Old Man

6 Old Man 6


Notas iniciais
Nada a declarar.

Old Man #6

O impacto fez a mão do senhor de idade doer. Seus ossos já haviam sofrido um bocado, de tanto espancar o rosto do homem a sua frente e os nós de suas mãos já estavam vermelhos, com o sangue do alvo e das fortes pancadas. A sala era prestigiosa, com bandeiras do país e uma mesa de madeira, que deveria ser muito cara, devia, pois agora estava totalmente destruída. Era um gabinete de algum político dos USA, o que representava um alto valor pela cabeça.

Depois de muito esmurrar o alvo, ele deu um tempo, respirou ofegante, devido à idade, e o soltou, deixando-o de joelhos no piso, antes limpo, agora era uma poça vermelha que se espalhava por toda a sala. O Velho deu uma olhada para traz, era um corredor de corpos amontoados e um alarme ainda tocando, para ninguém, todos mortos. Talvez o mais impressionante, para qualquer um que olhasse, era que todos os cadáveres ali presentes eram da alta elite de forças especiais dos Estados Unidos da América, eles eram as forças do serviço secreto do pais de maior poder bélico. Eles não possuíam quaisquer marcas de queimaduras ou buracos nas roupas e coletes balísticos. O Velho usou apenas de suas mãos nuas para matar cada um dos mais bem treinados soldados do continente americano. Era um massacre.

— Você sabe muito bem por que estou aqui, não sabe? – Ele se virou para o político. – Senhor presidente?

— Claro que sei, filho da puta. Algum cachorro desalmado te mandou para me matar. Acha que não sei quem é você? Acha que não sei o que você faz? Sabe quem comanda a EOIG?! – Exaltou-se o presidente.

O cowboy não mudou sua expressão de desprezo, apenas desferiu um soco no nariz do alvo e, enquanto escorria sangue misturado no catarro, ele deu mais um, dessa vez com um sorriso sarcástico no rosto. O mercenário, então, voltou com sua expressão de seriedade e desprezo, fitando o presidente, logo ele puxou o colarinho do político, que gemeu de dor. Não era apenas no rosto do homem ajoelhado que haviam injurias, mas também em seu pescoço e ele tinha um braço quebrado, que estava torto para a direita de uma forma desumana e grotesca. Suas pernas já haviam cedido bem antes e era uma certeza de que os tendões da parte inferior de seu corpo estavam todos rompidos e esfolados. Seu joelho esquerdo estava levemente afundado para trás e o direito, quase inteiro, se não fossem pelos ralados e cortes de vidro.

— Ótimo, você quebrou mais uma parte do meu corpo, já não está satisfeito com todas as outras? – Perguntou o presidente, com deboche.

— Por mim eu usava aquele pedaço de ferro ali. – O cowboy fez um sinal com a cabeça indicando o mastro da bandeira dos USA, atrás do político. – Então, para de reclamar, recomponha-se como homem e arque com as consequências das suas ações, seu corrupto fodido!

— Por que você não chupa o meu pênis? – Questionou, irado, o presidente.

O cowboy chutou a têmpora do sujeito, que se se virou com força, voltando com um corte e sangue.

— Precisava?

— Eu que te pergunto, para que ser grosso?

— Por que você é um merda.

— Não fui eu quem vendeu os projetos de uma bomba capaz de explodir dois planetas, para uma organização terrorista de outra dimensão.

— Isso, meu senhor, se chama lucrar, e é o que mantem esse país de pé, e na frente da Rússia, por exemplo. – O presidente cuspiu um pedaço do próprio dente. – Por isso, seu filho da puta, não é pra você atrapalhar esse negócio!

— Olha, escuta aqui. Eu não sou desse tempo, estamos o que? Em 2020? Sou de muito mais à frente. – O mercenário sacou seu revolver e apontou para o corrupto, que estava de joelhos. –Essa arma por exemplo, não é nem dessa dimensão. É de muito mais longe do que você pode sequer imaginar.

— Foda-se.

— O que disse? – O Velho encostou o cano da arma no roxo, na testa do presidente. – Eu ouvi alguma grosseria, seu palhaço?

— Não, senhor. – Disse o político se afastando com a dor. – Afinal, quem te enviou?

— Por que quer saber?

— Ora, se eu for morrer, que eu saiba ao menos quem me quer morto.

— Veja bem, senhor presidente, eu me impressionei bastante com a sua coragem e disposição. Você foi o único que teve coragem, de todos os meus alvos, de me encarar olho no olho. E mesmo com todos os ossos que eu quebrei de você, você continua aí, acordado. Sabe, eu sou anormal, tive algumas desavenças nesse lixo que eu eu chamo de vida, mas você, senhor presidente, está de parabéns. De verdade.

— Ótimo, então não me mate, seu porco!

— Eu não disse que não ia te matar, mas posso te dizer quem me contratou.

— Ah incrível. Bom, ao menos vou poder queimar no inferno com um nome em mente. – Disse o político com tom de escarnio. – Vamos, me diga.

Antes que ele pudesse sequer completar a frase, um feixe vermelho atravessou seu crânio, por entre seus olhos, deixando um buraco esfumaçado como prova do pecado. Não foi uma morte boa, certamente, mas foi com o resto de dignidade que um presidente de uma superpotência poderia ter. Sem baixar a cabeça uma vez sequer. Seria lindo, se não fosse por um revolver L-05 com capacitor de fluxo renovado. Então foi uma morte horrível, pois o tiro de um L-05 não pode ser comparado a qualquer outra arma da série. Quando o raio entra ele queima, quando ele já está lá dentro, o tiro preenche toda a caixa craniana, praticamente desintegrando qualquer órgão que esteja ali presente. Para sair, sai como entrou, quente como lava.

— Foi a própria organização da DM-06, seu burro.