Once Upon a Time - Frozen -

10 Capítulo 10 - A tia desaparecida -


Enquanto Elliot e Anna continuavam sua viagem em busca de respostas. No reino de Arendelle havia uma esposa aflita e um noivo tentando consolar sua cunhada Rainha. Elsa não parava de andar de lá pra cá por um momento Kristoff cogitou a ideia dela fazer um buraco no soalho do castelo. Ela repetias várias vezes a mesma pergunta: Alguma notícia sobre elas? Ele continuava a negar que ninguém sabia nada. Tentou acalma-la falando que elas estão bem, elas sabiam se cuidar, Anna já enfrentou lobos, monstros de neve, deu um soco no Hans das ilhas do sul e Elliot... O que falar dela? Ela mataria qualquer um que encosta-se um dedo na Anna. Tinha um bom nariz, possuía uma agilidade tremenda, uma força de cem homens, sem falar na alta destreza. Não havia com o que se preocupar. Mas aquele argumento não funcionou para a rainha. Ela não conseguia ficar parada enquanto suas duas irmãs estavam em um ambiente hostil e desconhecido.

– Eu não posso ficar parada sem fazer nada! Vou atrás delas.

– Elas me falaram que você tentaria e me mandaram impedi-la.

– Você não pode fazer isso, eu sou a Rainha, esqueceu?

– E é por isso que deve ficar em Arendelle conforme você falou para elas, quando Anna sugeriu irem para a Floresta Encantada. — Elsa voltou para perto da mesa ao ouvir o que Kristoff disse. — Elas estavam certas, lógica e bom senso funcionam em você.

"Ainda bem que ela se convenceu" pensou o garoto do gelo

– Elas me conhecem bem demais. — Disse a Rainha com um suspiro de preocupação com as irmãs.

Enquanto Kristoff e Elsa conversavam, um mensageiro adentrou aquela sala de forma abrupta, se desculpando pela maneira rude de entrar. Elsa estava preocupada, queria saber notícias das irmãs. Ele negou saber notícias delas, mas haviam descoberto outra coisa com a busca. A Rainha leu aquele manuscrito, Kristoff gostaria de saber o que era e a inquiriu. Ela contou que havia um exército se formando nas montanhas e estavam vindo para Arendelle liderado pelo príncipe Hans. Kristoff se ofereceu para investigar, ele conhecia muito bem aquelas montanhas seria de boa serventia. O mensageiro esnobou o noivo de Anna ao dizer que não sabia que ele tinha algum palpite naquele assunto. Elsa afirmou que ele não tinha e que não iria para as montanhas por ser perigoso.

– Ah! Vejo que está se acostumando com a minha presença. — Disse seu futuro cunhado.

– Minha irmã quer se casar e eu creio que ela pretende fazer isso com você vivo. E se você morrer a Elliot encontraria um modo de trazer você de volta para lhe matar pessoalmente, você sabe disso.

– É eu sei. Ela sempre me ameaça, já estou acostumado. Eu terei cuidado. Por favor Elsa, deixe-me ir. — Suplicou.

– Você ficará aqui. Como você disse, eu sou a Rainha de Arendelle, então deixe-me cuidar disso.

Quando anoiteceu Kristoff passeava com Sven minuciosamente, eles estavam batendo um "papo". O rapaz alegou para seu amigo que não estava desobedecendo o que Elsa havia ordenado ou o espírito da coisa. Sven fungou mostrando que ele estava errado. O que logo o garoto admitiu, ele estava desobedecendo a Rainha. Mas era em prol de um bem maior. Kris prendeu seu amigo em uma árvore e caminhou cuidadosamente se esgueirando entre os arbusto. Ele observou o acampamento do príncipe Hans e seus doze irmãos. Ele não mentiu ao contar que tinha vários irmãos pensou Kristoff. Havia várias fogueiras acesas e alguns arroches, cavalos relinchavam ao longe, os olhos azuis de Kristoff vasculhavam todo o acampamento tentando encontrar algum ponto fraco para destruir Hans e seus irmãos mau encarados.

