Omega Gaia - Universo dos Jogos
3 Capítulo 2: Undertale
Notas iniciais
— Eu achei que só nas imagens que os fãs tinham de você seu olho soltava chamas azuis e pá.
— seguinte você acumulou magia por durante vinte e quatro anos e finalmente conseguiu um jeito de soltá-la. imagine uma grande almofada de pum lotada de ar dentro, mas ela foi mal fabricada e é completamente vedada e ela vai acumulando mais e mais ar ao longo dos anos, mas ela consegue esticar de forma que não se rompa. e agora, o olho que nós dois estamos compartilhando é como se alguém tivesse usado uma agulha e feito uma abertura, permitindo que todo o ar acumulado saísse aos poucos. sua mana fez isso com a forma do elemento que sua alma tem afinidade.
— Então meu elemento de afinidade é fogo... E hey, espera. Você não era pra ser preguiçoso? – Cocei a cabeça em dúvida, mas ele respondeu com suas cavidades oculares ficando completamente escuras enquanto ele sorria.
— Se você ficasse sem informação sobre sua magia, você iria queimá-la por completo sem nem fazer ideia de como controla-la. E com isso, todos aqui dentro morreriam. – Na boa, eu não sei que bicho mordeu ele, mas faz sentido. – Por exemplo, você mal queimou uma parte da sua mana, e já desmaiou, te levando até aqui de novo. por isso... tenta se manter vivo até pelo menos eu sair daqui. você vai ter meu agradecimento, quem sabe damos uma passada no grillby’s. posso garantir que é um lugar bem movimentado, afinal, foi parar em uma dimensão diferente. – Senti minha alma doer por dentro depois dessa.
— Certo, vou tomar cuidado com a minha magia. E quanto ao acesso aos seus poderes, imagino que eles custem muita mana e stamina, então vou maneirar bastante pra não dormir no ponto e cortarem minha participação. – Eu percebi ele ficando com uma expressão séria.
— V o c ê e n t e n d e m u i t o b e m d i s s o , n ã o é ? – E após isso, ele estendeu a mão em minha direção, e a última coisa que lembro foi acordar da mesma forma que o momento.
— Hn... Amor...? – Era a Bella ainda abraçada na minha cintura, ela estava com uma cara de sono muito fofinha, mas aos poucos ela se ajeitava bocejando, e então ela riu um pouco após eu abraça-la e puxa-la pro meu colo, quase como uma criança. – Amor, você não vai acreditar no sonho que eu tive.
— Deixa eu adivinhar, você sonhou com sete vultos? – Eu ri, mas com um certo receio, mas ela arregalou os olhos um pouco incrédula.
— Como você sabe momor? Ah, mas non eram sete, eram oito! E uma delas era a Toriel, acredita? – Ela riu, roçando o rosto em meu peito, cheia de preguiça. – Ela falou em algumas coisas estranhas sabe? Como proteger uns vários mundos... Usar o poder... das almas deles... e... – Okay, balança-la enquanto ela contava sobre o sonho foi uma má ideia. A pequetuchinha voltou a dormir e eu não pude evitar de dar uma leve risada.
Levantei da cama dando o meu melhor pra não acordar a minha pequenininha. Sei de um truque de colocar o meu travesseiro no lugar onde ela abraça, porque assim ela só percebe depois de alguns minutos, hahaha! Então, assim que me arrumei e escovei os dentes, fui para tomar o café da manhã, e vi meu irmão gargalhando.
— Mas do que ‘cê tá rindo? – Eu cocei a minha nuca enquanto entrava na cozinha. Meu irmão estava conversando com uma garota de cabelos rosados, mais ou menos no tom de sakura durante a época de hanami. Ela tinha um kimono muito tradicional, mas o bizarro, é que ela tinha uma cauda e orelhas de raposa, e elas se mexiam, meio que, é, realmente se mexiam, e não parecia mecanismo. – Caralho, eu só posso ter bebido. – Eu pensei em voz alta, mas já imaginando do que se tratava.
