Olhos Em Chamas
3 PODERES
POV Alec
A mulher chamada Heidi, após caçarmos nos levou de volta ao castelo Volturi, para trocarmos nossas roupas. Aparentemente nossa vestimenta de pessoas que precisam se esconder do mundo estava bastante inadequada para aquele mundo. Acho que finalmente começava a entender nosso propósito, respeito muito a pose de Aro como líder dos Volturi, mas aquele discurso de sermos destinados a algo maior do que morrer em uma fogueira não me convenceu muito, ele só estava interessado em aumentar sua coleção, nosso poder era inigualável era tudo que ele queria, e agora ele tem. Apesar de tudo serei eternamente grato e ele e aos Volturi por terem salvado eu e minha irmã, eu lhes devo a minha existência.
– Mergulhado em seus próprios pensamentos irmão?- Jane falou me tirando de meus devaneios, era melhor eu deixar isso pra lá.
– Você me conhece bem demais pra saber que eu sempre estou assim Jane, parece que 24 horas por dia, estou fora de mim, mergulhado em meu mundo interior. — ela sorriu pra mim e eu sorri em resposta.
Ao chegarmos ao castelo Volturi, Heidi nos levou aos nossos quartos, pelo que ela disse, e falou que traria logo algo para nós vestirmos. Depois de alguns instantes ela chegou ao quarto com algo parecido com uma roupa da alta sociedade daquela época, com tecidos cobiçados, e fios de ouro.
– Nunca usei nada desse tipo antes, me parece estranho – eu disse depois de vestir a minha roupa, que era em tons que variavam do marrom ao preto, com pequenos fios dourados ao longo de sua estrutura. Parecia que não era eu refletido no espelho em que me vi.
– No começo é sempre assim, logo se acostumará querido, irei levar agora a roupa de sua irmã, com licença. – E ela me deixou sozinho olhando para o reflexo que no espelho, parecia — me desconhecido.
POV Jane
Quando Heidi me deixou em meu quarto e foi ajudar Alec com suas novas roupas decidi conhecer o ambiente ao qual eu pertencia agora, pelo menos o quarto por enquanto. Suas paredes eram em tons pastéis, indo do branco ao bege, a cama impecavelmente arrumada em lençóis com o mesmo tom, era de uma madeira escura, porém muito bonita, com flores adornando sua parte superior e na parte inferior, aos pés da cama, havia um grande baú. Não me atrevi a olhar o que havia dentro, tudo aquilo ainda era muito novo para mim. Após alguns instantes ouvi uma leve batida na porta.
– Pode entrar!
– Olá pequena Jane, agora vamos as suas roupas, já que seu irmão já esta devidamente arrumado.
Heidi foi até o baú aos pés da cama e de lá de dentro tirou um dos vestidos mais bonitos que já vi em minha... é ... EXISTÊNCIA. Era em tons pastel, adornado com pedras brilhantes e fios dourados, digno da nobreza, era parecido com o vestido que ela mesma usava, mas de um jeito, mas composto, se é que posso dizer, Simplesmente fiquei maravilhada.
– São essas roupas que usaremos hoje?
– Não minha querida, roupas como essas vocês usarão não apenas hoje, e sim pelo resto dos dias que permanecer conosco.
Heidi ajudou a me vestir e quando ia se retirando do quarto disse:
– Jane, Aro quer encontrar você e seu irmão daqui a alguns minutos, quando estiver pronta, sai do quarto e vá a recepção, sabe onde é não é? Passamos por lá hoje cedo.
– Sei sim, mas o que Aro quer falar conosco?
– Isso apenas ele poderá lhe revelar, passo lá na recepção pra buscar você e seu irmão e leva-los até ele.
E ela se foi. Depois de estar vestida sai e do meu quarto e fui até o de Alec.
– Irmão, Heidi disse que devíamos ir até a recepção, pois Aro quer nos encontrar.
– Sei disso, ela me avisou também, estava indo neste momento ao seu quarto saber se já tinha saído. Vamos?
– Vamos sim.
Andamos pelos corredores de pedra, em silêncio na maior parte do caminho mas nos deparamos com duas pessoas, se é que posso chama-los assim.
– Ei, vocês devem ser os garotos novos que Aro nos falou. Parem, esperem um pouco.
Congelei, aquela voz não era familiar, as únicas pessoas com quem tivemos contato foram Heidi, Aro, Caius, Marcus, e Demetri. Lembrava-me das vozes de todos eles, e não eram essas. Eu sei que era tolice ficar com medo porque, obviamente, esses vampiros também eram Volturi, mas eram desconhecidos.
