Once Upon a Time - Frozen -

11 Capítulo 11 - A Rainha da Neve -


Notas iniciais
Como eu disse, encontrarão aqui diálogos da série. Gostaria de relembrá-los. Boa leitura.

O enorme paredão de gelo continuava erguido em Storybrook, Elsa não conseguia compreender o que o mantinha ali, ninguém poderia entrar ou sair. Isso deixava seus habitantes desconfortáveis. No centro da cidade caminhando próximo a torre do relógio da cidade, Robin Hood, Marian e seu filho Roland aproximavam-se de um estabelecimento, era uma soverteria. As vitrines com diversos sabores de sorvete, despertaria o desejo de qualquer um. Os olhinhos do filho brilharam ao sentir o doce aroma de cada sorvete, possuíam cores incríveis, vermelho, verde, branco, chocolate, morango e creme. Era como o paraíso gelado. A dona daquele estabelecimento, uma esbelta mulher que deveria caminhar nos seus trinta e cinco anos, loura e de olhos azuis conhecia o sabor preferido de Roland e trouxe um belo sorvete em casquinha para ele. Era um especial cujo nome era "estrada rochosa." Ela aproximou do garoto entregando-o aquela deliciosa sobremesa e entregou outro para Robin que também gostava do mesmo sabor que o filho. Ao olhar para Marian que estava calada desde que chegou resolveu cumprimenta-la, A mulher loira inquiriu qual seria o sabor de sorvete preferido pela morena. Ela não sabia dizer e Robin contou que no mundo deles não havia isso, A loira preparou um sorvete especial para esposa de Robin, preencheu com cristais de chocolate e entregou para mulher que logo agradeceu e provou o delicioso sorvete. Os adultos seguiram seu caminho, Robin retornou a mostrar a cidade para sua esposa.

Enquanto isso no antiquário do Sr. Gold. Emma, Elsa e Gancho interrogavam o senhor das trevas se ele alguma vez conheceu Elsa, e ele lamentou dizendo que jamais a viu. Emma gostaria de saber como aquela jovem havia entrado na urna dele e ele nunca a conheceu? Gold respondeu que a xerife deveria inquirir para a jovem Rainha ao seu lado, o único problema era que Elsa não recordava como havia ido parar dentro daquela urna mágica, ela havia perdido a memória deste evento e relatado para Emma. O velho Gold informou que aquilo era incomum em Storybrook e retornou a explicar que muitos artefatos de valores surgiam em sua posse, como urnas, colares, anéis e outros objetos inestimáveis e que não sabia da história que cada um carregava. Gancho o cortou alegando que ele apenas sabia dos que interessava para ele. O senhor de terno negro olhou para o capitão com mão de gancho e informou que aquilo era no seu passado, em outra época, sua vida estava diferente, havia perdido um filho e ganhado uma esposa, aquele antigo eu dele ficou no passado e ele fez questão de virar a página. Emma interrompeu aquele assunto entre os dois cavalheiros informando para o senhor Gold que poderia descobrir com seus poderes se ele estava mentindo. Ele sugeriu algo melhor, se a xerife suspeitava tanto dele, Bella poderia usar a adaga. Todos sabiam que aquela adaga do senhor das trevas era o seu único ponto fraco, ela poderia o controlar inclusive saber se ele estava mentindo ou falando a verdade. A sua esposa pegou a adaga e começou a ordenar para o senhor das trevas a contar aos outros a verdade. Gold começou a falar que a verdade era essa, ele não sabia que havia alguém preso na urna e não sabia nada sobre a Elsa ou suas irmãs.

