Once Upon a Time - Frozen -
15 Capítulo 15 - O exílio de Elliot -
Notas iniciais
Em outro mundo, outro tempo. Elliot estava caminhando pela floresta do norte do seu reino, as estradas estavam tranquilas e vazias. Fazia algumas semanas desde que resolvera ir embora do castelo de Arendelle devido sua transição vampírica. Sua mente estava bagunçada, sua garganta ardia, queimava só de pensar em sangue e no seu sabor. Parecia que não comia a dias mesmo tendo acabado de se alimentar. Fugiu do Castelo de Arendelle, dos seus pais, das suas irmãs, com um propósito. Aprender a controlar sua sede para não machucar aqueles que mais ama. As únicas coisas que pudera levar consigo foram algumas luvas e uma capa negra para cobrir todo o corpo. Talvez assim pudesse escapar um pouco do sol. Aqueles raios solares ainda entravam em sua manta, porém de forma mínima. Era um tecido grosso de fato. Hoje, naquele dia na floresta seus sentidos estavam mais conscientes, a fera dentro de si, o monstro sanguinário parecia está adormecido desde a última refeição. Infelizmente para o caçador que esbarrou no caminho com ela não teve chance de contar história. Aquela culpa a acompanhava todos os dias, não estava pronta para voltar ao reino, era uma ameaça. Não sentia vontade de voar ou correr, pé ante pé ela caminhava sentindo as folhas e galhos estalarem debaixo de suas botas de couro. Aquela ação simples de caminhar parecia um martírio para a vampira, estava desconsolada, se sentindo um verdadeiro monstro. Parece que o animal dentro de si estava apoderando-se lentamente, como um banquete real no qual os convidados provam de tudo, mas ela era o banquete e o animal a realeza que se alimentava. Encarando o solo batido sentiu uma picada em seu pescoço. Pela primeira vez sua guarda estava baixa, era um mosquito? perguntava-se. Parece que não. Retirou de seu pescoço um dardo sua visão estava turva a clareira da floresta girava diante de seus olhos. Uma imagem distorcida caminhava em sua direção parecia sorrir debaixo daquela manto marrom. Seu corpo caiu como uma rocha sobre o solo, ela havia desmaiado.
"Minha cabeça, onde eu estou?" Perguntava-se em pensamentos, aos poucos abriu seus olhos escarlate e ali estava a figura encapuzada dos pés a cabeça.
– Finalmente acordou queridinha. — Disse a figura com uma voz perplexa, saída do capuz. — Não gosto de bancar a babá por muito tempo. Bem-vinda ao porto Misthevan ou Floresta Encantada como preferir.
– Quem é você? Você fez isso comigo?! E o que faço aqui?
– Muitas perguntas queridinha, Enfim, meu nome pouco importa agora, mais adiante você saberá. — Disse gesticulando. — O que importa é que sei quem você é e de onde você veio. Está preocupada com sua transição vampírica não é? Como poderá controlar seus poderes e voltar para casa para os braços de seus entes queridos e sim... Eu fiz isso com você para ume medida de segurança, afinal, você está uma fera descontrolada. — Elliot encolheu os ombros ao ouvir ser chamada de fera descontrolada.
– Como sabe disso? — inquiriu Elliot. — Ouviu algo dos outros reinos então?
– Ninguém minha boa jovem. — Soou a voz do encapuzado que andava ao redor de Elliot que o acompanhava com o olhar. — Eu sei de muitas coisas.
– Vamos deixar esse jogo de lado. Se sabe do meu problema, talvez possa me ajudar.
– Farei isso. — Disse ao se aproximar um pouco da vampira. — Se você me der algo em troca princesa de Arendelle.
– Então diga! O que quer em troca?
– Dois favores.
– Dois? Mas você só me fará um favor que é me ajudar a controlar a minha sede.
– Farei dois. Se caso ainda não percebeu o seu instrumento de rastrear não está funcionando como deveria, não? — ele disse apontando para o nariz dela. — Você perdeu o seu olfato. Eu o trarei de volta e uma pessoa ajudará você a controlar seu poderes em troca dos meus dois pedidos.
Elliot respirou e percebeu que nada podia sentir, seu nariz estava incapaz de sentir aromas e odores. — Você fez isso comigo! — ela pulou para cima do encapuzado que desapareceu numa nuvem de fumaça vermelho escuro e surgiu atrás da vampira, sorriu balançando a língua grotesca para fora da escuridão do capuz. Ela só conseguiu enxergar a língua dele enquanto estava caída no chão de terra furiosa, rosnava entre os dentes.
– Não vamos aderir uma postura hostil minha cara. Irá aceitar o acordo ou não?
