Once Upon a Time - Frozen -
20 Capítulo 20 - Emboscada -
Notas iniciais
Naquela manhã Ingrid fora para uma caverna escondida por folhagem, ela havia decido esconder o chapéu que retirou de Anna embaixo daquelas pedras. Procurou o aprendiz e ele varria a frente da sua casa. Ela o contou que estava com o chapéu do feiticeiro. Ele a ameaçou de morte, mas ela o alertou que aquele chapéu não estava com ela agora, se o queria tanto teria que ajuda-la. Ingrid queria uma terceira irmã mágica em troca do chapéu. O velho disse que encontrar uma pessoa daquela forma e que respondesse a todos os requisitos seria difícil de encontrar e levaria muito tempo. A Rainha da Neve falou que era bastante paciente, esperaria o tempo necessário pela terceira irmã.
Elliot fora chamada para resolver assuntos do reino estava no gabinete da Rainha, enquanto Elsa planejava um banquete para as irmãs. Queria comemorar a volta delas para Arendelle. Apressava o vassalo, ela gostaria de todos os alimentos com chocolate, apesar de saber que a esposa não comeria, queria aquele momento em família. Tortas de chocolate, Fundi de chocolate, torrada de chocolate, bolinhos de chocolate, a maioria dos alimentos em chocolate. A porta fora aberta e Elsa pediu para que não entrasse agora, achava que eram suas irmãs. Mas a surpresa não fora suas irmãs e sim sua tia. Ingrid adentrou aquele cômodo contendo a enorme mesa repleta de comida e sobremesa, informou para Elsa que Anna não viria para o jantar, havia ocorrido algo tenebroso. Elsa pediu para o vassalo deixa-las e que logo retomariam de onde pararam. Ingrid contou que Anna não havia sido honesta com ela e temia que Elliot também não estivesse sendo totalmente aberta com a esposa. Anna havia voltado com algo da Floresta Encantada, algo que os pais delas tanto procuravam. Elsa perguntou o que era e Ingrid alertou que era um chapéu mágico capaz de retirar os poderes de Elsa, aquilo que a tanto torna especial. Questionou a tia porque suas irmãs iriam esconder algo dela? Ingrid contou que Anna queria tirar os poderes dela, Elsa não acreditou, e a tia contou que Anna havia tentado fazer isso nela primeiro, mas felizmente havia conseguido se livrar e prendeu a caçula no calabouço onde aguardará para seu julgamento.
– Isso deve ser tudo um grande mal entendido. — Elsa olhou para a tia que respondeu que Anna havia dito que ela era um monstro. — Ela e a Elliot são minhas irmãs e sempre me apoiaram. Anna não faria isso.
– Eu já me senti assim em relação a minha irmã, sua mãe. Antes dela me trancar naquela urna.
– Minha mãe trancou você lá? E por quê você nunca me contou isso?
– Você tinha lembranças tão bonitas, eu não queria destruí-las esperava que Anna tivesse uma esperança como eu ainda tenho em Elliot. Mas Anna é exatamente como a sua mãe, ela nunca aceitará quem você é. Eu sinto muito, achei que você merecia a verdade. Você está bem?
Elsa pediu para que ela a deixasse sozinha, Ingrid saiu de lá e depois de poucos momentos Elliot chegou abrindo as portas.
– Me perdoem pela demora, estava arquitetando uma estratégia com os homens da guarda. Me atrasei para o jantar? Amor, onde estão todos. — Elliot aproximou-se da esposa que não parecia muito bem. — Elsa o que foi?
– Ingrid me contou que vocês voltaram com um chapéu mágico, isso é verdade?
– Espere um minuto. — Elliot fechou as portas e respirou fundo tentando localizar algum aroma de humano. Ela retornou para Elsa e contraiu a mandíbula como de costume. — Eu vou contar tudo o que aconteceu em nossa viagem para a Floresta Encantada. — Elliot contou cada fato, como conheceram Rumple, o plano do mago para roubar a caixa mágica do aprendiz, contou sobre a ida dos pais até ele e o que descobriram sobre ela e Elliot. Mas afirmou que aquele chapéu nunca iria ser usado na irmã, era sem lógica aquele argumento de Ingrid e Elsa sabia bem, ela só queria entender toda a história. Elliot explicou que elas não haviam contado antes, porque não sabiam o que dizer. Elsa abraçou a esposa e disse que estava tudo bem.