Longe dali. Mary Margaret assumindo o papel de prefeita com seu pequeno filho nos braços convocava no gabinete da prefeitura uma reunião para debater alguns temas com os habitantes de Storybrook. Todos estavam com panfletos sentados em cadeiras formando um circulo. David estava do seu lado, sentado em uma das cadeiras. Leroy, vovó, Robin, Marian e outros rostos familiares estavam participando da reunião. Archibald Hopper, ou "Archie" como era chamado pelos amigos inquiriu Mary sobre o que era a grande parede de gelo. Ela o informou que aquilo seria debatido mais adiante por ser o item quatro. Leroy propôs uma votação para pular os itens, um, dois e três e saberem mais a respeito do quarto item. Muitos ali presente concordaram com ele o que fez Branca aceitar a sugestão. Ela informou para os presentes que não era nada com o que devessem se preocupar, apesar de cercar a cidade toda. O que fez todos se manifestarem descontroladamente. O pequeno Neil começou a chorar o que fez Mary pedir por silêncio, eles falavam todos de uma vez, estava tornando um tumulto. Leroy queria saber quem fez a bendita parede e Mary pulou para o seguinte item, o quinto, fornecendo o nome de Elsa e alegou que era amiga. Ele contou que essa Elsa foi a pessoa responsável por congelar sua van. A vovó que tricotava calada resolveu se intrometer lembrando do evento de alguns dias atrás com o monstro de neve que quase havia matado a esposa de Robin Hood. Marian informou a todos que estava bem. David levantou-se da cadeira informando que já havia conversado com Elsa e estava tudo sobre controle e que não ocorreria nenhum tipo de perigo. Enquanto debatiam sobre os temas presente no panfleto a jovem Marian começou a sentir uma forte tontura, uma mecha do seu cabelo preto começou a virar branco da raiz até a ponta. As vozes das pessoas começaram a ficar distante e acabou desmaiando naquele local. Sendo rapidamente segurada por Robin que estava ao seu lado.

Distante dali no restaurante da vovó, Henry degustava um delicioso copo de chocolate quente com canela ao estudar álgebra. Ruby estava ao seu lado como sempre observando o garoto, enquanto limpava o balcão já que a vovó participava de uma reunião.

— Você gostaria de mais alguma coisa Henry? — Disse de forma prestativa.

— Não está tudo bem.

— O que sabe sobre a estranha que apareceu na cidade?

— Não sei muito. Ela saiu de uma antiga urna que o senhor Gold tinha. Está procurando suas duas irmãs Elliot e Anna.

— Elliot? — Ruby franziu o cenho de repente.

— Sim. Você a conheceu? — os olhos de Henry se encheram de alegria. Ruby parecia vasculhar algo em sua mente, mas fez um semblante de desapontamento. Acariciou a face rosada de Henry ao falar: Desculpe garoto, não à conheci. Não uma Elliot, só achei familiar o início do nome.

— Ruby estão te chamando na mesa nove. — uma das garçonetes alertou a morena que se despediu de Henry.

Dez minutos mais tarde, Regina se juntou a ele no balcão. A dama comprou alguns HQ para o garoto que ficou feliz ao vê-los. Ela pegou um daqueles quadrinhos e conversou com o filho de como era engraçado tudo aquilo ser ficção e ali, no livro de contos que Henry lia era tudo real, isso deu a ela uma curiosidade de querer saber quem fora o escritor por trás de tudo isso, o autor do livro de contos. Henry contou que ninguém sabia ou conhecia o autor do livro, Regina falou que só podia ser brincadeira, o filho havia lido o livro tantas vezes e não possuía uma suspeita, informação, pista de quem havia escrito. Ele a encarou nos olhos e a inquiriu querendo saber o que ela estava tramando. Regina logo desconversou, porém, resolveu contar para o filho que as histórias sobre ela no livro a descreviam como uma vilã e as coisas nunca davam certo para um vilão, então ela queria descobrir quem o escreveu e fazer ele... Reformou a palavra, pedir para o autor escrever um final feliz para ela. O garoto sorriu para a mãe contando que foi a melhor ideia que ela já havia tido, ele contou que eles só precisavam de pistas. Ela ficou admirada ao ouvir o "nós" naquela frase, o seu filho estava disposto a ajuda-la? Regina abriu um sorriso feliz naquele rosto afilado e bem cuidado. Estavam com uma nova operação, uma missão chamada Mangusto. O sino preso a porta do restaurante fora tocado bruscamente, Robin acabara de entrar com uma expressão nada boa, parecia pálido. Precisava da ajuda de Regina o mais rápido possível.

