Once Upon a Time - Frozen -

19 Capítulo 19 - Em busca de Emma -


Emma passara a noite toda na floresta dentro de seu fusca amarelo, acordou com suas mãos brilhando e resolveu sair do veículo para tentar controla-los. Estava encostada no automóvel quando a voz de Henry a despertou de seus devaneios. Virou-se abruptamente para fita-lo. Como ele havia encontrado? Aquele garoto a conhecia muito bem, conhecia ambas as mães. Ele se aproximava lentamente contando que passou a noite toda procurando-a, todos estavam preocupados com seu desaparecimento. Ela pediu para que não se preocupasse, enquanto não estivesse controlando bem os seus poderes seria melhor para todo mundo que ela ficasse longe, pediu para o garoto ir embora. E o mesmo recusou, ele caminhava na direção da sua mãe que pediu para ele esperar, ao tocar em seus dedos uma golfada forte de poder o atingiu como um soco potente, o arremessando para longe. Emma gritou o nome do garoto assustada, correu até ele, mas se controlou, sabia que não podia se aproximar muito, não teria controle para aquilo. Ele se levantou e disse que estava tudo bem, apenas havia ferido um pouco atrás da orelha, um filete de sangue escorria por seu pescoço. Emma ficara atordoada com aquele corte. Questionou o que ela havia feito, ele tentava acalma-la repetindo frenéticas vezes que estava tudo bem. Ela implorou angustiada para que ele não se aproximasse, pediu várias vezes perdão por tê-lo machucado e o mandou embora, com uma rajada que saiu acidentalmente de seu corpo. Ele correu refazendo seus passos. Emma fitava suas mãos e Ingrid surgiu atrás dela.

– Sei como se sente. Ver o medo nos olhos deles, está fora de controle, mas não vai me machucar. — Emma lançou uma bola de poder que passou pelo lado errado da Rainha da Neve.

– Me deixa em paz — a loira seguiu para o seu fusca. Ingrid disse que ela deveria aceitar os seu poderes. — Se isso significa machucar quem eu amo, não obrigado — a loira partiu dali em seu fusca.

Gancho, David, Elsa e Mary Margaret retornaram mais uma vez para casa sem nenhum sinal de Emma. A loira dizia que achava que encontrar um carro amarelo seria mais fácil. Gancho informou mais uma vez que era isso, ela não queria ser encontrada como disse. David tentou consola-los, ela não poderia sair de Storybrook com aquele muro de gelo. Elsa informou que quanto mais ela se isolar mais os poderem aumentaram, Mary caminhou até ela e confirmou com Elsa, eles não deveriam ter voltado, deveriam estar lá fora procurando por Emma. David foi até Mary abraça-la, consolou a Branca de Neve ao dizer que nada era culpa dela e que todos estavam cansados, procuraram Emma a noite toda e eles iriam achar a Emma. Henry entrou comunicando que não precisavam mais procurar. Todos indagavam o que tinha acontecido, acharam que estava dormindo, ele afirmou que havia saído para procurar a mãe e a encontrou. Mary foi até perto do neto observando o corte enquanto o garoto contava que Emma estava na floresta e que as coisas haviam piorado. Mary foi limpar o corte do garoto. Elsa explicou que quando ela tentou se isolar, a única pessoa que ela conseguia estar perto era a Elliot, Porque ela tinha medo de machucar a Anna, até que ela finalmente entendeu que não se pode fugir, porque no final, elas são as únicas que podem te ajudar.

Gold entrou em sua loja e reparou que alguns objetos mexiam-se sozinhos, uma máquina de costurar parecia estar ligada, mas não havia como, estava longe do interruptor. Fechou seu semblante em um franzir, caminhou mais adiante e na penumbra eis que surgi ela, Emma. Sua magia estava machucando as pessoas, ela queria a ajuda dele para controlar. Gold a questionou porque ele seria a melhor opção para ela. Emma explicou que havia machucado o Henry. Gold se dirigiu para atrás do balcão e ela contou que ele estava bem, mas o senhor das trevas era o único que estaria seguro com ela ali. Ele tocou em um livro e disse que só havia uma maneira de ajuda-la. Ela não esperou para ouvi-lo queria que ele fizesse logo. Gold retirou do livro um papiro contendo um feitiço antigo, explicou para ela que ali estava escrito um feitiço para retirar daquelas pessoas de bem a magia que há nelas, mas o efeito era permanente. Ela perderia sua magia, ficaria comum, mas não correria o risco de machucar mais ninguém e poderia abraçar seu filho. Emma estava com as mãos na capa do livro e percebeu que estava queimando-o. O molde de sua mão direita ficara na capa. Ela aceitou, mas Gold disse que a magia da salvadora não sairia tão fácil e destruiria tudo em um raio de quarteirão. Eles precisariam ir para outro lugar. Gold alertou que conhecia um local perfeito, pegou um mapa e mostrou para a loira, fazendo um círculo em uma mansão abandonada. Ela o devia encontra-lo no por do sol, ele cuidaria de todo o resto. Emma o agradeceu, logo o pediu para não contar a ninguém que esteve ali, a mesma saiu escondida. Quando a salvadora fora embora, ele jogou aquele papiro no lixo.

