— Michael e Ivan, parem de correr. — Pediu Ivana. — Por que esses meninos não são comportados igual a Napóli?

— Porque ela é uma principessa. — Vincenzo pegou a filha no colo e deu um beijo em seu rosto, a fazendo sorrir. — Deixe os meninos se divertirem, Ivana. Estão brincando e aproveitando, é a primeira viagem deles para fora da Itália.

— Mas fico preocupada com eles. E se machucarem? Ou se perderem? Ou arrumarem encrenca? Ivan e Michael são bem travessos.

Amore mio, não se preocupe. Eles são travessos, mas também espertos. Tudo ficará bem.

Príamo e Demeter apareceram com os netos pendurados em seus pescoços, Michael pendurado no pescoço da avó e Ivan pendurado no do avô.

— Pronto, Ivana. Aqui estão seus dois meninos. — Disse Demeter. — Não precisa se preocupar.

Em seguida, os meninos desceram e correram para perto da mãe.

Demeter e seus familiares caminharam até chegarem na casa e serem recebidos por Métis, que brincava com Marie e uma bacia de água.

— Mais gente chegou. — Métis se levantou, ajeitando o seu vestido jeans. — Sejam bem-vindos.

— Obrigada, Métis. — Demeter a abraçou.

Mamá, posso brincar com a Marie? — Perguntou Napóli.

— Também queremos. — Disseram Michael e Ivan.

— É melhor deixar eles brincando aqui, Ivana. Assim vocês podem deixar as malas no quarto com calma. — Disse Métis. — Eu fico aqui com eles. Se quiser, Ivana, a Francine está conversando com a Irene, Helena e a Anne. É só seguir esse corredor.

Grazie, Métis. — Disse Ivana.

...

As irmãs conversavam sobre diversos assuntos no quarto, mas o principal deles era o casamento de Helena.

— Como estão os preparativos para o casamento, Helen? — Perguntou Francine.

— Está tudo pronto. Reformei o vestido da minha mãe e ficou um arraso, vou estar brilhando no dia. — Respondeu Helena, com muita empolgação. — As minhas madrinhas e os meus padrinhos vão chegando aos poucos. Fran, Anne, Irene, Stanley, Brandon, Apolo e Hefesto já estão aqui. Hebe e Elisabeth vão chegar daqui a pouco.

— A Germana eu sei que vai vir com o Germano, mas ela vai ficar aqui, enquanto ele vai ficar em Ásgard. — Disse Irene. — Foi o que ela me contou. Com licença, meninas, vou ter que dar uma saída, mas já volto.

Ao sair pela porta, Irene trombou com Ivana, as duas se desculparam e riram.

— Com licença. — Disse Ivana. — Francine a Marie está brincando com a sua mãe e os meus trigêmeos.

— Obrigada por avisar, Ivana. — Disse Francine. — Fico feliz em saber que Marie encontrou alguém da idade dela para brincar.

— Dois anos é uma idade de muita agitação. Amanhã vai chegar mais uma, quer dizer, vai chegar e vai passar algumas horas aqui.

— Concordo com você, Ivana. Dois anos é uma idade de muita agitação, eu já passei por isso duas vezes. — Observou Anne. — Um dia vai ser a sua vez, Helena.

— Quero muito que chegue dia. Ser chamada de mamá, brincar, dar muitos beijos e carinho. — Helena suspirou. — Estou sonhando com o dia em que serei mãe.

— Fiquei curiosa, Ivana. Por que a Halinor só vai vir amanhã?

— Porque a tia Hera vai chegar hoje, só que em Ásgard. Ela, os filhos, os netos, Frizioh e Ixião vão ficar por lá e aparecer algumas vezes por aqui. — Explicou Ivana. — Amanhã eles aparecem por aqui, só não sei o horário, pois, soube que vai ter uma festa de arromba no castelo de Ásgard e essas festas costumam virar a noite.

Elas ouviram um burburinho vindo da sala.

— Quem será que chegou? — Perguntou Francine.

