Of Back to the Past !

4 Capítulo OO - Cordas Partidas


Notas iniciais
Oie? Há quanto tempo não? rs
Estou respostando esse capítulo, porque tinha uns erros ortográficos, e a imagem não fica ajustada, mesmo eu editando! Em fim, foi mais para dizer que ressuscitei a fic, e que tenho boas ideias para ela! Espero ter leitores dispostos a lerem. õ/

“Somos reflexos de nossas escolhas.”

Autor Desconhecido


“A cada importante decisão feita, uma corda se partia...”.


Let me hold you

(Deixe eu te abraçar)

For the last time

(Pela última vez)

It's the last chance to feel again

(É a última chance para sentir de novo)

But you broke me

(Mas você partiu meu coração)

Now I can't feel anything

(Agora eu não consigo sentir mais nada)


Dezembro de 2005. Cidade de Tóquio.

18.12.2005, 06h39min. Domingo.


Manhã fria em Konoha, o inverno estava forte e da varanda da casa dos Uchiha podia se ver que a qualquer momento nevaria.

O moreno de cabelos longos carregava uma xícara com café fumegante. Aspirou profundamente e pode sentir o aroma delicioso que exalava. Sentou-se a mesa de frente ao outro ser presente no local.

Levantando o olhar pode observar o círculo vermelho marcando a data no calendário da cozinha, 18 de dezembro de 2005, tudo indicava que este era um dia importante.

– O baile é hoje, não é? – Indagou distante.

– Sim. – Arfou o outro presente no cômodo debruçado na mesa.

O mais velho arqueou uma de suas sobrancelhas negras.

– Ansioso?

– Um pouco. – Suspirou o mais novo.

– A Rosada? – O toque de malícia e divertimento presente em sua voz era evidente.

– Talvez. – Soltou revirando os olhos cor de ônix.

– Entendo. – A diversão agora estampada em sua face.

– Não vai trabalhar hoje? – Balbuciou irritado.

This ain't a song for the broken-hearted

No silent prayer for faith-departed

O toque do celular ecoou pela cozinha e uma gota se formou no alto de suas cabeças.

– Ah boca abençoada essa sua, Sasuke. – Retrucou enquanto posicionava o aparelho no ouvido.

– Sinto muito, Itachi, irmãozinho. – Riu sarcástico.

– Sim?... Para sede?... Num domingo? Ok, então. – Desligou o eletrônico. – Tenho que ir. Aproveite o baile Otooto. – Terminou e caminhou rumo à porta que dava acesso a saída do local.

Contudo, de repente virou-se.

– Otooto?

– Hm?

– Venha cá.

O mais novo se direcionou para seu irmão ficando em sua frente.

Levantando os dois dedos na altura da testa de Sasuke, o Uchiha mais velho vagarosamente avançava a mão, e quando em fim encostou suas digitais à pele alva do seu consanguíneo, fitou-o.

Olho por olho, ônix com ônix. Foi quando o já adulto Uchiha abriu um singelo sorriso e com os dedos empurrou levemente a testa do adolescente.

– Itachi, seu baka, já tenho 16 anos. Pare com isso. – Indagou irritado voltando de onde tinha vindo.

Riu seco e partiu.


