Once Upon a Time - Frozen -

16 Capítulo 16 - O segredo de Ingrid -


Notas iniciais
Em Arendelle.

Elliot fitava sua esposa sem possuir uma resposta clara, parecia que sua garganta estava repleta de porcos-espinhos que a perfuravam incessantemente. Não sabia o que dizer, o que ela poderia contar: Elsa nossa mãe e nosso pai queriam tirar seus poderes e descobriram na realidade que eu sou uma vampira e parte demônio, ficaram com medo da minha transição, eles já sabiam que eu era um monstro mais assombroso para Arendelle. Ela não podia contar isso, ao menos a parte de Elsa ela não podia contar, a loira ficaria devastada. A vampira não ligava muito para os seus próprios sentimentos, o que mais a importava eram suas irmãs, a felicidade delas. Poderia ser chamada de altruísta? Abrir mão de seus sentimentos, talvez sua vida para salvar suas irmãs, faria isso sempre sem cogitar. Elsa a encarava a espera de uma resposta da irmã quando Anna apareceu, por um momento ela agradeceu mentalmente por ela ter aparecido. Assim pensariam juntas sobre o que falar para a Rainha. Anna e Elsa se abraçaram e conversaram distraidamente até o assunto principal voltar à tona. A caçula olhou para a vampira e a Rainha pediu logo para contarem e não fazerem todo aquele suspense.

– Bom amor... Nós caminhamos pela Floresta Encantada a procura de respostas mas... — dizia Elliot.

– Mas, não encontramos nada, ainda estamos esperando as respostas de algumas pessoas, porém, não esperaria nada tão cedo porque eles ainda precisam descobrir, pegar um navio e vir para cá.

– Exatamente. Pode demorar um pouco. — Elliot tentava ficar o mais calma possível ao lado da caçula que fitavam a Rainha que ficou calada todo o tempo de forma tranquila. — Você está bem amor?

– É verdade, sem neve voando, sem gelo nas janelas... Uma conversa sobre nossos pais termina com um vento gelado. — dizia Anna e Elsa sorriu para as duas dizendo que estava aprendendo a controlar seus poderes quando ficava chateada. — Mas como?

– Mas... Que cheiro é esse? — Elliot respirava mais aquela atmosfera — Suave aroma de geada com gotas de chuva no inferno em terra molhada. — A alva mulher loira acabara de entrar naquele salão e sua voz cortante entoo pelo salão ao dizer "Comigo." Elliot virou abruptamente para encara-la.

– Quem é essa? — Anna perguntou rapidamente — Ai, quer dizer quem é você? — A mulher se aproximava das três damas até ficar a centímetros de distância. Elsa dizia sorridente que aquela mulher era tia das três garotas.

– Nossa tia? encantada em conhece-la. Perdoe a minha ignorância, mas nossos pais nunca falaram a seu respeito.

– Meu nome é Ingrid, sua mãe e eu somos irmãs. — Ingrid se dirigiu a Anna ao dizer que ela parecia exatamente com sua irmã prosseguiu ao responder Elliot. — A muitos anos eu fui presa em uma urna mágica por algumas pessoas que não me entendiam. E creio que seriai doloroso demais para sua mãe relembrar esses fatos.

– Disse que não entendiam você? — Anna a questionou e Ingrid mostrou seus poderes de gelo. Elliot a encarou surpresa.

– Nosso dom é de família. — Disse Ingrid.

– Então você está sendo a mentora da Elsa? — Elliot a questionou em seguida.

– Pode-se chamar assim.

Minutos depois Anna voltara para o celeiro para conversar com Kristoff, não estava convencida de que aquela mulher era sua tia, precisava de respostas. Iria procurar os seus sogros. Enquanto Elsa estava resolvendo alguns assuntos referente ao reino, Elliot e Ingrid conversavam a respeito de seus dons de família.

– Elsa me falou muito sobre você. Foi a primeira filha da minha irmã em tese, uma vampira.

– Em tese eu fui a primeira filha do Rei e da Rainha, eles me acolheram quando a mulher que me deixou aqui morreu.

– Deve ter ficado chocada quando soube uma notícia dessas. Ela disse que você possuí muitos poderes. — Ingrid caminhou para mais perto.

