Once Upon A Time In Wild West...

20 Nothing's gonna make me quit...


Notas iniciais
Pessoas lindas o Voltei! o/ Acho que nem demorei dessa vez, ou demorei? Obrigada pelos comentários mais fofos do mundo *_* É muito bom estar de volta e ver vocês de novo =) Genteeeee, quem foi ver Maleficent?? +_________+ Quem vai de novo?? o/ Foi lindo u_u E não se assustem com meus lindos chifres na foto do perfil X'D Voltaaando... Aqui vai mais um cap /o/ Hope u like it! Se continuarem comentando com esse carinho todo eu morro qualquer dia... Mentira, vou me esforçar pra manter meus feelings u_u Hohoho, agora as tretas começam 8D Boa leitura suas fofas *_*/ p.s. Postei o mapa no cap, mas cm os nomes ficaram pequenininhos quem quiser pode dar uma olhada por aqui >> http://i1368.photobucket.com/albums/ag189/ThEvilqueen/STORYBROOKE1_zps26fd25f8.jpg

Com passos relutantes, o homem percorreu o restante do caminho. A gruta parecia-lhe ainda mais gélida naquela noite. Algumas tochas iluminavam o local com pouco entusiasmo. As paredes rochosas respingavam e o som das gotas ecoava pelos túneis. Pouco mais à frente estava a escada de pedra esculpida que ele conhecia muito bem. No topo dela, sentado em um grande trono de pedra, estava uma figura de preto. Como de costume, seu rosto encobria-se nas trevas. Ainda assim, o homem podia sentir que ele o olhava e o peso de tal ação causava-lhe calafrios. Fez uma pequena reverência e aguardou. Com um leve gesto de dedos o homem de negro deu-lhe a permissão para falar.

— Ela se nomeou xerife, senhor... — procurou manter o melhor tom de voz que conseguiu.

— Obrigado pela informação óbvia, Hank. — sua voz gélida fez o pobre capanga tremer. Se tinha uma pessoa naquele mundo que o homem não desejava desagradar, era ele — Bom saber que estou pagando por um trabalho eficiente... Talvez já seja hora de fazer alguns cortes no orçamento...

O uso da palavra "cortes" o deixou ainda mais nervoso. Por mais que se encaixasse no grupo de malfeitores daquelas bandas, seu nível de crueldade parecia inexistir se comparado ao do chefe. Sentia-se impotente.

Sua moral ali já não estava alta e desde o incidente na ponte, andava como se carregasse uma corda no pescoço.

— Bom, se não tem nada útil para mim, poupe-me de sua presença. — a voz saía sem expressão, quase morta.

— N-não! — gaguejou. Demorar também poderia ser um vacilo — Espere!

Lembrou-se então do detalhe que salvaria sua vida naquela noite. Contou-lhe resumidamente o ocorrido. Não podia ver, mas sentiu que o homem abria um enorme sorriso naquele exato momento. Normalmente, tal gesto costuma exprimir alegria e conforto, mas ali tudo o que emanava daqueles lábios era escárnio e maldade. Hank desejou nunca mais presenciar outro daqueles, mesmo que não tivesse chegado a realmente visualizá-lo.

— Interessante... Muito interessante...

Pelo menos sabia que teria sua cabeça acima do pescoço por mais algum tempo.

—Reúna os homens. — ordenou — Sairão em breve.

Hank sentiu um alívio momentâneo por finalmente poder afastar-se dali. Mas ele não durou muito tempo. Três passos depois a voz voltou a chamá-lo:

— E Hank... — o homem ficou estático, aguardando de costas as palavras finais de seu superior — Não falhe outra vez.

Engoliu seco. Sabia muito bem disso. Se não concluísse a tarefa, não teria outra oportunidade.

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Durante o pouco que restou daquela noite, Emma não conseguiu dormir. Deitada de costas sobre o colchão, sua única ação era exibir com a maior alegria um enorme sorriso. A loira encarava o teto, mas seus pensamentos estavam longe. Viajavam a muitos metros dali, seguindo as luzes colina acima...

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Regina colocava o garoto para dormir. Ajeitou as cobertas sobre ele e despediu-se com um beijo na testa.

— Boa noite, meu filho... — a morena acariciou o rosto do garoto — Descanse. Já passou e muito da hora de você estar na cama.

— Ah mãe, mas agora eu já sou um homem! — Henry brincou.

— Uhum. Claro que é — Regina levantou-se e piscou para ele — Mas só vai repetir a dose quando fizer dezesseis anos.

