Oito - O número não finito
1 OneShot - Oito, o número infinito
Notas iniciais
“— Venha mais rápido, Derek! — Chamava o menor dos dois meninos.
Eles nadavam rapidamente por entre as águas, fugindo de Noma, o peixe-espada.
— Richard, ele vai me pegar! — Choramingava o mais novo, contudo, maior dos dois, nadando o mais rápido que podia.
— Eu sei que você consegue. — Ria-se o menor, como todo irmão mais velho, divertindo-se com a situação.
Noma, com a voz forte, interrompeu. — Vocês dois são lerdos. Não entendo como ainda acham que podem me vencer... — Riu-se, pegando primeiro Richard, que estava parado numa pedra, em seguida, Derek. — Vocês são sereianos, mas isso não lhes tornam mais rápido do que eu. — Vangloriou-se superior, inflando o ego, maior que seu nariz.
Bianca surgiu na janela do palácio, os observando de longe. — Richard, Derek, está na hora de entrarem.
Os dois correram para dentro, despedindo-se do amigo. O mais velho, Richard, completava seus 22 anos, enquanto Derek tinha seus 14, mas já conseguia ser mais alto que o mais velho, que não passara do um metro e sessenta.”
A memória rebobinava indefinidamente pela mente de Derek que, agora, estava a completar seus 22 anos. Sorria calidamente para o nada, enquanto penteava seu topete ruivo. Encarou-se no espelho, os olhos verdes como safiras reconhecendo a imagem de quem agora era um homem. Infelizmente, nem todos estavam presentes ali para vê-lo, mas ele faria de tudo para tê-lo naquele dia.
Apesar de enganar bem, sua falta era tamanha, as memórias, cada vez mais frequentes, as risadas haviam, aos poucos, sumido de suas memórias e seu cheiro, aquela marca registrada, não passava de um aroma que parecia querer permanecer distante, vez que, apenas surgia de forma tímida em seus sonhos.
Derek sabia que agora, seu plano obteria sucesso, ao menos, era o que o instigava a continuar buscando. Empinando o nariz, tomou em suas mãos o papel que sua irmã lhe havia passado, cujas palavras angelicalmente escritas se destacavam. O local e o nome da bruxa que o poderia ajudar, afinal, seu pai não estava lá para cumprir com a promessa. 'A cada oito anos, ele poderia passar oito dias em terra...' mas, não conseguiria esperar por mais. Era seu aniversário, tinha aquilo por direito. Se o pai não estava disposto em dá-lo, o arranjaria de outro jeito.
A porta de ouro e cristais reluzia à luz entrecortada que se estendia da água. Arrebitou o nariz novamente, tomando coragem. Atravessou-a e como se nada pudesse pará-lo, nadou até o quarto das irmãs, eram 6 para ser exato e a que a ajudaria era Katrina.
— Katrina?! — Chamou impaciente, interrompendo todo burburinho do cômodo, enquanto as irmãs se trocavam. Antes que pudesse encontrar a irmã mais nova, de 23 anos, fora interrompido por Júlia, que o obrigou a prestar atenção nela.
Ela tomou-o o braço, apertando com as unhas compridas. — Não quer esperar o pai? — Ela questionou, repreendendo-o com o olhar. — Ele faria melhor que ela. — Olhou para o papel que se encontrava na mão do menino. — Você sabe que sim.
—Eu sei. Mas, não quero esperar. — Indagou o jovem, com agitação em sua voz.
Irene foi a segunda a falar. — Por que tanta agitação? — Ela mascava alga. — Ele é só seu irmão, não vai fazer tanta diferença se for amanhã... — Balbuciou. Na realidade, “só um irmão” não seria a expressão usada por Derek, mas... que fazer? Nem mesmo Richard tinha ideia.
O jovem mordeu o lábio, mais inquieto ainda. — Não... eu quero ir hoje... eu prometi que chegaria no dia da 18922 maré. Eu prometi. São exatos 8 anos, eu tenho esse direito. E... — Ele poderia continuar falando por todo o dia, mas, todas as meninas já haviam revirado os olhos e estavam voltadas para os espelhos.
