Once Upon a Time - Frozen -

21 Capítulo 21 - A Floresta Proibida -


Elas caminharam pela imensa floresta às escuras. Elliot ficou imaginando para onde essa estranha a estava conduzindo? Deveria ser um lugar realmente horrível, ou ela não estaria a levando para a chamada, Floresta Proibida. A lua brilhava, mas as nuvens que passavam por ela lançava-as na escuridão, porém, isso não era um problema para as vampiras. Ela a conduziu à orla da floresta e seguiu por uma trilha serpeante de terra batida que desaparecia por entre árvores secas e escuras. Uma brisa leve levantou os cabelos das vampiras, o que fez o longo cabelo da mulher de capuz a frente dançar suave. A floresta estava escura e silenciosa. Entrando por ela, chegaram a uma bifurcação, Elliot e a vampira Kirya tomaram o caminho da esquerda. Vários pensamentos corriam pela mente de Elliot, um deles era de que a mulher a sua frente não era muito de conversar, isso lembrou seu forte temperamento. Não estava incomodava com o silêncio, só estava incomodada por não saber aonde ia.

– Já estamos chegando — sua voz cortará o silêncio. Elliot nada fez do que um murmúrio positivo.

Quando finalmente saíram daquele labirinto chamado floresta, os olhos de Elliot ficaram encantados com a formosura daquele castelo. Talvez fosse um pouco mais luxuoso que o seu. Kirya explicou que ali era o Ministério das Sombras, o novo lar da vampira. Questionou para a presidente do conselho o que era o Ministério. Em poucas palavras Kirya a explicou que aquele lugar era o responsável de mantar os segredos do mundo vampírico a salvo.

– A salvo do que? — Perguntou Elliot seguindo-a para o interior do castelo.

– Dos primitivos — Disse Kirya. — Humanos como preferir chamar e dos lobos da noite, lobisomens.

O castelo era muito suntuoso, era um pouco escuro, iluminado somente por archotes. Uma mulher fumava um longo cachimbo soltando fumaças circulares pela boca, seus olhos eram dourados da cor do seu cabelo, lábios carnudos e vermelhos. Conversava com um elegante homem de vestes lustrosas e parecia ser um tanto asmática. Muitas pessoas conversavam entre elas, com a chegada de Kirya o zum-zum parou e todos pareciam conhecer Elliot; acenaram e sorriram para ela com seus dentes pontiagudos à mostra. A mulher loira caminhou até a presidente se reverenciando e abrindo um largo sorriso.

– Meu Deus! — exclamou Selene uma das vampiras burguesas do lugar. — Elliot... Que honra poder está aqui tempo o suficiente para encontra-la. É idêntica a sua mãe e nossa presidente. Precipitou-se para a vampira e agarrou suas mãos, dando um caloroso abraço em seguida. Outros se juntaram ao redor da recém chegada ao lado de Kirya.

– Seja bem-vinda, Sra. Elliot, seja bem-vinda — diziam aos montes.

Elliot não sabia o que dizer. Todos tinham os olhos nela. A mulher loira, Selene não tirava os olhos dela como uma predadora, sentiu suas bochechas arderem como brasa com o olhar penetrante da mulher. Contraiu o maxilar como de costume. Elliot logo se viu falando com todos ali, a presidente não parecia se importar de esperar pelo momento de fama da sobrinha. Todos sabiam que Lilith havia tido outro filho e um filho de sangue-raro, o que alegrava ainda mais aos vampiros.

– Dimitre Austre, é um prazer finalmente conhece-la.

– Katharine Striker, estou tão orgulha senhorita Elliot. Nos anima saber que Lilith tivera outro filho.

– Encantado em conhece-la minha senhora.

Após os inúmeros cumprimentos, Kirya conduziu Elliot para os outros compartimentos do castelo. Ao observar e falar com todos aqueles seres de sua mesma espécie, a vampira de Arendelle notou que somente Kirya possuía a mesma tonalidade ocular que os seus rubis. Aquelas pessoas eram tão brancas como neve, tão austeras, exalavam elegância, superioridade e beleza. Todos eram esbeltos, corpos esculturais assim como o seu, todos os vampiros possuíam uma beleza distinta dos humanos? Kirya a respondeu como se pudesse ler sua mente.

– Todos de nossa espécie possuí um biótipo único. Somos diferentes dos humanos, não nos deixamos levar por futilidades. Quero que você entenda que humanos e vampiros são diferentes. Podemos ter a mesma aparência externa, mas nosso interior é diferente. Eles podem servir de alimento, essa é uma das primeiras diferenças.

– Não machucaria um humano para me alimentar! Para isso eu me alimento de animais selvagens. O sangue não é dos melhores, mas me mantem forte.

– Vejo que fez sua própria alimentação balanceada. Depois discutiremos a respeito. Quero apresentar algumas pessoas.

