Once Upon a Time - Frozen -

23 Capítulo 23 - A maldição da visão quebrada -


Naquela manhã, o feitiço da visão quebrada fora lançada por Ingrid. Uma bolsa de nuvem negra se avolumava cada vez mais para Storybrook. Gold aparecera ao lado da tia Ingrid parabenizando-a pelo feitiço. Ela encarava aquela nuvem como se fosse a sua obra-prima, como Da Vinci encarou Monalisa ao termina-la, ou, Mozart quando fez sua primeira sonata. Ingrid estava encantada com seu trabalho de tantos anos, finalmente concretizado. O velho senhor das trevas juntou as mãos na frente do corpo e informou que desejava um acordo com a Rainha da Neve. Porém, aquele homem ao seu lado de terno negro e cabelo grisalho não possuía nada do interesse dela. O que ele poderia oferecer? Gold a questionou em quantas horas aquele feitiço faria efeito, Ingrid o informou que seria ao pôr-do-sol e explicou que ali, todos iriam se destruir até sucumbirem a morte. Gold sorriu, mas explicou que nem todos iriam morrer, ela teria o que queria, sim teria, as irmãs que tanto desejava mais o bônus da Elliot, quem sabe. Porém, enquanto restassem só elas quatro fazendo sabe-se lá o que, como ousou dizer, ele estaria ali, dedicando sua vida imortal em arrancar o coração da Rainha da Neve. Após sua explicação, Ingrid viu-se convencida pelo velho Rumple e indagou o que ele queria. Ele queria sair de Storybrook, mas... com Henry e Bella. A Rainha aceitara o seu acordo desejando-lhe boa viagem.

No alto da torre do relógio de Storybrook, Elsa observava atrás de um binoculo a imensa nuvem negra que se aproximara cada vez mais, acompanhada de raios e trovões. Junto com ela estavam Emma, Regina, David, Mary, Henry, Leroy, Gancho e Elliot. Elsa confirmou que Elliot estava certa, era obra da sua tia. Mary observou e relatou que era o feitiço da visão partida. A jovem vampira anuncio que pelo caminhar da nuvem atingiria Storybrook ao pôr-do-sol, Regina olhou para sua antiga salvadora e concordou com o anuncio da vampira, acrescentando que nesse momento todos da cidade iriam se destruir. Emma sugeriu para saírem da cidade. Foram até o muro de gelo observando aquela imensa parede. Debatiam entre si como iriam quebrar aquela muralha, David iria escala-la primeiro e ver se encontrava alguma passagem segura para seus familiares e amigos. Elliot se ofereceu para ajuda-lo, afinal poderia tentar usar sua força bruta para derrubar a muralha. Elsa e Mary pediam para seus parceiros tomarem cuidado. Os dois caminharam até a muralha. David olhou para Elliot que se aproximou do bloco para enfiar suas garras e fazer um caminho para o xerife, porém após encravar as suas cinco garras um novo bloco de gelo surgiu, ela se afastou saindo de perto com David.

– Maldição! Tia Ingrid está impedindo de sairmos. — Bradou a vampira. Com o surgir de mais alguns blocos uma parte do chão do gelo rachou aparecendo o colar de Anna que Elsa apanhou rapidamente. Explicou que era o colar da outra irmã, achava que havia perdido. Elliot aproximou dela, Emma começou a explicar que todos deveriam se separar se não ninguém mais estaria seguro perto um do outro depois do pôr-do-sol. Emma sugeriu para que ela e Elsa que fossem atrás do Gold, talvez ele soubesse o que fazer. A xerife queria que seu filho fosse com elas, já que elas não iriam atacar uma a outra e Regina estava propensa a ser enfeitiçada e talvez atacasse o filho. A ex-prefeita negou, Henry ficaria com ela.

– Henry ficará seguro conosco. — disse Emma.

– Não, sou a melhor chance dele.

– Não. — disse Elsa. — Talvez não seja, acho que a melhor chance somos eu e a Emma, por sermos imunes.

– O quê?! — Elsa explicou tudo para Regina que talvez aquelas pulseiras impediriam a maldição, já que a Rainha da Neve gostaria que elas fossem irmãs e a maldição não iria afeta-las. Emma informou mais uma vez que era melhor ficar com o Henry.

– Não você faz parte desse plano maluco. — Disse Regina. — Eu quero que ele fique perto de mim, enquanto for seguro para ele.

– Eu também sou imune. — Elliot falou espantando Emma e Elsa. — Tia Ingrid não me explicou os detalhes, mas contou que o que ela pretendia fazer no futuro não iria me afetar. Se for melhor para você eu fico próxima da Regina e quando o garoto estiver seguro encontro vocês.

