Olimpo doce Olimpo
15 A cerimônia de abertura
Notas iniciais
Amanhece no Olimpo. Finalmente chegou o dia da cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Atenas, mas havia um problema, um grande problema, Zeus não sabia com reverter o feitiço, como os deuses das nações poderiam entrar junto com suas delegações se forem crianças de três anos? Na cozinha, Amaltéia já preparava o café da manhã, hoje ela está sozinha com as tarefas, pois, Ganimedes foi convidado para participar da cerimônia de abertura e pediu folga para se preparar. Mas Amaltéia deu conta do recado, preparou pãezinhos de coco para o café e arrumou a mesa, hoje teria muito trabalho. Métis chegou com Anne, Francine e Brandon.
— Bom dia. Hoje para o café teremos pãezinhos coco, alguns já estão prontos. — Disse Amaltéia.
— Bom dia, Amaltéia. Hm, esses pãezinhos estão com um cheirinho ótimo. –—Disse Métis.
Enquanto Métis dava café aos filhos, Têmis e Anfitrite chegaram. Para que conversassem mais à vontade, Hebe buscou seus irmãozinhos e os levou para outro lugar no Olimpo.
— Estão prontas para a cerimônia de abertura? — Perguntou Anfitrite.
— Eu estou! — Respondeu Têmis.
— Eu também, mas resta saber se os nossos filhos vão estar prontos. O Zeus não disse como vai reverter o feitiço. — Disse Métis.
— Fique tranquila amiga, o Zeus vai arranjar um jeito de reverter o feitiço. Confio no meu Zeusinho.
— Seu Zeusinho? — Perguntaram Anfitrite e Métis.
— Quis dizer, Zeus. Que cabeça a minha, acho que o Olimpo me deixou confusa. Quis dizer que o Zeus vai conseguir reverter o feitiço. — Têmis ficou vermelha e comeu um pãozinho de coco para disfarçar.
...
Zeus observava Hera e Frizioh, que dormiam abraçados. Ele também observou Ixião, por um instante levou um susto, quando ele se virou na cama, mas não se levantou. Zeus respirou aliviado, se estavam dormindo, ele teria tempo de pensar em algo para reverter o feitiço.
— Bom dia, daddy. — Disse Stanley.
Zeus estava em um estado de alerta tão grande, que se assustou com a voz de Stanley. Quando viu o filho, sorriu e disse:
— Bom dia, Stanley. Está com fome?
— Sim!
— Como sempre. — Zeus riu e pegou na mão do filho. — Vem, vamos tomar café.
...
Zeus e Stanley foram tomar o café da manhã, Stanley foi para a sala junto com Hebe. Zeus cumprimentou Métis, Anfitrite e Têmis. Ele colocou o café na xícara, olhava para o relógio e batia o pé. Métis reparou nele e perguntou:
— Zeus, você está bem?
— Estou. Por que não estaria? — Respondeu Zeus, tomando o café em um gole.
— Parece ansioso, olhando para o relógio e você sempre gosta de apreciar o café e dessa vez, o tomou com um só gole. Está acontecendo algo?
— Estou bem. Tenho que resolver algo, por isso, tomei o café rápido.
— Não vai comer? A Amaltéia fez pãezinhos de coco. — Disse Têmis.
— Não vou querer. Já não disse que tenho um assunto para resolver? Preciso fazer isso antes que a Hera acorde e ficar aqui, conversando com vocês, vai me atrasar. — Zeus falou com irritação.
Têmis se assustou com o jeito com que Zeus falou.
— Não precisa falar, assim. — Esbravejou Anfitrite. — Têmis te ofereceu com todo o carinho, porque ela, assim como a Métis, se preocupou com você.
— Me desculpem. Eu preciso sair. — Disse Zeus, envergonhado e saindo apressado.
Assim que Zeus saiu, Métis disse:
— Aí tem.
— Por que diz isso? — Perguntou Anfitrite.
— Está acontecendo algo para deixar o Zeus nervoso desse jeito, ele só age assim quando algo dá errado. Conheço bem a peça.
— Ele estava bem preocupado e irritado. — Disse Têmis.