– Este é meu sobrinho, Michaelis, seu irmão — o rapaz de cabeleira ruiva e olhos brancos encarou dos pés a cabeça a mulher a sua frente, ele parecia ter dois metros de altura, ombros largos e cabelos longos até o meio das costas. Nenhum dos dois se cumprimentaram. Parece que a hostilidade com o desconhecido era algo de família. — Esses aqui são Sebastian, Edgar e Leônidas. Edgar irá acompanhar seus treinamentos.

– Eu não preciso ser treinada, sei me virar muito bem.

– É mesmo? Temos uma experiente aqui? — Sorriu sarcasticamente. — Edgar, vamos ver do que a filha da minha irmã é capaz. Vamos para a arena.

Elliot estava desconfiada de todas aquelas pessoas, queria está com sua tia. Sentia que algo em sua mente estava errado, faltando algo. Bom, teria que seguir o que aquelas pessoas diziam. Ela olhou a galeria de armas, haviam lanças, espadas, sabres, arco e flecha. Todos estilos de armas brancas possíveis daquela época, como era uma expert no sabre resolveu pega-lo. Edgar estava surpreso, para aquele tipo de arma exigia bastante flexibilidade e uma rapidez extrema, todos os vampiros eram rápidos por natureza, mas alguns eram mais do que outros. Se Elliot estava com aquela arma, era porque sua velocidade era muito trabalhada. Edgar ousou pegar a mesma arma que a da jovem. Os dois fizeram uma reverencia e Elliot deu os primeiros golpes lentos, estava analisando a sua "presa", da mesma forma Edgar a avaliava. No alto da arquibancada estavam Kirya, Elis, Sebastian, Valquíria e Leônidas. Pela primeira vez Kirya estava absorta com a técnica da nova sobrinha, não fora treinada desde o berço com os vampiros, mas havia talento correndo no sangue da vampira. Rapidamente Edgar fora desarmado quando ela notou seus pontos fracos. Elis demorou uma semana para desarmar Edgar, aquela garota levou somente alguns minutos. Desarmar seu professor de treino significava que você estava pronto para avançar para o próximo nível. Os olhos rubis de Kirya brilhavam, Elliot era sublime, só precisara de um treino rigoroso para desenvolver seus poderes.

– Ela é maravilhosa não? — questionou a presidente para seu braço direito.

– Era de se esperar dos filhos da Lilith.

– Ao menos um dos filhos possui um talento nato. — Kirya possuía uma recha com seu sobrinho pelo fato dele ser meio vampiro, ele não herdara o sangue-raro como a irmã. Michaelis levantou abruptamente e furioso com os comentários da tia, ele retirou-se dali. Sempre fizera tudo para orgulhar sua tia, mas nada era percebido.

– Deveria falar desse jeito perto dele?

– Ele só está bancando o mimado. Vamos ver o que mais essa vampirinha sabe fazer. Edgar, solte um dos animais do calabouço.

Edgar assim fez, os portões subiram e um animal enorme que Elliot desconhecia surgiu a sua frente. Era uma Quimera, uma figura mística caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais e a capacidade de lançar fogo pelas narinas. Sua aparência era de um corpo de leão e cabeça, com duas cabeças anexas, uma de cabra e outra de dragão, possuía uma cauda de serpente e outra de leão. Edgar contou que elas estavam em extinção e precisava matar a Quimera com uma lança. O campo de arena constava somente as duas ali, Elliot e a Quimera. O monstro soltava bolas de fogo pelas narinas rapidamente, todas foram desviadas com tamanha destreza. Elliot parecia está se divertindo nunca viu um monstro tão grande como aquele. Ele parecia irritado por não conseguir ferir a vampira. Kirya conseguia ver aquele sorriso divertido, ela estava gostando. Elliot começou a flutuar e tornou-se invisível diante dos olhos da presidente que arregalou rapidamente.

"Ela já controlou invisibilidade?." sorriu a tia.

