Once Upon A Supernatural Time
3 O Portal
– Achei que nunca mais te veria. – disse Rumple.
– Bom, nós dois sabemos que eu não pretendia voltar pra esse lugar.
– E o que te traz aqui, então?
Rowena desviou o olhar e empinou o nariz.
– Achei que depois de todo esse tempo, eu seria aceita no Grand Coven de volta... Mas aquelas cachorras continuam iguais. Então eu decidi fundar meu próprio Coven. E ele vai ser maior que o Grand Coven. – ela sorriu de orelha a orelha – Vai ser um Mega Coven!
Rumple continuou encarando-a, em silêncio, até que o sorriso de Rowena se transformou em uma cara feia.
– Pelo jeito o plano não deu certo. – ele deduziu.
Rowena deu as costas a Rumple e começou a andar pela loja.
– Veja... Meus ideais são muito avançados para as pessoas desse mundo. E tem um... pequeno probleminha me atrapalhando. Dois garotos Winchester que acabaram com a minha imagem perante à sociedade. Então, eu estava pensando em... – ela voltou para o balcão – voltar para a Floresta Encantada.
– Parece o plano perfeito, dear, e eu totalmente te apoiaria, mas... Não há como voltar para lá. Os feijões mágicos acabaram, e a única varinha que pode fazer isso não está em minhas mãos.
– Ah, é possível sim. Porque eu tenho isso. – ela tirou um livro da manga e o colocou sobre o balcão. O Livro dos Condenados – Esse é o livro de feitiços mais poderoso que já existiu nesse mundo. Ele está codificado, mas na última vez que tive acesso ao códex, consegui decifrar o feitiço que me levará à Floresta Encantada. Já consegui todos os ingredientes, mas preciso ir a um lugar que seja uma fonte de poder aqui na cidade. Você poderia me levar a um lugar assim, Rumple?
– É claro que poderia, dear... Por um preço.
Rowena revirou os olhos.
– Ainda com essas frescuras, Rumple?
– Se não quer pagar, então acho que terá que descobrir a fonte de poder sozinha.
Rowena apertou os lábios.
– Tudo bem. Qual é o preço?
– O livro fica comigo.
– O quê? Nem pensar! Você tem ideia do trabalho que tive para pôr as mãos nisso?
– Bom, você é que sabe... – ele começou a se virar, mas Rowena o segurou pelo braço.
– Você pode ficar com as maldições e feitiços que eu já decifrei. O livro não tem utilidade pra você sem o códex, de qualquer forma.
Rumple pensou a respeito. Era óbvio que Rowena pretendia dar um jeito de decifrar o livro sem o códex na Floresta Encantada, então deveria haver uma forma de fazê-lo. Se ele a levasse até o poço dos desejos, poderia dar um jeito de pegar o livro e jogá-la no portal antes que ela pudesse reagir, e depois poderia até dar um jeito de encontrar o códex caso não conseguisse decifrar o livro por conta própria.
– Tudo bem, é um preço aceitável. – ele se afastou do balcão, dirigiu-se à entrada da loja e abriu a porta – Vamos?
–
– Tem certeza de que não tem mais nada que você goste de fazer? – perguntou Belle.
– Sim. Minha mãe tentou me engajar em outros hobbies várias vezes, mas eu só conseguia pensar em arco-e-flecha. – respondeu Merida, e entregou mais um livro para que Belle colocasse na estante.
– A Red me falou desse emprego porque eu gostava muito de ler. Talvez você possa fazer algo relacionado com arco-e-flecha, então. Que tal dar aulas pros moradores?
– Eu não quero dar aulas, quero voltar a Dunbroch e cuidar do meu povo. Só de pensar que um daqueles paspalhos pode começar a dar as ordens por lá...
– Não se preocupe. – Belle colocou a mão sobre o ombro da amiga – Sua mãe vai cuidar das coisas enquanto você estiver fora, e logo daremos um jeito e te mandar de volta pra lá.
Merida sorriu de leve, ao mesmo tempo em que o relógio da torre soou acima das duas.
– Tenho que ir. – disse Belle – Combinei de encontrar o Rumple na loja pra almoçarmos.
– Rumple? Vocês voltaram?
– Tivemos nossas desavenças nas últimas semanas, mas acho que está tudo começando a dar certo de novo.
– Boa sorte, então. – Merida sorriu – Vou voltar para a floresta.
–
– Ok, deixa eu entender uma coisa. – disse Dean, enquanto dirigia – Esse cara, o Sr. Gold, ele é...