1º corda

~~~~~~x~~~~~~

Casa dos Harunos.

07h30min.


– Sakura querida, hoje é seu baile não é mesmo? – A matriarca dos Haruno perguntou apressada.

– Sim mamãe. Qual o porquê da correria? – A adolescente de olhos verde esmeralda retrucou sonolenta.

– Ah querida, chame suas amigas para se arrumarem aqui. Seu pai e eu temos uma viagem de negócios de última hora. Não se importa não é? – Falava a mais velha enquanto arrumava algumas coisas.

– Nossa mamãe. Essas viagens estão ficando cada vez mais frequente. Mas tudo bem. – Disse triste.

A mãe parou por um momento e se direcionou para sua filha.

– Meu amor, agora que você se formou vai entender melhor tudo isso, eu lhe garanto. – Falou baixinho e beijando logo em seguida a testa da jovem que ainda se encontrava de pijama.

– Seiko querida, aonde colocou minhas coisas? – O patriarca dos Harunos chegou à cozinha onde encontrou as duas mulheres abraçadas. – Ops, atrapalhei?

– Claro que não, Satoru. – Disse Seiko divertida fazendo um cafuné na filha.

– Que horas vocês vão mãe? – Perguntou ainda abraçada a matriarca.

– Não sei direito querida, creio que seja na parte da tarde, quem está com nossas passagens é Kushina.

– A Tia Kushina vai?

– Sim, sim, a equipe toda.

– Ah, entendo.

– Sakura... – O patriarca chamou a atenção da rosada.

– Sente-se. Eu e sua mãe queremos conversar com você.

– Certo papai. Algo de errado? – Perguntou intrigada enquanto se acomodava na cadeira vendo que os pais faziam o mesmo.

– Não querida. Está tudo certo. Essa viagem vai demorar um tempo indeterminado, ou seja, não sabemos quando voltamos. – A mãe se apressou em falar.

– Queremos que seja forte querida e que tenha juízo. – O único homem presente balbuciou.

– Claro. Vocês sabem que tenho e que sou responsável.

– Ah meu anjo, nós sabemos sim, por isso vamos viajar, confiamos em ti. Porém apesar de está pertinho de completar 17 anos, pra mim você vai ser meu eterno bebê. Saiba que vamos sentir muito a sua falta.

– Vocês estão me assustando. – Replicou divertida.

– Nossa, é verdade, perdão, é que estamos ficando velhos e rabugentos. – Soltou uma risada gostosa.

– Filha, só mais uma coisa. Por mais que às vezes pareça que estamos só sendo velhos chatos que pegam no seu pé ou que não ligamos para o que você pensa, deseja ou sente, quero que compreenda que é tudo pelo seu próprio bem, ou talvez de outras pessoas até, que o que fazemos hoje é pensando no melhor, e esperamos que nos ajude quando for à hora.

– Ah pai se for por causa daquilo de ontem, sem problemas, eu nem queria ir pra balada mesmo. – Disse sorridente.

– Oh, certo, certo, nem recordava mais. – Riu deleitoso.

– Então?

– Isso serve pra ontem, pra hoje e pra sempre, entende?

– Sim, sim. – Abraçou os progenitores fortemente, e por um segundo pensou que aquilo parecia uma despedida, foi então que um aperto no coração surgiu e involuntariamente rodeou mais o abraço, balançou a cabeça para se livrar de tais pensamentos.

– Vamos meu amor precisamos terminar de ajeitar as coisas, já que nos ausentamos logo pela manhã, o restante preferiu assim. Ah, e ainda teremos que passar no prédio principal. – O Sr. Haruno designou, se apartando do enlaço aconchegante.

– Tudo bem, assim aproveitamos para comprar o necessário. Creio que ao aeroporto vamos todos juntos. Vá dormir mais um pouco Sakura. – A genitora terminou.

– Sim, sim. Beijos para os dois. Liguem-me quando puder. – Foi em direção as escadas e quando chegou ao meio da escalada virou-se.

– Ah, amo vocês dois, muito.

– Também te amamos muito querida, mais do que você imagina.

– Certo. Adeus meu anjo.

Talvez aquela palavra tenha soado forte demais, talvez não. Pensou o patriarca dos Harunos.


2º corda

~~~~~~x~~~~~~

Centro de Tóquio.

11h22min.

O som agudo se fez auditivo pelo local. Dois tiros.

– Muito bom. Acertou o alvo. – Um homem se pronunciou. – Me pergunto se acertará também quando chegar a hora. – Continuou depois saindo da lateral do grande alvo.