A vampira ponderou por alguns instantes e confirmou com um aceno de cabeça e o sorriso do encapuzado brilhou no escuro mostrando seus dentes podres. Ele explicou a Elliot para onde ela deveria ir, era um reino distante e por isso havia transportado para aquela floresta. Deveria encontrar uma Rainha em particular e lá fazer seus serviços de mata-la o outro favor seria derramar um pouco de seu sangue para alguém de livre vontade. A vampira não entendia as condições daquela figura sinistra. Por quê mataria alguém que nunca viu antes, ela negou fazer isso. E ele disse que a Rainha era muito maldosa e precisava que um herói a impedisse e salvasse as terras daquela tortura, chacina e outras brutalidades que eram impostos pela Rainha. Se era para fazer o bem, ela poderia pensar nisso. O outro ela deveria dar seu sangue a alguém por vontade própria não a força. Esse foi que ela mais teve duvidas quando iria se virar para perguntar aquela figura ele havia sumido. Bufou em raiva, sabia que tinha se metido em encrencas mais resolveu seguir para esse reino distante.
Enquanto isso a Rainha Regina adentrava em seus aposentos reais chamando por Rumplestiltskin que encontrava-se muito bem acomodado sentado em um de seus estofados com colchas de pele de animal. A Rainha não se admirava mais com o rosto marcado do homem, com seu nariz cheio de verrugas, seus dentes amarelos e afiados. Esse era o preço por ser o senhor das trevas, mas ela não sabia como isso havia acontecido e saber como ocorrera era o que menos lhe importava agora. O que ela queria era a cabeça de Branca de Neve em uma bandeja de prata. Ele sorriu mostrando sua língua novamente, era o que mais adorava em sua aprendiz. Regina estava com sua calça de couro preta e seu elegante traje vermelho na parte superior, seu longo cabelo ônix estava preso em um coque apertado onde repousava um chapéu negro. Rumple brincou com ela ao dizer que a Rainha encontrava-se com as faces rosadas, ela havia acabado de chegar de uma aldeia e mandar matar os camponeses que cismavam em proteger Branca. Não entendia porque eles a protegiam? Ela oferecia-lhes tantas sacas de ouro, como eles poderiam ser tão fies aquela insolente da Branca? Esse era seus questionamentos para Rumples.
– Você massacrou uma aldeia inteira. — Disse ele. — Talvez por isso chamem você de Rainha Má.
– Não sou a Rainha Má! — exclamou Regina. — Me chamam assim por causa dela, ela é que é má!
Rumples caminhava pelo quarto da majestade e dizia que ela deveria se contentar com o medo do seu povo e que nunca iriam ama-la. Ela protestou afirmando que eles iriam sim! Quando Branca morrer eles iriam ama-la.
– Através dos restos carbonizados de suas casas? É isso cairia bem e bastante claro.
– Com o tempo ficará claro sim. A morte dela permitira isso. Eu vou encontra-la! Eu mesma terei que fazer isso.
– Com essa roupa será tão fácil encontra-la. — Debochou o senhor das trevas.
Regina revirou os olhos e disse calmamente. — Me ensine o feitiço de mudança de forma para eu me esconder. — Pediu.
Ele disse que Cora, a mãe dela havia levado meses para aprender aquele feitiço, ela conseguiria, talvez, em uma semana mudar o penteado. Regina baixou a cabeça pensando em algo mais, precisava ser rápida e um mês seria muito tempo para aprender e encontrar a Branca. Virou os calcanhares na direção do homem.
– Se eu não posso fazer o feitiço talvez você possa! Faça-o em mim! — Ordenou em seu tom ameaçado.
– Se eu fizer isso você não controlará e não poderá utilizar magia, enquanto estiver sobre o feitiço.
– Não precisarei de magia se eu estiver perto o suficiente para quebrar o pescoço dela com minhas próprias mãos.
– Está determinada. Quando estiver pronta, chame por mim. — Disse ele. — Só eu posso fazê-la voltar ao normal.
– Qual é o preço? — indagou ela.
– Assuntozinho de Estado. Quero que corte comércio com o reinozinho do leste do Rei George.
– O Rei George, Por quê?
– Porque eu preciso dele falido. — Disse Rumple.
– Mas Por quê? Ah, certo, certo. Ande logo com isso o tempo é essencial. — Disse a Rainha se preparando para receber o feitiço.
Ele fez um movimento de mão e a Rainha ficou envolta de uma nuvem de fumaça azul escuro cobrindo todo seu corpo. Rumple transformou Regina em uma camponesa de trajes simples e humildes. O cabelo um pouco desgrenhado, vestido amassado e puído, tons cinzas e sem vida faziam parte de seu novo disfarce. Ela disse que não se sentia diferente a não ser pelos "Trapos" que usava agora. Ele a conduziu para um espelho e disse-lhe que o mundo a veria assim. Sua forma, seu rosto estavam diferentes, de uma jovem camponesa de cabelos castanhos, alva e de olhos um pouco claros. Ela sorriu com o resultado da transformação, estava excelente e muito real. Ele a alertou para ter cuidado que uma Rainha no meio dos camponeses não iria gostar do que poderia ouvir. Ela disse que não importava, quando terminassem eles cantariam seus louvores.
