Olhos de Gato, Amor de Vampiro
1 Sonhando com o passado
Notas iniciais
Pra começar a família e os Clãs de transmorfos felinos que a apareceram no decorrer da história são de autoria minha juntamente com a familia de vampiros Montenegro e a familia Holl.
BJS e se divirtam
Olhos de Gato,
Amor de Vampiro
Capítulo 1: Sonhando com o passado
Eu tinha quase certeza de que era uma sonho, pois primeiro: estava cercada de pessoas que não tinham peles incrivelmente pálidas, frias ou duras. Segundo: eu tinha uma criança em meus braços. Quase muito rápido notei o que estava vendo: os últimos instantes de minha família biológica.
Morávamos em um bosque, numa casa simples, embora fôssemos além de meu pai, que era guarda florestal e minha mãe, que era veterinária – a única na cidade que era um ovo no interior do Canadá – éramos seis irmão sendo que só eu e meu irmãozinho nascemos em solo canadense. Meus pais e meus quatro irmãos mais velhos eram americanos.
Não me lembro muito deles. Tinha cinco anos quando todos foram mortos por alguma coisa da floresta e eu fui salva pelos meus anjos protetores: minha família de criação, mas lembro-me que tinham muito respeito e reverencia pela natureza e nos ensinavam a protegê-la. Dos meus irmão mais velhos me lembro que os dois maiores eram gêmeos. O garoto se chamava Luka e a menina Felícia. Nunca soube qual dos dois era o mais velho de todos nós. Depois na ordem de idade vinha Vivian, Joss, eu (April) e Mark era o mais novo.
Naquela noite lembro-me de acordar com o barulho de um animal grande, um leão da montanha, eu pensava mas depois de anos pesquisando descobri que era meu pai, Luka e Felícia lutando com o que quer que fosse para nos proteger. Minha mãe entrou desesperada no quarto com Vivian e Joss logo atrás dela e com Mark nos braços e uma bolsa na mão, mandando que me vestisse rápido e me entregando a bolsa e Mark, ordenando-me a correr sem parar pela floresta.
Na hora fiquei paralisada. Como uma menina de apenas cinco anos, que vivia seus anos de inocência, iria pegar uma criança três anos mais nova que ela e correr sem rumo pelo bosque durante a lua nova, ou seja, na escuridão total? Embora a noite e o escuro não me fossem problema, desde aquela época me sentia à vontade quando o Sol não estava no céu e inacreditavelmente sempre enxerguei melhor a noite do eu de dia.
-Vá April! Pegue seu irmão e corra!!! Joss e Vivian irão logo atrás de você. Vá!!! – Minha mãe me tirou de meus devaneios colocando a bolsa em meu ombro e prendendo Mark em minhas costas para deixar minha mãos livres. – Não caia nem olhe para trás. Ouviu bem April? NÃO OLHE PARA TRÁS!!! – Ela me abraçou e nos beijou. – Corra livremente Panterinha. Corra como o vento e que os céus permitam que você encontre as pessoas certas o mais rápido possível. Só confie nos que tem olhos dourados!
Saí correndo sem olhar para trás e enquanto corria tentando não cair ouvi outros rosnados cada vez mais ferozes e numerosos.
Eu estava sozinha com meu irmão, correndo se rumo numa floresta a noite, pensando nas palavras de minha mãe. Tinha que correr o mais rápido possível procurando pessoas de olhos dourados. Como se fosse a coisa mais fácil do mundo...
Sempre gostei de correr pois não precisava parar, correr era natural, não ficavacansada facilmente, mais depois de algumas horas o cansaço vem e vem de matar. Parei em baixo de um abeto ofegando e tirei meu irmão das costas, ele estava dormindo embora tremesse de frio. Frio que eu não sentia mas mesmo assim o peguei em meus braços tentando aquecê-lo e pela primeira vez desde que comecei a viagem olhei para trás. Não havia nada para ver ou escutar mas tinha um cheiro horrível de queimado no ar que o vento trazia do Sudeste, a direção da qual fugi tão desorientadamente.
Fiquei lá sentada até aparecer um bando de alces e ouvir os primeiros cantos das aves indicando o começo de um novo dia. De repente ouvi algo vindo em alta velocidade, os pássaros pararam de cantar e repentinamente alce após alce foram caindo e então reparei nas criaturas em seus pescoços. Tive vontade de gritar mais mesmo assim fiquei escondida tentando controlar a velocidade do meu coração e mal respirando.
Quando olhei para eles notei que as criaturas pareciam serem humanos muito pálidos. Um homem olhou nos meus olhos por um segundo e se virou para uma mulher de aparência mais velha e ela veio me ver mais de perto, nessa hora o Sol saiu de trás das nuvens e um raio brilhante bateu na mulher fazendo com que ela brilhasse como se a pele dela fosse feita de milhares de cristais. E então notei seu rosto. Ele era lindo, a face de um anjo bondoso e os olhos, os olhos eram dourados, de um ouro claro magnífico e me lembrei mais uma vez das palavras de minha mãe. – Só confie nos que tem olhos dourados – Dourados, tinha finalmente encontrado as pessoas certas.
Ela olhou para Mark, soltou uma pequena exclamação e falou baixinho com uma voz linda e melodiosa que só poderia pertencer a um anjo.
-Oh! Coitadinho, é tarde demais para ele. – Na hora não entendi o que a anja na minha frente queria dizer. Ela falou novamente, agora mais alto e realmente a voz daquele ser era indescritível. – Você está segura agora April, vamos cuidar de você. Pode descansar agora queria, você deve estar exausta. – Nessa ora eu bocejei. – Foi o que pensei.
Ela me abraçou e pegou a mim e ao Mark no colo, um em cada braço. Sua pele, além de extremamente pálida, era incrivelmente dura e surpreendentemente gelada mas não me importei pois pela primeira vez, depois de ouvir os primeiros rosnados da noite anterior, me senti completamente segura. Fechei os olhos feliz e acordei num pulo.
Esse maldito sonho de novo não...
Notas finais
bjs e comentem por favor.
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