Once Upon a Time - Frozen -
25 Capítulo 25 - Almas amaldiçoadas parte II -
– Você quer dizer que temos que matar a tia Ingrid? — Elliot franziu o cenho. Ela não possuía as lembranças e ainda assim possuía um apego estranho pela tia.
– Eu não acredito que matar seja a resposta. — disse Elsa. — Será que não poderíamos negociar com ela?
– Ela está além disso, mas se for entre ela e a cidade, farei isso. — Propôs a xerife, Elsa tentou dizer algo e Emma prosseguiu. — Estamos sem opção. Anna como você é com as crianças?
– Eu amo crianças. — disse a caçula e Emma logo deu o seu pequeno irmão para ela. — Espera, espera. Vou ficar como babá? A Rainha é minha tia também se é isso que vai acontecer quero estar lá.
– Desculpe Anna, mas tem que ficar aqui. Talvez consigamos trazer as memórias da Elliot de volta.
– Emma tem razão. — disse Elsa. — Por favor fique com os outros e com o Kristoff.
– Mas esse plano foi meu. — A caçula queria ir, Elliot saiu com Emma enquanto Elsa conversava com a irmã.
– Você e Elliot são tudo o que eu tenho e por isso precisa ficar segura. A Ingrid é um problema que Emma, Elliot e eu precisamos resolver.
– Você confia na Emma?
– Eu confio. Ela é minha amiga.
– Então vá. — ao fundo Mary, David e Kristoff discutiam, Anna suspirou.
No antiquário do senhor das trevas. Gold estava guardando algumas poções em sua bolsa quando Killian entrou pela porta. Bella não estava naquele compartimento e inquiriu sobre a jovem, Rumples respondeu que não era da conta dele. O rapaz contou que a cidade estava um caos um verdadeiro mar de tubarões.
– Você deveria agradecer por não ser um deles. — isso era verdade, Killian não havia sido atingido pela maldição. O que estava sendo suspeito por ele. Ele questionou por quê não havia sido atingido, Gold explicou algo simples, que qualquer criança seria capaz de entender. — Porquê seu coração não está no peito meu caro. Ele estava aqui, na minha loja, comigo. Em prisão preventiva por assim dizer. — Sorriu com seu comentário jurídico.
– O que você precisa crocodilo? — ele explicou que estava fazendo as malas e iria levar Bella para a fronteira da cidade e precisava que o pirata encontrasse o neto para fazer o mesmo. — Você ainda acha que vai embora? — indagou Killian.
A risada do senhor das trevas ecoo na loja. — Você é um homem sem fé. Amanhã a noite quando as estrelas do céu se alinharem com as do chapéu, finalmente irei me libertar dessa adaga e estar do outro lado do muro de gelo.
– Está dizendo que é o único jeito de sair daqui?
– O senhor das trevas sempre da um jeito.
– Bem, se o senhor das trevas é tão poderoso. Porque não trás o neto magicamente para o lado dele?
– Para isso eu precisaria saber onde as mães dele o trancaram para mantê-lo a salvo. Agora, ao menos que você não precise mesmo da sua língua, sugiro que volte lá para fora na correnteza hostil e encontre o Henry. Vai precisar disto. — deu um pequeno frasco com uma espécie de pó carmim para o pirata que o informou que Gold não iria vencer, vilões não vencem. — Não seja ridículo meu caro. Quando Bella e Henry estiverem amanhã de manhã em Nova Iorque, eles não vão se lembrar de nada de hoje à noite. Contarei que a Rainha da Neve destruiu Storybrook, enquanto eu salvava quem eu podia. Eu não serei um vilão, serei um herói.
Elliot sentiu um cheiro peculiar de geada, aquele cheiro que sua tia possuía, "Ela está na cidade" pensou a vampira. Conduziu as duas garotas para a sorveteria e ao estarem na porta da loja, Ingrid saía com três pedras roxas nas mãos. Elsa e Emma pediram para ela ficar parada.
– Vejo que se juntou ao outro lado Elliot.
– Tia Ingrid você precisa parar. — insistiu a vampira. — Essas pessoas não precisam se envolver no seu plano.
– Ao contrário, elas estão exercendo os papéis que desencadeei para elas.