Naquele início de crepúsculo Regina caminhava pelo centro da aldeia em sua nova forma e deparou-se com uma multidão alegre, todos riam e gritavam. Parecia algo divertido, sua curiosidade fora fatalmente atiçada e desejou ver o que aquelas pessoas faziam, qual era o motivo de sua alegria? Seguiu até os risos e observou um homem esgalgado no centro deles chamando todos para jogarem, ele deveria ser o responsável dos risos. Outro homem volumoso estava ao seu lado segurando uma adaga. Observou que ao lado do homem que convidava a todos para jogarem havia um boneco de palha com as roupas iguais as dela, em sua forma de Rainha. Questionou para os outros ao seu redor se era a Rainha. E todos responderam que sim, a Rainha Má! O homem dono daquele jogo infernal convidava a todos para enfiar uma flecha, adaga ou qualquer coisa em seu coração. Eles poderiam tentar a sorte para acertarem.
– Isto não está certo! — ela dirigiu-se para o homem organizador do jogo.
Ele confirmou que não estava certo acertar o coração dela. Por um momento surgiu uma pontada de esperança dele dizer algo interessante, porém, morreu ao ouvi-lo dizer que a Rainha não possuía coração. Todos fizeram uma algazarra gritando para matar a Rainha Má. O homem volumoso atirou sua adaga acertando no coração da Rainha Má de palha.
– Como vocês podem fazer isso?! Ela é a Rainha de vocês. — Falou Regina e o camponês retrucou que deveria ser Branca de Neve. — Ela é uma bandida!
Todos negaram quando ela disse isso e continuou a dizer que eles não conheciam a Rainha, um rapaz estava com um archote na mão e gritou para queimar a Rainha de palha. Regina se postou a frente do espantalho dialogando que não deveriam fazer isso, aquilo era traição e pegou a tocha do rapaz. Ouve assobios e ordens para os camponeses saírem do caminho, a cavalaria real havia chegado. Ela sorriu aliviada questionando para os dois soldados que chegaram ao seu lado porque haviam demorado tanto. Os soldados não ligaram para a pergunta da estranha e questionou se ela havia organizado toda aquela algazarra e aquele espantalho da Rainha. Regina negou, queria impedir os aldeões de fazerem isso. O primeiro soldado a sua esquerda questionou para o outro o que ele achava. Ele disse que um trapo imundo estava denegrindo a imagem da Rainha. E sorriu ao dizer que ambas se parecem, um trapo imundo. Regina pegou a adaga no suposto coração do espantalho e apontou para o soldado a sua direita.
– Como se atreve? Mandarei cortar sua cabeça por isso! — E disse o seu nome. Ele retirou a adaga de sua mão e seu companheiro alertou que ela sabia o seu nome. — Eu sei o nome de vocês seus idiotas! Porque eu sou a Rainha. — Regina fez um gesto de mão para se desfazer dos soldados e nenhum poder surgiu o que a fez arregalar os olhos.
Os soldados riram e pegaram suas mãos a conduzindo para fora dali, enquanto gritava desesperada dizendo que era a Rainha. Relatou cada experiência dos soldados de como havia os contratados, mas nenhum deu ouvidos. Ela estava sendo conduzida a sua morte. Teria sua cabeça decapitada. Sua cabeça fora colocada contra um tronco de madeira e um dos soldados estavam com o machado em mãos, Regina gritou por Rumple que não apareceu. Mas alguém encapuzado lutava contra seus dois guardas, uma das laminas dos guardas feriu a perna de Regina que caiu sentada olhando para aquela figura de capa negra lutar graciosamente. Parecia ter visto olhos vermelhos dentro da capa, balançou a cabeça ao dizer que ter olhos daquela cor seria impossível. Os dois guardas estavam mortos e a figura estendeu a mão para a garota caída que resolveu segurar a mão daquele estranho. Ela estava com uma luva negra, mas sentia o gelo daquela luva. Isso era tão estranho. Os outros camponeses aplaudiram o estranho salvador. Quem poderia ser? pensou Regina. Aquela pessoa não ousou tirar um momento o seu capuz. A Rainha estava tonta devido a tanta informação repentina e desmaiou no chão.
Sentia sua pele arder um pouco, como uma chama. Assim estava a boca do seu estomago e sua garganta, ardendo. Aquela pessoa ali desacordada a sua frente era uma prova de fogo. Já havia tomado tanto sangue, mas parecia nunca se saciar. "Controle-se" dizia para si mesma. Estava enxugando a testa daquela moça estranha desacordada. Ela estava ferida, agradeceu por um momento aquele estranho encapuzado por estar sem seu faro. Porque além de ver o sangue e sentir seu cheiro... Seria uma tortura sem tamanho. Tentou se reter em outros pensamentos, em sua missão de matar a tal Rainha Má. Será que era a coisa certa a se fazer? Ela também era má... Correto? Talvez, matou pessoas de forma irracional, havia uma fera selvagem dentro dela que clamava por sangue humano e se divertia ao ver a dor, o medo, angustia nos olhos da sua presa. Presa? sorriu ao pensar assim. Estava se comportando como um predador, um caçador. Aprendeu uma coisa, ninguém era mau sem motivo. A maldade é despertada como uma alavanca e desligar parece ser o mais difícil. Elliot sabia disso, havia matado seus dois vassalos no castelo em sua véspera de aniversário, provado o sangue deles e o pior... Havia gostado. Algo mudou naquela noite, sentia o prazer estranho ao matar alguém. O monstro dentro de si estava controlando-a aos poucos. Salvar aquela estranha foi algo bom, mas... Tentar não mata-la agora estava sendo difícil. Estava tão indefesa, ela podia ver a veia carótida pulsando. Nenhum humano seria capaz de ver aquele mínimo movimento pulsante, mas os escarlates da vampira podiam e estavam a hipnotizando. Aproximou do pescoço de sua, talvez, futura vítima que dormia, suas presas pontiagudas roçaram no pescoço da mulher, os olhos de Elliot estavam quase ficando brancos e sua racionalidade estava se esvaindo dando lugar ao monstro selvagem que ela tanto luta para controlar. Percebia perder o controle quando se afastou de súbito da mulher gritando um NÃO! A mulher acordou e viu aquela figura de longos cabelos brancos e olhos vermelhos.
