Olimpo doce Olimpo

14 O último dia, será?


— É minha, Elisabeth. — Disse Anne, puxando uma boneca de pano.

— É minha, Anne. — Disse Elisabeth, puxando a boneca para si. — Solta.

As duas meninas continuavam a puxar a boneca, estavam bravas, gritavam uma com a outra e pediam ajuda para as mães. Anfitrite e Métis se aproximaram, tentando acalmar as filhas.

— Calma, meninas. — Disse Anfitrite, afastando Elisabeth.

— Mas, mamãe. Eu tava brincando com a boneca e aí, a Anne apareceu e tomou ela de mim. — Disse Elisabeth.

— MENTIRA! — Gritou Anne. — Você nem tava ligando para ela, só veio quando peguei a boneca.

— Não grite, Anne. — Métis chamou a atenção da filha. — A Amaltéia fez a boneca para todas brincarem, não precisam brigar.

— Métis tem razão, todas vão brincar com a boneca. Se continuarem a puxando, ela vai rasgar. — Completou Anfitrite. — Cada uma brinca um pouco e quando se cansar, a outra brinca. Pode ser assim?

— Sim. — Disseram as meninas, soltando a boneca.

— Agora, peçam desculpas uma para a outra e deem um abraço. — Disse Métis.

— Desculpa. — Disseram Anne e Elisabeth, se abraçando em seguida.

— Ótimo. Beth, você vai brincar com a boneca e depois vai deixar a Anne brincar. — Falou Anfitrite, entregando a boneca para Elisabeth.

— Por que a Elisabeth vai brincar primeiro? — Perguntou Métis, colocando as mãos na cintura. — A boneca estava com a Anne, então, ela vai brincar primeiro. — Métis pegou a boneca e a entregou para Anne.

— Elisabeth quer brincar primeiro e acho justo ela ficar com a boneca. Depois, a Anne pode brincar.

— E se a Elisabeth brincar e não querer emprestar? Ou querer ficar com a boneca? Como a Anne vai ficar?

— Métis, a Anne vai brincar com a boneca. Se a Beth quiser ficar com a boneca hoje, a Anne pode brincar amanhã. — Anfitrite demonstrava irritação.

Métis também começava a se irritar, e pensou até em retrucar a amiga, mas foi interrompida por Anne:

Mama, por que está brigando com a titia Anfitrite? — A pergunta fez Métis ficar sem jeito de responder.

— Ó, eu e a Anne decidimos que vamos brincar juntas. — Disse Elisabeth. — Não precisam mais brigar, mamãe e titia.

Anfitrite e Métis concordaram, se desculparam e ficaram admiradas ao verem Elisabeth e Anne brincando juntas.

— Essa semana, nós reaprendemos a cuidar dos nossos filhos pequenos. — Começou Métis.

— Mas nós também estamos aprendendo com eles. — Completou Anfitrite. — E se elas resolverem dar um nome para a boneca, acho que já sei quais nomes elas vão colocar.

— Quais?

— Raven ou Malvina.

— Só você mesmo, Anfitrite, para lembrar desse assunto agora.

— A disputa pela boneca entre Elisabeth e Anne, parecia a disputa das duas pelas ilhas Falkland.

— Quis dizer ilhas Malvinas não é, Anfitrite?

As duas se olharam e riram.

...

— Papa, vem aqui. — Disse Helena, ao ver Zeus passando.

Zeus entrou no quarto.

— Bom dia, Helen. — Disse Zeus. — Bom dia, Têmis.

— Bom dia, papa. — Disse Helena.

— Bom dia, Zeus. — Disse Têmis.

— Sabe que adorei ter nossa Helena pequenininha assim? Pude passar mais tempo com ela, já que em breve vou perde-la. — Disse Zeus.

— Nunca vou te deixar, papa. Por que fala isso? — Perguntou Helena, segurando a mão dele.

— Um dia você vai entender.

— São palavras de uma criança, mas a Helen adulta diria o mesmo para você. —Disse Têmis.

Zeus deu um leve sorriso.

— Vamos tomar um café delicioso? — Perguntou Zeus.

— Oba. Eu quero aquelas folhinhas de milho. — Disse Helena.

— De novo? Mas você comeu ontem. — Disse Têmis.

— Mas eu gostei e quero comer de novo.

