Olho de Elfo
1 mudança de olhar
Sexta-feira 10 de outubro de 2009 12:23
-Já podemos ir?
-Sim pai nós já podemos pegar a estrada.
-Então vamos
Estávamos indo para nossa casa de campo, ela ficava a mais ou menos 3 km de distancia da cidade e ficava ao lado de uma floresta, não era tão longe assim, principalmente de carro, o único problema, é que nós morávamos na cidade vizinha que ficava a 297km, que somados davam 300km de distancia, e isso sim é muito.
Na segunda seria feriado de nossa senhora da aparecida, (é nessas horas que descobrimos que não existe ateu que resista a um feriado) era presença facultativa, aproveitamos para sair um pouco de casa.
Eu me chamo Samueru, tenho15 anos sou da família Anathesti, meu pai se chama hideki, o melhor atirador que já vi na minha vida, ele agora não pega mais em armas, minha mãe morreu quando eu era muito novo, lembro-me pouco de sua fisionomia, mas de sua voz eu nunca irei me esquecer, toda noite ela lia histórias ou cantava para mim, meu pai diz que se conheceram na academia de policia, minha mãe lutava muito e sabia manusear qualquer arma, (o que me deu muito conhecimento com armas) para minha sorte eu consegui herdar as duas habilidades, a precisão de meu pai e o conhecimento de minha mãe.
Para casa de campo, ia meu pai, minha prima Ariana de 13 anos e primo thalis de 14 (que apesar de irmãos não tinham nada em comum) meu tio Gabriel e eu, cada um sabia fazer algo, minha prima cozinhava, meu tio era o melhor arrumador de acampamento do país e meu primo, era um rastreador humano, encontrava um animal a uma distancia enorme.
Chegamos já estava escurecendo, pois Ariana precisou descer mais de cinco vezes, era uma coisa chata, ficar parando o tempo todo e demorando muito a cada vez que descíamos, mas como dizem, antes tarde do que nunca meu tio foi ligar a energia, e eu, fui ligar a água, abri o registro e me encostei á parede para escutar o barulho da água subindo pelos os canos para encher a caixa d’água, eu acho o barulho da água revigorante, eu amava aquele som, me dava energia.
Fui ao carro e peguei minhas malas, entrei em casa e fui para meu quarto para descarregá-las. Havia três quartos na casa sendo duas suítes. Eu e meus primos sempre dividíamos o maior quarto o qual não tinha banheiro. Cabiam três camas com um espaço relativamente grande entre elas.Eu dormia na cama mais próxima da janela, quando eu era menor não dormia direito durante a noite, pois os barulhos vindo do mato eram extremamente medonhos, davam muito medo, mas depois que eu cresci (e passei a dormir com minha glock debaixo do travesseiro) que comecei a dormir direito.
Depois de descarregar a mala, meu primo e eu fomos à cozinha para comer algo, ao chegarmos vimos Ariana e meu pai discutindo (às vezes eu acho que minha prima mente a idade).
-gente, calma...
Eles não calaram, foi ai que Thalis deu um grito que cessou a briga dos dois.
-A palavra é tua Samu.
-Valeu thalis.- me virei para eles e perguntei:- O que esta havendo para vocês estarem neste bate boca?
-Sua priminha esqueceu a comida em um dos milhares de postos de gasolina que nó paramos.
-Como assim, como você esquece comida em um posto de gasolina?
-Eu peguei a bolsa errada e esqueci no banheiro. Cometi algum pecado?
O ar sarcástico de minha prima era o que eu mais odiava nela.
-E ela ainda pergunta!Ai meu pai celestial.Vamos Samueru, Thalis e Gabriel troquem de roupa, nos vamos caçar.
-Mas pai, nós nunca caçamos no período da noite.
-para tudo se tem existe uma primeira vez primeira vez vai logo com isso, e coloque o relógio para despertar quando estiver faltando apenas cinco minutos para a meia noite.
Ele falou e simplesmente saiu para seu quarto.
Fui para o meu me troquei, peguei minha carabina, a taurus e minha glock, ambas cromadas, gastei uma grana com elas, elas eram boas, mas agora, estavam perfeitas.Sai de casa ainda só, coloquei o carregador em minhas pistolas, armei minha carabina, olhei pela alça de mira e vi algo estranho se movendo para o mato, olhei de novo, mas não havia nada.
Meu pai saiu e gritou para dentro para que meu primo e tio viessem logo, coloquei o meu relógio de pulso que havia comprado há dois meses com minha mesada para despertar no horário combinado, eu nem perguntei o por que daquilo, meu pai não gostava de ser contrariado.
Entramos na floresta, era muito demoníaca continha um peso, e ao mesmo tempo uma leveza descomunal, levei meu pensamento apenas a caça, olhei no relógio, eram exatamente 11:34 seguimos um pouco e nosso rastreador humano deu o primeiro alarme:
-T em algo próximo, parece um porco, e dos grandes, ele deve estar em um raio de meio quilometro.
Mais uma vez ele acertou, era um porco não muito gordo, mas era grande e parecia ser forte, meu pai mandou com um gesto que devíamos dar a volta no animal, obedecemos prontamente, demos a volta enquanto ele procurava algum lugar aonde se deitar.
Ajoelhei-me em posição de tiro ajeitei a mira e escutei pelo rádio de ouvido:
-Sam, ele é teu.
-Era meu primo.
Mirei e na hora de apertar o gatilho...Pipi...Pipi...Pipi...Pipi...Pipi...Pipi.
Era o despertador do meu relógio, nessa hora o porco olhou em minha direção e vi seu olhar em câmera lenta, atirei na mesma hora que escutei pelo rádio meu tio me xingando:
-Atira veado, ou eu atiro em você.
Foi certeiro no olho esquerdo do animal que caiu morto sem se debater ou gritar.
Chegamos perto e vi que o animal ainda respirava, achei estranho aquilo, fiquei com do daquele animal.
-Morre filho da mãe.
Retirei minha faca e cortei a garganta do bicho.
Fiquei com uma sensação ruim, olhei para cima e vi um ninho de rolinha abandonado, subi na arvore e constatei que havia cinco ovos, entreguei ao meu pai e da arvore vi de novo aquela coisa estranha. Senti um calafrio, ela se aproximava do pessoal, gritei, mas foi em vão, retirei a taurus em um ato de reflexo e acertei um tiro nas costas daquilo, senti algo nos olhos e cai da arvore, foi nesse instante que comecei a ver muitas coisas, eram flashes cada vez maiores, esfreguei meus olhos e consegui ver que ele rolou até os pés de meu pai e parou, levantou a pata e tentou segurar no seu pé meu pai se esquivou para trás virou as costas e disse por cima do ombro:
-Finaliza essa porra e não demonstre medo em hipótese alguma.
Retirei a taurus novamente e desferi um ti em sua face que tinha um semblante de medo e ao mesmo tempo de despreocupado, como se tivesse com a missão cumprida, mirei e atirei.
Minha visão começou a embaçar, fechei-os guardei minha arma e levei minhas mãos aos meus olhos, senti um vento forte passando por mim respirei fundo e...
Notas finais
Taurus/Glock: armas de fogo da categoria pistola.
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