— Cara, esse presente seu e da Bella é muito bom! Mas me fala aê, que tipo de mensagem subliminar vocês fizeram pra me fazer ter aquele sonho meio maluco com aqueles seis vultos e o Frisk de Undertale? Sério, ‘cês poderiam ter escolhido algum outro pra começar, mas até que foi divertido hahahah! – Ele riu de novo, enquanto a guria de cabelos rosados gargalhava. – E quanto a essa “kitsune” aqui, ela disse que temos que salvar o mundo de cada um dos jogos dos personagens que estão nas nossas almas, cara, isso deve ser um presente do caralho, mas não é um pouco acima do que você realmente consegue montar?
Na boa, eu não sabia explicar, até que encontrei em minha mente perversa um jeito. Minha íris esquerda acendeu naquele tom de ciano que oscilava com amarelo também, e por não ser mais uma surpresa tão grande, não queimei minha mana junto. Uma aura azul envolveu a caneca dele, e eu estendi o indicador da canhota, jogando Nescau no rosto dele, que tossia de imediato enquanto me olhava de forma irritada.
— Tá de sacanagem cara?! Porra tem necessida... Hum... Ok, acho que entendi o que você queria dizer. Então ela... – Ele apontou para a kitsune de cabelo rosa.
— Yup, guria real. Nunca vi na vida. – Meu olho voltou à coloração normal.
— Meu nome é Mayumi mas podem me chamar de Mayu, eu sou a guia de vocês por Omega Gaia, a Terra que está sendo consumido pelas trevas da imaginação de vocês e engolindo outros mundos pelo excesso de poder. – Ela falou enquanto continuava a comer do café da manhã.
A Bella estava entrando na cozinha nessa hora, me procurando, mas ela parecia ter ouvido a história da Mayu e por algum motivo, parecia levar mais a sério do que nós todos, e a tal Mayu olhou para a Bella, como se soubesse algo que eu não soubesse. Então, senti meu olho esquerdo arder e uma imagem foi queimada em minha memória: A Bella. Com os olhos completamente vermelhos. Esfaqueando todos os monstros do Underground e gargalhando com as mãos empoeiradas por suas almas. Mas tinha algo mais em seu rosto e suas mãos. E era sangue humano.
Meu sorriso sumiu na hora, e ela me olhou preocupada, segurando minha mão, me causando um forte arrepio. – Amor, quer tomar um café da manhã bem gostoso com a sua gatinha? Depois podemos tentar entender o que tá rolando... – Sete almas... Eu tenho sete almas, o aniki tem sete almas, mas a Bella tem oito... E essas visões e sonhos têm de estar ligados. Tem algo muito errado rolando, e querem usar a minha pequena como ferramenta para esse esquema sujo. No meu tempo não, filho da puta. – Amor, você parece mais pálido que o normal... Está tudo bem?
— Tá sim! Eu só estou meio cansado mesmo por ter que ficar ninando uma criancinha até as tantas da manhã, sabe? Haha! Qual é? Vamos tomar logo esse café, tem umas paradas que quero testar!
— Assim que se fala! – Falou a Mayu, devorando quase tudo da mesa de café da manhã posto até agora.
Até que, pra uma apresentação bizarra, ela se sentiu muito a vontade com a gente bem rápido pra estar comendo de forma tão relaxada. Mas sem mais delongas, eu e o pessoal tomamos nosso café, ou o que sobrou dele.
— Tem certeza que isso é seguro? – Perguntou a Bella com um visível receio.
— Isso vai ser do caralho! – Eu comentei com um sorriso de orelha a orelha.
— Err... acho que isso pode realmente ser considerado treinamento... de uma certa forma. – Comentou a Mayu.
— Tá de sacanagem?! – Gritou meu irmão, com um alvo desenhado na camisa.
Sim. Eu fiz um alvo na camisa dele e propus de treinarmos nossos poderes colocando à prova contra o aniki, e como o poder dele é determinação, se der merda, ele volta.
— Pronto? – Fechei meu olho direito e acendi o esquerdo, abrindo a palma canhota, estendendo o indicador para ele, e sem demora, ele reagiu com um olhar determinado e um sorriso de canto.
— Manda ver.
