Notas iniciais
Capitulo todinho swan Queen *_* Oiii pessoal, desculpem a falta de educação, nem cumprimentei né u_u Enfim, pra quem não acompanha minha outra fic, postei lá que defini dias da semana pra cada atualização. Essa fic aqui vai ficar com as quartas feiras, pra dar uma aliviada na vida de vocês.. XD Meio de semana ngm merece ¬¬ Então toda quarta teremos cap novos o/ Aqui vai mais um! ^^ Boa leitura!

Emma despertou com o som da lareira. O deserto era extremamente quente durante o dia, mas as noites eram inversamente intensas, com ventos gelados que uivavam junto dos coiotes. Sua cabeça latejava e ela tentou converter os vultos que enxergava em imagens nítidas. Demorou um pouco, sua visão estava turva e seus sentidos ainda não estavam totalmente despertos como de costume. Tentou se levantar e constatou que não era só sua cabeça que doía. Parecia que seu corpo tinha sido pisoteado por uma manada inteira de búfalos.

Não teria conseguido de qualquer maneira, mas felizmente algo a impediu de falhar miseravelmente no movimento. Uma mão brecou seu corpo e o conduziu de volta ao que parecia ser o travesseiro. Sim, de fato era um travesseiro. E macio como ela nunca havia sentido antes.

— Onde pensa que vai? Trate de deitar-se novamente... – ela ouviu uma voz dizer.

Girou os olhos e precisou ainda de algum esforço para focalizar a imagem. Na realidade, ela já sabia muito bem de quem se tratava. Aquela voz não tinha como ser esquecida, mas seu cérebro insistia na verificação. Era como se algum tipo de peça estivesse sendo pregada. Ou apenas fosse bom demais pra ser verdade.

— Reg.._ Madam Mayor..? – chamou, com a voz fraca.

A morena apenas sorriu e aquele brilho iluminou os olhos de Emma. Regina ajeitou sua cabeça no travesseiro mais uma vez. Arrumou os cachos loiros para liberar o rosto da Ranger e puxou as cobertas. Emma ainda a encarava, atônita. Qual era o significado de tudo aquilo? Esforçou-se, procurando por qualquer memória de acontecimentos anteriores. Mas seu passado recente parecia distante, um grande vazio em sua mente.

— Procure descansar, Miss Swan... – ela disse com a voz mais doce que Emma já havia ouvido vindo dela.

— Mas.. O que..? – a loira ainda estava confusa.

— Não se lembra de nada..? Foi tão ruim assim? – Regina riu, sem maldade.

Claro que tinha sido. Ela sabia muito bem. A força de Emma havia salvado não somente ela como também seu filho. E como tudo na vida, aquela atitude cobrou seu preço. Regina assistiu a loira desmaiar em seus braços e desde então ela vinha cuidando dela, dia e noite.

— A ponte..? Carruagem? Penhasco? – a prefeita tentava reanimar a memória de Emma.

A loira franziu a testa, forçando a memória mais uma vez. Alguns segundos de exercício depois e tudo ainda parecia meio fora de ordem cronológica. Ela sentiu um mal estar súbito e tossiu. Instintivamente, esquecendo-se de que a loira já estava acordada e agora estava ciente de seus atos, Regina levou a mão à testa da Ranger para verificar a temperatura. O toque da pele da prefeita na sua agiu como mágica para os sentidos de Emma. Flashbacks das horas passadas, a carruagem, Henry, os gêmeos.. Regina... As cenas vieram rasgando a mente da Ranger como um vagão desgovernado. A prefeita pareceu sentir algo também e afastou a mão com um breve susto.

— Hram.. – ela limpou a garganta – Como se sente agora? Ainda parece estar com um pouco de febre...

De fato. Emma sentia-se um pouco enjoada e sua cabeça ainda latejava. Mas aquele toque... Não seria inapropriado dizer que desencadeara efeitos quase medicinais sobre seu corpo.

— Ahn.. Eu.. Ainda dói um pouco. – disse por fim.

— Imagino que sim... Dormiu por um bom tempo.

— Dormi? – Emma sentia-se perdida.

Não sabia onde estava, o que tinha acontecido depois que tinha apagado. Ou qualquer outro detalhe durante esse intervalo de tempo.

— Hum-rum... – Regina levantou-se e cruzou o aposento em direção à lareira – Três dias.

— Três dias?? – ela espantou-se. Emma não recordava nem da última vez em que havia dormido mais de oito horas.

Regina riu. Aquele som veio como música para os ouvidos da loira. Ainda que sem compreender o motivo, sabia que gostava de ver a prefeita feliz. Isso a deixava feliz.

— Acho que tudo vem com um preço, Miss Swan... – a morena remexia as brasas na lareira, tentando manter o quarto aquecido – Ninguém faz um esforço como você fez e sai por ai pra comemorar.