– Eu não fiquei, nunca conheci a minha mãe biológica, quando papai contou não me admirei, voltei para o salão praticar mais piano. E eu não os considero poderes, eles não são mágicos como o seu e os da Elsa. Eu costumo chama-los de habilidades especiais. Acredito que seja da minha linhagem ter esses poderes.

– E quais são? — Ingrid a inquiriu curiosa. — Pode me mostrar?

– Nunca mostrei para ninguém além da minha esposa... — ela rapidamente calou-se e engoliu em seco. Não sabia como deveria agir, era sua tia... O que ela diria ao saber disso?

– Não se preocupe, eu já sei de tudo. A Elsa me contou que você são casadas e tudo o que fizeram para o reino aceitar. Eu entendo muito bem como é ter uma situação na qual muitos podem não compreender você. E no caso de vocês há isso, os poderes, é sempre complicado;

– De fato fora um início árduo. Mas sempre tivemos uma a outra, Eu, Elsa e a Anna sempre nos apoiamos. Sempre. Mesmo se todos nos virarem as costas e tivermos as três justas, isso basta.

– Compreendo. Bom irá me mostrar seus dons?

– Mas é claro. Fique com os olhos bem abertos. — Elliot mostrara suas habilidades de voo, velocidade, invisibilidade e rastreamento. Sua tia Ingrid estava estupefata com tamanha habilidade e poder.

Anna conversava com Kristoff ainda a respeito da sua tia e depois dela descobrir alguns dos poderes de Elliot ouvia escondida a conversa da outra sobrinha com seu noivo. A caçula partiu para a loja de mantimentos e lá não pode deixar de ouvir a história penosa de uma garota. Sua mãe havia morrido e precisava encontrar os trolls de pedra para recobrar a memória. Ela questionava para o vendedor que não sabia informar, mas como Anna ouviu e estava seguindo viagem para o mesmo destino resolveu ajuda-la. A viajante contou que seu nome era Bella e partiram para falar com os trolls. Elas conversaram a respeito sobre a história de Bella, ela contou que perdera a mãe na guerra dos ogros, mas não sabia o que aconteceu, esperava que os trolls pudessem restaurar a sua memória para assim poder ficar em paz. Agora elas tinham que fazer algo, escalar a montanha. Anna tentou primeiro a escalada com uma das ferramentas, mas acabara por escorregar e fora ajudada por Bella que pegou uma caixa esférica com brilhos sobre a tampa. Anna rapidamente a alertou para ter cuidado era uma caixa muito poderosa que era capaz de sugar os poderes do maior feiticeiro. A jovem viajante a questionou por quê ela tinha algo tão poderoso assim. Anna contou que roubara com a sua irmã Elliot de um feiticeiro maligno quando estiveram na Floresta Encantada, "procuramos ele para ajudar as minhas irmãs, mas as coisas não saíram de acordo com o plano" disse Anna. Bella a questionou quem era a tal pessoa, mas princesa Anna preferiu não falar, dizer seu nome era como um mau agouro agora. As garotas conseguiram escalar e chegar ao local destinado dos Trolls, a jovem de Arendelle chamou pelo sábio Pabbie que veio rolando até ela e por fim se mostrando.

– Anna querida você voltou! — dizia o ancião dos trolls. — Veio nos dizer a data do casamento? Estou treinando meu discurso.

– Ainda não, mas, podemos falar disso depois, antes quero que conheça minha amiga, Bella. Veio de muito longe para te ver.

A jovem viajante de pele alva e vestes claras de cabelo escuro ondulado nas pontas aproximou daquele ser místico ajoelhando-se com um dos joelhos e apertou a mão do velho Pabbie. — É uma honra te conhecer. Olha eu estou aqui, porque... Eu...

