Ocultos
9 O Canto da Sereia
Após a explicação de Alaska e a visão do imenso lobo, Peter, em busca de entender o que acontecia com o mundo sobrenatural naquele momento, vai à floresta para pensar. Lá, o rapaz se deita à grama e admira a lua. Os belos olhos verdes do rapaz, tornam-se amarelos como um lingote de ouro ao serem tocados pelo brilho de uma bela lua crescente. O que intrigava o rapaz, era o quão pequeno tinha sido o intervalo entre as duas luas, Cheia e Crescente. Minutos se passaram e uma bela loira passa à cabeça do rapaz, mas logo vai embora, deixando junto a ele, o pensamento que nunca a teria. Lembrou da saudade que sentia de sua irmã e do orgulho que tinha para não ver mais seu irmão. Lembrou-se de seu pai, O Grande Alfa da família, derrotado por um mero caçador. Não, ele não deveria o subestimar, mas também não tinha como pensar de outra forma sobre ele. Havia um problema à mais, sua melhor amiga era filha dele, Sarah, e ela não fazia nem ideia que seu namorado poderia ser caçado a sangue frio por seu próprio pai. A menina mostrara um poder mágico mais cedo que intrigou, principalmente à Calisto. Eu ouvia seu coração, ele passava um sentimento de curiosidade enquanto assistia atentamente as lágrimas dela curarem o corte de seu Beta. O rapaz saiu do transe criado pelo brilho do luar ao ouvir um som. Uma voz doce que atingia seus ouvidos de forma melancólica. O rapaz, levanta-se a procura do dono ou dona da voz. Sua audição apurada ajuda o rapaz, que, entre os galhos de um arbusto conseguiu distinguir uma bela imagem. Ao se aproxima do arbusto, ele vê Ariel tirando seu sutiã. A garota, à beira do lago, mostrava um corpo escultural. O rapaz tentava de todo modo desviar seu olhar, mas o canto da moça parecia atrair seu olhar para suas belas feições. Pensando estar escondido, o rapaz se surpreendeu ao ver a moça chamando-o com o dedo indicador. Ela põe a mão na água e joga um pouco em seu cabelo. A garota, ainda adentrando o lago, parou apenas quando seus seios ficaram completamente cobertos pela água. O brilho da lua refletia na água e batia no rosto da menina, que chamava Peter e sorria. O rapaz piscava muito tentando desviar o olhar, mas era quase impossível.
– Você pode entrar, rapaz! — Afirmou ela. Sua voz era magnífica e Peter atendeu aquelas palavras. O rapaz que já se encontrava sem camisa, retira o curativo que cobria o corte feito por Phillip na lua cheia, enquanto o rapaz atacava à ele, Catherine e Sarah. Tirou sua calça, ficando apenas de cueca e adentrou a água. A lua crescente fazia os belos cabelos vermelhos da moça brilharem. O frio da água não era um problema para o rapaz, ele só se importava com a garota naquele momento. Ela foi se aproximando dele e o abraçou, entrelaçado seus braços pelo ombro do rapaz, pouco mais alto que ela. Ambos se encaravam sem falar nada, os olhos verdes dos dois se tocavam a medida que a encarada continuava. Ele cinturou-a e seus rostos foram se aproximando e ele não sentia outra vontade se não beijá-la. Ela passou sua mão para a nuca do rapaz e puxou seu rosto para baixo, realizando o desejo do garoto. Os beijos foram ficando mais quentes, a menina arranhava suas costas e puxando o longo cabelo do rapaz, fazendo seu corpo, já quente pelo toque, esquentar mais. O rapaz puxou-a pela cintura para mais perto de si. Lhe dava apertões na bunda. Os olhos verdes da meninas, uma vez roxos, se tornaram azuis como o oceano quando o beijo foi interrompido. Sua expressão doce tornou-se feérica. Ela segurou com as duas mãos a nuca do rapaz e o puxou para o fundo do lago...
Horas depois, a garota emergiu do lago. Sozinha e com uma expressão chorosa.
– Fez algo digno de uma Sereia, vermelhinha. — Disse A Fada guerreira do outro dia. A princesa olhava atenta para a revelada sereia. -
– O que você acha que eu fiz ? — Questionou Ariel.
– Eu tenho certeza de que você matou aquele lobo. Ainda assim, a floresta é da minha proteção... — Ela respondeu desembainhando as espadas. — E você acaba de violar ela.
