Notas iniciais
Então, pessoal. Este é o primeiro capítulo. Não sei se ficou muito bom, mas okay. É a minha primeira fanfic que tem pé e cabeça. Não quis descrever muito ele fora da Academia porque, notei que a maioria das pessoas que leem Harry Potter se entediam/entediaram enquanto ele estava na casa dos Dursley.

Acordei com o barulho de uma coruja batendo no vidro da janela. Algo parecia estar errado no meu quarto. Só poderia ser alguma artimanha do meu irmão mais novo, Tierry, que vivia toda sua infância para, de algum modo, me fazer ficar bravo com ele.

Olhei pelo quarto com os olhos semiabertos. O papel de parede vermelho e o piso de madeira traziam um ar rústico e vintage ao pequeno quarto do segundo andar.

Quando levantei-me, percebi que estivera sozinho na beliche que dividia com Tierry, o que era uma surpresa, pois o garoto costumava acordar tarde.

Tomei um banho quente na banheira e vesti um suéter vermelho com um “O” azul desenhado na frente que ganhara de presente de aniversário no ano passado. Logo em seguida forrei as camas ainda escutando o barulho que parecia vir da janela. E vinha.

Destranquei a janela e levantei-a, para que a coruja de asas pretas e olhos um tanto dourados pudesse entrar. Ela jogou a carta em minha cama e, antes de sair bicou meu dedo, fazendo-o sangrar uma minúscula gota de sangue. Isso sempre tinha que me acontecer. Era o cúmulo.

O envelope da carta era preto e tinha um carimbo em que lia-se “Instituto Harley”. De início receei em abrir a carta, mas era inevitável que eu conhecia seu conteúdo.

Já não era sem tempo, a requisição de uma escola de magia. Eu não via hora de estar praticando e aprendendo a controlar minhas habilidades, que por acaso não eram das melhores, já que, só me aconteciam coisas mágicas, quando eu estava com raiva.

Papai já me contara sobre inúmeras academias de magia – inclusive Hogwarts, que era a mais requisitada -, mas nunca me contou sobre nenhum Instituto Harley ou algo parecido. Poderia eu ser tão fraquinho a ponto de ser aceite apenas em uma escola de baixo nível?

Todos eram bons em alguma coisa. Eu sempre parecera ser o único deslocado da família. Papai era ótimo escritor e duelista. Mamãe era a deusa dos encantamentos. George mandava ver no quadribol. Tierry quase conversava com as criaturas. E eu era só o Oliver di Prell que passava todos os dias no telhado da casa na Rua Madame, a espera de uma única coruja trazendo-me uma carta, e parecia que, esta já se encontrava, finalmente, em minhas mãos.

Um baque da porta estremeceu o quarto e me fez deixar o papel cair no chão. George, com seu cabelo preto ralo, e seu nariz moreno um tanto grande entrava no quarto, ainda com aquele cajado idiota de Durmstrang, que parecia um tanto pequeno para todo o físico alto e musculoso de meu irmão mais velho.

-Aí Oliver! – disse informalmente, de modo a quebrar o clima tenso no quarto – Se ainda quiser comer, acho bom se apressar!

-Ahn, estou indo. Eu só vou, hãn...- disse antes de ser interrompido por um “Epa, o que é isso?” de George. – Nada não, é só que...

Mas já era tarde demais. Ele já tinha pego o envelope negro no chão e retirava a carta para ler.

-Por Merlin! – gritou, quase estourando os meus tímpanos.

Papai entrou no quarto correndo como se fosse salvar alguém da forca com sua botina preta e a roupa amarelo-queimado que sempre usava quando socializava com trouxas. A pequena barba preta estava desgrenhada, assim como o cabelo bagunçado e por fim, vendo que não havia nada demais na cena, perguntou:

- O que houve? – sua respiração parecia irregular.