— Tudo bem, mama vai preparar uma tigela para você.

...

Eles chegaram na cozinha, Helena estava de mãos dadas com os pais e sorria. Têmis e Zeus sorriam para a filha e se olharam sorrindo, lembrando da época em que eram casados, que passeavam assim com Irene e eram felizes. Métis percebeu um certo clima entre os dois.

— Bom dia. — Disse Métis, enquanto preparava tigelas de cereal de bolinhas de chocolate para Francine e Stanley.

Zeus preparou um pão com geleia de amora, colocou o café na xícara e disse que iria para a sala conversar com Poseidon, ele saiu dando um beijo na cabeça de cada filho.

— Fran também gosta dos floquinhos de milho, Métis? — Perguntou Têmis, enquanto preparava a tigela.

— Gosta, mas ela prefere as bolinhas de chocolate feitas de cereal. — Disse Métis.

Francine deu uma colherada e disse:

— E está uma delícia!

— A Helen prefere os floquinhos de milho. — Disse Têmis.

— E também tem joguinhos na caixa. — Disse Helena.

— Ai Métis, vou sentir falta de ver eles assim pequeninhos.

— Eu também. Mas eles têm que crescer, são deuses protetores de nações. —Lembrou Métis. — Mudando de assunto, Têmis. Eu percebi.

— Percebeu o quê?

— Como o quê? O clima entre você e Zeus. Vocês rindo, trocando olhares, sorrindo um para o outro.

— Ora, Métis. Não foi nada demais, eu estava sorrindo porque a Helena e o Zeus estavam sorrindo, apenas isso, não havia romance. Mas sabe que esse momento me fez lembrar de quando eu e Zeus erámos casados? Foram momentos felizes.

— Que você quer revivê-los outra vez. Têmis, desde quando cheguei no Olimpo, eu venho percebendo, os olhares, como você fica tímida perto do Zeus, os sorrisos que ele te dá. Há sentimento entre vocês, um amor, que ficou guardado por tanto tempo, agora está renascendo.

Maman, terminei. — Disse Francine.

— Eu também. — Disse Helena.

— Eu também e quero mais um pouco. — Disse Stanley.

— Você comeu demais, uma tigela está de bom tamanho. — Disse Métis, recolhendo as tigelas. — Mais tarde a mamãe vai fazer um lanche delicioso para você.

Têmis recolheu a tigela de Helena, levou até a pia e começou a lavar, enquanto fazia isso, pensava em tudo que Métis disse, o que sentia por Zeus não desapareceu, ficou guardado, adormecido em seu coração quando se separaram. Anos depois, esse sentimento ressurgiu e conceberam Helena. Voltaram a ficar separados e Têmis guardou esse amor, que parece estar voltando agora. Só de pensar em reviver o romance com Zeus, Têmis sorri e sente suas bochechas ruborizarem.

...

Beatrissa voltou para o Olimpo sorridente e andando como se estivesse dançando.

— Bom dia, Beatrissa. — Disse Ixião.

Guten Morgen, Ixião. Meine mutter und Mein Vater já acordaram?

— Sim. Acabo de vir do quarto deles. Vejo um largo sorriso em seu rosto. Tem a ver com o jornal que está segurando?

— Tem sim. Guten Morgen, Khayna. Guten Morgen, Ciano.

Zao han, Beatrissa. — Disseram Khayna e Ciano.

Beatrissa se encaminhou para o quarto dos pais. Quando chegou, eles estavam brincando com Delayoh.

Guten Morgen. — Disse Beatrissa, entrando no quarto.

Guten Morgen. — Disseram Frizioh, Hera e Delayoh.

— Que bom que voltou, tochter. Como vai a Bélgica? — Perguntou Frizioh.

— Está tudo bem, Vater. Resolvi os problemas que me passou. — Respondeu Beatrissa. — Mas não vim aqui para falar da Bélgica, vim para dar uma notícia para meine mutter. — Beatrissa entregou o jornal para a mãe.

Hera agradeceu à filha e pegou o jornal. De repente, ela deu um grito que ecoou por todo o Olimpo.

— Depois da queda do muro e uma árdua reconstrução, voltamos ao top 10 da economia mundial. — Disse Hera.

— Parabéns, meine liebe. — Frizioh a beijou.

— O que foi, mutti? — Perguntou Delayoh.