– Eu sei, eu posso ajuda-la a recuperar as lembranças da sua mãe. — magicamente um brilho ametista saiu da têmpora da garota, como se tivesse sendo retirado e magicamente formou-se uma espécie de joia transparente. — Leve isso ao lugar onde perdeu sua memória e faça um chá dessa pedra na chaleira. Quando beber, sua memória retornará. — A jovem agradeceu e levantou-se ficando perto de Anna e agradecendo-a profundamente. Fora a vez de Anna falar com Pabbie a respeito de sua tia Ingrid, contara para ele que não acreditava que aquela mulher poderia ser da família sua mãe a teria dito. E Pabbie contou que ela havia tido duas irmãs e ele nunca falou nada, porque jurou guardar segredo. A princesa implorou por respostas. E ele contou que a mãe das meninas Gerda era a mais nova das três irmãs, depois vinha Relga e Ingrid a mais velha. Na infância as três meninas eram bem próximas eram sempre vistas juntas brincando no jardim real. Porém, um dia, Relga e Ingrid desapareceram e ninguém nunca mais soube o que houve com elas, era uma tragédia que a família real queria esquecer e conseguiram com a ajuda de Pabbie. Anna o questionou se havia apagado as memórias de todos em Arendelle, e ele admitiu que sim e que a família real apagou as menções de Relga e Ingrid de todos os livros e registros que encontraram no reino. Anna levantou questionando por quê Ingrid não teria contado que havia outra irmã e o que mais ela pode estar escondendo. Terminou por dizer que precisava contar a Elsa e a Elliot. Juntas Bella e Anna desceram a montanha, mas havia uma forte tempestade se formando a leste dali. A princesa alertou a viajante que não era uma tempestade, era sua tia e pelo visto ela não queria que a jovem contasse as irmãs o que descobriu. As lufadas de ar estavam começando a ficarem mais fortes naquela altura. Um chacoalhar fez as garotas desequilibrarem e Bella teve sua pedra a um centímetro de cair. Por um lado sua pedra estava para cair por outro Anna estava para cair daquela montanha íngreme, a queda seria perigosa. Anna pediu por socorro e Bela disse para ela aguentar firme, enquanto ela esticara sua mão para pegar a pedra. A jovem princesa estava escorregando e disse que não poderia mais aguentar. Mas uma lufada de ar e a pedra de Bella acabara se espatifando ao solo pedregoso, a jovem fora em direção a Anna para salva-la, esticou sua mão, mas era tarde Anna escorregou e caiu abaixo, desacordada. Bela observou do alto que uma mulher de vestes brancas e loira aproximou do corpo caído de Anna e retirou a caixa que a mesma e sua irmã Elliot roubaram de Rumple. Uma fumaça branca envolveu os dois corpos e desapareceram em um passe de mágica diante dos olhos de Bela.

Anna abriu os olhos com dificuldade seu corpo estava dolorido devido a queda. Observou que sua tia a chamara e que estava no calabouço do castelo. Mas o que fazia ali? Por quê estava presa como um delinquente? Anna foi até as grades de sua cela e fez força para abrir, estava trancada. Ingrid a encarava do outro lado. A jovem disse desesperada que ela não podia deixa-la ali, nem a Elsa e muito menos a Elliot a permitiria isso. E então a loira abriu a boca, "Mesmo quando souber o que planejava fazer com ela?". Anna a encarava sem entender, o que ela iria fazer contra a irmã? Ela nunca faria tal coisa. E Ingrid mostrou a caixa mágica do Rumple, que Anna queria destituir Elsa de seus poderes. Mas Anna negou, não faria isso com sua irmã, com nenhuma das duas. Ingrid estava naquele celeiro a tarde e ouvira somente a parte que Anna explicava a Kristoff de que ela não tinha contado a Elsa sobre o que os pais iriam fazer. Anna tentou explicar para sua tia ali no calabouço que não era isso, contou que havia encontrado um homem que os pais procuravam, e eles queriam tirar da Elsa o que a faz tão especial. Ingrid a acusou de querer fazer o mesmo. Mas fora negado pela caçula que disse que não ia usar na irmã e nem em ninguém. A caçula continuou revelando que os trolls haviam contado o que ela estava escondendo que ela e a mãe haviam outra irmã. Ingrid cerrou os lábios e disse de modo insípido que os trolls de pedra não deveriam contar aquilo de que não entendem. Mas Anna sabia que era verdade e queria saber o que ocorrera com sua outra tia. Ingrid preferiu dizer que segredos deveriam permanecer enterrados. A pobre princesa de Arendelle não entendia, o que a tia recém chegada queria afinal? Ingrid aproximou das grades e falou que queria uma família que a aceitava como ela era. Ingrid confessou que por um momento achou que as quatro poderiam ser uma família, Anna, Elsa, Elliot e ela. Mas revelou que Anna havia mostrado que aquele plano não funcionaria, a loira comunicou que ela não havia nada de em comum com ela, com a Elsa e nem com a Elliot que apesar de ser uma vampira era diferente também. Anna era apenas... Normal, uma estranha. A caçula tinha seus olhos marejados ao ouvir aquelas palavras duras da tia