Notas iniciais
E depois de uma semana que fiquei sem note, o Nyah decidiu bugar e ficamos uma eternidade sem fics X''D Coitados dos adm do site gente, devem ter sofrido mto mais do que nós rsrs Mas o importante é que voltou o E temos mais cap por ai /o/ Nossa é um alívio ter o site outra vez e queria me desculpar pelos comentários não respondidos.. Como eu disse, dias difíceis.. Fiquei sem note e não pude dar atenção a vocês... =( Mas mto obrigada a todas e com calma eu vou respondendo o Voltando ao que interessa, cap novo pra vocês!! o/ Espero que gostem e logo já sai mais ^^ Coloquei o link com a música que toca nesse cap... É uma melodia linda e é tema de um filme famoso de faroeste... Vai ser também o tema do nosso casal mais badalado de Storybrooke pelo restante da fic XD E adivinhem só o nome do filme original?? "Once upon a time in the west..." A-mei XD Tive que colocar u_u Vale muito a pena escutar, é linda a música e ajuda a entrar no universo da fic *_* Beijos meninas, espero que gostem!

O murmúrio começou imediatamente. As pessoas apertavam-se para conseguir um lugar no interior do Granny's. O líder dos Bones ainda encarava Emma com a estrela no peito, mas não ousava dizer nada. O silêncio voltou a dominar o aposento e só foi cortado algum tempo depois, por uma voz que vinha da multidão.

— E quem te aprovou como tal?

Emma reconheceu aquele tom imediatamente.

A loira avistou o banqueiro assim que o pessoal abriu espaço para sua passagem. Gold vinha mancando, apoiado em sua bengala. E com uma expressão que até a Ranger teve dificuldade para decifrar. Parecia esconder alguma coisa... Seria aquilo um sorriso de sarcasmo? Será que Gold sabia de algo que ela não estava a par? Tinha mais alguma coisa...

— Ranger ou não, esta cidade ainda tem suas leis, Miss Swan...

— Exatamente. – outra voz soou, distante.

Todos se viraram para ver quem proferira tal palavra. Emma apenas sorriu. Aquele som já lhe era familiar aos ouvidos. Sua cavalaria havia chegado com os reforços. E bem na hora.

— Eu a nomeio. – Regina surgiu por entre o amontoado de pessoas e elas lhe deram passagem – Como prefeita de Storybrooke, tenho poder para isso.

A morena caminhou até o centro do círculo, colocando-se ao lado da Ranger. Momento mais inoportuno da vida para sentir-se abalada, mas Emma não conseguiu evitar. A simples presença da mulher a seu lado, o fato de Regina apoiar uma decisão sua... E em público. Aquilo mexeu com os sentidos da loira. Da melhor forma que conseguiu, tentou omitir aquele pensamento e continuar com o plano. Mas a um par de olhos atentos aquela breve hesitação não passou despercebida.

A prefeita encarava a multidão, aguardando sua reação.

— A não ser, é claro, que alguém queira se opor... E prontificar-se para o cargo. – seus olhos escanearam cada pessoa presente ali.

Quando se tratava de “ler as pessoas”, Regina era mestre na arte. Menos com uma... Mas afastou aquele detalhe no momento.

Nenhuma palavra ousou ser proferida em desafio às ordens da prefeita de Storybrooke. O silêncio constrangedor se prolongou. As duas mulheres podiam sentir os olhares fulminantes do bando de homens de preto e a expressão de Gold que ainda permanecia incógnita.

— Muito bem então. Que voltem à festa. – Regina continuou – O show terminou.

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O pessoal lentamente foi retornando às suas atividades. A música voltou a alegrar o local e alguns conhecidos passaram para cumprimentar a mais nova oficial de Storybrooke. Os Nolan marcaram presença, seguidos de Archie, Jack e Granny. A última foi Ruby, que veio sorrindo e foi logo abraçando a loira. Regina, que continuava por ali, franziu o cenho disfarçadamente. Não sabia que as duas eram assim... Tão próximas. Surpreendeu-se ainda mais com o fato disso incomodá-la. Afinal, o que é que tinha de mais? Elas eram amigas, estavam se abraçando. Normal. Mas essa sua constatação mental não foi de muita ajuda prática. Sentia-se realmente desconfortável. Decidiu afastar-se.