— Mãaaae..!

A prefeita riu.

— Brincadeira... — não, não era — Durma bem, meu amor...

Regina soprou a vela e caminhou até a porta. Já estava para fechá-la, quando o menino a chamou.

— Mãe?

— Sim? — ela parou.

— Foi legal, né?

— A festa estava ótima, como todos os anos. — ela sorriu.

— Não... — Henry sentou-se na cama, atrapalhando os lençóis que a mãe tinha acabado de arrumar — Ter mais alguém na família...

Regina ficou sem palavras.

— Foi bom ter a Emma com a gente, não foi? — ele continuou.

A morena desviou o olhar, encarando o escuro do quarto por alguns segundos. Imagens da noite passavam por sua mente em câmera lenta. Um sorriso formou-se sem que ela percebesse ou pudesse impedir.

— Foi... Agora vá dormir.

Henry sorriu para a mãe e aconchegou-se debaixo das cobertas. A mulher fechou a porta e retirou-se.

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Antes de conseguir aproveitar os últimos momentos de escuridão daquele começo de dia, Regina rolou na cama por algum tempo. Depois do encontro no Granny's um sentimento proibido foi se formando e tomando cada vez mais espaço no coração da morena. "Ouvir os anjos cantando"... Regina riu ao lembrar-se da frase da loira. O mais curioso era que ela e o pai costumavam definir a música exatamente da mesma forma. A conexão era tamanha, a prefeita não tinha imaginado que poderia sentir algo assim e muito menos por quem. Adormeceu pensando naqueles olhos verdes.

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— Bom dia bela adormecida..!

Emma sentiu o impacto de um corpo estranho sobre o seu. Retirou as cobertas do rosto e viu a morena sorrindo para ela.

— Ruby...! — resmungou, sonolenta — Ta cedo ainda... — e voltou a cobrir a cara.

— Cedo?? Emma são duas da tarde! — a garçonete riu alto — Vai passar seu primeiro dia como xerife na cama? Belo exemplo, excelência.

Houve um suspiro do outro lado das cobertas. Emma queria dizer que tinha sido eleita xerife e não juíza de Storybrooke, mas deixou pra lá.

— Vai, me conta — a moça esgueirou-se para junto da loira — O que aconteceu lá no Saloon?

— Hram... — Emma não sabia se a dificuldade para respirar ali em baixo das cobertas se devia ao abafamento ou à pergunta que a acabava de receber — Do que você ta falando?

— Ahh tenha dó né, Emma! — a garçonete riu — Vai, desembucha.. Vocês ficaram guardando caixas um tempão lá em cima... Vai me dizer que não rolou nada..?

— Não.

E isso deu a força que faltava para que a loira se levantasse. Começou a procurar pelas roupas para se vestir apropriadamente. O excesso de álcool da festa tinha deixado o quarto quente demais para dormir com todas elas. Ruby saiu de debaixo das cobertas, atrás dela.

— Emma! — cruzou os braços — Não confia em mim?

A loira suspirou.

— Claro que confio... — sentou-se na beirada da cama — É só que... Eu ainda não sei o que aconteceu. Nem o que isso significa.

Ruby segurou a mão da amiga.

— O que você sente?

Emma deixou os olhos vagarem, sem destino certo. Sorriu involuntariamente.

— Não sei ainda... Mas é tão bom...

A morena sorriu também.

— Então vá descobrir...

Era incrível como a garçonete tinha a capacidade de animar a Ranger.

— Quer saber? Eu vou mesmo! — e levantou-se.

— Ta vendo? — Ruby brincou — Você só precisa de um empurrãozinho as vezes, loira...

Emma sentia-se muito sortuda em tê-la em sua vida agora. Deixou-se cair de volta na cama e abraçou a moça.

— Obrigada por me apoiar, Ruby...

— Sempre... — ela alisou os cachos loiros da Ranger — É pra isso que servem os melhores amigos, certo?

Aquelas palavras quase fizeram Emma chorar. Nunca tinha imaginado que pudesse achar uma amizade como aquela, e muito menos na situação em que se encontrava. Mas, de fato, sentia o mesmo pela moça.

— Certo... — sorriu.

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Elas deixaram a estalagem juntas e antes de se separarem, Ruby chamou a loira:

— Emma!

A mulher virou-se para ela.

— Mais tarde vou dar um pulo em Spring Hill... Pegar umas encomendas da Vovó. Quer alguma coisa de lá?