– O Rumplestinskin. – respondeu Regina. Ela e Henry estavam sentados no banco de trás do Impala, enquanto Dean dirigia em alta velocidade para a loja do feiticeiro, e os dois tinham que se segurar onde podiam para lidar com os solavancos.
– E você é a Rainha Má.
– Sim, como eu já te disse três vezes. – ela estava começando a ficar irritada com a burrice daquele garoto – Vire aqui.
Dean a obedeceu, e os dois mais uma vez tiveram que se segurar no banco de trás.
– E você acha que a Rowena foi até ele por que...?
– Rumplestinskin é um dos feiticeiros mais poderosos da literatura. – respondeu Sam – Ele transforma palha em ouro e coisas assim.
– Que bom que alguém aqui tem alguma noção. – comentou Regina – É ali – ela apontou para a loja de Gold.
Dean estacionou o carro bem na frente da loja, e os quatro desceram.
– Henry, fique no carro. – disse Regina.
– Mas...
– Sua mãe tem razão, garoto. – interveio Dean – Não sabemos o que esperar disso aqui.
Henry fez uma careta, mas voltou ao Impala, batendo a porta ao entrar e cruzando os braços.
Os três se aproximaram da porta. Dean tinha uma faca de ferro, Sam segurava correntes do mesmo material e Regina andava com as mãos estendidas para frente. Dean encostou-se de lado na porta de entrada, colocou a mão livre na maçaneta e contou até três.
Eles irromperam dentro da loja, prontos para atacar, mas o lugar estava vazio.
– Chequem os outros cômodos. – instruiu Regina.
Sem baixar a guarda, os três reviraram cada canto da loja, mas não encontraram nada.
– Acho que chegamos tarde demais. – disse Regina.
– Tem algum outro lugar em que eles possam estar? – perguntou Sam.
– Eu... Eu não sei... Bem...
Antes que Regina pudesse completar a frase, a porta abriu com um barulho de sino e os três se viraram, prontos para atacar. Uma garota de cabelos castanhos entrou na loja, e assustou-se ao vê-los ali.
– Está tudo bem! – exclamou Regina, e os Winchester abaixaram as armas.
– Regina? O que você está fazendo aqui? E quem são esses? – perguntou a garota.
– Belle, não temos tempo para explicar. – disse a Rainha Má. Dean virou-se para Sam e murmurou “Belle” com um sorriso brincalhão nos lábios – Você sabe onde o Rumple está?
– Eu... Eu não sei, esperava que ele estivesse aqui... – ela murmurou, confusa – O que está acontecendo?
– Esses rapazes aqui estão caçando uma bruxa muito poderosa, e achamos que o Rumple pode estar ajudando-a. – explicou Regina.
– Você sabe de algum lugar que eles poderiam ir para abrir um portal pra Floresta Encantada? – perguntou Sam.
O olhar de Belle passou rapidamente pelos três.
– Bem... Tem o poço dos desejos, mas...
– Isso! Como eu não pensei nisso antes? – exclamou Regina.
– Mas Regina, o Rumple não faria isso. Ele realmente mudou. – insistiu Belle.
– Você tem certeza? – a Rainha Má ergueu uma sobrancelha, e Belle engoliu em seco.
– Você sabe onde fica esse poço? – perguntou Dean a Regina.
– Sei muito bem. Mas estamos longe.
A porta se abriu mais uma vez, revelando Henry, que estivera escutando tudo do lado de fora.
– Meus avós estão na casa da minha mãe, é mais perto.
– Henry, eu te mandei ficar no carro! – exclamou Regina.
– Estou confuso, você não é a mãe dele? – perguntou Dean.
Regina suspirou.
– É complicado. Eu vou ligar pra Mary Margaret, vamos indo.
– Eu vou com vocês. – disse Belle, e Regina assentiu.
–
– Tudo bem, estamos indo. – disse Mary Margaret e desligou o telefone – Era a Regina. Parece que o Gold está ajudando uma bruxa chamada Rowena a abrir um portal pra Floresta Encantada, e precisamos impedi-la. Parece que ela tem um livro de feitiços ou algo assim, o que pode virar um problema.
– Sério? – exclamou David – Não podemos ter uma semana de folga?
Mary Margaret suspirou.
– Pois é.
– Eu vou. Você fica aqui cuidando da Emma e do Neal.
– Não, David, não posso deixar você ir sozinho.
Ele colocou as mãos nos ombros dela.