— Nossa Alemanha cresceu, totcher. — Hera fez um carinho no rosto da filha.

...

Depois de um tempo, Hera, vestida em um vestido longo com decote nas cores da bandeira alemã, preto, vermelho e dourado e a maquiagem tradicional, sombra preta e batom vermelho, foi para a cozinha com os filhos.

— Crianças, o que vão querer para o café da manhã? — Perguntou Hera, prendendo os cabelos em um coque baixo. — Podem pedir o que quiserem.

— Eu quero panqueca com chocolate e leite com achocolatado. — Respondeu Ciano.

— Eu também! — Disseram Khayna e Delayoh.

— Muito bem, vamos às panquecas! — Disse Hera.

Hera começou a preparar o café dos filhos, colocou a massa em frigideiras, enquanto esperava a massa ficar no ponto, ela preparou os copos de leite com achocolatado. Zeus chegou à cozinha com Germano.

— Mamãe! — Disse Germano.

— Bom dia, meu Germaninho. Quer uma panqueca? — Perguntou Hera, enquanto, usava a levitação, para virar as panquecas.

— Siiim! — Respondeu Germano. — Quer também, papai?

— Não filho, obrigado. Bom dia, Hera. — Disse Zeus.

— Bom dia, Zeus. — Respondeu Hera. — Ih, não tem creme de avelã com chocolate aqui. Não tem problema, eu arranjo um.

Hera estalou os dedos e apareceu um pote de creme de avelã com chocolate bem cheio, ela começou a espalhar o creme nas panquecas.

— E aí Lilica, como está? — Perguntou Zeus, fazendo um carinho na cabeça da filha.

— Eu estou muito bem, vater. Não tô com febre mais. — Disse Delayoh.

— Isso é muito bom. Hera queria te dar parabéns, vi a reportagem no jornal.

Danke. Viu só? 6ª economia mundial e tende a crescer ainda mais. — Disse Hera.

— Eu achei que cresceu rápido demais, chega até ser assustador.

— Ficou assustado?

— Não. Eu não, mas restante do mundo parece ter ficado. A Alemanha acabou de ser reunificada e já é uma potência, isso assusta a qualquer um. Menos eu. — Zeus disfarçou.

— Isso é mérito do povo alemão. Depois que o país foi reunificado, trabalhamos muito para colocar nossa nação no cenário mundial outra vez. Qualquer dia desses aparece por lá, para ver nosso crescimento.

Só de pensar em ir para a Alemanha, Zeus ficava aterrorizado, ele não falou com ninguém, nem com sua mãe, nem com Amaltéia, mas Zeus morre de medo da Alemanha. Ele ainda se lembra do tempo que passou por lá, como o país era estranho, crescia economicamente muito rápido. Hera desconfia um pouco disso, fica tentando Zeus, falando para ele ir na Alemanha e se diverte com a cara de assustado dele.

...

Elisabeth e Anfitrite apareceram na sala com as caras maquiadas.

— Anfitrite, o que aconteceu? — Perguntou Irene.

— Estávamos brincando de maquiagem, Beth adorou. — Disse Anfitrite.

— Mamãe me maquiou, fiquei bonitinha. — Disse Elisabeth, sorridente.

— Ficou sim. Anfitrite você também foi maquiada e ficou bonita também.

— Obrigada Irene, tive a melhor maquiadora. — Anfitrite deu vários beijos no rosto da filha, a fazendo rir.

— Também quero brincar de maquiar. — Disse Francine.

— Sua mamãe vai adorar. — Disse Anfitrite.

Métis chegou com Anne no colo.

— Que agitação é essa gente? — Perguntou.

Maman, brinca de maquiar comigo? — Perguntou Francine.

— Também quero brincar. — Disse Anne.

— Está bem, a mamãe vai maquiar vocês e deixa-las lindas. — Disse Métis.

— Não, Métis. A brincadeira é elas maquiarem você. — Disse Irene.

— Oh minha nossa, então tá, vamos a maquiagem.

Mais gente se aproximou, Têmis, Hebe, Demeter, Héstia, Ilitia, Beatrissa, Amimone, Stela e Iris quiseram entrar na brincadeira, Afrodite, apesar de suas filhas não estarem pequenas, e Hera com Khayna, Delayoh e Germana.

