Notas iniciais
Genteee, não consegui acabar de digitar ontem mas to aqui hoje /o/ Olha eu queria agradecer a todas, de verdade, pelos comentários lindos que recebi *o* Desculpem a minha demora hehe Mas fiquei super feliz com o carinho de vocês *-* Heey There.... Recomendação mais que linda a que você deixou *-* Agora são duas *dead* Obrigada mesmo ;) Então, sem mais delongas, aqui vai o cap que eu prometi em seguida o/ Abraço grande pra todas as minhas leitoras *____*

Emma desceu e encontrou Ruby de frente a estalagem. Elas atravessaram a ampla rua de terra em direção ao Saloon. Leroy e seus irmãos já bebiam alegremente enquanto Jake administrava o interior do Granny’s. Mais e mais pessoas chegavam a cada momento e a Ranger não se lembrava de já ter visto Storybrooke tão movimentada.

Uma grande panela, algo que mais se assemelhava a um caldeirão, ardia suspensa sobre a fogueira. Ruby e Vovó ficaram responsáveis por organizar o lado de fora. Cada convidado que chegava trazia consigo algum ingrediente para o caldo, era meio que uma tradição da cidade. Emma ajudou a amiga a carregar algumas coisas para a mesa de madeira que haviam colocado ali perto. Em poucos minutos o lugar já estava mais cheio que enterro de celebridade. A loira perambulava de um lado para o outro, analisando as pessoas, os comportamentos... Onde diabos estava a prefeita? Apesar de saber que deveria se atentar a várias outras coisas no momento, isso era tudo o que conseguia pensar.

Mary e David passaram por perto e a cumprimentaram. Quem se fez presente depois, e de forma menos graciosa e agradável, foi o banqueiro. O som das pessoas que conversavam transformou-se em murmúrio por alguns segundos. Mas a energia da mulher que vinha a seu lado logo contribuiu para que a atmosfera voltasse ao normal. Belle era uma pessoa adorável. “Como pode ser casada com um homem desses??”— Emma pegou-se pensando.

A presença do banqueiro trouxe consigo outras aparições. Os capangas, que de certa forma também faziam parte da população local, marcaram território numa das mesas no interior do Saloon. Não demorou muito até outros cidadãos não tão nobres se juntarem ao redor. O primeiro sinal que a loira aguardava deu-se ai. De longe, posicionou-se de forma que pudesse visualizar o bando e ainda assim as pessoas do lado de fora.

Minutos depois e o lugar encontrava-se lotado como Emma nunca havia imaginado que seria possível. Ao que parecia algumas pessoas da cidade vizinha também decidiram curtir a festança. Música alta, risos, conversas animadas, e claro... Muita bebida. Todos os ingredientes chave para um desfecho típico das festas no Velho Oeste: brigas. E Emma estava contando com aquilo para seu plano. Precisava de uma situação do tipo. Algo que pudesse usar a seu favor e encontrar a maneira certa de se impor. Tudo começava a correr nos trilhos desejáveis. Somente uma coisa ainda a atormentava... Onde ela tinha se metido??

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Regina admirou-se uma última vez no reflexo do espelho. A maturidade se manifestava em seu corpo. Parecia que cada ano vivido havia deixado ali apenas o melhor de si, somando-se numa equação de resultado inteiramente positivo. Seus olhos transmitiam a clareza de sua experiência, sua postura, a segurança de suas decisões. Apesar das turbulências eventuais, Regina sentiu certo orgulho do que havia construído. De como havia moldado a si própria: forte, segura, imponente.

Sentia-se confortável até com as curvas que o tempo havia desenhado em seu corpo. Não trocaria seus trinta anos por nenhuma outra época. Todos os dias ela repetia aquele ritual. Contemplar-se ajudava a prefeita a se certificar de que continuava no caminho certo. Mas nesta noite, apesar de rever todas essas essências novamente, sentiu algo mais... Percorreu todo o seu reflexo com os olhos, procurando por algo incomum. Não encontrou. A mudança estava em seu interior. Imediatamente, sem que ela pedisse, imagens dos dias anteriores invadiram seus pensamentos. Uma certa loira materializou-se em sua mente e com ela vieram as lembranças. Lembranças distantes... De uma vida antes do poder.

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(Flashback)

A garotinha corria pelos campos, o vento dançava em seus cabelos e cada passo era dado com a mais pura inocência de uma criança. A felicidade mostrava-se de forma angelical enquanto ela brincava com o cavalo. Um homem chegou à cerca, detendo-se para admirar a menina. Sorriu ao ver como ela brincava, despreocupada e tranquila, ainda completamente alheia aos obstáculos da vida. A garota notou sua presença e correu até ele com os braços abertos.

