Okairi

25 Epílogo: Doce Século XXI


Notas iniciais
Hey gente! *desvia das pedras* como vão? eu sei que atrasei pra postar o epílogo e o capitulo extra, mas aconteceram algumas coisas e ai minha inspiração foi pro brejo: começando com eu viciada em project diva e black rock shooter the game,depois minhas amigas ciumentas e tão pervertidas quanto eu (uma delas lê as crônicas de fogo e gelo [ou gelo e fogo não me lembro direito] enquanto a outra cinqüenta tons de cinza [ vamos saber o que o Soma acha sobre esse livro: https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/1385219_309168919221045_828760163_n.jpg]), alem disso eu e uma outra amiga (que também escreve) decidimos fazer um projeto juntas (quem sabe nós postamos aqui ^.^ convenci ela a ser yaoi [ninguém supera meu olhar metralhador, hua há há ha ha]) e meu pai não me deixando ouvir musica (musica = respirar) ele deveria parar de me torturar desse jeito TuT. Bom boa leitura e desculpe pelo blá blá blá de lá em cima.

Século XXI, o século do desenvolvimento, nesse novo tempo grandes potencias poderiam cair de uma hora para outra, assim como outras poderiam se erguer, o desenvolvimento ia a níveis exorbitantes, principalmente dentro da área de tecnologia, quem há trinta anos seria capaz de imaginar por exemplo o touch screen?

Mas isso não importava nada para Ciel, nosso ex-conde vivia feliz com Sebastian, nesse dia estavam se mudando novamente, não que não gostassem do lugar onde moravam (que atualmente era o Japão), mas os dois criaram o habito de mudar de tempos em tempos. Para onde iam? Ironicamente Londres, terra natal do pequeno ex-conde. A escolha foi por acaso, mas é fato que deveria ser bem divertido ver como o lugar mudou, e até mesmo ver alguns conhecidos.

*Pov’s Ciel on*

Estava esperando meu vôo com Sebastian no aeroporto de Tokyo, eu adoro essa cidade, tudo é tão, livre, é totalmente diferente de Londres lugar onde irei voltar e nem sei o porquê, vai ver Cheshire conseguiu fazer com que eu também faça as coisas por impulso, aquele gato louco.

-Vou ver a loja de conveniência. –Eu disse a ele que mesmo ocupado com seu smartphone acenou positivamente com a cabeça-

Comecei a olhar os mangás disponíveis, é fato que eu leio muito, é meu hobby e ele vem se agravando muito com o passar dos anos, atualmente meus gêneros favoritos são Horror, Suspense, Sobrenatural e Boys Love, é vocês não leram errado eu adoro ler BL, sou meio que viciado e se não acreditam perguntem para Sebastian, tenho uma coleção enorme de doujinshi, one-shots, mangás serializados... O pior que isso é como uma droga: uma vez que se começa a ler é difícil parar.

Ouvi a chamada para o vôo e sai da loja, Sebastian ainda estava sentado no banco concentrado em seu celular, depois eu é que sou o viciado por gostar (muito) de yaoi.

-Hey. O vôo já vai partir. –Eu o chamei, mas ele não deu sinal de vida-

-Hey! –Chamei mais alto; tentei mais umas cinco vezes, mas não deu em nada -

Bom, situações drásticas requerem medidas drásticas: Beijei-o de surpresa. Ele instantaneamente deixou cair o celular, e lá se foi a tela de cristal, eu juro que se eu ver ele com outro celular não vai ser só a tela que vai ficar quebrada.

-Já chamaram para o embarque, meu amor — Respondi para um Sebastian emburrado -.

Entramos na primeira classe do avião, só agora percebi o que Cheshire quis dizer com “velhos hábitos nunca mudam”. Havia umas dez pessoas no lugar. Uma puta ficava secando o meu Sebastian, é tão difícil assim perceber isso?! (bom, essa foi uma das razões de eu ficar na minha forma de quinze anos, já que se eu ficasse na de treze choviam putas perto do meu namorado).

