Once Upon a Time - Frozen -

9 Capítulo 9 - A Forasteira -


Notas iniciais
Como estamos indo pessoal? Hoje vocês tiveram uma dose tripla de capítulos, espero que gostem!

Emma tentou rastrear a "forasteira" durante o dia todo. Alguém estava deixando a maioria da cidade nervosa com o súbito gigante boneco de gelo. Estranhos na cidade que congelavam vans e soltavam monstros de neve não era exatamente algo bom. Ninguém sabia seu nome, e, a julgar pelo que havia de informação, não estavam hospedados em nenhum lugar da cidade. Ele ou ela eram invisíveis — talvez um deus nórdico. Loki com suas brincadeiras travessas — Emma não gostava da maneira como a carruagem ia se descolocando.

Até ali, ela só tinha as informações que Leroy e Walter haviam lhe dado, e o boneco de neve. O telefone da delegacia não parava de tocar enquanto Emma e David patrulhavam a cidade naquela manhã. Havia uma nova tensão no ar, novos casos e intrigas. Storybrook estava novamente acordada. Emma lembrou de sua velha vida em Boston que comparando a nova Storybrook era sossegada e entediada, a xerife nunca mais teria aquela calmaria de volta e sabe? Ela não ligava! Quando chegou naquela cidade do Maine em 2011 sua vida toda mudara e ela às vezes gostava do estranho rumo que havia tomado.

Alguns dos habitantes de Storybrook se preparavam para ir de encontro aos braços de Morfeu. A noite estava convidativa, alguns iriam sair, outros estavam ansiosos para continuarem assistindo suas séries de televisão ou novelas. Enquanto Emma, Henry, Mary Margaret e David estavam colocando o pequeno Neil para dormir, para se encontrar no paraíso de Morfeu. O ato de colocar o bebê para dormir fez brotar um ramo de curiosidade no jovem Henry que questionou para os avôs o que os bebês sonhavam. Afinal, o que será que crianças recém nascidas sonhavam? David e Emma possuíam a resposta na ponta da língua, o primeiro disse "Briga na piscina" e Emma completou com "Armas Lasers." Mary Margaret descordou dos dois e Henry a consolou dizendo que era brincadeira dos dois adultos. A Branca de Neve estava exausta, havia dormido oito horas essa semana e sua coluna começava a queimar. Emma estava na cozinha fazendo um sanduiche com pasta de amendoim quando prestou atenção que o filho estava com uma cesta com champanhe, vinho tinto, flores e comentou para o garoto que ele estava pronto para ter uma noite daquelas. Henry negou dizendo que não seria para ele e sim para sua mãe. Ela sorriu e disse que não bebia no trabalho.

– Para a minha outra mãe. — O jovem informou. — Como eu não fui para casa ontem acho que eu deveria vê-la. Saber como está. Eu pesquisei na internet, não falava nada de como superar a ex do seu namorado que voltou do passado, mas chega perto.

Emma o encarou com um olhar de ternura, aquele gesto que ele queria fazer para alegrar Regina era lindo.

– Isso é muito gentil. — Novamente o corvo bateu na janela dos pais de Emma. O corvo trazia outra mensagem para Henry. O garoto pegou e leu, completando que Regina não queria vê-lo, isso arrasou Emma, ver Henry com um olhar desconsolado a devastou profundamente. Ele saiu caminhando até o restaurante da vovó. Ruby estava debruçada como sempre sobre o balcão, o questionando o que tinha acontecido. O garoto nada quis falar. A Chapeuzinho vermelho estava com uma maquiagem estilo gótico, porém, mais suave. Suas brilhantes mechas vermelhas em seu cabelo castanho haviam desaparecido quando Emma quebrara a antiga maldição de Regina. A antiga Ruby rebelde e namoradeira havia sumido e dado lugar ao seu verdadeiro eu: carinhosa, de bom coração e às vezes carente de autoconfiança por dentro.

Henry foi seguido por Emma sentando no balcão ao seu lado, Ruby resolveu deixar mãe e filho a sós e indo atender outros clientes. Ela explicou que leu o bilhete e não era isso que constava, era por enquanto, um tempo, enquanto clareava as ideias. Ele insistiu ao repetir que ela não queria vê-lo. Henry estava muito triste pela reação da mãe, ele queria ajuda-la e tudo que ela fazia era afasta-lo. A loira tentou consola-lo, mas o garoto não demonstrava muito interesse. Enquanto eles conversavam toda a cidade ficou sem luz, a energia havia acabado. O rádio dela logo fora acionado, era David informando sobre o terrível apagão. Ela olhou para o filho e o convidou para fazer parte dessa nova missão, porém ele dispensou.