— Papai!

O homem segurou-a no colo, girando a garotinha enquanto ambos riam.

— Regina..! – abriu um sorriso, colocando a menina de volta ao chão.

Ela arrumou seu vestido, que havia se atrapalhado no processo. O pai riu orgulhoso. Regina, apesar de toda a infantilidade, sempre fora vaidosa. Do jeitinho dela, claro. Isso ele devia associar à mãe. Mas apesar das influências, a menina tinha muito de si. Mais do que de qualquer outra pessoa. Sua vitalidade, alegria, energia e vontade de viver, lembrava-o a si mesmo na idade dela.

— O que está fazendo querida? – passou o braço por suas costas.

O rosto da criança se contorceu numa expressão de incerteza. Henry percebeu que a filha procurava uma resposta e sorriu com a forma com que ela torcia o pequeno nariz ao fazer isso.

— Hum... Cavalgando! – a menina abriu um enorme sorriso como se acabasse de descobrir o termo.

— Mas eu não vi você sobre o cavalo... – Henry queria estimulá-la.

A expressão pensativa veio novamente, desta vez um pouco mais intensa.

— Que foi minha pequena? – ajoelhou-se ao lado da criança.

— Mamãe... Mamãe disse... – ela parecia indecisa.

— Tudo bem, Regina... – o pai confortou-a – Pode falar comigo...

— Mamãe disse que sou uma dama... E que damas não cavalgam. – sua expressão era agora triste e distante.

Henry sorriu e voltou a pega-la no colo.

— E o que o seu coração diz?

A garotinha apenas fitou o pai. Um sorriso tímido formou-se e lentamente ganhou força, revelando-se numa onde de felicidade.

— Meu coração me diz... Que posso ser o que eu quiser! – ergueu os bracinhos.

— Exato! – Henry sorriu, abraçando-a – Lembre-se sempre disso, minha querida...

O homem caminhou até o cavalo e gentilmente colocou-a sobre o dorso do animal. Regina hesitou por alguns segundos, mas logo ajeitou-se confortavelmente.

— Qual o nome dele papai? – perguntou, acariciando o pescoço do animal.

— Rocinante. – Henry respondeu orgulhoso.

Regina sorriu e naquele dia encontrou seu local de conforto.

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Aqueles eram dias dourados em suas memórias. Mas as coisas acabaram saindo um pouco fora do que havia planejado. Regina moldou então uma nova personalidade e aprendeu a conviver e a gostar dela. Mas seu pai e toda a essência que aqueles devaneios lhe traziam sempre tiveram lugar especial guardado em seu coração. O mais curioso era o que havia acionado essa alavanca que a transportou para seu passado. O que a mulher tinha a ver com tudo aquilo? Por que sua imagem invocava os pensamentos mais felizes que possuía? Regina percebeu neste instante que a influência de tal pessoa pudesse ser, talvez, maior do que ela própria imaginava.

A voz do garoto despertou-a de volta à realidade.

— Vamos mãe! Senão vamos nos atrasar! – Henry soou ao longe, no andar de baixo.

Recompondo-se momentaneamente, a prefeita colocou-se a caminho. Henry andava de um lado para o outro no salão principal. “Por que as mulheres enrolam tanto??” Ainda mais sua mãe. Mas quando viu a morena, descendo as escadas... Todo o tempo de espera valeu a pena. O sorriso que ele abriu não podia ser mais sincero e orgulhoso.

— Mãe... Você está linda!

Regina também sorriu. Acabou de descer os degraus e abraçou o filho.

— Você também, querido... – brincou com o chapéu que o garoto usava. Lembrar-se de Emma novamente foi inevitável – Vamos... Não queremos perder essa festa.

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Emma já começava esboçar sinais de impaciência. A festa já estava mais animada do que ela imaginava que estaria... E nada da prefeita. Sem ela, por mais que tudo funcionasse de forma razoável, não poderia ser concluído. Perambulou sem destino por entre o pessoal. Ruby pareceu notar sua inquietação e acenou para que se aproximasse.

— Hey— sussurrou – Onde ela está?

— Não sei... Mas ela vai aparecer... Sei que vai.

A Ranger tentou controlar o medo que lutava por espaço, mas pronunciar sua convicção em voz alta pareceu ajudar e revigorar suas forças.

— O pessoal já está começando a ficar “alegre”... – a morena comentou.

