Olimpo doce Olimpo
6 Chegada ao Olimpo
Notas iniciais
Acompanhado de Têmis, Irene e Helena, Zeus chegou ao Olimpo e disse:
— Nada como estar de volta e está como antigamente.
Ele ficou feliz em voltar ao Olimpo, o lugar em que durante anos governou, foi soberano e foi muito feliz.
— Já vou escolher meu quarto, vai ser aquele ali, o maior de todos, já que eu sou a noiva esse ano e pretendo usar aquele quarto para me arrumar. — Disse Helena, empolgada.
— Não, aquele quarto fica próximo ao antigo quarto de Hera e todos os quartos próximos a ele, ficaram com a parte Venandre da família e o quarto maior vai ficar com a Delayoh. — Disse Zeus.
— Ah papai, mas eu queria aquele quarto. Por qual motivo a Delayoh vai ganhar aquele quarto? — Perguntou Helena, de braços cruzados e um pouco indignada.
A conversa entre pai e filha foi interrompida pela chegada de Stanley, que se interessou pela conversa e resolveu entrar no assunto.
— Porque é a filhinha favorita dele, sabia que o papai chama a Delayoh de Lilica? — Disse Stanley.
— Stanley! — Zeus chamou a atenção do filho. — Sei que está chateado com a Delayoh, mas peço por favor para não falar mal dela.
— Está bem. Está bem. I’m sorry dad. Saiu sem querer. — Stanley levantou as mãos.
Zeus e Stanley se abraçaram, depois o deus americano cumprimentou as irmãs com um abraço apertado e depois cumprimentou Têmis.
— A família começou a chegar. — Zeus esfregou as mãos, mostrando empolgação. — Mal posso esperar para ter todos reunidos aqui.
— Todos? A tia Hera confirmou que vai ficar aqui?
— Ficar, ficar, não. Mas disse que, alguns dias, vai dar uma passada, pois, a maior parte do tempo vai ficar em Ásgard. Isso também vale para os filhos dela, principalmente a Delayoh.
— Mesmo não ficando aqui, a Delayoh vai ganhar um quarto maior. — Bufou Helena, que teve a fala completamente ignorada por Zeus.
— Não me fale nessa deusa ásgardiana, linda, gostosa, cheirosa, com olhos cristal, não quero ouvir falar nela, muito menos vê-la. — Stanley bufou.
— Pelo visto, você e Delayoh continuam brigados. — Zeus fez uma expressão de tédio.
— Eu a pedi em casamento e ela não aceitou. Preparei tudo, pai. Jantar, flores, vinho, clima de romance, até um anel de diamante eu comprei, tudo perfeito para fazer o pedido, mas ela não aceitou, disse que não queria se casar.
— Desde de criança, Delayoh tem um gênio difícil e com tempo foi piorando. Puxou a mãe.
— A Delayoh é uma chata, insuportável. Só o papai que fica a defendendo. — Completou Helena.
— Helena! — Zeus chamou a atenção da filha, com um olhar sério.
— Ela não vai ficar aqui, Helen. Ficará em Ásgard, pois, tem verdadeiro desprezo pelo Olimpo. Vai preferir vir aqui apenas algumas vezes. O lado bom é que quando Delayoh vier, vai trazer a Halinor junto. — Disse Stanley, com empolgação. — Terei a minha Hali, bem pertinho de mim. Nem que seja por algumas horas ou dias.
— Eu estou ansioso para ver a Hali. Viro um avô babão perto dela e da Marie. — Brincou Zeus. — Assim como fui com todos os meus netos e netas.
— E ela está uma graça, pai. Fico babando com aqueles olhinhos azuis elétricos. E ela me chamando de Vati? Me derreto todo.
Métis chegou, junto com ela estavam Anne, Francine, Jean e a pequena Marie Claire.
— Olá! Tem gente em casa? Estamos chegando. — Disse Métis, enquanto puxava uma mala com rodinhas.
— Métis, Anne, Fran, que bom vê-las. Marie, venha dá um abraço na sua titia que está morrendo de saudades. — Disse Irene.
— Marie, cuidado para não cair filha. — Francine alertava a filha, que corria ainda de um jeito desengonçado. Marie Claire é bem parecida com Francine, loirinha, cabelinho liso, olhos azuis, é o xodó de Zeus, além de Halinor. Irene abraçou apertado a sobrinha e deu vários beijos, a menina apenas ria com o carinho da tia.
