Notas iniciais
Olha quem voltou depois de sete meses pra parir um capítulo prematuro pra vocês?! 8D E ai meninas, como estão? Como já faz bastante tempo desde a última att, coloquei uns flashbacks pra lembrar vocês de alguns contextos importantes pro momento atual da fic. E é tensão que não acaba mais! haha Mas estamos há praticamente três capítulos do climax dessa batalha toda. Quem ta ansiosa? o/ Saudade disso aqui, não posso me afastar desse jeito não! (vale xingar a escritora, fiquem a vontade) Boa leitura!! ♥

Previously on Once Upon a Time in Wild West...

Alguns dias antes, nas proximidades de Storybrooke.

— Preciso da sua ajuda, Neal.

— E o que poderia ser tão importante assim a ponto de você vir me procurar?

— Estamos a ponto de travar uma guerra. – confessou, Emma – E os recursos estão bem limitados... – ela fitou os olhos do homem novamente – E eu não tenho a quem recorrer.

— Está fazendo isso tudo pra salvar uma cidadezinha no meio do nada?

— As pessoas sempre valem a pena. – a resposta veio ríspida, como se ela remoesse as feridas do passado – Mas acho que isso é uma coisa que você não entende.

— E por que acha que eu deveria me importar?

— Se existe um pingo de humanidade em você, e se não quer ver a morte do seu filho... Você vai me ajudar. – finalizou.

(...)

Alguns minutos antes, no telhado do banco.

— Não estamos desfalcados, mas nesse ritmo não resistiremos muito. — Como você derrota um exército de formigas enfurecidas, Carter? — Emma fez uma analogia.

O homem refletiu brevemente.

— Derrubamos o formigueiro.

— E subjugamos a rainha. — ela completou.

(...)

Alguns segundos antes, em um cômodo secreto da mansão do banqueiro.

— É curioso... Demora um tempo até nos acostumarmos com a perda... Algumas vezes ainda é como se pudesse senti-la no lugar. — o homem de negro fitou o local onde um dia estivera sua mão, brincando com o gancho que havia retirado dali.

— Imagino o vazio que deva ser... — Gold disse, referindo-se a mais do que o membro amputado. Apesar da falta de credibilidade, suas palavras soaram verdadeiras.

Por uma breve momento Gold vislumbrou certa piedade nos olhos azuis. Momento que não durou muito, pois assim que o gancho assumiu seu devido lugar, o brilho da loucura voltou a dominar o olhar de seu inimigo.

— Acho que não imagina ,não... — ele fez uma pausa, retirando uma adaga do cinto — Mas isso é algo que podemos resolver.

(Atualmente, na mansão do banqueiro)

Após tanto tempo nutrindo traumas do passado, Hook não achou que reencontraria a velha sensação de felicidade. Mas lá estava ela: um misto de felicidade e satisfação psicótica, em meio ao caos e desordem daquela noite. Segurando a mão decepada de seu inimigo, sorriu para ele de forma macabra.

Gold estava impotente, debruçado sobre a mesa, sem forças para continuar gritando. Segurava em vão a inserção onde antes estivera sua mão, que sangrava vigorosamente. A cena forte roubara de sua esposa a consciência. Belle havia desmaiado alguns segundos após a lâmina descer sobre o pulso do marido, espirrando algumas gotas do líquido rubro sobre seu vestido.

Ao perceber que Gold também não demoraria a perder os sentidos, Hook ordenou que os capangas trouxessem uma tocha e bandagens.

— Não, ainda não chegamos ao final desse espetáculo. — abriu um sorriso perturbador — Preciso de você bem consciente.

O material requisitado chegou e faria questão de realizar ele mesmo o procedimento. Havia sido forçado a fazer nele próprio anos atrás, não seria problema algum causar aquela dor ao responsável por sua perda. Ordenou que os homens retirassem a moça das amarras e a levassem para um dos quartos da casa.

— Vigiem-na, mas cuidem para que fique bem. No final das contas, ela não tem nada a ver com isso.

Apesar de sentir que nunca mais voltaria a encontrar aquele rosto angelical, Gold suspirou aliviado por ver Belle livre daquele local de tortura que ela jamais deveria ter conhecido.

— Já podem prosseguir com o plano. — ordenou a um dos homens — E você... — o homem de negro rodeou a mesa, como um tubarão que circunda sua presa indefesa — Vamos acabar com isso de uma vez.