– Tem certeza que vai ficar bem? — indagou Elsa.

– Claro. Vai com a Emma. Eu encontrarei você depois.

– Então você vai vim comigo? E eu posso confiar por acaso em você?

– Bom, você respondeu que me conhecia naquela noite. Então arriscaria que você confia em mim.

– Não seja tão convencida! — Exclamou a ex-prefeita com seu mau humor. Mas sorriu por dentro por notar que a vampira continuava a mesma de anos e anos atrás.

A vampira sorriu de lado e logo Elsa a abraçou. Seguiram por caminho distintos após a despedida.

– Desculpe por aquela outra noite. Se eu te machuquei. — disse Elliot caminhando com Regina e Henry para o acampamento de Robin.

– Não foi a primeira vez que fez isso — revelou Regina sobre o passado de ambas.

A vampira a olhou de repente. — Nós realmente nos conhecemos não é? Será que pode me contar?

– Não sei se seria bom para sua falta de memória.

– Não consigo acreditar que minha tia fora capaz de retirar minhas memórias, em troca de que?

– Você iria impedi-la se tivesse suas antigas lembranças. Você é assim sempre luta pelo que acha certo. Quando a conheci você estava em uma luta, contra si mesma.

– Contra eu mesma? — inquiriu.

– Contou que estava passando por algo difícil na época. Você disse: "Não ter medo deles, deve temer quando estiverem brancos."

– O que isso quer dizer?

– Seus olhos. No tempo você ficava descontrolada com uma sede descomunal sobre humanos e seus olhos vermelhos mostravam quando tinha retornado a razão.

– Você realmente me conheceu pelo que vejo — disse a vampira ao continuar caminhando com Regina lado a lado e Henry mais a frente.

– Você salvou a minha vida e passamos dois dias juntas, conheci o suficiente.

– Salvei?

– Sim... Devemos continuar, Robin não sabe de nada ainda.

Elliot olhou para o céu e viu a nuvem se aproximando mais. — Temos que ir mais rápido já está acontecendo.

No antiquário do senhor Gold, Emma e Elsa falavam com Bella a respeito de um contra feitiço para impedir a maldição. A jovem disse que não havia encontrado, mas talvez tenha encontrado um modo de reverter o feitiço em quem fosse atingido. Explicou que talvez quando uma pessoa fosse atingida pelo feitiço pode usar a mesma pessoa para revertê-lo, com uma mecha de cabelo poderia se fazer um contra feitiço como uma vacina. Elsa pensou e concluiu que talvez Anna tenha sido enfeitiçada por Ingrid, afinal a Rainha da Neve alegou que Anna a havia prendido na urna e ela sabia que sua irmã caçula nunca faria isso. Cogitou na hipótese de Elliot ter sido enfeitiçada antes, mas seria como dar um tiro no escuro, ela não sabia e nem Elliot lembrava-se. Só sabiam que a vampira era imune. Talvez fosse porque Ingrid havia lançado um feitiço protetor para ela. A melhor hipótese era Anna. Elsa disse que elas deveriam procura-la. Bella retrucou que Elsa não sabia onde a jovem estava, mas ela mostrou que havia encontrado o colar da caçula e Bella poderia ajudar usando um feitiço de localização. Com a ajuda de uma lente de aumento, Bella olhou mais de perto, o colar e teve a certeza que Anna sofrerá o feitiço da visão quebrada. O pó de vidro estava encrostado no colar. Elsa estava certa, Anna realmente fora enfeitiçada pela tia. Bella iria falar com as fadas para se reunir e fazerem um contra feitiço. Emma contou a Rainha de Arendelle que aquilo poderia ser um tiro no escuro, a xerife estava viajando no tempo quando a trouxe e a Anna desapareceu a 30 anos, Mas a fé de Elsa era mais forte, acreditava que a irmã estava bem, Elliot com toda a perda de memória estava bem, tinha fé que a caçula também estivesse.

Próximo ao cais Gancho observava a muralha de gelo impedindo até a saída por mar. Não poderiam fugir nem de barco, Rumple surgiu ao seu lado. Ele tinha um trabalho para Killian, magicamente o chapéu surgiu em suas mãos. O restaurante da vovó havia se transformado em uma colmeia temporária para as pulguinhas piedosas como ousou chamar as fadas. Gold queria que ele coletasse todas as fadas, fazendo isso atribuiria poder suficiente para o chapéu fazer ele se separar da adaga e sair da cidade com os poderes intactos. O único problema era que Bella estaria no meio das ditas fadas e precisava do pirata em prontidão. Killian disse que as fadas estavam trabalhando para encontrar uma cura e indagou se Gold estaria sabotando isso. Gold contou que iria levar Henry e Bella e a cidade iria ficar com o destino dela.