– Creio que sei ao que está se referindo. – O portador da pistola indagou.

– Sim, sim, entende rápido não é mesmo. – Falou displicente o outro homem de face coberta pela escuridão.

– Então hoje é o dia. Matarei todos. Assim meu poder será provado não é mesmo chefinho? Agora entendo o porquê de vir a cede.

– Faça o serviço completo. Sem rastros, um crime perfeito. Está me ouvindo? Caso contrário é a sua cabeça que vai rolar.

– Calminha aí. Você já conhece meu trabalho, não tem porque duvidar da minha competência.

– Sei. E aquele seu irmãozinho? – Replicou debochado.

– Não se preocupe, ele não será uma ameaça. É um verdadeiro perdedor.

– Espero Itachi.

Novamente dois tiros foram proferidos. Mira perfeita.


3º corda

~~~~~~x~~~~~~


Mansão Uchiha.

13h19min.

E mais uma vez naquele dia o barulho do telefone ecoou pela sala dos Uchihas.

– Alô?

– Hey, Teme!

– Que é Dobe? – Revirou os olhos.

– Eita que mal humor. Por acaso a madame está naqueles dias?

– Naruto seu retardado, você me ligou só pra isso? Se for, vê se me erra, vou desligar.

– Heiiiiiii, gomenen. Liguei pra saber mais ou menos que horas você vai sair e que vai buscar a Sah. – Justificou rápido antes que o amigo desligasse.

– Por volta das sete. – Disse entediado. – Porque a pergunta?

– É que a Sah chamou as meninas para se arrumarem lá. Já que a Hina vai, podíamos ir juntos busca-las. – Explicou animado.

– Ah, claro. – Assentiu.

– Seus pais estão em casa? – Perguntou o Loiro.

– Não. Viajaram novamente a negócios.

– Os meus também. – Balbuciou distante.

– Dobe pode vir pra cá, aproveite e traga suas coisas, pode se arrumar aqui pra ir para o baile, ok? – Rolou os olhos negros.

– Teme como sempre muito perspicaz. – Riu o possuidor de olhos azuis e desligou o telefone.

Dobe retardado. Pensou o moreno enquanto mais uma vez revirava os olhos. Aquele gesto nunca o deixaria.


4º corda

~~~~~~x~~~~~~


Aeroporto de Tóquio.

16h03min.

– Não chorem Mikoto e Seiko. Precisamos ser forte. – Falava reconfortante.

– Mas são nossos filhos Fugaku. E ainda são tão jovens. Sinto um mau pressentimento. – A morena falava em meio a soluços.

– Nós sabemos e nos dói também, Sakura é importante pra mim, assim como Sasuke é pra você e Fugaku. Entenda. Isso é só agonia. – O homem de cabelos rosados pedia entristecido.

– Eu compreendo a dor de vocês, Naruto também é importante para mim e Minato, e ele é o que está em mais risco. Mas não podemos chorar. De certa forma necessitamos ser profissionais. – Uma ruiva indagava penalizada.

– Eles escolheram essa vida, e não podemos interferir, apesar de serem só adolescentes, eles tem total conhecimento do que vão ter que enfrentar. Mesmo diante de tudo isso não se preocupe, os deixei em boas mãos, ficarão de olho neles e seguirão tudo o que os instrui. Sei que parecerá desumano logo de inicio, mas somente eles podem nos ajudar futuramente, afinal foram os melhores. Este sacrifício de ambas as partes é crucial. Precisamos dar um voto de confiança ao menos. – O homem loiro retrucou, e um brilho se formou no olhar de cada um ali presente, a esperança de que tudo ficasse bem no futuro pairou, aquilo era o certo a se fazer, e agora compreendiam.

Todos assentiram e um sorriso estonteante se formou em seu rosto.

– Entendo Minato, peço desculpas por mim e Mikoto – A segunda possuidora de madeixas rosadas se pronunciou.