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Atrás de sua barricada improvisada no telhado do banco, Carter respirou fundo, deixando o ar gelado provocar leves calafrios em seu corpo. Fazia apenas alguns minutos desde que havia se separado da Ranger e confiava na capacidade dela de proceder com o plano, mas já estava inquieto para entrar em combate novamente. Gostava dessa sensação de tensão, do suor que gelava sua testa e do batimento descompassado de seu coração. Apesar de todos esses sentimentos andarem de mãos dadas com o perigo, faziam com que ele se sentisse em casa. Momentos com aquele resumiam no mínimo os últimos 15 anos de sua vida... E praticamente toda sua história de amizade com a senhorita Swan. Costumava dizer que a morte beijava-o na testa antes de cada combate, tamanha a frequência de seus encontros. Em suas histórias embriagadas ele a descrevia como uma atraente morena de cabelos escuros e lábios rubros como o sangue. A dama flutuava acima do solo, arrastando seu esvoaçante manto negro de forma sinistramente sedutora, tentando conquistar pobres almas para seu domínio post-mortem. Torceu para que sua amiga não cedesse a seus encantamentos nessa noite... Ela tinha uma terrível queda por morenas.

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Emma aproximou-se das paredes externas do Saloon. Ao contrário das vezes anteriores, o que chegou-lhe aos ouvidos não foi o som das alegres risadas embriagadas ou disputas acaloradas na mesa de pôker. Ouvia apenas o bater de seu próprio coração, intenso e acelerado. Rezou para que os inimigos não fossem capazes de ouvi-lo da mesma forma, ou estaria em uma grande encrenca.

Ainda sentia a força que fluía por suas veias, distribuindo faíscas de energia por todo seu corpo. Evitou o olhar de um dos sujeitos de dentro do Saloon bem a tempo, escondendo-se atrás de uma árvore. Não fossem as habilidades especiais, Emma provavelmente nunca teria visto o homem e teria exposto seu peito a fogo aberto.

Tirando vantagem das sombras que a lua projetava no chão, a loira caminhou silenciosamente até uma das janelas da construção. Adentrou sem fazer ruído e dirigiu-se à escada que dava para o andar superior.

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Já fazia algum tempo desde que ouviram o último tiro. A prefeita andava de um lado para o outro, deixando evidente um nervosismo que crescia a cada minuto. O desenrolar daquela situação estava lhe deixando aflita. Não que ela estivesse acostumada a travar suas "batalhas" a nível de campo, mas fazer absolutamente nada não era de seu feitio.

Mary Margaret surgiu na sala de jantar, saindo das sombras do quarto onde Henry dormia. Apesar de sua força emocional, o limite físico do garoto ainda era o de um menino de dez anos.

— Ei... — ela tocou o braço da prefeita — Vou fazer um café para ajudar a nos manter acordadas.

Regina assentiu vagarosamente com a cabeça, sua atenção concentrada na janela a frente.

— Não quer descansar um pouco? — Mary demonstrou preocupação — Os homens estão de vigia, você também não é de aço.

Aquele comentário teria rendido uma das respostas ásperas da prefeita, mas no momento ela própria foi obrigada a concordar. Não ter controle sobre as coisas era algo que não fazia parte de sua rotina, mas tinha de admitir que era emocionalmente exaustivo. E o cansaço também começava a fazer efeito sobre ela.

— Obrigada. — agradeceu, genuinamente — Mas vou ficar por aqui.

Mary Margaret sabia reconhecer limites quando lhe eram impostos, de forma que não lutou contra a convicção da mulher.

— Tudo bem. Só tente aliviar um pouco a mente, ainda temos algumas boas horas até o amanhecer.

Dito isso, ela se retirou para o fundo da sala de jantar, em direção às escadas que acessavam o primeiro andar.

Regina acompanhou com os olhos a figura da professorinha sumindo na escuridão. Voltou sua atenção novamente para a paisagem além dos vidros da janela. "Aliviar um pouco a mente..." Regina sabia que a frase tinha fundamento. Se algo acontecesse, sua cabeça deveria estar o mais calma e centrada possível para lidar com o imprevisto da melhor forma. Na teoria isso era válido. Porém, é muito mais fácil materializar pensamentos do que transforma-los em ações.

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Assim que venceu os lances da escada, Emma tomou abrigo atrás da toalha xadrez de uma das mesas de jantar do salão. A madeira rangeu timidamente ao toque de suas botas, mas os homens estavam distraídos demais para notar aquele pequeno detalhe.

Pareciam conversar sobre algo importante. Talvez o próximo passo? De qualquer forma, nenhum deles esperava uma petulante invasão em seu covil improvisado. A loira aguçou os ouvidos, tentando tirar vantagem de suas novas habilidades para reconhecer o assunto.

