Okairi
26 Capitulo Extra: O Final da Aranha
Notas iniciais
“-Queria ficar e ver o que você vai fazer, mas tenho que ir com os dois. -Cheshire se despediu- Obrigado.
-Que raro ver uma quimera agradecendo um demônio. –Claude disse com tom divertido-
-Não sou uma quimera normal, divirta-se com o garoto e até nunca mais – Cheshire completou indignado seguindo na direção dos dois pombinhos-
Somente quando o garoto-gato desapareceu de sua viste ele voltou a falar:
-Não, sou eu quem deveria agradecer; agora poderei ter minha vingança.”
*Pov’s Claude*
Aproximei-me de meu Danna-sama, ele chorava descontroladamente, mas no fundo ele sabia o tanto quanto eu que ele mesmo havia o colocado na situação que estava, mesmo assim o garoto culpava-me pelo seu olhar.
-Por que fez isso! — Alois, me perguntou quase rosnando — eu não fiz nada para estar desse jeito!
-Você sabe que fez, eu já tinha avisado das conseqüências, mas você não me ouviu — respondi-
-Tsk, isso não me explica por que você me traiu — Ele rebateu -.
Cheguei mais perto sentindo seu cheiro, ou melhor, parte dele, também sentia o cheiro de certa vadia.
-O que você anda fazendo — perguntei sentindo cada célula de meu corpo arder em raiva-
-Pare de desviar a conversa, eu quero saber o porquê de você ter violado o contrato!
-O por-quê uma ova, A-lo-is, o-que-vo-cê-an-da-fa-zen-do — pude senti-lo quase tremendo de medo, tanto que parou de chorar, mas ele não disse nada só olhou para o corpo de Hanna-
Coloquei a mão com o símbolo do contrato em cima de sua boca e disse:
-Está vendo isso? Você me pertence assim como eu pertenço a você e agora o vejo com o cheiro dessa Vadia. –Senti lagrimas caindo sobre minha palma, senti algo no meu peito como se estivesse apertado, afinal desde quando akumas tem coração?!...
*Pov’s Claude off*
*Pov’s Alois on*
Não consegui conter mais lagrimas com o que disse, depois de tudo o que ele fez Claude ainda tem a coragem de me dizer algo assim!
- Não seja um idiota, você só me queria para conseguir a alma de Ciel! — Deixei escapar dos meus pensamentos; se Claude pudesse me matar de novo, com toda certeza já estaria no inferno-
- Inicialmente talvez, mas você se mostrou tão persistente que algo mudou dentro de mim e esse “algo” sofria por ver você nesse estado, seu eu de agora não passa de um fantasma do Conde Trancy, a pessoa por quem sentia esse sentimento, mas não sei descreve-lo. Alois você é meu e somente meu, aquela Vadia não tinha direito algum de se quer tocar em você.
Senti um arrepio pela minha coluna, eu interpretei errado ou ele se...
... SE DECLAROU!
*Pov’s Alois off*
-Claude eu não entendo o que você quer dizer...
O mordomo ficou pensativo, não sabia o porquê da grande possessividade pelo garoto, demorou-se, talvez pelo fato do mordomo não sentir mais emoções demorou-se a pensar, seria ódio? Não, Claude não sentia vontade de fazer mal a seu mestre, mas o contrário; Raiva? Não isso era algo passageiro; demorou-se um tempo pensando em outros sentimentos, Seria o tão enlouquecedor amor?
- Aishiteru, Danna-sama... –A resposta era bem clara: sim e o mordomo afirmou isso com a frase dita-
Porém isso foi demais para Alois, suas lagrimas formavam um córrego, mas tinha medo de estar em um sonho e acordar a qualquer momento, o fato é que o loiro nunca parou de amar seu carrancudo mordomo, só tinha medo de ser rejeitado de novo.
-...Mas como seu mordomo terei que te punir pelas suas ações – Claude disse com um sorriso (fofo) estampado no rosto. “Parece que o sonho virou pesadelo” pensou Alois com sua dupla personalidade.
Claude entrou na cela de Alois e colocou seu mestre no colo.
-Ah, agora você está com cheiro daquela puta, acho que terei que tira-lo. –Claude disse sarcástico; pegou uma de suas facas douradas e enterrou perto da coluna de Alois fazendo-o soltar um gemido de dor profundo.
-Itai Claude! Pare por favor! –alois disse em pranto-
-Não posso Danna-sama, mesmo doendo em meu coração o cheiro dela ainda está impregnado em sua pele. –O mordomo respondeu rasgando a pele do loiro movimentando a faca; Alois berrou com a dor gerada.
-Danna-sama, me desculpe — Claude disse, dividido em parar com a ação ou continua-la- mas você precisa aprender que você é meu e de mais ninguém.
Alois pela trigésima terceira vez nesse dia chorou; “Eu ainda te amo Claude, nunca deixei, mas pensei que não passasse de um brinquedo para você e Hanna sempre foi tão amável...” o ex- conde aranha respondeu.
- Esqueça ela danna-sama... –Claude disse sério, seu lado yandere (e com algum tipo de sentimento) há poucos minutos foi despertado e a simples menção do nome da empregada o fazia tremer de raiva- Somente eu posso te tocar...
O mordomo começou a dar selinhos no pescoço de seu mestre que aos poucos viraram mordidas violentas, somente quando o sangue praticamente jorrava do local Claude parou de mordê-lo e lambeu todo o liquido vermelho.
Alois sofria com a dor causada pelas múltiplas mordidas, mas ele mesmo sabia que provocou o mordomo demais para não acabar desse jeito; sentiu seus dois mamilos serem beliscados com força, gritou de dor novamente, mas percebeu que estava gostando da situação “será que sou um louco masoquista?” o loiro pensou.
O mordomo continuou descendo suas “caricias” marcando cada pedaço de pele de Alois; até que como o loiro fez o com Ciel, Claude o violou sem preparo nenhum. Outro grito de dor foi ouvido no cômodo, mas o mordomo não parou com a ação movimentando-se dentro do loiro sem piedade.
Claude ficou “punindo” Alois por horas, até perceber que o garoto finalmente tinha entendido o recado. “Aishiteru Alois” o mordomo disse subindo pela escada da masmorra e indo para o quarto do Loiro cuidar de seus ferimentos.
Diferente da relação do mestre e mordomo Phantomhive, os dois eram totalmente diferentes, Alois energético, Claude até calmo demais, Alois Feliz da Vida, Claude sério demais, Alois bipolar, Claude, hum... muito Claude (?), existiam varias outras coisas que os diferenciavam, porém não há folhas de papel suficientes para serem enumeradas. Mas talvez, apesar de toda contrariedade, o casal poderia ter seu final feliz...
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