— Hey, onde você vai? — Emma chamou-a.

Regina virou-se.

— O show acabou, Swan... Não precisa mais de mim.

— Mas... — Emma procurou uma justificativa — Achei que nós pudéssemos... Tomar um drink pra comemorar...?

A loira aguardou a reação da mulher, com o coração na boca. Nunca tinha tentado uma investida daquele tipo, não sabia como a prefeita iria interpretar. Ruby notou o clima e com um leve tapinha no braço da Ranger, retirou-se.

— Bom... Ahn.. — Regina realmente não estava esperando o convite.

— Ah qual é, Madam Mayor... — ela arriscou um sorriso. — Estamos numa festa, não precisa ser profissional o tempo todo.

A prefeita controlou-se para não sorrir. Por mais que sua cabeça quisesse manter certa distância segura, devido às circunstâncias, ela não conseguia evitar aquela mulher... Não ultimamente.

— Tudo bem, Swan... — ela tentou fingir indiferença — Acho que não vai fazer mal molhar um pouco a garganta...

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Henry logo encontrou a mãe e juntou-se às duas. A "eleição" da loira teve efeito quase imediato e livrou a festa de alguns maus elementos já nos primeiros trinta minutos. A noite continuou correndo então com toda a alegria que merecia uma comemoração no Velho Oeste. O piano não receberia descanso por no mínimo mais quatro ou cinco horas. O pequeno garoto tinha um ar de homenzinho esta noite e Emma ficou feliz ao ver que ele usava o chapéu da sorte.

Ele cumprimentou a loira com um abraço apertado em sua cintura e ela conseguiu ver com o canto dos olhos Regina esboçando um sorriso. Claro que a morena disfarçou o quanto antes, mas ela também sorriu de qualquer forma. Estava feliz. Como não se sentia há muitos anos. Parecia que as coisas finalmente estavam tomando um rumo e ela tinha mais confiança em seu novo papel ali. Mas esta noite, só queria aproveitar, sem mais preocupações.

A comida estava ótima e todos estavam se divertindo. Mr. Gold e Belle se despediram não muito depois, fazendo com que o ar descontraído da ocasião aumentasse ainda mais. Logo veio a hora da tradição: o famoso caldo da colheita seria preparado com os ingredientes que cada um havia trazido. Era uma das partes mais divertidas da festa. O pessoal sempre se entusiasmava e fazia muitas brincadeiras. Tradições eram realmente importantes para aquela gente, a loira notou. Mary Margaret e David foram os primeiros, inaugurando o caldo com generosos nabos. Ruby e Granny adicionaram belas cenouras e muitos outros vieram incrementar a receita com seus respectivos produtos. Emma se divertia ali ao lado, observando as pessoas e seus costumes.

Chegou a vez da família Mills e Regina chamou o filho. O menino foi buscar uma cesta que haviam guardado no interior do Saloon e eles se dirigiram ao caldeirão. Na metade do caminho, Henry parou como se lembrasse de alguma coisa. Puxou o vestido da mãe e ela curvou-se para ouvir o que o menino queria. Depois de cochichar no ouvido de Regina, a mulher pareceu refletir por alguns segundos.

Emma observava a cena, curiosa. Foi então que viu a prefeita dirigir o olhar direto para ela. Nesse momento, a Ranger agradeceu a baixa iluminação do ponto em que havia escolhido para ficar porque tinha certeza de que havia corado. Tentou manter o contato visual, queria mais do que nunca saber do que se tratava. A morena então deu seu consentimento ao filho e Henry correu alegremente até a xerife.

— Emma! Venha colocar os ingredientes com a gente! — ele sorriu de orelha a orelha.

A loira corou ainda mais.

— Bom, todas as famílias colocam e... Você não tem família por aqui, então... [...]