— Está bem vamos organizar. Métis vai ser maquiada pela Fran. Anfitrite pela Beth. Amimone pela Stela. Héstia pela Poly. Hebe pela Germana. Têmis pela Helen. Irene pela Anne. Demeter pela Raicca. Beatrissa pela Ivana. Ilitia pela Khayna e Hera pela Delayoh. — Disse Afrodite.

— Não vai participar, Dite? — Perguntou Demeter.

— Não tenho pequenas para me maquiar. — Respondeu Afrodite.

— Eu posso te maquiar, já que a minha mamãe está com a Stela. — Disse Iris.

— Jura, Iris?

— Juro. Vai ficar bonita, Afrodite.

Afrodite ficou radiante. Anfitrite limpou a maquiagem que foi feita anteriormente. A brincadeira começa, as pequenas olhavam as caixas de maquiagem e pensavam em como vão pintar suas mães. Stela quis passar uma base em Amimone, pegou o pincel e espalhou no rosto da mãe, só que era muita base, deixando o rosto da mãe marrom.

— Amimone está parecendo que saiu da lama. — Disse Anfitrite, rindo.

— Fique quieta. — Retrucou Amimone.

Francine deixou a cara de Métis branca com o pó de arroz. Iris coloriu a cara de Afrodite com várias cores. Polyana achou que o lápis de olho era lápis de colorir e desenhou no rosto de Héstia. Ivana carregou na sombra em Beatrissa. Raicca preferiu passar um gloss bem molhado em Demeter. Helena escolheu um batom muito rosa para a mãe. Elisabeth queria ver Anfitrite com muito blush no rosto. Germana gostou da ideia e fez o mesmo com Hebe. Khayna e Delayoh estavam se saindo muito bem, maquiavam Ilitia e Hera com toda a segurança.

...

Enquanto as meninas brincavam de maquiar, os meninos brincavam de futebol, chutavam a bola, se divertiam, os pais os observavam e comentavam.

— Bom drible, filho. — Disse Zeus. — Brandon parece um craque de futebol.

— É mesmo, ele tem habilidade com a bola. — Disse Príamo.

— Também, é o deus protetor do país que é penta campeão mundial e da copa américa. Falei isso alto?

— Não. Por que diz isso, mano? — Perguntou Poseidon.

— Porque Hera e Delayoh não gostam de ouvir que a seleção brasileira está bem. A seleção alemã vai mal, não conseguiu ganhar a Eurocopa, pior, foi eliminada na primeira fase e elas não esquecem que perderam a chance de ganhar um mundial. Mas, como sempre, a melhor seleção do mundo venceu. Ninguém bate a seleção canarinho.

— Mano, eu acho que não devia ficar se vangloriando com a seleção brasileira. Não acho que a seleção brasileira seja imbatível, confiança em excesso pode dar margem para um grande vexame.

— Poseidon está certo, Zeus. Conheço a Hera há um bom tempo e já aprendi que ela não gosta de perder e pode querer uma revanche. Oportunidade não vai faltar, copa das confederações ano que vem, copa do mundo daqui a dois anos. — Disse Príamo.

— Eu confio na seleção, aposto que vai ganhar a copa das confederações e a copa do mundo, até ganhar as próximas edições. — Disse Zeus.

— Papai, papai, você viu o gol que eu fiz? — Disse Gálio.

— Eu vi filho, foi um belo gol. — Disse Poseidon.

A brincadeira com maquiagem termina, Delayoh e Hera vão para sala e a pequena se interessa pelo futebol. Ela se aproxima dos meninos.

Hallo, posso jogar? — Perguntou Delayoh.

— Claro maninha, pode vir. — Disse Germano.

— Não pode não. — Disse Brandon.

— Por que eu não posso? — Novamente Delayoh perguntou.

— Porque você é menina e menina não brinca de futebol.

— Nada a ver Brandon, a Beth joga e ela é menina. — Disse Gálio.

— Tá, mas acho que não vai saber jogar, a seleção dela é ruim, não ganhou nada até agora, perdeu até do Brasil.

O comentário de Brandon fez Delayoh cerrar os dentes e fechar a cara.

— Não quero mais jogar, podem ficar com seu joguinho. — Disse Delayoh com desdém e irritação. — E você Brandon, um dia vai se arrepender de ter falado mal da seleção alemã.