Ela se aproximou: usava um vestido bem curto com um grande decote em V na cor vermelha, abriu um daqueles sorrisos falsos e sentou perto de nós dois.

-Bom dia, vocês sabem quando o avião vai pousar? Eu não tenho horas aqui. –Ela perguntou tentando parecer inocente, mas o cheiro da alma dela era tão forte que chegava a ser enjoativo, nunca pensei que alguém poderia ter um cheiro tão forte de luxuria.

-Pelos meus cálculos daqui há uma hora e meia –Sebastian respondeu cordial, sabe, ele bem que podia parar de fazer isso, não quero o cheiro de uma puta impregnado nele, só um simples toque e a mágica acontece, vocês não tem idéia de como é difícil sair.

-Vocês são da onde? Não parecem ser daqui. — Ela tentou puxar assunto-

-Vocês está certa não somos daqui, temos sangue inglês correndo nas veias – Sebastian respondeu- Poderia dizer seu nome lady?

A bitch ficou encantada, só faltava os coraçõezinhos nos olhos, se ela tentar algo com o meu namorado não me responsabilizo pelos meus atos, nesse ponto prefiro muito mais o séculos XIX pelo menos as vadias sabiam que Sebastian tinha (tem) dono!

-Yes, meu nome é Emily Evergreen, sou francesa e... –Ela iria continuar falando quando uma outra garota apareceu a cortando, tinha os mesmos traços que a outra, mas vestia um uniforme-cosplay feminino.

-Caramba Emy-chan! Não saia de perto de mim! Apesar de tudo vocês só tem 16 anos! Sabe o quanto sua Onee-Chan se preocupou! –A garota disse, ela parecia bem simpática, uma das coisas mais non-sence* que aconteceu comigo esses anos é ter ficado mais sociável, mesmo sendo um akuma.

-Ah essa é minha irmã mais velha Nathaly, ela á uma Otome como vocês dizem, e adora yaoi eu não sei como; acho nojento – Emily disse-

-Oh! Você também gosta de yaoi!? Eu amo Sekai Ichi e você? — Perguntei, se purpurina saísse dos olhos nos meus ela já estaria jorrando, é sério tenho que parar com esse maldito vicio, acho que esse é meu tendão de Aquiles eu sei lá como se fala-

-Eu também amo Sekai! Mas é tão raro ver alguém que curta yaoi! E ainda mais um garoto! — Nathaly afirmou-

-Sério! Eu tenho uns vinte amigos que curtem e pelo menos um cinco são garotos! –respondi, sentindo uma aura negra, vindo da onde? Sebastian, ele nem prestava mais atenção na garota ao lado, mas ela não parecia perceber que estava sendo ignorada-

-Nyu! Eu adoraria ter uma namorado como você mas... –Ela disse sendo interrompida por Sebastian-

-Mas ele já tem dono

E o maldito ainda faz o favor de me beijar, ok eu estava adorando, mas estamos dentro de um avião! E do jeito que ele estava possessivo agora sabia muito bem que ele não iria parar por ai. Assim que eu finalmente decidi cortar o beijo ele passa a mordiscar meu pescoço, mordi meu lábio tentando conter meus gemidos, mas alguns teimavam em sair.

A bitch da tal de Emily estava pasma não é para menos (eu adoooro quando as putas se tocam e fazem o favor que tirar os dedos imundos perto do meu Sebastian), e Nathaly quase tendo uma hemorragia nasal. “Senhores passageiros pedimos que se sentem e coloquem o cinto pois iremos descer em Londres dentro de instantes” a comissária avisou. Sebastian finalmente tirou a boca de meu pescoço. Rabisquei meu telefone e o passei para Nathaly dizendo:

-Caso queira conversar mais sobre yaoi me ligue ok?

Ela fez um sinal positivo no mesmo momento que o avião começou a descer, quando estávamos indo para a pista de desembarque eu me despedi dela e fui ao encontro de Sebastian.