Cinco ossos surgiam atrás de mim, pareciam úmeros, mas não sou muito bom de anatomia, saca? Enfim, os cinco ossos foram arremessados um de cada vez e eu consegui notar uma ALMA vermelha em forma de coração se formando no peito do meu irmão, e ele correu, desviando dos cinco ossos que cravavam no chão. Ele corria em minha direção com o punho preparado para um soco e eu apenas inclinava o corpo pra trás, evitando o primeiro golpe, mas ele virava-se preparando um chute alto, enquanto eu apenas levitei para trás, evitando novamente o impacto.
— Amor... Por ser a alma do sans não é melhor tomar cuidado em ser acertado? – A Bella realmente demonstrava preocupação em seus olhos, então eu conseguia sentir minha pequena realmente ali.
— Você acha que eu vou ser acertado por movimentos tão lentos? – Ergui uma sobrancelha, com minha íris pulsando em cor viva novamente, tornando a ALMA em um tom azul, e quando eu movia a mão para o lado, meu irmão saía voando com força total contra uma árvore, chegando a racha-la.
Meu irmão tossia então, sorrindo enquanto tirava a poeira do corpo. – Ah, mas agora que eu te pego, seu merdinha! – Ele avançou novamente, mas honestamente, não é que os golpes dele fossem lentos, mas era como se eu conseguisse ver pelo menos dois segundos antecipado do golpe dele e já pudesse me preparar para esquivar.
— Vocês... Tem poderes faz nove horas e já estão tentando se matar sem piedade? – Comentou Mayu com uma gota de suor escorrendo de sua testa, com a situação que estava visivelmente tensa para nossas espectadoras.
Segurei um soco do meu irmão com a canhota, vendo que minha resistência ainda havia se mantido a mesma, ou talvez tenha melhorado com magia e a força do meu irmão também em um mesmo nível, então não dava pra ter certeza. Correspondi com um chute no peito, conectando com minha telecinese arremessando-o contra uma árvore novamente. Desta vez, meu olho se manteve aceso, conforme eu movia rapidamente minha mão, fazendo-o quicar de árvore em árvore, e ele se apoiava com os pés pra diminuir o impacto. Levantei então minha mão direita, e onde eu o arremessava, começaram a crescer ossos afiados, forçando-o a melhorar os métodos de desvio dele.
— Eles realmente estão tentando se matar? Eles estão né? – Mayu virou para a Bella, parecendo bem encucada com aquilo.
— Precisamos salvar vários mundos, não é? – Falei.
— Se precisamos, tanto ele precisa ficar mais forte treinando, quanto eu preciso ficar mais forte que isso se eu quiser desviar de tudo o que vem pela frente. – Meu irmão completou.
— Tá, mas e quanto a ela? – A Mayu aponta para a Bella, e eu sorrio quando vejo a reação da minha pequena, não sabendo direito como reagir.
— E-eu quero ficar mais forte, mas... Eu nunca conseguiria ferir vocês dois... – Falou a Bella, olhando para o lado.
— Relaxa momor, eu consigo enxergar o que vai me acertar com tranquilidade. Conseguirei desviar de boas, relaxa! – Eu abri um animado sorriso, desviando do golpe surpresa que meu irmão tentou me acertar, invocando um canhão feito de ossos em formato de um crânio que mais parecia o de alguma espécie bizarra de cão, disparando um raio no peito dele, tacando-o contra uma árvore.
— Se você diz... – Notei um sorriso inocente no rosto dela, e antes que eu percebesse toda aquela situação tranquila me fez ficar distraído o suficiente pra ser cercado por chamas mágicas, que se aproximavam de mim à uma velocidade absurda. Eu saltei pra evitar, mas as chamas continuaram a me perseguir enquanto mãos mágicas surgiam, tentando me acertar. – O que foi amor...? Esse é seu melhor em fugir?
Eu senti calafrios ao ouvir isso, mas usei parte da minha mana para me teleportar para longe do ataque. Ela então estendeu as duas mãos e rajadas de bolas de fogo voaram de todas as direções me cercando. Eu não sei por quantos minutos eu me teleportava, mas meu irmão ainda estava completamente inconsciente por causa do meu ultimo golpe, já eu, estava ficando desesperadamente cansado, e aquela garota-raposa de cabelos rosados apenas estava rindo junto com a Bella, que gargalhava a cada golpe que estava sendo lançado contra mim, até o momento em que não consegui desviar.