De volta ao gabinete da prefeitura, Regina entrou na sua ex-sala e reparou na pequena mudança que Branca havia feito enquanto ela estava "afastada" temporariamente do cargo.

"Que diabos de quadro é aquele?" pensou a ex-prefeita.

Inquiriu de quem foi a ideia de por aquele quadro com pássaros? Branca contou que queria dar um toque dela no local. A morena disse irônica que ela havia conseguido. David ao avistar Robin contou que sua esposa Marian não estava nada bem, estava cada vez mais fria. Seus lábios estavam roxos e o corpo começava a congelar. Henry que também veio observava a mulher que estava deitada parecendo um cadáver. Alguns minutos depois Emma, Elsa e Gancho haviam chegado estranhando aquela reunião e os semblantes preocupados, a xerife indagou o que estava ocorrendo. Regina contou que ela deveria perguntar a nova amiga, ela saberia responder. Elsa ao analisar a situação advertiu de que não era a magia dela.

— E devemos confiar no que ela diz? — Regina retrucou.

— Confia em mim. Se ela diz que não foi ela, não foi! — Emma encarava Regina que nada respondeu. Para quebrar aquele silêncio e as atitudes um pouco hostis Henry perguntou como iriam quebrar aquele feitiço.

Elsa falou. — A única forma de quebrar um feitiço do gelo é um ato de amor verdadeiro. — Ao ouvir aquelas palavras Regina ficou desconfortável... O ato seria o que? um beijo? Ela não suportaria ver Robin beijar aquela mulher. Mas teria que ser forte e ajudar o homem que amava.

Robin olhou para Regina e suspirou, aproximou da jovem Marian desacordada e encostou seus lábios macios nos gelados da moça e a beijou. Ao separar seus lábios e esperar um pouco nada havia dado certo. Marian continuava desacordada, o beijo havia falhada no fim das contas. Regina pediu mais tempo para estudar a maldição. Emma informou a todos de que iria procurar o responsável por isso e que foi retrucada pela Rainha Má, alfinetando a salvadora de que ela deveria levar reforços. O clima entre as duas mães de Henry estava devastador, Regina estava chateada com Emma por ter trazido aquela mulher de volta e atrapalhado seu final feliz com Robin e a xerife sabia disso. Quando Emma estava saindo do gabinete, Killian a impediu contando que iria com ela, mas a loira preferia que ele fizesse outra coisa. Ela pediu que ele levasse Elsa para a delegacia para mantê-la à salva dos outros. Killian resolveu fazer exatamente o que Emma ordenou, porém.. com o seu toque pessoal. Ao invés de conduzir Elsa para a delegacia eles estavam em busca do responsável que mantinha aquele balde de gelo — como costumava chamar — de pé. Conduziu a garota as escondidas pela cidade.

No centro da floresta próximo ao acampamento de Robin, David e Emma investigavam o local. Analisando as pistas que continham, estavam a procura de alguém com os mesmos poderes de Elsa. Esse era o seu suspeito. Os dois se separam e a xerife ouviu movimento vindo da barraca do Rei dos ladrões. Um rapaz alto com um cabelo raspado dos lados e um pequeno topete no alto da cabeça saiu ao ser surpreendido pela salvadora. Ele era um ladrão, Emma o questionou o que fazia ali e ele saiu correndo sendo perseguido por ela. Emma correu atrás dele incessante pela floresta quando o ladrãozinho achava ter conseguido uma boa dianteira da xerife fora surpreendido por David saltando sobre ele. A loira chegou segundos depois e inquiriu novamente quem era o rapaz.

— Eu me chamo Will Scarlet. — Informou que conhecia Robin Hood, eram amigos até se desentenderem e contou que havia escutado o ocorrido com Marian. Will contou que com o blecaute da cidade, ele fez o que todo ladrão faz em uma cidade escura, foi trabalhar. Contou que quando passava pela sorveteria algo estava estranho, não havia energia a horas, mas todo o sorvete ainda estava congelado. — Que estranho não? — Falou.

