Okashinafutari
1 Capítulo 1 - Animes X Dinheiro
– Ei, Akira, quando você vai cortar o seu cabelo? — Perguntou Sora, parecendo surpresa. — Eu não tinha olhado direito antes, mas ele já ultrapassou seu bumbum.
– Eu gosto dele assim. — Respondi.
– Mas não fica muito quente no verão?
- Sempre que chega o verão, eu amarro meu cabelo em rabo de cavalo. — Respondi, me lembrando de todo o complicado processo que é amarrar meu cabelo. — Nem sempre funciona, existe toda uma tática para cabelos compridos como os meus.
– Por isso que você nunca vem de cabelo amarrado para a escola? — Sasayumi perguntou, fazendo uma careta. Sora e Sasayumi são minhas únicas amigas, são irmãs, e gêmeas. Mas as vezes eu tenho a impressão de que Sasayumi é muito rigorosa... — Você sabe que a escola so permite cabelos até o ombro, maiores que isso, só amarrados. — Murmurou ela. — Não sei como você tem conseguido se safar até agora.
- Não se preocupe com isso. Eu tenho meus contatos.
- Hm... Como será que se come esfirra? — Se perguntou Sora.
- Eu sempre começo pelas beiradas, deixando o meio intacto, e então devoro o meio com uma mordida só. É muito bom, e se derrete na boca. — Respondi.
- Mas isso é quando é esfirra de queijo. Aposto que você não consegue fazer isso com uma de carne.
- É completamente diferente.
- Ah... Estou cheia. — Murmurou Sora, empurrando sua bandeja. — Sobrou uma esfirra de queijo.
- Hm... Vamos partir ao me... — Antes que Sasayumi pudesse dizer alguma coisa, arranquei as bordas e as dei para ela, ficando com o meio, que devorei em segundos. — Eu devia saber que você faria isso.
- Quem você acha que é a pessoa mais preguiçosa da sala? — Perguntou Sora.
- Não importa quem seja o adversário, Orihime derrota ele em instantes. Nunca vi alguém tão preguiçosa como você! — Resmungou Sasayumi.
- Eu sou tão preguiçosa que me chamar de morta é elogio. — Respondo, sonolenta. Depois que o lanche acaba, Sasayumi e Sora vão para a aula de Inglês, enquanto eu me dirijo para o corredor da morte, indo direto para o covil de Satã...
Aula de Matemática.
Uns dos problemas das aulas de matemática, é que tem alunos demais e poucas cadeiras. Corri como se não houvesse amanhã até a sala, e cheguei a tempo de ver uma cadeira vazia. Corri até ela, pulando sobre as outras mesas, e dando um mortal, por fim, conseguindo sentar na cadeira antes que uma garota de cabelo castanho conseguisse. Pode não parecer, mas eu sou bem atlética. A garota resmungou algo sobre eu não ser humana e etc... Puxa, é um saco ser humana. Eu ia ficar muito feliz se eu fosse algo como filha de Satã, e tivesse um rabo e chamas azuis, ou se eu fosse parte de uma tripulação pirata doida com um cozinheiro... Ter um cozinheiro deve ser bom. Sabe, não comer só miojo quase todo dia. Então me lembrei de que normalmente as mesas são divididas por duas pessoas. Olhei para minha dupla e... Para minha sorte, eu não tenho dupla. Normal, normal. Sou uma esquisitona depressiva mesmo... Mesmo quando todas as cadeiras acabaram, ninguém sequer pensou em sentar comigo.
Exceto ele.
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