"Quem deve ser ela?" Regina se perguntou ao ver aquela mulher a sua frente com um olhar assustado. Parecia ter visto o demônio a sua frente. A garota perece não ter percebido o despertar dela. Regina percebeu a mudança de seus olhos, o branco que estava prestes à assumir todo o seu globo ocular se dissipava dando lugar aos rubis profundamente intensos da garota. A garota suspirou e encarou Regina intensamente, aquele olhar era profundo demais, parecia que a garota podia ver através das almas das pessoas, incluindo a sua. Regina sentiu-se um pouco retraída.
– Não tenha medo... — Parou e prosseguiu baixo. — Ou tenha.. Não sei. Eu... Eu sou Elli... — Pausou ao dizer o início de seu nome. Será que deveria se revelar? Afinal contar sua identidade para alguém e depois matar uma Rainha naquele reino, poderiam segui-la. Achou melhor parar.
– Elli? — Indagou a mulher.
– Sim. Qual o seu nome? — Elliot inquiriu ao passar o pano com água na testa quente da mulher.
– Eu sou Re... Vilma. — Disse a Rainha encarando os olhos estranhos da mulher que cuidava dela. — Minha família trabalha nos moinhos.
– É uma satisfação conhecê-la. Não precisa ter medo deles. — Disse Elliot referindo-se aos seus olhos. — Eles são só vermelhos, mas não representam ameaça. Deve temer quando eles ficam brancos.
– O que você é? — Regina fez um esforço que acabou magoando sua ferida.
– Calma. Você foi ferida pela espada de um daqueles soldados. Laminas sujas dão alguns problemas, você está com febre e precisa tratar disso.
– Em quanto tempo poderei me levantar?
– Uma semana. — Regina arregalou os olhos. — Estou brincando, em uns dois dias. Não se preocupe aqueles soldados não irão te fazer mau. Pretendo deixa-la ir o mais rápido possível.
– E por quê? Quero dizer... Não precisa cuidar de mim já que tem tanta pressa. Não preciso ser cuidada.
Elliot sorriu pela primeira vez. Sentia falta de Elsa retrucando-a dessa forma. — Estou com pressa, porque talvez eu seja o seu fim. — Seu sorriso morreu ali.
"Do que ela está falando? Está me ameaçando de morte?" Pensou Regina.
– Por acaso você está sendo procurada?
– Não. É uma longa história. — Disse Elliot.
– Temos dois dias para você me contar. — Sugeriu Regina que se sentiu curiosa pela primeira vez. O que aquela estranha escondia e porque diabos seus olhos eram vermelhos?
Elliot deu um meio sorriso que fora retribuído.
– Irei limpar sua ferida enquanto me ouve. Não se assuste com o que direi... — Elliot limpava a ferida da camponesa a sua frente. — Eu não sou uma humana, sou uma vampira de um reino distante daqui. A razão de estar com pressa é que sua vida corre perigo ficando mais tempo comigo. Estou passando por um momento difícil. Uma transição. — Regina gemeu um pouco quando a vampira limpava seu ferimento. — Você está bem?
– Sim, eu estou ouvido. Disse que é uma transição? — inquiriu Regina mais curiosa. — Conte-me mais.
– Sim. Eu digo que sou uma vampira e sua vida corre perigo e quer saber mais sobre isso? Tudo bem. Bom... Já se sentiu como se estivesse aprisionada dentro de você? — Regina ia responder, mas a vampira continuou sua história. — Sinto como se houvesse duas de mim. Uma boa e uma má. A transição é isso, uma das duas irá se apoderar, eu acho. A minha parte monstruosa quer sair, a parte em que digo que deve temer. Quando meus olhos ficam completamente branco eu perco a racionalidade e saio matando quem estiver ao meu caminho. Já matei antes e... Aadorei. — Regina a olhava curiosa sem medo no olhar o que fez Elliot estranhar, a camponesa não a temia? Prosseguiu. — Eu não quero ficar assim, uma fera descontrolada.
– Por que veio para esse reino?