– Isso tem que acabar Ingrid! — exclamou Elsa.
– Nossa magia faz parte de nós, agora controlamos e muito bem. — ameaçou Emma.
– Estou tão orgulhosa de vocês. Finalmente aceitaram quem realmente são. — as duas garotas prepararam-se para atingir a Rainha da Neve, mas seus poderes não funcionavam. Emma pediu para irem de novo e mais uma vez nada saiu de suas mãos. As fitas estavam controlando os poderes das garotas. — O amor que fluem das nossas fitas é sem igual, a força dele compartilha o que agora temos.
Debateram entre si que precisavam retirar aquelas fitas. Elliot não conseguia ferir sua tia, queria ajudar Elsa e Emma, mas durante aquele tempo só possuía a tia como única parente que lembrava. Continuava a insistir para a tia abandonar aquele plano e deixassem todos em paz e retirasse as pulseiras de Emma e Elsa.
– Elliot desista! ela não vai fazer isso. Você precisa fazer alguma coisa. — disse Emma.
– Em breve vocês não irão querer me machucar, em breve assim como a Elliot, vocês não irão me machucar. E ai irão me amar, de verdade. — a Rainha desapareceu em uma cintilante nuvem de fumaça branca acinzentada. Elliot se desculpou com as duas garotas, ela não podia machucar Ingrid, não era capaz.
Estava tudo bem disse Emma. Levantou as sobrancelhas. Havia tido uma ideia. Se o amor potencialmente igual dela envolveu as fitas, talvez algo potencialmente igual, ódio, poderiam liberta-las.
– Emma, você é esquentada mais não tem ódio. Nem eu e nem a Elliot, não tanto a ponto dela conseguir libertarmos. — disse Elsa.
– Eu sou esquentada? — repetiu Emma curiosa.
– Mas no caso, quem iria ter tanto ódio assim? — questionou Elliot.
– Regina.
– Se você deixa a Regina sair sob a influência da maldição ela vai matar você.
– Ela vai tentar, mas por hora é a melhor chance que temos. Se Storybrook quer sobreviver Regina precisa me odiar como jamais odiou.
– Eu concordo com a Emma. Deveríamos tentar. — prosseguiu Elliot. — É uma chance.
Na floresta de Storybrook um uivo fora ouvido despertando a atenção das garotas. As narinas de Elliot se inflaram, as veias começaram a saltar de seu rosto, as pupilas se estreitaram como a de um felino, questionou que cheiro era aquele. Emma e Elsa não entendiam do que ela estava falando. Aquele cheiro horrível repetiu a garota vampira com um pouco de irritação na voz. Não entendia como elas não estavam sentindo. Pela primeira vez aquele cheiro era tão forte, impossível de não sentirem. Estava forte demais, pensou que um humano poderia sentir aquele odor. Franziu o seu nariz.
– Que cheiro você está sentindo? — indagou Elsa.
– Cheiro de cachorro molhado. — Emma olhou para o céu negro e viu a lua cheia brilhando forte no céu.
"Essa não!" pensou Emma. Ela agora havia entendido.
– Acho que sei quem é a responsável daquele uivo.
"Ruby..."
– Do que estão falando? — Elsa inquiriu e naquele momento surgiu um enorme lobos de pelos caramelos e olhos negros na frente das garotas. Estavam a dez metros, mas seu tamanho dava a ideia de estarem mais próximos.
– Emma saia daqui com a Elsa. Eu cuido desse cachorro crescido.
– Não Elliot!
– Elsa você tem que ir. Ele não deixará vocês irem. Lobisomens e Vampiros são inimigos natos. Eu sou a única que pode segura-lo. Vão tirem a pulseira com Regina e vão atrás da Ingrid. — Ela disse com uma voz dura, sua postura estava como um mármore, não suavizou nenhum momento. — VÃO AGORA! -
– Elliot não a machuque, é a Ruby! ela só está enfeitiçada — informou a xerife.
– Eu sei. reconheci seu cheiro. Farei o máximo que puder. Agora vão!
Elsa e Emma se despediram da vampira e a loira pediu para ela tomar cuidado. Dirigiram-se para a cripta de Regina, enquanto Elliot voava para cima do lobo. Ela tinha um problema, não poderia matar aquele lobo, era uma habitante de Storybrook, mas a impediria de entrar na cidade ou todos poderiam morrer.