– Alguém tem que ficar aqui e cuidar do bebê, e eu não acho que a Emma está em condições de fazer isso.
Mary Margaret suspirou.
– Você tem razão.
David beijou os lábios dela e se afastou.
– Minha espada está no carro. Eu vou ficar bem, não se preocupe.
– Tome cuidado.
–
– Onde está? – perguntou Rowena, quando aterrissou na floresta. Rumple os havia transportado para lá.
– É logo ali. – Rumple apontou para uma clareira no meio da floresta, e Rowena avistou o poço do qual ele havia falado. Ela se preparou para andar mais rápido, mas assim que deu o primeiro passo, uma flecha cortou o ar em sua frente, atingindo uma árvore em cheio.
Os dois se viraram imediatamente, e se depararam com Merida, o arco em punho, e uma flecha pronta para ser disparada.
– A primeira foi só um aviso. Quem é você? Aonde vocês estão indo?
– Merida... – murmurou Rowena.
Merida engoliu em seco e puxou a flecha para trás.
– Como você sabe meu nome?
– Como eu não saberia seu nome depois de todas as vezes em que você me procurou?
Merida abaixou o arco, confusa.
– Como assim? Eu nunca te vi antes.
– Ah, você me viu várias vezes, querida. – Rowena se aproximou dela – Mas eu estava com uma aparência um pouco... Diferente dessa. – Merida não reagiu – Aqui. – Rowena procurou algo em sua bolsa, e então estendeu um bolinho para Merida.
– Vocês se conhecem? – perguntou Rumple, mas nenhuma das duas respondeu.
Merida ergueu o arco novamente, assustada, e Rowena deu um passo para trás.
– Como você conseguiu isso?
– Eu fiz, ora.
– Isso... Isso não é possível. Esse bolo é igual o da... bruxa... – sua voz foi diminuindo cada vez mais. Rowena sorriu para ela – Não! Você não é a bruxa que eu conheço! Ela é pequena, e velha, e...
– Como eu já disse, você me conheceu com outra aparência. Mas eu já dei um jeito naquilo. Agora abaixe esse arco e me ajude a abrir um portal de volta pra casa. Seu reino deve estar precisando de você, não? Mal foi coroada e já desaparece, assim. Pode começar outra rebelião.
Merida abaixou o arco de vez.
– Você vai... Abrir um portal de volta?
– Sim, mas precisamos nos apressar.
– Eu vou poder ver minha mãe? Meus irmãos?
Rowena assentiu, com um sorriso.
Merida respiro fundo e olhou para Rumplestinskin, que assistia a cena de uma certa distância. Mesmo que Belle tivesse voltado a confiar no feiticeiro, ela não conseguia esquecer tão facilmente o covarde que havia treinado sob as ordens de Emma. Além disso, o que a bruxa estava fazendo ali? E como havia ficado tão mais nova e bonita? Havia algo errado naquela situação.
Mas, ao mesmo tempo, tudo que ela mais queria naquele momento era voltar para Dunbroch. O assassino de seu pai, Arthur, já havia sofrido o suficiente, e ela não sentia mais necessidade de vingança. Tudo que queria era ouvir as risadas de seus irmãos novamente, e sentir o perfume amadeirado da mãe. O que eles estariam fazendo naquele momento? Será que alguém havia tentado usurpar o trono, mesmo depois de jurarem sua lealdade a ela?
– Ok. Vá em frente.
Rowena assentiu e correu até o poço. Rumple e Merida vieram caminhando atrás dela.
–
Dean estacionou o Impala no acostamento. Eles teriam que seguir o resto do caminho a pé.
Regina desceu do banco de trás e virou-se para Henry.
– Me desculpe, querido, mas dessa vez eu vou ter que fazer você ficar.
– O quê?
Regina saiu do carro e fechou a porta atrás de si rapidamente. Ela esticou as mãos para a frente e as separou lentamente, cobrindo o Impala com uma luz alaranjada.
– O que diabos ela está fazendo com a minha bebê? – exclamou Dean e tentou impedi-la, mas Sam o deteve.
– Não se preocupe, seu carro ficará intacto. – disse Regina – É só uma barreira pro Henry não conseguir sair.
– Mãe! – exclamou Henry de dentro do carro, batendo no vidro.
– Me desculpe querido. – ela se virou para o resto do grupo – Vamos nessa.
–
– Sim! Sim, isso é perfeito! Posso sentir a energia emanando desse lugar. – Rowena sorriu de orelha a orelha, passando as mãos nas laterais do poço.