– Não se preocupe é mais do que compreensível à atitude de vocês, tenho certeza que os demais também concordam, afinal no fundo somos todos pais aflitos.

– Certo, precisamos ir. – O Uchiha se pronunciou.

Juntos afirmaram.

A partir desse momento acontecimentos se seguiriam. As escolhas já haviam sido feitas, e as consequências só o tempo traria, fossem boas ou ruins.

Confiança era o que exalava do local agora.

– Eu piloto Minato.

– Ok, serei seu copiloto.

O Namikaze e o Uchiha se direcionaram para a cabine de comando do jatinho particular, acomodando-se nas posições já estipuladas.

– Pronto? – Perguntou o loiro.

– Pronto. Apenas um adeus para Tóquio. – Balbuciou o moreno.

Ligou os motores e ajustou a rota. A aeronave começou correr a pista até que não tocará mais o chão as rodas.

Quem estava embaixo podia ver quando o avião alcançou as nuvens. Tudo estava bem.

Segundos se passaram e um fio de luz surgiu no céu. E então o barulho ao longe se fez auditivo.

Um clarão pode ser visto por quem estava em terra firme e para quem estava em cima, restou escuridão e fogo. A morte bateu na porta e se fez presente. Uma explosão... Seria esse o mal pressentido?


5º corda

~~~~~~x~~~~~~


Mansão Uchiha

18h46min.


– Teme vai demorar muito ainda? – O de madeixas douradas perguntou afobado.

– Dobe estou quase terminando, se me perguntar isso mais uma vez vou te socar, até porque não estou demorando, você que é imperativo. – Retrucou o portador de íris negras enquanto ajeitava a gravata no pescoço.

– Vamos acabar nos atrasando. – Suspirou cansado lançando-se na cama.

Viu o amigo terminar de enlaçar o tecido no regaço, indicando que finalmente estava pronto.

Confirmou as suspeitas ao observa-lo caminhar em direção à porta, entretanto avistou o moreno sobressaltando e o mirou confuso, mau sinal.

– Droga Naruto! – Disse Nervoso.

– Ai vem bomba, sabia. Que? – Indagou preocupado.

– O idiota do Itachi ainda não chegou e eu preciso dá um recado muito importante dos meus pais pra ele, fora as chaves de casa e as instruções que seu Fugaku deixou se não a Dona Mikoto me mata quando voltar, os empregados não podem saber, sabe como é, contas, senhas e tudo mais, e já que vamos para casa de praia depois, complica tudo.

– Ah não! Merda.

O Uchiha mais novo subiu um pouco da manga do terno mostrando um fino relógio de ouro.

– Porra! Falta apenas dez minutos pras dezenove.

– Ah Sasuke, vou na frente, a Hina e a Ino foram pra Sah.

– Certo. Faça-me um favor. Leve a Sakura e entregue isto a ela. – O moreno vasculhou o cômodo e pegou um buquê de rosas vermelhas e estendeu ao amigo. – Diga-a que sinto muito e que peço desculpas e que prometo recompensá-la.

– Tudo bem Teme. – Concordou pesado.

– Vou tentar falar com Itachi. Conseguindo ou não, vou tentar dá um jeito. Estarei lá daqui a no máximo quarenta minutos. – Terminou cansado.

– Ok, aguardaremos. – Levantou-se de supetão e confirmou. Pegou as chaves do automóvel no criado mudo e marchou de encontro à saída.

– Valeu Dobe. – Agradeceu.

Segurou a maçaneta e por um segundo o Uzumaki congelou sentindo mais intensamente o aperto que pela manhã do mesmo dia havia se originado, mais uma vez, mau sinal.

Olhou por cima dos ombros o amigo de infância.

– Sasuke. Cuidado. – Proferindo as ultimas palavras ele retirou-se.

Fitando o lugar por onde o companheiro loiro de longa data havia saído.

Pode enxergar que aquele sentimento e sensação de que algo desagradável estava por acontecer talvez não fosse só impressão. Mas o que seria afinal?


6º corda

~~~~~~x~~~~~~


Instituição Konoha School.