Gancho e Elsa retornaram ao antiquário do Sr. Gold que alegou estar fechado. A loira ficou perto da entrada enquanto Killian conversava com Gold. Ele queria ajuda para descobrir quem era a responsável por manter a muralha em pé. O senhor das trevas adorava um acordo. E perguntou o que aquele jovem daria em troca e ele apenas respondeu. "meu silencio" Killian conhecia o senhor das trevas a muito tempo e sabia que Bella não andava com a adaga verdadeira. Ele nunca deixaria ninguém controla-lo. Nem mesmo a esposa.

— Seria um problema para você se Bella descobrir que você a deu uma adaga falsa. — Killian o ameaçava. Gold nada pode dizer para se defender. — Boas notícias ele concordou em ajudar. — Ele se dirigiu a Elsa.

Elsa se aproximou entregando algo ao senhor Gold. — Esse cabelo é da Marian, precisamos saber quem foi que fez isso.

Ele segurou aquela pequena mecha de cabelo e devolveu para o estado natural daquela magia, flocos de neve. Magia busca outras magias e de cada pessoa é única, apesar de tão semelhante aquela magia com a de Elsa, não era igual. Ao liberar aqueles flocos de neve eles voltariam para o seu portador.

David, Emma e seu prisioneiro Will estava em frente a loja de sorvetes que aparentava estar fechada. A xerife não conseguia enxergar nada de anormal ou mágico ali. Eles invadiram o estabelecimento já que os dois xerifes não estavam acreditando no jovem rapaz. Emma suspeito assim que entrou no local, ele estava totalmente silencioso. A mesma advertiu que sem o compressor não havia resfriamento. Então como os sorvetes se mantinham congelados? Will sugeriu que os xerifes olhassem os fundos e quando David e Emma abriram a porta azul todo o local, sem exceção, estava congelado. Os portes de sorvete, tudo. Era uma verdadeira geleira.

— Parece que devemos desculpas ao Will. — David falou ao notar que o jovem já havia fugido e roubado a sorveteria.

Killian e Elsa continuavam a seguir os flocos de neve que adentraram a floresta. Gancho estava marcando as árvores e explicou que era sempre bom conhecer a rota de fuga. Ele preferia fugir do mau tempo a segui-lo. Elsa sorriu com o comentário do capitão Gancho.

— Qual é a graça? — a inquiriu.

— É que a Emma tem magia e você claramente não quer fugir dela.

— Na verdade é muito pelo contrário.

— Talvez ela ache o mesmo sobre piratas, como você sobre magia. — Disse Elsa.

— Eu estou mudando, mas ser pirata nem sempre é algo ruim. Principalmente um pirata charmoso como eu.

— Acho que sua auto apreciação está te cegando por um fato simples. Isso não se trata sobre você, é sobre ela.

— É mesmo? E em poucos dias você conhece a Emma tão bem?

— Somos muito parecidas. Quando se tem o peso do mundo nas costas é difícil se abrir com as pessoas, confiar nelas. Mesmo quando só querem o melhor para você. Acredite eu entendo bem sobre esse assunto. — Elsa disse ao continuar andando seguindo a geada.

— O seu marido passou por uma situação parecida? — perguntou Killian.

— Como disse? — a Rainha o olhou rapidamente, não havia entendido a pergunta.

— O seu marido. — ele apontou para aliança dourada no dedo da loira que a tocou rapidamente. — Eu vi a aliança, é casada não é?

— Sim, eu sou sim. A minha esposa passou por algo semelhante. — Killian ficou surpreso com a revelação da loira.

— E por quê ela não está aqui te ajudando na busca para encontrar suas irmãs?

— Porque minha irmã e minha esposa são a mesma pessoa.

"Que revelação intrigante." pensou Gancho.