A bruxa abriu a sacola que havia trazido e tirou os ingredientes necessários, colocando-os na borda do poço. Sem tempo a perder, começou a misturá-los na ordem e proporção correta, checando o Livro eventualmente.
– Pare imediatamente! – gritou uma voz masculina, e os três se viraram. Era David, e ele segurava sua espada.
– Ótimo, mais um pra nossa festinha. – murmurou Rumple.
– David, espere! – exclamou Merida.
– Merida? O que você está fazendo aqui? – ele parou, confuso.
– Por favor, não faça nada. Eu conheço essa mulher, ela me ajudou várias vezes. Ela vai me levar pra casa!
– Merida, você não sabe o que está falando. Eu não sei quem você acha que ela é, mas essa mulher é do mal. Esse livro que ela está segurando é muito poderoso, ela não pode levá-lo à Floresta Encantada.
– Mas eu tenho que proteger meu reino! – exclamou a garota.
– Nós vamos dar um jeito de te ajudar depois, mas agora precisamos detê-la!
Merida ponderou por um segundo. David talvez estivesse certo, mas ela não podia arriscar. Não podia jogar fora uma chance certa de voltar para seu reino em nome de uma possibilidade tão vaga. Ela pôs o arco de lado e sacou sua espada.
– Sinto muito, David. Preciso fazer isso.
David e Merida correram um na direção do outro e se chocaram. As espadas dos dois bateram uma contra a outra, e o barulho do metal ecoou por toda a floresta. Eles continuaram se atacando e desviando, enquanto Rowena terminava de misturar os ingredientes.
– Eu não quero lutar com você, Merida. – ele disse.
– Eu também não ia querer lutar comigo. – ela respondeu.
– Está pronto! – a voz de Rowena ecoou ao longe, chamando a atenção de David. Merida aproveitou-se daquele momento para golpeá-lo com o cabo da espada, derrubando-o no chão.
–
– Rowena, my dear, espero que você não tenha se esquecido do nosso acordo. – disse Rumple, aproximando-se da bruxa.
– Oh sim, não esqueci. – ela abaixou-se e pegou algumas folhas de papel na bolsa, depois entregou-as a Rumple – Aqui estão os feitiços que já decifrei.
– Muito obrigado.
– Agora, se me permite... – ela jogou os ingredientes no poço e, com o livro na mão, começou a recitar um encantamento.
–
Merida aproximou-se de David com a espanha em punho, enquanto ele arfava no chão.
– Eu não quero te machucar David. Por favor, não se mova.
– Merida, pare! – ela se virou ao ouvir a voz de Regina.
A Rainha Má se aproximava com Belle e os irmãos Winchester. Merida afastou-se de David e ergueu a espada na direção dos que se aproximavam.
– Não se aproximem! – exclamou a garota.
– Deixa que eu dou um jeito nisso. – Dean sacou a arma e atirou. A bala passou de raspão no ombro de Merida, e ela gritou, derrubando a espada no chão.
– Que tipo de artefato é esse? – exclamou a garota.
– Bem-vinda ao século 21, queridinha. – respondeu Dean – Não se mova, ou a próxima vai ser num órgão vital.
Merida engoliu em seco, mas permaneceu onde estava.
Sam correu na direção de David e ajudou a levantá-lo.
– Você está bem? – perguntou.
– Sim. Vocês são os rapazes que a Regina falou? – perguntou David, e Sam assentiu – Ótimo.
De repente, uma enorme rajada de vento os atingiu, forçando todos a protegerem o rosto. Eles olharam para a direção do poço, que começava a emanar uma luz muito forte.
Regina olhou em volta.
– Cadê a Belle? – ela gritou, em meio à ventania.
– Acho que ela foi atrás do Rumplestinskin! – respondeu David.
Regina bufou e sal correndo na direção da luz Dean olhou para Sam, e indicou para que ele fosse com ela. Sam assentiu e correu também.
–
– Rumple? – exclamou Bella. Seus cabeços balançavam selvagemente e era difícil se locomover com aquela ventania. Ela mal conseguia definir se a figura em sua frente era realmente seu marido.
– Belle? – Rumple ficou assustado de verdade – O que você está fazendo aqui?
– O que você está fazendo aqui? O que está acontecendo Rumple! Achei que você tinha mudado!
– Belle, não é o que você está pensando, eu juro!
– Você nunca vai mudar, não é, Rumple? – ela tinha lágrimas nos olhos.