David pegou Emma na sua viatura no restaurante da vovó e conversavam a respeito de Henry, de como ele estava triste e magoado com a atitude de Regina. Ela se sentia arrasada o garoto mau a deixou abraça-lo quando estava indo embora, seu pai, David ouvia tudo achando muito familiar essa atitude do garoto. Ele explicou que o garoto possuía duas mães que construíam barreiras, essa atitude fora herdada das duas partes. Eles continuaram conversando dentro do automóvel quando um vulto rápido invadiu a frente do carro de David que freou abruptamente. O carro chacoalhou fazendo seus corpos desencostarem do banco de couro. Sentindo-se como se estivesse interpretando o papel principal em um pesadelo, Emma avistou dois olhos vermelhos. "Talvez fosse um lobo" pensou.

A última vez que aconteceu algo semelhante fora a primeira vez que chegou em Storybrook. Seria isso um déjà vú?

– Você viu aquilo? — Emma perguntou incrédula.

– Eu não sei. Parecia uma espécie de animal, não sei.

– Foi muito rápido para ser um animal qualquer. Eu vi olhos vermelhos, que tipo de animal tem olhos vermelho?

– Eu não sei. Pode ter sido o reflexo dos faróis. Não deve ter sido nada. — David continuou a dirigir e um pouco longe dali, dez minutos mais tarde daquela quase colisão, eles deram de cara com uma muralha enorme feita de gelo. Emma saiu do carro com David, ambos olhavam a altura daquele muro. Eles notaram que um poste de alta tensão estava caído no chão, aquele muro fora o responsável pelo corte de energia. Mas quem havia sido o criador disso tudo? A xerife se perguntava. Observando aquelas pessoas lá fora, a Rainha de Arendelle se escondia atrás de alguns pilares de gelo, segurando o colar de Anna.

Enquanto Emma e David tentavam solucionar aquele mistério, Leroy, feliz e a vovó batiam na casa de Mary Margaret reclamando pela falta de luz questionando o que ela iria fazer. Mary estava perdida, porque ela tinha que fazer alguma coisa se a prefeita era Regina? Seus visitantes ou intrusos a notificaram que a Rainha Má não queria mais o emprego e aquela maldição era dela! Ela teria que arranjar um jeito de trazer a luz de volta. Eles a ajudaram quando ela quis reacender ao trono, agora Mary ajudaria a solucionar a falta de energia.

David e Emma observavam o muro quando foram surpreendidos pela presença de Gancho que os informou que aquele muro estava cercando toda a cidade. Ninguém entrava e ninguém saia de Storybrook. David demonstrou um pouco de hostilidade com a presença de Gancho ali, ele sabia que aquele capitão havia colocado os olhos no seu maior tesouro, Emma. A xerife achou ter visto algum movimento nas pilastras de gelo e pediu para Gancho esperar com seu pai. Enquanto Emma se afastava na direção do "Balde de gelo."

– Eu acho que devemos falar quais são suas intenções com a minha filha. — Disse David ao se aproximar de Gancho. O capitão falou que aquele momento era antiquado até para ele. Os dois dialogavam sobre a xerife. A loira subiu alguns tijolos de gelo mais escondidos e encontrou uma mulher loira de vestido azul celeste. A outra loira rapidamente aderiu uma postura hostil.

– Está tudo bem. Quem é você? — Emma perguntou.

– Eu me chamo Elsa. — A loira respondeu.

– Eu sou Emma, o que está fazendo aqui? — Emma caminhava até a mulher a sua frente que dava passos para trás.

– Estou procurando alguém e não consigo encontrar, minhas irmãs e isso são delas. — Elsa mostrou o anel de Elliot e o colar de Anna para Emma. — Encontrei na loja cheia de coisas, onde elas estão?! — inquiriu Elsa com uma das mãos erguidas na direção de Swan que negou saber do paradeiro delas e propôs que ajudaria Elsa se ela a ajudasse. Perguntou sobre o nome das irmãs e Elsa logo respondeu que elas se chamavam: Anna e Elliot.

David e Gancho notaram a demora de Swan e resolveram ir atrás dela chamando-a, o que assustou Elsa fazendo a Rainha erguer acidentalmente pilastras de gelo e trancando as duas dentro de uma caverna. Ocorrera um deslizamento de neve que fizeram os rapazes e as damas do outro lado caírem. Gancho ao notar a nova parede erguida que separava-o de sua Emma correu tentando extrair com seu "suporte" de mão alguns filetes de neve. David tentou chama-la pelo rádio mais não havia resposta, Killian tentava mover aquele bloco a qualquer custo, precisava salvar a xerife.