-Não precisava ter passado o celular para ela — Sebastian disse, ficava tão fofo com ciúmes-

-Não se preocupe você é o único que eu amo! Não precisa ter ciúmes! — Respondi a ele com um sorriso-

Fomos de táxi até nossa nova casa, vi diversos pontos de minha cidade natal, tudo continuava bem cuidado, mas era possível ver traços de modernismo irradiando dentro de Londres.

*Pov’s Ciel off*

*Pov’s Sebastian on*

Saímos do táxi, a casa estava quase pronta, só faltava a mobília, o caminhão de mudança chegou alguns segundos depois de nós, exatamente as 12:30 como disseram, a pontualidade britânica continuava presente no país. Assim que descarregaram todos os itens trataram de ir para outro lugar.

-Ahn, estou com tanta preguiça de ajeitar tudo isso. — Ciel falou, o comportamento dele mudou bastante, mas ele ainda era o mesmo conde de sempre.

-Então porque não fazemos isso do jeito rápido. — Respondi-o eu também estava cansado e queria acabar com isso logo-

-Mas isso não seria perigoso?

-Ninguém irá perceber as pessoas daqui a essa hora estão em reuniões sociais nessas há essa hora.

-Hum então está bem.

Em velocidade demoníaca ajeitamos a casa e o jardim, demorou menos de meia hora para ajeitarmos tudo, e também para os benditos vizinhos começaram a tocar a campainha (eu juro que alguns dia desses ainda quebro ela, tem dias que ela não para de tocar).

-Bom dia, sou Elize e estou aqui para dar meu prestígio para os novos vizinhos. -ela disse, era morena, alta, “bonita”, mas eu pouco me importava alem disso sua alma não condizia totalmente sua aparência era completamente o oposto. Me entregou uma torta e saiu. E foi assim quase que o dia inteiro os vizinhos aparecendo e entregando algum tipo de alimento, eu queria poder recusar, mas a boa educação não deixava. A cozinha já estava entupida de besteiras quando todos da vizinhança se apresentaram (em especial as vadias).

A campainha tocou mais uma vez, eu juro que seja quem for eu vou trucida-lo se tentar nos dar algo, afinal porque escolhemos aqui mesmo? Eu queria ter ficado no Japão. Pelo menos lá não há essa mascara que todos usam por aqui, lá não existe convicção do estranho e do normal é um lugar um tanto quanto exótico.

-Viemos ver os novos moradores dessa casa! –Disse uma pessoa com empolgação passando por mim instantaneamente. Quem era? Cheshire, Undertaker e Madame Red os três pularam em cima de Ciel que estava lendo yaoi no sofá.

-Gente não somos sardinha para ficarmos grudados uns nos outros! –meu amor disse, irritado, como ele fica fofo assim.

-Por que não vamos tomar um chá no jardim e conversamos? –Perguntei e os quatro assentiram-

Na mesa coloquei uma fusão para que todos ficassem satisfeitos com o gosto. E me sentei ao lado de Ciel.

-E então como foi morar no Japão — Cheshire perguntou-

-Bom, eu gostei de Lá — Ciel respondeu-

-É melhor que você tenha protegido meu querido sobrinho – Madame Red disse em tom nada amigável-

-É tão difícil assim aceitar ele como meu namorado, ou você irá continuar com essa sua hipocrisia? — Ciel perguntou curto e grosso-

-Desde que ele cuide do meu querido sobrinho não, Ah Ciel você continua com o mesmo jeitinho de sempre queria poder ir ai e te abraçar! –Angelina respondeu-

- E como vai a Funtom? –Perguntei-

- Bem, como sempre, acho que já tinha falado isso nas cartas. – Cheshire me respondeu como sempre, curto e grosso-

-Hi hi hi hi. Não precisa ser tão grosso. – Undertaker disse a cheshire, os dois eram quase que inseparáveis-

-Preciso sim, eu queria estar dormindo agora – Ele respondeu apertando as bochechas do outro ao seu lado-

-E eu queria estar dissecando corpos com você, mas com a Funtom fica complicado; aprenda que nem tudo que queremos é possível. — Ok, Undertaker dando sermões, hoje é o dia que os porcos vão voar só pode-

-Nyu! Ta bem! – Disse um Cheshire emburrado-

Mais uma vez a campainha tocou, para que ela servia mesmo? Acho que era para avisar que tem visita; Ah sim, era para tocar sem parar de 5 em 5 minutos todos os dias da semana para me infernizar. Dessa vez decidi não atender a porta, Ciel também ficou parado.

