Notas iniciais
Volteeeei o Demorei? Tava em semana de prova, e como voltei a postar as outras fics ficou meio corrido XD Queria agradecer as novas leitoras por deixarem comentários mais que lindos, e as minhas leitoras fiéis por serem umas fofas sempre! A fic existe por causa de vocês ^^ Ahh, fiz um perfil no face, me add lá! Vou postar coisas sobre a fic, e podem conversar e puxar minha orelha quando quiserem kkkk https://www.facebook.com/profile.php?id=100004923164653 - ThEvilqueen Mills XD Boa leitura!

Sua visão entorpecia-se à medida que caminhava para longe da lareira. Ainda não conhecia a mansão suficientemente bem para guiar-se pela memória fotográfica, mas logo seus olhos se acostumariam à escuridão. Antes de deixar o cômodo, lançou um último olhar para trás. Regina repousava sobre o tapete, agarrada a uma almofada, o corpo nu aquecendo-se junto ao fogo e o semblante de quem dormia o mais puro sono. Seus longos cabelos negros desciam pelas costas descobertas em fartas mechas, levemente onduladas. Aquela visão a fez sorrir e ela invejou a morena por alguns segundos. Não conseguia dormir, não hoje. Correu os dedos pelos cachos loiros e suspirou, dirigindo-se para o aposento seguinte. Sentia-se ligeiramente invasiva ao perambular pela casa da prefeita daquela maneira, mas seu organismo clamava por água e ela não se atreveria a despertar a morena.

A luz da lua adentrava as janelas da cozinha e não demorou para que se familiarizasse com o contorno dos objetos. Encontrou um copo e serviu-se. Caminhou até uma das janelas, detendo-se para observar a noite que dominava o ambiente lá fora. Sua respiração fez com que o vidro se embaçasse gradativamente e a loira pegou-se imersa nos pensamentos e expectativas dos acontecimentos que estavam por vir. Acostumara-se a uma vida sozinha e isso em muito a ajudara a exercer com eficiência seu trabalho. Até o dia em que aquele relatório caiu sobre sua mesa, levando-a até a cidadezinha. Storybrooke despertou na xerife o que inúmeros inimigos não haviam sido capazes: medo. Pela primeira vez na vida, antes de uma batalha, ela sentia-se perdida. Não estava lutando mais só por si mesma, pelo país, ou pela vida de pessoas aleatórias. Laços haviam sido criados, e pela primeira vez sentia medo do que um simples deslize seu poderia lhe custar. Sacudiu a cabeça, tentando livrar-se daqueles sentimentos ruins.

" Seu gatilho não falhou antes, Swan. Não vai te deixar na mão agora... " — confortou-se internamente.

Mas nem sua mente parecia obedecer-lhe como antes. Precisava dar um jeito nisso, sabia que iria precisar de cada pequeno detalhe de suas habilidades. Precisava concentrar-se. Deixou o copo sobre a pia e retornou à sala, medindo os passos para não acordar Regina. Deitou-se de costas sobre a madeira fria e encarou o teto por alguns segundos. De olhos fechados, ela buscou o equilíbrio de que precisava. Recordou-se dos métodos que Grande Águia havia lhe ensinado quando jovem, métodos que repetia antes de cada momento decisivo em sua vida. Deixou a mente vagar no vazio, varreu os pensamentos negativos dali e concentrou-se na chama imaginária. Quando sentiu que havia se desapegado o suficientemente dos problemas, iniciou os movimentos. Por mais engraçado que fosse, aquilo era um gatilho que a ajudava a manter o foco. Mente e corpo trabalhando juntos para que o espírito se acalmasse.

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O cavalo estava exausto, mas só parou ao comando do homem. A brisa gelada do deserto tocou a face do cavaleiro, assim que ele se desfez do lenço que cobria-lhe a metade inferior do rosto. Ele ergueu a mão, fazendo um sinal. Os demais cavaleiros que o acompanhavam também detiveram-se. Um dos homens aproximou-se.

Tem certeza de que esse é o local? — indagou, apontando um fraco amontoado de luzes adiante.