Emma então lembrou-se de algo que já deveria ter feito. Fazia tempo que não entrava em contato com a Companhia e com a nova promoção a xerife, com certeza não poderia mais adiar essa comunicação.

— Na verdade, tem sim... Te encontro no Granny's num minuto.

Ruby acenou afirmativamente e seguiu seu caminho. Emma voltou correndo até o quarto, encontrou papel e tinta, e escreveu a carta. Alguns minutos depois e já tinha alcançado a amiga no Saloon.

— Aqui. — entregou o envelope — Pode colocar no correio por mim?

— Claro, não precisa se preocupar... Agora vá. Acho que tem um dia cheio hoje. — piscou para a loira.

Emma riu, caminhando para fora do estabelecimento. Tinha uma colina a subir.

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A loira bateu à porta. Podia ver seu reflexo no grande número 108 pendurado nela. A Ranger achava até engraçado uma cidade tão pequena possuir tal sistema de numeração, mas não questionaria. O número da estalagem em que ela própria dormia, não fazia ideia, mas o da mansão, nunca esquecera. Alguns segundos depois, atenderam o chamado.

— Emma! — o garoto entusiasmou-se com a visita da loira.

Ele vestia algo parecido com um roupão e devia ter acordado há pouco tempo.

— Hey, kid! — ela cumprimentou — Sua mãe já está acordada?

Ele acenou que sim.

— Entre!

Emma assim o fez. O garoto fechou a porta atrás de si e correu para o lado dela.

— Acho que ela tá tomando banho, mas não deve demorar...

— Ahn.. — a loira coçou a cabeça — Acho que vou esperar lá fora então...

— Não, eu quero te mostrar uma coisa! — e começou a puxar a loira escada acima — Vem comigo!

— Mas.. Kid.. — Emma começou a rir quando percebeu que estava perdendo para o garoto.

Deixou-se levar então, se ele dizia que estava tudo bem... Henry conduziu-a até seu quarto, logo de frente ao da prefeita. Emma não tinha chegado a conhecer o do garoto da outra vez em que estivera ali, mas lembrava-se muito bem do cômodo à frente.

— Olha o que eu descobri! — ele mostrou entusiasmado.

As paredes do quarto era revestidas de madeira de altíssima qualidade, mas não era aquilo que viesse ao caso. O que o garoto queria mostrar era algo particular em uma das ripas. Eram grossas, uns três, quatro palmos de largura horizontal. Emma olhou cuidadosamente na direção apontada, mas não enxergou nada.

— Mas kid o que é qu__ — ela parou de falar assim que notou uma fina linha delineando uma forma geométrica retangular em uma das ripas — Isso é uma..?

— Passagem secreta, sim! — ele animou-se ainda mais quando viu que ela tinha conseguido achar — Olha.

Henry encontrou o ponto certo e puxou a madeira, fazendo com que uma pequena porta se abrisse no meio da parede.

— Nem dava pra notar quando a cor da madeira ainda era a original... — ele explicou — Só depois que a mamãe mandou pintar assim é que eu encontrei!

Emma notou que quarto do garoto parecia ter sido reformado, e a madeira pintada com uma cor mais clara. Ele indicou para que ela olhasse dentro de seu "túnel secreto".

— Nossa! — ela sorriu.

O garoto só faltava dar pulinhos de alegria por ver que ela se interessava e dava corda a todos os seus assuntos. Uma escada escura subia alguns bons degraus acima. Dali, Emma tinha apenas uma visão parcial do que parecia ser outra porta no final do caminho.

— Aonde leva? — perguntou.

— Até o sótão. — ele sorriu — Minha mãe nem me contou que aqui tinha um!

— Vai ver ela também não sabia. — Emma retirou a cabeça da fenda, o cheiro de poeira estava começando a irritar seu nariz. Realmente devia fazer muito tempo desde que alguém havia aberto aquela passagem — Já mostrou pra ela?

— Nope. — brincou, selando seu túnel e arrastando a escrivaninha para cobri-lo — E nem vou. É meu segredo.

— Como assim? — Emma já começava a rir — Já contou pra mim...

— Mas não corre o risco de você me colocar de castigo...

A loira gargalhou. Apesar da pouca idade o garoto já manifestava seus genes de esperteza e malícia.

— Vou manter em segredo então. Pode confiar em mim. — ela piscou para Henry.