Hans apareceu e conversava alegremente com alguns de seus irmãos. Ele mostrou para seus irmãos um pergaminho contendo o desenho de uma antiga urna. O loiro escutou cada informação e voltou correndo para o castelo com Sven. Elsa estava em uma reunião tramando uma estratégia de como capturaria Hans com seus comparsas. O loiro entrou afobado na sala de reuniões alegando que o príncipe Hans sabia como derrota-la. Elsa o cortou perguntando se ele não deveria estar em outro lugar, no celeiro, talvez, ela pensou essa parte. Ele confessou que foi espionar o acampamento do exército das Ilhas do Sul. Ele mostrou no mapa sobre a mesa que havia uma urna oculta escondida em uma caverna no vale do norte e Hans e seus irmãos tramavam pega-la para prender Elsa lá dentro. A urna era mágica e possuía o poder de prender pessoas com magia. Um dos estrategistas ofereceu para atacar Hans antes do ocorrido, mas a Rainha não queria ameaçar perder tantas vidas, deveria pensar em um modo de se livrar do Hans e seus irmãos sem começar uma guerra. Kristoff falou que conhecia vários atalhos, cavernas e vales que eles não conheciam, poderia fazer um ataque surpresa. Ele pediu para levar alguns soldados e destruiria o jarro que aquele príncipe tanto queria. A Rainha negou novamente, dizendo que ele poderia levar só um, ela.

Ao amanhecer Kris e a Rainha partiram pela floresta levando alguns equipamentos de escalada. A Rainha questionou o futuro "cunhado" se o príncipe Hans havia contado algo mais referente a urna. O jovem continuou a andar respondendo que ele havia contado que o objeto era antigo e poderia capturar pessoas como ela. Ela o seguia pela floresta ao informa-lo que essa era a prova de que havia mais como ela e sempre achou que estava sozinha. Kristoffer a encarou e disse que ela nunca esteve sozinha, havia a Elliot que a amava mais do que tudo, a Anna que também a amava. Ela falou que amava as duas, mas não eram iguais. Elliot podia ser como ela em partes, possuía poderes, mas não magia. Elliot era de uma casta diferente e Anna era normal. Elsa queria saber se havia pessoas como ela, com magia, poderes de gelo e neve. Tentou explicar isso para Kristoff que disse que apesar dos Trolls serem diferentes dele, ele nunca se sentiu só. A caminhada levaram eles até o vale do norte e teriam que descer aquele barranco através de corda. Elsa não poderia usar magia ou Hans saberia que ela esteve por lá. Quando conseguiram descer aquele enorme penhasco, Kristoff localizou a caverna correta e carregava em sua mão uma tocha. Mostrou para Elsa que ele conseguiria chegar ali. Estava todo orgulhoso de si e sua conquista.

O ambiente era bem fechado, havia somente pedras e grandes rochas. No fundo da caverna cravada em uma pedra estava a urna, seu material parecia algo, semelhante a prata. Elsa pegou sentindo o peso daquele artefato, não era tão grande, imaginava que aquela urna teria no mínimo um metro. Mas continha apenas alguns centímetros. Magicamente surgiu algumas letras antigas, ela não conseguia ler, mostrou para Kristoff que debochou dizendo que estava escrito que era perigoso e não deveria se aproximar. Ela revirou os olhos fitando novamente aquele objeto que detinha em suas mãos. Elsa gostaria de saber o que estava escrito na urna, talvez ela tivesse as respostas, por quê era a única com magia na família? Passos foram ouvidos atrás deles e vozes masculinas começavam a serem ecoadas na caverna. Hans estava acompanhado de três, dos doze irmãos. Ordenou que os três pegassem a urna. Elsa espalhou gelos pontiagudos nos dois irmãos que avançaram contra ela, fazendo eles aderirem uma postura apavorada. O terceiro estava lutando com Kristoff que o chutou para longe. Porém, Hans com uma atitude covarde apontou uma espada por trás de Kristoff ameaçando mata-lo, o que deixaria Anna viúva, tecnicamente. Elsa se viu sem escolhas, a vida de Kristoff estava ameaçada, ele discordou, Kris não queria que ela entregasse a urna, Hans a prenderia lá dentro. Ela disse que deveria confiar nele agora, que ele deveria encontrar a Elliot e a Anna para salvar Arendelle. Ela entregou a urna para Hans e o mesmo liberou Kristoff que estava sendo segurado por um dos irmãos.