– Precisamos ir até a Anna.
Elsa e Elliot caminharam até o calabouço sendo escoltadas por dois guardas. A Rainha alertou que precisava ver sua irmã Anna imediatamente. O outro guarda a guiou até a cela da irmã, onde a caçula estava sentada encolhida no canto. Ao avistar as duas irmãs sorriu aliviada. Elsa aderiu uma postura séria com Elliot ao seu lado.
– Elsa, Elliot! Achei que nunca me achariam! Você demorou para me farejar. Ouçam, nossa tia Ingrid ela me prendeu aqui!- Elliot ficou calada, enquanto a Rainha assumia as rédeas.
– Por quê você tentou ataca-la? — inquiriu a loira para a caçula.
– Não, não foi isso. Vocês não podem confiar nela! Ela mentiu sobre seu passado e está mentindo sobre mim!.
– Você descobriu o que nossos pais descobriram e escondeu!
– Elliot não contou para você? Estávamos esperando o momento certo. Por favor Elliot explique para ela.
– De todo modo você mentiu e manteve esse objeto mágico, esse chapéu que poderia retirar todos os meus poderes.
– Sim, mas...
– Guardas deixem a Rainha e eu a sós para falarmos com nossa irmã caçula. — Elliot estava com um olhar violento para o guarda que não ousou negar a ordem. Saíram todos e Elliot sentia o cheiro deles se afastando cada vez mais. Olhou para Elsa e confirmou que todos já tinham ido. — Anna me perdoe por isso e pelas poucas palavras, mas precisávamos engana-la.
– Espera... Isso foi uma farsa? Vocês me enganaram? — Anna estava aliviada por sua irmã saber que ela falava a verdade. Elsa mostrou a pequena chave negra que continha para solta-la.
– Precisamos ser rápidas, logo eles faram a segunda ronda superficialmente e só teremos meia hora para a terceira ronda e é quando eles veem até a cela.
– Como sabe de tudo isso? — Anna a inquiriu quando Elsa a soltou.
– Já dormi aqui por algum tempo lembra? Aos dezoito anos, meu "quarto" era no final do corredor. — Elliot e Elsa abraçaram forte a caçula.
Elsa falou para irmã que queria que os guardas pensassem que elas estavam do lado de Ingrid. Anna falou que ficou realmente convencida acreditou em cada palavra. A loira devolveu o pingente que Elliot havia dado, tinha recuperado com o carcereiro.
– Quando retiraram isso de mim, tiraram vocês de mim! Nunca vou tirar isso de novo!
– Espero que você nunca mais seja presa — brincou Elsa.
– Achei que visitas ao calabouço já teriam sido o bastante para duas das irmãs. Bom agora já temos passagem completa por aqui. Agora precisamos seguir com o plano.
– Ah que bom que vocês tem um plano, estou preocupada com a Ingrid, ela é assustadora, poderosa e assustadora — disse a caçula.
– Você já disse assustadora — disse Elsa.
– E qual é o plano?
– Bom o plano... Ou ao menos a metade do plano é tirar você daqui, roubar a urna e prende-la dentro dela — disse Elliot encarando as irmãs.
– Isso soa como um plano completo.
– É, só que não sabemos onde ela esconde a urna e nós moramos em um castelo muito, muito grande. — Elsa terminou por fim.
– Isso não é problema, cresci correndo pelo castelo e conheço cada cantinho dele.
– Que bom que temos você, os únicos lugares que vasculhava era o sótão e o quarto da Elsa. — Elliot sorria com a irmã.
– Eu lembro disso muito bem, das suas escapulidas de madrugada.
– Não é uma boa hora para falarmos disso.