Enquanto isso dentro daquela nova habitação de gelo as duas garotas estavam presas. Ambas se levantaram e reparam ao redor, não havia como sair dali. Emma tentava conversar com Elsa, querendo saber do que se tratava. A outra negou e apenas contou que era muito poderosa e que elas e seus amigos deveriam tomar cuidado. Swan tentou se aproximar e Elsa a advertiu para manter distancia. Emma queria que ela desfizesse aquele bloco para que pudessem sair. A Rainha pausou e ponderou suas palavras, alertou a jovem de casaco de couro marrom a trazer o que ela queria e só assim ela poderia ser libertada.

– Você quer as suas irmãs não é? Não posso procura-las daqui. — David tentava do outro lado comunicar-se com a filha e quando finalmente conseguiu contato através daquele dispositivo. Elsa estranhou, não sabia que tipo de aparelho era aquele. Emma a explicou que aquilo possibilitava que ela falasse com David do outro lado do muro. A Rainha falou para Emma ordenar para David buscar Anna e Elliot. Emma contou que estava com Elsa e que ela estava procurando as irmãs, Anna e Elliot e que encontrou o colar e um anel na loja do Gold. A Rainha segurou aquele rádio e explicou para David que poderia congelar toda a cidade e todo mundo nela.

Longe dali na central de eletricidade, Mary Margaret, com Leroy, Feliz e a vovó tentavam concertar a fonte de energia. Todo o manual estava em Japonês e ninguém ali sabia ler mandarim. Mary estava com seu bebê no colo, tentando descobrir qual alavanca colocaria aquela central de volta nos trilhos. O que mais a aborrecia eram as reclamações daquelas três pessoas. Eles não paravam de falar sobre seus problemas, sobre as novelas que perderiam, sobre a falta de TV, DVD, TV A CABO, as séries, a internet, suas perdas em produtos. A falta de micro-ondas, cafeteira, CD, TVR e tudo que se movia a mercê de energia. Ela pediu para eles se calarem e que estava exausta, não dormia direito a dias e estava em período de amamentação. Falou para eles que entendia porque a Regina era malvada, não era culpa dela, era eles que a enchiam o tempo todo. Branca apontou o dedo e disse " Vocês sempre sobreviveram sem lâmpadas, então vão comprar uma lanterna!" bradou a mãe para aqueles três briguentos. Na parte afastada da floresta aqueles olhos vermelhos corria atrás de uma lebre saltitante que deveria estar dentro de sua toca essa hora da noite. A lebre saltava e saltava tentando salvar sua vida, mas a portadora daqueles olhos era veloz demais. Segurou o pescoço da lebre asfixiando até desfalecer. Cravou seus dois caninos pontiagudos e sugou todo o sangue do animal. Alguns filetes daquele líquido carmim escorriam pelos cantos de sua boca que levou rapidamente a palma da mão para limpar.

– Preciso encontrar ela. — Disse aqueles olhos vermelhos que brilhavam com mais intensidade.

O plano de Emma era simples. Ela nunca fazia um plano complicado, a menos que precisasse disso, e em sua experiência, sempre que ela tentava encontrar alguém deveria reunir informações sobre aquela determinada pessoa. Porém, a xerife estava com os braços ao redor de seu corpo na tentativa vã de se aquecer. Notou que durante todos aqueles minutos Elsa não demonstrara nenhum tremor. Enquanto suas mãos e seu queixo tremiam como uma vara verde.

– Outro dia apareceu um monstro de neve, foi você que fez? — Emma a inquiriu ainda com frio.

– Farei o que for preciso para resgatar minhas irmãs.

– Parece que você gosta muito delas. Sinto muito pelo colar da... Da Anna não é? — Elsa perguntou onde o colar estava e Emma informou que ele havia caído ali e agora estava congelado, sugeriu que ela poderia descongela-lo e ambas poderiam sair dali para conversar em um lugar mais quente. A Rainha não encarou Swan que rapidamente entendeu a situação daquela mulher. — Você não tem controle sobre eles não é? Você estava tentando nos alertar.

– Por quê acha que me conhece? — Emma explicou para Elsa que ela também possuía poderes e assim como ela também não conseguia controla-los. A Rainha ficou admirada por conhecer mais alguém com magia. Elliot era diferente assim como ela, porém, não possuía magia. — Elliot e a Anna... elas me ajudam a controlar. Se eu as encontrar, elas me ajudarão a desfazer isso. Poderemos nos livrar de tudo isso, da parede, quando elas estiverem aqui.