– Encontrei alguém em meu exílio e essa pessoa disse que podia me ajudar. Me ajudaria a controlar meus extintos sedentos de sangue.
– Mas você não está fazendo isso agora? Poderia ter me matado se quisesse. — Regina disse algo que era certo. Elliot não a matou, porque sentia que a camponesa não a temia. — Quem é essa pessoa que pode ajudar você?
– Eu não sei seu nome, não me revelou.
– A resposta está aqui nesse reino?
– Acho que sim ele me colocou em uma missão.
– E qual seria essa missão?
– Desculpe mais é secreta eu creio. Me diga... — Disse Elliot. — Como é a Rainha?
– A Rainha Regina? Por quê quer saber dela? — Regina perguntou.
– Todos gritam sempre a mesma coisa "A Rainha é Má.. Morte a Rainha Regina" só que deve haver algo mais. Não me convenço com poucas informações. Você sabe de algo mais?
– A Rainha não é má. — Elliot parou de limpar a perna de Vilma e achou estranho, alguém defendendo a rainha. Fitou para ouvi-la. A camponesa chamada de Vilma contou alguns fatos da vida da Rainha Regina. A própria Regina estava incrédula por estar se expondo tanto, mas não era ela, era a camponesa. Contou sobre como a Rainha salvou Branca de Neve e de como a menina a traiu e porque seu coração está com tanto ódio ela fora traída e todos mereciam pagar por isso, principalmente Branca.
– Conhece bem a Rainha. É bom saber um pouco mais dela.
– E porque quer saber sobre a Rainha?
– Assuntos pessoais. Agora você deve descansar.
Haviam se passado dois dias e Elliot com uma resistência de um touro não havia sugado uma gota sequer do sangue de sua hospede na floresta. Ela já havia retardado demais sua missão precisava voltar com o plano. Pediu para Vilma esperar até o crepúsculo ela a deixaria no reino novamente sã e salva. Assim a estranha fez se sentindo melhor, Regina refletia tudo o que a vampira havia contado naquele dia quando se conheceram. O mau incontrolável dentro de si. Quando estavam caminhando inquiriu para Elliot o que ela achava sobre o mau que poderia existir dentro da vampira. Ela caminhou lado a lado fitando o horizonte quase escuro, as árvores altas e o cenário quase sem luz solar deixavam a vampira caminhar mais a vontade, sem sua capa.
– Todos temos o mau dentro de nós Vilma. Os aldeões chamam a Rainha de Má porque nunca viram um vampiro com sede. — Debochou.
– Acha que você é...
– Pior que ela? Com toda certeza. Pelo que você me disse a Rainha só deve ter tido decepções demais da conta. — Ela olhou para Elliot franzindo o cenho, curiosa. — Ela não era má, deixou-se levar pela escuridão. Eu já nasci assim. Isso está dentro de mim é diferente você nascer e arranjar com o tempo. Tudo que se arranja pode ser deixado de lado, quando se nasce assim... Você morre assim.
– Então ela tem esperanças? — indagou Regina quando ela e Elliot passaram por um campo de aldeões todos mortos.
– Foi a Rainha? — Vilma confirmou, Elliot pareceu sorrir seu lado negro estava surgindo novamente. — É melhor você ir embora... Eu não estou... conseguin.... — Balbuciou, havia muito sangue derramado, ela não podia sentir o cheiro, mas vê, estava sendo o bastante agora, havia aguentado tempo demais. A vida de Vilma corria perigo se ela não saísse de perto da vampira. Vilma estava parada parecia querer fazer algo. Elliot a encarou com os olhos brancos se apoderando do vermelho. — VAI EMBORA AGORA!
A camponesa assim ouviu, saiu gritando nome de Rumplestiltskin que não apareceu. Correu para o seu castelo e ao entrar mancando com sua perna ferida viu Rumples a sua frente. Inquiriu porque não havia aparecido quando o chamou naquela hora dos soldados? Ele debochou perguntando se a conhecia. Ela disse que era a Rainha, Regina. Ele contou que ela parecia estar se divertindo na floresta, resolveu não se intrometer. Regina reclamou, ordenou-o retirar o feitiço dela, ao passar por ele, o velho senhor das trevas mexeu o nariz questionando se os camponeses não usavam sabão. Ela ordenou que queria a magia de volta, queria poder se proteger e entrar no castelo dela.
– Eu disse que não seria agradável.
– Quer ouvir que estava certo? — Regina lembrou de como aqueles aldeões odiavam a Rainha, como a queriam morta. — Você estava certo. É melhor ser temida do que amada. — Rumple sorriu com sua forma grotesca e desfez o feitiço de Regina, surgindo ali, diante do espelho aquela figura onipotente, temida, malvada e sombria. Lembrou das palavras da vampira " Ela não era má, deixou-se levar pela escuridão."
Rumple havia desaparecido e Regina estava em seus aposentos fitando no alto da sua sacada o seu reino.
– A Rainha está morta! Vida longa a Rainha Má.