Ariel foi rápida e previu a ação da princesa. Esta que tocara sua espada na direção da Sereia, que rapidamente, se defendeu com um geyser d'água. A menina, confusa por ter usado um feitiço que não conhecia, foi surpreendida por uma furiosa guerreira pulando em sua direção com espada em mãos. Esta girou sua espada e cortou a perna de Ariel, que fazia uma pirueta voltando para a terra. Ao perceber que estava sendo mantida acima da água por mais geysers, a garota não desviava sua atenção da guerreira que estava a beira do lago. Suas espadas agora estavam submersas. Ariel olhava agora séria para a fada. Esta tirou sua tiara e soltou seu curto cabelo loiro. Ela foi na direção de Ariel que se preparava para o ataque. Ariel, por ser pouco treinada em artes marcias, levava socos e chutes pesados da fada, que não perdoava a moça. Em um momento de fúria, Ariel brilhou seus olhos em azul novamente e a Fada sofreu uma investida pesada de um amontoado de água, fazendo ela voar e bater com as costas em uma árvore. Ariel limpou um pouco de sangue que escorria do canto da boca. Sua adversária no entanto, cuspiu sangue na outra direção e se levantou com uma leve tontura. Parte de sua armadura se quebrara com o choque na árvore. Por debaixo de seu peitoral, apenas um top negro como a armadura. A garota, notando que a luta poderia tomar outro rumo, abre suas majestosas asas e voa na direção de Ariel e investe contra o tronco da menina. A sereia vai ao chão. A fada a pega pelo pé e a lança de volta no lago e pula atrás. Ao mergulhar, ela vê uma de suas espadas cravada no tronco de Peter e a outra caída ao lado. Ela foi ao fundo e pegou a que estava ao lado do rapaz. Tentou tirar a que estava cravada no rapaz, mas ela havia o empalado e se cravara ao fundo. Emergindo junto a Ariel que era mantida uma bolha de água no ar, a garota pulou e fez um giro com a espada. Ao se frustrada por cortar apenas água, A fada pega Ariel pelo pé e a lança ao chão. O amontoado de água que se desfez, pressionou a guerreira contra o chão, enquanto Ariel caía no seco da grama. As duas levantaram-se lentamente por conta do esforço físico e dos machucados. A fada, sem forças, soltou sua espada ao chão e foi em direção a sereia que se esforçava para ficar de pé. Poucos metros uma da outra, suas forças retornaram pequenas e uma pequena corrida se iniciou para o choque. Poucos segundos faltavam até ambas serem surpreendidas por um ensurdecedor rugido. À beira do lago, um bravo e machucado Peter rosnava para as duas. Uma enorme cicatriz em sua barriga se fechava, muito mais rápido que a que Lip o causara. Em sua mão direita, uma espada ensanguentada se encontrava. Ariel, aliviada por não ter matado o rapaz sorriu enquanto a fada encarava o rapaz com receio.
– Peter... — Eu disse me aproximando do trio. Acompanhado por Sabs, com sua expressão sorridente de sempre, alternava o olhar entre Ariel, a Guerreira e Peter.
– Ariel. — Disse uma outra garota que chegava da outra direção. Eu a reconheci como a dupla de Ariel que eu havia visto no primeiro dia de aula. A garota com feições indígenas e olhos castanhos, trazia consigo uma blusa preta. — Veste logo. — A garota obedeceu a amiga e vestiu a blusa.
– Você é a prima da Lua, não é ? — Eu peguntei para a guerreira que aparentava estar muito machucada.
– Sou... Meu... meu nome é Evelynn. — Ela respondeu pondo a mão na barriga em sinal de dor.
– Você está bem ? Quer que te ajudemos à ir para o recanto ? — Perguntou Sabs à fada que não era muito menos que eu. Observamos Phillip chegar correndo e ajudando o amigo que não conseguia se manter em pé. Notamos Ariel e sua amiga irem embora. A garota de cabelos vermelhos era ajudada pela amiga.
– Se puderem me levar para a casa da Lua... eu agradeceria. — Nos deixando confusos, a garota balbuciou.
– Tem certeza ? Vão cuidar melhor de você no recanto! — Afirmou Sabs.
– Não, minha mãe não pode me ver assim, ela já está com preocupações demais. Por favor, minha prima vai poder me ajudar. — Nós assentimos e à levantamos. Enquanto caminhávamos para fora da floresta, senti algo diferente, como ser observado de longe.
Enquanto todos saíam da floresta, alguém os observava, porém Martin não era este alguém. A pessoa, escorada na árvore observava silenciosamente alguém que acompanhava Dave, e não o rapaz. Ao olhar para Sabs, um olhar carinhoso se fez no rosto do mesmo. Ele virou-se de costas e escamas surgiram em sua nuca...
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