Elsa havia colocado uma boa quantidade de gelo para Henry colocar em seu ferimento, seria gelo para uma semana, iria ajudar a desinchar, desceu as escadas fitando David, Mary e Gancho. Mary a indagou a respeito de como o neto estava e ela explicou que o ferimento logo desincharia e ela quis saber a respeito das emoções. Elsa contou que ainda estava chateado e queria que o pequeno entendesse que a magia da Emma dependia das emoções assim como as delas. Ele fora machucado, porque ela se esforçou demais para não feri-lo. Elsa sabia que explicar para David e Mary com aquelas palavras eram confusas, A Branca de Neve negou, disse que fazia todo o sentido o que a Rainha estava dizendo. Regina chegou apressada e com as roupas um pouco desalinhadas, a noite romântica com Robin havia sido fogosa demais. Questionou onde estava seu filho e como estava. David alertou que ele estava bem e que ele tentou ligar para ela a noite toda. Regina disse com seu ar sarcástico que sentia muito por não responder a todas as convocações do xerife. Ela havia feito uma poção localizadora e a colocou na mesa. Mary pediu para ela abotoar a blusa primeiro, Regina corou de imediato e disse que estava com pressa para chegar ali. Subiu as escadas a procura de Henry. Elsa já havia entendido o poder que aquela poção era capaz, de localizar alguém com seus adereços pessoais. Em cima da mesa havia uma echarpe cor de salmão de Emma. O celular de Mary tocou e era Emma querendo saber do garoto se estava bem, Margaret se desculpou pelo que havia acontecido ontem, a filha contou que tudo isso iria passar e havia encontrado um modo de resolver aquilo, disse algo mais e desligou. Mary contou para os outros que Emma iria se livrar de uma vez por todas da magia dela. Elsa inquiriu como isso seria possível. Gancho indagou se Emma havia dito algo mais, se era um objeto mágico, algo do tipo, David não entendia, qual era a diferença saber disso agora? Killian procurou o celular e contou que não estava com ele, decidiu sair para procurar no carro. Ao sair, ele retirou de sua calça o celular deixando uma mensagem para Emma.

"Emma é o Killian, me ligue imediatamente ou talvez não voltara para casa para o chocolate quente nunca mais."

Ele desceu as escadas rapidamente, Não acreditava que a amada havia acreditado no crocodilo.

Gold fora visitar Ingrid e notou que ela não estava com o seu guarda costas de sempre, a inquiriu onde ela estava e tudo o que a Rainha da Neve disse é que a vampira havia saído para se alimentar, ela disse que ele não estava ali para saber onde Elliot estava, ele fora visita-la por algum motivo e ela já o havia dito como se libertar da adaga, não havia mais o que ser dito. Gold informou que tudo o que ele fazia por trás havia um motivo. Ele caminhou contornando-a em um circulo de 360º graus, enquanto a mesma o indagava o que queria, ele por acaso havia esquecido que havia devolvido as fitinhas a ela. O senhor das trevas alertou que sabia o que ela tinha, porém se planejava por as fitas em Emma Swan iria ficar desapontada, com aqueles poderes fora do controle, Gold havia encontrado sua utilidade. Ingrid iria ataca-lo, mas percebeu que seus poderes foram barrados por um campo invisível, ela estava presa temporariamente. Rumple contou que ela deveria olhar para baixo, um círculo brilhoso surgira.

– Lembra-se da urna que sua irmã a prendeu? Ela tem o poder de limitar a sua magia.

– Elsa destruiu a urna.

– Uma coisa curiosa sobre magia é que ela não pode ser destruída completamente, simplesmente, perdura sobre outras formas. A magia sobrevive. Visitei o celeiro onde a urna foi destruída, coletei os vestígios, cada grão, um trabalho meticuloso. Devo dizer que... O trabalho compensou.

– Quando eu escapar, você pagará muito caro por isso — bradou a Rainha.