— E prestaram atenção? Ele disse que precisava resolver algo antes da Hera acordar.
— E o que isso significa? — Perguntou Anfitrite, curiosa.
— Que é algo grave e que a Hera não pode saber. Vou lá descobrir.
Métis correu e conseguiu alcançar Zeus.
— Zeus, espera um pouco. — Disse.
—O que foi, Métis? — Zeus perguntou, suspirando de tédio.
— Me diz o que está acontecendo, mas fala a verdade.
— Não tá acontecendo nada, só que tenho um problema para resolver.
— E que problema é esse? Você disse que tinha que resolver antes da Hera acordar, o que houve?
— Nada Métis, só me deixe ir.
— Eu já fui casada com você tempo suficiente para te conhecer, e sei que quando age nervoso assim, é porque algo deu errado. O que seria, Zeus? A família está toda reunida aqui no Olimpo, como você queria. Logo nossos filhos e sobrinhos vão voltar a ser adultos e juntos, vamos celebrar as olimpíadas. A Helena vai se casar e será muito feliz. Não entendo esse estresse todo.
— Não vão voltar. — Zeus extravasou.
— Do que está falando, Zeus? Quem não vai voltar?
— Nossos filhos e sobrinhos. Fiz o feitiço sem antes saber que no livro não tinha como desfazer.
— Está me dizendo que não sabe como reverter o feitiço? — Perguntou Métis, em choque.
— Isso mesmo.
— E você fala isso só hoje. Hoje, dia da cerimônia de abertura dos jogos olímpicos, em que eles têm que estar lá.
— Fiquei sabendo ontem à noite. Estava tudo certo, era uma boa ideia, faria o feitiço, eles se tornariam crianças e depois era só reverter e voltariam a ser adultos. Só que eu não fazia ideia que o livro não teria como desfazer.
Métis colocou os dedos nas têmporas.
— Zeus, olha o tamanho da encrenca. Não só seus filhos, também tem seus sobrinhos. Eles não são apenas deuses protetores de nações, eles são pais e mães. Como eles vão conviver com os filhos sendo crianças?
— Já expliquei o que aconteceu, Métis. Quer que eu diga tudo outra vez? Vou contar para todos e explicar, para ver quem tem alguma ideia. Menos para a Hera.
— Por que menos para Hera? Os filhos dela também estão transformados em crianças, ela tem que saber.
— E deixar ela me torrar com o raio vermelho? Pois é isso que ela vai fazer quando souber. Nada de contar.
— Você vai contar para a Hera ou eu mesma irei contar. Você escolhe.
...
Enquanto isso, Hera acorda, veste um vestido em estilo chinês, toma seu café e depois arruma uma cesta com um lanche, vai fazer um piquenique com Frizioh, os filhos e Ixião no Jardim Chinês. Zeus entra em casa e se assusta ao ver Hera.
— HERA! — Disse Zeus.
— Bom dia, Zeus. Por que deu esse grito? — Perguntou Hera.
— Tive uma alteração na voz mais cedo, mas já está passando. — Zeus riu sem graça.
— Hm. Já está pronta?
— O que está pronta?
— Como o que está pronta? A poção para reverter o feitiço.
— Ah sim, está pronta. — Zeus mentiu na maior cara de pau.
— Ótimo. — Hera estendeu a mão. — Me dê, os meus filhos vão tomar de uma vez.
— Mas todos tem que tomar juntos. Ia dar no café da manhã, mas Delayoh, Khayna e Ciano ainda não tinham acordado.
— Está bem, depois que voltarmos do piquenique, você dará a poção. Lembrando, isso tem que ser feito hoje o mais rápido possível, temos que ir para a cerimônia de abertura.
— Ivy, o carro já está pronto. O Ixião já deixou a mochila de Khayna por lá. — Disse Frizioh. — Guten Morgen, Zeus.
— Bom dia, Frizioh. — Zeus colocou as mãos nas costas de Frizioh e Hera e os empurrou para fora.
— Você está bem, Zeus? — Perguntou Hera.
— Estou. Por que não estaria? — Zeus tentava disfarçar o nervosismo perto de Hera. — Agora vão, divirtam-se e aproveitem o dia com as crianças.