– Olá crianças, deixe – me apresentar esta bem? Chamo-me Santiago.
– E eu me chamo Chelsea, como são seus nomes mesmo?
– Eu sou Alec, e está – Alec fez sinal para mim com a cabeça- é a minha irmã Jane.
O homem que se dizia chamar Santiago nos olhou como se nos avaliasse.
– Bem aposto que são os novos brinquedinhos de Aro não é?
– Não sei do que esta falando? – Eu disse tirando coragem não sei de onde.
– Ah vocês sabem, as novas peças de sua magnífica coleção, como eu Chelsea, mas então digam – me, quais são suas habilidades especiais?
– Habilidades? Não sabemos ainda.
– Ei Santiago, sabem o que dizem? Que a melhor maneira de se descobrir a habilidade de um vampiro é com o medo — Disse Chelsea, Santiago a olhou com um sorriso presunçoso, depois olhou pra mim e Alec, se posicionou em forma de ataque e avançou. Não sei o que aconteceu, mas tentei fazer o que costumava nessas situações quando ainda era humana. Eu não sabia se ainda tinha aqueles poderes estranhos, mas mesmo assim foi a minha única alternativa.
– Aaaaaaaahhhhhh!
Ouviu-se um grito de dor ecoar pelo corredor em que nos encontrávamos. Santiago começou a se contorcer no chão, aos meus pés. Era incrível a sensação de que você é capaz de imobilizar um oponente que parecia tão intimidador sem mexer nem um dedo. Fui intensificando a magnitude de meu ataque para ver até qual era seu limite e Santiago agonizava mais ainda se debatendo no chão. Chelsea olhava para a cena, horrorizada, e sem reação alguma. Então, fui tirada de meus pensamentos.
– Basta Jane, pare com isso imediatamente.
Era a voz de Heidi, no mesmo instante parei de lançar o meu suposto poder sobre o vampiro que agora não agonizava mais.
– Chelsea tire Santiago daqui, será que não podemos tirar o olho de vocês por um instante e já estão infortunando nossos novos irmãos?
Chelsea obedeceu a ordem de Heidi, e saiu pelo fundo do corredor levando Santiago consigo.
– Querida, digo que foi realmente impressionante o que presenciei agora, Aro vai ficar extasiado quando souber do que sua nova pequena é capaz de fazer. Vamos, vou levá-los até ele neste instante
POV Alec
A mulher chamada Heidi, após caçarmos nos levou de volta ao castelo Volturi, para trocarmos nossas roupas. Aparentemente nossa vestimenta de pessoas que precisam se esconder do mundo estava bastante inadequada para aquele mundo. Acho que finalmente começava a entender nosso propósito, respeito muito a pose de Aro como líder dos Volturi, mas aquele discurso de sermos destinados a algo maior do que morrer em uma fogueira não me convenceu muito, ele só estava interessado em aumentar sua coleção, nosso poder era inigualável era tudo que ele queria, e agora ele tem. Apesar de tudo serei eternamente grato e ele e aos Volturi por terem salvado eu e minha irmã, eu lhes devo a minha existência.
– Mergulhado em seus próprios pensamentos irmão?- Jane falou me tirando de meus devaneios, era melhor eu deixar isso pra lá.
– Você me conhece bem demais pra saber que eu sempre estou assim Jane, parece que 24 horas por dia, estou fora de mim, mergulhado em meu mundo interior. — ela sorriu pra mim e eu sorri em resposta.
Ao chegarmos ao castelo Volturi, Heidi nos levou aos nossos quartos, pelo que ela disse, e falou que traria logo algo para nós vestirmos. Depois de alguns instantes ela chegou ao quarto com algo parecido com uma roupa da alta sociedade daquela época, com tecidos cobiçados, e fios de ouro.
– Nunca usei nada desse tipo antes, me parece estranho – eu disse depois de vestir a minha roupa, que era em tons que variavam do marrom ao preto, com pequenos fios dourados ao longo de sua estrutura. Parecia que não era eu refletido no espelho em que me vi.
– No começo é sempre assim, logo se acostumará querido, irei levar agora a roupa de sua irmã, com licença. – E ela me deixou sozinho olhando para o reflexo que no espelho, parecia — me desconhecido.
POV Jane
Quando Heidi me deixou em meu quarto e foi ajudar Alec com suas novas roupas decidi conhecer o ambiente ao qual eu pertencia agora, pelo menos o quarto por enquanto. Suas paredes eram em tons pastéis, indo do branco ao bege, a cama impecavelmente arrumada em lençóis com o mesmo tom, era de uma madeira escura, porém muito bonita, com flores adornando sua parte superior e na parte inferior, aos pés da cama, havia um grande baú. Não me atrevi a olhar o que havia dentro, tudo aquilo ainda era muito novo para mim. Após alguns instantes ouvi uma leve batida na porta.