-Richard, querido, o que...- começou mamãe entrando no quarto também, com a mão direita desprendendo seu cabelo pequeno e ruivo que parecia desfocar o rosto cheio de sardas. Ela usava um avental florido que usava quando ia cuidar do jardim.

George mostrou a carta para papai, que pegou-a com uma cara de espanto.

-Milord, q-quero dizer, minha nossa! – disse boquiaberto. Mamãe também ficou pasma, mas não disse nada.

Papai sempre tivera esses ataques de dizer Milord ao invés de algo. De certo, eram lembranças da época em que servia ao Lord das Trevas em favor do feitiço Imperius.

Mas, do que diabos eles estavam falando? Da minha má sorte? Sobre eu ser o único inútil e sem honra da família? Tive uma leve impressão de que era o contrário quando papai começou a abrir um leve sorriso no canto do rosto.

-Pensei que fosse uma lenda! – e então olhou para mim. Os olhos verdes cheios de esperança – Orgulho da família! Meu garotão!

E então todos me abraçaram, menos George que ficou olhando de longe com cara de desprezo. Alguém me devia uma explicação.

-Ela existe! – Lola conjecturou com empolgação – Você está em Harley! Mon Dieu!

-M-mas o quê? – perguntei aflito, sem entender nada, quando desvencilhei-me dos abraços

-Harley é um Instituto de Magia para bruxos muito poderosos, entende? E você é um deles! Harley sempre foi um instituto muito desejado, mas como ninguém nunca teve uma pista real da existência de tal escola, ela foi considerada uma lenda, um mito! – ele explicou, enquanto minha mãe se preocupava em limpar as águas dos olhos azuis esverdeados.

“Segundo alguns teóricos, um herdeiro de Merlin chamado James Harley viajava pelo mundo em busca de bruxos com potencial mais que avançado, verdadeira lendas. E após reunir 5 destes, passou a ensinar-lhes tudo o que sabia, as mais lendárias mágicas. E, então, quando morreu, deixou-lhes de herança todo o eu mágico que possuía e, uma ilha em um lugar desconhecido. Foi então que fundaram o Instituto Harley. E desde então todo bruxo com extremo potencial mágico era enviado pra lá. No entanto, não conhece-se, hoje, nenhum caso de nenhum estudante que tenha ido para lá.”

George soltou uma gargalhada:

-Até parece que um bambi fracote feito o Oliver seria um escolhido dos cinco. – disse com uma cara nem um pouco solene. – Vamos, vamos. Leiam o trote. Digo, a carta.

Eu queria sorrir. Aquilo só poderia ser uma piada. Até parece que eu iria para um instituto lendário. Se bobeasse, nem aquela escola realmente existiria. Peguei o papel um pouco nervoso e comecei a ler em voz alta a escrita fina e enclinada.

Instituto Acadêmico para Bruxos em Potêncial Harley.

Dimensão 4, Porta 3, número 1-100020

Caro Sr. Di Prell,

Viemos por meio desta informar que o Sr. possui, aguardando, uma vaga em nossa Instituição de Ensino. Sendo assim, o Sr. deverá comparecer para o início nossas atividades no dia 05 de Março, ao mais tardar. Tome nota de que a compra de nenhum material será necessário e de que tudo a respeito de nosso instituto deverá ser mantido em sigilo familiar.

Mais informações na Academia.

O Portal – para aqueles que têm interesse — para a dimensão será aberto ás 16h e fechado ás 17h. Pay attention.

Atenciosamente,

Ruff, Gregor, MacQueen, MahValda e Theodor.

Seus diretores de atividades.

Deixei que o pergaminho caísse no chão outra vez. O mundo estava virando de pernas pro ar. Eu estava perplexo. Me belisquei, poderia ser apenas um sonho. Só que não. Chegara então o grande momento de dar uma volta. A volta por cima.

Notas finais
É isso aí. Breve postarei o próximo capitulo. Deixem suas reviews. Agradecimentos especiais pelo meu beta e amigo Vinicius Stecanella.