Na ala leste do castelo, Anna, Elsa e Elliot ocupavam aquele cômodo coberto por várias mantas. Estava bastante empoeirado o que fez a vampira espirrar várias vezes. Esfregou o nariz na tentativa fútil de afastar as micro partículas de poeira.
– Odeio poeira — reclamou a vampira. — Na época não era tão empoeirado assim.
– Nunca estive nessa ala antes. O que a fazem pensar que Ingrid esconderia a urna aqui — disse Elsa.
– Não se podia estar nessa ala. Anna me arrastava pra cá e sempre achamos ser um ótimo local para esconder coisas.
– Papai e mamãe nos proibiam de vir a ala leste por correr risco de desmoronar e ser perigosa, por isso arrastava Elliot para vir para cá. Fingíamos estar em um campo de batalha na França com a velha Joana Darc.
Elsa sorriu ao saber os relatos das irmãs que sempre pensaram que não era perigosa. Elliot, Elsa e Anna vasculhavam debaixo dos estofados e mantas, a urna.
– Talvez a mamãe quisesse esquecer as lembranças dolorosa da irmã dela. — Elsa falou ao procurar.
Elliot se aproximou de um velho guarda-roupa e Elsa fitava um espelho quebrado, rachado no meio como alguém tivesse dado uma batida violenta nele.
– O que foi Elsa, está tudo bem? — Anna inquiriu a irmã.
– Só estava pensando na juventude de mamãe e Ingrid e o que aconteceu para elas se virarem uma contra a outra.
– Ingrid não parece ser uma pessoa fácil de lidar. — Elliot falou ao abrir o guarda roupa. Anna tentou consolar a loira, alertando que ela não precisava se preocupar, aquilo nunca iria acontecer com as três. — Vocês precisam ver isso — chamou a vampira.
No interior do guarda roupa continha uma estatua de gelo do Hans e a urna da Ingrid.
Anna ao ver aquela estátua ficara assustada, Hans estava congelado.
– Acho que não contei para vocês tudo desde que partiram. — Elsa falou quando Elliot havia pego a urna.
– A Ingrid fez isso?
– Na verdade, foi a única coisa boa que ela fez desde que saiu daquela urna. — Elsa falou fitando aquele objeto.
– Isso é tão pequeno — a vampira analisava aquele objeto de bronze.
– Não deve ser muito confortável — Anna falou ao olhar o objeto.
– Bom, vai ter que servir, porque é aqui para dentro que ela vai voltar — dialogou a Rainha.
Elliot caminhava na frente sentindo o cheiro de qualquer um naquele castelo. Nenhum sinal de Ingrid, mas dois odores se aproximavam, suor, odiava sentir cheiro de suor. Fez sinal para Elsa e Anna aproximassem e fez sinal para fazerem silêncio. Dois guardam abriram a porta se aproximando, Elliot manteve as duas irmãs escondidas atrás de uma pilastra.
– Pronto, eles já foram. Podemos... — Elliot avistou o quadro dos pais, pressionou seu maxilar. Vê-los despertavam várias lembranças. Elsa segurou a mão da esposa fitando aquele quadro. Anna ficou ao lado de ambas.
– Sobre o que me contou foi tudo verdade? Nossos pais foram para o porto das Nébulas atrás de encontrarem algo para tirar a minha magia.
– Sim...
– Elliot contou a verdade Elsa, eles foram atrás daquela caixa. Eu sinto muito deveríamos ter te contado logo de cara. Mas nem eu e nem a Elliot sabíamos como — a rainha dissera que não culpava eles.
– Papai e mamãe tentaram fazer o que achavam melhor para nós. — Elliot encarava o quadro segurando firme a mão as esposa.
– Quando as pessoas olham esse quadro, elas veem, o Rei e a Rainha de Arendelle. Quando eu olho esse quadro eu vejo a mamãe e o papai. Eles eram humanos e cometiam erros, se eles pudessem ver as duas nunca iriam querer tirar a magia da Elsa ou iriam ficar assustados com a fase de transição da Elliot. Eles não pediriam para desistirem de uma parte de vocês. — Elsa virou para irmã ao dizer que eles não estavam ali e jamais saberiam. — O que importa é que seus poderes tornam cada uma especial e amo vocês assim, como são.