18h55min.

– O que está me dizendo Kakashi? – Perguntou perplexa a loira pondo-se em pé enquanto batia as mãos na mesa da diretória com extrema força.

– Sinto muito Tsunade. Acabo de chegar da sede. Contaram-nos tudo rapidamente e me encarregaram de passar as informações para você. – O portado de estranhos cabelos grisalhos indagou reconfortante com a face entristecida.

– Como isso aconteceu? – Questionou ainda distante a diretora. – Meu Kami. Dois problemas imensos agora. Orochimaru e esses adolescentes que mal despertaram pra vida. Como vou fazer para dá uma noticia dessas pra eles? Logo no dia do baile. Eu, eu.. – Sentou cansada com uma penumbra sobre os olhos cor de mel.

– Entendo perfeitamente sua reação. – O Hatake falava na tentativa de mostrar seu apoio.

As coisas tinham ido longe demais, pensava a mestra de medicina.

Refletiu sobre tudo o que o homem a sua frente havia pronunciado, recordando-se do que fez para ajuda-lo a superar aquela situação que tanto se parecia com esta de agora.

Erguendo a cabeça e com um olhar confiante assentiu pra si mesma que o que o Hatake sugeriu era o melhor a se fazer.

– Kakashi sua sugestão foi a certa, fico feliz que eles tenham aceitado. – Suspirou cansada. – Me prontifico de avisar ao Jiraya, e cuidarei da Haruno. Teve a ajuda de Shikaku?

– Sim. – Afirmou. – Sei que me conhece muito bem Tsunade-Sama. Quando passei por uma situação similar foi você que me auxiliou. Os três foram uns dos alunos que mais se destacaram, cada um de sua forma, é claro. Ofereço-me para continuar sendo o orientador deles nessa fase de teste final para ajudá-la já que fui o responsável por isso. Acredite vocês da elite os ajudarão, as habilidades deles condizem.

– Kakashi confesso que sua proposta é boa, entretanto Orochimaru está em alerta de suspeita. – Cogitou.

– Não me esqueci dele. Dê-me permissão para falar com Sasuke, o mesmo é um garoto forte e me encarrego de Orochimaru juntamente com ele. Tenho certeza que não negará. – Disse confiante.

– Não seria muito arriscado? – Indagou receosa.

– Ele escolherá Tsunade, assim como eu escolhi. Arriscado sempre vai ser, mas estarei lá. Eles foram meus alunos, acho que os devo isso. – Justificou.

– Em pensar que um dia já tive um time assim, sinto pelo que Orochimaru está fazendo. – A Senju exclamou abatida.

– Ele será punido se for verdade, a investigação foi autorizada, vou vigiá-lo e Sasuke ainda sairá beneficiado. – Concluiu o outro presente no local.

– É a única solução. Vá Kakashi o baile começa às vinte horas, talvez ele ainda esteja em casa, em caso contrário se direcione para cá. – Terminou.

Direcionou-se para a porta e girou a maçaneta.

Mais uma vez naquele dia outra porta foi aberta e fechada, levando decisões e caminhos que foram eleitos para serem traçados, uma vez que a caminhada seja iniciada teria que ser seguida até se encontrar outra encruzilhada e novamente alguma estrada seria escolhida.

Fechou os olhos e pôs-se a massagear suas têmporas, se questionou quando que aquilo deixaria de acontecer. Nunca, concluiu entristecida. Decidiu chamar um de seus auxiliares, melhor não adiar o inevitável. Suspirou e discou o número.