Os flocos de neve continuavam a flutuar pela floresta sendo seguidos pelos dois. A neve repousou em um carvalho coberto por outras neves, Gancho sussurrou para a loira que estavam na trilha certa. E rapidamente uma mulher loira com seu vestido branco com calda surgiu entre as árvores. Os dois se esconderam atrás de um grande tronco caído. A mulher parecia ter feito um altar com um castelo de cristal em tamanho pequeno, semelhante a uma maquete. Gancho pegou o seu dispositivo de falar, conhecido por, celular o que fez a Rainha inquirir o que era aquilo. Ele não sabia explicar, porque também era de outra época, apenas disse que consegue se comunicar com Emma quando apertava o nome dela. O aparelho chamou, chamou até cair na caixa postal. Ele deixou um recado, notificando a outra loira que havia encontrado a responsável que havia feito aquilo com Marian, solicitou para vir ao lesta da floresta. Elsa e Gancho observaram por um bom tempo aquela outra pessoa ali parada, Emma não aparecia o que estava deixando o rapaz impaciente.

— Já esperamos o bastante, precisamos achar Emma. — Ele disse ao se levantar com Elsa para fugirem dali.

Sua perna direita não se movia parecia que havia pisado em cimento. Ao olhar notou que estava com o pé congelado.

— Desculpe, mas infelizmente não posso deixar você ir! — a mulher loira que estavam vigiando acabou surpreendendo os dois. Elsa se virou abruptamente para encara-la.

— Solte-o Agora!

— Por enquanto não. Temos muita coisa a botar em dia minha doce Elsa. — Elsa ficou confusa, como aquela mulher a conhecia? De onde ela a conhecia? Killian inqueriu a Elsa se ele conhecia aquela mulher. A Rainha contou que nunca a viu antes. — Você simplesmente esqueceu. — Revelou a mulher.

— Como eu esqueceria de alguém como você? De alguém como eu?

— A mágica dos trolls de pedras. Eles extraem lembranças e fizeram um trabalho e tanto em você. — Elsa ainda estava confusa com a revelação e perguntou porque fariam isso com ela. A mulher revelou que foi pelo mesmo motivo que fizeram com Anna, quando ela e Elliot brincavam com a caçula.

— Então você conheceu minhas irmãs? — a mulher contou que sim e contou algo mais. Contou para Elsa que o motivo dela ter ficado presa naquela urna foi porque as irmãs a colocaram lá. — Está mentindo!

— Estou? Você sabia que as pessoas daqui odeiam você?

— Pelo que você fez! Você machucou um deles.

— Refere-se aquela mulher. Marian? Aquilo foi um acidente.

— Não, não foi. Foi para pensarem que foi eu para me culpar. Por quê? — a mulher explicou que uma hora todos se viram contra elas, mesmo os amigos, os irmãos... Os esposos e... Esposas, eles só aguardam o motivo. Ela criou vários picos de gelo que poderiam cair a qualquer momento sobre Killian, matando-o. Aquela mulher queria mostrar para Elsa que eles poderiam se voltar contra ela a qualquer momento e a tratariam por um monstro que acham que ela era. Emma e David chegaram ao local e presenciaram a cena da mulher de branco.

— Ei Rainha do leite. — Chamou Emma. O que foi surpreendida pela mulher saber seu nome. — Nos conhecemos?

— Claro que não, sua reputação te precede. Acha mesmo que sua magia é páreo para a minha?

— Só tem um jeito de descobrir. — A salvadora concentrou rapidamente seus poderes liberando uma rajada potente cintilante que fez a mulher cair no chão e voar alguns centímetros. David aproveitou o momento para salvar o pirada daquele gelo todo e que logo conseguiu com a ajuda de Emma. Porém ao olharem ao redor a mulher já havia fugido. Elsa caminhou até o altar observando aquele castelo, as palavras daquela estranha martelavam sua mente. Emma também se sentia angustiada, a estranha falara com ela como se a conhecesse à muito tempo. David tentou tranquiliza-la ao dizer que ela era a xerife é normal que todos a conheçam. Mas aquela explicação não bastava, Emma sentia que quando aquela mulher disse seu nome lhe pareceu tão familiar. Resolveu falar com Elsa e saber como ela estava.

