabia que Elli e Elliot eram as mesmas pessoas. Os dois estavam surpresos, Branca de Neve havia encontrado uma vampira?
– Ficamos amigas na época. Ela e Ruby me resgataram quando fui raptada pelos soldados de Regina — contou Branca.
– Deveria falar com ela. Ela iria gostar de saber que vocês são amigas — sugeriu Emma e David.
– Ela já tem problemas demais sem saber do seu passado — Branca encarava Elliot que folheava o livro com Elsa e seu neto. — Eu vou ajuda-la a recuperar suas memórias.
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