– Sinto cortar suas palavras, mas não viverá muito majestade. — Disse a figura de longos cabelos brancos, seu sorriso fantasmagórico estava esboçado sinistramente em sua face, seus lábios estavam vermelhos e de lá escorria um líquido carmim, era sangue pensou Regina. Os olhos estavam completamente brancos. Deve temer quando ficarem brancos pensou Regina ao lembrar do que Elli a disse naquela floresta. Sua respiração estava descompassada, seu peito arfava freneticamente. Segurava em suas mãos uma bola de fogo mais seria capaz de atirar na jovem que a salvou? Ela só estava sem racionalidade como contara. Regina atirou mesmo assim e Elliot desviou.
– Eu gosto de joguinhos antes do jantar. — Sorriu a vampira com a voz maliciosamente sedutora. Estava segurando o pescoço de Regina com uma das mãos.
– Elli... Sou eu... A Vilma que você salvou naqueles dois dias. — Tentou dialogar com a vampira que pareceu escutar com mais atenção, porém seu pescoço ainda era segurado.
– Você está mentindo!
– Não, não estou! — A Rainha contou com dificuldade sobre aquela conversa que somente as duas poderiam saber, a vampira rosnava para a Rainha que tentava escapar de suas mãos geladas. Os olhos da vampira parecia se suavizar, mas sua mão ainda estava firme segurando o pescoço real. Em um movimento abrupto, Elliot com sua mão esquerda tentou segurar sua mão direita para soltar Regina, o lábio superior da morena fora arranhado pelas garras da vampira. Onde ali daria lugar a uma cicatriz futura. Elliot se afastou ao ver aquele sangue, estava tentando se controlar.
– Me perdoe! — disse com dificuldade. — Você é a Rainha que o povo tanto odeia? — sorriu de alívio a vampira. — Regina confirmou com um aceno. — Você me enganou com aquele disfarce... Se eu estivesse com meu faro isso não teria acontecido sabe? — A vampira parecia gemer nas palavras, algo estava lhe causando dor. Regina não sabia o que deveria fazer. — Talvez seja você o segundo favor.
– Não entendo do que está falando. — disse Regina.
– Devo dar o meu sangue a alguém. Acho que você precisa dele para lembrar de que há alguém pior do que você e que tenta... — gemeu mais uma vez de dor. — Mudar. — Elliot mordeu seu pulso liberando um pouco de sangue na taça de ouro de Regina. Caminhou com dificuldade próximo a Rainha e sorriu. — Seus olhos são bondosos — continuou com dificuldade. — Adeus majestade.
Elliot correu em direção ao saguão do castelo real e saltou do alto daquela torre, não sabia Regina que ela poderia voar. A vampira correu para a floresta se contorcendo de uma dor lancinante, repudiar o sangue daquele jeito parecia estar causando fortes dores de cabeça. Estava na floresta agachada de dor em suas entranhas. A sombra do encapuzado novamente surgiu e explicou que aquilo era a primeira fase da superação da transição, ela havia lutado com o sangue e havia ganhado, agora precisava aceitar aquele mau para prosseguir. Elliot não o entendia.
– Por que está me dizendo isso? Não cumpri com o trato, não matei a Rainha.
– Fazia tudo parte do teste e você passou. Terá seu faro de volta quando sair deste reino e cruzar os outros. — Elliot suspirava ao olhar aquela sombra. — Quem é você?
– Saberá um dia! — Disse rindo grotescamente. Sumiu novamente envolvido pela fumaça de nuvem vermelha. Elliot caminhou saindo daquele reino, queria logo estar em casa.
Regina fitava aquele sangue na taça, a vampira era pior do que ela? Questiona-se, haveria salvação para aquele coração negro? Ela não sabia. Rumple surgiu novamente naquela noite.
– Hum.. Sangue de vampiro... Ingrediente forte para lançar uma maldição forte.
– Como sabe que é de um vampiro?
Ele sorriu. — Eu sempre sei de tudo. Esse ingrediente será perfeito para está maldição. — Ele apontou para uma que havia em seu livro.
– A maldição... — Regina sorriu e levantou uma sobrancelha. — Talvez a vampira seja pior do que eu, Mas eu sei o que fazer com o sangue dela. — Neste momento dar-se início a maldição que condenou uma boa parte dos habitantes ao esquecimento de suas identidades e mudando-se para outro reino, chamado Storybrook.
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Elliot se afastou o máximo que pode do reino da chamada Rainha Má seu faro havia retornado como o homem prometera, caminhava pelas clareias da floresta. Durante o seu súbito sequestro pelo encapuzado, havia se virado muito bem, vivendo por conta própria. Estava conhecendo seus próprios dons de caça e por vezes encontrava um animal grande para sugar seu sangue. Estava a cada dia controlando-se perto de um humano, de vez em quando encontrava um camponês que a deixava dormir no celeiro. Naquela noite de lua cheia, quando a temperatura caiu consideravelmente. Elliot viu-se perdida em pensamentos a respeito de sua família, sentia falta deles, sentia a falta de Elsa. Seus pensamentos se detiveram quando um uivo alto a despertou. Franziu o nariz por causa do cheiro de cachorro molhado, que continuava a uivar. Elliot se virou, fitando ao redor da floresta, tentando enxergar além daqueles troncos de árvores.