As garotas atravessaram o cemitério chegando a cripta de pedra de Regina que estava protegido por um de seus feitiços, o de contenção. Emma e Elsa conseguiram entrar e deram de cara com Regina em sua versão Rainha Má. Ela estava linda e aterrorizante ao mesmo tempo. Possuía suas feições severas, os cabelos como ônix estavam presos, os olhos penetrantes e gelados frisavam a salvadora. A Rainha se mostrara mais amargurada do que nunca com a presença de Emma. Era isso que a loira queria, queria que ela tivesse mais e mais ódio. Enquanto a Rainha Má reclamava sobre o que fazer com a salvadora, Emma resolveu provoca-la ainda mais. Disse Emma:
– Menti para você Regina, sobre a Marian. Trouxe ela de proposito.
– Me diga algo que eu não sei!
– O que você não sabe é o por quê. Não quis só partir seu coração quis que você me visse junto com o Gancho. A felicidade que você nunca teria e estragar tudo como a minha mãe fez. — disse Emma.
– Eu esperei MUITO tempo por isso! — exclamou Regina.
A Rainha enviou duas bolas de fogo para as garotas loiras a frente com apenas um movimento da mão...
Sua magia continuava poderosa, não havia dúvida.
Quando as bolas de fogo se aproximaram delas Elsa e Emma levantaram as mãos e o poder das bolas de fogo foram direcionada nas fitas, queimando-as e liberando as garotas. Emma expeliu um potente jato de poder em Regina que caíra no chão, possibilitando a fuga delas.
No gabinete da prefeitura, Henry estava sentado em uma das inúmeras cadeiras do ambiente, quando Killian o chamou. Precisa vir comigo disse o pirata e o garoto negou. Não iria a lugar algum com um pirata e o mandou ir embora. Não restou outra alternativa a não ser usar o pó que Gold havia dado. Killian jogou aquela poção sobre a porta, quebrando o feitiço que Regina havia feito. Anunciou que estava entrando, porém fora surpreendido por inúmeras bolinhas de gude o que fez o pirata cair e Henry correr porta a fora. Ele tentou levantar o mais rápido possível quando deu de cara com Will Scarlet que dissera que estava a procura de Gancho.
– Não é uma boa hora parceiro. — disse Gancho tentando ultrapassar a outra porta sendo barrado pelo braço de Will.
– Ah-Ah. — disse Will. — Eu quero devolver aquele olho roxo e é uma boa hora sim. Vamos ver como você se sai sem aquela sua namoradinha para te proteger. — Will se preparou para socar Gancho quando ele facilmente se desviou deixando inconsciente Scarlet que bateu com a cabeça em um banco.
– Henry! — bradou Killian atrás do garoto.
Regina se transportou para a delegacia na esperança de encontrar Emma, mas só encontrou dois estranhos, Mary Margaret e David presos. Todos se viraram rapidamente em direção a Rainha Má. Parecia um Déjà Vú ao avistarem Regina adentrando aquele cômodo. Só que diferente do casamento de Branca e Encantado, eles estavam sem o amor que os unia. Lá, no limiar das portas, estava a figura toda de preto.
A Rainha Má.
"O Halloween chegou mais cedo" pensou Mary Margaret.
Quando ela já estava perto deles começou a falar:
– Ora, ora, ora. Se não é o meu dia de sorte. Eu vim aqui para matar a Emma, mas agora matarei os dois idiotas que começaram tudo!
– Espera aí, não fui eu que contei para a Cora sobre o seu namorado secreto. — David soltou uma indireta forte para Mary.
– Tá me entregando? — bradou ela ao olhar para o esposo.
– CALEM-SE! — Ordenou Regina. — Vocês dois merecem morrer. Não só pelo que fizeram, mas por sua choradeira. — Prosseguiu. — Mas a punição deve corresponder aos seus crimes. Mary Margaret você tirou o meu primeiro amor de mim. Agora, retribuirei o favor, tirando.... — pensou nas palavras — o seu bebê.
Regina sorriu maleficamente ao ver os olhos de Mary e David aterrorizados.
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