Notas iniciais
Esse cap narra exclusivamente os acontecimentos e a emboscada na ponte. Foi um pouco complicado interagir cenas com todos os personagens ali, mas espero que entendam xD Cenas Swan Queen vem já no próximo *_* Boa leitura o/

— CORRA!! – Emma gritou uma vez mais, incentivando a prefeita.

Regina nunca tinha sentido tanta adrenalina percorrendo seu corpo de uma só vez. Eram os instintos gritando por sobrevivência. Emma estava de tão forma próxima a ela que a morena podia sentir a respiração ofegante em seu pescoço e mesmo naquele momento impróprio um calafrio lhe atingiu. Os gêmeos faziam sua cobertura com os rifles trabalhando incessantemente.

Mesmo de costas Emma conseguia visualizar o medo que afligia a morena. Os tiros estavam ficando mais próximos, mas ela ouviu o grito de dor de dois homens ecoando às suas costas. Apesar do escasso tempo que havia convivido com os guardas da prefeita, Emma soube que o som não vinha de nenhum deles. Um sorriso cruzou seu rosto e uma breve animação tomou conta da Ranger. Talvez nem tudo estivesse assim tão ruim. Mal sabia ela para o que estavam correndo.

—_________________________________________________________

(Segundos antes)

Assim que Emma e a prefeita correram na direção oposta, tudo o que importava no momento para eles era a proteção das duas. No começo Jim não fez a mínima ideia do que a loira planejava com aquela atitude insana, mas então... Essa Ranger é mesmo esperta...— pensou – Ousada.. Maluca... Mas esperta.

Aquela disputa estava um tanto desigual no começo. Não só o outro lado tinha mais pistoleiros, como a geografia do ambiente não lhes era favorável. Quatro contra dois. Os bandidos estavam acobertados pelas paredes sombrias do cânion e dessa forma os homens não conseguiam enxergá-los com clareza. Já o que protegia Jim e seu irmão da saraivada de tiros que vinha do outro lado era apenas uma carruagem de madeira.

Não precisava ter a astúcia da Ranger para prever o final da cena. E então... Segundos após o movimento da loira, Jim conseguiu finalmente entender seu propósito. Os tiros que vinham do outro lado da ponte pareceram diminuir. A situação parecia não estar nos planos dos bandidos e deveriam estar discutindo como proceder.

Emma de fato acertou um ponto fraco dos rivais, pois pouco a pouco eles foram se esgueirando para fora do esconderijo natural e avançando sobre a ponte. A energia dos irmãos se renovou e a mira dos rifles Winchester se tornou muito mais precisa. O jogo parecia ter virado e quem sofria pela falta de cobertura agora eram eles. Aquilo era vantajoso, mas preocupante de certo modo. A atitude dos “bandidos” — após o breve ocorrido, Jim nem sabia se podia referir-se a eles de tal maneira — só se justificava se um dos fatos fosse verdade: ou foram pagos para matar a todos ali, sem sobreviventes, ou tinham um alvo específico. Do contrário, nunca teriam aberto a guarda e perdido as vantagens de combate por duas mulheres que escapavam do grupo.

Algo na mente de Jim já lhe dizia qual das alternativas devia ser a correta. E ele não gostou nada da resposta.

Jack e Jim trocaram olhares assim que os malfeitores começaram a deixar as pedras escarpadas do cânion. Com os alvos agora tangíveis, nada os impediria. Era hora do show. Logo Jack e o irmão eliminaram dois dos homens, mas a mira dos bandidos também estava de certa forma privilegiada no momento. Acertar os alvos em movimento do outro lado da ponte, sem nada cobrindo suas costas, não seria tarefa difícil para quem tivesse experiência no gatilho. Eles precisavam ser rápidos ou o plano não teria valido a pena.

—_________________________________________________________

Elas estavam quase lá. Mais alguns metros e alcançariam o final da ponte e teriam a chance de se esconder nas pedras que ladeavam o desfiladeiro. Foi então que Emma ouviu. O barulho de cascos se aproximando era acobertado em boa parte pelos som das balas que voavam perto dali, mas nada escapava aos ouvidos da loira. O desespero atravessou seu corpo como uma lâmina assim que ela distinguiu as figuras em meio às trevas da noite.

Três cavaleiros se aproximavam vindo em direção à ponte. Pelo modo como forçavam os cavalos e se dirigiam a um local como aquele, ainda mais com uma chuva de tiros que poderia ser ouvida a dezenas de metros dali, descobrir a que lado do jogo pertenciam foi tarefa fácil. Elas haviam conseguido desentocar os bandidos, mas corriam para os braços de uma armadilha.

Regina também notou quando os vultos entraram no campo de visão da ponte. Ela viu os homens sacarem as armas e sentiu o puxão de Emma em seu braço. Não tinha a menor ideia do que fazer. Estavam presas entre canos inimigos de ambos os lados. Droga!!— Emma amaldiçoou mentalmente – Como vamos sair desse inferno?!!

Ela brecou Regina e começou a correr de volta para a carruagem. E agora ela não tinha mais um plano. Apenas fez o que seus instintos lhe ordenaram. Aquela situação estava mais complicada do que ela havia imaginado e a possibilidade de uma emboscada com finalidade "assassinato" era agora clara como a água. Era a prefeita que queriam. Isso ela podia sentir.

— Jim!! Jack!! – ela gritou enquanto empurrava a prefeita pelo caminho de volta – Temos companhia!!

O medo nos olhos dos gêmeos foi algo que ela conseguiu visualizar de longe. Sabiam a gravidade da situação. Estavam cercados. Jim suspirou e tomou a atitude que mudou o rumo dos fatos naquela noite. Sem pensar duas vezes ele saltou o cabo de madeira que prendia os cavalos à carruagem e correu com todas as suas forças.