Ele deu de ombros, nada daquilo era diferente do padrão. Encontrou Katrina rabiscando em seu caderno, sentada no canto do cômodo, distraída e desapegada do resto do muno. — Vamos? — Ele chamou.
A menina, baixinha, de sardas e cabelo amarelo riu. — Eu não vou com você, está louco? — Ela franziu o cenho. — Vou te acompanhar até o Vale dos Homens, depois, você vai sozinho até a gruta. Eu também não apoio essa ideia. Você deveria esperar até o papai voltar.
Ele concordou, mas negou logo em seguida. — Não. Eu prometi.
— Você acha mesmo que o Richard vai lembrar? — Ela socou o topo da cabeça do irmão. — Estamos falando do mesmo Richard, certo?
— Eu sei que ele vai lembrar. — O jovem respondeu de supetão, ignorando toda e qualquer dúvida que pudesse ter escapulido por sua voz trêmula. Ele lembrava do dedo do mais velho passando em sua mão, desenhando um oito, era impossível que ele não lembrasse.
— Está bem. Quem sou eu para reclamar. Ele é tanto seu irmão, quanto é meu. — Riu. Virando de costas e pedindo para que o irmão a seguisse. Ela iria leva-lo até a bruxa.
***
— Timoty? — Chamava uma voz grave do homem que morava na mansão à beira-mar. Um dos fornecedores de comida da casa, Timoty, sorria da cama de lençóis de seda como se saísse de um sonho profundo.
— Não quer voltar para a cama? — Disse ele de forma sutil e baixa, forçando o menor a se aproximar dele para entender.
— Timoty, levante. — O jovem, mais velho, de cabelos pretos e olhos azuis, puxava o alto e forte homem pelo braço. Queria mais é que ele fosse embora, o mais rápido possível. — Eu já estou vestido, não vou tirar a calça de novo... — Indagou, como se mandasse.
Timoty sorria de forma zombada, segurando o jovem magro e pequeno pelo mesmo braço com que puxava, fazendo força contrária para que caísse na cama em cima dele. — Eu sei que você pode me deixar tomar conta de você, só mais um pouquinho... — A mão grande já havia soltado o homem, e apertava sua bunda enquanto tomava os lábios entreabertos e atônitos do menor. — Você... tem que aprender... que quem manda aqui, sou eu... — Ele sussurrava, sentindo o menor em cima dele estático, como se não tivesse reação.
O que o pobre Timoty não sabia é que Richard não estava nem um pouco a fim dele. — Ti...moty... — O menor grunhia, tentando se desvencilhar.
— Pode parar. — O maior girou para ficar em cima do menor, forçando-o a aceitar o abraço e os amassos que dava de forma bruta contra ele. — Eu já disse para me deixar.
O pênis do homem menor, aos poucos, fora endurecendo, ao contrário do seu corpo que mais solto e relaxado ficava, conforme o maior o acariciava e tocava, enfiando-se e descobrindo tudo que podia daquele pequeno corpo.
No final das contas, o jovem acabou se atrasando para a reunião que tinha e, chegara com um cheiro um tanto característico de suor e... esperma.
Ao voltar para casa depois da reunião, Timoty, para sua alegria, não estava mais lá. Ao contrário, encontrava-se novamente sozinho, recolhido à sua solidão e carência. Queria outro homem. Alguém grande e de cabelos ruivos... alguém que lembrasse-o de quem não podia ter. Enquanto caminhava pela grande casa, viu Selina. Seios pequenos, bunda arredondada... cabelos ruivos. Ele sorriu. — Selina? — Chamou a empregada, que prontamente se fez presente. — Siga-me, por favor? — A pequena, que devia ter seus vinte anos, seguiu o senhorio até seu quarto.
Ele soltou a calça e sentou-se na cama com as pernas abertas. — Quero que faça exatamente o que seu rubor percebe que quero fazer. — A jovem, inicialmente, parecia acanhada demais para se mexer. — Selina, eu sou seu senhorio. Não vai fazer o que mandei? — Ele olhou de forma reprovadora. A jovem, de tal forma, rapidamente se desfez da parte de cima do vestido que cobriam seu peito magro. Mas o que o pequeno queria era a bunda arredondada e gorda da jovem. — Venha aqui. — Ele piscou duas vezes.