"Até lá eu estarei morta." pensou Emma.

– Mas elas não estão. — Disse Emma com o semblante pálido devido o frio, seus lábios estavam começando a ficarem roxos. Elsa sugeriu que talvez a magia dela poderia ajudar. — Eu estou tentando, estou tentando até me esquentar, eu não sinto as minhas mãos e nem meus pés. — Emma tentou invocar a sua magia, mas falhou na tentativa. Ela estava com muito frio para se concentrar o bastante e fazer a magia vim. Ela estava cansada e tentou se deitar o que foi logo evitado por Elsa, que a deixou sentada e a mantendo acordada. A Rainha a inquiriu se ela havia nascido com magia ou havia sido amaldiçoada e a xerife contou que veio de um lugar sem magia e que havia descoberto a pouco tempo, não recebera a ajuda de pais. O que foi concordado por Elsa.

– Eu acabei virando Rainha de um grande reino, despreparada.

– Entendo o despreparada, eu sou... Ah ouve essa, uma salvadora, ainda não sei o que significa. — Elsa abordou que isso às vezes parecia um fardo e quando tentam interromper, acabam machucando os outros, contou que ela não conhecia outra pessoa com poderes como os dela. Por mais que Emma tentasse lutar contra o frio ela não estava conseguindo, deitou-se no chão gelado e Elsa pediu desculpa por ter trancado as duas naquele lugar, não era sua intenção.

David e Gancho dirigiram de volta para o centro da cidade, seguiram em direção ao antiquário do Sr. Gold. Bella e ele estavam ali atrás de um balcão de vidro e madeira. O xerife contou que sua filha estava presa com uma mulher com poderes do gelo. Gold o perguntou o que ele havia com isso? Gancho bradou ao pedir que ele fizesse algo. Gold alertou que poderia destruir o gelo, mas que isso acabaria matando Emma. David contou toda a história explicando que Elsa achava que as irmãs dela Anna e Elliot estavam na cidade porque ele tinha duas coisas das garotas na loja, um colar e um anel. Bella rapidamente mostrou a foto de ambos.

– Eu conheço isso. Eu sei exatamente quem é a Anna e a Elliot. — Disse ao recordar de épocas atrás, as duas jovens que pediram para dormir no seu celeiro. Joan e Laila, essas eram Anna e Elliot.

Elsa tentou movimentar Emma pedindo para ela não dormir. A questionou sobre o filho dela e a loira respondeu que ela desejava saber mais coisas, porque sabia que se dormisse poderia morrer.

David saiu da loja do Gold e seguiu até um outro departamento, um lugar que vendia carnes. A dona daquele estabelecimento era a Betty. Ele disse que precisava de ajuda e ela se negou. Estava prestes a ataca-lo quando Gancho segurou seu cutelo e David a segurou contando toda a história e de quem precisava encontrar. Porém, David lembrava que só poderia encontrar Joan/ Anna. Somente ela havia sido marcada por Betty. David pediu para Gancho procurar nos fundos um cajado de pastora, ele o encontrou e ambos saíram daquele estabelecimento retornando para aquele paredão de gelo. Ele retomou a comunicação no rádio falando com Elsa que contou que Emma havia desmaiado e ficando azul. David disse que havia uma forma de encontrar uma das irmãs, mas ela deveria sozinha conseguir um jeito de saírem de dentro daquela parede.

– Eu não posso sem elas! — David começou um discurso que havia escutado a anos atrás por duas garotas que ele chamou de ingênuas. Mas que conseguiram salva-lo.

– É uma batalha impossível e são essas batalhas que você tem que lutar ou você vai morrer. Em cada momento de nossa vida haverá sempre uma batalha para ser vencida.

– Se eu não lutar eu sobreviverei

– Uma vez duas pessoas me disseram que sobreviver não basta e que você tem é que viver. E as pessoas que criaram a definição de que sobreviver é viver eram tolos.

– Onde você escutou isso!? — inquiriu Elsa do outro lado da parede com o rádio de Emma em mãos.

– Você conhece as duas pessoas que falam assim. — David dizia.

– A Anna e a Elliot. Você as conheceu?

