– Olá, meus jovens amigos! É ótimo saber que já estão acordados. – disse ele com o maior entusiasmo.

– Quem é você e por que estamos aqui?

– Tudo há seu tempo minha querida Jane. Diga-me, já sabe o que se tornou?

– Me sinto diferente, mas não. Não sei.

É claro que eu sabia. Antes dos nossos pais serem assassinados eles nos contavam historias sobre demônios bebedouros de sangue e sempre diziam que eram apenas historias, mas eu sempre suspeitei, afinal, nós saiamos de casa o tempo todo e eu notava pessoas pálidas e de olhos vermelhos andando pela rua, como se estivessem com dor, ou apenas procurando uma presa, agora eu tenho certeza de que tudo isso é verdade, mas não culpo nossos pais por mentirem sobre isso conosco, afinal, eles não queriam que vivêssemos com medo destas criaturas, mas eu deixei que Aro nos explicasse melhor sobre eles.

– Pois bem, devem entender isso antes de saber quem nós somos. Somos, pode se dizer que as criaturas mais fortes e mais belas do universo. Não há nada ou ninguém que ouse nos desafiar, e se tentar tenha certeza que este ira perecer diante da nossa grandiosidade e vocês, meus queridos, estão tendo a magnifica honra de ser como nós. Todos aqui presentes, tem orgulho do que são...

– E é graças a Aro que nos tornamos o que somos hoje, por isso o damos nossa eterna gratidão. – Disse Heidi interrompendo a explicação de Aro.

– Agradeço.

– Prossiga irmão. – Alguém de cabelos loiros e com uma expressão fria no rosto, que aparentava ser irmão do líder, exclamou.

– Então meus queridos, entendem agora a qual mundo passaram a pertencer? – Continuou Aro, como ordenado pelo irmão.

– Acho que sim, mas... Aro, não é?! Não entendemos quem vocês são. — disse Alec parecendo confuso como se não tivesse lembrança das historias dos nossos pais.

– E por que fizeram isso conosco. – Isso, nossos pais nunca poderiam adivinhar, então eu completei.

– É o que iria lhes explicar agora mesmo. Com já devem ter percebido somos criaturas extraordinárias, vampiros para ser mais exato. E digamos que alguns de nós temos habilidades especiais que podem ser usadas com bom proveito em mãos certas. E nós somos essas pessoas, ou melhor, criaturas. Somos os Volturi, somos a lei desse mundo oculto para os humanos. Todas as sociedades precisam de leis e em nosso mundo não seria diferente, e os Volturi são quem criam essas leis e aplicam as devidas punições. E é o nosso dever buscar os melhores e mais valiosos aliados para essa eterna missão. Por isso vocês estão aqui, vocês são um desses vampiros extraordinários agora, se já eram incríveis quando eram meros humanos, suas habilidades agora se elevaram a um nível excepcional. Nós salvamos vocês por que sabíamos que estavam destinados a ser mais do que apenas “gêmeos bruxos” queimados em uma fogueira para satisfazer o complexo de superioridade que os humanos acham que possuem, não conseguiam aceitar a existência de criaturas mais especiais que eles. Se soubessem de nossa existência certamente se voltariam contra nós, porém dizimaríamos a raça humana e ficaríamos sem o nosso melhor néctar. Há uma coisa que devem aprender, essa é uma das diversas razões do por que não podemos revelar nossa existência, é a lei mais absoluta em nosso mundo e não aceitamos exceções, aquele que ameaçar ou nos mostrar ao mundo humano deve ser punido com o mais severo dos castigos: a morte.

Eu estava ao mesmo tempo assustada e impressionada com o discurso de Aro. Ele com certeza deixou claro o que eu e meu irmão nos perguntávamos.

– Bom, muito obrigado por nos dar este enorme prazer. Eu e minha irmã ficaremos honrados em nos juntar a vocês.

Aro olhou para mim como se estivesse esperando não só a resposta do meu irmão mas também a minha. Então eu o respondi:

– Concordo, ficaremos honrados em participar. Agradeço por nos dar a oportunidade.

– Não há de que, meus queridos. Venham, cheguem mais perto, vou lhes apresentar meus irmãos.

Ele direcionou a palma de suas mãos para o lado esquerdo e disse:

– Este é Marcus.

E repetiu a ação para o lado direito, dessas vez apontando para Caius.

– Sejam bem vindos, crianças. Vamos adorar tê-los conosco – disse Caius.

Nunca estive tão feliz desde a morte de nossos pais. Eles realmente pareciam ser legais. Estava começando a aproveitar tudo isso, e pelo que conheço do meu irmão, ele também.

– Minha garganta queima.. – eu disse esperando que ele me explicasse o por quê daquilo.

– A minha também, o que é isso? – Alec, parecendo realmente sentir o mesmo que eu.

– Pressenti que sim. Heidi pode cuidar disso para vocês, e certamente cuidar da aparência também.

– Absolutamente, mestre.

Heidi nos levou até a vila, e enquanto caminhávamos ela nos explicou como nos confundirmos com os humanos para que ninguém suspeitasse de nós e entramos na floresta, onde haviam pequenas casas como a nossa antiga cabana onde certamente moravam pessoas pobres e infelizes. Ela foi primeiro, atraiu a presa até o meio da floresta dizendo que tinha um comunicado importante para dar. Segurou nos ombros dela e a mordeu no pescoço e chupou seu sangue até não restar mais nada além do corpo.

– A vez de vocês.

Eu fui até a pequena casa, onde haviam 2 crianças correndo pela casa certamente exibindo seus brinquedos novos e um homem sentado, lendo um livro velho. Pedi que me acompanhasse até a floresta, como Heidi fizera, me aproximei dele como se tivesse a intenção de contar-lhe algo em particular e mordi. Era uma sensação boa, como se o fogo existente em minha garganta apagasse me trazendo alivio. Em seguida, fui novamente até a casa onde o senhor morava e fiz o mesmo com as crianças, como se eu estivesse apenas sendo controlada não pelo meu cérebro, mas sim pelo meu corpo. Voltei ao lugar onde Alec e Heidi estavam e pedi que Alec fizesse o mesmo.

Esperei e cerca de poucos minutos depois, Alec voltou.

– Mais? – disse Heidi com esperança de que nós voltássemos lá e bebêssemos mais alguém.

– Não!

– Também estou satisfeito – disse Alec.

– Bom, então vamos vocês que tirar esses trapos que chamam de roupas e vestir algo elegante e digno de um Volturi.