– Belle, querida...
A luz que saía do poço se transformou redemoinho azulado que ia até o céu, e todos olharem para aquela direção.
– Isso! – exclamou Rowena.
Ela esticou a mão para pegar o livro, mas Rumple foi mais rápido. Ele esticou a mão na direção dela, e o livro voou até ele.
– Rumplestinskin, o que está fazendo? – gritou Rowena.
– Sinto muito, Rowena. Mudança de planos.
– Você não sabe com quem está se metendo, Rumple...
– Parem! – exclamou Regina. Ela segurava a varinha do Aprendiz.
Rowena comprimiu os olhos e reconheceu a varinha imediatamente.
– Quem é você e o que está fazendo com isso?
– Meu nome é Regina Mills, e sugiro que você feche esse portal agora se não quiser sofrer as consequências.
Rowena revirou os olhos.
– Ah, por favor, querida. – a bruxa ergueu a mão na direção de Regina. A varinha foi arrancada à força de sua mão, e pousou diretamente na mão de Rowena – Agora, onde estávamos?
Ela apontou a varinha na direção de Belle, e a garota foi arrastada na direção de Rowena, que envolveu-a com os braços e apontou a varinha para ela.
– Belle! – gritou Rumple.
– Me dê o livro, Rumple! – exclamou Rowena.
– Rumple, me ajude! – gritou Belle, tentando livrar-se das mãos de Rowena.
Rumple observou a cena, e depois olhou para o livro em sua mão. Todos os feitiços do mundo estavam ali, ele só precisava conseguir o códex. Ia ser a pessoa mais poderosa que já existiu. Ele voltou o olhar para Belle. Havia acabado de reconquistá-la, conseguiria abrir mão dela pelo livro? Mas, por outro lado, se se tornasse o feiticeiro mais poderoso que já existiu, poderia dar um jeito de trazê-la de volta, e quem sabe até um jeito de fazer com que ela o amasse para sempre, não?
Antes que Rumple pudesse se decidir, Sam os alcançou, apontando uma arma na direção de Rowena.
– Sam! – exclamou a bruxa ao vê-lo – Como... Quando...?
– Deixe a garota ir, Rowena, você sabe que tipo de bala tem nessa arma.
Rowena engoliu em seco. Eram balas com feitiço para matar bruxas. Ela olhou em volta, desesperada, e seus olhos caíram sobre o portal que havia acabado de se formar. Ela olhou novamente para Rumple, que estava com o Livro dos Condenados. Se ela pulasse, poderia se salvar, mas perderia todos aqueles feitços. Ainda assim, era uma opção melhor do que morrer ali.
Ainda segurando Belle, Rowena pulou dentro do poço. O portal emitiu uma luz ofuscante, e todos tamparam os olhos. Ao ver aquilo, Dean abandonou Merida e correu na direção da luz.
Sam olhou para o portal, e depois para Rumplestinskin, que segurava o Livro dos Condenados. Sem pensar duas vezes, ele atirou, mas o feiticeiro estalou os dedos e desapareceu antes de ser atingido.
– Sammy! – Dean havia chegado à cena e se deparado apenas com seu irmão e Regina.
Sam encarou-o por alguns segundos, e então percebeu que a luz e o vento estavam diminuindo. O portal estava se fechando. Eles nunca mais teriam uma chance de acabar com Rowena.
– Me desculpe Dean! – ele exclamou.
– SAM! – Dean gritou, mas era tarde demais. Sam pulou no portal, que se fechou logo em seguida. A luz desapareceu, e a ventania parou. – Não. – ele correu na direção do posso – Não, não, não não. – ele olhou para dentro do poço. Não havia nada além de água no fundo. – SAMMY!
– O que aconteceu? – perguntou David, se aproximando.
– Ele pulou! – exclamou Dean – Ele pulou, e o portal fechou, e eu não consegui fazer nada, e... – ele ergueu o olhar para a Regina – Você tem poderes, não tem? Não pode abrir outro portal?
Regina comprimiu os lábios.
– Sinto muito, Dean, não há nada que eu possa fazer. Ela levou a única varinha capaz de fazer isso.
– Merda! – ele exclamou e socou a pedra da borda do poço.
Merida se aproximou da cena devagar, com o braço ensanguentado. Ela logo percebeu que o portal havia fechado, e que não havia sinal da bruxa ou de Rumplestinskin.
– Não! – ela choramingou, e deixou-se cair no chão.
Depois disso, ninguém falou mais nada.
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