– Também amamos você trancinhas e não iria te querer de outro jeito. — Elliot depositou um beijo no topo da testa da irmã. — Precisamos voltar para o calabouço.
As três mulheres seguiram pé ante pé de volta a prisão, Elliot carregava um archote para iluminar o caminho para as irmãs e a urna. Os guardas estavam dormindo e ela pensou que no seu tempo eles eram mais atentos. Anna aconselhou que depois que tudo aquilo acabar elas deveriam contratar novos guardas, Elsa concordou plenamente. As irmãs perguntaram se ela iria ficar bem, apesar de não quererem ela trancada naquela cela horrenda, com ratos, úmida e escura, fazia parte do plano. Ingrid não podia desconfiar de nada. O plano era Elliot tentar aprisionar Ingrid, enquanto ela estava em seus aposentos. Elsa não poderia arriscar perder a "confiança" que Ingrid depositou nela, a responsabilidade era toda da Elliot.
– Eu farei isso rápido. Você logo sairá daqui Anna, eu prometo. — Disse Elliot.
– Tome cuidado a Ingrid é bem poderosa! — Anna disse ao olhar para sua irmã.
– Eu tomarei.
– Se algo der errado eu deveria está ao seu lado por precaução. — Elsa disse ao olhar para esposa.
– Você precisa estar o mais longe possível, não queremos que você seja presa na urna por engano. Não se preocupe, por favor.
– Anna está certa amor, não podemos correr esse risco. Eu vou captura-la rapidamente. Tudo dará certo. — Anna voltou para a cela e as irmãs se olharam. Ver a caçula naquele lugar dava uma dor no peito. Elsa e Elliot saíram do calabouço. — Você precisa ir agora, é a nossa vez de nos separarmos. Quero acabar com isso o quanto antes.
– Por favor tome cuidado.
– Digo o mesmo para você. — Elliot puxou a esposa para perto de si e sussurrou. — Eu te amo! Isso tudo vai acabar logo — deu um rápido beijo nos lábios da esposa que retribuiu docemente. Ambas se separaram e Elliot seguiu para os aposentos de Ingrid.
Alguns minutos depois Ingrid surgiu na cela de Anna segurando a urna que deveria estar com Elliot. A tia prendeu as mãos da sobrinha com as algemas e inquiriu para Anna como ela estava.
– O que faz aqui? Você deveria estar nessa urna! Elliot...
– Sim, ela iria me colocar na urna, que coisa feia de se fazer com a própria tia. Mas ela aprendeu a lição. Eu esperava que as duas acreditassem nas mentiras que contei para elas, mas deveria está preparada caso isso ocorresse.
– O que você fez com a minha irmã?! Você nunca nos colocará uma contra a outra.
– Nunca? É uma palavra forte demais para se dizer. E por falar nisso, nenhuma das suas irmãs irá te salvar. Sabe na minha infância eu gostava de ir a biblioteca e me enterrar em um bom livro. O meu favorito era uma lenda nórdica, "O espelho de Tronden " Talvez tenha lido.
– Claro que li, tudo que tem aqui. — Ingrid ordenou para que Anna falasse tudo o que lembrava. — Fazer uma resenha de um livro não seria mais fácil se me soltasse?
– A outra opção é te matar.
– É sobre um Rei nórdico que tinha uma linda filha que ele amava.. — Ingrid mandou ela continuar. — Ele queria que a filha visse a beleza que ele via nela, então mandou fazer um espelho para o aniversário dela, mas ela morreu um dia antes. Então em vez do espelho refletir a beleza dela refletia a feiura da dor e da tristeza dele. — Ingrid a parabenizou por lembrar da lenda, questionou o que ocorreu depois. Anna negou se recordar, já fazia tempo e ela não lembrava dos detalhes. Ingrid continuou a história, falou que o Rei ficou tão devastado que decidiu que o reino deveria compartilhar de sua dor, então o Rei passou anos aprendendo magia negra, usou o espelho e enfeitiçou todo o reino. Ele fez seus súditos verem o pior em cada um que amavam e eles se viraram uns contra os outros e se destruíram.