— Bem. Mas ela mentiu sobre as minhas irmãs. Elas nunca teriam me trancado naquela urna. Ela mentiu sobre o passado. Eu só queria saber a verdade, saber o que aconteceu com minhas irmãs. — Emma tentou conforta-la e disse que elas iriam encontrar suas irmãs e deter aquela Rainha da Neve. Elas eram peões e faziam parte de algo muito maior. — Por quê você diz isso?

— Eu te trouxe para esse mundo Elsa, mas foi por acidente. A Rainha da Neve já estava aqui. Começo a pensar que não foi só uma maldição que te trouxe até storybrook.

Enquanto isso na prefeitura, Regina teve uma ideia de como retardar o feitiço de Marian, mas que Robin deveria confiar nela. Ele aceitou e ela esperou Henry trazer alguns materiais de que precisava. O corpo da esposa do maior ladrão da história estava como uma estatua de gelo. Robin contou para a prefeita o motivo pelo beijo de amor verdadeiro não haver funcionado em Marian. Ele não amava mais a esposa, seu coração pertencia a Regina. Ao ouvir aquelas palavras a morena ficou sem palavras, sentiu como se seu coração fosse sair pela traqueia e pular em direção a Robin. Ela precisou engolir em seco na tentativa de prende-lo ali, no peito dela. Porém, ela entendia que o amor da vida dela precisava voltar para a esposa. Henry voltou correndo com uma bolsa repousando em seu ombro esquerdo, havia encontrado todos os materiais solicitados pela mãe.

— Tem certeza de que quer que eu faça isso? — indagou a ex-prefeita.

— Tenho. — Henry segurava uma caixa retangular de madeira que assemelhava a um baú em seu tamanho reduzido. A morena cravou a mão no peito de Marian retirando o seu coração que pulsava em sua mão. O gelo não tinha o atingido e isso era bom poderia conservar o corpo dela assim até encontrarem uma solução. Ela guardou o coração da jovem Marian no baú e Robin encarava a ex-prefeita que afirmou que iria encontrar uma cura.

Emma saia do restaurante da vovó e Gancho a esperava, ele pediu desculpas por tê-la desobedecido. E ele sentia que ela o repeli-a e citou o discurso que Elsa havia dado, que entendia que ela carregava o mundo nas costas. E ela apenas disse que o problema era que todos que ela se envolviam acabava morrendo e não queria isso para o pirata. Ele tentou consola-la dizendo que não precisava se preocupar com ele, ele era bom em sobreviver. Ela sorriu com o discurso do pirata que a surpreendeu com um beijo.

A floresta estava completamente escura, apenas iluminada pelo brilho da lua. A loira de branco caminhava entre os troncos de árvores quando fora surpreendida por Gold.

— Não se preocupe querida, sou eu. Lamento se as coisas não deram certo.

— Mas vão dar. — Afirmou a mulher.

— Veremos. E a senhorita Swan lembrou de você? — ele caminhou até ela. A mulher a sua frente negou, Emma não havia a reconhecido. — Isso é bom para você, pois poderia acontecer e não gostaria disso não é? Tem certeza de que não quer a minha ajuda?

— Quando eu quiser fazer um acordo, eu procuro você. — Respondeu de modo ríspido a dama.

— Um momento que espero ansiosamente. Agora você precisa encontrar um abrigo, está esfriando aqui. — Gold se retirou e a mulher continuou o seu caminho pela floresta. Ela se encontrava na parte mais profunda de todo aquele cenário verdejante quando outra pessoa a encarava.

— Finalmente encontrei você, Tia Ingrid. — uma voz feminina penetrante falou. A mulher de nome Ingrid se virou e olhou aquela outra mulher de cabelo curto, branco e de olhos vermelhos.

— Elliot. — Disse a loira ao fitar a outra.

Notas finais
O que acharam?