Com um novo sinal o líder indicou que acampariam ali, por entre os morros, antes do canyon.

Nunca me esqueceria dessa cidade. — limitou-se a responder.

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Regina despertou quando seu corpo sentiu falta da companhia ao lado. Tateou o tapete macio, mas nenhum sinal da loira. Seu primeiro pensamento não foi agradável e ela rapidamente ergueu o olhar a sua procura. Para sua surpresa — e alívio — encontrou a xerife não muito longe. Furtivamente ela se aproximou, queria presenciar a cena mais de perto. Precisou de muito autocontrole para não denunciar sua presença. Não entendia o que a loira estava fazendo, mas não interromperia de forma alguma.

O abdômen da xerife alternava-se em movimentos laterais, cada esforço expunha os músculos bem trabalhados que estavam por debaixo de sua pele clara. É claro que a prefeita já havia notado e presenciado a força física da loira, mas ainda assim não tinha verdadeira noção da perfeição de seu corpo. Na verdade, Regina nunca tinha imaginado que uma mulher podia ser tão atlética sem pecar na feminilidade. Emma era a prova disso: os músculos trabalhavam em sintonia, delineando seus contornos, e ela nem parecia sentir o esforço. De olhos fechados, a loira parecia distante, repetia os movimentos quase por osmose.

Uma fina gota de suor desceu de seu pescoço, deslizando por sobre a pele desnuda, por entre os espaços que se formavam com a contração de cada linha de seu abdômen. O contorno dos seios da loira tornava-se rígido cada vez que ela exercia força. Sem perceber, Regina mordeu o lábio inferior. Aquela era uma das cenas mais sexys que ela já tinha presenciado. Estranhamente, notou que várias coisas incomuns se encaixavam naquela categoria quando tratava-se da xerife. Apoiada de bruços sobre o chão, ela arriscou aproximar-se mais. Estava até se saindo bem, até que um leve ranger da madeira denunciou sua presença. O ruído foi quase imperceptível, devido ao crepitar da lareira, mas os ouvidos da loira eram treinados. Mal abrira os olhos e a xerife já se encontrava sobre a prefeita, saltando em direção ao som.

— Sou eu! — Regina defendeu-se.

Emma piscou fortemente os olhos, como se tivesse sido tirada de um transe. E realmente havia sido.

— Regina..? O quê..? — só então ela notou o quão "embaraçosa" estava a cena naquele momento.

Uma mistura exagerada de membros, sobre e entre os outros, e um excessivo contato físico entre as peles completamente expostas. Duas horas atrás a situação parecia a mesma, mas acalmado o fogo da paixão, Regina ainda era a prefeita, e ela, a xerife, e de alguma forma a falta de intimidade causava certa timidez.

— Oh, me desculpe.. — Emma rolou para o lado, saindo de cima da prefeita — Eu... Estava concentrada, não vi que era você.

Regina escondeu um sorriso, achava aquela falta de jeito uma das coisas mais encantadoras na loira.

— Não, eu é que peço... — com Emma, valia até pedir desculpas. Era incrível como as regras sociais que atribuía aos demais não se encaixavam com a Ranger — Não devia estar observando.

Instintivamente, Emma sorriu.

— Há quanto tempo está aqui? — perguntou, de um jeito maroto.

Era uma boa pergunta. Trinta segundos? Dez minutos? Regina não sabia dizer.

— E do que importa, Swan? — valia pedir desculpas, mas ficar sem graça vossa excelência ainda não aceitava muito bem.

A Ranger riu, mesmo assim.

— Vem, vamos sair do frio. — Emma chamou.

Elas voltaram ao tapete, evitando contato visual. A loira puxou uma coberta jogada ali ao lado e passou-a para a prefeita. Regina enrolou-se e a Ranger procurou uma almofada para cobrir sua indiscrição. Ficaram ali, lado a lado, em silêncio. Sabiam o que sentiam, mas ainda existia uma certa barreira entre elas, totalmente compreensível pela falta de intimidade e situações adicionais.

— Você não precisa ficar, Swan... — Regina decidiu que o silêncio já havia perdurado por tempo demais — Essa luta não é sua.