O menino sorriu largo. Ouviram o barulho de porta se fechando, mas antes mesmo de se virarem para ver o que era, a voz conhecida soou:

— Henry, você viu meu_.... — Regina entrou no quarto do filho, uma toalha enrolada no corpo e outra menor nas mãos. Ela secava o cabelo com a segunda, mas deixou o objeto cair quando se deparou com alguém que definitivamente não estava esperando por ali.

A loira, que agora já estava virada em direção à entrada, ficou sem reação tanto quanto a outra mulher. Foi por pura sorte que a primeira toalha não teve o mesmo destino da anterior, mas chegou até a vacilar. A prefeita esforçou-se para controlar os membros e segurar bem o tecido junto ao corpo.

— Ahn.. Eu.. — Emma nem sabia se estava de fato pronunciando alguma coisa com sentido.

— SWAN!! — o que restava da dignidade da prefeita gritou — O que está fazendo aqui?!!

A loira arregalou os olhos, como uma criança que recebe bronca dos pais.

— Eu.. Eu vim pra falar com o Henry e você me convidou para entrar... Não — a xerife bateu com a palma da mão na testa — Quer dizer, eu vim falar com você e..

— Eu já entendi, Swan!!

Henry só ria ali ao lado. Disfarçadamente, claro. Se considerava novo demais pra morrer e ainda queria estrear sua nova passagem secreta em uma outra ocasião.

— É melhor eu.. Descer. — a loira voltou a falar/gaguejar, mas continuava com os olhos fixos na cena à frente.

— SWAN??!! — foi com essa nova repreensão que a xerife percebeu que sua indiscrição ainda perdurava.

— Claro! Melhor eu ir andado. — ela apontou ao mesmo tempo ambas as direções, direita e esquerda, com os indicadores — Esperarei do lado de fora — e pôs-se a andar.

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A xerife caminhava de um lado para o outro, pensando sobre o quão impertinente tinha sido aquela situação. E linda... Quer dizer, inapropriada... O sol das três queimava acima de sua cabeça, mas ela não se importava. Não ia arriscar esperar lá dentro. Já se consideraria sortuda se a prefeita não lhe chutasse ladeira abaixo. Falando no diabo... A porta da mansão voltou a abrir-se e Regina veio caminhando em sua direção, só que desta vez com mais roupas.

— Madam Mayor, me desculpe, eu..

— Tudo bem, Emma. — ela encerrou o assunto com um gesto de mão — Não foi sua culpa, também.

A xerife queria continuar com as desculpas, mas notou que as bochechas da morena estavam coradas. Sentiu vontade de rir, mas conteve-se. Achou que Regina fosse esbravejar como estava fazendo mais cedo, mas ao invés disso parecia apenas um pouco constrangida com a situação. E algo mais que a loira não soube identificar... Ficava frustrada ao ver como seu super poder não conseguia ler aquela mulher direito.

— Então... — a prefeita continuou — A que devo sua visita?

— Bom, acho que não tivemos tempo de discutir isso antes, muito menos ontem... Eu... Queria saber, onde.. — ela se enrolava nas palavras.

— O escritório do xerife? — Regina ajudou.

— Sim. — a loira sorriu — Perdão pela falta de memória, mas não me lembro do local e de tudo mais...

— É porque ele não existe mais.

— Como assim? — ela indagou.

— Vem. Vou te mostrar.

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O antigo posto oficial do xerife de Storybrooke, resumia-se hoje ao que restou de algumas vigas de madeira queimadas e algum entulho jogado pelo chão. Em seus bons tempos, se é que já havia tido, devia ser uma construção até razoavelmente grande. Emma gostaria de ter conhecido o local. Os escombros se localizavam quase ao lado da torre do relógio e a loira repreendeu-se por nunca ter reparado nisso antes. As árvores que cresceram e o mato ao redor também não ajudaram muito.

— Que aconteceu? — a Ranger perguntou.

Regina deixou escapar um suspiro, evidenciando que a lembrança não era agradável.

— Essa cidade vive sem lei há uns bons anos, Miss Swan... Literalmente. O último conflito entre a estrela e os bandidos gerou muito mais do que mortes...

— Entendo... — ela encarou os destroços por algum tempo — E o que vamos fazer em relação a isso?

— Vamos erguer outro, ora. — a prefeita respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo — Quer dizer... Você pretende ficar por um tempo mesmo, não é?

Emma fitou Regina tão intensamente que a morena chegou a desviar o olhar. Sentiu suas bochechas queimarem com aquele contato.

— Nada vai me fazer desistir agora...