— Está tão estranho. — Observou Frizioh.
Hera e Frizioh foram para o carro preto, que estava estacionado, Zeus os desejou um bom passeio e saiu correndo, o que fez os dois olharem desconfiados para ele.
— Hera, aqui está a mochila de Ciano. e três lindas crianças prontas para o passeio. — Disse Ixião, acompanhado de Khayna, Delayoh e Ciano.
— Ótimo. Entregue a mochila para Frizioh, ele vai colocar no carro, assim como as crianças. Você vai ficar aqui, tenho uma missão para você. — Disse Hera, ajeitando o penteado que fez.
— Claro. O que quer que eu faça? — Perguntou Ixião, entregando a mochila para Frizioh, que colocou as crianças e a mochila no carro.
— Você vai ficar de olho no Zeus.
— Posso fazer isso. Mas qual seria o motivo?
— O Zeus está estranho. — Frizioh fechou a porta do carro. — Estava nervoso e querendo muito que eu e Ivy saíssemos. — Ele se aproximou e colocou o braço em volta de Hera. — Parecia que estava escondendo algo.
— E você vai ficar e descobrir o que é. Quando isso acontecer, pegue o seu colar e me mande uma mensagem austral, que eu e Frizioh voltamos imediatamente. — Disse Hera.
— Eu e a Ivy vamos entrar no carro, sair do Olimpo e ficar no solo, bem próximo da entrada. Assim que receber a informação, nos passe e voltaremos.
— Conheço o Zeus. Só age assim, quando algo dá errado. Ixião, você vai sair da garagem, e sem ninguém te ver, vá para algum canto do Olimpo, sempre de olho no Zeus.
— Sim, Hera. — Ixião bateu continência.
Sem ser percebido, Ixião entrou no Olimpo. Enquanto, Hera e Frizioh entraram no carro e saíram com ele. Quando viu o carro sumindo de vista, Zeus chamou todos para conversar na sala dos tronos.
...
Com todos os deuses reunidos e Ixião escondido, atento, Zeus começou:
— Chamei vocês aqui, porque tenho algo muito importante para falar. — Zeus respirou fundo e disse. — Não tem como reverter o feitiço.
— COMO É? — Disseram todos, espantados.
Ixião ouviu, pegou o seu colar e disse quase sussurrando.
— Hera. Frizioh. Voltem agora, é mais sério do que pensam. Eles estão na sala dos tronos.
— Está brincando, não é, Zeus? — Perguntou Têmis.
— Não, Têmis. Isso é sério. — Disse Métis, brava.
— Mas hoje é a cerimônia de abertura, todos os deuses tem que estar lá com as delegações. Helena tem que estar lá, é a deusa do país anfitrião. Minha nossa, eu estou surtando. — Têmis colocou as mãos na cabeça em desespero e andava de um lado para o outro.
— Era um bom plano. — Zeus entregou o livro para todos verem. — Eu faria o feitiço, como está no livro, os nossos filhos e sobrinhos se tornariam crianças de três anos durante uma semana e voltariam a ser adultos hoje. Mas como podem perceber, não diz como reverter. Queria passar mais tempo com todos aqui, juntos e tive essa ideia. Mas não saiu como eu imaginava. Alguém tem alguma ideia?
— Você é ótimo, Zeus. Faz a burrada e quer que nós consertamos. Oh céus, como vou explicar pro Marco que não vai ter casamento, porque a noiva dele é uma criança de três anos, pois, o pai dela fez um feitiço que NÃO DÁ PARA REVERTER! — Têmis gritou na cara de Zeus.
— Mais um erro, Zeus. — Disse Anfitrite, balançando a cabeça em desaprovação.
— Meus filhos, bebês de três anos. — Disse Poseidon, colocando a mão na testa.
Cada um viu o livro e ficavam espantados ao verem que havia como fazer o feitiço, mas não tinha como desfazer, viravam a página, olhavam no final e não encontraram. A raiva que sentiam de Zeus aumentava. Amimone olhou e prestou atenção em um símbolo na parte superior da página.