-Nossa! Que barulho irritante! E eu pensando que aquela noite do século XIX foi à coisa mais irritante que já tive que agüentar. -Cheshire disse deixando meu amor vermelho-

-Afinal quem causou aquilo? –Undertaker perguntou — quando amanheceu eu já estava sem voz de tanto rir.

Ciel estava vermelho como um pimentão então antes que começassem as suposições decidi tirar os três da nova mansão. Quando voltei, vi meu pequeno sentado em cima do balcão da cozinha.

-O que iremos fazer com tudo isso Sebastian? -Ele me perguntou apontando para as pilhas de doces e cia. que estavam junto a ele no grande balcão-

-Não tenho a mínima idéia — Respondi-

Ciel ficou pensativo um tempo, quieto, até que pegou uma torta e disse:

-Eu tive uma idéia

-E qual seria? — Perguntei-

Ele não disse nada, quando percebia a torta vinha para minha direção, não deu tempo de desviar dela, me acertando.

-Isso — Ele me respondeu rindo, se é guerra que ele quer é guerra que ele terá-

Peguei uma outra torta e joguei em sua direção ela acertou em cheio seu rosto o fazendo parar de rir.

- A é? Vai ser assim? –Ele me respondeu, soltei um pequeno riso-

Foi uma lambança: as tortas, doces e afins voavam para tudo quanto era canto tentando acertar seus alvos. Corri na direção de meu querido que ficou encurralado em uma quina do cômodo e passei sua cara em uma das tortas.

Ele passou a língua pela boca sentindo o gosto “As suas são melhores” ele me disse.

-Ah, agora meu jovem mestre esta todo sujo — Falei de um jeito preocupado- Agora terei que limpa-lo.

Comecei a lamber o rosto tirando toda a lambança que fizemos.

-Você também está sujo – Ele disse e começou a lamber seu rosto; Ah, Boochan pare de me provocar, não sei o que posso fazer se você continuar-

*Pov’s Sebastian off*

Os dois começaram um beijo profundo; Ciel acabou sendo jogado no chão, mas não pareceu se preocupar já que não parou o beijo. Aos poucos a ação se tornou mais calorosa, os dois começavam a despir um ao outro, já se tinha ido os calçados e boa parte das casas dos botões quando o beijo foi parado.

-Deveríamos fazer mais isso – Sebastian disse sorrindo, Ciel como sempre se limitou a corar-

Sebastian apenas lambeu o pescoço, pois esse já abrigava marcas demais por conta do incidente no avião e se concentrou nos mamilos de Ciel, o mordomo estava tão concentrado que acabou se sujando de novo com uma boa quantidade de glacê.

-Está vendo! Por isso que eu sempre digo para você tomar cuidado! Seu desastrado! – Ciel repreendeu o maior rindo e voltou a lamber novamente Sebastian-

Sebastian praticamente arrancou as roupas de Ciel e depois as suas (era fato que o mordomo ficava muito impaciente quando a campainha o infernizava). O mordomo se ajeito-se entre as pernas do menor e penetrou lentamente. Os dois passaram a tarde inteira

um “curtindo” o outro.

Se fossemos comparar, muitas coisas haviam mudado nos dois, desde a sede de vingança de Ciel até o comportamento perfeccionista de Sebastian. O mestre (assim como o mordomo) levava uma vida feliz, coisa que o menor achava impossível de acontecer no passado. Parecia que ambos tiveram seu Final Feliz.

Notas finais
Bom não sei se ficou muito bom... Mas tentei retratar a nova realidade deles ...