– Mas o que essa história tem haver?
– Perguntou o que tinha feito com sua irmã, vocês devem ter ido ao meu antigo quarto e viram o espelho, este é um pedacinho dele. Eu passei anos olhando para ele e tudo o que eu via refletido era sofrimento, assim como o Rei nórdico.
– Você lançou esse feitiço na Elliot e vai fazer isso com o reino?
– O feitiço da visão quebrada? Levaria uma vida inteira pra cultivar poder suficiente para lançar sobre um reino inteiro. Mas está certa, lancei sobre a sua irmã e felizmente esse pedacinho servirá em você também. — Ingrid despedaçou o resto daquele espelho e lançou sobre os olhos de Anna.
Elsa estava sentada na mesa de jantar esperando Elliot voltar com as boas novas e as duas irmãs apareceram. A urna estava nas mãos de Anna que não apresentara uma expressão suave como antes. Elliot estava com seu olhar violento, odioso que Elsa nunca tinha visto. Ela levantou-se e foi em direção as duas irmãs que pareciam se odiar estando uma perto da outra naquele mesmo ambiente.
– Elliot, Anna! ainda bem que estão seguras. Não consegui encontrar a Ingrid.
– Acho que eu deveria agradecer pela sua preocupação? — Elliot se afastou observando a mesa de jantar.
– O plano não deu certo? Parecem aborrecidas. — Elsa questionou as irmãs.
– O que é tudo isso? — Anna indagou em tom aborrecido ao fitar a mesa.
– Eu queria surpreender vocês. Com um jantar em família.
– Eu não como chocolate. Aliais, não me alimento de comida de humano. Achei que saberia do que sua esposa se alimenta. — Elliot pegou um bolinho de chocolate e revirou os olhos. Aquela atitude de Anna e de sua esposa não era normal, nunca agiram assim antes.
– Eu sei que não come chocolate, eu separei algo para você.
– Isso é bem o estilo dela Elliot. Achar que comida, joias preciosas podem compensar tudo o que você fez. — Anna encarava com ódio a Rainha.
– Não me faça rir Anna. Eu tive que ser a sua babá durante anos e visitava a Elsa todas as noites, para no final ganhar o que em troca? Quando fui embora pela primeira vez, ninguém ousou saber sobre mim.
– Ah claro, como se soubéssemos onde uma vampira se esconderia. — Anna retrucou, aquela atitude das duas não condiziam com o que realmente eram.
– Parem as duas, por favor. Vocês querem se vingar por algo? Isso não tem graça.
– Você me fez pensar que era culpa minha ou que eu tinha feito algo errado. — disse Anna.
– Prometemos que nunca seriamos assim, o que há com vocês duas?
– Começamos a entender a realidade. — Disse Elliot com os braços cruzados. Anna retirou o colar que Elliot havia dado como presente de casamento e jogou perto da lareira. A vampira apenas ignorou a atitude da caçula.
– Vocês não são assim! Essas não são vocês! — Elsa observava as irmãs angustiadas.
– Infelizmente são. — Ingrid acabara de entrar naquele cômodo. — Eu não estou em uma urna como pode ver. Felizmente tive a chance de mostrar que eu sou a única que vai te entender, nem sua irmã e nem sua esposa são capazes disso.
– Isso é culpa sua! Você usou sua magia para enfeitiça-las. — Disse Elsa ao olhar as duas irmãs transtornadas. Ingrid afirmou que usou a magia sim, mas era um feitiço que revelava os verdadeiros sentimentos delas. Os sentimentos mais obscuros e profundos foram trazidos a tona agora.
– Você nem conversava comigo! Só me mandava ir embora, deveria ter sido minha irmã. — Anna falava ao segurar a urna.
– Eu sou sua irmã. Solte a urna Anna. Elliot faça alguma coisa, me ajude.