— Mas tem uma solução. Você foi tão desatento, Zeus, que não viu a chance de reverter esse feitiço. Conhece esse símbolo? — Perguntou Amimone, mostrando um símbolo de três aros entrelaçados na página.
— Não tinha visto esse símbolo aí. — Disse Zeus. — O que significa?
— É o símbolo de Ásgard. Fala com a Hera, ela sabe onde fica o livro que tem como reverter o feitiço.
— Não vou falar com Hera. Imagina eu falando para ela que os filhos dela não vão voltar a ser adultos? Se vocês estão querendo me bater, imagina o que a Hera vai fazer comigo? Nada de contar para ela. — Zeus foi firme em sua resposta.
— Ele está com medo da Hera, porque ela o ameaçou acerta-lo com raio vermelho. Eu se pudesse faria o mesmo. — Disse Métis, com os braços cruzados.
— Zeus deixa de ser medroso e conta para Hera, é a nossa única chance. — Insistiu Amimone.
— Eu não vou contar para ela, se vocês não se preocupam com a minha saúde, eu me preocupo. — Teimou Zeus.
— Então, deixa que eu falo com ela. — Demeter se estressou.
Héstia se virou arregalou os olhos e disse:
— Acho que não vai ser necessário, Demeter.
Todos se viraram e deram de cara com Hera e Frizioh. Ele olhava fixamente para Zeus. Ela fazia o mesmo e girava seu cedro de lua e coração. Os dois estavam com as faces nada amigáveis. Disfarçadamente, Ixião se juntou aos dois.
— Hera! Frizioh! Voltaram rápido. — Disse Zeus.
— E ainda bem que voltamos, bem na hora para ouvir você dizer que não tem como reverter o feitiço, que você fez. — Hera apoiou o cedro no chão.
— Um conselho, Zeus. Quando ficar nervoso, não dê tanto na vista. Nós, asgardianos, temos faro para detectar problemas. — Ironizou Frizioh.
— Agora que sabe, Hera, por favor nos ajude. — Disse Métis.
— É irmãzinha por favor. — Disse Poseidon.
— É um feitiço ásgardiano e só você sabe como mexer com esses feitiços. — Disse Zeus.
— Ôhoho, isso é mais que perfeito. Não sabe que feitiços complexos são ásgardianos? E melhor ainda, sou a única que pode reverte-lo. — Se gabava Hera. — Mas agora se prepare Zeus, eu vou te acertar com raio, não se preocupe, só vai doer...muito.
Hera fez o cetro se tornar o raio vermelho, mas Ixião a impediu:
— Hera, eu sei que quer acertar o Zeus com o raio, também quero. Mas precisamos que vá para Ásgard e faça o feitiço de reversão para que nossos filhos e sobrinhos voltem a ser adultos, pois o tempo está passando e está chegando a hora da cerimônia de abertura.
— Ixião está certo, o mais importante agora é trazer os seus filhos e sobrinhos de volta. — Disse Frizioh.
— Está bem, vou para Ásgard. — Hera desfez o raio. — Mas dou o aviso, vou demorar, tem que achar o livro, achar os ingredientes e fazer a poção. Cuidem das crianças e do resto, voltarei assim que possível. Ah Zeus, assim que essa confusão toda acabar, se prepare para o choque.
...
Hera e Frizioh partiram para Ásgard. Quem ficou no Olimpo tem que cuidar das crianças, buscar as roupas para a cerimônia, organizar e coordenar. Têmis entrou em surto, sua filha é deusa protetora da Grécia, está noiva e tudo pode ser perdido. Métis se encarregou de colocar ordem, estavam todos muito nervosos e cada um deveria ajudar.
— Pessoal, quero que todos prestem bastante atenção. — Métis subiu em uma mesa. — Sei que a situação é tensa, mas cada um tem que colaborar. A Hera já está fazendo a parte dela. Agora nós aqui temos que cuidar da casa, das crianças, pegar nossas roupas e dividir as tarefas que serão feitas lá no estádio olímpico.