– Pode entrar!
– Olá pequena Jane, agora vamos as suas roupas, já que seu irmão já esta devidamente arrumado.
Heidi foi até o baú aos pés da cama e de lá de dentro tirou um dos vestidos mais bonitos que já vi em minha... é ... EXISTÊNCIA. Era em tons pastel, adornado com pedras brilhantes e fios dourados, digno da nobreza, era parecido com o vestido que ela mesma usava, mas de um jeito, mas composto, se é que posso dizer, Simplesmente fiquei maravilhada.
– São essas roupas que usaremos hoje?
– Não minha querida, roupas como essas vocês usarão não apenas hoje, e sim pelo resto dos dias que permanecer conosco.
Heidi ajudou a me vestir e quando ia se retirando do quarto disse:
– Jane, Aro quer encontrar você e seu irmão daqui a alguns minutos, quando estiver pronta, sai do quarto e vá a recepção, sabe onde é não é? Passamos por lá hoje cedo.
– Sei sim, mas o que Aro quer falar conosco?
– Isso apenas ele poderá lhe revelar, passo lá na recepção pra buscar você e seu irmão e leva-los até ele.
E ela se foi. Depois de estar vestida sai e do meu quarto e fui até o de Alec.
– Irmão, Heidi disse que devíamos ir até a recepção, pois Aro quer nos encontrar.
– Sei disso, ela me avisou também, estava indo neste momento ao seu quarto saber se já tinha saído. Vamos?
– Vamos sim.
Andamos pelos corredores de pedra, em silêncio na maior parte do caminho mas nos deparamos com duas pessoas, se é que posso chama-los assim.
– Ei, vocês devem ser os garotos novos que Aro nos falou. Parem, esperem um pouco.
Congelei, aquela voz não era familiar, as únicas pessoas com quem tivemos contato foram Heidi, Aro, Caius, Marcus, e Demetri. Lembrava-me das vozes de todos eles, e não eram essas. Eu sei que era tolice ficar com medo porque, obviamente, esses vampiros também eram Volturi, mas eram desconhecidos.
– Olá crianças, deixe – me apresentar esta bem? Chamo-me Santiago.
– E eu me chamo Chelsea, como são seus nomes mesmo?
– Eu sou Alec, e está – Alec fez sinal para mim com a cabeça- é a minha irmã Jane.
O homem que se dizia chamar Santiago nos olhou como se nos avaliasse.
– Bem aposto que são os novos brinquedinhos de Aro não é?
– Não sei do que esta falando? – Eu disse tirando coragem não sei de onde.
– Ah vocês sabem, as novas peças de sua magnífica coleção, como eu Chelsea, mas então digam – me, quais são suas habilidades especiais?
– Habilidades? Não sabemos ainda.
– Ei Santiago, sabem o que dizem? Que a melhor maneira de se descobrir a habilidade de um vampiro é com o medo — Disse Chelsea, Santiago a olhou com um sorriso presunçoso, depois olhou pra mim e Alec, se posicionou em forma de ataque e avançou. Não sei o que aconteceu, mas tentei fazer o que costumava nessas situações quando ainda era humana. Eu não sabia se ainda tinha aqueles poderes estranhos, mas mesmo assim foi a minha única alternativa.
– Aaaaaaaahhhhhh!
Ouviu-se um grito de dor ecoar pelo corredor em que nos encontrávamos. Santiago começou a se contorcer no chão, aos meus pés. Era incrível a sensação de que você é capaz de imobilizar um oponente que parecia tão intimidador sem mexer nem um dedo. Fui intensificando a magnitude de meu ataque para ver até qual era seu limite e Santiago agonizava mais ainda se debatendo no chão. Chelsea olhava para a cena, horrorizada, e sem reação alguma. Então, fui tirada de meus pensamentos.
– Basta Jane, pare com isso imediatamente.
Era a voz de Heidi, no mesmo instante parei de lançar o meu suposto poder sobre o vampiro que agora não agonizava mais.
– Chelsea tire Santiago daqui, será que não podemos tirar o olho de vocês por um instante e já estão infortunando nossos novos irmãos?
Chelsea obedeceu a ordem de Heidi, e saiu pelo fundo do corredor levando Santiago consigo.
– Querida, digo que foi realmente impressionante o que presenciei agora, Aro vai ficar extasiado quando souber do que sua nova pequena é capaz de fazer. Vamos, vou levá-los até ele neste instante
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