Olho de Elfo

2 UMA NOVA COMPANHEIRA DE VIAGEM


Era senti que ocorriam mudanças comigo, senti meu cabelo em minhas mãos que continuavam em meus olhos, pois tinha medo de retirá-las e minha visão continuar no estado em que se encontrava, meu ouvido só conseguia escutar o barulho do vento, senti uma leveza, era como se minhas roupas ficassem mais leves, e finas como seda, senti algo em minhas pernas e costelas, eu conhecia aquilo, eram coldres, também constatei em meu coturno havia provavelmente um canivete, não estava gostando daquilo principalmente pelo fato de não saber com o que iria acontecer comigo a partir daquele instante.

De repente o vento para, e junto com ele, meu medo, fui abrindo meus olhos de vagar e me deparei com um monte daquelas coisas, eram goluns, não sei como soube o que era aquilo, apenas soube, eles estavam armados com espadas, machados e lanças, ao longe vi o que se poderia ser elfos com arcos de precisão.

Percebi que estava com uma roupa diferente, era uma roupa muito fina e leve, parecia um, sobretudo preto com um tipo de cinto, que não gostei, (apesar do símbolo na fivela ser muito maneiro) retirei-o e a roupa se abriu, não acreditei no que meus olhos viam, eu estava com um coldre colete, com duas pistolas, micro bainhas para facas de arremessos, dois coldres de perna com duas pistolas, as minhas prediletas, Taurus e Glock.

Levantei de novo minha cabeça e os Goluns começarão a abaixar as armas, que portavam, comecei a caminhar e eles começaram a abrir caminho para mim, ate que um velho anão me parou e disse em alto e bom tom:

-O castelo fica para o outro lado senhor.

Senti um leve sarcasmo e sua voz, alguns dos que estavam presentes riram baixo.Não estava gostando de ser motivo de chacota para um bando de coisas pequenos e anãos atrevidos.

-E porque eu deveria ir ao castelo meu pequeno e miserável ser?

As risadas aumentaram, o anão sem se contentar desembainhou sua espada e tentou desferir-me um golpe que caso fosse certeiro, iria cortar minha cabeça, dei um salto veloz para trás e vi em minhas costas de cabeça para baixo um cabo de uma espada, ele novamente levantou sua lamina que mesmo desgastada pelo grande e excessivo uso parecia ter um corte que poderia ser fatal desembainhei a minha espada e com um salto por cima daquele anão grotesco fui parar atrás daquele inviduo, coloquei em sua garganta minha lamina que era prata em quanto à parte metálica era preta ela soltou a espada com convicção de que havia sido rendido e eu repeti a pergunta com um ar bem carinhoso.

-Então, anãozinho, vai ou não me dizer porque eu deveria ir para a porra do castelo?

-Porque o rei esta a sua espera...Ele te espera desde a morte de sua mãe.

-Como sabe da minha mãe?

Ele não me respondeu com palavras, apenas apontou pra um desenho que havia em minha espada, eu não havia visto aquele desenho, era uma caveira com chifres e com chamas em volta de si.

-muito obrigado.

Empurrei o anão para frente e ele caiu, me virei para o lado do castelo e comecei a andar, o anão se levantou pegou um arco com alguém mirou em minhas costas e atirou, minha audição havia sido muito apurada, e com isso consegui virar, segurar a flecha retirar minha pistola e dar dois tiros nele, ele caiu morto na hora.Olhei para a flecha e vi uns inscritos estranhos, não me incomodei, joguei-a em uma arvore próxima deixando-a presa.

Segui minha viagem, quando me distanciei um pouco deles, procurei o riacho que havia ali, lavei meu rosto e minhas mãos, olhei para minhas armas, estava com um armamento bélico de escala de guerra, além das armas mencionadas anteriormente, eu estava com uma Spas 12 duas Shot Guns um revolver calibre 38 e uma pistola 38 relativamente comum só que um pouco maior que o de costume, duas Desert Eagles e por fim, um fuzil.Sniper. 50.

Após conferi meu armamento, escutei um barulho atrás de mim, vesti minha roupa fingindo não ter escutado nada, após estar pronto prendi o cinto me virei e perguntei:

-Sabe para onde fica o castelo, minha cara?

A resposta veio em seguida:

-É claro que eu sei, mas você não acha perigoso ir ao castelo por esse caminho?Pode haver ladrões aqui!

-Uma interessante suposição menina.Mas se você não tem medo, porque eu teria?

Ela sorriu olhou para traz e disse:

-Não se tem medo de ladrões quando se é uma...

Então no momento em que ela terminou de falar, cinco seres que pareciam tatus saíram de trás dos arbustos localizados em todos os lados do rio.

-Pelo jeito nosso amiguinho está perdido, que peninha, a sua sorte é que estamos aqui para te guiar, só vai te custar...Hum... Todo seu dinheiro.

-O que vocês pensão que eu sou? Banqueiro? Ou tenho conta no Banco do Brasil?

Eles desembainharam suas espadas e disseram:

-Anda logo cara ou arranco sua cabeça.

-Então tenta animal.

Ele rapidamente segurou na gola de meu, sobretudo e me puxou para baixo, encarei-o dei um pequeno sorriso desafiador e disse.

-Se você não me soltar eu arranco sua mão.

-Então tenta!

Em um movimento rápido retirei minha espada cortei sua mão e ele se afastou um pouco.Ele gritou algo estranho em que todos fizeram a pergunta crucial do momento:

-O que ele disse?

Minha resposta foi breve e muito educada:

-relaxem, o chefe de vocês esta em estado de choque, mas eu acho que ele disse’ Peguem eles desgraçados’.

Eles se entreolharam e correram em minha direção.Em movimentos muito rápidos, saltei e me penderei de cabeça para baixo em uma árvore, quando eles olharam para cima, eu já estava com minha shot gun na mão e desferi um tiro para na direção deles, todos cairão em óbito.

Desci do galho onde estava, olhei para menina que ainda assustada com tudo aquilo me olhou e se jogando aos meus pés começou a me implorar pela sua vida.Olhei para o que seria o chefe daquele grupo e atirei em seu rosto.Enquanto isso a garota tentava fugir em silencio, peguei-a pela blusa a virei e tornei a perguntar:

-Vai me dizer onde fica a porra do castelo ou não?

-Você me deixa ir com você?

-Você não está em posição de fazer negócios mocinha.

-Então tá descubra sozinho.

-... ... ...Ta bom guria chata.

-Yes!