— Devo lembrar que teremos pouco tempo para fazer tudo. — Disse Têmis. — Temos que estar no estádio olímpico às 18:30 para acabar de ajeitar tudo, bandeiras, marcação de lugar, enfim, teremos trabalho. Então é melhor já irem dividindo as tarefas para dar tempo de fazermos tudo e na hora que a Hera chegar, é só dar a poção e ficaremos todos felizes.
— Então vamos fazer assim, nós mulheres, ajudamos Amaltéia a arrumar a casa e vocês homens vão cuidar das crianças.
— Mas são dezoito crianças? Como vamos dar conta? — Perguntou Zeus.
— Brinquem, deem comida, cuidem, deem carinho e atenção, é assim que vão cuidar deles. — Disse Amimone.
Então assim se fez, as mulheres foram ajudar Amaltéia com os afazeres da casa, lavar louça, a roupa, fazer faxina, até Têmis que não era chegada em uma faxina, estava fazendo muito bem. Enquanto isso os homens cuidavam das crianças, Príamo e Apolo estavam com os cabelos presos por buchinhas e presilhas, colocadas por Ivana e Iris. Zeus sofreu para dar banho nos filhos, que fugiam. A sorte do deus é que Amaltéia, assim terminou de dar banho em Anne e Francine, pegou Brandon e Stanley.
Irene foi buscar as roupas que seriam usadas na cerimônia. Depois de um tempo, retorna.
— Gente, trouxe as roupas, peguei de todo mundo. Hebe a da tia Hera está aqui. — Disse Irene.
— Ah sim, obrigada. Vou mandar para ela. — Disse Hebe, pegando o vestido vermelho e preto. — E as roupas dos nossos irmãozinhos?
— Vou transforma-las em roupas de crianças para vestirem lá. Quando voltarem a ser adultos, voltam ao normal, com eles as vestindo.
Métis se aproximou e perguntou:
— E você sabe onde sua mãe está, Hebe?
— Eu falei com ela, finalmente achou o livro. — Respondeu Hebe. — Na biblioteca de Ásgard tem mais de oito mil livros, mas ela o achou e agora é encontrar os ingredientes para fazer a porção. Ela está indo para Jotunhain, que é muito longe do centro de Ásgard.
— Minha nossa, vai demorar muito, porque ainda tem que fazer. Espero que dê tempo.
— Eu sei que não gosta muito da minha mãe, mas confie nela.
As horas passavam e já eram 18:15 da tarde, Têmis perguntou se todos já estavam prontos.
— Ainda não, o molenga do Hefesto foi tomar banho agora. — Disse Ares.
— Ares não fale assim do seu irmão. Ele não vai demorar, não se preocupe. —Disse Zeus.
— Gente, gente, nós temos que estar lá às 18:30, ai preciso de uma poção calmante. — Disse Têmis.
— Nunca vi sua mãe tão nervosa, Irene. — Zeus estava espantado com o nervosismo de Têmis, parecia que ela iria explodir.
— Ela está assim porque imaginou um dia perfeito, mas que está saindo um tanto caótico. — Disse Irene.
-—Será que está com raiva de mim?
— Não, com raiva não, mas um pouco brava sim.
Têmis tomou um calmante e procurou Hebe para saber de Hera.
— Ela está em Jotunhain, procurando os ingredientes para a poção. É um lugar de difícil acesso. Mas calma, vai dar tudo certo.
— Espero que sim, Hebe lindinha. Gente, já são 18:25 e estamos atrasados.
— Pronto, já estou arrumado. — Disse Hefesto.
— Então, vamos. Amaltéia, se a Hera voltar aqui, diga que já fomos para o estádio. — Disse Têmis.
— Pode deixar, boa sorte para vocês. — Disse Amaltéia.
...
