Ok, Mostre-me
25 Caminho Reto - Parte I
Notas iniciais
Leo
As vezes as pessoas guardam seus medos, seus lutos, suas perdas. As vezes isso custa caro, pois pode custar sua vida, a vida de alguém, ou até mesmo algo que te ajuda muito mais do que você pensa; sua sanidade.
Annabeth estava ficando louca, Hazel sentia aquilo, pois por mais que todos ali no navio tivessem suas tristezas, compartilharam e deixaram sumir aos poucos, já Annabeth cultivou tanto essa dor, essas dores que acabou se tornando uma praga, que talvez fosse algo cotidiano para ela. Sofrer por perdas, não só as recentes, mas as passadas como Bianca, Zoe, Luke, todas as perdas faziam ela sofrer.
A garota era filha de Atena e mesmo assim não foi calculista o suficiente para saber a hora de parar de sofrer, mas eu acho que ninguém para quando quer. Sofrimento é algo que simlplesmente acontece por algo e é levado por algo, sendo esquecida aos poucos, por outras coisas simples.
Ninguém a julgou, ninguém lamentou, ninguém sequer sentiu pena. O que estava acontecendo ali era humano, era um ato mais humano do que qualquer outro ato humano já concebido, já que todos os atos eram impuros. Ali havia um ato puro de amor, tristeza, luto e sofrimento.
O sofrimento de Annabeth se tornou tamanho que nem lágrimas, gritos, palavras eram o suficiente para sumir com aquela dor, Leo só temia que se ela chorasse demais cultivasse aquilo mais do que havia, o que seria impossível, pois havia com quem compartilhar sua dor, mas ele temia mais ainda que, em prantos a dor de Annabeth sumisse completamente e do nada, como já havia acontecido algumas vezes com o próprio Leo, em casos poucos.
Talvez ela aprendesse com seus atos, com seu sofrimento, com suas perdas, e com isso tivesse um retorno tão longo e feliz, quanto foi longa sua tristeza.
Ela ainda tinha muito que viver e apesar de cair sob pedras, se machucar em buracos, receber chuvas, ela não estava sozinha naquela aventura e tinha que entender que perdas eram necessárias, já que o caminho dela, que nasceu meio-sangue, nunca foi dito como fácil ou reto.
Estamos em restos de caminhos, de trilhas de mil anos atrás.... Sem caminho reto.
Hazel
A filha de Plutão se sentiu melhor durante o passar dos dias, o ar estava vivo novamente, todos se alimentavam e conversavam, inclusive Annabeth, que sorria alegremente ao lado de Percy.
Hazel ficou seriamente preocupada com Percy, pois tão chocado, ele não disse uma palavra mesmo depois que a filha de Atena retomou suas forças e seguiu em frente. Ele ficou calado, acho que Hazel sabia o que ele sentia naquele momento, sabia o que ele pensava; ele estava preocupado com sua namorada, talvez sua intuição dissesse que havia algo errado, mas sua mente negava isso. Talvez ele se sentisse culpado por não dividir sua dor com Annabeth e pedir que ela dividisse a dela, se sentisse culpado por talvez ver toda aquela loucura e novamente escrevendo, negar isso.
Hazel se sentia bem, acho que Percy estava melhor, se eles tiverem tido uma conversa provavelmente foi longa, séria, com algumas piadas por parte de Percy, cheia de choradeira, mas provavelmente tudo acabou bem.
O caminho começava a tomar rumo novamente, estavam todos, ou quase todos, voltando a trilha de onde tinham saído durante as tempestades e finalmente todos, sem tirar nem por, poderiam continuar seu longo caminho reto.
Frank
Frank se sentia meio só, pois a única pessoa que tinha era Hazel e ela o trocou por Valdez, não que agora ele ligasse.
Frank pensava seriamente nas palavras de Di Angelo, sobre achar um amor, acho que ele não acharia nunca. Talvez seu destino fosse ficar sozinho, ou ficar sozinho, sua própria companhia era seu próprio amor. Um pouco egoísta, muito narcisista de parte do filho de Marte.
Frank pensava em tanta coisa, mas diziam que não se pode pensar muito, então o que foi feito foi libertar as coisas impuras da mente, se sentir bem como quem finge bem, ou como quem mente.
Frank não queria entrar em guerra, perder mais pessoas, queria ser alguém normal, andando pela estrada da vida e seus caminhos, atalhos e etc.
Atalhos seriam bons, mas talvez lhe trouxessem maus bocados depois, ele queria ser normal, como humanos normais, que andam sempre em linha reta, pensando reto, sem nenhuma curva a mais.
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