7º corda

~~~~~~x~~~~~~


Mansão Uchiha.

19h29min.

– O número que você ligou está fora de área ou desligado. Deixe seu recado na caixa postal que estará habilitada após o sinal. – Soou o celular.

– Itachi seu retardado, vê se da uma passada rápida aqui em casa. Tenho recados importantes pra você. Deixa de ser idiota, me fazer esperar, deve ter pirado. – Balbuciou irritado apertando o botão de desligar com fúria.

Direcionou-se ao sofá sentando desleixado, refletiu um pouco e pegou as chaves do carro que estavam na mesinha de centro da grande sala.

Alguns minutos se passaram, decidido que seria sua ultima tentativa. Rediscou o número do irmão. Os toques agudos e contínuos saindo do alto falante do aparelho podiam ser ouvidos. O eletrônico chamou, chamou e mais uma vez a voz eletrônica foi ouvida. Desligou com força jogando-o no sofá.

– Puta que pariu. Eu ainda te mato Itachi. – Bufou o Uchiha mais novo. – Desisto. Por que Dona Mikoto? Logo hoje despensa os empregados. Ah é. Folga – Revirou os orbes negros.

Bagunçou os cabelos já espetados em sinal de irritação, respirou fundo se dando por vencido, o irmão que se virasse, hoje era seu dia.

Juntou seus pertences e se direcionou a porta, com a pressa não percebeu a presença do ser parado, entretanto num movimento rápido e de reflexo conseguiu impedir o choque.

– Kakashi? – Perguntou intrigado.

– Yo, Sasuke. – Pronunciou calmo, tentando não transparecer a aflição.

– O que faz aqui? Parece incomodado. – Falou analítico o moreno.

– Precisamos conversar Sasuke. – Olhou para o Senpai com desdém e impaciência. – É aconselhável que entramos, o assunto é muito importante. – Observando aqueles olhos o Uchiha pode perceber que em fim os maus presságios do decorrer do dia se concretizariam.

Assim deu abertura pro Hatake entrar.

E apenas tristeza restaria.


8º corda

~~~~~~x~~~~~~


Entrada do Baile de Formatura: Turma E-457.

20h17min.

A noite estava fria indicando que o inverno edokko encontrava-se no seu auge. Os pequenos flocos de neve caindo sobre o chão, o céu escuro, sem estrelas, e a lua cheia e exuberante completando o cenário de tristeza e desmazela.

Na porta de entrada do baile de formatura era onde se encontrava, encostada na parede da lateral direita dos portões que davam acesso à festa movimentada.

Seus cabelos de cor exótica balançavam de acordo com a brisa leve e fria que batia com agressividade sua pele alva desnuda, o vestido de gala perfeitamente caindo sobre o corpo e nas mãos um lindo buquê de rosas vermelhas.

Graduando-se no ginásio juntamente com o treinamento especial, sinal de que o dia devia ser representado por muitas alegrias. Mas a festividade era antagônica, se sentia abandonada e triste. O que fazer?

– Sakura?

– Hum? – Respondera distraidamente.

– Não fique assim, o Teme ficou de vir, a culpa não é dele deve ter acontecido algo, o Itachi é imprevisível. – O loiro vestido de traje e a rigor surgira.

– Eu entendo. Não se preocupe. Só que é inevitável me sentir assim. – Suspirou cansada.

– Haruno Sakura? Uzumaki Naruto? – Um homem de fisionomia desconhecida chamou.

– Sim, somos nós. O que deseja? – O mais jovem dentre os homens presente questionou.

– A diretora do colégio está solicitando a presença de ambos em seu escritório. Um assunto muito delicado precisa ser tratado. – Declarou sério.

– Pode nos adiantar algo? – O portador de íris safira interrogou.

– Sinto muito. Não tenho permissão de Tsunade-Sama, ela lhes informará. – Terminou e assentiu se retirando em seguida.