Só neste momento a mulher se deu conta desse detalhe. Todos ali tinham alguma ligação, mesmo que não morassem em Storybrooke. No final a única que não se encaixava era ela, mas já estava tão habituada a essa situação que nem percebeu.

— [...] Quer fazer parte da nossa?

— Hã?? — Emma estava tão imersa em seus próprios pensamentos que não ouviu direito o que o garoto dizia. Só aquela última frase soou em alto e bom tom, e verdade seja dita , ela quase deixou o copo cair.

— Hoje. Na tradição. Quer se juntar a nós? — ele sorriu.

A xerife olhou para o menino e depois para a mãe dele. A serenidade no rosto da prefeita parecia verdadeira. Emma sentiu-se honestamente acolhida. Sorriu de volta para o garoto e o acompanhou. A contribuição deles foi alguns lindos tomates vermelhos, cultivados na estufa da mansão.

Emma sentiu-se de fato, parte da família. Ruby sorriu para ela e a loira percebeu que sua presença fazia diferença para aquelas pessoas. Ser designada para aquele caso foi uma das melhores coisas que já lhe acontecera.

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Por volta das quatro e pouco da manhã, apenas alguns poucos habitantes de Storybrooke ainda permaneciam no Granny's. O festival fora um sucesso e a bagunça que se acumulara por ali confirmava isso. O caldo ficou delicioso e não restou uma gota sequer para repetir a dose no dia seguinte. Mary Margaret ajudava a Vovó com a arrumação no exterior, e os sujeitos de fibra que ainda tinham energia para festejar estavam reunidos no interior do Granny's. Isso se resumia a David, Ruby, a xerife e a família Mills. O pobre pianista já quase não sentia os braços e abandonou o posto.

— Ahhhh... — Ruby choramingou — Sem música não dá!

A morena de cabelos longos se prontificou e tomou o lugar do amigo. Brincou com as teclas um pouco, como se lembrasse como lidar com o instrumento. Granny apareceu no vão de entrada.

— Ruby, pode levar isso pra cima? — ela segurava algumas caixas.

— Ahn, deixa que eu faço isso.. — Emma ofereceu — Ruby vai tocar pra nós! — piscou para a Vovó.

Granny sorriu e concordou. A loira segurou a caixa e iniciou o trajeto.

— Tem mais uma aqui depois Emma, se não for pedir muito...

A xerife assentiu e Granny voltou à arrumação do lado de fora. Henry sentou-se ao lado da garçonete, entusiasmado com a "aula" que ela lhe dava. Regina notou a conversa entre a loira e a anfitriã e aproximou-se.

— Ahn... Quer ajuda? — ofereceu.

Emma pensou numa resposta. Não queria soar preguiçosa nem dar trabalho à prefeita... Mas apreciaria sua companhia. O que saiu então foi resultado da espontaneidade de seu desejo.

— Claro! Quer dizer... — ela gaguejou — E-eu adoraria.

Regina controlou-se para não rir e recolheu a outra caixa.

— No deposito, lá em cima! — disse Ruby, notando a falta de rumo da loira.

Emma agradeceu e elas começaram a subida pelas escadas. O andar de cima encontrava-se fracamente iluminado, contando com apenas duas de suas costumeiras lamparinas. Como as mulheres estavam com as mãos ocupadas e dava pra traçar o caminho sem grandes problemas, deixaram desse modo.

— Ali, naquela portinha. — Emma indicou, deixando que a prefeita passasse à frente.

O depósito era apertado e estava abarrotado de coisas, mas tudo cuidadosamente organizado.

— Onde colocamos isso? — Regina indagou.

A loira deu uma boa olhada nas prateleiras, tentando recordar-se de onde ia aquele tipo de material. Achou um espaço vago no topo daquela estante. Ironicamente era a única prateleira que ela não alcançava.

— Ahn... Lá em cima. — apontou.

— Você alcança? — a prefeita checou o local.

— Não. — respondeu, envergonhada.