– Eu tenho que fazer sempre algo? Ser o seu burro de carga? E o que fez por mim? Eu fui atrás de você naquele castelo de gelo, voltei para você, eu até me arrisquei para pegar aquela chave para te ver naquela noite! E o que você se arriscou por mim? Ela não me dará a urna! Isso é problema seu!.
– Elas não ouvirão você Elsa! assim como sua mãe também não me ouviu. O único jeito de impedi-las é aceitar o seu poder, aceitar quem você é realmente, exercer seu poder sobre elas.
– NÃO! Eu não vou desistir das minhas irmãs.
– Faça Elsa, Congele-as!
– Eu não vou fazer isso. Não vou machucar as minhas irmãs! — Anna abriu a urna apontando para Elsa e Elliot estava observando tudo impassível — Faça o que quiser, mas seja o que for, Elliot, Anna, eu amo vocês. — O corpo de Elsa transformou-se em um líquido que fora conduzido para dentro da urna e trancafiada. Quando aquele momento passou o feitiço da visão quebrada havia acabado. Elliot e Anna voltaram ao normal.
– O que... O que você fez a gente fazer? — Elliot questionava a Ingrid que estava furiosa. Anna chamava por Elsa. — Anna fique perto de mim. Vamos achar a Elsa.
– Isso é culpa da Anna! — Ingrid gesticulou com a mão enforcando o pescoço de Elliot.
– Você é tola? Eu sou uma vampira, não preciso respirar! — Elliot caminhou lutando contra aquela magia, fora exatamente no momento em que Ingrid a jogou fortemente contra a parede, fazendo-a ficar inconsciente.
– Elliot! — Gritou Anna desesperada. Ingrid tomou a urna dos braços de Anna e estava prestes a congela-la quando Kristoff apareceu, mandando-a afastar de sua noiva.
– Essa é a hora do herói. Conheço esse olhar nos dois, no final, todos me veem como um monstro! Talvez esteja na hora de eu aceitar isto! — Ingrid soltou um feitiço congelando Kristoff, Anna e o resto de Arendelle. Os corpos de Anna e Kristoff viraram duas estatuas de gelo, o único corpo que ainda ficara intacto fora de Elliot. — Você pode me ser útil, mas terei que apagar sua memória minha querida. — Ingrid retirou todas as lembranças de Elsa e Anna da mente da vampira, deixando apenas a lembrança que o único parente que Elliot possuía era sua tia. A vampira estava desacordada ainda e a mulher fazia isso na mente de Elsa, retirando a lembrança de Ingrid quando Rumple apareceu.
– Estou vendo que alguém andou praticando o feitiço de memória dos trolls, notável querida. — Rumple olhou para Anna — Eu prefiro ela assim mais cooperativa e menos tagarela. Vejo que derrubou a vampira, ela até parece um anjo dormindo. Uh, olha o que temos aqui. — Rumple pegou o colar que pertencia a Anna. — Isto era mais bonito quando estava no pescoço dela, você sabe, quando ela respirava. — dizia Rumple guardando o colar em seu bolso.
– O que você quer agora?
– Uma coisinha antiga que suas sobrinhas a congelada e a desmaiada roubaram de mim. Um chapéu.
– Eu não vi — O senhor das trevas sorriu alto ao ouvir o que Ingrid dissera.
– Mentir não é coisa de Rainha Ingrid. — Rumple fez a urna contendo Elsa sumir magicamente dos braços de Ingrid.
– Onde ela está? Me devolva! — bradou a loira.
– Cuidado ai queridinha, você não é a única que sabe esconder algo de valor. Não queremos perde-la para sempre, queremos? Eu estou curioso, porque tirou as lembranças das duas pobres meninas? Ficar presa dentro de uma urna e desmaiada não eram o suficiente para ambas?
– Elas sabiam mais do que deviam. Eu queria que recomeçássemos.