– Conheci sim. Elas me ajudaram a muito tempo a me tornar quem eu sou. Elas salvaram nossas vidas e agora eu preciso que você salve a da Emma. Eu posso não ter conhecido as duas tão bem, mas elas me disseram que arriscariam as suas vidas por você quantas vezes fosse preciso. Elas não iriam querer que você ficasse presa e isolada, elas iriam querer que você vivesse. Agora faça! — David disse através daquele rádio e Elsa soltou indo em direção ao paredão de gelo, concentrou o máximo que pode para rever aquela magia e rajadas de gelo saíram por sua mão fazendo aquele paredão criar um buraco no meio, onde do outro lado fora possível ver David e Gancho. Ela ajudou Emma a se levantar e juntas saíram daquela "prisão de gelo". Quando Emma saiu Gancho a abraçou fortemente, ele estava tão preocupado. David encarou Elsa e deu os parabéns por ela ter conseguido e disse que devia muito as duas irmãs dela por terem ajudado ele e agora ele iria retribuir ajudando a encontrar Elliot e Anna. Elsa sorriu aliviada.

Mary Margaret lutava com o seu filho para repor a energia de Storybrooke, ele estava chorando por estar com fome. Ela disse que logo o amamentaria e teve a brilhante ideia. "Ele chora porque está com fome e ele está com fome também" Observou os canos, condutores de combustível e percebeu que para ter energia precisava que alguém a alimenta-se. Abriu o registro de combustível e girou uma alavanca, o que fez a energia toda voltar a funcionar. Ela sorriu alegremente ao ter a sensação de dever cumprido.

De volta a casa de David e Mary, Emma, Gancho, Henry e Elsa estavam ali cobrindo a xerife com cobertores para que ficasse aquecida. A energia havia retornado e isso significava que poderiam ligar a calefação. Teriam mais uma forma de aquecer a moça. Henry se ofereceu para fazer chocolate quente e abraçou a mãe que se desculpou por não ter ajudado antes. Ele disse que estava tudo bem, que estava feliz por ela estar bem. Emma observou os olhos preocupados de Elsa e perguntou se estava tudo bem.

– Além de perder as minhas irmãs eu perdi o colar da Anna. Eu não sei se elas estão juntas. E tudo que eu tenho é o anel da Elliot. Como eu posso achar a Anna se elas não estiverem juntas?

David levantou-se rapidamente e pegou o cajado de Betty. — Vamos acha-la. Quando eu conheci a Anna a dona desse cajado a marcou. Não importa aonde ela esteja ele irá encontra-la. — David deu o cajado para Elsa que não conseguia ver nada. Ele estranhou aquilo, da última vez que usou para encontrar Anna havia funcionado. Todos se questionaram o que havia com o cajado e depois Emma questionou o que era aquele som.

– É um coração batendo?

– É sim. — Disse David.

– Podemos não saber onde ela está, mas sabemos o mais importante, que está viva. — Emma disse.

– Eu queria que esse cajado pudesse te dizer onde Elliot está. Mas ela não foi marcada. Betty sequestrou a Anna enquanto Elliot caçava, por isso só podemos saber da Anna. — Elsa suspirou fundo, ao menos tinha uma notícia boa, Anna estava viva, mas e Elliot? E quanto a sua esposa, o que aconteceu com ela?

Mary Margaret chegou com Neil perguntando o que estava acontecendo, quem era a Elsa e David explicou que ela estava procurando a irmã e era isso que a família dele fazia, "encontrava pessoas" e que não iriam desistir. Elsa sentiu-se um pouco mais animada agora estava conseguindo ajuda. Henry ao escutar aquelas palavras resolveu ir de manhã cedo até a casa da mãe.

Quando viu a Rua Mifflin virou ali, era uma rua sem saída e era obvio qual era a mansão de sua mãe. Aquele jardim ali na frente com a antiga macieira, os duendes de pedra. A casa não havia mudado em nada por fora, continuava com a mesma faixada branca. Henry subiu os dois degraus do hall de entrada e bateu três vezes na porta chamando pela mãe.

Alegou que sabia que ela estava em casa e que não ia desistir dela, ela não podia mandar ele ficar longe, porque aquela casa também era dele e sentia falta da cama, dos gibis e sentia falta dela. A prefeita ao ouvir as palavras do filho abriu a porta e falou o nome dela que logo chamou de mãe. Ela abraçou apertado o filho que retribuiu com a mesma intensidade.

Naquela mesma manhã Elsa e Emma retornaram para o paredão e a rainha disse que iria derruba-la. Porém algo estava errado, seus poderes não foram capazes de derreter a muralha.

– Eu não entendo o que está acontecendo. Não tem porque o gelo continuar de pé. Eu sou a única pessoa com esse poder, então porque eu não estou conseguindo desfaze-lo? — falou a loira de vestido azul.

– O que será que está mantendo ele de pé? — inquiriu Emma preocupada.

Notas finais
O que estão achando?