Em alguns minutos a Quimera caiu no chão, estava ofegante, soltando golfadas de sangue. O coração da fera estava nas mãos de Elliot que observou a tia. Parecia a questionar se era só isso que poderia mandar atrás dela. Sua tia estava orgulhosa, a sobrinha era talentosa como o esperado. Após alguns meses Kirya assumiu seus treinos, ela era a única vampira metade demônio que a sobrinha poderia contar. Seus poderes eram semelhantes, a regeneração era mais rápida que de um vampiro comum. A presidente mostrou como a vampira poderia acionar as asas. Elliot ficou admirada, sabia que poderia voar, mas que possuía asas para isso? Era bem diferente, as penas negras poderiam rasgas qualquer coisa. A primeira vez que as asas saíram de dentro de suas costas, fora uma dor lancinante, como uma larva queimando a derme. Nos primeiros meses fora dolorido até ela poder controlar. Apesar de Elliot descobrir seus novos poderes, aumentar sua agilidade, força, destreza, regeneração, algo a incomodava. Toda a tarde quando deitava no seu quarto escuro tinha os mesmos sonhos. Aquela risada contagiante, aqueles olhos topázios como o azul celeste apareciam ao fechar de olhos. Era uma mulher loira com o sorriso mais belo que já viu em toda sua vida. Ela não sabia quem era, mas aquela mulher dos seus sonhos era linda. Ela chamava seu nome e depois se reunia com outra garota, a outra tinha um belo cabelo em transas e suaves sardas na ponta do nariz. Ela sentia vontade de cuidar da garota de tranças, proteger de qualquer mau, era um sentimento tão fraternal, mas com aquela loira de olhos topázios... Sentia um sentimento intenso indescritível. Parecia que aquele fora seu primeiro amor platônico, será que era platônico? Platônico ainda existe a outra pessoa e quando não parece existir? Será que pode ser chamado de platonismo?

Durante vários meses fora submetida a aprender as regras de um vampiro, não deveria hesitar em matar o seu inimigo. A verdadeira essência da espécie vampírica era a razão de apavorar, de despertar o medo nos seus inimigos. Eles são a substancia dos pesadelos, o pavor por trás dos instintos humanos. Elliot não poderia sentir piedade, como o velho Michaelis, ela fora castigada, não fora capaz de matar os primeiros cem humanos que Kirya a presenteou para mata-los. Ela fora mais vezes para a sala da tortura do que Elis. Todos os dias o sol a queimava e Kirya tentava fazer uma lavagem cerebral na sobrinha que não dava o braço a torcer, algo nela não permitia ferir um humano, a loira dos seus sonhos não ficaria feliz se soubesse que ela havia feito algo tão horrendo. Sentia medo que se matasse um humano a loira sumisse de sua mente, a loira era o motivo de sua resistência e de sua força;

Sentia-se louca por isso;

Sentia-se a mercê daquela loira de seus sonhos.

Kirya estava desapontada, Elliot respondia bem aos treinamentos, conseguia se transformar em um enorme demônio com asas de vampiro, suas orelhas ficavam pontiagudas, as garras aumentavam drasticamente e os olhos ficavam assustadores, seu tamanho dobrava. Mas ela ainda não matava um único humano. Cansou de deixar a sobrinha por semanas sem se alimentar, viu várias vezes ela entrar em estado catatônico, suas veias saltarem e suas pupilas estreitarem, mas ainda sim ela aguentava bem. Não sabia qual força alimentava Elliot para ela resistir tão bem ou qual treinamento ela fez para suportar a sede de sangue, mas sabia que era inútil mandar a vampira matar um humano, mas uma noite ela se rendera ao doce aroma do sangue humano, fora sua primeira refeição de sangue humano em anos.

Após alguns anos em uma noite, Elliot escutou um dos vampiros falarem sobre um mago poderoso chamado, Rumplestiltskin. Naquela mesma noite ela fora atrás daquele mago. Entrou em seu majestoso castelo e o mesmo a aguardava sorrindo. Elliot estranhou a pele daquele homem, tão reptiliana.

– Vejo que não mudou nada com o passar desses anos.

– Você me conhece?

– Não só a conheço como também sei o motivo de está aqui. — Rumple dizia ao se levantar. — Elliot de Arendelle, você está atrás da sua tia Ingrid.

– Exatamente. — Disse a vampira desconfiada.

– Bom, saiba que eu tenho uma inclinação para fazer acordos.

– Um acordo?

– Exatamente.

– E o que deseja?

– Notei que seu anel é algo mágico... Ele impede que você queime no sol, correto?

– Sim.

– Vamos fazer uma troca, sua tia pelo seu anel o que acha?

– Você sabe onde ela está? — Elliot aproximou daquele homem com a testa franzida.

– Primeiro, nós temos um acordo?

– Sim é claro! — Elliot retirou o outro anel que era colocado em seu polegar. Não sabia o porque, mas estava aliviada por aquele mago estranho não pedir o outro anel em seu anelar. Ele era especial para ela, só não entendia o porque. O senhor das trevas pegou aquele anel e sorriu.

– Sua tia não está mais nesse reino. Um velhinho a transportou para outra época e por sorte eu ainda guardo um feijão mágico. Basta desejar onde quer está e você irá parar exatamente onde sua tia está. — Rumple abriu um portal mágico com o feijão e aquela porta iria mandar Elliot para outro reino. — Boa viagem queridinha, basta atravessar.

A vampira suspirou e pulou naquela passagem. Estava em uma floresta pelo que indicava e era noite, perto daquela floresta havia uma placa com os dizeres "Você está deixando Storybrook"

– Storybrook? É aqui que minha tia está? — caminhou seguindo aquela estrada negra estranha.