– Não é o que todos queremos? Eu quero te propor um acordo, uma urna por um chapéu. Simples assim, para facilitar as coisas e encontrar o objeto que eu quero, diga meu nome três vezes que eu encontro você. Até logo. — ele ficou envolto por uma fumaça vermelha e sumiu magicamente. Elliot começava a acordar, a pancada na cabeça a deixou dolorida.
– Tia Ingrid o que aconteceu aqui?
– Uma grande magia fez isso minha doce Elliot. Temos que ir para a floresta para conseguir um objeto mágico.
– E para que serve esse objeto?
– Isso você saberá em breve. Precisamos encontrar duas pessoas para juntar a nossa família. Você me ajuda?
– Claro tia Ingrid.
– Boa garota.
Elliot e Ingrid partiram para o local secreto onde ela havia escondido o chapéu do feiticeiro, Arendelle estava completamente congelada, as folhas, o solo. Elliot estava com um capuz observando aquele ambiente ao seu redor enquanto sua tia seguia na frente. Elas entraram em uma caverna e Ingrid retirou algumas pedras e lá estava a caixa.
– Esse é o objeto?
– Exatamente. — Quando Ingrid pegou aquele objeto uma mulher de negro surgiu. Elliot ficou em posição defensiva para proteger sua tia, a vampira rosnou e seus dentes cresceram, estava pronta para atacar aquela mulher encapuzada de negro. A jovem retirou o capuz e mostrou-se possuir olhos vermelhos e uma longa cabeleira branca, assim como Elliot.
– Como vai Ingrid.
– Olá Kirya, a quanto tempo não a vejo.
– Conhece ela tia Ingrid? — Elliot olhava violentamente para a vampira a sua frente.
– Como você cresceu Elliot, está tão forte. Maravilhosa, sua mãe ficaria orgulhosa de você. — Elliot ficou em silencio. — Ingrid temos um acordo lembra?
– E como poderia esquecer?
– Do que ela está falando tia Ingrid?
– Essa é uma velha amiga da titia. Ela irá dizer o que deseja.
– Terá que vir comigo Elliot, você é uma vampira e vampiros devem ficar sempre juntos. Somos uma família.
– Perdão, mas minha família é a minha tia.
– Sua tia e eu temos um acordo e você virá comigo.
– Que tipo de acordo?
– Elliot, eu conheci essa mulher a muito tempo e ela me ajudou a encontrar alguém.
– Um mago bem poderoso e eu disse que um dia iria cobrar algo dela. Mas não esperava que ela iria ter a minha sobrinha.
– Sua o que?
– Sua mãe Gerda adotou você como deve lembrar, você é filha da minha irmã Lilith. É uma vampira e metade demônio. Precisa assumir os negócios da família — a mulher falava austeramente.
– Elliot, vá com essa mulher, em breve estaremos juntas.
– Promete?
– Sim, eu prometo. — Elliot fora levada por Kirya e quando Ingrid ia chamar por Rumple o aprendiz veio ao seu encontro.
Ele falou que veio de muito longe para encontra-la e questionou se ela duvidava dos poderes do feiticeiro. Ingrid contou que perdeu a irmã que já tinha. Ele falou que o feiticeiro havia encontrado uma terceira irmã mágica, ela será uma combinação perfeita. Ingrid questionou, porque ela será? Ele contou que ela ainda não havia nascido. O feiticeiro sabia de muitas coisas e sabia que se ela desse o chapéu ao senhor das trevas jamais encontraria o seu final feliz. Ela o questionou o que aconteceria se entregar para o aprendiz. Ele contou que ela iria encontrar com a terceira irmã e retornara a se reunir com aquela em que perdeu. Ele abriu um portal contando que aquela porta a levaria para um novo reino, onde o final feliz da loira a aguardava. Ingrid entregou o chapéu ao aprendiz e ele entregou um pequeno pergaminho para ela.
– Quando chegar a hora isso a levará até sua terceira irmã — a porta fora aberta e Ingrid atravessou para um outro reino, um reino com carros, pessoas vestidas de formas estranhas, um reino totalmente diferente do que ela estava acostumada. Era outro tempo, era o nosso mundo, em 1982.
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