Nove homens bem armados dispunham-se ao redor do que parecia ser o líder dos capangas, concentrados no anúncio que ele fazia. Com a pouca visão que possuía do andar de baixo, identificou mais quatro indivíduos recarregando alguns rifles. Não seria tarefa fácil livrar-se de todos eles sem transformar seu corpo numa peneira. Por sorte, Emma não pretendia lidar com eles individualmente. Lembrou-se da conversa com Carter pouco antes. Para livrar-se das formigas nós derrubamos o formigueiro. E a loira pretendia levar a palavra "derrubar" muito a sério.

Concentrou-se, tentando distinguir os ruídos da conversa distante. No entanto, seus olhos cruzaram o aposento, ressuscitando memórias da noite em que ela e Regina ocuparam o salão, dançando sob a melodia imaginária que tocava em suas cabeças. Aquela música seria eternamente o tema que embalava seu coração acelerado, fazendo seu sangue pulsar freneticamente sob suas veias. Não importa o que acontecesse, aquela memória nunca se apagaria de sua mente e a melodia nunca deixaria seus ouvidos. Falando em ouvidos...

Droga, Emma! Foco! Repreendeu-se. Esse era o poder que a prefeita exercia sobre sua mente, até nos momentos mais impróprios. Voltou a concentrar-se, esvaziando os pensamentos.

(...) estão aguardando atrás da (...) estarão aqui em breve (...) o chefe já deu a ordem (...) a prefeita (...)

Emma sentiu a palma da mão arder quando instintivamente apertou-a com punho fechado. Não conseguiu identificar as frases completas, mas já era suficiente. Então havia outros para chegar?! Tudo bem, ela também tinha uma carta na manga. Mas a menção à prefeita fez seu sangue ferver. Quase literalmente. Sentia um ardor em seu corpo e torceu para que não estivesse brilhando de raiva por baixo dos panos da mesa.

Sua atitude ali era ousada e arriscada, mas indiscutivelmente necessária. Apertou com força o anel que carregava no dedo, algo físico que reforçava a promessa feita à morena, e sentiu suas energias se renovarem para os próximos passos. Precisavam inverter o jogo e tirar a vantagem do oponente. E para isso ela tinha que alcançar a caixa secreta debaixo do balcão onde Ruby servia tranquilamente os almoços de domingo.

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O aroma de café se espalhou pela sala de jantar e por um segundo Regina sentiu o corpo relaxar, como se acordasse de um pesadelo horrível. Quando é que as coisas voltariam ao normal? E o mais importante, será que elas voltariam?

Mary Margaret caminhou até ela, carregando duas xícaras.

— Obrigada. — Regina agradeceu o calor da porcelana em suas mãos.

A professorinha sorriu, gentilmente.

— Está quieto. — comentou.

Regina assentiu, degustando um gole do café forte.

— Muito quieto.

As duas permaneceram em silêncio por algum tempo, apenas repondo as energias. Parar para tomar café, fazer algo de rotina, surtiu efeito positivo em ambas. Foi como lembra-las de que o mundo ainda girava, fora de todo aquele conflito. De repente, Regina sentiu a xícara escapando de seus dedos e atingindo o chão, quebrando tanto a porcelana quanto o silêncio reconfortante que havia se estabelecido.

Algumas gotas quentes respingaram sobre o vestido de Mary Margaret, que pulou para o lado, assustada.

— O que houve??

Regina não conseguiu responder a pergunta, muda pelo sentimento de desespero que crescia em seu peito. Num impulso, puxou a professorinha para fora da visão da janela, tomando abrigo de costas na parede.

— Rápido, próximos ao celeiro. — ordenhou que a mulher espiasse discretamente.

As pupilas esverdeadas de Mary se dilataram e seus lábios se contorceram em uma expressão de pânico. Saindo detrás da construção ela enxergou seis sombras, que arrastavam-se como gatos soturnos em direção à casa da Fazenda Encantada.

Notas finais
Como eu disse, muita treta ta acontecendo ao mesmo tempo 8D Mas o próximo cap já vai traçar os rumos principais pro desfecho dessa batalha! Aguardo vocês aqui! E quero agradecer a todas as minhas leitoras fiéis que deixaram comentários lindos no último cap! Quem ta aqui ainda? Boost de animação pra escritora que ama ler a review de vocês? ^^ Abraços, meninas! Para todas aquelas que ainda acompanham, para as novas(os) que chegaram e para todo mundo que de alguma forma faz essa fic ter sentido! ♥