Quando Hans pegou aquela urna sentiu que tudo estava como planejado, estava mostrando a seus irmãos que ele era forte e destemido — ou ao menos achava que era -. Ele afirmou que Elsa não pertencia aquele mundo, tanto ela como Elliot não pertenciam a lugar nenhum e que com aquela urna poderia capturar ela e deixar em um lugar onde ela não irá existir. Ao abrir a urna um líquido prateado escorria em direção a Rainha que esperava pelo pior.

"Eu acredito que Elliot e Anna voltaram para me salvar e salvar o reino!" pensava Elsa.

Hans continuava a dialogar que ao assumir o trono o povo ficaria contente, pois teriam um novo regente e não uma aberração. Aquele líquido cada vez mais aproximava-se de Elsa e quando parecia encostar em seus pés virou para o lado se moldando e criando volume. A silhueta de uma mulher podia ser vista e diante dos olhos de todos, surgiu uma mulher loira com vestido branco. A urna não estava vazia, alguém estava presa à muitos anos. A mulher olhou para Hans e falou:

– Pelo que ouvi, acho que me chamou de aberração! — Ela apontou sua mão para o rapaz que virou uma estatua de gelo. Seus irmãos correram assustados. Elsa agradeceu por aquela mulher tê-la salvo. A loira de branco falou que sabia por experiência própria que ninguém deveria ficar preso naquela urna principalmente alguém como elas. Kristoff estava se aproximando quando a mulher inquiriu quem era ele erguendo uma de suas sobrancelhas e Elsa disse que era seu amigo. O jovem garoto do gelo sorriu com as palavras da Rainha.

Ambas voltaram para o castelo e falavam sobre seus poderes de gelo. Elsa estava animada por finalmente conhecer alguém como ela, alguém com magia e com os poderes semelhantes aos dela. A mulher trazia a urna consigo e a colocou na mesa olhando ao redor daquele lugar, continha um olhar cúmplice para o castelo real. Observou o quadro enganchado na parede do Rei e da Rainha, pais de Elsa. A Rainha aproximou-se da mulher e admirou aquele pintura relatando que era o seu preferido, aquele quadro parecia ter capturado o sorriso perfeitamente de sua mãe, o que fora concordado pela outra.

– Conheceu minha mãe? — Elsa a inquiriu

– Conheci, ela é minha irmã. — a Rainha estava surpresa, de sobrancelhas levantadas, fitou mais a mulher a sua frente. Aquela mulher que estava presa na urna, que possuía poderes como os seus, que a salvou de Hans e seus irmãos era irmã da sua mãe, sua tia? Era muita informação. A tia de Elsa explicou que esperou o momento certo para contar, não queria chocar a sobrinha que estava surpresa com a notícia.

– Mamãe nunca contou que tinha uma irmã. — Disse Elsa e logo a tia disse que ela quis poupa-la de uma história dolorosa. A tia gostaria de saber onde estava sua irmã e tudo que Elsa disse foi que estava perdida no mar.

– Coitadinha, você deve ter se sentindo tão sozinha quando ela se foi.

– Eram só eu e minhas duas irmãs, Elliot e Anna. Mas... Agora elas estão desaparecidas e temo que algo tenha acontecido com elas. — A tia tentou confortar a Rainha informando que iriam encontra-las, juntas.