A jovem seguiu até sua frente, sendo tomada nos braços quentes do homem baixinho, estando, agora, totalmente excitada, como se uma sereia a tivesse enfeitiçado.
— Adoro isso. — Riu-se Richard.
Ele se divertia, todos da casa sabiam, ouviam os gemidos ao longe. Todos também o queriam, afinal, ele era um sereiano no meio deles. Mas, o que o próprio Richard não percebia era que o que ele mais desejava, ele já tinha a muito, mas não era capaz de tê-lo sempre.
***
Derek, já sem Katrina, chegara com o pôr-do-sol à Tumba das Cavernas. Seguia cegamente o que indicava o papel entregue por Katrina. Ao reconhecer a gruta que procurava, gritou forte e em bom som.— Morgana! — Fez-se eco pela gruta, mas nenhuma resposta se apercebeu.
Passaram-se alguns minutos até que uma voz doce e cantante repetiu duas vezes. — Entre Derek, entre... — Em seguida, uma risada divertida tomou todo eco da caverna.
O jovem alto e esguio engoliu em seco, como se seus piores pesadelos estivem se tornando realidade, apesar disso, entrou na escuridão em busca da voz, de forma vagarosa caminhou pelo que pareceu quilômetros até o interior da caverna. A dona da voz, junto de uma luz arroxeada se fez presente era a bruxa... era uma sereia, ela era linda, jovem, cabelos dourados e olhos roxos como âmago, seus seios desnudos duros e grandes, poderiam aconchegar qualquer um em um momento de carência. Com certeza esse era o caso de Derek, mas, havia alguém que ele queria, muito mais do que ela.
Ela pendeu o rosto para um lado e para o outro. — Quer vê-lo? — Um sorriso sádico surgiu em seu rosto.
O jovem um tanto atônito pelo conhecimento da feiticeira, concordou com a cabela. — Sim. Quero vê-lo.
Ela nadou leve e lentamente até o jovem. — Sabe o quanto isso vai custar para você, ou não? — Ela tomou seu queixo, fazendo com quem olhasse para ela. — Nada é de graça. — Disse, com o sorriso mesquinho na face, lambendo a bochecha pálida do homem à sua frente.
Apesar disso, ele concordou novamente. — Eu sei, quanto você quer?
Ela concordou, sorrindo em zombaria ainda mais. — O quanto for necessário para que você fique... semi-morto. — Sorriu. — Acredito que três ou quatro litros são suficientes.
— Tudo bem. Faça o que precisar. — Respondeu, oferecendo seu pulso para ela.
A jovem tomou seu braço fazendo carinho na parte interior com a unha. — Você acha mesmo que para o filho mais novo do Rei eu não daria um tratamento especial? — Ela sorriu, puxando seu braço oferecido de forma que seu peito tocasse no peitoral do jovem, inflando ainda mais os melões que possuía. — Eu quero te ver sofrer. — Ela riu, mordendo seu pescoço repetidas vezes e sugando seu sangue azul. Primeiro de um lado, depois do outro, depois de novo, repetindo o processo. Por último, mordeu seu lábio inferior, sugando-o ferozmente de forma que esfolasse. Ele grunhia e retorcia-se em dor, buscava sair daquele abraço, sendo lembrado que não podia, apenas pelo aroma que lembrava do mais velho. Aquilo, mantinha-o forte em esperar pelo descanso forçado.
Depois de duas horas a dor cessou, ele não sentia mais nada, ele não via mais nada e, também, não respirava estava morto, ou melhor, semimorto. Em seguida, uma dor brutal se fez presente em seu peito, sentia uma pressão cada vez maior, o que o fez engasgar algumas vezes, uma embolia formava em seus pulmões, depois, mais nada.