— Cadê a Marie do vovô? — Perguntou Zeus.
— Vovô! Vovô! — Disse Marie.
Zeus pegou Marie no colo e brincou com ela, depois cumprimentou Francine, Jean e Anne.
— Anne, onde está o Enrico? — Perguntou Zeus.
— Ele está pegando as malas lá no carro. Ricardo Pablo e Bruno Carlos estão o ajudando. — Respondeu Anne.
— Que ótima notícia que meus netos vieram e vão ficar aqui.
— É o mês de férias deles, mesmo o campeonato argentino não parando durante as olimpíadas, eles vieram para aproveitar alguns dias aqui.
Enrico apareceu puxando três malas com rodinhas, enquanto os filhos carregavam o restante. Ricardo é mais parecido com Anne, tem o mesmo rosto e mesma cor de cabelo. Mas tem os olhos castanhos, e o cabelo liso do pai. Bruno já puxou fisicamente Henrico, tem o cabelo liso e loiro, mas tem os olhos azuis elétricos iguais aos de Anne.
— Mi amor, será que poderia me dar uma ajudinha aqui? — Enrico pediu ajuda para Anne.
— Era para o Bruno levar mais uma mala, mas ele ficou só com uma e o papai acabou levando três malas. — Disse Ricardo.
— Levei só uma, mas é uma das mais pesadas, viu? Senhor Ricardo Pablo. — Esbravejou Bruno.
— Ai, lá vai Bruno Carlos se fazer de vítima, o coitadinho, tudo para amolecer o coração da mamãe.
— Não estou me fazendo de vítima, nem sou coitadinho. — Bruno largou a mala no chão, com irritação. — Olha aqui, Ricardo Pablo...
— Meninos, por favor, não briguem. — Interrompeu Enrico. — Seus avós, suas tias e seu tio estão vendo. Não estamos em Buenos Aires, passaremos um bom tempo em família, então, se acostumem a ficarem juntos.
— Isso mesmo, Enrico. E para acabar com a discussão de vez, vocês dois vão levar as malas lá para o quarto, é o segundo à direita e depois, eu vou decidir onde vai ser o quarto de vocês. E eu não quero ouvir nenhuma briga, nenhuma confusão e nenhuma reclamação de vocês dois, entenderam? — Disse Anne, em tom de braveza. — Se organizem para levarem as malas.
Os dois pegaram as malas e se encaminharam para o quarto.
— Tá vendo o que você fez? — Perguntou Bruno, irritado e dando um pequeno empurrão no irmão.
— Foi você quem provocou isso. — Ricardo empurrando de volta.
— Ricardo Pablo La vouir Olimpiano Sagrés, não empurre seu irmão. — Esbravejou Anne.
— Mas foi ele que...
— Ricardo Pablo... — Anne arqueou uma sobrancelha e Ricardo se calou. Bruno ria, caçoando do irmão. — Pare você também Bruno Carlos La vouir Olimpiano Sagrés. Já disse para levarem as malas em silêncio.
Os dois se calaram e continuaram a andar.
— Ai esses meninos. — Anne revirou os olhos. — Me desculpem pelo comportamento deles. Esses dois dão muito orgulho, mas me dão um trabalho, são adultos, porém, se comportam como crianças. Não sei como as noivas deles aguentam.
— É porque eles puxaram um pouquinho do seu gênio. — Enrico deu um beijo no rosto da esposa.
Alguns minutos depois, Brandon chegou e foi recebido com muita festa por todos.
— Brandon, que alegria. — Disse Métis, sorridente.
— Finalmente cheguei. Vou aproveitar bem esses dias de folga. — Disse Brandon.
— As minhas netas não vieram com você? — Perguntou Zeus.
— Bem que as meninas gostariam de passar alguns dias aqui na Grécia, mas o campeonato nacional não vai parar durante os jogos olímpicos e elas têm que ficar para tomarem conta de seus times. — Respondeu Brandon.
Almatéia surgiu na sala e sorriu ao ver tantos deuses reunidos, ela se sentiu como se tivesse voltado no tempo, na época em vários deuses estavam sempre presentes no Olimpo. Ela sentiu uma lágrima de emoção se formar em seus olhos escuros, disfarçadamente a secou.
— Não sabem como me alegra ver tantos deuses reunidos. — Disse Amaltéia. — Bom, um delicioso lanche está sendo preparado para vocês. Ainda faltam alguns para chegar, mas já posso desejar uma boa estadia a todos.
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