– Mas e a Emma e os outros? — Inquiriu Gancho.

– Não tenho tempo para os outros. — Disse Gold — Se eu tiver que escolher entre a mim e todos os outros, eu venço todas as vezes.

Robin estava com seu filho Roland no colo conversando sobre as partes de uma flecha e o garoto era bastante esperto, acertava a cada questionamento do pai. Regina, Henry e Elliot encaravam aquele momento. Os três seguiram até onde o homem se encontrava com o garoto e Robin levantou indo de encontro a morena. Ao ver Elliot questionou quem era e a prefeita contou que era uma das irmãs desaparecidas da Elsa. Regina contou que ele e os homens precisavam se dispersar, juntos assim eles iriam se destruir assim que o feitiço chegar. Robin chamou por Will Scarlet que estava logo atrás dele em uma barraca pedindo para ele não gritar que estava ali do lado. O Rei dos ladrões informou que era uma emergência e todos deveriam recolher o acampamento. O mesmo pegou o filho do rei e foi recolher as coisas. Regina olhou para Elliot e de lá para Henry pedindo para ele ajudar, a vampira entendeu que ela queria falar com o homem a sua frente. Elliot e o garoto foram ajudar Scarlet a reunir os equipamentos, tendas e etecetera.

– É verdade que os vampiros possuem um bom faro? — indagou Henry ao se afastar de Regina com a vampira.

– Sim. E temos uma velocidade incrível também. Mas depende de cada vampiro. Todos somos rápidos, mas há uns mais do que outros. — Regina sorriu ao escutar até essa parte o assunto da vampira com o filho e voltou a encarar Robin de forma preocupada.

Robin a questionou se havia algo mais que ela estava escondendo e ela negou com a cabeça. Contou que queria lembrar do homem que amava assim. Robin caçoo ao falar que ela queria vê-lo assim: nervoso e alarmado. Ela negou novamente, queria vê-lo assim: com amor nos olhos. Ela já contara o que o feitiço iria fazer e os únicos que acreditavam nela naquela cidade no estado do Maine, eram o Henry e ele. Ela não suportava pensar neles dois olhando-a como todos a olham, com ódio. Isso acabaria com ela. Robin pediu para que ela parasse de pensar e eles estavam ali agora, era isso que importava. Ele aproximou dela e deu um delicado beijo nos lábios da morena que retribuiu.

Elsa e Emma saíram da loja do Gold e depositaram um pouco de poção no colar de Anna que começou a brilhar em tom safira. Emma informou que agora deveria apontar para um local e seguir onde o brilho se intensificara mais. Saíram caminhando pela autoestrada e o pingente da caçula as conduziram até a biblioteca, Elsa estava confusa. Emma contou que era um local estranho, haviam uns tuneis embaixo. A Rainha de Arendelle questionou se a irmã estaria lá e a xerife contou que Regina manteve um dragão lá por 28 anos e daria para esconder uma princesa também. Elsa começou a se convencer de que Emma tinha razão, Anna poderia estar congelada pela Rainha. As garotas estavam embaixo da biblioteca, nos famosos túneis. O colar cintilava ainda mais, seguiram por um trilho, o cenário lembrava uma velha mina abandonada, vigas sustentando o teto, paredes rochosas e úmidas. Um cenário claustrofóbico para quem não aprecia locais escuros e apertados. Correram quando o brilho se intensificou, porém, o sorriso no rosto de Elsa logo se dissipou, deram de cara com uma parede de rochas. Anna não estava lá. O colar não parava de brilhar, mas aquela barreira não condizia. Elsa achou que ela estava do outro lado, Emma observou mais as rochas e possuía muito pó recente, com todo aquela gelo e a terra tremendo deveria ter desmoronado. Elsa queria retirar as pedras, mas Emma a impediu elas tinham que encontrar outra forma.