A morena fitava as chamas ardendo sobre a lenha da fogueira, seu olhar era distante e melancólico.

— Se não te conhecesse, Madam Mayor, diria até que está preocupada comigo... — Emma brincou.

O comentário conseguiu fazer com que a prefeita sorrisse, tirando-a momentaneamente daquele estado.

— Você é uma idiota, xerife.. — Regina devolveu, no mesmo tom — Mas é a primeira idiota que eu não quero morta.

A Ranger sorriu. Regina descansou a cabeça no ombro da loira e o silêncio retornou por mais algum tempo até que Emma o quebrasse.

— E você está errada.

A prefeita franziu o cenho.

— Sobre o quê? — não eram muitas as pessoas que atreviam-se a apontar-lhe um erro.

— Essa é sim, minha luta. — respondeu com toda sinceridade — Mesmo que não fosse uma obrigação de oficial.

Regina sentiu os lábios incontrolavelmente se abrirem num sorriso. Aconchegou-se mais próxima à loira, e a xerife correu os dedos por entre seus cabelos.

— Acha que vamos conseguir? — perguntou.

Emma refletiu por algum tempo, ainda acariciando os cabelos da morena.

— Todas as batalhas podem ser ganhas, Madam Mayor... Só precisamos saber como lidar com essa.

— E os espíritos? — Regina mudou de assunto repentinamente.

Não tiveram tempo para conversar sobre o ocorrido, mas aquilo ainda instigava a prefeita.

— Eu notei a forma com que os índios me olharam... — continuou — Por quê?

Os olhos esmeralda vagaram pelo amplo cômodo, e a mente da loira regressou ao passado, anos antes de sua jornada como Ranger ser iniciada. Anos em que a jovem Emma vivera junto de sua nova família, no coração da tribo Cherokee.

— O mundo é feito de pares... — a Ranger iniciou um breve resumo sobre a cultura espiritual a que pertencia — Homem e mulher, dia e noite, luz e escuridão... As energias são infinitas em suas formas, mas existem dois grandes espíritos primordiais que regem essa teia.

— Os dois.. Lobos? — Regina arriscou.

Emma confirmou. A morena continuou então a escutar a história.

— O lobo dourado, representa a luz, a calma, as energias brancas. O lobo negro, rege as energias impetuosas, a paixão, e os instintos mais lascivos do homem. Eles são opostos, mas se unem para gerar o equilíbrio perfeito. Com a ausência de seu companheiro, o lobo negro pode tornar-se agressivo e suas energias podem ser canalizadas em ódio e maldade. O mesmo também acontece com o outro... Sem a força do lobo negro, o dourado pode tornar-se apático e desprovido de qualquer paixão.

Regina começava a entender o mundo de uma forma completamente diferente. No final, tratava-se de algo muito superior às ideias de "bem e mal" que todos concebiam. A xerife prosseguiu com a narração, ainda brincando com os leves cachos da morena.

— Os animais são desprovidos da consciência plena que os humanos possuem, seus espíritos são mais livres, puros, e por isso as grandes energias assumem suas formas. Elas se tornam espécies de guardiões espirituais e cada ser humano é apadrinhado por uma força...

— Você quer dizer que cada um de nós tem um... Espírito guia? — a prefeita perguntou.

— Basicamente. As energias estão abertas à todos, mas seu guardião tem uma conexão mais direta com você.

Regina fitou a lareira novamente. De alguma forma, o fogo sempre tinha fascinado a prefeita. O poder das chamas e a forma como ele não se encaixava em nenhuma definição de matéria, sempre a lembrava muito de si mesma. Era apenas energia. Não podia ser rotulado.

— Mas então o lobo negro... — ela não soube muito bem como concluir a frase, mas Emma compreendeu.

— Sim.

— O que isso significa..?

A loira descansou a bochecha sobre a cabeça da prefeita.

— Significa que está presa a mim, mesmo se não quiser.

Regina riu.

— Não acha que está sendo muito pretensiosa, Miss Swan? — brincou.

— Eu não disse nada. Os espíritos é que disseram...

Ambas riram.

— Não achei que eu fizesse parte da profecia... — a Ranger confessou.