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Durante o restante do dia elas discutiram sobre planos para o novo escritório da xerife e coisas relacionadas ao cargo. O incidente com a toalha não foi mencionado novamente, mas a loira ria disfarçadamente quando vez ou outra se recordava dele. Nenhuma delas também voltou a discutir sobre a dança na noite passada. Bom, pelo menos não em voz alta.

Quando o sol começou a se esconder, a prefeita precisou retornar ao lar. Não gostava de deixar Henry por muito tempo, mesmo com Jack por lá. Combinaram de continuar pela manhã e então se despediram. Regina caminhou pela rua em direção às colinas. Queria chegar logo em casa, mas acabou encontrando algo inesperado pelo caminho.

— Madam Mayor... — o homem fez uma falsa reverência.

— Gold. — ela foi curta e grossa — O que você quer?

— Vejo que tem apreciado muito a companhia da xerife ultimamente... Que aconteceu com todo aquele fogo inicial?

Na verdade o fogo vinha se transformando em outra coisa... Outro tipo de chama. Mas é lógico que a prefeita não deixou transparecer. Pelo menos era o que achava.

— Isso não é problema seu, Gold.

— Sei que não... Só estava notando.

Regina voltou a andar, ignorando o banqueiro.

— Confia nela, Madam Mayor?

A pergunta do homem fez a morena parar onde estava. Continuou de costas, mas refletiu sobre a questão com intensidade.

— Por incrível que pareça... Sim.

Gold pareceu ligeiramente surpreso com a franqueza nas palavras da prefeita. Não esperava uma posição tão aberta e imediata assim, mas acabou sorrindo com o canto dos lábios.

— Quem sabe um dia não acabe até me agradecendo por tê-la chamado então...

— Nunca se sabe... — ela virou o pescoço apenas o suficiente para fita-lo de relance — As pessoas podem te surpreender.

A prefeita voltou a andar, encerrando a conversa sem mais brechas para questionamentos.

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Aquela noite veio acompanhada de um frio intenso, mas o céu estava límpido e as estrelas tingiam o azul intenso com vários pontos cintilantes. O vento cortava por entre as colinas com tamanha intensidade que assemelhava-se ao uivo de uma alcateia. Mas nada daquilo parecia incomodar a loira. Emma estava sentada sobre sua cama, uma tigela de caldo na mão e um bloco de anotações na outra. Começou esquematizando alguns tópicos para o dia seguinte, mas terminou por esboçar a prefeita no papel. Não ficou lá o melhor desenho do mundo, mas ela sorriu ao olhar para ele e lembrar-se da cena mais cedo.

Por mais que parecesse errado (e já se candidatando para o prêmio de pior pessoa do ano que vem), não gostaria de apagar aquela visão. Era tão linda... Que mal poderia haver em uma coisa tão pura? Riu com seus pensamentos filosóficos e acomodou o bloco de papel em cima da escrivaninha para poder comer direito. Sentava-se de frente à janela, encarando a paisagem noturna. Viu o quarto da prefeita se iluminar, não pode evitar. Sabia que seria inútil tentar lutar contra o sentimento de dar uma espiadinha, mas dessa vez prometeu que seria apenas de longe. Nada de zoom.

Ficou ali, encarando a mansão que se erguia acima das colinas, por um bom tempo... Os pensamentos corriam e ela permitia que eles instigassem seus desejos ocultos. Pensou na morena e no que ela estaria fazendo. Esteva perdida no tempo quando algo lhe chamou atenção. Não fossem seus instintos, ela não teria notado. Aliás, uma pessoa comum nem teria imaginado algo do tipo. Mas o sexto sentido da Ranger gritava, e Emma sabia que sempre devia escutá-lo.

Inclinou-se para frente e a lente ficou ao seu alcance. Ajustou o telescópio. Nada. Talvez fosse só o sono lhe pregando peças. Já estava quase voltando para a cama quando avistou a estranha movimentação novamente. Desta vez, com o aumento da lente ela conseguiu ver com clareza o que tinha despertado aquele sentimento nela. Quase não acreditou na hora. Emma sentiu o sangue parar de correr em seu corpo e a tigela ganhou o chão, estilhaçando-se em inúmeros cacos. A única coisa que a loira pegou foi o cinto com os revólveres, antes de saltar pela janela da estalagem.

Notas finais
Mil tretas are coming o E SQ também :3 O mapa foi mto improvisado, mas é só pra ajudar a ter uma noção de espaço 8''D Vejo você em breve, sweeties ^^ Obrigada pelo carinho novamente *_* Queria dar um abraço em cada uma de vocês u_u