As cadeiras estavam todas lá em baixo e nenhuma das duas parecia exprimir disposição para buscá-las. Ao ver que Emma começava a cogitar essa possibilidade, Regina encontrou um pequeno banquinho jogado por ali. Era alto o suficiente, mas muito estreito, mal caberiam seus dois pés. Mesmo assim, a morena colocou o objeto no local desejado.

— Ei, pera ai.. — Emma protestou — Você não ta pensando em subir nisso, ta?

— Deixa de drama, Swan... Fica aqui atrás e me passa as caixas. Qualquer coisa você me da apoio.

...

...

...

— Emma!?

—Ahn?! O quê? — demorou pra loira processar a frase — Tudo bem.

Regina subiu no banquinho com cuidado, equilibrando-se da melhor forma possível. Emma passou-lhe a primeira caixa, essa foi fácil. Já a segunda, teria que ir em cima daquela e ai a coisa complicou. Faltavam poucos centímetros para que Regina alcançasse. Ergueu-se mais um pouco, ficando na ponta dos pés.

— Consegui... ..... Oww..! — o banquinho vacilou e Regina perdeu o equilíbrio.

Com os reflexos que tinha, não foi difícil para a loira apanhar a prefeita. Regina caiu em seus braços, com os dois olhos fechados. Ela suspirou aliviada ao sentir que não havia se chocado contra o chão e só então abriu-os. Emma a encarava, quase sorrindo.

— Você me pegou, Swan! — a morena sorriu instintivamente, respirando aliviada.

— Sempre... — Emma sorriu de volta.

...

...

Até o tempo pareceu parar no momento em que Emma percebeu o que havia dito. Foi espontâneo, saiu sem passar por seu filtro mental. Regina encarou aqueles olhos esmeralda e eles a encararam de volta. Nenhuma das duas soube dizer o quanto aquele contato durou. Foram as notas do piano que trouxeram as mulheres de volta à realidade. Ruby havia finalmente colocado a mão na massa e trouxe a música de volta ao Saloon.

— Hram.. Eu.. Ahn.. — Emma colocou a prefeita de volta ao chão.

Regina arrumou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Ahn.. Obrigada. — sussurrou.

Emma deixou sair um breve sorriso. Era muito menos do que gostaria, mas não queria complicar as coisas. Elas deixaram o depósito e caminharam em silêncio pelo salão superior. A música que vinha do piano podia ser ouvida ali com mais clareza e foi na segunda sequência de notas que elas reconheceram a melodia.

Piano *_*

— Eu amo essa música..! — a frase saiu de ambas as mulheres e ao mesmo tempo.

Elas se entreolharam. Foi mais uma das enormes coincidências que vinham ocorrendo... Emma já começava a se questionar se seriam mesmo apenas coincidências. Regina tinha os olhos fixos no vazio à frente, como se lembrasse de algo. Alguns segundos depois ela sorriu. A luz estava fraca no salão, mas a loira elegeu o sorriso como sendo o mais bonito que já tinha visto naquela mulher. Ela parecia... Feliz. Inteiramente. Qualquer que fosse a lembrança que corria em sua mente, com certeza era uma muito importante e querida.

— Dancei essa música com meu pai em meu baile de aniversário... — Regina percebeu que Emma a olhava — As notas são tão puras... Costumávamos dizer que era como se desse pra ouvir__

— Os anjos cantando... — a loira completou, sem perceber.

A prefeita viu as palavras morrerem em sua boca. Ela apenas encarava a Ranger, atônita.

— Oh.. Me desculpe eu só.. Era como eu costumava chamar... — Emma envergonhou-se por interromper.

A morena não disse nada, parecia quase hipnotizada pelo ritmo das notas. Apenas olhava a xerife, seus olhos admirando cada centímetro da mulher à sua frente, como se duvidasse do quão real ela era. Regina então desviou novamente o olhar, respirando fundo.

— Faz muito tempo desde que ouvi alguém tocá-la...

— Então presumo que faz também muito tempo desde sua última dança assim...

A morena sorriu de leve.

— Definitivamente...

Por mais alguns segundos elas ficaram ali, paradas admirando o dançar das luzes na parede. As fracas chamas das velas, apesar de não iluminarem muito, atribuíam ao ambiente um aspecto acolhedor e sereno. As notas da melodia preenchiam o escuro com a luz da música.