Todos estavam reunidos na biblioteca, Regina, Elliot, David, Mary Margaret, Elsa, Emma e Leroy. O anão disse que poderiam abrir o túnel com cuidado mais poderiam. David recebera um ligação e se afastou do grupo para atender. Regina fitava o velho mapa da biblioteca, não estava confiante desse plano. Regina falou para Mary que uma boa prefeita deixava as coisas em ordem. Mas a Branca de Neve retrucou que isso daria se a prefeita fosse o vilão e devesse se preocupar apenas com ela mesma e daria tempo para infraestrutura, Mary teve outros assuntos. Emma decidiu quebrar aquela discussão inquirindo quanto tempo levaria a escavação. Ele alertou que levaria algumas horas, mas iriam começar já. Elliot disse que poderiam poupar tempo com a sua ajuda, poderia movimentar grandes pedras sem comprometer a estrutura. Elsa disse que isso era maravilhoso. Regina bradou ao alertar que não possuíam horas, nem muitos minutos, deveriam explodir tudo e assumir o risco. David contou que era Bella na ligação e contou que poderiam fazer um contra feitiço mesmo sem encontrar a Anna. Elliot viu a dor estampada nos olhos de Elsa, não lembrava quem era a Anna, mas a ideia de não encontra-la mexeu com ela também. Ele contou que poderia usar o resquícios do pó que havia no colar e fazer um contra feitiço, seria quase a mesma coisa. O processo seria mais demorado, minucioso e acabaria destruindo o colar. Elsa arregalou os olhos com a notícia. Emma disse que o colar poderia salvar a todos ou a Anna. A loira alertou que ele poderia salvar os dois que possuíam tempo. Mas Regina retrucou Elsa dizendo que não possuíam muito tempo e que explorar os tuneis poderia levar dias. Leroy questionou o que seria, salvar a cidade ou encontrar a irmã?

Gold e Gancho caminhavam pela cidade indo em direção ao restaurante da vovó, Gold ordenou que ele fosse para os fundos e aguardasse, Killian segurava o chapéu nas mãos e fez exatamente o que o senhor das trevas ordenara. Ele não poderia recusar, Rumple estava com seu coração e o controlava-o. Ele entrou naquele lugar repleto de fadas trabalhando, a superiora das fadas inquiriu o que ele queria. Ele caminhou alertando que precisava falar com a esposa e precisava dela na loja por um momento. A superiora informou que ela estava trabalhando. Killian escutava nos fundos da loja, escondido. Bella contou que a madre superiora tinha razão aquilo que estavam fazendo era muito, muito importante e que ele deveria ser paciente. Ele concordou e já como ela não poderia ir, ele poderia ficar e fazer companhia a esposa. A superiora interferiu, o que elas estavam fazendo era magia de luz. Ele retrucou rapidamente ao dizer "Talvez eu aprenda algo" e sorriu sarcasticamente.

Elliot estava com Elsa que fitava o colar brilhante. Ela consolou a loira dizendo que ela acharia a sua irmã. A vampira abraçou a loira que se confortou no seus braços. Os outros discutiam baixinho, mas escutados pela vampira que entendia que eles deveriam salvar a cidade, era a vida de muitos entre apenas uma. Emma disse que deveria haver uma solução sem sacrificar ninguém. Regina informou que eles deveriam decidir eles eram mais que heróis ali, eram líderes e deveriam decidir que lado iriam ajudar. Mary concordou com Regina, Emma também. Mary retornou a fala ao dizer que deveriam pensar na maioria. Elliot contraiu a mandíbula o que fora sentido por Elsa. Ela contava baixinho, no ouvido da loira o que eles conversavam. David tomou a fala e falou que deveriam deixar as fadas destruírem o colar, a xerife informou que iria falar com as duas irmãs. Contou a Elsa a decisão deles e ainda abraçada a Elliot ela entregou a pequena sacolinha azul com o colar. Emma pegou e caminhou até os outros. As duas irmãs pegaram o elevador saindo dali, Elsa ainda estava com o colar de Anna brilhando em suas mãos e Elliot confirmou com um aceno de cabeça.

David, Emma, Mary e Regina partiram para o restaurante da vovó com o saquinho azul de Elsa em mãos. As fadas trabalhavam duro. Bella pegou o saquinho que Emma havia dado e entregou para a madre superiora que ao desatar os laços que seguravam o colar reparou que não havia colar e sim pedrinhas da velha mina. Os outros estavam surpresos, Regina bufou, disse que Elsa a haviam enganados para continuar a busca de Anna. Emma disse que poderia buscar, mas Bella alertou que era tarde demais. Todos questionaram porque e ela explicou que até eles voltarem sim, sem a presença física da Anna não poderiam fazer um contra feitiço a tempo. Regina estava furiosa queriam saber o que os "mocinhos" diriam, algum discurso de esperança, virtude da fé cega? Mary bradou ao dizer que a fé cega da Elsa era o que estavam ferrando eles agora. Regina ficara estupefata e disse que vindo da Branca de Neve aquilo era assustador. Emma fora a única que disse que não iria desistir, se Elsa e Elliot estavam na mina procurando a irmã ela iria ajudar. David concordou dizendo que essa era a melhor chance agora. Elsa estava com o colar de Anna retornando a muralha de rocha. Disse para Elliot que era ali.