9º corda

~~~~~~x~~~~~~


Mansão Uchiha.

20h30min.

Os soluços cessaram, mas grossas e carregadas lágrimas rolavam a face que tinha uma expressão de choque, dor e tristeza estampada.

Há muito se escuta falar que homens não choram, e para ele, um legitimo Uchiha, essa fórmula que com o decorrer dos séculos foi popularmente empregada, estava totalmente correta, apesar de que para alguns ainda era ridícula.

Ora, no seu sangue circulava puro orgulho e machismo. Contudo, como toda boa regra existe sua exceção, não seria diferente com essa, sentia-se no direito de derramar seu pranto, era sua obrigação, afinal, eram seus pais e os de seus amigos, sua família, e apesar de parecer frio, amava-os de verdade e ninguém poderia contestá-lo, não teriam nem a dignidade de um enterro. Tinham sido carbonizados. Isso era justo? Seria esse o preço a pagar? Estaria sozinho? Quantas dúvidas a mais?

Perdido talvez.

– Sasuke, perdoe-me, mas preciso de sua resposta. – Indagou o de cabelo cinzento observando que o garoto à sua frente parecia distante. – Não se preocupe, entenderei caso negue, é compreensivo. – Terminou.

Havia esquecido a presença do mais velho.

Passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os, e respirando fundo na tentativa de manter a coerência.

Inclinou-se apoiando os cotovelos nas cochas colocando as palmas entrelaçadas a frente do rosto, mais um de seus costumeiros gestos, e dai? Não importava mais, depois tentaria larga-los.

Refletiu sobre o que o Hatake lhe sugeriu.

Existia a possibilidade de seu irmão está metido nisso, tomaria as devidas satisfações futuramente, apesar de sentir uma enorme ira só em pensar na probabilidade, contudo pensaria com sabedoria, no momento o maior suspeito era Orochimaru, entretanto ele ainda parecia fazer parte do lado “certo”, teria que se submeter aos ensinamentos do elite.

Talvez aparentasse que estivesse fugindo da realidade, até mesmo pra ele, seria isso? E Naruto e Sakura? E o restante de seus amigos?

Parou um pouco e por um momento a respiração falhou enrijecendo o corpo, um frio passou por sua espinha. A rosada. Foi então que percebeu que nunca estaria só, ainda que não tivesse mais seus progenitores, e nem muito menos seus amigos os deles.

Uma sensação de responsabilidade pairou sobre seu coração machucado, quem sabe um dia aquele sentimento fosse capaz de cicatrizar suas recém-feridas?

Não estava fugindo.

Agora a prioridade era protegê-los e ajudar a encontrar quem tirou a vida de seus pais. Sua meta foi traçada.

Limpou a ultima gota salgada e solitária que percorreu seu rosto.

– Hm. Eu vou. – Confirmou pondo-se de pé.

– Vá arrumar suas coisas que vou ligar pra cede para ajeitar a papelada. – Ordenou o de mais idade sorrindo triste.

Assentiu e subiu as escadas.

Mais uma vez um caminho foi escolhido.

Seria o correto? Só o tempo responderia essa e as outras várias perguntas.


10º corda

~~~~~~x~~~~~~


Diretória, Instituição Konoha School.

20h35min.


– Não sei como lhes informo isso, não sou boa com assuntos delicados. Mas saibam que o meu instituto ficará responsável por vocês e o que precisarem estaremos à disposição. Sei que é pedir demais, mas não se desesperem. – Tsunade discursou as primeiras palavras após a chegada dos seus recém-formados.

– Nos diga logo Baa-chan, deixe de nos enrolar, o que houve? – O Uzumaki perguntou irritado.

– Uma tragédia Naruto, uma tragédia. Os pais de vocês... – A diretora não conseguiu finalizar.

– Tsunade não brinque conosco. – Pediu aflita a Haruno.

– Eu não estou brincando, eles, eles... – A mais velha tentava mais os olhos se marejaram.