— Começando?? – Emma brincou, fazendo as duas rirem – Mas você tem razão... Vou dar uma voltinha pra certificar como andam as coisas.

A Ranger perambulou pela rua, já não estava fácil movimentar-se por ali com todas aquelas pessoas. Mas em relação ao restante, o exterior do Granny’s estava relativamente tranquilo. As pessoas riam e bebiam, mas tudo tinha um clima bem familiar. O problema mesmo estava concentrado no interior. Os sentidos de Emma podiam captar a energia que vinha de lá. E eles estavam certos. Cerca de meio minuto depois, a loira viu a amiga chamá-la no meio da multidão.

— Emma! – ela agitou as mãos acima da cabeça.

A Ranger caminhou até lá.

— Acho que você deveria ver isso...— sussurrou.

Ruby conduziu a mulher até o interior do Saloon. Um grupo de homens estava reunido, discutindo e gesticulando em demasiado, indicando que a bebida já falava mais alto por ali. Porém, não era com isso que ela estava preocupada. Apontou o motivo da aglomeração. Fixado na parede, do outro lado do salão, estava um objeto. Dardos, eventualmente um copo ou outro, voavam pelo ar e Emma percebeu que aquilo estava sendo usado como alvo.

A loira aproximou-se mais. Assim que reconheceu o objeto sua expressão foi de curiosa à incrédula. Ela estava a par da situação e esse era justamente o motivo de estar ali, mas aquele gesto de desacato praticado de forma tão pública era de muita audácia. Vasculhou o aposento com o olhar uma vez mais. Não a encontrou, como já esperava. Mas não tinha mais importância. Com ou sem a prefeita, Emma decidiu que era hora de agir. A situação sairia dos trilhos imaginados, mas a carruagem do imprevisto havia passado e a Ranger decidiu pular a bordo. Se tinha uma coisa que a loira sabia fazer bem era improvisar. E aquele era o momento.

Emma cortou caminho por entre o pessoal. Sua educação ela fez questão de deixar do lado de fora do Granny’s, onde o pessoal ainda era civilizado para merecê-la. Sendo assim, a loira literalmente empurrou os homens para que saíssem da frente. Quando conseguiu entrar na roda formada pelos capangas de Gold, um último homem fez seu arremesso. O dardo acertou a estrela em cheio, bem no meio do buraco de bala cravado em seu centro.

Ao se depararem com a presença da mulher na roda, todos se entreolharam e em seguida, dirigiram a atenção a ela. Emma sentiu o peso dos olhares sobre si. Sorriu internamente. Era assim mesmo que queria. Um silêncio momentâneo instaurou-se enquanto eles aguardavam seu próximo passo. Até o pianista cessou o trabalho para observar o desenrolar da cena. Em silêncio, Emma caminhou lentamente até a parede, o som de suas botas e esporas ecoando sobre o piso de madeira.

Deteve-se ao alcançar o ponto desejado. Encarou o objeto e depois os homens. Ninguém ousava dizer uma palavra sequer e até a cantoria do exterior cessou, as pessoas aglomerando-se no vão de entrada para tentar acompanhar o que acontecia. A Ranger então retirou a estrela da parede. Todos os olhares caíam agora sobre ela, a força da expectativa reprimia o ar a sua volta. A cena mais inesperada da noite veio então em seguida. Pôde-se ouvir o som da surpresa escapando dos lábios do pessoal quando a loira fixou a estrela no peito.

— Alguém mais quer tentar agora? – a voz da Ranger saía carregada com toda a autoridade de um oficial e seus olhos fuzilavam todos os que se atreviam a fita-la diretamente.

Seus dedos dançavam sobre a coronha dos revólveres, que estranhamente pareciam reluzir mais do que de costume.

O líder dos seguidores do banqueiro foi o primeiro a criar coragem para se pronunciar, mesmo que certo medo pudesse ser notado em sua expressão.

— E quem você pensa que é pra fazer isso?

Só o olhar de Emma teria sido suficiente para calá-lo, mas a loira fez questão de responder.

— Agente Especial da Companhia de Rangers do Texas. Poder federal. E agora também local.

A expressão de dúvida ao tentar interpretar o real sentido da frase da mulher fui unânime.

— Estou me elegendo. – Emma continuou, seu tom firme e autoritário – Storybrooke tem um novo Xerife.

Notas finais
Calma que já tem metade do próximo no meu caderninho preto +_+ Agradecendo novamente o carinho =** Até o próximo ;) Ainda tem muita festa pra rolar XD