Quem riu dessa vez foi Emma. Tudo estava tão espontâneo ali. Regina estava tão... Regina. Sem toda as máscaras que encobriam o posto de prefeita. Era como se a estivesse conhecendo realmente pela primeira vez.

— E onde é que eu estou? Se me permite.. – Emma deu uma olhada em volta. A julgar pela decoração do lugar ela já tinha uma bela ideia de qual seria a resposta, mas mesmo assim, tentou puxar conversa.

— Ahn.. – Regina encontrou o olhar da loira, mas logo em seguida desviou o seu para novamente para as brasas – Está... Na minha casa.

Emma teve de se esforçar para conter um sorriso.

— Bom, Granny e Ruby estão sempre muito ocupadas e eu achei que... – ela procurou as palavras e acabou encontrando os olhos verdes mais uma vez – Que estaria melhor comigo.

Regina só foi perceber a maldita escolha de palavras depois que já tinha concluído a frase.

— Errm, quer dizer.. Aqui em casa. Enquanto se recupera... – ela tentou corrigir, mas a Ranger já tinha um sorriso bobo estampado rosto.

Emma sentiu uma sensação boa preenche-la por dentro. Algo quente e confortante. Ver a prefeita ficar sem jeito depois de qualquer sentença não tinha preço. E foi então que, falando em recuperar, recordou-se de algo também importante.

— E Henry? – disse de repente, cortando a situação embaraçosa em que Regina tinha se metido – Ele está bem??

Regina sorriu desta vez.

— Sim... Está dormindo no outro quarto. Ele veio te ver todos os dias... Sentava e lia um livro pra você. Dizia que era pra melhorar mais rápido.

A duas riram. Seus olhares se encontraram novamente e por um momento, ela não soube dizer quanto durou, Regina se perdeu naquela imensidão esmeralda.

O que diabos estava acontecendo com ela? Por que de repente Emma tinha ganhado um lugar de destaque em sua vida e por que estava compartilhando seus momentos — e os de seu filho — com ela? Porque ela salvou a vida de nós dois.. – a prefeita forçou-se a pensar. Mas no fundo, bem no fundo mesmo, Regina tinha lá suas dúvidas sobre ser realmente só isso.

— Ah! – ela tentou mudar de assunto – Já estava quase me esquecendo...

A prefeita caminhou até uma poltrona ao lado e pegou um envelope surrado. Entregou-o a Emma.

— Conseguimos recuperar pra você... Acho que era importante.

Por mais que ela temesse — e suspeitasse — o conteúdo daquele envelope pardo, sentia que devia isso à Emma. Era o mínimo a se fazer. A loira pegou o papel. Sorriu fracamente e depois olhou para a morena à sua frente.

— Obrigada por isso... De verdade. – ela deu um sorriso sincero que fez até as barreiras da prefeita ruírem – Mas... – estendeu o envelope de volta – Acho que não preciso mais dele.

Regina encarou o gesto, meio confusa. Se aquilo continha o que ela achava que continha, por que Emma faria aquilo? Por que desistiria da oportunidade? Ainda relutante, ela pegou o envelope.

— Pode queimar pra mim? – Emma indagou – Se não for muito incômodo...

— Ahn.. – Regina balançou a cabeça, tentando inserir-se de volta à realidade – Claro.. Eu..._ Claro.

Ela voltou a encarar a lareira e deixou o objeto queimar ali por algum tempo, até suas cinzas se juntarem aos restos de brasa. Aquele gesto realmente mexeu com ela. Não sabia ainda ao certo o quanto, nem o que significava de fato, mas as coisas mudaram ali. Talvez toda aquela desconfiança, aquele rancor e até certo medo que sentia da presença de Emma naquela cidade, não se justificassem.

Foi, em partes, como se um peso tivesse sido retirado de seus ombros. Ela virou-se então e encarou Emma pela primeira vez sem que todas as restrições impostas em sua mente ofuscassem seu julgamento. Emma retribuiu. A gratidão estava visível em seus olhos. Mas o mal estar ainda perdurava e ela precisou levar a mão à boca para tossir. Regina despertou-se do momento de devaneio e caminhou até a porta.

— Vou buscar um chá pra você... Vai melhorar essa febre.

Emma assentiu e gesticulou um “obrigada”.

Regina abriu a porta e deu um passo para o corredor. Mas deteve-se e virou-se para olhar a loira. Seus olhares se encontraram uma vez mais naquela noite e a prefeita fez uma última declaração antes de deixar o quarto:

— Só para o caso de ainda estar em dúvida... – visivelmente emocionada, sua voz não passava de um sussurro – Sim... Ele é seu filho.

Notas finais
Espero que tenham gostado pessoal o/ As coisas estão começando a mudar pra essas duas.. Vamos aguardar o que está por vir, e eu garanto (sim eu tenho spoilers u_u ah vá XD) que ainda tem muita coisa pra acontecer! XD Até quarta! o/ Reviews? *_*