De repente, foram surpreendidas por Ares.

— Olá minhas irmãs e prima. — Ares as abraçou.

— Ares? O que está fazendo aqui? Pensei que iria ficar em Ásgard? — Estranhou Ivana, depois de abraçar o primo.

— Eu vou ficar aqui no Olimpo, Ivana. Assim como a Hebe, que acabou de chegar. Só a minha mãe e as minhas irmãs que vão ficar em Ásgard. — Respondeu Ares. — Aliás, elas já chegaram por lá.

— Ah, é. Eu tinha me esquecido, a Delayoh tinha comentado mesmo comigo.

— Não vou com a cara da Delayoh, acho ela metida e mandona. Ainda bem que não vai ficar aqui. — Resmungou Helena.

— Não fala assim da minha irmãzinha, Helena. — Esbravejou Ares.

Helena levantou as mãos, como se dissesse “Está bem”.

...

Enquanto os deuses se deliciavam com um banquete, mais chegadas aconteceram. Raicca, Poseidon, Amimone, Stela, Irís, Elisabeth, Gálio, Anfitrite e Chelsea. Têmis perguntou onde estavam o marido e os filhos de Stela, e ela respondeu que chegariam no dia seguinte.

Dad! — Disse Chelsea, correndo para abraçar Stanley.

— Chelsea! — Stanley deu abraço apertado e um beijo no rosto da filha. — Que saudades da minha filhinha. A cada dia fico impressionado em como você cresceu e ficou bonita. Nem se parece mais aquela menininha de bochechas rosadas que eu segurava no colo. — O comentário de Stanley fez Chelsea rir. Stanley e Elisabeth se cumprimentaram de forma cordial.

— Chelsea, vou levar as nossas malas para o quarto. — Disse Elisabeth.

— Está bem, mom. — Disse Chelsea.

...

Elisabeth chegou ao quarto e deixou as malas no canto. Ela se lembrou que sua mãe pediu para ela uma túnica que gostava de usar no palácio submarino, pois, pretendia fazer uma visita por lá. Elisabeth encontrou o tal vestido, ele estava em uma caixa no guarda-roupa. Mesmo com o poder de levitação, ela não conseguiu pegar, pois, o objeto estava preso. Então, Elisabeth decidiu escalar o móvel até conseguir tirar a caixa. A deusa inglesa subiu de prateleira em prateleira.

— Achei você. — Disse Elisabeth quando encontrou a caixa. Ela a puxou. — It’s hard work.

Elisabeth puxou diversas vezes, até que em uma última tentativa, conseguiu retirar a caixa, porém, acabou se desequilibrando e caiu. Por sorte, Hefesto, que passava por ali, viu a deusa inglesa caindo e amparou a sua queda. Elisabeth e Hefesto ficaram se olhando, como se um sentimento os envolvesse.

— Você está bem? — Perguntou Hefesto.

— Sim. Obrigada por impedir a minha queda. — Respondeu Elisabeth.

— Por nada, eu te vi caindo e resolvi ajudar. Fiquei curioso em saber o motivo de você subir no guarda-roupa. Você parece ser uma deusa bem delicada e sofisticada, não costuma ter esse tipo de atitude.

Elisabeth sentiu as bochechas começarem a ruborizar com as palavras de Hefesto. Ela se levantou e disse:

— Minha mãe me pediu para pegar um vestido que costumava usar no palácio submarino, ela está querendo fazer uma visita por lá. O vestido estava em uma caixa no guarda-roupa, eu tentei levitar, mas não consegui. Então resolvi subir no guarda-roupa e acabei me desequilibrando. Penso que essa foi a ideia mais estúpida que tive. — Elisabeth riu. — Mais uma vez obrigada.

Hefesto ficou encantado com o sorriso de Elisabeth, é como se a chama do amor renascesse dentro dele, só teve esse sentimento quando se apaixonou e se casou com sua segunda esposa. Um deus que era rejeitado por muitos, que não havia tido muitos romances, começava a sentir o seu coração bater mais forte por alguém outra vez.