No estádio, Ares, Ilitia, Athena, Irene, Hebe, Hefesto ficaram com as crianças, que dormiam, enquanto os outros deuses foram preparar o estádio. Anfitrite, Amimone, Métis e Héstia colocavam as faixas com os nomes dos países, eram 202 países, os nomes estavam em grego, mas já estavam na ordem e dava tranquilamente para organizar. Perto da tocha ficaria a família Olimpiano, Têmis e Demeter arrumavam o altar. Poseidon, Zeus e Hades organizavam as peças que estariam nas apresentações. Príamo colocava o tapete por onde irá passar o condutor da tocha. Chegaram as bandeiras das nações, Têmis conferiu as bandeiras e depois cada um colocou a bandeira de seus países nos mastros, menos as da Grécia e Olímpica. Com esse trabalho todo, já era 20:15 da noite faltavam um pouco mais de duas horas para a cerimônia de abertura, os integrantes começavam a chegar para a cerimônia e os deuses já começavam a se arrumar, mas primeiro tiveram que olhar as crianças, que acabaram de acordar e ficaram nos camarins com os pais. Hebe avisou que Hera já chegou ao castelo de Ásgard e já está preparando a poção, todos respiraram aliviados, mas Hebe também avisou que vai demorar a ficar pronta, voltaram a ficar tensos.
Têmis teve uma crise de pânico e saiu correndo, ela chorava e soluçava ao mesmo tempo. Irene foi atrás da mãe.
— Não fica assim mãe, vai dar tudo certo, não precisa chorar assim. — Consolou Irene.
— Mas faltam menos de duas horas para cerimônia começar e seus irmãos e primos ainda são crianças.
— O dia ainda não acabou. —Irene levantou o rosto da mãe com o indicador. — Você tem que parar de chorar, mamãe. Está borrando a sua maquiagem toda, não vai querer que o mundo inteiro te veja com a cara borrada.
— Pode deixar, eu vou me acalmar, vou me maquiar e ficar linda para todo o mundo.
— É assim que gosto de te ver, mãe.
Agora sim, era para se preocupar, faltavam quinze minutos para a cerimônia começar e nada de Hera chegar e ela também parou de dar notícias. Nesse momento o que Zeus e todos queriam era que as horas passassem bem devagar. Não passaram, chegou às 22:00 e começou a abertura, Têmis, vestida em uma túnica azul metalizada e cabelos com uma parte trançada, tentava manter a calma, mas estava tremendo de nervoso. Finalmente Ilitia dá uma notícia boa:
— Minha mãe está chegando, ela já está pronta e vem de Ásgard direto para cá.
As apresentações ocorriam. Às 22:30, Hera chegou com Frizioh e a poção.
— Onde estão as crianças? — Perguntou Hera, vestida em um vestido metade preto e metade vermelho e cabelos soltos.
— Estão no camarim. — Disse Hebe, com uma bandeja. — Aqui estão os leites com morango e com chocolate.
— Ótimo, agora é só colocar a porção em cada copo e eles tomarem.
— Hera, quanto tempo leva para fazer efeito? — Perguntou Têmis, aflita.
— Deve demorar um pouco menos de cinco minutos. — Respondeu Hera, colocando a poção. — Agora vou levar isso para as crianças.
Hera levou o leite para as crianças.
— Crianças, eu trouxe leite com morango e com chocolate para todo mundo, tomem tudo direitinho. — Disse Hera, deixando a bandeja com os copos no apoio.
As crianças correram e pegaram os copos e começaram a tomar o líquido junto com a poção.
— Agora é só ficarmos esperando aqui fazer efeito. — Disse Hera.
O locutor anunciou: “Senhoras e senhores, é com grande honra que anuncio, os deuses olímpicos.”
— Não vamos poder ficar. — Disse Héstia.
— Hebe, Ares, Ilitia, Core, Athena, Irene, Hebe e Hefesto fiquem de olho neles, eles têm que tomar tudo. — Ordenou Hera.
— Sim, mãe. — Disse Ares.
Uma música tocou e os deuses entraram, acenaram para o público e foram muito aplaudidos. As delegações passavam e a aflição se transformou em alivio e alegria, pois, a poção funcionou e os dezoito deusinhos voltaram a ser adultos. Têmis não conteve as lágrimas, ela viu Helena, adulta, alegre e feliz, a alegria era tanta, que Têmis abraçou Hera e disse que estava muito agradecida, Hera retribuiu com mais um abraço. A tocha olímpica foi acessa e um show de fogos encerrou a festa. Foi lindo, tudo deu certo, os problemas do início foram esquecidos e todos da família se abraçaram para assistir o belíssimo show que coloria o céu de Atenas.
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