O jovem, agora, nu e de pernas, acordou, com frio. O som do mar, algo que não conhecia, se fez forte contra seus ouvidos. A noite se estendia pela praia e ele, não conseguia se mexer. Fora encontrado por pescadores que o ajudaram a levantar e andar um pouco, vez que fazia oito anos que não fazia isso, no dia em que se despediu de Richard.
Ele sabia aonde deveria ir, só não tinha certeza se seu irmão estaria esperando por ele. Já era noite alta quando conseguiu chegar à ponta da praia em que a casa, que ele mal lembrava se fez visível. Fazia 8 anos. Intermináveis e, agora, ele só tinha mais 8 dias com Richard.
Subiu as pedras da praia, chegando ao portão da casa. Com temor, tocou a campainha. Ainda encontrava-se nu, por sorte, um homem que ele conhecia quem o atendeu. — Cristovan? — Perguntou Derek.
— Sim. — O senhor calvo e de barba franziu o cenho. — Seria o senhor Derek? — Ele perguntou. O jovem alto e nu, concordou. — Meu Deus, como cresceu! Venha, venha... — Repetia-se o bom velhinho movendo as mãos apressadamente. — Precisamos vesti-lo, antes de tudo.
Derek ainda não muito confiante com os pés, concordou com a cabeça, seguindo-o até o quarto em que ficara os mesmos oito dias, oito anos antes. Havia conchinhas em uma cômoda, que estava impecavelmente limpa apesar do tempo, uma cama de solteiro se estendia naquele quarto também, as colchas eram azuis claro. Da mesma forma, uma sacada dava vista para a cidade. Ninguém entendia porque eu preferia aquele quarto em detrimento da vista da praia.
— Obrigado. — Indicou o jovem com a cabeça, sentando na cama.
— Vou pegar algumas roupas para você. Espere aqui. — Pediu Cristovan. Derek sentou-se na cama e esperou pacientemente, respirando aos poucos e movendo os dedos dos pés. Aquilo era tremendamente divertido, o que o fazia mover os pés ainda mais rápido. Pouco depois, Cristovan chegou.
— Pare, ou terá cãibras. — Ele riu do jovem, entregando-lhe uma roupa e deixando outras duas trocas na cômoda.
— O que são cãibras? — Ele perguntou, agradecendo e começando a vestir as roupas. — Obrigado, por sinal.
— Não por isso. — Cristovan agradou o jovem a se vestir. — Pronto? — Perguntou. — Vamos ver seu irmão? — Ele questionou.
O jovem concordou repetidamente. — Sim! Por favor!
O idoso chamou o maior para segui-lo até um salão onde havia uma mesa e um jantar sendo servido.
— Richard! — Chamou o maior animadamente.
O jovem que comia parou de fazê-lo, observou o jovem que corria próximo a ele. — Derek? — Ele piscou algumas vezes, quase engasgando com o frango que comia.
Derek sentou ao lado do irmão que sorria, apesar de meio atônito. — O que faz aqui? — Ele perguntou por fim.
— É meu aniversário. — O irmão assentiu, um pouco decepcionado. — Eu queria te ver. — Insistiu de novo. — Mas papai não estava.
O mais velho franziu o cenho. — E como veio? — Perguntou, pensando.
— Mor...gana. — O jovem tentou responder, mas a voz tremeu, sabendo que seria repreendido.
O mais velho não disse nada. Concordou com a cabeça. — Ok. — Assentiu, pegando na mão do irmão. — Obrigado por vir. — Richard estava em choque, apesar de não demonstrar.
Segurando a mão do irmão, percebeu que ele estava grande, muito maior do que se lembrava, alto ele sempre fora, mas estava forte e adulto. O cabelo ruivo, em topete, estava perfeitamente alinhado, apesar de sujo de areia, a mão dele, também, estava maior do que se lembrava e ele não queria soltá-la, apesar de não conseguir demonstrar.
O irmão mais novo ficou a olhar o mais velho, feliz por estar perto dele, no mínimo. Sorria abobadamente, sem vontade nenhuma que aquele momento acabasse.
Quem interrompeu o silêncio foi Richard. Um sorriso sádico, mas doce, tomou conta de seus lábios. — Quando você ficou tão alto? — Ele riu, batendo de leve no braço do irmão, cuja mão ainda estava tomada. — E forte... — Disse balançando a mão como se machucasse.