— Finalmente. – Sorriu Mayu conforme uma bola de fogo abria um buraco do meu peito às minhas costas, e as outras acertavam meu corpo, começando a me incandescer. A dor... Como descrever? Ser queimado vivo pela minha esposa enquanto ela ri de forma maníaca enquanto meu sangue nem sequer escorre... Eu fiz a única coisa que eu pude pensar.
Mirei no peito do meu irmão e disparei um simples e solitário osso afiado, era a única coisa que eu poderia evocar com a minha mana atual. “ele está fraco demais pra conseguir lembrar dos resets que ele der por agora. não se preocupe, nem do treinamento ele vai lembrar.” Okay, se eu ouvi o sans, quer dizer que minha consciência também está falhando. Senti alguns órgãos estourando pelo calor, mas a ALMA no peito do meu irmão foi perfurada e se quebrou, enquanto meu corpo atingia o chão em um som surdo e minha visão se escurecia.
— Amor... Amooor... Amor? – A Bella estava me olhando, do lado da Mayu e do meu irmão com a camisa marcada com um alvo. – Tem certeza de que isso é seguro?
— Err... acho que isso pode realmente ser considerado treinamento... de uma certa forma. – Mayu comentou da mesma forma que antes, sem levantar nenhuma suspeita contra ela, parecendo que nem faz ideia do que poderia acontecer... Realmente, como nenhum de nós suspeitou da garota bizarra que invadiu a casa e sabia todos os nossos nomes sem nem perguntar?
— Tá de saca– – Eu não o deixei completar a frase.
— Não. Péssima ideia. – Meu olhar caído era evidente, mas eu não liguei, e apenas coloquei meu hoodie conforme comecei a caminhar até a porta. – Afinal, ainda temos que entrar no Underground e solucionar todos os problemas deles, não é? Acontece que eu já sei onde é, e o problema dos universos eu tenho certeza que é o bom e velho clichê: Bonzinhos viram maus, malvados continuam maus. – Sério, nada melhor pra quebrar um espírito do que ver aquela cena se repetir uma infinidade de vezes no curto espaço de tempo dentre o mundo voltar para o ponto de “SAVE”.
— Lá vai ele brincar de “edgy”. Sério cara, você não sabe ser menos estraga prazeres? – Meu irmão pôs a mão em meu ombro, e eu me virei com meu olho esquerdo aceso em ciano.
— V a m o s l o g o. Eu preciso descobrir como resolver algo.
Eu não conseguia olhar a expressão da Bella. Eu sabia que dentro dela, ela ainda estava lá, mas se ela usasse magia, aquele ser maligno que eu conheço bem, Chara, velha amiga, iria tomar controle de seus sentidos como havia feito há... Será que é certo contar cinco minutos atrás, sendo que eu morreria daqui há dez minutos? Enfim. Preciso arrancar a alma dela de dentro da minha pequena, o mais rápido que possível, e o único jeito era...
— Eu conheço um atalho, venham comigo. – Eu caminhei em direção à porta, mas quando fui seguido, ao invés de entrarmos em casa, estávamos na frente do enorme buraco que levava ao interior do Underground. – É muito conveniente ter essa habilidade. “Voltar para um lugar que já fomos.”
Rodrigo e Bella me olharam como se estranhassem algo, e eu mesmo estranhava. Quanto mais eu usava daqueles poderes, mais eu tinha a triste sensação de ter vivido tudo o que vem pela frente... Mas não mostra nada além deste mundo em particular. O que será que isso significa? Sem ter a resposta, fecho os olhos e deixo meu corpo cair no profundo buraco até sentir meu corpo cair em várias flores douradas, seguido por meu irmão, a minha pequena e a garota-raposa. A queda não chegou a doer, mas não precisei esperar muito após levantar para sentir meu sangue ferver. Ouvi uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar... Por algum motivo.
— Howdy! Me chamo Flowey! Flowey a Flor! E… Parece que temos um bom número de convidados.
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