— Dança comigo, Madam Mayor?

— ... O quê? — ela tinha ouvido muito bem, só não conseguiu pensar numa resposta imediata.

Emma fitou-a profundamente e estendeu a mão. Era tudo o que a prefeita precisava. Incrível como a loira conseguia ter esse efeito sobre ela. Palavras não tinham mais significado ali. Palavras podem mentir, mas aquela troca de olhares não. Suas mãos lentamente se encaixaram e Emma conduziu-a pelo salão. A princípio, aquela sensação do desconhecido ainda criava receios de ambos os lados, mas pouco a pouco ela foi sendo substituída.

Tomou lugar então, o frio na barriga, que vem quando menos se espera, e ainda assim, quando mais se deseja. Regina nem se lembrava da última vez em que havia feito aquilo, mas a loira era tão boa condutora que nem precisava. Os tímidos passos logo ganharam força e ritmo, os corpos distantes se encontravam cada vez mais, numa junção em perfeita sincronia.

Dançavam pelo salão, acompanhando a música que embalava o ambiente. As notas do piano pareciam cada vez mais altas e de repente era como se pudessem ouvir toda uma orquestra por trás dele. Os violinos, o coral, unindo e criando uma perfeita e nova melodia somente para elas.

Música original com orquestra +_+

Dançavam como se o mundo ao redor tivesse parado por alguns segundos, como se não houvesse nada além das duas e aquele conjunto de notas. Os passos ficavam cada vez mais elaborados e elas ocupavam agora todo o vago salão, como se tivessem nascido para aquele momento. Emma trouxe a prefeita um pouco mais perto e ergueu-a, girando-a e fazendo o vestido da morena desenhar várias ondas no ar. Regina sorriu. Não conseguia ver nada além daqueles olhos esmeralda e do sorriso que a loira lhe retribuía. A gravidade parecia ter perdido o efeito, pois os dois corpos ali sentiam-se flutuando pelo salão. Emma conduziu a prefeita num novo giro ao solo, e quando a morena voltou a ficar de frente, a xerife acabou com o que restava da distância entre elas.

Regina sentiu a força do movimento e seu corpo unindo-se ao da loira. Ergueu lentamente o rosto, encontrando mais uma vez o olhar penetrante da xerife. Seus lábios estavam tão próximos que a Ranger podia sentir o aroma de cereja que vinha do batom da morena. Fechou os olhos e deixou que os sentimentos tomassem controle.

— Mãae?! — a voz do garoto caiu como um balde d'água sobre as duas mulheres. Elas rapidamente se separaram, Emma ajeitou uma mecha de cabelo.

Henry apareceu no vão da escada.

— O que você estavam fazendo? — ele perguntou, fazendo graça.

Dez anos com a prefeita tornavam-no uma das poucas pessoas no mundo capaz de ler seus verdadeiros sentimentos. Já em relação à loira. Bom... Não precisava ser gênio para ler aquelas bochechas coradas e a cara de constrangimento.

— Nada. — Regina apressou-se em responder antes que a xerife viesse com algo "brilhante" — Só tivemos que... Arrumar as caixas pra caber no depósito.

Henry continuava a encará-las com um sorriso no rosto. Emma desviou o olhar, envergonhada. Era como se o menino olhasse para ela e visse cada imagem do que tinha acontecido antes. Um segundo a mais... — pensou. Um segundo a mais e Henry teria presenciado uma cena memorável.

— É melhor nós irmos... — Regina adiantou-se e começou a conduzir o filho escada a baixo.

Depois de descer dois ou três degraus, virou-se, encontrando o que procurava. Emma olhava para ela com a expressão mais fofa que a prefeita já tinha visto. Foi impossível não sorrir.

— Boa noite, Miss Swan...

Notas finais
Quaaaaaase rolou XD Daqui pra frente a relação das duas vai deslanchar e aguardem por muitas surpresas que ainda estão por vir ;) Beijos, meninas! o/ Estava com saudade de vocês ^^