Delayoh saiu pisando fundo, Stanley foi atrás dela. Ela se sentou na varanda, pode ter três anos, mas a adulta ainda está nela.

— Delayoh. — Disse Stanley.

— O que foi? — Disse Delayoh, irritada.

— Não liga para o que o Brandon fala, não fica triste.

— Ele vai se arrepender, não imagina o que o aguarda.

Stanley ficou com um pouco de medo, mas se aproximou e deu um beijo no rosto de Delayoh, a deixando espantada, é como se as versões adultas tivessem se beijado. Por alguns instantes Delayoh se esqueceu de que estava chateada e brincou com Stanley, foi quando ele viu algo no lago.

— O que é aquilo? — Perguntou Stanley.

— Não sei, mas parece... — Delayoh se espantou e sorriu. — É a minha Alemanha, mutti, mutti vem cá.

Hera foi ver o que tinha acontecido.

— O que foi, totcher?

— Ali no lago dá pra ver a Alemanha. — Disse Delayoh.

Hera pegou a filha no colo e mostrou a Alemanha para a filha, Stanley ficou curioso e pediu para Hera carrega-lo, ele ficou encantado e perguntou se dava para ver os Estados Unidos também, Hera sorriu e disse que não. Depois, brincou com os dois.

...

A noite chegou e Têmis teve a ideia de fazer uma brincadeira em conjunto com as crianças. Hebe sugeriu que colocassem música para as crianças dançarem, Têmis adorou, Irene estalou os dedos fez aparecer CD’S infantis e junto com Têmis e Hebe, escolheram as músicas. Depois, Têmis chamou todas as crianças para dançar, tocou a primeira música, mas crianças não estavam dançando, elas estranharam.

— Que música é essa? — Perguntou Anne

— Vamos mudar de música, que tal essa. — Disse Zeus.

Ele colocou uma música mais animada, fazendo Métis se lembrar de algo.

— Zeus, lembra quando nosso neto Arthur ouviu essa música e você dançou pra ele?

— Como lembrou disso, Métis? Foi um mico, nem dancei direito. — Disse Zeus.

— Dança pra gente, papai. — Pediu Anne.

— Não, papai não dança muito bem.

— Por favor, papai! — Pediram Anne, Francine, Stanley, Brandon, Germano e Germana.

— Está bem, danço para vocês. Irene, pode voltar a música.

— Oooobaaaa!

Irene voltou a música e Zeus começou a fazer a coreografia, as crianças gostaram tanto que começaram a dançar junto com Zeus, até Delayoh, que estava quietinha, dançou. Mas o que agradou os pequenos foi o refrão e cantavam. Também tocou a música em que só os meninos dançaram, Nihon, Stanley, Brandon, Gálio, Germano e Ciano faziam a coreografia junto com a música.

— Isso foi muito legal. Vamos de novo? — Perguntou Elisabeth.

— Vamos! — Disse Iris.

— É. Só que todo mundo vai dançar com a gente, papais, mamães, maninhos, titios e titias. — Disse Francine.

Todos concordaram e dançaram junto com as crianças. A última noite com os dezoito deusinhos tinha que ser a mais divertida possível e foi. Mas será a última noite? Depois do jantar, Zeus foi até o escritório e pegou o livro que continha o feitiço.

— Vamos ver, aqui está. Tudo bem já fiz o feitiço, agora quero desfaze-lo, deve estar na outra página, mas aqui tem outro feitiço, vou voltar à página. Oh não, devia ter olhado isso antes, esse livro só tem como fazer o feitiço e não desfazer. — Disse Zeus, começando a ficar desesperado. Ele olhou em cada livro das estantes e o desespero aumentou. — E o pior é que não tem o livro que fala como desfazer. Minha nossa, eu estou perdido!

Zeus estava apavorado, se lembrou da ameaça de Hera: “Se algo der errado e os meus filhos não voltarem na sexta, eu te acerto com o raio e te garanto que não vou usar o branco, usarei o vermelho que dói mais”.

Zeus queria que aquela noite durasse uma eternidade, mas sabe que isso não é possível, traria muitos problemas tanto para deuses, quanto para mortais. Então, saiu do escritório e foi se deitar, adormeceu pensando no dia seguinte.


Notas finais
E agora como Zeus sairá dessa?