Passos.
Alguém ou alguma coisa estava chegando.
E para Elliot não cheirava muito bem.
Ela ficou de pé rapidamente em um canto e agachou um pouco aderindo uma posição de defesa e hostilidade, seus dentes começaram a aparecer e seu rosnado chocava-se com o uivo próximo do lobo. Aquela figura de pelo marrom e olhos amarelos de aproximadamente dois metros estava na frente da vampira, retribuindo o rosnado com hostilidade. Parecia que queria saltar na garganta de Elliot e massacrar a vampira. As duas feras ficaram se encarando violentamente, aquele cheiro de cachorro molhado.
Que diabos de cheiro era esse?
Ambos pareciam incomodados com o cheiro um do outro. O lobo começou a latir e rosnar ao mesmo tempo. Logo ambos ouviram passos e uma jovem de longas madeixas pretas e uma roupa branca corria em direção ao lobo, cobrindo-o com uma capa vermelha. O animal desapareceu dando lugar a uma jovem extremamente bela. Sua pele clara, vestia o manto vermelho com capuz, olhou-a de volta.
– Sinto muito por agora pouco. — Disse a menina de vermelho ao se dirigir a Elliot. Parecia que não tinha controle sobre seus poderes deduziu a vampira. — Quem é você?
"Devo usar o meu nome falso... Assim não será perigoso para ninguém"
– Está tudo bem. Lamento pela minha hostilidade também. Eu sou Elli e vocês quem são?
A garota sorriu.
– Bem... Está tudo perdoado então. Meu nome é Chapeuzinho e está é... Branca de Neve. — Disse a garota de capuz vermelho.
– São belos nomes. — Disse a vampira para as duas garotas a sua frente. — É um prazer conhece-las. — Elliot apertou a mão de Branca e a de Chapeuzinho, ambas espirraram na mesma hora.
– Saúde Elli. — Disse Chapeuzinho. — Você não é uma humana não é? Seu cheiro... é MUITO diferente. Peculiar.
– Sem contar a tonalidade exótica de seus olhos. — Branca havia falado ao fitar a vampira.
" Elas parecem ser confiáveis. Sinto isso. Apesar de uma delas cheirar a cachorro molhado"
– Eu sou uma vampira, deve ser por isso o meu cheiro diferente e meus olhos exóticos.
Elas sentaram no tronco de árvore que estava caído no chão e começaram a se aquecer na fogueira que a vampira havia feito. Branca estava com muito frio o que fez a vampira tirar a sua capa e oferecer-lhe.
– Mais e você?
– Eu não sinto frio. — Branca agradeceu se aquecendo com aquele manto.
Chapeuzinho não parava de fitar a garota de cabelo branco e falou: — Uma vampira?
– Sim.
– Ouvi histórias de que lobos e vampiros não podem ser amigos.
– Talvez vocês possam mudar essas histórias. — Sugeriu Branca. — Afinal, nenhuma parece hostil agora. Claro que antes vocês pareciam querer se matar, mas isso não vem ao caso.
– Nunca ouvi essas histórias. Desconheço sobre a minha espécie.
– Também não sei muito a respeito dos lobos. Mas quando me transformo nas luas cheias perco a razão. A capa me impede de virar lobo.
– Eu entendo. Estou passando por algo parecido, de perder a razão.
As três jovens conversaram e as duas novas garotas resolveram passar a noite com Elliot. Pela manhã, a vampira havia caçado, enquanto tomava o sangue dos animais, Chapeuzinho limpava a carne e cozinhava com a ajuda de Branca, o cervo que a nova amiga havia caçado. Elliot bebericava aquele líquido calmamente. Branca a observava, o olhar da vampira era doce naquele momento, diferente da dureza que mostrou nos primeiros minutos que se conheceram. Branca de Neve conhecia aquele olhar.
– Você está lutando por alguém não é? Além de si mesma.
– O que disse? — inquiriu Elliot para Branca.
– Conheço esse olhar. Você gosta de alguém e por isso está se esforçando tanto.
– Sim, eu gosto. Mas não posso fazer nada sendo o monstro que eu ainda sou.
– Você não devia se chamar assim. Eu me transformo em um lobo na noite de lua cheia! Acho que sou o verdadeiro monstro aqui.
– Você não viu do que eu sou capaz ainda Chapeuzinho.
– E nem você! Eu matei o meu namorado e nem sabia, inconscientemente enquanto estava transformada. — Os olhos da garota se encheram de lágrimas e Branca a consolou.
– Eu sinto muito. — Disse a vampira.
– Nenhuma de vocês é um monstro, acredite, eu sei.
– E como sabe? — inquiriu Elliot.
– Conheço muito bem o coração honesto e bondoso da Chapeuzinho e você. Posso sentir que tem bondade em você.