Regina desvencilhou-se para poder olhar a xerife nos olhos.

— Que profecia?

Emma sorriu. Há pouco tinha descoberto fazer parte de uma trama muito mais complexa que seu próprio desejo de ajudar o mundo.

— Como eu disse, os grandes espíritos primordiais são as maiores forças que regem nosso mundo. Elas são canais para todas as outras, mas não é comum que ambos apadrinhem pessoas físicas ao mesmo tempo — explicou — Basicamente, enquanto um deles está aqui, o outro rege o mundo espiritual.

A prefeita franziu o cenho.

— Mas isso não.. Interferiria no equilíbrio das coisas? — arriscou um palpite.

— Eles não se manifestam totalmente, apenas guiam. Mas sim, isso interfere.

A incompreensão de Regina pode ser notada em suas expressões.

— Se o mundo fosse totalmente regido pelo equilíbrio influenciado por eles, as pessoas perderiam o livre arbítrio. — Emma tentou esclarecer um pouco — De qualquer forma, um sem o outro não tem tanto poder... Mas se a pessoa que é regida por eles canalizar essa energia de uma forma intensa... — ela fez uma pausa — Os maiores "milagres" da história e também as maiores guerras, foram frutos de pessoas que tiveram uma maior ligação com essas energias.

Desta vez a morena compreendeu.

— E o que a profecia diz? — Regina nunca havia se atentado a esse tipo de assunto, mas até então não havia conhecido uma concepção como aquela. Além do mais, a prefeita tinha sentido e presenciado tudo com os próprios olhos.

— Os espíritos normalmente não interferem de forma drástica no mundo, mas algumas vezes o desequilíbrio causado por nós se torna muito intenso... E ambos os primordiais são necessários para trazê-lo de volta.

Regina estava fascinada. Havia descoberto tantas coisas novas desde que a loira entrara em sua vida. Coisas que ela nem imaginava existir, e muito menos imaginara sentir.

— "Um não existe sem o outro. Distantes como o dia e a noite, mas nunca separados. A cada mil anos, unidos num eclipse total... Luz e escuridão, juntos num só, vêm ao mundo para restaurar o equilíbrio das forças..." — Emma recitou a parte mais famosa da profecia.

A prefeita refletiu algum tempo sobre aquelas palavras.

— Acho que algo maior que um dever oficial te trouxe até aqui, Miss Swan...

Emma sorriu, de forma sincera.

— Você não quer me matar.. Já é um bom sinal.

Regina deu-lhe um beliscão e as duas riram.

— Vamos dar um jeito nas coisas, Madam Mayor.. — continuou.

A morena fitou os olhos esmeralda, e foi realmente como se os conhecesse há incontáveis anos. A falta de intimidade desapareceu por um momento e ela sentiu uma sensação de conforto preencher seu âmago, como se finalmente seu coração houvesse encontrado a harmonia que sempre lhe faltara. Puxou o rosto da loira e beijou-a nos lábios. Emma retribuiu da forma mais pura possível, envolvendo a prefeita com os braços. Não demorou muito para que Regina sentisse o calor tomar-lhe o corpo e entorpecer-lhe os sentidos, como horas atrás. Sentia uma urgência, como se houvesse esperado demais para aquele encontro. Jogou a loira de volta ao tapete, não esperou nenhum convite. De joelhos, puxou-a com força, encaixando o centro de Emma em seu corpo. Desceu sobre ela com ferocidade, parecia não mais controlar as próprias vontades. Cravou as unhas nas coxas da xerife e mordeu-lhe o pescoço.

Emma não sabia de onde tinha vindo tudo aquilo, mas assim que sentiu as investidas da prefeita, deixou a consciência de lado e entregou-se completamente. Regina foi descendo aos poucos, torturando a pele alva da Ranger com arranhões e toques provocantes. Chegou ao local desejado, e logo Emma já arqueava as costas e gemia o nome da morena como algumas horas atrás.

Notas finais
Que estão achando? A batalha ta chegando, expectativas? 8D Espero o convite de vocês no face, suas lindas ^_^/ Até o próximo o/