— Jim!!! – ele ouviu seu irmão gritar.

Jack foi tomado pela surpresa e pelo medo. O irmão corria de peito aberto na direção dos bandidos. Fez menção de ir atrás dele, mas sabia que colocaria tudo a perder daquela forma. O que podia fazer agora era somente tentar cobrir o corpo do irmão acertando os homens antes que eles o acertassem.

A incredulidade dos malfeitores também foi recíproca ao notar que um dos guardas grandalhões da prefeita corria em direção a eles. A falta de reação inicial abateu ambos. Jim estava mesmo contando com isso. Ele conseguiu alcançar um dos dois antes que tivessem tempo de disparar o revólver contra seu peito desprotegido. Agarrou o homem pelo braço que empunhava a arma, acertou suas costelas com um soco forte que foi seguido por um segundo, bem entre os olhos. O bandido foi ao chão, mas o outro já se aproximava dele com o rifle apontado para matar.

—_________________________________________________________

Emma e a prefeita estavam quase de volta à carruagem. Aquela investida de um dos gêmeos foi realmente inesperada para a Ranger. Não sabia quão longe ia a lealdade dos homens para com a morena, mas depois disso seu respeito por eles aumentou imensuravelmente. Nos dias atuais, era difícil encontrar homens que realmente estivessem dispostos a dar sua vida pela de alguém. Jack tentava desesperadamente conseguir uma mira, mas o irmão já havia derrubado o primeiro e o segundo homem estava emparelhado a ele de tal forma que seria arriscado demais disparar. Bob já havia entrado para ficar com Henry.

— Vai!! Entre na carruagem também! – Emma conduziu Regina e assim que viu a prefeita em relativa segurança dentro da diligência, voltou-se para os cavaleiros, que a essa altura já haviam alcançado a borda da ponte.

Jack começou a correr em direção ao irmão, mas assim que Emma visualizou o que acontecia do outro lado o grito dela o impediu. Os cavaleiros não avançaram sobre a ponte como ela havia imaginado. Ao invés disso, o que fizeram foi muito mais aterrorizador. Não... Não pode ser..

Um calafrio atravessou seu corpo e ela travou onde estava. Um dos homens montado retirou um objeto de dentro da jaqueta de couro. Quando ele riscou o fósforo ela entendeu o que era.

— JACK!! – ela gritou já correndo para a diligência – Toca a carruagem!!! AGORAA!!

Os olhos do homem atravessaram a longa ponte e pousaram no fino objeto que um dos bandidos se preparava para lançar. O desespero tomou conta dele, mas seus músculos se enrijeceram e ele pulou na carruagem em menos de dois segundos. Precisava tirá-los dali.

Jim e o homem lutavam ferozmente. O bandido estava próximo demais para disparar e logo seu rifle se tornou objeto de disputa. Sem pertencer agora a nenhum dos dois, ele servia de apoio para a guerra braçal entre eles. Foi então que Jim ouviu os gritos de Emma. Desviou o olhar uma fração de segundos e se colocou a par dos cavaleiros do lado extremo oposto e do pior que ainda estava por vir: do objeto brilhante que ele acabava de arremessar sobre a ponte. A luta dos homens era travada agora bem próxima da borda. O bandido também se atualizou dos acontecimentos e sorriu de forma maldosa.

— Vocês não tem como escapar agora.. Vão todos dormir com os peixes lá em baixo!

Jim franziu a testa de forma ameaçadora. Ele conseguiu ouvir que a carruagem já estava em movimento e pensou em uma estratégia. Mas o homem ali era forte demais. Não poderia se desvencilhar e correr até os outros sem que o bandido disparasse contra eles, mas também não podia ficar no caminho da carruagem. Sem hesitar, ele lançou um último olhar para o irmão que comandava a diligencia. E depois, com um último jogo de corpo, usando toda a força de que dispunha, empurrou o homem para trás e mergulhou com ele no abismo.

— JIIIIIM!!!

Ele ainda pôde ouvir o grito desesperado do irmão entes de desabar, atingindo a água com violência.

Jack estava tremendo, mas não hesitou. Continuou forçando os cavalos com todo o restante da sua determinação. A dinamite já estava sobre a estrutura de madeira e era questão de segundos até colocar tudo pelos ares. A carruagem passou voando pelos homens caídos sobre a ponte, alvos deles mais cedo, e suas rodas vacilaram com os obstáculos.

Emma vinha agarrada atrás e contava cada milésimo de segundo para o desfecho daquilo tudo. Faltava pouco... Ela até chegou a acreditar que conseguiriam atingir a saída daquela armadilha a tempo, mas então... Veio o som. O som que aterroriza homens, mulheres e animais. O som que rompe barreiras, estilhaça estruturas e destrói rochas concretas. O som que não importa em que parte do mundo esteja, sempre traz consigo dois companheiros: medo e desespero. O som da explosão.

Os cavaleiros já não estavam mais do outro lado. E a última visão que Emma teve antes que a fumaça tomasse conta do lugar foi a das chamas envolvendo o ar e tudo o que havia ali em volta. Os cavalos da carruagem já estavam em terra firme quando o fogo destroçou a estrutura de madeira. Mas as rodas e o restante da diligencia não. Jack foi arremessado para frente com a força do impacto e o corpo de madeira, que transportava os demais passageiros e Emma agarrada junto a ele, despencou.

Notas finais
E agora hein? haha Ta complicado.. Vamos ver o que acontece em seguida e como vão sair desse fim inesperado. o// Novo cap deve sair amanha! Espera.. Já passou da meia noite.. Então.. Hoje! XD Deixem as opiniões pessoal =) Amoo muito os comentários de vocês ;)