Derek revirou os olhos, não era como se ele tivesse virado o Hulk em oito anos. As pessoas mudam e assim que é a vida. Mas ele estava feliz por estar onde estava.
— Você estava com saudade de mim? — Questionou Richard.
O irmão mais novo, inocente, concordou. — É claro que sim! — Seus olhos estalados. — Você não sentiu minha falta?!
O irmão mais velho riu, concordando. — Sim. Acredito que senti sua falta. — Disse observando os olhos verdes, ele não sabia expressar sentimentos, mas, estava tentando.
O irmão mais novo concordou e sem querer emendar a conversa, já que notava a dificuldade do mais velho, assentiu com a cabeça como se decepcionado. — Vou dormir. — Indicou, colocando-se de pé.
Aquela noite não foi nada confortável, Derek não conseguia dormir. Observava o teto, como se pensasse. Decidiu ir até o irmão uma vez mais, na última tentativa de fazê-lo conversar de verdade com o irmão mais velho.
— Richard? — Chamou na porta de madeira entalhada do quarto principal. — Posso falar com você?
— Sim. Entra. — Disse o irmão mais velho.
Ele estava deitado, colocou-se apoiado na cama para conversar com o irmão. — Está tudo bem? — Perguntou.
O irmão negou um pouco com a cabeça. — Não muito. — Ele indicou. — Eu queria que você expressasse o que sente por mim. — Ele piscou duas vezes.
O irmão grunhiu. — Não faz isso comigo! Não vale! — Ele reclamou alto e forte.
— O quê? — O irmão maior perguntou.
— Isso. Vai fazer com que eu fale a verdade, mas eu não quero estragar tudo que há entre nós até agora. — Ele bagunçou-se na cama, como se quisesse parar de encarar o irmão, apesar de não conseguir, vez que era um sereiano e o havia atraído.
— Tudo bem. Não precisa falar. Eu só quero meu irmão de volta... — Ele assentiu em voz dócil, o que não combinava com seu tamanho.
O irmão mais velho grunhiu novamente, mordeu o lábio com raiva. Ele tinha certeza do que queria, mas não queria arriscar a tudo que já tinha por um sonho impossível. — Isso é tão impossível quanto a existência de lobisomens... — Riu-se.
— Richard, somos sereianos... — O mais novo zombou. — Nada é impossível apesar de não conhecermos. — Ele sorriu, aproximando-se aos poucos do mais velho, que agora encontrava-se de pé.
— Eu não vou fazer isso. — O mais velho assentiu, de pé.
— Tudo bem. — Disse o mais novo em resposta. — Eu só quero meu irmão.
— Você tem seu irmão! — Respondia o mais velho, agitado, sentindo-se encurralado.
O mais novo olhou para baixo, parecendo triste. — Não exatamente... — Entristeceu-se o olhar.
O mais velho tomou a nuca, respirou fundo fitando o mais novo à luz da vela. — Tudo bem... — Ele tocou o braço do irmão, abraçando-o em seguida. — Quer dormir comigo? — Perguntou o mais baixo em tom tão grave que aquela pergunta parecia um segredo entre os dois.
— Sim. — Respondeu o mais novo.
O mais velho sorriu, de forma terna. Tomou a mão do irmão e deitou com ele, abraçando-o. — Boa noite, Derek.
— Boa noite, Richard. — Ele respirou fundo abraçando o irmão. — Eu te amo.
O irmão mais velho concordou, com a cabeça no peitoral do maior. — Eu também... eu te amo. — Apertou o abraço, dormindo em seguida.
Naquela noite, Richard dormira como um bebê, abraçado e afagado, enquanto Derek, sentia em muito tempo o aroma que tanto gostava, aquilo era o seu "só irmão" que sabia que "só" fingia não se importar, pois, no fundo, havia algo mais naquela história.
Aquela noite passou vagarosa, mas o tempo não espera os românticos, nem os sereianos. Restavam sete dias e muito mais estava para ser descoberto entre os dois irmãos.
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