– Congele a rocha e eu poderei quebrar sem balançar as estruturas. — Informou a vampira.

– Certo. — Elsa estava pronta para lançar sua magia quando Emma chegou ofegante gritando seu nome. — Sinto muito Emma, mas precisamos tentar isso. Ela congelou a parede e Elliot depositou um potente soco nas rochas espatifando-as e abrindo caminho.

– Vocês estão bem? — Perguntou a vampira. Elsa e Emma estavam tossindo devido a cortina de poeira que se formou e o brilho do sol invadiu seus olhos, era a orla de uma praia. Elas caminharam para fora fitando aquele mar ao redor, o colar continuava a brilhar. Elsa gritou por Anna e não houve resposta. — Achei que a mina houvesse continuidade.

– O mapa estava errado. — Disse Emma. — Às vezes feitiços não dão certo e trinta anos é muito tempo — A loira aconselhou a Rainha que deveriam cancelar as buscas. Elsa questionou se ela achava que aconteceu algo com ela e tudo aquilo fora um erro e Emma disse que elas deveriam cuidar do problema atual. O colar não brilhava mais. Elsa contou a Emma que aquele colar fora um presente que Elliot havia dado para ela. Elliot abraçou a loira encarando o colar.

– Eu gostaria de poder me lembrar de tudo isso.

– Eu sinto muito, mas o sol está se pondo. — Disse Emma a encarar a nuvem a leste das garotas. — Aquela nuvem está se aproximando temos que ir. Eles vão se virar uns contra os outros, sermos imunes não os impedirão de nos atacar. — Elsa disse que merecia ser atacada, não havia conseguido resgatar a outra irmã e nunca saberia o que havia acontecido com ela.

– Anna, onde quer que esteja independente do que tenha acontecido a tantos anos, eu sinto muito por não ter te encontrado. — Disse Elsa segurando o colar e sendo segurada por Elliot que a abraçava forte. — Ainda tenho fé, eu encontrei a Elliot e vou encontrar você também. Eu sei que você está em algum lugar e não vou abandonar a esperança, eu só queria que estivesse aqui comigo e a Elliot agora. — Emma pediu para elas irem agora. Elliot reparou que o colar retornou a bilhar dissipando seu cintilar ao redor da praia.

– Estão sentindo esse cheiro? — Disse a vampira. — Gostas de chocolate! — O mar começara a borbulhar e a redemoinhar. Elsa questionou o que era aquilo que brilhava nas águas. — É dali que vem o cheiro. — Uma força enorme quase jogou as garotas no chão se a vampira não tivesse aberto suas assas e protegido as duas loiras em seus braços. Elliot viu um baú se abrir na encosta da areia com o mar e saíram duas pessoas dele, uma mulher e um rapaz. A vampira abriu suas assas para que as loiras vissem aquilo também.

Elsa piscou os olhos várias vezes para ter certeza do que olhara — Anna! — Disse Elsa ao ver a garota sair do baú como se estivesse sem ar. A mais nova falara seu nome. Elsa correu até a irmã segurando suas mãos e Kristoff estava ao seu lado. Emma e Elliot aproximavam-se devagar deles.

– Eu não consegui encontra-la — disse Elsa.

– Eu estava perdida. Procurando você e a Elliot. — Disse a caçula.

– Você perdeu seu casamento. — A loira disse e Anna contou que estava tudo bem e estavam ali, eles estavam congelados por uns trinta anos. Elliot se aproximou e Anna sorriu dizendo que elas estavam juntas e estavam bem. Elsa ainda estava eufórica com a irmã ali na sua frente sem saber como eles vieram parar ali. Emma estava segurando o colar e falou "Parece que você desejou". Anna viu o colar e falou que aquele era a estrela dos desejos. A caçula notou que a vampira estava tão quieta e falou o que aconteceu ela não era assim com as irmãs. Elsa contou que era uma longa história. Emma sugeriu para irem até as fadas e talvez a Anna pudesse ajudar a fazer o contra feitiço. Elsa abraçou a irmã e puxou a vampira para o abraço que estava sem jeito, mas acabara se deixando levar pelo momento. Ela havia conseguido reunir suas duas irmãs. Pouco tempo depois uma garrafa que flutuava a deriva da encosta da praia fora jogada pelas ondas e atracou nas areias fofas de Storybrook.