– Não estou entendendo aonde quer chegar. – Confuso estava o loiro. Negando-se talvez?

– Sinto muito Naruto, os pais de vocês, eles sofreram um acidente, o jatinho deles caiu, tudo indica que foram...

Mais nada precisou ser dito, o entendimento sobre a situação caiu como uma epifania para ambos. Uma solitária lágrima brotou dos olhos da Haruno enquanto o Uzumaki saía em disparada batendo a porta com força.

E assim a noite terminou para eles.

Sonhos destruídos, encantos quebrados, objetivos frustrados e uma garota sem esperança e decidida a não amar outra vez, solidão era a única coisa que a restava.


11º corda

~~~~~~x~~~~~~


Aeroporto de Tóquio, Japão.

21h50min

A cada passo que dava uma parte dentro de si se dilacerava.

Não podia se despedir, talvez não conseguisse ir se visse novamente lágrimas rolar pela face alva dela, ou até na do amigo de anos.

Era triste perder tudo em um dia, em algumas horas. Não tinha mais pais, nem irmão, muito menos amigo. E com essa decisão, nunca teria seu amor de volta, mas era para o bem de todos, e somente por isso largaria tudo, contudo, apenas por enquanto.

Precisava fazer o que no momento era prioridade. Ergueu a cabeça e confirmou pra si mesmo que esse não era o final, e sim um começo, era possível que esse caminho novo fosse mais perigoso e conturbado, apesar disso nem sempre o que parece ser o melhor, é o mais perfeito a se trilhar. Só descobriria com o decorrer do tempo.

E a ultima lágrima deslizou sobre sua face. Teria que ser forte, por ele mesmo, por seus amigos e pela mulher que escolheu como sua.

– Sasuke? – O Hatake chamou.

– Sim?

– É isso mesmo que você deseja? Se não quiser...

– Não Kakashi. Isso tem que ser feito, a partir do momento em que entrei no Konoha, é meu trabalho e dever. Estou decidido. – Disse diligente.

– Entendo. Não se preocupe, talvez demore, entretanto, tudo vai se encaixar. Eu garanto.

– Acredito nisso.

– Nos encontraremos em breve. – Trocaram olhares e assentiram. Já distante aceram um para o outro.

E antes de virar-se, a derradeira imagem do homem de madeixas cinza foi o Uchiha entrando pelos portões de embarque.

Lembrou-se de se mesmo. Sofreram a mesma dor, amadureceram antes do que o necessário. Infelizmente eram estas algumas das consequências de quem escolhia esta profissão.

Girou. Pegaria o próximo voo, ou se desse certo, poderia ser o mesmo até.


12º corda


“E a última se partiu.”


You can't play on broken strings

(Você não pode tocar em cordas partidas)

You can't feel anything

(Você não pode sentir nada)

That your heart don't want to feel

(Que seu coração não queira sentir)

I can't tell you something that ain't real

(Eu não consigo te dizer algo que não seja verdade)


“Nada acontece por acaso.”

Autor Desconhecido


\"\"


Notas finais
(Side Storie: Fanfic curta que explica um fato ocorrido numa outra fic. Um tipo de "bônus". Um capítulo que não se encaixa no meio da história original. Geralmente é de um capítulo apenas) é como funciona esse capítulo.
Bem, o próximo capitulo está pronto à mais de um ano! Só vou fazer algumas alterações ortográficas, e alguns pequenos detalhes incoerentes!
Este é o único capitulo que será em terceira pessoa, o restante são todos em primeira, ele funciona realmente como um capitulo bônus.
Desculpem ter deixado tanto tempo sem ser atualizada (se bem que essa não é uma atualização), mas a escola me abduziu, fim do ensino médio junto com meu curso técnico.
Comentem e deixem uma escritora feliz pliis! Se tudo der certo vou por regularmente. E o próximo capitulo está bom demais, foi muito bom escreve-lo! Kissus ♥