Relinchados de cavalos se aproximavam, aos poucos o trote estava a dois passos das três jovens eram os guardas reais da Rainha Má atrás de Branca de neve. Eram muitos para lutarem, Branca tentou se defender o quanto podia com a ajuda de Elliot e Chapeuzinho Vermelho. Um dos guardas conseguiram carregar a princesa Branca e fugiu a cavalo. Quando Elliot terminou de lutar com os olhos questionou a Chapeuzinho onde estava Branca. Ela não sabia, mas suspeitava que a amiga havia sido sequestrada. O jeito eram seguir as pegadas de cavalo. Chapeuzinho levou Elliot para a parte mais densa da floresta. As duas conversaram sobre suas transformações em feras não racionais e de como já haviam matado. Elas tinham o mesmo problema de controlar a fera em seu íntimo. Elliot estava feliz por Chapeuzinho focar o assunto nesses problemas, sem querer saber de sua família e seu relacionamento com a irmã. A vampira não estava tão a vontade para iniciar esse assunto de novo. Chapeuzinho sorriu ao encontrar novas pegadas do suspeito. A garota era boa rastreadora Elliot tinha que admitir e ela gostava disso na nova amiga.
– Você é boa com pegadas, não é? — mencionou Elliot caminhando com Chapeuzinho.
– Sim, sou uma boa rastreadora. Sei como encontra-la. Vamos pega-lo e libertar Branca.
– Também sou boa em rastrear, mas não pegadas. Eu sigo pelo cheiro.
– Também faço assim, somente quando há uma peça de roupa, ou, algum objeto contendo o cheiro do portador.
– Exatamente.
Ambas atravessaram em um campo aberto , caminhando pela neve, e Chapeuzinho explicou como procurar pistas. Se um dia viessem a ficar sem o olfato teriam essa forma de procurar pistas. Elas verificaram as pegadas no chão em pontos prováveis. Chapeuzinho estava surpresa de como a vampira aprendia rápido, sorriu satisfeita com a evolução da nova amiga. Estavam seguindo as pistas do soldado covarde que raptara Branca de Neve.
– Olhe, aqui estão mais trilhas.
Chapeuzinho apontou para as pegadas e continuava seguindo com Elliot.
– E olhe, veja isso. — Disse a garota. — Ele saiu do cavalo e foi a pé. Ela não deve está muito longe. Vamos! — correu a garota de capuz em direção as pegadas.
Elas seguiram as pegadas por cem metros. Por um tempo o soldado parecia ter caído, Branca de Neve fugido e corrido para algum lugar, mas logo voltaram para a trilha. O que sugeria que ele havia recapturado a princesa.
– Veja! — disse Chapeuzinho, ao mesmo tempo que parava e apontava para algo. — Ali na frente — o soldado ameaçava Branca com a espada. Ela estava presa em uma árvore. Parecia que ele iria arrancar o coração da jovem. Chapeuzinho olhou para Elliot e confirmou com a cabeça, estava na hora do elemento surpresa, abater o inimigo. Ambas saltaram em direção ao soldado e o bateram, acorrentando-o na mesma árvore que Branca estava presa. Elas o esperaram acordar, Chapeuzinho e Elliot cogitaram a ideia de ter batido demais no soldado sequestrador de belas princesas. Quando o mesmo abriu os olhos elas o interrogaram, quem havia mandado ele até ali e por quê!
– Fora a Rainha! — sussurrou ele com dificuldade. — Não quis fazer por mau, só sigo ordens! — explicou o soldado temeroso por sua vida.
– A Rainha? — inquiriu Elliot, será que ele falava de Regina?
– Eu sabia que algo tão maldoso só poderia vir daquela mulher. — Bradou Branca de Neve. Enquanto Branca interrogava o soldado, Chapeuzinho explicava que Regina e Branca eram... Arque inimigas. A Rainha queria a todo custo a morte de Branca. Elliot tentou expressar que talvez tudo aquilo fosse um mal entendido, afinal havia ouvido uma história de Regina transformada na camponesa, Vilma. Branca havia libertado o soldado e retomou a encarar a vampira.
– Não, não é um mal entendido. Quando eu ainda era uma criança, eu havia perdido a minha mãe e estava na floresta com meu pai e alguns soldados. De repente meu cavalo se desgovernou e uma estranha que não tinha nada haver comigo arriscou sua vida para me salvar. Aquela mulher me mostrou altruísmo, não importava se era um estranho ou não, você deve arriscar sua vida por quem corre perigo se assim puder ajudar. Foi assim que eu aprendi, ela era boa. Mas o mau apoderou-se de seu coração. Eu ainda tenho uma esperança de Regina mudar, mas até lá, seus atos só fazem que essa esperança desapareça aos poucos.
– Mas talvez ela possa mudar. — Disse Elliot. — Eu a conheci a algum tempo atrás e conheço essa história. Se você consegue ver bondade em mim, talvez possa ver um dia nela.
– Talvez. — Disse Branca não muito convicta de sua palavra.
As três garotas se despediram, Elliot deveria continuar sua viagem para casa e Chapeuzinho e Branca suas expedições aventureiras. A vampira aos poucos obtinha resultado sobre seus poderes. Havia evoluído muito com o controle sobre sua sede.
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