– Não se preocupe, o pó não durará muito, apenas o suficiente para eu conseguir o que quero e veja não trairei todo mundo em Storybrook, só você e eu receio que... Emma Swan. — Gold saiu deixando a Rainha da Neve presa naquele círculo. Onde estava Elliot quando se precisava? tinha que caçar logo agora? pensou Ingrid

Mary estava em seu quarto encarando uma foto com Emma e David, todos felizes, seu marido se aproximou e sentou em uma cadeira dizendo que adorava aquela foto. Mary lembrou que aquele dia fora quando Emma os salvou de Cora. Ela havia feito isso tantas vezes por Storybrook que perdiam a conta. David disse que ela é forte e ia ficar bem, mas Mary não estava convencida e se a filha estivesse cometendo um erro por causa deles? Eles não deveriam estar lá fora do lado dela pedindo para ela não abdicar da magia? O xerife afirmou que aquela escolha era da Emma. Elsa não pode deixar de ouvir a conversa dos dois, a loira pegou a poção localizadora e a echarpe de Emma e saiu silenciosamente. Killian havia ido no antiquário do senhor Gold procurando-o. Tentou ligar para a mesma e tudo que conseguiu foi uma mensagem de voz. Ele falou mesmo assim, sabia que havia procurado o Gold e ele não iria ajuda-la, o velho só queria coletar os seus poderes em um chapéu mágico, mas ela seria sugada também. Killian confessou que ele estava tramando algo para a Bella, a adaga que ele havia dado para ela é falsa e ele sabia disso, porque Gold o chantageou para ajuda-lo, ele sabia que o pirata faria de tudo para estar com ela e usou isso contra ele. Killian notou que havia um mapa com um local circulado em cima do balcão do crocodilo, ele saiu da loja as pressas.

Elsa colocou a poção naquele traje de Emma e o mesmo começou a flutuar, ela o seguiu até a floresta. O que ela não sabia era que olhos a acompanhavam a muito tempo. Elliot saltou de uma das árvores que estava escondida. Fitou a loira que parou de caminhar rapidamente. O objeto flutuante esperava o caminhar da loira que fitava a vampira. Elliot se aproximou tímida e lentamente.

– Estava me seguindo? — indagou Elsa ao se aproximar da vampira.

– Sim, eu estava. Precisava te ver. — Elliot parou a centímetros da loira e retomou a palavra. — Não sei se o que disse é verdade, mas não consigo parar de pensar em tudo o que me falou naquele dia. Se sou sua irmã ou sua esposa eu não sei! Mas... Quero descobrir, quero minhas memórias de volta ou seja lá o que for para saber a verdade — a vampira contraiu o maxilar o que fora percebido por Elsa, ela sabia que Elliot estava nervosa com tudo aquilo. Elsa gostaria muito de conversar sobre elas, mas precisa ajudar Emma.

– Eu preciso salvar a Emma agora, Você quer vir comigo? — Não sabia se a irmã aceitaria, afinal, ela estava do lado de Ingrid pelo que parecia anteriormente.

– Parece que somos de lados diferentes, mas... Ficarei satisfeita em poder compartilhar a floresta com você por um tempo — ambas retomaram o caminho seguindo a echarpe flutuante. — Por quê segue esse pequeno pedaço de trapo flutuante?

– Ele está nos guiando até onde Emma pode estar. Consegui encontra-la com a ajuda da Ruby. Mas não poderia abusar dela novamente, ainda mais com os diversos afazeres que tem.

– A sua amiga lobo? — Elliot sorriu de lado. Levantou o rosto cheirando o ar daquela crepúsculo — Sua amiga está longe daqui. Se esse tecido pertence a ela e os aromas que sinto são da mesma pessoa, estamos muito, muito distante. Será uma caminhada longa. Você demorará muito para chegar até o local se irmos a pé.

– O que sugere?

– Irmos voando. Se assim você desejar. Tem todo o motivo para não confiar em mim, sei que ameacei você e sua amiga na próxima vez que nos encontrarmos, mas juro que não farei mau algum, eu prometo. Não é nenhum truque para à capturar. Não estou a mandado da minha tia hoje. Estou aqui... porque meu coração me guiou até você. Pode confiar no que digo, eu não minto.

– Eu sempre confio em você! Eu vou trazer suas memórias de volta! Vou fazer você se lembrar de mim, da Anna! Eu prometo. — Elsa segurou a mão da vampira que apenas consentiu.

O campo de força de Ingrid ainda não havia se desfeito, conferiu cada local e a resistência continuava firme. Maldição estava trancada ainda. Buscou saber no espelho a localização de Emma que continuava a dirigir sem parar. A estrada estava um pouco enevoada, o rádio começara a sair do seu controle, seus poderes estavam se manifestando sem sua autorização novamente. Emma olhou para frente e percebeu que Ingrid estava adiante, freou abruptamente, tombando para o lado e ficando inconsciente.